Tenha acesso completo ao Stoodi

Assine o Stoodi e prepare-se para o ENEM com nossos conteúdos exclusivos!

UFJF 2012

Importuna Razão, não me persigas

 

Importuna Razão, não me persigas;  Cesse a ríspida voz que em vão murmura; Se a lei de Amor, se a força da ternura Nem domas, nem contrastas, nem mitigas;

 

Se acusas os mortais, e os não abrigas, Se (conhecendo o mal) não dás a cura, Deixa-me apreciar minha loucura, Importuna Razão, não me persigas.

 

É teu fim, teu projecto encher de pejo Esta alma, frágil vítima daquela

Que, injusta e vária, noutros laços vejo.

 

Queres que fuja de Marília bela,

Que a maldiga, a desdenhe; e o meu desejo É carpir, delirar, morrer por ela.

BOCAGE, Manuel M. B du. Obras Completas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1958, p. 85.

 

 

Sobre o poema é correto afirmar que:

Escolha uma das alternativas.