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UEL 2006

Em Os Lusíadas, de Camões, lê-se: “Porém já cinco sóis eram passados / Que dali nos partíramos, [...], / Quando ua noite, estando descuidados / Na cortadora proa vigiando, / Ua nuvem, que os ares escurece, / Sobre nossas cabeças aparece.”

 


Em Macunaíma, de Mário de Andrade, lê-se: “Nem cinco sóis eram passados que de vós nos partíramos, quando a mais temerosa desdita pesou sobre nós.” 

 

Com base nas duas passagens citadas, considere as afirmativas a seguir.

 


I. Na obra de Camões, a mudança da sorte efetiva-se cinco dias após a saída das naus de Lisboa. Em Macunaíma, a mudança da sorte ocorre antes de completar os cinco dias da partida do Uraricoera.
II. Enquanto em Os Lusíadas a contagem dos dias faz-se a partir da saída de determinado lugar, em Macunaíma ela faz-se a partir do momento em que a personagem abandona a companhia das icamiabas, habitantes do Uraricoera.
III. A primeira pessoa do plural empregada no texto camoniano aplica-se a todos os membros das embarcações lideradas por
Vasco da Gama. A primeira pessoa do plural empregada no texto andradino aplica-se ao herói, seus irmãos e Capei.
IV. Em Os Lusíadas, a mudança dos eventos é marcada pelo surgimento de uma nuvem escura no céu. Em Macunaíma, não há a mediação da natureza a prenunciar a desdita, ou seja, a perda da muiraquitã.

 


Estão corretas apenas as afirmativas:

Escolha uma das alternativas.