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  1. 31. PUC-RJ 2008
    Recordação Agora, o cheiro áspero das flores Leva-me os olhos por dentro de suas pétalas. Eram assim teus cabelos; Tuas pestanas eram assim, finas e curvas. As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo, tinham a mesma exalação de água secreta, de talos molhados, de pólen, de sepulcro e de ressurreição. E as borboletas sem voz dançavam assim veludosamente. Restitui-te na minha memória, por dentro das flores! Deixa virem teus olhos, como besouros de ônix, tua boca de malmequer orvalhado, e aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios, com suas estrelas e cruzes, e muitas coisas tão estranhamente escritas nas suas nervuras nítidas de folha, – e incompreensíveis, incompreensíveis. Fonte: MEIRELES, Cecília. Obra poética. Rio de Janeiro: José Aguilar Editora, 1972, p.154   O poema de Cecília Meireles caracteriza-se pela visão intimista do mundo, a presença de associações sensoriais e a aproximação do humano com a natureza. A memória é a fonte de inspiração do eu poético. A partir dessas afirmações, a identificação adequada do gênero literário predominante do texto, com a justificativa pertinente a essa classificação, está na proposição:
  2. 32. UFRGS 2014
    Considere as seguintes afirmações sobre os poemas de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa.     I - No poema em que “vê” Jesus (Num meio-dia de fim de primavera/ tive um sonho como uma fotografia./ Vi Jesus Cristo descer à terra.), o eu-lírico saúda Jesus na condição de menino travesso, mas obediente, que cuida das cabras do rebanho e convive carinhosamente com a Virgem Maria.   II - No poema cujos primeiros versos são O meu olhar azul como o céu/ É calmo como a água ao sol./ É assim, azul e calmo,/ Porque não interroga nem se espanta..., a expressão direta, muito ritmada mas sem rimas nem métrica fixa, está a serviço da enunciação da natureza imanente e das sensações também diretas que ela desperta no poeta.   III- No poema cujos primeiros versos são O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia/ Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, o poeta estabelece o contraste entre a fama e a história do rio Tejo e a irrelevância do rio provinciano, que é amado, no entanto, por ter às suas margens a aldeia medieval habitada há gerações pela família de Caeiro.     Quais estão corretas?
  3. 33. UEMS 2008
    Num determinado trecho do conto Legião estrangeira, de Clarice Lispector, a narradora diz a respeito da personagem Ofélia: “Diante de meus olhos fascinados, ali diante de mim, como um ectoplasma, ela estava se transformando em criança”. Sobre esse trecho, é correto afirmar que:
  4. 34. FASEH 2013
    Assinale a alternativa INCORRETA considerando a obra literária Eu e Outras poesias, de Augusto dos Anjos, na história da Literatura Brasileira.
  5. 35. UFJF 2012
    Nel mezzo del camim... Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada E triste, e triste e fatigado eu vinha. Tinhas a alma de sonhos povoada, E alma de sonhos povoada eu tinha... E paramos de súbito na estrada Da vida: longos anos, presa à minha A tua mão, a vista deslumbrada Tive da luz que teu olhar continha. Hoje segues de novo... Na partida Nem o pranto os teus olhos umedece, Nem te comove a dor da despedida. E eu, solitário, volto a face, e tremo, Vendo o teu vulto que desaparece Na extrema curva do caminho extremo. (BILAC, Olavo. Poesias. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p. 127.)    No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. (ANDRADE, Carlos Drummond. Nova reunião. Rio de Janeiro: José Olympio, 1983, p. 15.)   O título do soneto de Olavo Bilac está em italiano, pois faz a citação, no original, do primeiro verso de um famoso poema de Dante Alighieri, A Divina Comédia, no qual se lê “Nel mezzo del camin de nostra vita / mi retrovai por una selva oscura”, cuja tradução pode ser “No meio do caminho de nossa vida / me encontrava numa selva escura”. Da mesma forma, o poema de Carlos Drummond de Andrade dialoga, através de uma relação de intertextualidade, diretamente com o soneto de Olavo Bilac. Considerando o tipo de referência de cada um dos poetas, é correto afirmar que:
  6. 36. PUC-CAMPINAS 2015
    “São Paulo, 13 de junho de 1929 Manu, três horas duma noite que além de ser noite de sábado, está de neblina formidável. Noite de sábado já é uma das coisas mais humanas de São Paulo, todos os húngaros, tchecos, búlgaros, sírios, austríacos, nordestinos saem passear (...)” (Carta de Mário de Andrade a Manuel Bandeira. In: MORAES, Marco Antonio (org). Correspondência. Mário de Andrade & Manuel Bandeira. São Paulo: EDUSP, 2001. p. 427)     Neste trecho de carta a seu amigo Manuel Bandeira, Mário de Andrade,
  7. 37. PUC-CAMPINAS 1995
    As afirmações a seguir são do escritor Mário de Andrade, e referem-se a obras suas:   I. Evidentemente não tenho a pretensão de que meu livro sirva pra estudos científicos e folclore. Fantasiei quando queria e sobretudo quando carecia pra que a invenção permanecesse arte e não documentação seca de estudo. Basta ver a macumba carioca desgeograficada com cuidado, com elementos dos candomblés baianos e das pagelanças paraenses.   II. Carlos carece de espelho e tem vergonha de se olhar nele, falo eu no meu jogo de imagens, depois de qualquer ação desonesta. Por isso se conserva honesto para poder olhar no espelho. A honestidade dele é uma secreção biológica. Pentear sem espelho na frente faz o repartido sair torto e isso deixa os cabelos doendo. Na própria página em que "inventei" o crescimento de Carlos, inculco visivelmente que ele vai ser honesto na vida por causa das reações fisiológicas. Porém não me conservei apenas nesse naturalismo que repudio, não.   III. Estou na segunda parte, já escrevi 50 páginas e inda não descrevi a primeira cena da parte que é Chico Antônio na fazenda acalmando os bois irritados com a morte dum novilho. A não ser algumas análises psicológicas mais fundas, o resto é descrição da realidade tal como é, só pra que a realidade atual fique descrita e se grave.   Mário de Andrade fala de AMAR, VERBO INTRANSITIVO
  8. 38. UNAMA 2007
    Infância   MEU PAI montava a cavalo, ia para o campo. Minha mãe ficava sentada cosendo. Meu irmão pequeno dormia. Eu sozinho menino entre mangueiras lia a história de Robinson Crusoé, comprida história que não acaba mais.   No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu chamava para o café. Café preto que nem a preta velha café gostoso café bom.   Minha mãe ficava sentada cosendo Olhando para mim: – Psiu... Não acorde o menino. Para o berço onde pousou um mosquito. E dava um suspiro... que fundo!   Lá longe meu pai campeava no mato sem fim da fazenda.   E eu não sabia que minha história era mais bonita que a de Robinson Crusoé. (Carlos Drummond de Andrade.In: Poesia e Prosa/Alguma Poesia. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1979. p.71)   Minha Vida e Meus Amores   Quando, no albor da vida, fascinado Com tanta luz e brilho e pompa e galas, Vi o mundo sorrir-me esperançoso: – Meu Deus, disse entre mim, oh! Quanto é doce.   Quanto é bela esta vida assim vivida! Agora, logo, aqui, além, notando Uma pedra, uma flor, uma lindeza, Um seixo da corrente, uma conchinha       À beira-mar colhida!   Foi esta a infância minha; a juventude Falou-me ao coração: – amemos, disse,     Porque amar é viver.   E esta era linda, como é linda a aurora No fresco da manhã tingindo as nuvens     De rósea cor fagueira;   Aquela tinha um quê de anelos meigos     Artífice sublime;   Feiticeiro sorrir dos lábios dela Prendeu-me o coração; – julguei-o ao menos. (...) (Gonçalves Dias.In: Poesia e prosa Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998. p.136 )   Lendo os dois poemas, um de Carlos Drummond de Andrade e outro de Gonçalves Dias, percebemos a infância tematizada e marcas no lirismo presente em cada um deles. A respeito desses dois poemas, avalie as afirmações a seguir :   I. No poema de Drummond, a linguagem despojada e coloquial confere perspectiva lírica às lembranças da infância, vivida no cotidiano da fazenda patriarcal. II. No fragmento de poema de Gonçalves Dias, de expressão romântica, as emoções convencionalmente relacionadas à infância apresentam-se através de imagens e metáforas da natureza, compondo o tom exclamativo das estrofes. III. Nos versos de Gonçalves Dias, a infância é evocada sob o signo da esperança, em cenário natural paradisíaco. IV. Nos dois textos é possível perceber marcas de linguagem comuns ao Modernismo, como o uso literário do registro coloquial.   O correto está em
  9. 39. UNAMA 2007
    (...) A prosa romanesca entra em rumo de consolidação na Amazônia com alguns escritores integrados à atmosfera de sublevação modernista do 1922 paulista. Dentre eles, Bruno de Menezes, introdutor no Pará das inovações radicadas na Semana; destaca-se porque, além de romper com os academicismos, elabora poesia ambientada numa Amazônia vista como acolhimento também da cultura negra (...) (Amarílis Tupiassú. .Dossiê Amazônia Brasileira I. Amazônia, das travessias lusitanas à literatura de até agora. Estudos Avançados. v.19 no.53. São Paulo. EDUSP. 2005)   Entre os fragmentos de poemas de Bruno de Menezes a seguir, identifique aquele que exemplifica as afirmações de Amarílis Tupiassú destacadas no trecho acima:
  10. 40. UNB 2011
    Texto I   Visão 1944   (...) Meus olhos são pequenos para ver luzir na sombra a foice da invasão e os olhos no relógio, fascinados, ou as unhas brotando em dedos frios.   Meus olhos são pequenos para ver o general com seu capote cinza escolhendo no mapa uma cidade que amanhã será pó e pus no arame.   (...)   Meus olhos são pequenos para ver essa fila de carne em qualquer parte, de querosene, sal ou de esperança que fugiu dos mercados deste tempo.   (...)   Meus olhos são pequenos para ver o mundo que se esvai em sujo e sangue, outro mundo que brota, qual nelumbo — mas veem, pasmam, baixam deslumbrados. Carlos Drummond de Andrade. Visão 1944. In: Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 205-8.   Texto II   Conheci que Madalena era boa em demasia, mas não conheci tudo de uma vez. Ela se revelou pouco a pouco, e nunca se revelou inteiramente. A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste.   E, falando assim, compreendo que perco tempo. Com efeito, se me escapa o retrato moral de minha mulher, para que serve esta narrativa? Para nada, mas sou forçado a escrever.   Quando os grilos cantam, sento-me aqui à mesa da sala de jantar, bebo café, acendo o cachimbo. Às vezes as ideias não vêm, ou vêm muito numerosas e a folha permanece meio escrita, como estava na véspera. Releio algumas linhas, que me desagradam. Não vale a pena tentar corrigi-las. Afasto o papel.   Emoções indefiníveis me agitam inquietação terrível, desejo doido de voltar, tagarelar novamente com Madalena, como fazíamos todos os dias, a esta hora. Saudade? Não, não é isto: é desespero, raiva, um peso enorme no coração.   Procuro recordar o que dizíamos. Impossível. As minhas palavras eram apenas palavras, reprodução imperfeita de fatos exteriores, e as dela tinham alguma coisa que não consigo exprimir. Para senti-las melhor, eu apagava as luzes, deixava que a sombra nos envolvesse até ficarmos dois vultos indistintos na escuridão. Graciliano Ramos. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1997, p. 100-1   No poema Visão 1944, de Carlos Drummond de Andrade, e no romance São Bernardo, de Graciliano Ramos, verificam-se, respectivamente,
  11. 41. UFAM 2010
    Aproximando Fogo Morto e A cidade ilhada 
  12. 42. UFAM 2010
    O segundo momento modernista traz preocupações diferenciadas do primeiro momento. Para pensar essa questão, considere-se Fogo Morto, de José Lins do Rego como 
  13. 43. UECE 2012
    Os seguintes excertos foram retirados das obras de dois escritores modernistas:   1. Dezembro deu à luz das salas enceradas de tia Gabriela as três moças primas de óculos bem falados. Pantico norte-americava. E minha mãe entre médicos num leito de crise decidiu meu apressado viageiro do mundo.   2. A moça bonita, chamada Uiara, morava na Terra Grande. Dizem que tinha cabelos verdes, olhos amarelos. O mato é verde; pois os seus cabelos eram mais verdes. A flor do ipê é amarela; pois os seus olhos eram mais amarelos.     Com base no que diz o Texto I sobre as duas fases do Modernismo brasileiro, marque 1 para o que se referir ao excerto 1; 2 para o que se referir ao excerto 2.   (   ) A maneira como a linguagem foi trabalhada rompe os padrões tradicionais da linguagem literária. (   ) A introdução de uma figura do folclore empresta à obra o cunho de brasilidade que Monteiro Lobato exigia. (   ) A obra representada no excerto deve ser enquadrada na fase que Mário de Andrade chamaria de “tempo destruidor”. (   ) A obra, cujo excerto é uma amostra, atinge a modernidade pela absorção do que se criava lá fora. (   ) A obra representada pelo excerto assegura a entrada numa ordem universal por uma mediação dos traços nacionais. Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
  14. 44. UFABC 2006
    O BICHO Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava. Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem. Manuel Bandeira, Estrela da vida inteira. 1973.   À vista do poema, verifica-se que  
  15. 45. UFABC 2006
    Considere os seguintes traços estilísticos: I.   originalidade de técnicas narrativas; II.  regionalismo; III. recriação da linguagem; IV. sintaxe e vocabulário pouco convencionais.   Podem ser associados à obra de Guimarães Rosa os traços expostos em  
  16. 46. UFABC 2007
    Folhetim de hoje Pela fazenda ia um movimento fora do comum. Os trabalhadores partiam todas as manhãs para as roças, a colher cacau, outros pisavam cacau mole nos cochos ou dançavam sobre o cacau seco nas barcaças, cantando suas tristes canções. “Vida de negro é difícil É difícil como quê...”   Lamentos que o vento levava, gemidos sob o sol nas roças de cacau, no trabalho da manhã à noite:   “Eu quero morrer de noite Bem longe, numa tocaia ... Eu quero morrer de açoite Dos bordados da sua saia ...”   Os trabalhadores gemiam seus cantos nos dias de trabalho, seus cantos de servidão e de amor impossível, mas, ao mesmo tempo, se reunia na fazenda uma outra população. Parecidos com os trabalhadores no físico e na rudeza da voz, na maneira de falar e no modo de se vestir, esses homens que chegavam diariamente à fazenda (...) eram os jagunços que vinham (...).   É correto afirmar que a obra de Jorge Amado é de cunho essencialmente
  17. 47. UFABC 2007
    Exposição: Clarice Lispector – A hora da estrela A exposição marca 30 anos do lançamento do livro A hora da estrela e também da morte da escritora. Todo o material exposto faz parte do Acervo Clarice Lispector, sob a guarda do Arquivo-Museu da Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa. A exposição ocorre no Museu da Língua Portuguesa: Praça da Luz, s/n.° (Estação Luz do Metrô), em São Paulo. O museu abre das 10 às 17h, de terça a domingo. Sábado é grátis. Demais dias: R$ 4. Segue-se um trecho desse romance admirável.   Nas frígidas noites, Macabéa, toda estremecente sob o lençol de brim, costumava ler à luz de vela os anúncios que recortava dos jornais velhos do escritório. É que fazia coleção de anúncios. Colava-os no álbum. Havia um anúncio, o mais precioso, que mostrava em cores o pote aberto de um creme para pele de mulheres que simplesmente não eram ela. Executando o fatal cacoete que pegara de piscar os olhos, ficava só imaginando com delícia: o creme era tão apetitoso que se tivesse dinheiro para comprá-lo não seria boba. Que pele, que nada, ela o comeria, isso sim, às colheradas no pote mesmo. É que lhe faltava gordura e seu organismo estava seco que nem saco meio vazio de torrada esfarelada.   Tornara-se com o tempo apenas matéria vivente em sua forma primária. Talvez fosse assim para se defender da grande tentação de ser infeliz de uma vez e ter pena de si. (Quando penso que eu podia ter nascido ela – e por que não? – estremeço. E parece-me covarde fuga o fato de eu não a ser, sinto culpa, como disse num dos títulos.) (Texto com adaptações)   Considere os itens: I. introspeção psicológica; II. bucolismo; III.metalinguagem; IV.neutralidade do narrador.   São traços estilísticos de Clarice Lispector presentes no texto:  
  18. 48. UFMG 2007
    Assinale a alternativa que apresenta um trecho de manifesto, prefácio ou poema modernista explicitamente programático com que a poesia de Viagem tem afinidades.
  19. 49. UFMG 2007
    Com base na leitura de Viagem, de Cecília Meireles, é CORRETO afirmar que a poesia dessa obra revela
  20. 50. UFMG 2009
    Leia esta passagem de S. Bernardo: O meu fito na vida foi apossar-me das terras de S. Bernardo, construir esta casa, plantar algodão, plantar mamona, levantar a serraria e o descaroçador, introduzir nestas brenhas a pomicultura e a avicultura, adquirir um rebanho bovino regular.   Assinale a alternativa em que a ação narrada NÃO contribuiu para que Paulo Honório alcançasse seu objetivo.  
  21. 51. MACKENZIE 1999
    O essencial é saber ver, Saber ver sem estar a pensar, Saber ver quando se vê, E nem pensar quando se vê, Nem ver quando se pensa. Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!) Isso exige um estudo profundo, Uma aprendizagem de desaprender [...]. (Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa)   Considere os seguintes aspectos da poesia de Caeiro: a liberdade formal, o vocabulário simples e a tendência ao discurso redundante. No contexto da obra do poeta esses traços:
  22. 52. PUC-CAMPINAS 2016
    Personagem frequente dos carros alegóricos, d. Pedro surgia, nos anos 1880, ora como Pedro Banana ou como Pedro Caju, numa alusão à sua falta de participação nos últimos anos do Império. Mas é só com a queda da monarquia que se passa a eleger um rei do Carnaval. Com efeito, o rei Momo é uma invenção recente, datada de 1933. No século XIX ele não era rei, mas um deus grego: zombeteiro, pândego e amante da galhofa. Nos anos 30 vira Rei Momo e logo depois cidadão. Novos tempos, novos termos. (SCHWARCZ, Lilian Mortiz. As barbas do Imperador: Dom Pedro II , um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 281)   A crítica galhofeira a autoridades e a pessoas de prestígio foi uma arma contundente de que se valeu
  23. 53. UFAC 2011
    Para responder à questão, leia os fragmentos a seguir, retirados da reportagem “Cientistas criam árvore artificial contra aquecimento global”, publicada no site da BBC, disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ noticias/2009/07/090708arvoressinteticasebc.shtml.   “Um grupo de cientistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, anunciou ter criado árvores artificiais que podem ajudar no combate ao aquecimento global, já que absorvem CO2 da atmosfera quase mil vezes mais rapidamente do que árvores de verdade. [...] Embora alguns ambientalistas critiquem os métodos de enterrar dióxido de carbono, Lackner afirma que o uso de suas árvores daria ao mundo tempo para encontrar alternativas melhores, como, por exemplo, o desenvolvimento de energias ‘limpas’, que não produzem gases. [...] De acordo com Klaus Lackner, cada uma dessas árvores artificiais poderia absorver uma tonelada de dióxido de carbono por dia, tirando da atmosfera CO2 equivalente ao produzido por 20 carros. [...] ‘O mundo produz cerca de 70 milhões de carros por ano, quer dizer, a produção de unidades neste patamar é certamente possível e também existe espaço suficiente no mundo para instalar as máquinas,’ disse [...]”   Pela leitura dos fragmentos dessa reportagem, podemos depreender que o assunto nela tratado refere-se à relação homem e meio ambiente, fato que também faz parte de uma das seguintes obras da Literatura Brasileira: 
  24. 54. UEMS 2010
    Eta, nóis / Brincando com Leminski   Menina, vou trabalhar em uma usina de cana pra alimentar os carros de uma família americana Menina, só vou poder te namorar no final de semana só vou poder te namorar no final de semana   Menina, vou trabalhar em condição sub humana vou trabalhar em condição sub humana   Menina, vou trabalhar Numa usina de cana Pra alimentar os carros De uma família americana   Só vou poder te namorar No final de semana Vou trabalhar em condição   Sub humana pra alimentar os carros pra alimentar os carros pra alimentar os carros....     O poema de Emmanuel Marinho “Eta, nóis / Brincando com Leminski” caracteriza-se pela temática social e interesse pelos problemas do homem em sociedade; aspectos que também podem ser encontrados no
  25. 55. UEMS 2006
    Observe com atenção os poemas abaixo:   Profissão de fé Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor. Com que ele, em ouro o alto-relevo Faz de uma flor. Imito-o e, pois, nem de Carrara A pedra firo: O alvo cristal, a pedra rara, O ônix prefiro. BILAC, Olavo Abaixo os puristas Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis Estou farto do lirismo namorador Político Raquítico Sifilítico De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo. BANDEIRA, Manuel. Com base na leitura dos dois poemas e nos seus conhecimentos sobre literatura brasileira, é correto classificá-los como:
  26. 56. UNEMAT 2008
    O indianismo na narrativa romântica brasileira é:
  27. 57. UNESPAR 2010
    Relacione as colunas de acordo com os artistas brasileiros e os movimentos dos quais fizeram parte em determinado momento de suas carreiras.   ( 1 ) Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. ( 2 ) Frans Krajcberg. ( 3 ) Belmiro de Almeida. ( 4 ) Tarsila do Amaral. ( 5 ) Lasar Segall. ( ) Expressionismo. ( ) Escultura contemporânea. ( ) Academicismo. ( ) Modernismo. ( ) Barroco.   A alternativa que apresenta a sequência correta é:
  28. 58. UNICAMP 2011
    Leia a passagem seguinte, de Capitães da areia:   Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. E os guindastes rodavam ruidosamente. Um dia iria fazer uma greve como seu pai... Lutar pelo direito... Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história, como contavam a de seu pai. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. (Jorge Amado, Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 88.)   O trecho acima pode ajudar a definir o contexto literário em que foi escrito o romance de Jorge Amado. Esse contexto é da:
  29. 59. ENEM PPL 2015
    Vei, a Sol     Ora o pássaro careceu de fazer necessidade, fez e o herói ficou escorrendo sujeira de urubu. Já era de madrugadinha e o tempo estava inteiramente frio. Macunaíma acordou tremendo, todo lambuzado. Assim mesmo examinou bem a pedra mirim da ilhota para vê si não havia alguma cova com dinheiro enterrado. Não havia não. Nem a correntinha encantada de prata que indica pro escolhido, tesouro de holandês. Havia só as formigas jaquitaguas ruivinhas.   Então passou Caiuanogue, a estrela da manhã. Macunaíma já meio enjoado de tanto viver pediu pra ela que o carregasse pro céu.   Caiuanogue foi se chegando porém o herói fedia muito.   - Vá tomar banho! - ela fez. E foi-se embora.   Assim nasceu a expressão "Vá tomar banho" que os brasileiros empregam se referindo a certos imigrantes europeus. ANDRADE, M. Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Agir, 2008.     O fragmento de texto faz parte do capítulo VII, intitulado "Vei, a Sol" do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, pertencente à primeira fase do Modernismo brasileiro. Considerando a linguagem empregada pelo narrador, é possível identificar
  30. 60. PUC-CAMPINAS 2016
    Retrato do Brasil: ensaio sobre a tristeza brasileira, de Paulo Prado (escritor a quem Mário de Andrade dedicou Macunaíma), é hoje um livro quase esquecido. Quando saiu, porém, alcançou êxito excepcional: quatro edições entre 1928 e 1931. O momento era propício para tentar explicações do Brasil, país que se via a si mesmo como um ponto de interrogação. Terra tropical e mestiça condenada ao atraso ou promessa de um eldorado sul-americano? (BOSI, Alfredo. Céu, Inferno. São Paulo: Ática, 1988, p. 137)   A razão pela qual o escritor Mário de Andrade dedicou a Paulo Prado seu romance Macunaíma é sugerida no próprio texto, uma vez que nesse romance o autor pretende
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