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Biologia

Platelmintos - Visão Geral

Prof. Rafael timer 07:11

Nesta primeira videoaula sobre platelmintos você verá as características gerais desse grupo. Aprenderá que, pela etimologia, platelminto quer dizer verme achatado. Eles possuem simetria bilateral, entenderá o que é cefalização, o que caracteriza um ser triblástico. Eles também são capazes de se regenerar, são carnívoros e metazoários. Aprenderá detalhes da estrutura dos platelmintos e entender como ele funciona. Aula online bastante didática para facilitar o seu entendimento sobre o tema.

Fala galera, tranquilo com vocês? Seguinte, falaremos agora de um novo filo do reino “metazoa”. Entraremos em específico sobre os platelmintos ou ‘Filo Platyhelminthes’. Vocês podem ver estes nomes como Platelmintos ou Platelmintes, justamente por causa do nominho do filo. E o que que quer dizer este filo, ou seja, qual é a etimologia deste nome? Vamos lá! Vem do grego ‘platys’, que quer dizer achatado, e ‘helminthos’, que quer dizer verme, ou seja, a característica principal dos componentes do ‘Filo Platyhelminthe’ é vermes, são vermes achatados, o corpo deles é achatadinho e isso vocês vão ver em todos os indivíduos deste grupo. Depois a gente vai falar de vermes cilíndricos, que são os nematódeos e é por isso que a gente tem essa diferença. Tudo bem? E quando a gente fala de platelmintos, essa primeira aula vai dar enfoque nas razões evolutivas pela qual a gente diferencia esse grupo. Quais são as novidades que surgem, partindo de poríferos e cnidários e que surgem somente agora em platelmintos? Primeira, triblastia, antes em poríferos, a gente não tinha tecidos embrionários propriamente ditos e a gente falava que em cnidários a gente tinha diblastia, ou seja, organismos diblásticos só com ecto e endoderme. Aqui, surgiu a mesoderme que na embriologia a gente explica um pouquinho melhor. O surgimento da mesoderme, portanto, fala que esses indivíduos são triblásticos, têm ecto, endo e mesoderme. A presença da mesoderme leva também a caracterização e a classificação com o tal celoma. Estes indivíduos ainda não têm celoma, portanto acelomados, são os únicos acelomados na minha classificação de metazoa. Outra coisa que surgem nesses indivíduos é a simetria bilateral. Se a gente pegava lá os poríferos, eles eram assimétricos. Se a gente pegava os cnidários, eles eram com simetria radial. Esses indivíduos têm simetria bilateral, ou seja, desenhei aqui um indivíduo base, que é uma planária, que a gente vai comentar sobre ela em algumas outras aulas também. A planária, se você pega e traça, faz um tracejado no meio dela, você percebe que metade dela é enantiomorfa, ou seja, espelhada da outra metade. Essa simetria que a gente tem de um lado e de outro desse indivíduo, pessoal, é uma característica que aparece, começa a aparecer em platelmintos e ao longo de todo metazoa. Todos os indivíduos também têm esse tipo de simetria. E essa simetria, às vezes por ser um negócio simples, a gente às vezes não vê a importância, mas a simetria possibilita aumento de várias complexidades em sistemas desses indivíduos como a complexidade nervosa, a gente separa regiões em que o sistema nervoso controla, a complexidade sensorial, ter um olho visualizando um campo de visão, o outro olho visualizando o outro campo de visão e a complexidade motora, o indivíduo ele consegue observar o ambiente, ir para um lado ou para o outro ou se focar em uma região ou outra, por conta dessa facilidade que a simetria traz para ele, então é muito importante simetria bilateral que surge aqui em platelmintos. Terceira novidade evolutiva: organização excretora. Perceba que eu falei organização e não sistema. Quando a gente pegava cnidários, simplesmente só tinham difusão, os excretas eram difundidos pelo corpo e onde eles iam surgindo eles eram difundidos. O indivíduo era praticamente todo água e aí a difusão pelo corpo acontecia simplesmente com uma facilidade dessa eliminação de excretas. Aqui, a gente organiza melhor os excretas, não temos um sistema propriamente dito, mas a organização desses excretas e liberação acontece em platelmintos. Eles têm uma chamada células flama, que são as organelas assim, são umas regiões ciliadas, ou seja, com tufos de cílios que vão trazer os nossos excretas pra essas regiões, enviá-los para um canalículo, ou seja, para uma tubulação que tem dentro do platelminto e por um poro excretor, sai os excretas por difusão, ou seja, ainda estou falando de difusão de excretas como eliminação principal deles, só que a gente tem uma organização excretora um pouquinho melhor, o que obviamente vai ser uma tendência evolutiva e ao longo da evolução esse sistema excretor melhora. E por fim, nós temos um sistema nervoso surgindo mais organizado. Nós temos o sistema nervoso ganglionar que é uma tendência evolutiva importantíssima, a presença de gânglios nervosos faz com que eu tenha centros de comando nervoso. Lembra que lá no nosso, no nosso cnidário, se ele estava lá, simplesmente lá, com seus tentáculos mexendo, encostavam nele todo ele se retraia. Eu não tinha um comando nervoso falando só nesse tentáculo para retrair. Então é um sistema nervoso dizia difuso. A presença de gânglios nervosos controla melhor a região onde está sofrendo um estímulo e age naquela região. Então tem um comando, uma centralização nervosa, desses comandos nervosos. A organização sensorial anda em conjunto com o sistema nervoso ganglionar, então a presença de sistemas nervosos, de sistemas sensoriais, começa a ser mais complexo, por exemplo visão, ver claro e escuro, sentir uma coisa de um lado ou de outro. E também uma outra tendência evolutiva muitíssimo importante que é a cefalização. Perceba que esse cara aqui no platelmintos, a gente consegue perceber uma cabecinha. A presença dessa cefalização é uma tendência ao longo do metazoa. Então a gente vai ver que os indivíduos cada vez mais aparentam ter uma cabeça, coisa que a gente não vê muito em poríferos e celenterados é uma tendência evolutiva que anda concomitante com essa novidade evolutiva do sistema nervoso ganglionar. Tudo bem pessoal? Introdução aqui aos platelmintos para que vocês saibam o que vai vir aí pela frente. Falaremos mais de fisiologia de platelmintos e ainda mais de doenças envolvidas a eles nas próximas aulas. Até mais e obrigado!

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