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UNB 2013

O ecstasyé uma droga sintética associada às manifestações festivas das culturas urbanas, como as festas rave, maratonas de dança que podem durar dias seguidos. O seu princípio ativo é a 3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA). Parte dessa molécula se assemelha a um alucinógeno, e outra parte, a um estimulante. O ecstasynão chega a produzir alucinações como as decorrentes do uso do ácido lisérgico, LSD, nem os efeitos estimulantes da cocaína. Seus efeitos equivalem aos da mistura moderada dessas duas drogas e podem ser devastadores, levando à morte do usuário.

 

A maior causa de morte associada ao uso do ecstasyé a hipertermia. A razão de a MDMA afetar a termorregulação corporal não é clara, mas parece estar relacionada ao aumento de liberação de serotonina.

 

A serotonina é um neurotransmissor responsável pelo controle das emoções, pela regulação do domínio sensorial e motor e pela capacidade associativa do cérebro, e também pela regulação da temperatura do corpo. O MDMA induz o aumento das percepções visual e sonora, bem como a hipersensibilidade ao tato, que gera a necessidade de contato corporal, e a sensação de bem-estar e felicidade, conjugada com hiperatividade e ausência de cansaço, fatos que, adicionados à predisposição cerebral para movimentos corporais repetitivos, levam os indivíduos a dançar horas seguidas. A boa disposição é, no entanto, passageira, sendo comum a ressaca nos dias seguintes. Outros efeitos colaterais do uso do ecstasysão: dores de cabeça, dores musculares, náusea, hepatite tóxica, problemas renais, arritmia cardíaca, alucinações e crises de pânico.

Stella P. de Almeida e Maria Teresa A. Silva. Histórico, efeitos e mecanismo de ação do êxtase (3-4 metilenodioximetanfetamina). Revista Panamericana de Salud Publica/Pan Am J Public Health 8 (6), 2000 (com adaptações).

 

 

A serotonina, após ser liberada na fenda sináptica, pode ser recapturada

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