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Biologia

Introdução à Biologia - Caracterizando a Vida

Prof. Davis Posso timer 12:42

O que é a Biologia? O que define um organismo como um organismo vivo, com vida? Precisa ter células? E metabolismo? Existe composição química em comum com os outros seres vivos? Essas e mais perguntas você irá descobrir nessa primeira aula de introdução ao estudo da Vida!

E aí, beleza? Preparado para a nossa primeira aula de biologia aqui do Stoodi? Sim! Que legal, hein? Sou o Davis Posso, professor de biologia, e convido a você assistir este nosso primeiro módulo, que é o módulo de introdução à biologia, mas eu vou um pouco além, convido você a conhecer toda a biologia do Stoodi e na verdade explorar todos os recursos que o nosso site tem para oferecer. Está preparado? Então vamos lá! A nossa primeira aula desse módulo de introdução à biologia fala sobre a caracterização da vida. Aí você diz: “Por que Davis?” Bem, quando você deixou o ensino fundamental dois, você então foi apresentado, falaram pra você, que aquela disciplina chamada Ciências, que você tinha no fundamental dois, ela iria se dividir em Biologia, Química e Física. Por que isso? Porque as ciências elas são divididas assim: as ciências dos fenômenos físicos, as ciências das substâncias químicas e a ciência da vida. Então a biologia é o ramo da ciência que estuda a vida. Agora Davis, como eu faço pra diferenciar vivos de não vivos? Isso é o que a gente vai trabalhar ali, mas antes eu quero chamar sua atenção para um ponto importante. Cada vez mais nós estamos encontrando dentro das provas, dentro das questões que envolvem biologia, a palavra biodiversidade. Mas o que vem a ser a biodiversidade? Ora, a gente tem um termo aqui que ele se autodefine, porque nós temos a junção de dois conceitos. Aqui a gente tem ‘bio’ de Biologia, de vida, estudo da vida e ‘diversidade’ para mostrar variedade. Então olha só, a biodiversidade representa a soma de todas as formas de vida do nosso planeta. Agora é claro, você pode também encontrar determinadas situações onde ele está falando da biodiversidade local, a biodiversidade de uma determinada região do planeta também pode ser considerada. Você bem pode saber, aliás você deve já conhecer, que o nosso país, o Brasil, é considerado aquele que tem a maior biodiversidade do mundo. Tudo bem? Tranquilo? Agora, falando em biodiversidade vamos observar alguns seres vivos presentes no nosso planeta, só que a gente vai fazer isso escutando uma bela música de Edward Zwick. Olha só! E aí gostou? Achou bacana? Pois é, na verdade você teve a oportunidade de conhecer ou reconhecer algumas espécies de plantas, algumas espécies animais, você viu alguns fungos, alguns seres microscópicos. Pois é, porque a vida, ela tanto está presente na forma microscópica como também na forma macroscópica, mas em ambos nós vamos encontrar algumas características que definem a vida. E olha só que interessante, caracterizando a vida eu posso dizer que todo ser vivo possui esse conjunto de características. Agora detalhe, pra ser considerado vivo, ele precisa ter essas características simultaneamente. Se a gente começar a pensar só em elementos ou em partes dessas características, aí a gente pode acabar falando então de outros, de outras espécies que não são consideradas vivas, mas vamos lá! Todo ser vivo tem célula. A gente diz que a célula é a menor unidade que contém vida. Há aqueles que só possuem uma célula, são chamados de seres unicelulares, como que acontecem com bactérias, como acontece com protozoários, como acontece com algumas espécies de fungos, algumas espécies de algas, mas também nós vamos encontrar aqueles seres que são chamados de pluricelulares ou multicelulares, que são justamente os seres vivos que têm o seu corpo formado por várias células. É o que acontece com alguns grupos de fungos, como o caso dos cogumelos, acontece por exemplo, com alguns grupos de algas, como por exemplo aquela alga que forma o sushi, o nori, aquela espécie de alga, espécie de alga pluricelular. A gente vai encontrar também todos os animais são pluricelulares, como é o nosso caso. Lembre-se que pensando em termos de categorias, antes de humanos, nós somos animais, não é verdade? Então os animais são dotados de células são pluricelulares, as plantas também são seres pluricelulares, tranquilo? Composição química. A composição química dos seres vivos ela é considerada complexa, ok? Mas é uma composição química que nós vamos encontrar alguns elementos em comum. Por exemplo, na nossa composição química a gente diz que há um conjunto de seis elementos que são predominantes que é o chamado grupo ‘CHONPS’: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre. Esses seis elementos eles perfazem mais de noventa e oito por cento de todos os elementos químicos que estão presentes em todos os seres vivos. Mas a nossa composição química, quando comparada com um ser não vivo é bem mais complexo, além de ser dotado de substâncias orgânicas e inorgânicas. Tudo bem? Metabolismo próprio. Essa é uma característica marcante dos seres vivos. O que é ter um metabolismo próprio? Primeiro, o que é ter metabolismo? A gente chama de metabolismo o conjunto de reações químicas que ocorrem em nível celular, ou seja, dentro da célula. Então o nosso metabolismo ele é próprio por que? Porque cada célula é capaz de executar suas funções básicas para se manter viva, para se multiplicar, sem depender de um outro ser vivo. Isso faz então com que a gente tenha uma característica marcante que juntamente com a presença de célula, nos separa dos vírus. Os vírus são considerados entidades que, se analisarmos pela presença de célula e por metabolismo próprio, os vírus não podem ser considerados vivos. Tranquilo? Mas a gente vai falar um pouco mais sobre isso em outros momentos da biologia. Outra característica que é típica dos seres vivos é apresentar um código genético formado simultaneamente por DNA e por RNA. Os vírus, voltando pra eles de novo, eles basicamente ou têm um tipo de material genético ou outro. Ou são vírus de DNA ou vírus de RNA. No caso dos seres vivos de um modo geral, essas duas moléculas aparecem simultaneamente, é importante falar que está escrito no DNA justamente a nossa informação genética hereditária, aquela que é passada de pais para filhos. Por isso vou sair daqui e vou passar pra cá. Você pode perceber na imagem que passou agora que a gente teve uma, tem uma forte semelhança entre pai e filho. Por quê? Porque a informação genética do pai é passada, em partes, para a formação das informações genéticas do filho. Então por isso eu estou saindo aqui de código genético e seguindo para a hereditariedade. A hereditariedade é justamente essa capacidade que os seres vivos têm de transmitir informações genéticas de uma geração para outra, mas você fala assim: “Davis, como os seres vivos fazem essa transmissão de informações genéticas de uma geração para outra?” Através de uma outra característica típica dos seres vivos que é a reprodução. A reprodução é justamente essa capacidade que a gente tem de deixar descendentes e ela pode acontecer pela modalidade assexuada, onde eu não tenho a formação de variações genéticas, ou seja, as cópias dos filhos que são gerados são idênticas, isso é um processo muito comum por exemplo, em bactérias, muito comum em microrganismos em geral, mas as plantas fazem, tem espécies de animais que também fazem. E a gente tem a modalidade que é a reprodução sexuada, que é aquela onde eu tenho a participação de materiais genéticos normalmente vindos de seres diferentes, porém da mesma espécie. O macho e a fêmea, um colaborando com seu gameta masculino e o outro com gameta feminino, a gente tem a fecundação, estabelecimento de uma nova vida. Tranquilo? Dando sequência às características eu posso passar para a irritabilidade a irritabilidade a gente diz que é uma característica que os seres vivos têm de reagir a determinadas ações ambientais, é a famosa lei da ação e reação. Ou seja, qualquer alteração naquele ambiente onde aquela espécie vive, onde aquele indivíduo vive, ele vai ter como reflexo o que? Acomodações, essas acomodações imediatas é o que a gente chama de irritabilidade. Então por exemplo, você tem uma planta e você coloca uma fonte de luz lateral nela ela vai ter a tendência começar a se curvar para crescer em direção àquela luz ou você tem por exemplo o indivíduo que escuta um barulho bem alto e se afasta. Pois é, você pode perceber que enquanto eu falo um barulho bem alto apareceu um barulho e você deve ter se assustado aí. Por quê? Porque esse barulho faz com que a gente tenha uma reação, então isso é o que a gente chama de irritabilidade ou alguns autores também chamam de excitabilidade. Temos a capacidade de movimento. Aí você agora deve estar pensando assim: “Davis, está certo mesmo? É movimento?” É! O movimento, ele não necessariamente leva ao deslocamento, tudo bem? Deslocamento é quando você tem um movimento onde você sai de um plano A para um plano B. Isso é típico de animais, típicos de microrganismos que têm capacidade locomotora, mas você quando pensa por exemplo, em uma planta, ou seja, um ser que fica fixo lá no solo, realmente ele não se desloca, mas ele se movimenta. Conhecemos o movimento do girassol em direção à luz do sol, pois é, então o movimento nem sempre leva um deslocamento, mas a capacidade de movimento é inerente para todos os seres, quer seja na fase adulta ou em algum momento da sua vida em formação, ok? Temos a capacidade também de adaptação e aí eu vou juntar com a evolução. A evolução ela representa justamente o que? O conjunto de transformações em que um grupo de seres vivos, provenientes de um ancestral comum, sofrem ao longo do tempo. A gente considera que todas as espécies que são viventes no nosso planeta hoje, são espécies evoluídas, porque afinal de contas elas permaneceram vivas nos dias atuais. Agora, você bem sabe que nós temos algumas espécies ou até alguns grupos de espécies que não existem mais no nosso planeta porque foram extintas. Extintas por que? Porque não conseguiram ter uma boa adaptação às condições que a Terra foi passando e submetendo os seres vivos. Só tome um pouco de cuidado com essa palavra adaptação. Por quê? Quando a gente fala em adaptação, a adaptação ela exige que o indivíduo ele tenha uma predisposição genética e esse indivíduo que tem essa predisposição genética, quando ele é submetido a uma novidade, uma adversidade ele vai ter a capacidade de sobreviver, de se adaptar. Se ele não tiver essa predisposição genética, ele não tem como sobreviver e vai acabar sendo extinto. Cuidado para você não achar que a adaptação vem de uma vontade interna do indivíduo. Não é assim. Ele precisa ter essa característica na sua estrutura molecular, no seu DNA para ele poder então manifestá-la. Tudo bem? Tranquilo? “Nossa Davis, primeira aula já teve um monte de informações.” Pois é, mas fica tranquilo porque a gente vai depois detalhar cada uma delas e descrevê-las com mais calma em cada uma das nossas várias aulas e vários módulos da biologia do Stoodi. Gostou? Espero que sim! Continuem mandando ver nos estudos. Um forte abraço. Tchau!

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