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UFES 2009

Texto XIV                                                                            
Canto Primeiro  

As armas e os barões assinalados
Que, da ocidental praia lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram; [...]  
(CAMÕES, L. V de. Os Lusíadas . São Paulo: Cultrix, 1993, p. 22.) 

 

Texto XV
Todos falam na Política, muitos compõem livros dela; e no cabo nenhum a viu, nem sabe de que cor é. [...] é de saber que, no ano em que Herodes matou os Inocentes, deu um catarro tão grande no diabo, que o fez vomitar peçonha; e desta se gerou um monstro [...] ao qual chamaram os críticos Razão de Estado: e esta Senhora saiu tão presumida, que tratou de casar [...] com um mancebo robusto, e de más manhas, que havia por nome Amor Próprio [...] de ambos nasceu uma filha, a que chamaram Dona Política [...] Criou-se nas Cortes de grandes Príncipes, embrulhou-os a todos: teve por aios o Maquiavel, Pelágio, Calvino, Lutero, e outros Doutores dessa qualidade, com cuja doutrina se fez tão viciosa, que dela nasceram todas as seitas e heresias, que hoje abrasam o mundo. E eis aqui, quem é a Senhora Dona Política.
(Arte de Furtar . 2. ed. Introdução de Carlos Burlamáqui Kopke. São Paulo: Melhoramentos, 1951. Cap LX, pp. 262-264. Autor anônimo).  

Texto XVI  
DIABO – Oh, que caravela esta!
Põe bandeiras, que é festa.
Verga alta! Âncora a pique!
– Ó precioso D. Henrique,
cá vindes vós? Que coisa é esta?
Vem o Fidalgo e, chegando ao barco infernal, diz:  
FIDALGO – Esta barca onde vai ora, assim tão abastecida?
DIABO – Vai para a ilha perdida e há de partir nesta hora.
FIDALGO – Para lá vai a senhora?
DIABO – Senhor, a vosso serviço
(VICENTE, Gil. “Auto da barca do inferno”. In: Farsa de Inês Pereira / Auto da barca d o in f e r n o / A u t o d a alm a . São Paulo: Martin Claret, 2001.) 

Os trechos acima são fragmentos de importantes textos da Literatura Portuguesa. Com base neles e também nas obras citadas, julgue as proposições abaixo, utilizando (V) para as que forem verdadeiras e (F) para as que forem falsas.    


I – Em  Os Lusíadas, obra do Classicismo português, o poeta Luís de Camões, tematizando a viagem de Vasco da Gama, enredada com a mitologia greco-latina, canta os feitos e glórias portugueses.
II – A epopéia Os Lusíadas , como texto oriundo do século das luzes, representa o pensamento acerca da liberdade do europeu de conquistar os povos incultos e não cristãos.
III – No fragmento do texto Arte de furtar , de 1652, portanto do período barroco, o autor define a política como uma atividade ligada ao Estado, por meio da personificação de idéias retiradas do mundo político.
IV – Na passagem do Auto da barca do inferno , texto representativo do Humanismo português, os personagens Diabo e Fidalgo são exemplos de alegorias, recurso utilizado por Gil Vicente em seu Auto.  


A seqüência CORRETA de respostas, de cima para baixo, é  

Escolha uma das alternativas.