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UNB 2011

Matança

Jatobá

 

Cipó caboclo tá subindo na virola

Chegou a hora do pinheiro balançar

Sentir o cheiro do mato da imburana

Descansar morrer de sono na sombra da barriguda

De nada vale tanto esforço do meu canto

Pra nosso espanto tanta mata haja vão matar

Tal mata Atlântica e a próxima Amazônica

Arvoredos seculares impossível replantar

(...)

Quem por acaso ouviu falar da sucupira

Parece até mentira que o jacarandá

Antes de virar poltrona porta armário

Mora no dicionário vida eterna secular

 

Quem hoje é vivo corre perigo

E os inimigos do verde da sombra o ar

Que se respira e a clorofila

Das matas virgens destruídas vão lembrar

Que quando chegar a hora

É certo que não demora

Não chame Nossa Senhora

Só quem pode nos salvar é

 

Caviúna, cerejeira, baraúna

Imbuia, pau-d’arco,

Juazeiro e jatobá

Gonçalo-alves, paraíba, itaúba

Louro, ipê, paracaúba

Peroba, maçaranduba

Carvalho, mogno, canela, imbuzeiro

Catuaba, janaúba, aroeira, araribá

Pau-ferro, anjico, amargoso, gameleira

Andiroba, copaíba, pau-brasil, jequitibá

 

Considerando o desenvolvimento das ideias na letra da canção Matança, verifica-se que, na última estrofe, por meio de longa enumeração, o compositor

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