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UEMS 2006

Queremos rir

 

Um mágico trabalhava em um navio. Como o público era diferente a cada semana, ele sempre repetia os mesmos números. O papagaio do capitão, que assistia a todos os shows, começou a descobrir os truques do mágico. Durante as apresentações, o papagaio dizia:


– Ele está escondendo as flores debaixo da mesa!

 

– Ei, por que todas as cartas são ases de espadas?

 


– Atenção, não olhem para a mesma cartola!

 

O mágico ficava fulo da vida, mas não podia fazer nada – afinal, o papagaio era do capitão.

 

Um dia o navio afundou. O mágico se salvou, agarrando-se a um pedaço de madeira. Por um capricho do destino, viu-se junto do papagaio. Os dois passaram dois dias boiando no mar, olhando-se com desprezo e sem dizer uma palavra. Finalmente, no terceiro dia o papagaio não se conteve e disse para o mágico:

 

– O.k., seu safado! Eu desisto! Onde você enfiou a porcaria do navio?

 

 

 

 

No texto “Queremos Rir” a interação do papagaio com o mágico reflete o uso da seguinte figura de linguagem: