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UFMS 2008

TEXTO 1:

 

Aula de português

 

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.


A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

 

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas da minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, seqüestram-me.

 


Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

 

O português são dois; o outro, mistério.

 

 

Leia um trecho de uma pesquisa feita com professores de português do ensino fundamental e médio, que teve como objetivo apreender a imagem da língua construída no discurso desses profissionais, e responda à questão.

 

TEXTO 2:


Em primeiro lugar, é possível observar que, no discurso do professor, o português se mostra como duas línguas diferentes: uma é a norma culta (ou variedade padrão), tomada como a “verdadeira” língua (a melhor, a mais correta), que é, em geral, associada à modalidade escrita e ao registro formal e cujo aprimoramento cabe à escola, através do ensino da gramática normativa; a outra, que faz parte do dia-a-dia do falante, é a linguagem popular (ou variedade não padrão), entendida como adulteração da norma culta e freqüentemente associada à modalidade oral e ao registro informal.

 

 

O Texto1 e o Texto 2 trazem a mesma ideia central – a de que existem duas línguas: aquela que é ensinada na escola e a que se usa no dia-a-dia –, mas apresentam diferenças significativas no que se refere

Escolha uma das alternativas.