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UNB 2010

Em Berlim, sentia-se o Muro em qualquer lugar, mesmo quando ele não estava à vista. Ele assombra a cidade até hoje, 20 anos depois. Restam vestígios fantasmagóricos que nos pegam desprevenidos: um pedaço do Muro aqui, uma torre de vigia acolá, terrenos vazios por onde passava a faixa da morte, uma linha estreita de pedras de pavimentação incrustrada nas ruas do centro da cidade, que agora está na moda. A cicatriz do Muro foi replantada. Basta cavar o solo arenoso para encontrar pedaços de seu concreto típico. O Muro subsiste como sensações de um membro amputado, um vazio que não pode ser esquecido. Há um sentimentalismo deslocado nessas memórias, uma espécie de romantismo da Guerra Fria, uma emoção contagiante para certo tipo de turista. Os berlinenses, na maior parte do tempo, simplesmente conviviam com ele, por mais sinistro e incongruente que fosse. Ao conviver com algo, ignoramos sua presença. Ao longo daquele Muro, as mães empurravam seus carrinhos de bebê. Na metade ocidental da cidade, artistas o pintaram, pelo menos durante algum tempo. Mas, em geral, as pessoas lhe davam as costas, exceto quando buscavam espaços vazios para estacionar seus carros.

Michael Meyer. 1989: o ano que mudou o mundo. Rio de Janeiro: Zahar, 2009, p. 28-29 (com adaptações).

 

Ao construir o Muro de Berlim, em 1961, a República Democrática Alemã, primordialmente, visava

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