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Exercícios de Dinâmica das Populações e Comunidades

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  1. 61. UFES 2009
    Na superfície de uma rocha originalmente desabitada, instalam-se alguns indivíduos de uma espécie. A espécie encontra, nessa superfície, as condições ideais para sua sobrevivência. Com o passar do tempo e das gerações, esses organismos alteram as condições daquele ambiente e favorecem a instalação de outras espécies. Esse processo se repete ao longo do tempo, de tal maneira que a comunidade se altera até chegar a um estágio onde a composição da comunidade tende a se estabilizar. A situação descrita caracteriza um evento ecológico conhecido como
  2. 62. UNCISAL 2016
    Os ecossistemas recifais são extremamente sensíveis a variações da temperatura das águas oceânicas. Um aumento relativamente pequeno da temperatura das águas superficiais pode provocar a ocorrência do branqueamento, que é um processo relacionado à perda, pelos corais, das algas fotossintetizantes – as zooxantelas, que estão presentes no tecido dos corais.   LEÃO, Z.M.A.N., KIKUCHI, R.K.P. & OLIVEIRA, M.D.M. 2008. Coral bleaching in Bahia reefs and its relation with sea surface temperature anomalies. Biota Neotrop. 8(3).   Que relação ecológica é quebrada pelo aquecimento das águas e que causa o consequente branqueamento dos corais?
  3. 63. UNEMAT 2006
    “Sucessão ecológica é um mecanismo natural que abrange mudanças na estrutura das comunidades biológicas através do tempo. Esse processo direcional e até previsível resulta de modificações ambientais promovidas pelos seres vivos e das interações entre populações” (Paulino, 2002). Com base neste enunciado, ao longo de uma sucessão ecológica ou da ecese para o clímax, pode-se afirmar que ocorre:   I – aumento da produção primária bruta. II – aumento de consumo. III – diminuição da produção primária líquida. IV – aumento e, posteriormente, estabilidade da biomassa.   Assinale a alternativa CORRETA.
  4. 64. UNEMAT 2009
    Nas áreas com ocorrência de vegetação natural e cultivada são encontrados espécimes de orquídeas estabelecidos sobre galhos de árvores e caules de palmeiras.   Assinale a alternativa que explica a relação ecológica entre a orquídea e a respectiva hospedeira.
  5. 65. UNICENTRO 2011
    Interações biológicas em que seres vivos se nutrem de tecidos ou fluídos corporais de outros, causando-lhes prejuízo, são caracterizadas como relações de parasitismo. A ocorrência de parasitoses é um importante indicativo das condições de vida da população humana, sendo, no Brasil, um dos principais problemas de saúde pública.   Analise as afirmativas a seguir relacionadas a essa temática:   I. A relação de parasitismo menos eficiente é aquela em que o parasita bem adaptado se beneficia do hospedeiro, sem provocar-lhe a morte. II. A profilaxia mais indicada para a maioria das doenças parasitárias está relacionada à vacinação em massa da população de risco. III. As doenças parasitárias possuem maior incidência em países de terceiro mundo, devido ao saneamento precário nessas regiões. IV. O uso devido de instalações sanitárias e o tratamento adequado da água são medidas que podem levar à prevenção da ocorrência de parasitoses.   A alternativa que apresenta apenas as afirmativas corretas é
  6. 66. UNICENTRO 2011
    O aquecimento global e o lançamento de esgotos no mar têm sido apontados como processos que põem em risco os ecossistemas recifais. O aumento de temperatura pode ocasionar o branqueamento dos recifes, o que representa a perda de zooxantelas — microalgas que vivem no interior dos corais hermatípicos, realizando fotossíntese e liberando doses extras de nutrientes orgânicos. Em contrapartida, as zooxantelas sobrevivem utilizando produtos gerados pelo metabolismo dos corais. Outro problema que tem causado sérios danos aos recifes é o despejo de esgotos domésticos e industriais no mar, o que provoca a proliferação de cianofíceas e algas verdes que crescem na superfície da água e impedem que a luz chegue aos corais.   Considerando-se os seres vivos e a relação natural de sobrevivência e com base nas informações apresentadas, pode-se afirmar que, nessa ordem, existe uma relação de
  7. 67. UNICENTRO 2012
    Todos os seres vivos se relacionam com outros, tanto da mesma espécie quanto de espécies distintas. Estas podem ser harmônicas, quando não há prejuízo para nenhum dos indivíduos envolvidos; ou desarmônicas, quando, pelo menos, um se prejudica. Um exemplo de relação ecológica é a do peixe-palhaço, que passa todo o tempo perto das anêmonas-do-mar. Ele se esconde do perigo e dorme no meio dos tentáculos venenosos da anêmona. Às vezes, chega mesmo a roubar alimento da boca de sua protetora, embora também traga comida para um lugar onde ela alcance. Esse pequeno peixe, ao contrário de outros, está a salvo dos ferrões da anêmona. (Relações entre os seres vivos. Disponível em:. Acesso em: 22 jul. 2011).   Com base nessas informações sobre o peixe-palhaço e a anêmona-do-mar, assinale a proposição que representa, corretamente, o tipo de relação ecológica entre essas duas espécies.
  8. 68. UNIFENAS 2017
    Analise os conceitos ecológicos abaixo: (  ) O cipó chumbo é uma planta provida de raízes especiais, os haustórios ou raízes sugadoras, que penetram no caule das plantas superiores (árvores e arbustos altos) até seu floema, de onde sugam a seiva produzida na planta hospedeira para se alimentarem. O cipó chumbo não tem folhas e suas células não possuem clorofila. O seu caule, fino, possui cor marrom (castanha) ou amarela. Portanto esse é um vegetal autótrofo e hemiparasita. ( ) A Erva de passarinho é agressiva, de caule hastado, extremamente flexível e longo, que se fixa à planta hospedeira e penetra na casca para extrair nutrientes. As folhas são alternas, ovadas, coriáceas, verde brilhante; as flores são dioicas, verdes; as sementes ficam aderidas ao tronco do seu hospedeiro pelo tempo necessário a sua germinação. No local onde germina emite uma raiz que perfura a casca e extrai água e nutrientes para seu rápido desenvolvimento. A planta e propagada pelos pássaros, muito eficazmente, e cobre totalmente a planta hospedeira, matando-a. Esse vegetal é holoparasita e heterótrofo. ( ) A herbivoria é um tipo de relação ecológica que ocorre entre certos animais e plantas. Nesta relação os animais ingerem partes da planta viva para seu alimento e nutrição. A planta então sofre prejuízo enquanto o animal obtém vantagem. Por isso é considerada uma relação ecológica negativa, já que há prejuízo para um dos seres participantes, neste caso a planta. Os insetos, exímios participantes da herbivoria, são muito importantes ecologicamente, por serem predadores, parasitas e indicadores da qualidade ambiental. Para evitar esse prejuízo sofrido pelas plantas, elas desenvolveram mecanismos de defesa contra predadores como a produção de toxinas, repelentes, espinhos, defesas físicas e químicas. Todas essas defesas são importantes para o vegetal, fazendo com que certas plantas sejam excluídas do cardápio dos animais. ( ) Forésia é o fenômeno pelo qual certos seres vivos se utilizam de outros como meio de locomoção. É o caso das cracas (crustáceos fixos), que se instalam em organismos móveis (moluscos gastrópodes, por exemplo), fixando-se sobre uma concha. Outro exemplo de forésia é a relação entre o mosquito-da-dengue (Aedes aegypti) e o vírus da dengue. O vírus utiliza o mosquito para o transporte mas não o prejudica, sendo uma relação neutra para o mosquito e positiva para o vírus da dengue. Portanto a forésia é uma relação harmônica e homotípica. Indique V (verdadeiro) e F (falso) na sequência de cima para baixo:
  9. 69. PUC-MG 2010
    Muitas vezes, as relações dos organismos vivos de uma comunidade surpreendem pela sua complexidade. As folhas jovens do maracujazeiro produzem substâncias tóxicas, que as protegem das larvas de insetos, exceto de uma espécie de borboleta que as consegue comer, por conseguir digerir suas substâncias tóxicas. Essa borboleta deposita seus ovos amarelos brilhantes nas folhas do maracujazeiro. Evitam, porém, depositar ovos onde já existem outros depositados, dificultando sua alimentação. Há vegetais com manchas amarelas nas folhas, o que evita novos depósitos de ovos nas folhas. São os nectários, que por sua vez atraem formigas e vespas, que também comem ovos de borboletas. A simples presença das formigas desencoraja as borboletas de botar ovos nas folhas. No caso, as borboletas ficam mais eficientes no ataque ao maracujazeiro que se tornou mais resistente ao parasita. O texto NÃO apresenta caso de:
  10. 70. UEL 2004
    O líquen é uma interação ecológica entre algas e fungos. Assinale a alternativa que apresenta apenas as relações corretas presentes neste tipo de associação.
  11. 71. UNISC 2008
    Assinale a associação que indica a relação ecológica ilustrada nos seguintes exemplos: I- Um cavalo está cheio de carrapatos, fixos a sua pele, sugando seu sangue. II- A tênia é um platelminto que vive no intestino de mamíferos. III- Os pulgões são insetos que retiram seiva elaborada de certas plantas.
  12. 72. UP 2015
    O camarão de água doce Macrobrachium jelskii, também chamado de fantasma, tem só quatro centímetros de comprimento, mas não hesita em subir sobre as costas da Potamotrygon falkneri, uma raia oito vezes maior. Ali, come os tecidos mortos e o muco que cobrem a pele, promovendo uma espécie de faxina no dorso dela, o que pode ajudar na cicatrização de eventuais feridas.   (Giraldi, A. Comportamento de risco. Revista Unesp Ciência, maio de 2014. http://www.unesp.br/aci_ses/revista_unespciencia/ acervo/52/quem-diria. Acesso em 09 jul. 2014.)   A relação ecológica estabelecida entre o camarão-fantasma e a raia é denominada:  
  13. 73. UNIOESTE 2007
    No estudo da dinâmica das populações naturais, entre os fatores demográficos que regulam o crescimento populacional podemos citar natalidade, mortalidade, imigração e emigração. Considerando as associações abaixo, I. natalidade + imigração = mortalidade + emigração, II. natalidade + imigração > mortalidade + emigração, III. natalidade + imigração assinale a alternativa cuja(s) associação(ões) leva(m) ao crescimento populacional:  
  14. 74. OBB 2015
    Uma série de parâmetros descritores podem ser utilizados na descrição do estágio sucessional de um ecossistema. O clímax, em relação às seres anteriores, é o estágio caracterizado por uma menor:
  15. 75. UFRGS 2016
    Quando a economia política clássica nasceu, no Reino Unido e na França, ao final do século XVIII e início do século XIX, a questão da distribuição da renda já se encontrava no centro de todas as análises. Estava claro que transformações radicais entraram em curso, propelidas pelo crescimento demográfico sustentado – inédito até então – e pelo início do êxodo rural e da Revolução Industrial. Quais seriam as consequências sociais dessas mudanças?   Para Thomas Malthus, que publicou em 1798 seu Ensaio sobre o princípio da população, não restava dúvida: a superpopulação era uma ameaça. Preocupava-se especialmente com a situação dos franceses ........ vésperas da Revolução de 1789, quando havia miséria generalizada no campo. Na época, a França era de longe o país mais populoso da Europa: por volta de 1700, já contava com mais de 20 milhões de habitantes, enquanto o Reino Unido tinha pouco mais de 8 milhões de pessoas. A população francesa se expandiu em ritmo crescente ao longo do século XVIII, aproximando-se dos 30 milhões. Tudo leva a crer que esse dinamismo demográfico, desconhecido nos séculos anteriores, contribuiu para a estagnação dos salários no campo e para o aumento dos rendimentos associados à propriedade da terra, sendo portanto um dos fatores que levaram ........ Revolução Francesa. Para evitar que torvelinho similar vitimasse o Reino Unido, Malthus argumentou que toda assistência aos pobres deveria ser suspensa de imediato e a taxa de natalidade deveria ser severamente controlada.   Já David Ricardo, que publicou em 1817 os seus Princípios de economia política e tributação, preocupava-se com a evolução do preço da terra. Se o crescimento da população e, consequentemente, da produção agrícola se prolongasse, a terra tenderia a se tornar escassa. De acordo com a lei da oferta e da procura, o preço do bem escasso – a terra – deveria subir de modo contínuo. No limite, os donos da terra receberiam uma parte cada vez mais significativa da renda nacional, e o restante da população, uma parte cada vez mais reduzida, destruindo o equilíbrio social. De fato, o valor da terra permaneceu alto por algum tempo, mas, ao longo de século XIX, caiu em relação ........ outras formas de riqueza, à medida que diminuía o peso da agricultura na renda das nações. Escrevendo nos anos de 1810, Ricardo não poderia antever a importância que o progresso tecnológico e o crescimento industrial teriam ao longo das décadas seguintes para a evolução da distribuição da renda. Adaptado de: PIKETTY, T. O Capital no Século XXI. Trad. de M. B. de Bolle. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014. p.11-13.   Assinale a alternativa que está de acordo com o texto.
  16. 76. UNIR 2011
    Em matas brasileiras é muito comum a ocorrência de orquídeas que se desenvolvem em troncos de árvores. A relação entre a orquídea e a árvore caracteriza uma interação ecológica denominada:  
  17. 77. FASEH 2013
    Carrapaticidas são comumente aplicados em cães, gatos e outros animais domésticos, com o objetivo de repelir ou matar os artrópodes que enfraquecem e podem até mesmo matar os animais domésticos. A relação ecológica entre o artrópode e os animais domésticos é:
  18. 78. UFJF 2014
    O crescimento de uma população é resultante da natalidade, da mortalidade e de migrações. Comparando a dinâmica de uma população animal (borboleta da espécie Agraulis vanilla) à de uma população vegetal (ipê amarelo Tabebuia alba), temos como alternativa INCORRETA, no que se refere à taxa de mortalidade por predação:
  19. 79. UFJF 2013
    A sucessão ecológica que ocorre em locais já habitados, cujo equilíbrio foi rompido por alguma mudança ambiental, de origem antrópica ou não, é chamada de:  
  20. 80. UNB 2015
    Em um laboratório de fisiologia vegetal, um grupo de plantas do gênero Pinus foi cultivado em um solo pobre em nutrientes, mas rico em fungos da classe dos ascomicetos; outro grupo foi cultivado apenas em um solo pobre em nutrientes, sem a presença dos fungos. Após algumas semanas, observou-se a presença de associações entre as raízes das plantas de pinheiro e os fungos, tendo as mudas cultivadas no solo rico em fungos apresentado um crescimento bastante acentuado em comparação com aquelas cultivadas em solo pobre em nutrientes e com ausência dos fungos.     Com base na situação apresentada, assinale a opção correta acerca da relação ecológica estabelecida entre as raízes das plantas e os fungos.
  21. 81. UNIR 2010
    A primeira coluna apresenta organismos e a segunda, sua condição quanto à exploração dos recursos ambientais. Numere a segunda coluna a de acordo com a primeira.   1 – Urubu  2 – Minhoca  3 – Piolho  4 – Águia    ( ) Predador ( ) Necrófago ( ) Detritívoro ( ) Parasita   Assinale a sequência correta
  22. 82. UNIR 2010
    A respeito dos reguladores de uma população, considere:   I - Predação   II - Competição interespecífica   III - Competição intraespecífica   IV - Parasitismo   São reguladores
  23. 83. OBB 2016
    Alguns pesquisadores vem destacando o uso de peixes em lagos e outras regiões de água parada para a realização do controle biológico do Aedes aegypti. O uso de predadores no controle biológico é criticado por alguns ecólogos, pois os peixes: 
  24. 84. OBB 2016
    Um inseticida capaz de combater a larva do mosquito Aedes aegypti  foi desenvolvido no Centro de Biotecnologia (CBiotec) da Universidade Federal da Paraíba. Segundo o diretor do CBiotec, Valdir de Andrade Braga, a efetividade do inseticida é de 100% em um período de 12 horas. O produto é feito a base de suco de sisal, planta bastante cultivada na Paraíba.  Na natureza é comum observarmos espécies que produzem substâncias químicas que inibem o desenvolvimento ou matam outras espécies.   Esta relação ecológica é denominada: 
  25. 85. UNAMA 2006
    “Moradores de Portel, Marajó, vivem sob o medo constante dos morcegos, que voltaram a atacar aquela região... Desta vez, os dados alarmantes se aproximam aos de todo ano de 2004, quando a raiva humana, transmitida por picada de morcego hematófago, atingiu quinze pessoas”. (Fragmentos extraídos de “DIÁRIO DO PARÁ” de 26.04.2006).   Nesse contexto, a interação ecológica do ser vivo, em destaque no texto, com os seres humanos é do tipo:
  26. 86. UFJF 2016
    Sobre as relações ecológicas, são feitas as seguintes afirmativas:   I ) Quando duas espécies de uma comunidade disputam os mesmos recursos do ambiente seus nichos ecológicos são parcialmente sobrepostos e ocorre competição intraespecífica. II ) Quanto mais os nichos ecológicos das espécies se sobrepõem, mais intensa é a competição. III ) Do ponto de vista individual, espécies predadoras são beneficiadas enquanto as presas são prejudicadas. IV ) Do ponto de vista ecológico, a predação regula a densidade populacional tanto de predadores quanto de presas. V ) A simbiose também é conhecida como mutualismo obrigatório, sendo um tipo de relação permanente e indispensável à sobrevivência dos indivíduos associados.   São CORRETAS:
  27. 87. UFV 2012
    NEM TUDO É BULLYING Especialistas alertam que o excesso de mediação dos pais e da escola está privando as crianças e os adolescentes do importante aprendizado que é resolver os próprios problemas. Por Paulo Camargo   A cena é cada vez mais comum. Basta a criança discutir com um colega, receber uma crítica em classe, ser recusada na brincadeira organizada por um grupo na hora do recreio ou ter uma vontade repentina de faltar na escola e pronto: os pais já invadem a diretoria cobrando providências. E chegam com o diagnóstico na ponta da língua: "É bullying!" De tão repetido e debatido nos últimos tempos, o termo ganhou tamanha popularidade que virou rótulo para qualquer situação de conflito no ambiente escolar, até para os pequenos desentendimentos aparentemente normais ou aquelas piadinhas sarcásticas sempre trocadas por adolescentes. Para o bem da garotada, esse não é o melhor dos cenários, alertam alguns especialistas. "Considerar que tudo é bullying é tão nocivo quanto achar que nada é", avisa o psicólogo José Ernesto Bologna, de São Paulo.   Uma das primeiras a levantar essa polêmica discussão foi a doutora em psicologia e pesquisadora inglesa Helene Guldberg, autora de Reclaiming Childhood: Freedom and Play in an Age of Fear ("Reivindicando a infância: liberdade e brincadeira em uma era de medo"). No livro, ainda não publicado no Brasil, ela denuncia o florescimento, nos Estados Unidos e no Reino Unido, do que chama de "indústria do bullying". O fenômeno teria encontrado terreno fértil para crescer porque vivemos em uma época marcada pelo excesso de proteção e de fiscalização das crianças, assim como pela falta de confiança de que as pessoas, de modo geral, sejam capazes de solucionar seus problemas por conta própria. "É cada vez mais assumida como verdade a ideia de que os indivíduos precisam de terceiros, ou seja, de especialistas que resolvam suas disputas ou lhes digam como se relacionar com o outro", afirmou Helene Guldberg a CLAUDIA. "Isso é negativo, pois mina a independência e a autonomia."   De acordo com sua tese, não é uma questão de negar a existência do bullying nem de minimizar sua gravidade, mas de delimitar com maior rigor quando, de fato, se trata de um episódio que merece essa classificação e, principalmente, quando uma intervenção é recomendável. A interferência desmedida de pais ou educadores nas pendengas infantis acaba alimentando as dificuldades da criança para se relacionar, tanto na escola quanto na sociedade, e inibindo o desenvolvimento dela. "Não é fácil saber o momento de intervir", admite Helene. "Há sempre o risco de, ao fazer isso, o conflito se agravar. Além do mais, ao se meterem, os adultos estão passando a mensagem de que a criança não tem capacidade de lidar sozinha com a situação."   O desafio da convivência Pesquisadores definem o bullying como uma perseguição sistemática que se materializa em repetidas humilhações verbais ou físicas. Não é raro que sejam ressaltadas aquelas características que fazem o perseguido se sentir psicologicamente fragilizado, como o excesso de peso ou a opção sexual. Os episódios costumam contar com um trio de protagonistas: o agressor, a vítima e a plateia, que participa da agressão ou apenas se cala e é conivente. A internet e as redes sociais colocaram mais lenha na fogueira ao propiciar o surgimento de uma variedade amplificada desse tipo de violência: o cyberbullying. O que antes ficava circunscrito a um ambiente social, agora pode não obedecer fronteiras e ser praticado 24 horas.   O brasileiro Joe Garcia, doutor em educação e estudioso da indisciplina escolar, conta que, apesar de sempre ter existido, o bullying surge descrito e caracterizado na psicologia por volta da década de 1970. "Historicamente, foi um avanço, porque despertou a atenção das autoridades, mas agora precisamos adotar uma atitude crítica em relação aos usos e abusos, limites e possibilidades do conceito", pondera o educador. Em outro palavras, não dá para sair colocando esse mesmo carimbo nas diferentes manifestações de agressividade que ocorrem dentro da escola, embora todas elas acabem fornecendo uma só revelação: "A convivência ainda é um dos maiores desafios a ser superado”, acredita Garcia.   Mas esse desafio nem sempre entra na pauta do dia. Efeito colateral de sua superexposição, o bullying tem monopolizado todas as atenções e ofuscado outras questões relevantes, como a discussão se a educação dada hoje às crianças as prepara mesmo para a vida real. Em seu livro Why School Antibullying Programs Don't Work ("Por que os programas antibullying das escolas não funcionam"), não publicado no Brasil, o psiquiatra neozelandês Stuart Twemlow defende que as estratégias de combate adotadas mundo afora revelam uma preocupação maior em punir agressores do que em criar um ambiente de diálogo - e isso é essencial para que as vítimas se sintam capazes de se defenderem sozinhas e todos possam encontrar formas mais saudáveis de se relacionar.   A dor do amadurecimento No Brasil, há estados em que já é obrigatória a comunicação pela escola dos casos de bullying às Varas da Infância e da Juventude. Além disso, a proposta do novo Código Penal tipifica como crime essa forma de agressão. Um deslize dos programas de tolerância zero, segundo a inglesa Helene, é dividir crianças em vítimas e agressores, simplificando demais os relacionamentos. "Não se ensina nada sobre a complexidade de amizades, os inimigos e as relações em geral. Em vez disso, é apenas sugerido que, toda vez que se sentir vitimizada, a criança poderá contar com terceiros para resolver seus problemas", ela critica. Na sua opinião, se não quisermos formar uma geração incapaz de lidar com insultos e os altos e baixos da vida, precisamos evitar posturas alarmistas e superprotetoras, ainda que o agredido necessite de empatia. "Devemos reforçar a ideia de que ofensas e atos de rejeição são perturbadores, mas que a realidade é assim, feita de bons e maus momentos, e logo ele vai se sentir melhor de novo."   Já o brasileiro Bologna acredita que um equívoco das atuais abordagens do bullying é partir de um mundo ideal homogêneo, quando deveriam preparar para uma sociedade em que a diversidade é regra, não exceção. "A escola é o lugar das iniciações, onde as crianças e os jovens se socializam e devem aprender a conhecer a si mesmos e os outros, a conviver, a se defender e a se proteger." Difícil para os pais é aceitar que uma dose de dor é necessária para o processo de amadurecimento. Ser ignorado por um grupo da classe ou excluído de uma brincadeira não é o mesmo que sofrer bullying. Mas há mãe que não resiste a se meter em um caso assim. O impulso de proteger o filho simplesmente não permite ficar parada, e ela peca por excesso. Rejeição, raiva, frustração fazem parte da trajetória de todos, e não se deve privar os filhos de vivenciar tais sentimentos.   Ninguém está dizendo para jogar a criança aos leões para que cresça na marra. Só não pode exagerar na proteção. Ou corre-se o risco de restringir a capacidade dela de enfrentar as situações mais corriqueiras da vida emocional. A questão é que o limite entre abandonar à própria sorte e salvaguardar demais é tênue. Até porque o ambiente escolar tornou-se mais complexo. "Se antes as manifestações de violência eram a opressão e o autoritarismo, hoje as crianças e os jovens sofrem também por solidão, medo, sentimento de não pertencimento e até de anonimato", diz Bologna. Daí a necessidade de enxergar além da poeira levantada pelo bullying. Ou talvez seja impossível dar apoio nessa hora. (CAMARGO, Paulo. Nem tudo é bullying. Revista Cláudia. Ago. 2012, p. 202-3, n. 8)   Assinale, a partir do texto, a afirmativa que NÃO sintetiza uma causa do desgaste do uso do termo bullying:
  28. 88. UPE 2013
    Uma população de determinada espécie, em condições naturais, flutua ao longo do tempo, quanto a sua densidade (número de indivíduos por uma determinada área ou volume). Vários são os fatores que controlam a dinâmica de populações, dentre eles, a disponibilidade de recurso, as condições físicas do meio, o deslocamento, a predação, dentre outros. A densidade pode variar para mais (positivamente) ou para menos (negativamente). Analise as alternativas abaixo quanto às componentes controladoras da DENSIDADE de uma determinada população e assinale a CORRETA.
  29. 89. OBB 2011
    O cuco é capaz de parasitismo social. Isso quer dizer que as fêmeas colocam seus ovos nos ninhos de outras aves, onde serão criados por pais de outras espécies. Criar um filhote de cuco em seu ninho representa um enorme prejuízo para os pais, uma vez que ao nascer, o cuco lança todos os ovos e eventuais filhotes que já tenham nascido para fora do ninho, garantindo mordomia exclusiva. Ecologicamente a relação entre o filhote de cuco e os demais filhotes pode ser classificada como:
  30. 90. OBB 2014
    Na primeira fase da X OBB foi anulada uma questão que classificava como mutualismo a semelhança encontrada entre as aranhas Salticidae e formigas. Graças a esta semelhança tais aranhas levam vantagens como maior proteção contra predadores. Esta semelhança é classificada corretamente como:  
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