Sabe aquela vaga na universidade dos sonhos? Ela pode ser sua!

Matricule-se agora
Vagas abertas para o Extensivo 2022
Pessoa com tinta no rosto e com a palavra 'aprovadx' na testa sorrindo

Banco de Exercícios

Lista de exercícios

Quer colocar o estudo em prática? O Stoodi tem exercícios de Modernismo no Brasil dos maiores vestibulares do Brasil.

Estude Arte com esses e mais de 30000 que caíram no ENEM, Fuvest, Unicamp, UFRJ, UNESP e muitos outros vestibulares!

Gerar PDF da Página

Conteúdo exclusivo para assinantes

Assine um de nossos planos para ter acessos exclusivos e continuar estudando em busca da sua aprovação.

Ver planos

  1. 31

    UFABC 2006

    Os acontecimentos que marcaram o Brasil em 1930 (a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, no ano anterior, e as consequentes crises econômica e cafeeira; a Revolução de 30; o declínio da região Nordeste) constituem o quadro no qual se desenvolveu um tipo de romance cujo estilo é caracterizado por

  2. 32

    ACAFE 2014

    Sobre o contexto histórico e social das escolas literárias brasileiras, correlacione as colunas seguir.     (1) Proclamada a independência, em 1822, cresce no Brasil o sentimento de nacionalismo, buscase o passado histórico, exalta-se a natureza da pátria. De 1823 a 1831, o Brasil viveu um período difícil com o autoritarismo de D. Pedro I: a dissolução da Assembleia Constituinte; a Constituição outorgada; a luta pelo trono português contra seu irmão D. Miguel; e, finalmente, a abdicação. Segue-se o período regencial e a maioridade prematura de Pedro II.   (2) O crescimento de algumas cidades de Minas Gerais, cuja base econômica era a exploração do ouro, favorecia tanto a divulgação de ideias políticas quanto o florescimento de uma literatura cujos modelos os jovens brasileiros foram buscar em Coimbra, já que a colônia não lhes oferecia cursos superiores. E, ao retornarem de Portugal, traziam consigo as ideias iluministas.   (3) O período era sem dúvida de muita opressão. A igreja lutava contra os reformadores por meio da Inquisição e instaurava um clima de medo constante em seus fiéis, que se viam divididos entre o material e o espiritual, o prazer e o dever. Ao mesmo tempo eram mostradas cenas bíblicas que remetem ao amor e à compaixão, como os momentos de dor imensa do sacrifício de Jesus Cristo.   (4) A industrialização brasileira, que vinha crescendo desde o começo do século, foi impulsionada com a Primeira Guerra Mundial e estimulou a urbanização das cidades, principalmente de São Paulo. A capital paulista, com a expansão da cafeicultura começou a experimentar um enorme crescimento econômico. O período foi marcado também pela chegada em massa de imigrantes, principalmente italianos, muitos dos quais haviam vivido a experiência da luta de classes em seus países e divulgaram no país ideias anarquistas e socialistas.   (5) Influenciados pelo pensamento evolucionista de Charles Darwin no Brasil e pelo positivismo de Augusto Comte, o movimento ficou bastante conhecido por explorar temas como a homossexualidade, o incesto, o desequilíbrio e a loucura. Os escritores passaram a retratar em seus personagens traços de natureza animal, desde impulsos sexuais a comportamentos desregrados e instintivos. A agressividade, a violência e o erotismo eram considerados parte da personalidade humana, já que o indivíduo era visto como fruto do meio em que vivia.     ( ) Arcadismo   ( ) Romantismo   ( ) Naturalismo   ( ) Modernismo   ( ) Barroco     A sequência correta, de cima para baixo, é:

  3. 33

    PUC-RS 2016

    A única alternativa que apresenta duas obras de Mário de Andrade é

  4. 34

    UERJ 2010

    Science Fiction   O marciano encontrou-me na rua e teve medo de minha impossibilidade humana. Como pode existir, pensou consigo, um ser que no existir põe tamanha anulação de existência?   Afastou-se o marciano, e persegui-o. Precisava dele como de um testemunho. Mas, recusando o colóquio, desintegrou-se no ar constelado de problemas. E fiquei só em mim, de mim ausente. Carlos Drummond de Andrade Nova reunião. São Paulo: José Olympio, 1983   A pergunta formulada pelo marciano pode ser lida como uma projeção da consciência do próprio sujeito poético.   Um verso que também sugere essa projeção é:

  5. 35

    UNICENTRO 2011

    Sou um homem arrasado. Doença? Não. Gozo perfeita saúde. O que estou é velho. Cinquenta anos pelo S. Pedro. Cinquenta anos perdidos, cinquenta anos gastos sem objetivo, a maltratar-me e a maltratar os outros. O resultado é que endureci, calejei, e não é um arranhão que penetra esta casca espessa e vem ferir cá dentro a sensibilidade embotada. Cinquenta anos! Quantas horas inúteis! Consumir-se uma pessoa a vida inteira sem saber para quê! Comer e dormir como um porco! Levantar-se cedo todas as manhãs e sair correndo, procurando comida! E depois guardar comida para os filhos, para os netos, para muitas gerações. Que estupidez! Que porcaria! Não é bom vir o diabo e levar tudo? RAMOS, Graciliano. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1979. p. 179-180.   Na percepção que constrói de si mesmo, o sujeito-narrador

  6. 36

    FATEC 2009

    Leia o fragmento de texto a seguir, escrito por Mário de Andrade. No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.   Trata-se de obra importante para a literatura brasileira e pertence à primeira geração de modernistas. Assinale a alternativa que apresenta outro importante autor dessa primeira geração modernista e também uma obra de sua autoria.  

  7. 37

    ENEM 2011

    Quem é pobre, pouco se apega, é um giro-o-giro no vago dos gerais, que nem os pássaros de rios e lagoas. O senhor vê:  o Zé-Zim, o melhor meeiro meu aqui, risonho e habilidoso. Pergunto: – Zé-Zim, por que é que você não cria galinhas-d’angola, como todo o mundo faz? – Quero criar nada não... – me deu resposta: -Eu gosto muito de mudar. […] Belo um dia, ele tora. Ninguém discrepa. Eu, tantas, mesmo digo. Eu dou proteção. […] Essa não faltou também à minha mãe, quando eu era menino, no sertãozinho de minha terra. […] Gente melhor do lugar eram todos dessa família Guedes, Jidião Guedes; quando saíram de lá, nos trouxeram junto, minha mãe e eu. Ficamos existindo em território baixio da Sirga, da outra banda, ali onde o de – Janeiro vai no São Francisco, o senhor sabe. ROSA, J. G. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: José Olympio (fragmento). Na passagem citada, Riobaldo expõe uma situação decorrente de uma desigualdade social típica das áreas rurais brasileiras marcadas pela concentração de terras e pela relação de dependência entre agregados e fazendeiros. No texto, destaca-se essa relação porque o personagem-narrador  

  8. 38

    ITA 2015

    O poema abaixo, de Manuel Bandeira, pertence ao livro Lira dos cinquentanos.   Velha chácara A casa era por aqui... Onde? Procuro-a e não acho. Ouço uma voz que esqueci: É a voz deste mesmo riacho. Ah quanto tempo passou! (Foram mais de cinquenta anos.) Tantos que a morte levou! (E a vida... nos desenganos...) A usura fez tábua rasa Da velha chácara triste: Não existe mais a casa... – Mas o menino ainda existe.   O poema apresenta uma diferença entre I. o passado (a infância) e o presente (a velhice) vivido pelo eu lírico. II. um espaço puramente natural (o campo) e outro sociofamiliar (a casa). III. o que é desfeito pelo tempo (a casa) e o que ele não apaga (a lembrança). IV. a chácara (espaço ideal) e a cidade (espaço arrasado pela usura).   Estão corretas apenas:

  9. 39

    UFABC 2007

    A temática da fome está presente em um dos mais expressivos romances de Graciliano Ramos,  Vidas Secas. Leia um trecho dessa obra. -- Entrava dia e saía dia. As noites cobriam a terra de chofre. A tampa anilada baixava, escurecia, quebrada apenas pelas vermelhidões do poente.   Miudinhos, perdidos no deserto queimado, os fugitivos agarraram-se, somaram as suas desgraças e os seus pavores. O coração de Fabiano bateu junto do coração de Sinhá Vitória, um abraço cansado aproximou os farrapos que os cobriam. Resistiram à fraqueza, afastaram-se envergonhados, sem ânimo de afrontar de novo a luz dura, receosos de perder a esperança que os alentava.   Iam-se amodorrando e foram despertados por Baleia, que trazia nos dentes um preá. Levantaram-se todos gritando. O menino mais velho esfregou as pálpebras, afastando pedaços de sonho. Sinhá Vitória beijava o focinho de Baleia, e como o focinho estava ensangüentado, lambia o sangue e tirava proveito do beijo.   Aquilo era caça bem mesquinha, mas adiaria a morte do grupo. E Fabiano queria viver. Olhou o céu com resolução. A nuvem tinha crescido, agora cobria o morro inteiro. Fabiano pisou com segurança, esquecendo as rachaduras que lhe estragavam os dedos e os calcanhares.   (Ilustração de Aldemir Martins, para a 27.ª edição de Vidas Secas, São Paulo, Martins Fontes, 1970).   A respeito do trecho, observa-se que:

  10. 40

    FGV-SP 2009

    Todos os Nomes Passar os olhos pela relação dos jogadores inscritos por nossos clubes profissionais para a atual temporada profissional pode ser uma experiência reveladora. O que primeiro salta à vista é a quantidade de nomes estrangeiros – em geral de origem inglesa, ainda que existam alguns Jeans, Michels e Pierres de sabor francês e um ou outro Juan de sonoridade castelhana.   O grosso mesmo é de nomes anglo-saxões.   Só de Wellingtons eu contei seis. Se bobear, tem mais Wellington que José no nosso futebol.   Nem vamos perder tempo falando da profusão de Williams, de Christians, de Rogers e de Andersons. Até aqui, parece que eu, um mero Zé, estou me queixando dessa invasão onomástica estrangeira e engrossando o coro dos que, como o deputado Aldo Rebelo, querem defender a “pureza” da língua pátria a golpes de multas e proibições.   Longe de mim tal insensatez.   Uma língua se enriquece no contato e na troca com todas as outras.   Os nomes predominantes em uma geração refletem o imaginário de sua época, não o determinam. Mais significativo do que a assimilação pura e simples dos nomes estrangeiros – é o processo de canibalização que eles sofrem aqui.   Abaixo do Equador, Alain vira Allan, Michael vira Maicon (ou Maycon), David vira Deivid e Hollywood vira Oliúde.   lsso sem falar nas criações genuinamente brasileiras, como o espantoso Maicosuel (jogador do Cruzeiro). É a contribuição milionária de todos os erros, como queria ......................................................................... José  G. Couto. Folha de S. Paulo, 02/02/2008. Adaptado.   Vários elementos do contexto permitem concluir que o pontilhado no final do texto estará corretamente preenchido com o nome do principal responsável pelo Manifesto Antropófago, publicado em 1928, ou seja:    

  11. 41

    ENEM 1999

    Quem não passou pela experiência de estar lendo um texto e defrontar-se com passagens já lidas em outros? Os textos conversam entre si em um diálogo constante. Esse fenômeno tem a denominação de intertextualidade. Leia os seguintes textos: I. Quando nasci, um anjo torto Desses que vivem na sombra Disse: Vai Carlos! Ser “gauche” na vida (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964)   II. Quando nasci veio um anjo safado O chato dum querubim E decretou que eu tava predestinado A ser errado assim Já de saída a minha estrada entortou Mas vou até o fim. (BUARQUE, Chico. Letra e Música. São Paulo: Cia das Letras, 1989)   III. Quando nasci um anjo esbelto Desses que tocam trombeta, anunciou: Vai carregar bandeira. Carga muito pesada pra mulher Esta espécie ainda envergonhada. (PRADO, Adélia. Bagagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986)   Adélia Prado e Chico Buarque estabelecem intertextualidade, em relação a Carlos Drummond de Andrade, por  

  12. 42

    PUC-CAMPINAS 2016

    No fim de 1944 estávamos em regime de ditadura no Brasil, como todos sabem. Uma ditadura que já se ia dissolvendo, porque o ditador de então começara a acertar o passo com as chamadas Potências do Eixo; mas quando os Estados Unidos entraram na guerra e pressionaram no mesmo sentido os seus dependentes, ele não só passou para o outro lado, como teve de concordar que o país interviesse efetivamente na luta, como aliás pedia a opinião pública, às vezes em manifestações de massa que foram as primeiras a quebrar a rotina disciplinada de tranquilidade aparente nas grandes cidades. (CÂNDIDO, Antonio. Teresina etc. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980, p. 107-108)   O tema da II Guerra esteve presente na obra de alguns poetas brasileiros. Em alguns casos, a tendência política ou mesmo partidária do autor se deixava mostrar, tal como nestes versos de Carlos Drummond de Andrade:

  13. 43

    ENEM PPL 2009

    A verdade é que não me preocupo muito com o outro mundo. Admito Deus, pagador celeste dos meus trabalhadores, mal remunerados cá na terra, e admito o diabo, futuro carrasco do ladrão que me furtou uma vaca de raça. Tenho, portanto, um pouco de religião, embora julgue que, em parte, ela é dispensável a um homem. Mas mulher sem religião é horrível. Comunista, materialista. Bonito casamento! Amizade com o Padilha, aquele imbecil. “Palestras amenas e variadas”. Que haveria nas palestras? Reformas sociais, ou coisa pior. Sei lá! Mulher sem religião é capaz de tudo. RAMOS, Graciliano. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1981, p. 131   Uma das características da prosa de Graciliano Ramos é ser bastante direta e enxuta. No romance São Bernardo, o autor faz a análise psicológica de personagens e expõe desigualdades sociais com base na relação entre patrão e empregado, além da relação conjugal.   Nesse sentido, o texto revela 

  14. 44

    FUVEST 2016

    Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d’África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto*. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:   Ele é mesmo nosso pai e é quem pode nos ajudar... Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida: Ora, adeus, ó meus filhinhos, Qu’eu vou e torno a vortá...   E numa noite que os atabaques batiam nas macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele. Jorge Amado, Capitães da Areia.   *lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.   Considere as seguintes afirmações referentes ao texto de Jorge Amado:   I. Do ponto de vista do excerto, considerado no contexto da obra a que pertence, a religião de origem africana comporta um aspecto de resistência cultural e política. II. Fica pressuposta no texto a ideia de que, na época em que se passa a história nele narrada, o Brasil ainda conservava formas de privação de direitos e de exclusão social advindas do período colonial. III. Os contrastes de natureza social, cultural e regional que o texto registra permitem concluir corretamente que o Brasil passou por processos de modernização descompassados e desiguais.   Está correto o que se afirma em

  15. 45

    ENEM PPL 2009

    Linhas tortas   Há uma literatura antipática e insincera que só usa expressões corretas, só se ocupa de coisas agradáveis, não se molha em dias de inverno e por isso ignora que há pessoas que não podem comprar capas de borracha. Quando a chuva aparece, essa literatura fica em casa, bem aquecida, com as portas fechadas. [...] Acha que tudo está direito, que o Brasil é um mundo e que somos felizes. [...] Ora, não é verdade que tudo vá tão bem [...]. Nos algodoais e nos canaviais do Nordeste, nas plantações de cacau e de café, nas cidadezinhas decadentes do interior, nas fábricas, nas casas de cômodos, nos prostíbulos, há milhões de criaturas que andam aperreadas.   [...] Os escritores atuais foram estudar o subúrbio, a fábrica, o engenho, a prisão da roça, o colégio do professor mambembe.   Para isso resignaram-se a abandonar o asfalto e o café, [...] tiveram a coragem de falar errado como toda gente, sem dicionário, sem gramáticas, sem manual de retórica. Ouviram gritos, palavrões e meteram tudo nos livros que escreveram. RAMOS, Graciliano. Linhas tortas. 8.ª ed. São Paulo: Record, 1980, p. 92/3.   O ponto de vista defendido por Graciliano Ramos 

  16. 46

    PUC-CAMPINAS 2015

    “São Paulo, 13 de junho de 1929 Manu, três horas duma noite que além de ser noite de sábado, está de neblina formidável. Noite de sábado já é uma das coisas mais humanas de São Paulo, todos os húngaros, tchecos, búlgaros, sírios, austríacos, nordestinos saem passear (...)” (Carta de Mário de Andrade a Manuel Bandeira. In: MORAES, Marco Antonio (org). Correspondência. Mário de Andrade & Manuel Bandeira. São Paulo: EDUSP, 2001. p. 427)     Um ponto comum entre as poéticas de Mário de Andrade e Manuel Bandeira está

  17. 47

    UFF 2015

    Sinha Vitória               Sinha Vitória tinha amanhecido nos seus azeites. Fora de propósito, dissera ao marido umas inconveniências a respeito da cama de varas. Fabiano, que não esperava semelhante desatino, apenas grunhira: – “Hum! hum!” E amunhecara, porque realmente mulher é bicho difícil de entender, deitara-se na rede e pegara no sono. Sinha Vitória andara para cima e para baixo, procurando em que desabafar. Como achasse tudo em ordem, queixara-se da vida. E agora vingava-se em Baleia, dando-lhe um pontapé.             Avizinhou-se da janela baixa da cozinha, viu os meninos entretidos no barreiro, sujos de lama, fabricando bois de barro, que secavam ao sol, sob o pé-de-turco, e 5não encontrou motivo para repreendê-los. Pensou de novo na cama de varas e mentalmente xingou Fabiano. Dormiam naquilo, tinha-se acostumado, mas sena mais agradável dormirem numa cama de lastro de couro, como outras pessoas. Fazia mais de um ano que falava nisso ao marido. Fabiano a princípio concordara com ela, mastigara cálculos, tudo errado. Tanto para o couro, tanto para a armação. Bem. Poderiam adquirir o móvel necessário economizando na roupa e no querosene. Sinha Vitória respondera que isso era impossível, porque eles vestiam mal, as crianças andavam nuas, e recolhiam-se todos ao anoitecer. Para bem dizer, não se acendiam candeeiros na casa.   RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Rio de Janeiro; São Paulo: Record; Martins, 1975. p. 42-43.               A partir do texto acima, identifique a alternativa que contém a característica correta em relação à análise da obra de Graciliano Ramos e à sua inclusão na ficção regionalista dos anos 30.  

  18. 48

    ENEM 2006

    Erro de Português Quando o português chegou Debaixo de uma bruta chuva Vestiu o índio Que pena!  Fosse uma manhã de Sol O índio tinha despido O português.  Oswald de Andrade. Poesias reunidas.  Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.    O primitivismo observável no poema acima, de Oswald de Andrade, caracteriza de forma marcante   

  19. 49

    UFV 2003

    Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia preguiça solar. A reza. O Carnaval. A energia íntima. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos pajés e os campos de aviação militar. Pau-Brasil. O trabalho da geração futurista foi ciclópico. Acertar o relógio império da literatura nacional. Realizada essa etapa, o problema é outro. Ser regional e puro em sua época. O estado de inocência substituindo o estado de graça que pode ser uma atitude do espírito. (ANDRADE, Oswald, da Poesia Pau-Brasil. In: SCHWARTZ, Jorge. Vanguardas latino-americanas: polêmicas, manifestos e textos críticos.  São Paulo: EdUSP, Iluminuras, FAPESP, 1995. p. 138.)   Assinale a alternativa que NÃO interpreta os ideais estéticos modernistas propostos no trecho citado acima:

  20. 50

    UNESPAR 2011

    Analise as afirmações:   I) A literatura quase sempre privilegia o romance quando quer retratar a realidade, analisando ou denunciando-a. O Brasil e o mundo viveram profundas crises nas décadas de 1930 e 40, nesse momento o romance brasileiro se destaca, pois se coloca a serviço da análise crítica da realidade. O quadro social, econômico e político que se verificava no Brasil e no mundo no início da década de 1930 – o nazifascismo, a crise da Bolsa de Nova Iorque, a crise cafeeira, o combate ao socialismo – exigia dos artistas uma nova postura diante da realidade, nova posição ideológica. Na prosa, foi evidente o interesse por temas nacionais, uma linguagem mais brasileira, com um enfoque mais direto dos fatos marcados pelo Realismo – Naturalismo do século XIX. O romance focou o regionalismo, principalmente o nordestino, onde problemas como a seca, a migração, os problemas do trabalhador rural, a miséria, a ignorância foram ressaltados.   II) Os escritores de maior destaque dessa fase defendiam estas propostas: reconstrução da cultura brasileira sobre bases nacionais; promoção de uma revisão crítica de nosso passado histórico e de nossas tradições culturais; eliminação definitiva do nosso complexo de colonizados, apegados a valores estrangeiros. Portanto, todas elas estão relacionadas com a visão nacionalista, porém crítica, da realidade brasileira. (http://www.brasilescola.com/literatura)   As descrições – I e II – caracterizam, respectivamente, as escolas literárias conhecidas como:

  21. 51

    UEFS 2015

    O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito — por coragem. Será? Era o que eu às vezes achava. ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 449.   O texto em destaque é um fragmento da obra Grande Sertão: veredas, do escritor modernista Guimarães Rosa. Segundo as reflexões do sujeito narrador Riobaldo, a vida pode ser vista como

  22. 52

    PUC-CAMPINAS 2015

    No famoso poema de Manuel Bandeira “Vou-me embora pra Pasárgada”, leem-se estes versos:   E quando estiver cansado Deito na beira do rio Mando chamar a mãe-d´água Pra me contar as histórias Que no tempo de eu menino Rosa vinha me contar.   Percebe-se que a Pasárgada do poeta

  23. 53

    UNIFESP 2007

    Leia os versos de Cecília Meireles, extraídos do poema Epigrama n.º 8. Encostei-me a ti, sabendo bem que eras somente onda. Sabendo bem que eras nuvem, depus a minha vida em ti. Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino frágil, fiquei sem poder chorar, quando caí.   O eu lírico reconhece que a pessoa em quem depôs sua vida representava  

  24. 54

    ENEM 1998

    A discussão sobre gramática na classe está “quente”. Será que os brasileiros sabem gramática? A professora de Português propõe para debate o seguinte texto: PRA MIM BRINCAR Não há nada mais gostoso do que o mim sujeito de verbo no infinito. Pra mim brincar. As cariocas que não sabem gramática falam assim. Todos os brasileiros deviam de querer falar como as cariocas que não sabem gramática. — As palavras mais feias da língua portuguesa são quiçá, alhures e miúde. BANDEIRA, Manuel. Seleta em prosa e verso. Org: Emanuel de Moraes. 4ª ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1986. Pág. 19. Com a orientação da professora e após o debate sobre o texto de Manuel Bandeira, os alunos chegaram à seguinte conclusão:

  25. 55

    UPF 2014

    Sobre autores da literatura brasileira e suas obras, é incorreto afirmar que:

  26. 56

    FGV-SP 2012

    Leia o seguinte texto, que é parte de uma entrevista concedida por Érico Veríssimo a Clarice Lispector: – Érico, por que você acha que não agrada aos críticos e aos intelectuais? – Para começo de conversa, devo confessar que não me considero um escritor importante. Não sou um inovador. Nem mesmo um homem inteligente. Acho que tenho alguns talentos que uso bem... mas que acontece serem os talentos menos apreciados pela chamada “critica séria”, como, por exemplo, o de contador de histórias. Os livros que me deram opularidade, como  Olhai os lírios do campo, são romances medíocres. Nessa altura me pespegaram* no  lombo literário vários rótulos: escritor para mocinhas, superficial etc... O que vem depois dessa primeira fase é bastante melhor mas, que diabo! pouca gente (refiro-me aos críticos apressados) se dá ao trabalho de revisar opiniões antigas e alheias. Por outro lado, existem os “grupos”. Os esquerdistas sempre me acharam “acomodado”. Os direitistas me consideram comunista. Os moralistas e reacionários me acusam de imoral e subversivo. Havia ainda essa história cretina de “norte contra sul”.  E ainda essa natural má vontade que cerca todo escritor que vende livro, a ideia de que best-seller tem de ser necessariamente um livro inferior.  Some tudo isto, Clarice, e você não terá ainda uma resposta satisfatória à sua pergunta. Mas devo acrescenta que há no Brasil vários críticos que agora me levam a sério, principalmente depois que publiquei O tempo e o vento. (Bons sujeitos!) Clarice Lispector. Entrevistas. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.   * “pespegaram”: aplicaram.   O acirramento dos conflitos de “esquerdistas” versus “direitistas”, de “moralistas e reacionários” versus liberais e de “norte contra sul”, característico da época em que surgiu o autor, marca de modo acentuado o ambiente no qual evoluiu a literatura brasileira, no período   

  27. 57

    FGV-SP 2012

       Relicário No baile da Corte Foi o Conde d´Eu quem disse Pra Dona Benvinda Que farinha de Suruí Pinga de Parati Fumo de Baependi É comê bebê pitá e caí                              Oswald de Andrade Com uma única exceção, as alternativas abaixo indicam aspectos característicos da Poesia pau-brasil que aparecem no poema. A referida exceção está em 

  28. 58

    ENEM PPL 2009

    Oferta   Quem sabe Se algum dia Traria O elevador Até aqui O teu amor ANDRADE, Oswald de. Obras Completas de Oswald de Andrade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978, p. 33.   O poema Oferta, de Oswald de Andrade, apresenta em sua estrutura e temática uma relação evidente com um aspecto da modernização da sociedade brasileira. Trata-se da 

  29. 59

    PUC-CAMPINAS 2016

    A evolução dos maquinismos humanos é uma evidência do progresso tecnológico. No Modernismo de 22, há alguma euforia com os avanços da era industrial e da mecanização, tal como se pode observar

  30. 60

    FCMMG 2009

    “Sou poeta da cidade. Meus pulmões viraram máquinas inumanas e aprenderam a                [respirar o gás carbônico das salas de cinema”     Os versos abaixam ratificam a presença do espaço urbano na poesia de Manuel Bandeira, EXCETO em:

Gerar PDF da Página

Conteúdo exclusivo para assinantes

Assine um de nossos planos para ter acessos exclusivos e continuar estudando em busca da sua aprovação.

Ver planos