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UEL 2011

Triste Bahia! Oh quão dessemelhante
Estás, e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vejo eu já, tu a mi abundante.


A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado
Tanto negócio, e tanto negociante.

 

Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.

 

Oh se quisera Deus, que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!

MATOS, Gregório de. Poesias selecionadas. 3. ed. São Paulo: FTD, 1998. p. 141.


Sobre figuras de linguagem no poema, considere as afirmativas a seguir.

 


I. A descrição do eu-lírico e da Bahia configura uma antítese entre o estado antigo e o atual de ambos.
II. A antítese é verificada na oposição entre as expressões “máquina mercante” e “drogas inúteis”, embora ambas se refiram à Bahia.
III. Os versos "Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, / Rica te vejo eu já, tu a mi abundante." são exemplos do papel relevante da gradação no conjunto do poema, pois enumeram estados de espírito do eu-lírico.
IV. Os versos “Um dia amanheceras tão sisuda / Que fora de algodão o teu capote!” configuram exemplos de personificação e metáfora, respectivamente.

 

Assinale a alternativa correta.

Escolha uma das alternativas.