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UNB 2010

É interessante ressaltar a diferença mais crucial entre presente e passado: a da própria forma da existência social. O mundo greco-romano não se estruturava como os Estados nacionais contemporâneos, mas de modo bem distinto, como cidades-estado. As cidades-estado, conhecidas, graças à tradição escrita, pela epigrafia ou pelas fontes arqueológicas, eram muito diferentes entre si: nas dimensões territoriais, em suas riquezas, em suas histórias particulares e nas diferentes soluções, ao longo dos séculos, para os conflitos de interesses entre seus componentes. Há a tendência de se pensar a História antiga como parte essencial da história do mundo, como uma de suas etapas em direção ao presente. Trata-se, contudo, de um efeito ilusionista produzido pela necessidade que a Europa sentiu, sobretudo a partir do século XIX, de definir o Ocidente em sua relação com o resto do mundo, traçando suas origens na tradição literária do mundo greco-romano e projetando-a, no presente, como berço da civilização humana.

Norberto L. Guarinello. Cidades-estado na antiguidade clássica. In: Carla B. Pinsky. História da cidadania. São Paulo: Contexto, 2003, p. 30-31 (com adaptações).

 

No mundo ibérico, o Estado moderno percorreu longo caminho de construção da sua autoridade, apresentando diversas configurações e experiências, mas fundamentado, basicamente, em três razões de Estado: fé, comércio e fazenda. Com relação à colonização da América, os melhores exemplos desses fundamentos são

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