A faculdade de Medicina é o sonho de muitos estudantes! As atividades realizadas pelo médico, a remuneração, a fácil inserção no mercado de trabalho e a valorização social desse profissional são os principais atrativos do curso e fazem a concorrência ser grande nas principais universidades do país. Por isso, é preciso muita dedicação e esforço do estudante para a aprovação no curso de Medicina.

Neste post, você vai entender mais sobre o curso, as áreas de atuação, o mercado de trabalho, além de descobrir qual é o perfil esperado desse profissional. Com todas essas informações, certamente ficará mais fácil decidir se essa é uma carreira compatível com você e com suas expectativas. Vamos nessa?

Curso de Medicina

O curso de Medicina forma profissionais capacitados a cuidar da saúde humana. Dessa forma, o médico está apto a emitir diagnósticos, solicitar exames, prescrever medicamentos e tratamentos e realizar cirurgias. Além disso, o profissional dessa área pode fazer perícias e atuar em programas de conscientização e prevenção de doenças.

O médico pode trabalhar em clínicas, hospitais, postos de saúde e até mesmo em empresas. Em muitos casos, os profissionais dessa área optam por atender também em consultório próprio.

O curso de bacharel em Medicina tem duração mínima de 6 anos, o equivalente a 12 semestres. Dessa forma, o aluno que completa esse percurso está habilitado a atuar como clínico geral, ou seja, é um médico generalista.

Para os profissionais que desejam se especializar em algum ramo da Medicina é necessário prosseguir os estudos com, no mínimo, mais 2 anos de especialização, que é chamada de residência médica.

Grade curricular: Medicina

A grade curricular de Medicina é cumprida, de forma regular, em 12 semestres e está dividida em três ciclos: ciclo básico, ciclo clínico e internato.

O ciclo básico dura dois anos e, nesse período, o estudante cursa disciplinas obrigatórias, relacionadas às ciências biológicas, à saúde e às ciências sociais aplicadas. Esse ciclo tem como objetivo apresentar matérias introdutórias sobre o funcionamento normal do corpo humano.

Além disso, é discutido sobre a realidade da saúde pública no nosso país e busca-se desenvolver uma relação mais humanitária entre médico e paciente. O aluno também tem contato com conteúdos que contribuem para a formação de um profissional ético e correto.

As disciplinas do curso de Medicina variam de acordo com grade curricular elaborada por cada universidade. Porém, geralmente, você pode encontrar as seguintes matérias no ciclo básico desse curso:

  • Introdução à saúde coletiva;
  • Ética e relações sociais;
  • Citologia e biologia molecular;
  • Medicina da família e da comunidade;
  • Histologia;
  • Anatomia;
  • Embriologia;
  • Fisiologia;
  • Bioquímica;
  • Genética;
  • Farmacologia básica;
  • Patologia geral;
  • Parasitologia;
  • Imunologia;
  • Microbiologia.

A segunda parte da graduação de Medicina corresponde ao ciclo clínico, que se inicia a partir do terceiro ano de faculdade e dura, normalmente, dois anos, ou seja, do quinto ao oitavo semestre. Nessa etapa, as disciplinas passam a dar mais ênfase ao estudo das doenças: como surgem, seus efeitos no corpo humano e como tratá-las. Assim, os alunos aprendem sobre as patologias mais comuns, como diabetes, hipertensão arterial e doenças das vias respiratórias.

Durante esse tempo, os alunos vivenciam os primeiros contatos com os pacientes, o que pode gerar grande motivação e descobertas. Muitas aulas são dadas em hospitais-escolas e centros de saúde conveniados com a instituição de ensino. No ciclo clínico, os alunos aprendem, por exemplo, a interpretar exames, como eletrocardiograma, raio X e ressonâncias, além de realizar exames físicos.

Por ser uma parte mais específica do curso de medicina, é geralmente, nesse momento que os estudantes começam a definir a área de especialização.

No ciclo clínico de Medicina, você pode encontrar, de forma geral, as seguintes disciplinas:

  • Técnica operatória;
  • Farmacologia aplicada;
  • Clínica médica;
  • Semiologia médica;
  • Política de saúde e planejamento;
  • Imagenologia;
  • Urgência e emergência;
  • Saúde da mulher;
  • Saúde do adulto e do idoso;
  • Saúde do trabalhador;
  • Saúde do adolescente;
  • Medicina legal;
  • Pediatria;
  • Oftalmologia;
  • Ginecologia e obstetrícia;
  • Traumatologia e ortopedia;
  • Psiquiatria;
  • Psicologia médica.

Por fim, o internato, também chamado de estágio supervisionado obrigatório, corresponde ao quinto e sexto anos do curso, quando os alunos colocam em prática seus conhecimentos.

Esse ciclo é conhecido por esse nome, pois é uma etapa em que os estudantes precisam dedicar uma carga horária ainda maior na sua formação em Medicina. São ministradas aulas práticas em hospitais-escolas e os alunos dão plantões nas diversas especialidades médicas, fazem visitas a pacientes e conduzem consultas, agora com mais responsabilidade.

Na última etapa, dependendo da instituição, já é possível que os alunos realizem alguns procedimentos, como parto normal e pequenas suturas. Procedimentos mais delicados, como vasectomias, são realizados por profissionais formados e experientes, acompanhados dos alunos do internato.

Um dos objetivos do internato é promover uma formação de natureza geral, integrando conhecimentos teóricos e práticos, habilidades, controle emocional e posturas necessárias ao exercício da Medicina.

As disciplinas encontradas durante o internato podem ser as seguintes:

  • Gestão do sistema de saúde;
  • Anestesiologia;
  • Estágio supervisionado em clínica médica;
  • Estágio supervisionado em saúde mental;
  • Estágio supervisionado em clínica cirúrgica;
  • Estágio supervisionado em clínica pediátrica;
  • Estágio supervisionado em ginecologia e obstetrícia;
  • Estágio supervisionado em ortopedia;
  • Estágio supervisionado em neurologia;
  • Estágio supervisionado em clínica vascular;
  • Estágio supervisionado em forma de plantões;
  • Estágio rural;
  • Estágio opcional.

Após o fim desses três ciclos, os estudantes estão formados e devem se registrar no Conselho Regional de Medicina (CRM) para que possam exercer a profissão dentro da lei.

Medicina: estágio

Você deve ter percebido que o internato é caracterizado pela grande carga horária de estágios, não é mesmo? Esses estágios são essenciais para a formação do médico, pois, além de mobilizarem os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos, contribuem para o desenvolvimento de uma postura profissional e ética esperada do médico.

Segundo as diretrizes nacionais curriculares do Ministério da Educação (MEC), desde 2014, para a formação do médico é obrigatório estágio no Sistema Único de Saúde (SUS) e na urgência e emergência, com uma carga horária mínima que corresponda 30% do internato. Essa medida é importante, pois gera melhoria do atendimento público, permitindo que o estudante tenha uma contribuição social muito grande. Além disso, o estágio em saúde pública propicia maior humanização na formação do médico.

Medicina: salário

Após todo esse esforço, você certamente quer saber qual o salário que ganhará todo mês. O salário de médico é um dos grandes atrativos da profissão e umas das melhores remunerações do Brasil. Ele pode variar em função de alguns fatores, como a especialização médica escolhida e a região do país.

De acordo como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), algumas especialidades da Medicina se destacam como as ocupações de nível superior com a melhor remuneração no Brasil. As médias salariais para elas, são as seguintes:

  • Clínica Médica: R$ 9.505;
  • Medicina Terapêutica e Diagnóstica: R$ 8.441;
  • Cirurgia: R$ 8.056.

Segundo essa mesma pesquisa, um médico brasileiro ganha em média R$ 8.400. Como se trata de uma média, esse valor inclui desde de médicos iniciantes, que podem ter um renda menor, até os médicos já aposentados.

Outras especialidades médicas que são muito bem remuneradas são a cirurgia plástica, com uma renda mensal que pode chegar a R$ 18.564, a ortopedia, com média salarial de R$ 13.721, e a anestesiologia, com média de R$ 11.948.

A remuneração pode ajudar na escolha na especialidade, mas ela não pode ser o único parâmetro para essa decisão tão importante. Devem ser considerados também a aptidão, a preferência pessoal e o seu perfil profissional, pois escolhas pensando apenas na remuneração podem trazer frustração, desmotivação e insatisfação pessoal.

O salário também podem variar de acordo com o tempo de experiência, a qualificação profissional e o regime de trabalho (consultório particular, saúde pública e privada, entre outros). Um levantamento mostra que médicos com mestrado e doutorado podem ganhar até 3 vezes mais que um médico que tem apenas graduação (clínico geral).

As regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste têm os melhores salários para os médicos, e o Distrito Federal e o Paraná são os estados que apresentam os melhores pisos salariais. Por outro lado, os estados com os menores salários são o Pará e o Amazonas. Na rede pública de saúde, de forma similar, os maiores salários estão no Distrito Federal, com média de R$ 17.000, e em São Paulo, onde a média salarial da rede pública estadual é em torno de R$ 14.000.

A Federação Nacional de Médicos (Fenam) recomenda um valor mínimo para o salário do médico, considerando 20 horas semanais de trabalho. No entanto, é importante ressaltar que se trata de uma recomendação, sem força de uma lei. Também é necessário considerar que um médico geralmente trabalha em mais de um lugar, o que aumenta a sua carga horária de serviço semanal e os seus rendimentos.

Faculdade de Medicina

Para ofertar o curso de Medicina, é necessário que a instituição de ensino conte com uma excelente infraestrutura e com uma equipe de professores altamente qualificados. Esses requisitos acabam se refletindo no valor elevado da mensalidade do curso.

Assim, esse valor acaba se tornando um problema para os estudantes que querem seguir a carreira. Muitos deles se dedicam à aprovação em Medicina na universidade pública por não terem condições de arcar com esse custo.

Ao escolher a faculdade de Medicina, é necessário conferir uma série de informações básicas: como e quando é o vestibular, qual a nota de corte para aprovação, quanto custa a mensalidade etc. Deve se lembrar também de conferir se a instituição é autorizada pelo Ministério da Educação (MEC); caso contrário, todo o esforço pode ser em vão. O diploma, em qualquer curso, só tem validade e permite a atuação do profissional se a instituição de ensino for reconhecida pelo MEC.

Mensalidade: Medicina

A mensalidade do curso de Medicina em universidades particulares tem a média em torno de R$ 6.200. No entanto, esse valor pode variar muito em função da faculdade escolhida e do estado.

Trouxemos para você o valor das mensalidades de algumas das melhores universidades do país, segundo ranking da Folha que avalia a qualidade das instituições:

Os estudantes interessados em ingressar em uma faculdade privada de Medicina também podem procurar por Bolsas de Estudo do Prouni e da iniciativa privada, financiamento governamental (Fies), parcelamentos de mensalidade, convênios e descontos.

Nota de corte: Medicina

Outro ponto que tira o sono do estudante é a nota de corte de medicina, que pode ser muito elevada devido à grande concorrência do curso. Para se preparar melhor para o vestibular de Medicina, é importante que o estudante conheça a nota mínima que precisa obter para a tão sonhada aprovação.

Veja a seguir a nota de corte de medicina em 2018 nas principais universidades brasileiras, por meio do Sistema de Seleção Unificada – Sisu:

  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (RN):883 pontos;
  • Universidade Federal do Pará (UFPA): 873 pontos;
  • Universidade de São Paulo (USP): 819 pontos;
  • Universidade Federal de Brasília (UnB): 815 pontos;
  • Universidade Federal de Viçosa (UFV): 789 pontos;
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): 796 pontos;
  • Universidade Federal do Espírito Santo (UFES): 792 pontos;
  • Universidade Federal do Ceará (UFCE): 787 pontos.

O profissional de Medicina

Você pode estar se perguntando qual é o perfil esperado do profissional da Medicina e como é o mercado de trabalho. Além da dedicação, são esperadas algumas habilidades pessoais de um bom médico, que você conhecerá a seguir:

Perfil do médico

Espera-se que o profissional tenha as seguintes habilidades.

Boa comunicação

O bom médico deve ser capaz de se comunicar de maneira eficiente com a equipe e com os pacientes. Muitas vezes, é necessário deixar a linguagem técnica de lado para se comunicar de forma clara com eles. O médico também deve estar preparado para dar boas e más notícias para os pacientes, de forma empática, confiante e tranquila.

Humildade

Nenhum paciente quer ter um médico ríspido e que acha que sabe tudo, certo? O médico deve ter simplicidade para lidar com os paciente menos e mais instruídos de maneira educada e cortês. Esse profissional também deve admitir que nem sempre saberá responder todos os questionamentos e ter a humildade para procurar ajuda de outros profissionais. Uma atitude negligente pode colocar em risco a vida e o bem-estar dos pacientes.

Disposição

Os médicos trabalham bastante, principalmente no início da carreira. Pode acontecer de o médico ter que trabalhar 7 dias por semana, por muitas horas seguidas, ou dar plantões noturnos longos. Assim, o médico lida com muitos pacientes durante o seu expediente e é necessário ter foco, disposição para executar seu trabalho de forma eficiente.

Vontade de estudar

A Medicina está sempre tendo alterações e avanços frequentes. Por isso, é indispensável que o médico busque por atualizações constantes. Participar de congressos, cursos, seminários, especializações e capacitações faz parte das atividades do médico e é essencial para ele se manter atualizado.

Ser atencioso com as pessoas

Os médicos estão lidando diretamente com a saúde e qualidade de vida das pessoas. Por isso, é essencial que ele seja uma pessoa empática, cuidadosa e que se preocupe verdadeiramente com os outros. O médico com uma visão humana e delicada é um profissional com um grande diferencial e que traz mais tranquilidade e bem-estar aos seus pacientes.

Mercado de trabalho

Segundo dados da demografia médica de 2018, realizada pela USP, a quantidade de médicos no Brasil aumenta e chega a 414.881 profissionais. No entanto, há desigualdade na distribuição deles no país; assim, a região Sudeste tem a maior densidade de médicos por habitantes, enquanto o Nordeste e o Norte têm a menor.

O estudo também demonstra que há mais médicos nas grandes cidades e em área urbana, enquanto faltam profissionais no interior, pequenos municípios, área rurais, periferias e vários serviços do SUS.

Dessa forma, uma estratégia que pode ser utilizada pelo médico é buscar colocação no mercado de trabalho em regiões do país menos atendidas, em locais mais distantes ou em pequenas cidades — locais em que sobram vagas e o salário pode ser muito elevado, chegando até R$ 15.000.

De forma geral, o mercado de trabalho para médicos é bem diversificado e fácil de conseguir uma colocação. A possibilidade de conseguir um emprego (empregabilidade) chega a 97% segundo dados do IPEA, ou seja, quase não há médicos desempregados no país. Existem boas oportunidades de serviço na saúde pública e privada, clínicas, consultórios, hospitais, centros de pesquisas, empresas ou em consultório particular.

instrumentos medicina

Áreas da Medicina

Durante a graduação, o médico entra em contato com as áreas específicas da Medicina em que poderá atuar. Conforme visto, após a graduação, ele é formado como clínico geral e pode fazer residência médica para se especializar em uma área.

No Brasil, segundo o Conselho Federal de Medicina, há 53 áreas reconhecidas. Apesar de haver tantas possibilidades dentro do curso de Medicina, apenas 7 áreas concentram mais da metade dos profissionais e são as mais procuradas pelos médicos em formação. De todas elas, a queridinha é a pediatria, especialidade que concentra cerca de 11% do total de médicos especialistas.

Na direção oposta, estão as especialidades menos procuradas pelos médicos e com os profissionais mais raros de serem encontrados. São elas: genética médica, cirurgia de mão e radioterapia.

De forma geral, segundo o Conselho Federal de Medicina, entre as 53 especialidades, as mais comuns são as seguintes:

  • Clínica Médica;
  • Pediatria;
  • Cirurgia geral;
  • Ginecologia e obstetrícia;
  • Anestesiologia;
  • Medicina do trabalho;
  • Ortopedia e traumatologia;
  • Cardiologia;
  • Oftalmologia;
  • Radiologia e diagnóstico por imagem;
  • Psiquiatria;
  • Dermatologia;
  • Otorrinolaringologia.

Conselho Regional de Medicina

O Conselho Regional de Medicina (CRM) é membro do Conselho Federal de Medicina e atua nos estados. Entre suas atribuições, está o registro dos médicos, fornecendo-lhes um número próprio que os autoriza para a atuação profissional e que é utilizado para emitir receitas, laudos e prescrições médicas. Esse Conselho também realizam a inscrição ou o cancelamento de instituições médicas, como clínicas, consultórios e hospitais.

Conselho Federal de Medicina

O Conselho Federal de Medicina é um órgão criado em 1951 e tem atribuições de fiscalização e regulamentação da prática médica, como registro dos médicos e aplicação de sanções em caso de descumprimento do Código de Ética Médica. Atualmente, ele atua também na defesa da saúde pública e nos interesses da classe médica.

Símbolo da Medicina

Você sabe qual é o símbolo da Medicina e seu significado? O símbolo da Medicina é chamado de bordão ou bastão de Esculápio e representa a astrologia e a cura dos enfermos. Ele é uma serpente enrolada em um bastão, muitas vezes confundido com o caduceu de Hermes, que é um bastão com duas serpentes enroladas em dupla hélice e asas acima.

Esculápio é o deus romano da cura e da medicina, o que explica a origem desse símbolo. A confusão entre o Bastão de Esculápio e o caduceu de Hermes para representar a Medicina ocorre porque, nos séculos XVI e XVII, ambos eram utilizados, mas, após algum tempo, o Esculápio se tornou o único símbolo. Apesar de o uso do bastão com uma serpente ser o correto, o uso do cajado é muito popular em alguns países, como os Estados Unidos da América.

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