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  1. 601

    UNB 2012

    Texto I Copa de 70 usada contra militantes Os militares usaram a Copa do Mundo de 1970 para tentar jogar a população contra os movimentos de esquerda, que faziam oposição à ditadura. Documentos do Ministério da Aeronáutica, de 1970, mostram que informes militares relacionaram o sequestro do embaixador alemão Ehreinfried Von Holeben ao desempenho do Brasil em campo. A intenção era sugerir que o atentado influenciava o resultado dos jogos da Seleção Brasileira. Nos relatórios, os militares pontuaram que o técnico e seu time estavam “alarmados” e que o sequestro realizado no Rio de Janeiro poderia “influir no estado de espírito dos jogadores”, que estavam em Guadalajara (México).   Em troca da liberdade do embaixador, os militantes exigiam a soltura de 40 presos políticos. “Os agentes do comunismo internacional, com a mesma marca subversiva de fanáticos criminosos, voltaram a agredir a sociedade brasileira com a finalidade específica de interromper a tranquilidade do povo ordeiro e trabalhador no momento em que a vitória do nosso futebol mundial faz a nação inteira vibrar de emoção cívica”, relataram os militares. Correio Braziliense, 24/jul./2012 (com adaptações).   Texto II Campeões do Mundo Embaixador: O que os senhores pretendem? Velho: O senhor está sendo sequestrado por um grupo de patriotas. Não somos bandidos. A ação que estamos praticando é uma ação política. Nada temos contra o senhor, pessoalmente, embora tenhamos muito contra o governo de seu país. Nossa luta no momento é contra a ditadura. Embaixador: Perdão, não entendo. Que tenho eu, embaixador de um país democrático, a ver com a ditadura de seu país? Velho: Vários companheiros nossos foram presos. Sabemos que estão sendo torturados e que muitos não têm a chance de sobreviver. Em primeiro lugar, queremos libertá-los. Embaixador: Entendi. Vão exigir a libertação deles em troca da minha. Velho: É uma das condições. A outra é a divulgação de um manifesto. Pelos jornais, rádio e televisão. Embaixador: Suponhamos que as autoridades não concordem. Velho: Vamos mantê-lo aqui até que aceitem nossas condições. Embaixador: Quantos são os presos? Velho: Quarenta. Embaixador: Não acha um pouco demais? Velho: O senhor, Embaixador, vale esse preço. Para a ditadura, naturalmente. Dias Gomes. Campeões do mundo. Coleção Dias Gomes, V. 3. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989, p. 443-4.   Texto III Crepúsculo dos Ídolos Em todos os tempos, quis-se “melhorar” os homens: este anseio, antes de tudo, chamava-se moral. Sob a mesma palavra, escondem-se tendências diversas. Tanto a domesticação da besta humana quanto a criação de determinado gênero de homem foi chamada “melhoramento”: somente estes termos zoológicos expressam realidades, realidades de que, com certeza, o típico “melhorador” nada sabe — nada quer saber... Chamar a domesticação de um animal seu “melhoramento” soa, para nós, quase como uma piada. Quem sabe o que acontece nos amestramentos em geral duvida de que a besta seja aí mesmo “melhorada”. Ela é enfraquecida, tornam-na menos nociva, ela se transforma em uma besta doentia através do afeto depressivo do medo, através do sofrimento, através das chagas, através da fome. A moral da criação e a moral da domesticação são plenamente dignas uma da outra, no que concerne aos meios de se impor. Podemos apresentar como princípio mais elevado o seguinte: para levar a termo a moral, é necessário ter a vontade incondicionada do contrário. Poder-se-ia dizer: todos os meios pelos quais até aqui a humanidade deveria tornar-se moral foram fundamentalmente imorais. F. W. Nietzsche. Crepúsculo dos ídolos. Ed. Hemus, 1976, p. 49-53 (com adaptações).   Com base nos textos apresentados, bem como na obra Campeões do Mundo, de Dias Gomes, julgue os itens:   (  ) Na peça Campeões do Mundo, todos os diálogos são formais, rebuscados, sofisticados e, portanto, distantes da linguagem simples e direta da vida cotidiana. (  ) Os textos I e II abordam, de forma distinta, um processo social e político de alienação do povo brasileiro, associado, nos dois textos, à conquista do campeonato mundial de futebol.   Coloque C para Certo e E para Errado e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.  

  2. 602

    UFRGS 2014

    Leia o trecho do Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda, do Padre Antônio Vieira, e o soneto de Gregório de Matos Guerra a seguir.     Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda   Pede razão Jó a Deus, e tem muita razão de a pedir – responde por ele o mesmo santo que o arguiu – porque se é condição de Deus usar de misericórdia, e é grande e não vulgar a glória que adquire em perdoar pecados, que razão tem, ou pode dar bastante, de os não perdoar? O mesmo Jó tinha já declarado a força deste seu argumento nas palavras antecedentes, com energia para Deus muito forte: Peccavi, quid faciam tibi? Como se dissera: Se eu fiz, Senhor, como homem em pecar, que razão tendes vós para não fazer como Deus em me perdoar? Ainda disse e quis dizer mais: Peccavi, quid faciam tibi? Pequei, que mais vos posso fazer? E que fizestes vós, Jó, a Deus em pecar? Não lhe fiz pouco, porque lhe dei ocasião a me perdoar, e, perdoando-me, ganhar muita glória. Eu dever-lhe-ei a ele, como a causa, a graça que me fizer, e ele dever-me-á a mim, como a ocasião, a glória que alcançar.     A Jesus Cristo Nosso Senhor   Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, Da vossa piedade me despido; Porque, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado.   Se basta a vos irar tanto um pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado.   Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na sacra história,   Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada: Cobrai-a, e não queirais, pastor divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória.     Considere as seguintes afirmações sobre os dois textos.   I - Tanto Padre Vieira quanto Gregório de Matos dirigem-se a Deus mediante a segunda pessoa do plural (vós, vos): Gregório argumenta que o Senhor está empenhado em perdoá-lo, enquanto Vieira dirige-se a Deus (E que fizestes vós...) para impedir que Jó seja perdoado.   II - Padre Vieira vale-se das palavras e do exemplo de Jó, figura do Velho Testamento, para argumentar que o homem abusa da misericórdia divina ao pecar, e que Deus, de acordo com a ocasião e os argumentos fornecidos por Jó, inclina-se para o castigo no lugar do perdão.   III- Tanto Padre Vieira como Gregório de Matos argumentam sobre a misericórdia e a glória divinas: assim como Jó, citado por Vieira, declara que Deus lhe deverá a glória por tê-lo perdoado; Gregório compara-se à ovelha desgarrada que, se não for recuperada, pode pôr a perder a glória de Deus.     Quais estão corretas?

  3. 603

    UFES 2009

    Considerando a definição de utopia apresentada abaixo e a leitura das obras  Auto da  Barca do Inferno e “Campo Geral”, é INCORRETO dizer:     Utopia s. f. 1 qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal fundamentada em leis justas e em instituições políticoeconômicas comprometidas com o bem-estar da população; 2 idéia generosa; quimera; fantasia.   (HOUAISS, Antonio.Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2001, p. 2817)   

  4. 604

    UEL 2006

    Em Os Lusíadas, de Camões, lê-se: “Porém já cinco sóis eram passados / Que dali nos partíramos, [...], / Quando ua noite, estando descuidados / Na cortadora proa vigiando, / Ua nuvem, que os ares escurece, / Sobre nossas cabeças aparece.”   Em Macunaíma, de Mário de Andrade, lê-se: “Nem cinco sóis eram passados que de vós nos partíramos, quando a mais temerosa desdita pesou sobre nós.”    Com base nas duas passagens citadas, considere as afirmativas a seguir.   I. Na obra de Camões, a mudança da sorte efetiva-se cinco dias após a saída das naus de Lisboa. Em Macunaíma, a mudança da sorte ocorre antes de completar os cinco dias da partida do Uraricoera. II. Enquanto em Os Lusíadas a contagem dos dias faz-se a partir da saída de determinado lugar, em Macunaíma ela faz-se a partir do momento em que a personagem abandona a companhia das icamiabas, habitantes do Uraricoera. III. A primeira pessoa do plural empregada no texto camoniano aplica-se a todos os membros das embarcações lideradas por Vasco da Gama. A primeira pessoa do plural empregada no texto andradino aplica-se ao herói, seus irmãos e Capei. IV. Em Os Lusíadas, a mudança dos eventos é marcada pelo surgimento de uma nuvem escura no céu. Em Macunaíma, não há a mediação da natureza a prenunciar a desdita, ou seja, a perda da muiraquitã.   Estão corretas apenas as afirmativas:

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