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UFAM 2010

Leia agora o soneto “Língua-mar”, do poeta cearense Adriano Espínola: 

A língua em que navego, marinheiro,

na proa das vogais e consoantes,

é a que me chega em ondas incessantes

à praia deste poema aventureiro.

É a língua portuguesa, a que primeiro

transpôs o abismo e as dores velejantes,

no mistério das águas mais distantes,

e que agora me banha por inteiro.

Língua de sol, espuma e maresia,

que a nau dos sonhadores-navegantes

atravessa a caminho dos instantes,

cruzando o Bojador de cada dia.

Ó língua-mar, viajando em todos nós.

No teu sal, singra errante a minha voz. 

 

É muito comum, nos textos poéticos, a presença da linguagem figurada. Esse recurso leva o leitor a produzir sentidos que não se criariam simplesmente por meio do recurso à linguagem literal. No texto que você acabou de ler, há a presença constante da figura de linguagem denominada prosopopeia, por meio da qual características de seres animados são atribuídas a seres inanimados.

Retirados do texto acima, todos os trechos presentes nas alternativas seguintes apresentam prosopopeia, exceto: 

Escolha uma das alternativas.