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UFJF 2012

Texto I

 

Sexo e Dinheiro

 

Sexo e dinheiro são Metros do nosso egoísmo Embora os dois tenham

Bem pouco mais em comum Veja os que dizem ser Guias espirituais

Usam nosso temor

Para ter um ou outro ou os dois Dinheiro e sexo são

Mera ilusão para tais Cães

 

Dinheiro e sexo são Espíritos desiguais

Mas desempenham funções Nos limites finais

No meio a vida se dá Entre as coisas reais Dinheiro e sexo não Podem cruzar-se jamais Sexo e dinheiro são Formas de libertação Mas...

 

Dinheiro é uma abstração Sexo é uma concreção: luz Instância díspar sem Denominador comum

Mas ambos fazem-nos ser Seres de base igual

Um no começo

E outro no fim: ninguém é normal Cantemos seus nomes

E nos livremos do seu Mal

(VELOSO, Caetano. In: COSTA, Gal. Recanto . CD . Universal Music , 2011)

 

 

Texto II

 

O Bataclan e o Trianon eram os principais cabarés de Ilhéus, freqüentados pelos exportadores, fazendeiros, comerciantes, viajantes de grandes firmas. Mas nas ruas de canto havia outros, onde se misturavam trabalhadores do porto, gente vinda das roças, as mulheres mais baratas. O jogo era franco em todos eles, garantindo os lucros.

 

Uma pequena orquestra animava as danças. Tonico foi tirar uma mulher, Nhô-Galo olhava o relógio, já era hora da dançarina, ele estava impaciente. Queria ir ao Trianon ver a de tranças, a do coronel Melk.

 

Era quase uma da manhã quando a orquestra cessou e as luzes se apagaram. Ficaram apenas umas pequenas lâmpadas azuis, da sala de jogo veio muita gente, espalhando-se pelas mesas, outros de pé junto às portas. Anabela surgiu dos fundos, enormes leques de penas nas mãos. Os leques a cobriam e a descobriam, mostravam pedaços do corpo.

 

O Príncipe, de smoking, martelava o piano. Anabela dançava no meio da sala, sorrindo para as mesas. Foi um sucesso. O coronel Ribeirinho pedia bis, aplaudia de pé. As luzes voltavam a se acender, Anabela agradecia as palmas, vestida com uma malha cor de carne.

 

– Porcaria... A gente pensa que está vendo carne, é fazenda cor-de-rosa... – comentou Nhô-Galo.

(AMADO, Jorge. Gabriela, cravo e canela. Rio de Janeiro: Record, 1983, p. 127)

 

 

No primeiro parágrafo do trecho do romance Gabriela, cravo e canela, de Jorge Amado (Texto II), a conjunção “mas” delimita as desigualdades sociais da cidade. Porém, apesar das diferenças, há aproximações entre as classes.

 

Indique quais versos da canção “Sexo e dinheiro”, de Caetano Veloso (Texto I), melhor aponta para essas aproximações, visíveis no texto II:

Escolha uma das alternativas.