Você gosta de Matemática e de Física? Seu sonho é entrar na universidade e fazer um curso de Engenharia? Hoje, existem várias opções nessa área, com focos diferentes e diversas aplicações!

Se o curso dos seus sonhos é a Engenharia Elétrica, este guia é para você! Nele, contaremos tudo o que é preciso saber sobre o curso de Engenharia Elétrica e a profissão de engenheiro elétrico: duração do curso, grade curricular, perfil do profissional, média salarial no Brasil e vários outros pontos importantes para ajudar a decidir qual o melhor caminho no ensino superior para você. Continue lendo e descubra!

Engenharia Elétrica

A Engenharia Elétrica é a responsável pelos processos e projetos de geração, transmissão, transporte e distribuição de energia elétrica. Área extremamente vasta, permite ao profissional trabalhar com sistemas de automação e controle, desenvolvimento de componentes utilizados na produção de energia a, até mesmo, projetos de instalações nas mais variadas dimensões, de residências a indústrias.

Além da eletricidade, esse ramo da engenharia trabalha, também, com estudos e aplicações de eletromagnetismo e eletrônica. Tendo surgido em meados do século XIX, a Engenharia Elétrica evoluiu muito desde então, sempre lado a lado com os avanços tecnológicos que se utilizam da eletricidade.

Nos últimos tempos, com o crescimento da oferta de energia elétrica por meio de fontes renováveis e limpas, os engenheiros eletricistas ganharam ainda mais destaque, principalmente com as instalações de projetos de energia fotovoltaica, por exemplo.

Engenharia elétrica: salário

Assim como as outras engenharias, a Elétrica está em alta no Brasil. Por isso, a profissão é agraciada com ofertas que ficam entre os maiores salários do país. A Lei 4.950-A, de 1966, é a responsável pela regulamentação da remuneração dos profissionais com diplomas nas áreas de Engenharia, Química, Arquitetura, Agronomia e Veterinária.

De acordo com essa lei, o cálculo para a determinação do piso salarial de um engenheiro elétrico segue os padrões do salário mínimo, vinculado à jornada diária do profissional. Esses valores não mudam, independentemente do local de atuação do engenheiro.

Para uma jornada de 6 horas de trabalho, o piso salarial é de 6 salários mínimos (R$ 5.988, em 2019). Nos casos de jornada de 7 horas, o piso é de 7,25 salários mínimos (R$ 6.965). Por fim, para os profissionais que têm uma jornada de trabalho diária de 8 horas, o piso salarial é equivalente a 8,5 salários mínimos (R$ 7.984).

Os valores praticados no mercado nos dias de hoje variam de acordo com a experiência do profissional, o cargo ocupado e a sua área de atuação. Um trainee de Engenharia Elétrica recebe, em média, R$ 3.688,61, de acordo com o site de vagas de emprego Catho. Já um analista de engenharia recebe uma média de R$ 3.270,74. Por sua vez, um engenheiro na vaga de coordenador tem um salário médio de R$ 8.160,53.

Faculdade de Engenharia Elétrica

A estrutura do curso de Engenharia Elétrica é construída levando em consideração um “ciclo básico” que acontece, geralmente, nos dois primeiros anos. Durante esse tempo, o aluno entrará em contato com disciplinas generalistas que abordam, principalmente, Matemática, Física, Química e Computação.

Após a finalização desse ciclo, o estudante começa a ter maior contato com as disciplinas específicas podendo, inclusive, complementar sua formação com disciplinas optativas e eletivas, dependendo do caminho que ele pretende seguir.

É durante essa etapa do curso que as aulas em laboratórios começam a ficar mais frequentes. Nelas, o aluno coloca em prática todos os conhecimentos adquiridos nas aulas teóricas ministradas anteriormente. A parte prática do curso de Engenharia Elétrica é uma das mais importantes de todas, principalmente quando se leva em consideração a densidade dos assuntos abordados durante o curso.

Por isso, na hora de escolher uma faculdade de Engenharia Elétrica, é essencial analisar muito bem a infraestrutura oferecida pela instituição de ensino. Bons laboratórios e material de qualidade para as aulas práticas é o mínimo que uma boa universidade deve oferecer.

Além das aulas teóricas e práticas e do próprio estágio em Engenharia Elétrica, o aluno ainda pode procurar oportunidades em uma empresa júnior. Atuando dentro das universidades, essas empresas dão a chance de o estudante entrar em contato com o mercado de trabalho de uma forma orgânica e muito aplicada.

Engenharia Elétrica: grade curricular

A grade curricular do curso de Engenharia Elétrica é muito vasta e aborda diversos assuntos diferentes. Como exemplo, listamos abaixo as disciplinas estudadas no curso de Engenharia Elétrica da Unicamp, considerado o melhor do Brasil em qualidade de ensino, segundo o Ranking Universitário da Folha (RUF). Confira:

  • Álgebra Linear;
  • Algoritmos e Programação de Computadores;
  • Análise Computacional de Sistemas de Energia Elétrica I;
  • Análise de Sinais;
  • Análise Dinâmica e Controle de Sistemas Econômicos;
  • Análise Linear de Sistemas;
  • Antenas;
  • Aplicações em Teoria Eletromagnética;
  • Automação Industrial;
  • Cálculo II;
  • Cálculo III;
  • Cálculo Numérico;
  • Cálculo;
  • Ciência, Tecnologia e Engenharia;
  • Ciência, Tecnologia e Sociedade;
  • Ciências do Ambiente;
  • Circuitos e Eletrotécnica;
  • Circuitos Elétricos;
  • Circuitos II;
  • Circuitos Lógicos;
  • Comunicações Ópticas;
  • Comunicações sem Fio;
  • Contabilidade para Engenharia;
  • Controle Adaptativo Robusto: Princípios;
  • Controle Automático Multivariável;
  • Controle Robusto: Fundamentos;
  • Desenho Técnico;
  • Direito;
  • Mecânica Geral;
  • Economia para Engenharia;
  • Eletrônica Aplicada II;
  • Eletrônica Aplicada;
  • Eletrônica Básica I;
  • Eletrônica Básica II;
  • Eletrônica de Potência;
  • Eletrônica Digital I;
  • Eletrônica Digital II;
  • Eletrotécnica;
  • Engenharia de Software;
  • Engenharia de Som I: Acústica;
  • Engenharia de Som II: Análise e Síntese de Sinais Musicais;
  • Engenharia Econômica;
  • Estágio Científico e Tecnológico I;
  • Estágio Científico e Tecnológico II;
  • Estágio em Empresa;
  • Estruturas de Arquivos;
  • Fenômenos de Transporte;
  • Fundamentos da Física Moderna;
  • Fundamentos Matemáticos da Computação;
  • Fundamentos Matemáticos da Engenharia da Computação;
  • Geometria Analítica e Vetores;
  • Inglês Instrumental I;
  • Instalações Elétricas;
  • Instrumentação Eletrônica;
  • Inteligência Artificial em Aplicações Industriais;
  • Introdução à Ciência dos Materiais para Engenharia Elétrica;
  • Introdução à Codificação Digital de Sinais;
  • Introdução à Computação Gráfica e ao Processamento de Imagem;
  • Introdução à Engenharia Biomédica;
  • Introdução à Engenharia de Som II;
  • Introdução à Filosofia da Ciência;
  • Introdução a Sistemas de Computação Digital;
  • Introdução a Software Básico;
  • Introdução a Software de Sistema;
  • Introdução à Teoria de Informação e Codificação;
  • Introdução à Teoria Eletromagnética;
  • Introdução ao Projeto de Sistemas Embarcados;
  • Introdução aos Modelos Probabilísticos;
  • Introdução às Micro-ondas;
  • Introdução às Redes de Computação;
  • Física Experimental I;
  • Física Experimental II;
  • Física Experimental III;
  • Física Experimental IV;
  • Física Geral I;
  • Física Geral II;
  • Física Geral III;
  • Física Geral IV;
  • Física de Controle II;
  • Laboratório de Análise Linear;
  • Laboratório de Circuitos Analógicos MOS;
  • Laboratório de Circuitos Lógicos;
  • Laboratório de Computação;
  • Laboratório de Comunicações I;
  • Laboratório de Controle e Servomecanismo;
  • Laboratório de Eletromagnetismo;
  • Laboratório de Eletrônica Aplicada;
  • Laboratório de Eletrônica Básica I;
  • Laboratório de Eletrônica Básica II;
  • Laboratório de Eletrônica Digital I;
  • Laboratório de Eletrônica Digital II;
  • Laboratório de Engenharia de Software;
  • Laboratório de Engenharia Elétrica I;
  • Laboratório de Máquinas Elétricas;
  • Laboratório de Ondas Guiadas;
  • Laboratório de Princípios de Conversão de Energia;
  • Laboratório de Programação Básica de Sistemas Digitais;
  • Laboratório de Programação de Software Básico;
  • Laboratório de Redes de Computadores;
  • Laboratório de Sistemas Computacionais;
  • Laboratório de Sistemas Embarcados;
  • Laboratório dos Fundamentos Físicos para a Engenharia Elétrica;
  • Máquinas Elétricas;
  • Máquinas Térmicas e Hidráulicas;
  • Métodos da Engenharia Elétrica;
  • Micro e Minicomputadores: Software;
  • Modelagem de Dispositivos Eletrônicos;
  • Oficinas em Instalações Elétricas;
  • Oficinas I;
  • Oficinas II;
  • Ondas Guiadas;
  • Organização Básica de Computadores e Linguagem de Montagem;
  • Organização de Computadores;
  • Otimização de Sistemas;
  • Paradigmas de Programação;
  • Pesquisa Operacional II;
  • Planejamento e Análise de Sistemas de Produção;
  • Princípios de Comunicações I;
  • Princípios de Controle e Servomecanismo;
  • Princípios de Conversão de Energia;
  • Processamento de Sinais e Controle Digital;
  • Processamento Digital de Sinais;
  • Programação da Produção em Sistemas de Manufatura;
  • Programação de Sistema em Tempo Real;
  • Projeto de Redes Locais em Ambiente Industrial;
  • Projeto e Análise de Algoritmos I;
  • Projeto e Análise de Circuitos Digitais;
  • Propagação;
  • Proteção de Sistemas de Energia Elétrica I;
  • Química;
  • Resistência dos Materiais;
  • Robótica;
  • Sistemas de Comunicações;
  • Sistemas de Controle I;
  • Sistemas de Energia Elétrica I;
  • Sistemas de Energia Elétrica II;
  • Técnicas de Alta Tensão I;
  • Técnicas Experimentais em Engenharia Biomédica;
  • Tecnologia Eletrônica I;
  • Tecnologia Eletrônica II;
  • Telefonia;
  • Televisão;
  • Teoria Eletromagnética;
  • Tópicos em Engenharia de Computação;
  • Tópicos em Engenharia de Computação;
  • Tópicos em Engenharia de Computação;
  • Tópicos em Engenharia de Computação;
  • Tópicos em Engenharia Elétrica;
  • Tópicos em Engenharia Elétrica;
  • Tópicos em Engenharia Elétrica;
  • Tópicos em Engenharia Elétrica;
  • Tópicos em Engenharia Elétrica;
  • Tópicos em Engenharia Elétrica;
  • Tópicos em Engenharia Elétrica;
  • Tópicos em Engenharia Elétrica;
  • Tópicos em Engenharia Elétrica;
  • Tópicos Especiais de Humanidades I;
  • Tópicos Especiais de Humanidades II;
  • Tópicos Especiais de Humanidades III;
  • Trabalho de Fim de Curso;
  • Transmissão Digital.

Nota de corte: Engenharia Elétrica

Atualmente, a forma mais ampla de conseguir uma vaga em uma universidade no Brasil é, hoje, o Sisu por meio da nota do Enem. E a dificuldade varia de acordo com a instituição escolhida, sendo medida, principalmente, por meio da nota de corte. Portanto, para ajudá-lo a escolher a faculdade dos seus sonhos, listamos abaixo as dez maiores e dez menores notas de corte para o curso de Engenharia Elétrica em faculdades de todo o país.

Dez maiores notas de corte de Engenharia Elétrica

  1. Universidade Federal do Pará – Integral: 790 pontos;
  2. Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – Integral: 785 pontos;
  3. Universidade de São Paulo – Integral: 783 pontos;
  4. Universidade Federal da Bahia – Integral: 760 pontos;
  5. Universidade Federal do Rio de Janeiro – Integral: 760 pontos;
  6. Universidade de Brasília – Integral: 757 pontos;
  7. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro – Noturno: 756 pontos;
  8. Universidade Federal do Espírito Santo – Integral: 756 pontos;
  9. Universidade Federal de Itajubá – Integral: 755 pontos;
  10. Universidade Federal de Uberlândia – Integral: 753 pontos.

Dez menores notas de corte de Engenharia Elétrica

  1. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE – Campus de Pesqueira) – Integral: 632 pontos;
  2. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense (Campus Videira) – Noturno: 634 pontos;
  3. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (Campus Jaraguá do Sul – Rau) – Matutino: 636 pontos;
  4. Fundação Universidade Federal do Pampa – Unipampa (Campus Alegrete) – Integral: 637 pontos;
  5. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense (Campus Blumenau) – Noturno: 640 pontos;
  6. Universidade do Estado de Mato Grosso (Campus Universitário de Sinop) – Integral: 648 pontos;
  7. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (Campus Lagarto) – Vespertino: 649 pontos;
  8. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (Campus Pelotas) – Noturno: 653 pontos;
  9. Fundação Universidade Federal do Tocantins (Campus Universitário de Palmas) – Integral: 653 pontos;
  10. Universidade Federal de Pernambuco (Unidade Acadêmica do Cabo de Santo Agostinho) – Integral: 657 pontos.

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Estágio: Engenharia Elétrica

Tanto para o modelo presencial quanto para o ensino a distância, o estágio supervisionado é obrigatório nos cursos de Engenharia Elétrica. Etapa fundamental para o desenvolvimento completo do aluno, o estágio é o primeiro contato com o mercado de trabalho.

Durante o estágio, o aluno de Engenharia Elétrica entra em contato com as práticas de um profissional da área, conhecendo a sua rotina, os projetos em que atua, a maneira como se porta e, principalmente, o que ele faz na prática.

Além de ser importante para introduzir o aluno no mundo da engenharia aplicada, o estágio é uma ótima oportunidade para que, quando formado, o egresso consiga um emprego. Muitos estagiários acabam sendo contratados pelas empresas nas quais estagiaram, principalmente durante os períodos finais do curso.

Duração do curso

Regulamentado pelo Ministério da Educação (MEC), o curso de Engenharia Elétrica é oferecido no grau de bacharelado e tem uma duração média de 5 anos. Essa duração é a mesma para as modalidades presencial e a distância, independentemente da faculdade.

Engenharia Elétrica a distância

O curso de Engenharia Elétrica consiste em uma graduação em grau bacharelado, com 5 anos de duração, assim como a modalidade presencial. Está entre as dez variações de engenharia que podem ser cursadas na modalidade a distância, atualmente autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC).

Com o mesmo currículo de uma graduação presencial, a Engenharia Elétrica a distância demanda a presença do aluno apenas para as atividades práticas e avaliativas, realizadas nos polos de apoio.

Com uma carga teórica bastante vasta, principalmente nos dois anos iniciais de curso, a Engenharia Elétrica EAD trabalha bastante os conhecimentos das disciplinas de Ciências Exatas. Por isso, é fundamental que o aluno se esforce bastante em áreas como Matemática e Física, já que suas aplicações estão presentes durante todo o curso.

A única diferença da Engenharia Elétrica presencial para o modelo a distância é a metodologia de ensino, pois os conteúdos são abordados com a mesma profundidade. Assim, a parte teórica é completamente realizada via internet, no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).

Já a parte prática, muito importante para o curso de Engenharia Elétrica, é realizada nos laboratórios localizados nos polos de apoio das faculdades e universidades. No modelo semi presencial, os encontros entre alunos e professores acontecem com maior frequência. Já no modelo a distância, as aulas presenciais são mais espaçadas durante o semestre.

Mestrado: Engenharia Elétrica

Um mestrado pode ser feito após a finalização da graduação em Engenharia Elétrica. Para obter o título de mestre, é necessário completar 12 a 18 disciplinas na universidade, em cerca de dois anos. O mestrado é finalizado com a defesa de uma dissertação.

Um mestrado em Engenharia Elétrica é muito interessante para o profissional, pois abre possibilidades de se encontrar um emprego com remuneração maior no mercado de trabalho, além de habilitar o profissional a ingressar na docência e nas áreas de pesquisa.

Engenharia Elétrica: o que faz?

O profissional de Engenharia Elétrica é o engenheiro elétrico. Como nos dias de hoje as aplicações dessa área do conhecimento estão presentes em praticamente todos os processos e atividades da nossa rotina, o profissional tem um vasto leque de possibilidades para atuar.

A Eletrotécnica, por exemplo, é um dos nichos que abrigam os engenheiros elétricos. Nessa área, o profissional realiza projetos de sistemas elétricos para concessionárias de energia, além de usinas, estações e redes de distribuição. Também é responsável pelo desenvolvimento, manutenção e instalação dos equipamentos utilizados nos processos de geração, transmissão e distribuição de eletricidade.

Já a área de Controle e Automação é aquela na qual o engenheiro elétrico realiza estudos e projetos de equipamentos eletrônicos que fazem parte de processos industriais. Esses equipamentos podem ser sensores, controles ou mesmo outros mais avançados, utilizando-se de inteligência artificial. O engenheiro que trabalha nessa área atua, principalmente, nos processos de automação da produção industrial.

Outro nicho de atuação do engenheiro, a área de Telecomunicações demanda do profissional o desenvolvimento de projetos e construções de equipamentos e sistemas voltados para a comunicação. Além disso, é responsabilidade do engenheiro elétrico que trabalha nessa área realizar projetos de expansão de cobertura telefônica, por exemplo.

Uma área ainda em processo de expansão para a carreira, os Sistemas Biomédicos demandam do engenheiro elétrico a participação em projetos de equipamentos médico-assistenciais voltados, principalmente, para a aplicação em laboratórios, clínicas, consultórios, indústrias e hospitais.

Perfil do engenheiro elétrico

O engenheiro elétrico pode trabalhar em diversas áreas, como mostramos no tópico anterior. Dentro disso, se encontra completamente apto a realizar funções como:

  • projetar, construir e realizar manutenção em sistemas de geração de energia;
  • projetar sistemas de controle e automação voltados para o mercado industrial, comercial e predial;
  • definir o potencial energético das bacias hidrográficas;
  • pesquisar e projetar sistemas de energia elétrica focados no aumento da eficiência, conservando eletricidade e utilizando fontes alternativas.

Para trabalhar com Engenharia Elétrica, o profissional deve gostar muito de Matemática, Física e seus mais diversos tipos de cálculos, uma vez que esse tipo de atividade faz parte do dia a dia do engenheiro elétrico. Além disso, precisa ser curioso o suficiente para estar sempre em busca de soluções inovadoras para encontrar alternativas que auxiliem no aumento da eficiência energética dos sistemas.

A fluência no inglês também é muito importante para esse profissional, uma vez que boa parte dos estudos sobre novos equipamentos e tecnologias é divulgado, primeiro, nessa língua. Além disso, com um bom domínio do inglês, o engenheiro elétrico ainda pode pleitear vagas de trabalho em empresas multinacionais, engrandecendo ainda mais o seu currículo.

Mercado de trabalho

No Brasil, o setor de energia está em constante aquecimento já há algumas décadas. Isso porque a demanda por uma eficiência energética é tão grande quanto pela própria expansão da rede de cobertura e distribuição de eletricidade. A matriz hidrelétrica, tradicional no país, ainda recebe muitos investimentos, o que ainda deve se manter pelos próximos anos.

Já as novas tecnologias de geração de energia, como aquelas provenientes de fontes renováveis (solar e eólica, principalmente), estão em constante crescimento. A exploração desse tipo de geração de eletricidade faz com que as possibilidades de atuação no mercado, para um engenheiro elétrico, cresçam exponencialmente. Nos próximos anos, esse cenário deve, inclusive, estar ainda mais aquecido e movimentado.

Símbolo: Engenharia Elétrica

Não existe, de maneira oficial, um símbolo da Engenharia Elétrica. Entretanto, o símbolo da Engenharia é utilizado por várias das diferentes engenharias. Ele é composto por uma engrenagem que rodeia a deusa romana Minerva, considerada a deusa da sabedoria e da aprendizagem.

Na maior parte das vezes, esse símbolo é utilizado como o símbolo da Engenharia Civil. Entretanto, é considerado o símbolo oficial de várias outras engenharias, segundo o CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.

A deusa Minerva, filha de Júpiter, também é conhecida como Atena. Detentora de várias habilidades diferentes, é considerada uma das deusas mais poderosas da mitologia grega, sendo uma grande guerreira e extremamente sábia.

Apesar de esse ser o símbolo oficial da engenharia, é comum encontrar representações variadas para a Engenharia Elétrica, como uma engrenagem rodeando uma grande letra “E”, entrecortada por um raio, que representa a eletricidade.

Além desse símbolo, a cor azul é uma das representações do curso de Engenharia Elétrica. A pedra safira azul é a representante do curso.

A Elétrica é uma das engenharias com maiores possibilidades de atuação. Um engenheiro elétrico consegue se inserir facilmente no mercado, após cinco anos de estudos intensos e práticas ainda mais exigentes. Por isso, é fundamental que o profissional seja extremamente estudioso e busque, constantemente, uma educação continuada.

Gostou do nosso guia completo da Engenharia Elétrica? Tem vontade de fazer o curso em alguma universidade do Brasil? Então você precisa começar a se preparar logo para o Enem! Está na hora de conferir o nosso plano de estudos! Com ele, você consegue organizar o seu tempo para estudar todas as disciplinas necessárias para se dar bem nas provas.