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UFRGS 2016

Leia o segundo poema de Cecília Meireles, e primeiro de Mario Quintana abaixo.

 

Canção excêntrica

 

Ando à procura de espaço
Para o desenho da vida
Em números me embaraço
E perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
Em vez de abrir um compasso,
projeto-me num abraço
e gero uma despedida.

 

Se volto sobre o meu passo,
É já distância perdida.

 

Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
- saudosa do que não faço,
- do que faço, arrependida.

 

 

Seiscentos e sessenta e seis

 

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
Eu nem olhava o relógio
Seguia sempre, sempre em frente...

 

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

 

 

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre os poemas.

 

( ) O poema de Cecília Meireles apresenta vocabulário ligado à geometria e regularidade estrutural
e métrica, apontando para a necessidade de o sujeito lírico definir sua vida com exatidão.
( ) O poema de Mario Quintana busca a definição da vida, a partir da metáfora com o universo
escolar e a passagem do tempo.
( ) A sucessão “6 horas, 6ª feira, 60 anos”, no poema de Quintana, indica a finitude: fim do dia útil,
fim da semana útil, consequentemente, fim da vida útil.
( ) Os dois poemas, embora os sujeitos líricos sejam uma mulher e um homem, encerram com um
tom melancólico, porque a realidade não corresponde às suas expectativas.

Escolha uma das alternativas.