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UNESPAR 2011

Principal best-seller da Flip, Isabel Allende defende qualidade de sua obra

Fabio Victor, SP – Ilustrada, 31/07/2010

(Excerto adaptado)

 

Em entrevista à Folha, Isabel Allende, 56 milhões de livros vendidos pelo mundo, rejeita a humildade quando provocada a comentar a motivação do convite a Flip, na próxima quinta, em Paraty, um evento que não costuma mirar autores best-sellers, mas mais aqueles com boa reputação na crítica.

 

“Perdoe-me a falta de modéstia, mas devo mencionar que tenho mais de 50 prêmios em mais de 16 países e 13 doutorados honoris causa pela qualidade dos meus livros, não pelo número de exemplares vendidos”, afirma a autora, que faz 68 anos na segunda-feira.

 

“Há uma tendência de considerar que, quando um livro tem êxito de vendas, necessariamente a qualidade é inferior. Isso é subestimar os leitores, não acha?”

 

Na entrevista, por e-mail, Allende – que não conhece a obra do homenageado da Flip, Gilberto Freyre – aborda os efeitos positivos da escravidão, fala do marido escritor e comenta o esgotamento do realismo mágico.

 

O realismo mágico que se desenvolveu fortemente nas décadas de 60 e 70 como produto de duas visões que conviviam na América hispânica e também no Brasil: a cultura da tecnologia e a cultura da superstição, surgiu também como forma de reagir, através das palavras, contra as ditaduras da região. Ele pode ser definido como a preocupação estilística e o interesse de mostrar o irreal ou estranho como algo cotidiano e comum. Apesar de aparentemente desatento à realidade, o realismo mágico tem a pretensão de dar verossimilhança interna ao fantástico e ao irreal, diferenciando-se assim da atitude niilista assumida originalmente pelas vanguardas do início do século XX, como o surrealismo. O realismo mágico está morto? Ainda há espaço para este estilo na literatura contemporânea? Por quê?

 

Talvez tenha se abusado do realismo mágico nos anos 1980. Os escritores e os leitores se cansaram de algo que se tornou um truque literário sem sentido. No entanto, acredito que na vida e na literatura há muito espaço para o mistério, o inexplicável. Eu não tenho medo de usar o realismo mágico quando enriquece uma história.

 

Uma das obras representativas deste estilo literário na Literatura Brasileira é:

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