Exercícios de Lectura y comprensión de textos

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  1. 601. UFSC 2013
    Texto 1   Tecnologia e comunicação   Em relação à comunicação, cada invenção tecnológica que surge tem um forte impacto nas práticas cotidianas e no relacionamento humano. Pensemos, por exemplo, no efeito da criação e da popularização do telefone sobre o ato de escrever cartas. Depois de Graham Bell ter inventado o telefone, as pessoas passaram a escrever cada vez menos cartas e a usar cada vez mais o telefone para comunicações cotidianas. É raro, hoje em dia, alguém escrever uma carta para um amigo de outra cidade para perguntar quais são as novidades. É preferível falar com esse amigo por telefone por alguns minutos.   Mais recentemente, o surgimento dos telefones celulares alterou a maneira de usarmos o próprio telefone. O celular apresenta inúmeras vantagens. A mais óbvia delas é a portabilidade, que permite a comunicação sem que seja necessário estar fixo a um lugar. Podemos levar o celular e utilizá-lo, a qualquer momento, em diferentes lugares. Com aparelhos celulares mais modernos é possível até mesmo realizar operações bastante sofisticadas, que não eram sequer imaginadas quando utilizávamos só o telefone fixo tradicional. Por exemplo: o desenvolvimento de uma nova tecnologia já permite que, através de um mapa exibido no visor do celular, seja possível aos pais saber a localização de seus filhos...   O computador é mais uma dessas muitas invenções tecnológicas e, atualmente, ocupa cada vez mais lugar de destaque nas práticas cotidianas. Essa máquina é hoje utilizada como meio de transmissão tanto de mensagens escritas e orais como de imagens estáticas (fotografias) e em movimento (vídeos). O computador criou a possibilidade de comunicação escrita entre duas pessoas (e-mail, bate-papo), ou entre várias pessoas (fóruns, espaços abertos para a conversação). Esses diversos tipos de interação podem ocorrer simultaneamente (como nas conversas telefônicas) ou pode existir um espaço de tempo entre a produção do texto e sua leitura. BRAGA, Denise B.; RICARTE, Ivan L. M. Letramento e tecnologia. Cefiel/IEL/Unicamp, 2005- 2010, p. 20-21. [Adaptado]     Texto 2   Mais microcomputadores, internet e celular   Você sabia que aumentou o número de microcomputadores, acesso à internet e celulares no Brasil? De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2011, de 2009 para 2011, houve um crescimento de 39,8% de microcomputadores com acesso à internet; 29,7% de microcomputadores sem acesso à internet e 26,6% de telefone celular. Em 2011, 69,1% da população de 10 anos ou mais de idade tinham celular para uso pessoal. Mas o maior percentual de pessoas com celular tinha entre 25 e 29 anos (83,1%). Os jovens também acessam mais a internet. Também em 2011, 77,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade declararam ter usado a internet nos três meses anteriores à data da entrevista da pesquisa, um aumento de 14,7% em relação a 2009. A faixa etária que menos acessou a internet no período pesquisado foi a de pessoas com 50 anos ou mais idade, apenas 18,4%. Disponível em: . Acesso em: 06 jun. 2013. [Adaptado]     Texto 3   Educador,   Você já trabalhou os conteúdos produzidos pelo IBGE em sua sala de aula? Que tipo de atividades seus alunos desenvolveram? Esse é um espaço para você contar sobre essas experiências e conhecer o trabalho de outros professores. Esse blog é moderado e, após avaliação, seu texto será publicado.   Texto enviado por Elania Maria Carvalho dos Santos Oliveira Escola Municipal João Nascimento Filho – Estância – SE (Ensino Fundamental 1° ao 5°)   Na minha graduação fiz vários artigos e precisei pesquisar muito. Em uma dessas pesquisas precisei recorrer ao IBGE, para me informar sobre dados estatísticos da cidade de Estância. Quando fui para o estágio essas pesquisas ajudaram muito meu desenvolvimento em sala de aula, e hoje estimulo meus alunos a pesquisarem no site do IBGE e também na própria instituição. Creio que todo cidadão brasileiro deveria se apossar dessas informações que revelam o modo como somos e como vivemos. Disponível em: . Acesso em: 09 jun. 2013. [Adaptado]     Considere as afirmativas abaixo, em relação aos textos 1, 2 e 3.     I. Há o mesmo cuidado em relação ao uso da variedade padrão da língua portuguesa, pois são textos que pertencem ao mesmo gênero textual.   II. Há intertextualidade entre os textos 1, 2 e 3, pois todos apontam, direta ou indiretamente, para a importância das tecnologias digitais na vida das pessoas.   III. Nos três textos, os autores se dirigem ao(s) interlocutor(es), como se pode notar, por exemplo, no uso de “pensemos” (texto 1), “Você sabia” (texto 2) e “Educador” (texto 3), sendo que nos dois últimos a interação com o leitor é mais direta.     Assinale a alternativa CORRETA.
  2. 602. ENEM CANCELADO 2009
    Ouvir estrelas   “Ora, (direis) ouvir estrelas! Certo perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto, que, para ouvi-las, muita vez desperto e abro as janelas, pálido de espanto... E conversamos toda noite, enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto, cintila. E, ao vir o Sol, saudoso e em pranto, inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: “Tresloucado amigo! Que conversas com elas?” Que sentido tem o que dizem, quando estão contigo?” E eu vos direi: “Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas”. BILAC, Olavo. Ouvir estrelas. In: Tarde, 1919.     Ouvir estrelas   Ora, direis, ouvir estrelas! Vejo que estás beirando a maluquice extrema. No entanto o certo é que não perco o ensejo De ouvi-las nos programas de cinema. Não perco fita; e dir-vos-ei sem pejo que mais eu gozo se escabroso é o tema. Uma boca de estrela dando beijo é, meu amigo, assunto p’ra um poema. Direis agora: Mas, enfim, meu caro, As estrelas que dizem? Que sentido têm suas frases de sabor tão raro? Amigo, aprende inglês para entendê-las, Pois só sabendo inglês se tem ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas. TIGRE, Bastos. Ouvir estrelas. In: Becker, I. Humor e humorismo: Antologia. São Paulo: Brasiliense, 1961. A partir da comparação entre os poemas, verifica-se que,
  3. 603. UEFS 2015
    O que faz O cortiço especial, do ponto de vista econômico, é justamente a demonstração daquilo que Marx chamou de “lenda” e de “pecado original” do capitalismo: ao descrever o surgimento de capitalistas e de um proletariado explorado, o romance acaba revelando uma sucessão de “crimes” que Romão e, por extensão, o agente capitalista cometem, bem como a relação entre acumulação e extração de riquezas da natureza. Os suores de Romão e Bertoleza estão presentes nos primeiros estágios de acumulação. Bertoleza continuará “suando” até o fim do romance, ao passo que Romão se livrara, progressivamente, do trabalho braçal. Não é o suor, portanto, conta-nos Aluísio, que faz o capitalista, mas os crimes que a riqueza permitirá, por meio da ideologia, esconder.   É esse o processo que cria o capitalista Romão e, por consequência, seus assalariados. Romão não tem escravos, e não os compra com o que acumula — assim, mostra-se sensível ao futuro da sociedade brasileira, não se amarrando a sinais de status do passado que não tivessem futuro. Quanto a Bertoleza, desde o começo, sabemos da grande fraude que significou sua alforria; ela, porém, a ignora. Para o leitor, é a prova viva do “pecado original” de Romão, que não precisa aparecer muito ao longo do romance para que essa tensão permaneça. SEREZA, Haroldo Ceravolo. O Cortiço, romance econômico. p. 190-191. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2015.     Para o articulista, O Cortiço​
  4. 604. FGV-SP 2010
    Camões, grande Camões, quão semelhante Acho teu fado ao meu, quando os cotejo! Igual causa nos fez, perdendo o Tejo, Arrostar co'o sacrílego gigante. Como tu, junto ao Ganges sussurrante, Da penúria cruel no horror me vejo. Como tu, gostos vãos, que em vão desejo, Também carpindo estou, saudoso amante.   ...................................................................   Modelo meu tu és, mas . . . oh, tristeza! . . . Se te imito nos transes da Ventura, Não te imito nos dons da Natureza.   Neste soneto, o autor estabelece um paralelo entre  a sua vida e a de Camões, apontando várias coincidências e uma dessemelhança, a qual é:  
  5. 605. UFRGS 2014
    Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda   Pede razão Jó a Deus, e tem muita razão de a pedir – responde por ele o mesmo santo que o arguiu – porque se é condição de Deus usar de misericórdia, e é grande e não vulgar a glória que adquire em perdoar pecados, que razão tem, ou pode dar bastante, de os não perdoar? O mesmo Jó tinha já declarado a força deste seu argumento nas palavras antecedentes, com energia para Deus muito forte: Peccavi, quid faciam tibi? Como se dissera: Se eu fiz, Senhor, como homem em pecar, que razão tendes vós para não fazer como Deus em me perdoar? Ainda disse e quis dizer mais: Peccavi, quid faciam tibi? Pequei, que mais vos posso fazer? E que fizestes vós, Jó, a Deus em pecar? Não lhe fiz pouco, porque lhe dei ocasião a me perdoar, e, perdoando-me, ganhar muita glória. Eu dever-lhe-ei a ele, como a causa, a graça que me fizer, e ele dever-me-á a mim, como a ocasião, a glória que alcançar.     A Jesus Cristo Nosso Senhor   Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, Da vossa piedade me despido; Porque, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado.   Se basta a vos irar tanto um pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado.   Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na sacra história,   Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada: Cobrai-a, e não queirais, pastor divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória.     Assinale a alternativa correta a respeito dos textos.
  6. 606. UNIFESP 2011
    Texto 1   (...) Um poeta dizia que o menino é o pai do homem. Se isto é verdade, vejamos alguns lineamentos do menino. Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de “menino diabo”; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que estava fazendo, e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce “por pirraça”; e eu tinha apenas seis anos. Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustiga - va-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, – algumas vezes gemendo – mas obedecia sem dizer pala - vra, ou, quando muito, um – “ai, nhonhô!” – ao que eu retorquia: “Cala a boca, besta!” – Esconder os chapéus das visitas, deitar rabos de papel a pessoas graves, puxar pelo rabicho das cabeleiras, dar beliscões nos braços das matronas, e outras muitas façanhas deste jaez, eram mostras de um gênio indócil, mas devo crer que eram também expressões de um espírito robusto, porque meu pai tinha-me em grande admiração; e se às vezes me repreendia, à vista de gente, fazia-o por simples formalidade: em particular dava-me beijos. Não se conclua daqui que eu levasse todo o resto da minha vida a quebrar a cabeça dos outros nem a esconder-lhes os chapéus; mas opiniático, egoísta e algo contemptor dos homens, isso fui; se não passei o tempo a esconder-lhes os chapéus, alguma vez lhes puxei pelo rabicho das cabeleiras. (Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.) Texto 2 Ontem a Serra Leoa, A guerra, a caça ao leão, O sono dormido à toa Sob as tendas d’amplidão! Hoje... o porão negro, fundo, Infecto, apertado, imundo, Tendo a peste por jaguar... E o sono sempre cortado Pelo arranco de um finado, E o baque de um corpo ao mar... Ontem plena liberdade, A vontade por poder... Hoje... cúm’lo de maldade, Nem são livres p’ra morrer... Prende-os a mesma corrente – Férrea, lúgubre serpente – Nas roscas da escravidão. E assim roubados à morte, Dança a lúgubre coorte Ao som do açoite... Irrisão!... (Castro Alves. Fragmento de O navio negreiro – tragédia no mar.) Compare o trecho de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, com o fragmento do poema O navio negreiro – tragédia no mar, de Castro Alves. Indique a alternativa que apresenta aspectos observáveis nos dois textos.    
  7. 607. UFPA
    As idéias de Filippo Tommaso Marinetti influenciaram muito os nossos autores. Dele, os escritores brasileiros seguiram:
  8. 608. UEL 2006
    A questão refere-se à passagem de Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), de Lima Barreto (1881-1922). [...] Aquele começo de mês foi para mim de grande sossego e de muito egoísmo. Embora minha mãe tivesse afinal morrido havia alguns meses, eu não tinha sentido senão uma leve e ligeira dor. Depois de empregado no jornal, pouco lhe escrevi. Sabia-a muito doente, arrastando a vida com esforço. Não me preocupava... Os ditos do Floc, as pilhérias de Losque, as sentenças do sábio Oliveira, tinham feito chegar a mim uma espécie de vergonha pelo meu nascimento, e esse vexame me veio diminuir em muito a amizade e a ternura com que sempre envolvi a sua lembrança. Sentia-me separado dela. Conquanto não concordasse ser ela a espécie de besta de carga e máquina de prazer que as sentenças daqueles idiotas a abrangiam no seu pensamento de lorpas, entretanto eu, seu filho, julgava-me a meus próprios olhos muito diverso dela, saído de outra estirpe, de outro sangue e de outra carne. Ainda não tinha coordenado todos os elementos que mais tarde vieram encher-me de profundo desgosto e a minha inteligência e a minha sensibilidade não tinham ainda organizado bem e disposto convenientemente o grande stock de observações e de emoções que eu vinha fazendo e sentindo dia a dia. (...)   Assinale a alternativa que parafraseia corretamente o trecho destacado.   
  9. 609. MILTON CAMPOS 2013
    Referindo-se a Recordações do escrivão Isaías Caminha, o crítico Alfredo Bosi afirma que “é admirável como teia de imagens a simbolização desse instante de perplexidade, em que a esperança e a desesperança não só alternam como parecem engendrar-se uma da outra”. (BOSI, A. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p.190) Assinale a passagem do romance de Lima Barreto que melhor comprove a opinião do ensaísta:
  10. 610. MACKENZIE 2015
    Sete anos de pastor Jacob servia Sete anos de pastor Jacob servia Labão, pai de Raquel, serrana bela; Mas não servia ao pai, servia a ela, E a ela só por prêmio pretendia. Os dias, na esperança de um só dia, Passava, contentando-se com vê-la; Porém o pai, usando de cautela, Em lugar de Raquel lhe dava Lia. Vendo o triste pastor que com enganos Lhe fora assim negada a sua pastora, Como se a não tivera merecida; Começa de servir outros sete anos, Dizendo – Mais servira, se não fora Para tão longo amor tão curta a vida. Luís de Camões Sunetto Crassico ette anno di pastore, Giacó servia Labó, Padre da Raffaela, serrana bella, Ma non servia o pai, che illo non era trouxa nó! Servia a Raffaela p’ra si gazá c’oella. I os dia, na speranza di un dia só, Apassava spiano na gianella; Ma o páio, fugino da gombinaçó, Deu a Lia inveiz da Raffaela. Quano o Giacó adiscobri o ingano, E che tigna gaido na sparella, Ficô c’um brutto d’um garó di arara, I incominciô di servi otros sette anno Dizeno: Si o Labó non fossi o pai d’ella Io pigava elli i li quibrava a gara. Juó Bananere Tendo como base o poema modernista brasileiro de Juó Bananere, é correto afirmar que o autor:
  11. 611. UNEMAT 2006
    A narrativa machadiana, ao tomar o quadro nacional por referência, espelha a situação do próprio país que oscila entre o retrógrado e o modernamente burguês; assumindo nessa direção, uma ficção irônica com relação à forma artística do homem do seu tempo e do seu país. Reflita sobre tais perspectivas e assinale a alternativa INCORRETA em relação aos Contos machadianos.
  12. 612. PUC-PR 2016
    Alfredo Bosi, em sua História concisa da literatura brasileira, diz a respeito de Inocência, de Visconde de Taunay:   “Por temperamento e cultura, o Visconde de Taunay tinha condições para dar ao regionalismo romântico a sua versão mais sóbria. Homem de pouca fantasia, muito senso de observação, formado no hábito de pesar com a inteligência as suas relações com a paisagem e o meio (era engenheiro, militar e pintor), Taunay foi capaz de enquadrar a história de Inocência (1872) em um cenário e em um conjunto de costumes sertanejos onde tudo é verossímil. Sem que o cuidado de o ser turve a atmosfera agreste e idílica que até hoje dá um renovado encanto à leitura da obra". (BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 2003, p. 144 -145).   Com base no trecho acima, é possível dizer que: 
  13. 613. UNIR 2010
    Por onde anda Emília?   Dona Benta e Tia Anastácia faleceram, Rabicó virou presunto há muito tempo, Pedrinho e Narizinho tornaram-se adultos e sumiram. Mas Emília continua viva. Idosa agora – mesmo bonecas envelhecem –, ela continua a mesma contestadora de sempre. Continua em busca da Casa das chaves, aquela em que penetrou buscando desligar a Chave da Guerra (mas enganou-se: desligou a Chave do Tamanho, e tornou-se a precursora – bem melhor que a sequela – do filme Querida, encolhi as crianças). As chaves que Emília agora quer desligar são as chaves da Pobreza, do Desemprego, da Fome. Mas será difícil. Se não conseguiu isso há 50 anos, não conseguirá agora, que sua energia é muito menor.   Emília sonha. Com que sonha? Com o Sítio do Picapau Amarelo. E sonha que o sítio está sendo invadido pelos sem-terra, que ali tentam se instalar. Querem plantar, no que era o território da fantasia, milho e feijão. Emília hesita; seu lado anarquista quer aderir aos invasores, seu lado conservador acha isso uma barbaridade. Procura uma resposta, mas não acha; o único que poderia aconselhá-la, o amável escritor chamado Monteiro Lobato, morreu há muito tempo. SCLIAR, Moacyr. In MESQUITA, R.M. Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Saraiva, 2007.   Sobre usos de recursos linguísticos e textuais, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) A relação intertextual com o filme Querida, encolhi as crianças mostra o mesmo engano tanto na obra A Chave do Tamanho quanto no filme. ( ) O período "Se não conseguiu isso há 50 anos, não conseguirá agora, que sua energia é muito menor." é constituído de três orações, uma principal, uma subordinada e uma coordenada. ( ) As várias frases curtas que iniciam o segundo parágrafo imprimem tom oral, ênfase informacional e ritmo aligeirado. ( ) O primeiro período do texto traz as ideias de cada oração em igualdade de posição sintática e semântica pelo uso do processo de coordenação.   Assinale a sequência correta.
  14. 614. ENEM CANCELADO 2009
    Texto I   No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra [...] ANDRADE, C. D. Reunião. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971 (fragmento).   Texto II As lavadeiras de Mossoró, cada uma tem sua pedra no rio: cada pedra é herança de família, passando de mãe a filha, de filha a neta, como vão passando as águas no tempo [...]. A lavadeira e a pedra formam um ente especial, que se divide e se reúne ao sabor do trabalho. Se a mulher entoa uma canção, percebe-se que a nova pedra a acompanha em surdina... [...] ANDRADE, C. D. Contos sem propósito. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, Caderno B, 17/7/1979 (fragmento). Com base na leitura dos textos, é possível estabelecer uma relação entre forma e conteúdo da palavra “pedra”, por meio da qual se observa
  15. 615. UERJ 2009
    TEXTO I Herói na contemporaneidade Quando eu era criança, passava todo o tempo desenhando super-heróis. Recorro ao historiador de mitologia Joseph Campbell, que diferenciava as duas figuras públicas: o herói (figura pública antiga) e a celebridade (a figura pública moderna). Enquanto a celebridade se populariza por viver para si mesma, o herói assim se tornava por viver servindo sua comunidade. Todo super-herói deve atravessar alguma via crucis. Gandhi, líder pacifista indiano, disse que, quanto maior nosso sacrifício, maior será nossa conquista. Como Hércules, como Batman. Toda história em quadrinhos traz em si alguma coisa de industrial e marginal, ao mesmo tempo e sob o mesmo aspecto. Os filmes de super-herói, ainda que transpondo essa cultura para a grande e famigerada indústria, realizam uma outra façanha, que provavelmente sem eles não ocorreria: a formação de novas mitologias reafirmando os mesmos ideais heróicos da Antigüidade para o homem moderno. O cineasta italiano Fellini afirmou uma vez que Stan Lee, o criador da editora Marvel e de diversos heróis populares, era o Homero dos quadrinhos. Toda boa história de super-herói é uma história de exclusão social. Homem-Aranha é um nerd, Hulk é um monstro amaldiçoado, Demolidor é um deficiente, os X-Men são indivíduos excepcionais, Batman é um órfão, Super-Homem é um alienígena expatriado. São todos símbolos da solidão, da sobrevivência e da abnegação humana. Não se ama um herói pelos seus poderes, mas pela sua dor. Nossos olhos podem até se voltar a eles por suas habilidades fantásticas, mas é na humanidade que eles crescem dentro do gosto popular. Os superheróis que não sofrem ou simplesmente trabalham para o sistema vigente tendem a se tornar meio bobos, como o Tocha-Humana ou o Capitão América. Hulk e Homem-Aranha são seres que criticam a inconseqüência da ciência, com sua energia atômica e suas experiências genéticas. Os X-Men nos advertem para a educação inclusiva. Super-Homem é aquele que mais se aproxima de Jesus Cristo, e por isso talvez seja o mais popular de todos, em seu sacrifício solitário em defesa dos seres humanos, mas também tem algo de Aquiles, com seu calcanhar que é a kriptonita. Humano e super-herói, como Gandhi. Não houve nenhuma literatura que tenha me marcado mais do que essas histórias em quadrinhos. Eu raramente as leio hoje em dia, mas quando assisto a bons filmes de super-heróis eu lembro que todos temos um lado ingênuo e bom, que pode ser capaz de suportar a dor da solidão por um princípio. FERNANDO CHUÍ. Adaptado de http://fernandochui.blogspot.com TEXTO II Piaimã1 A inteligência do herói estava muito perturbada. Acordou com os berros da bicharia lá em baixo nas ruas, disparando entre as malocas temíveis. E aquele diacho de sagüi-açu2 (...) não era sagüim não, chamava elevador e era uma máquina. De-manhãzinha ensinaram que todos aqueles piados berros cuquiadas sopros roncos esturros não eram nada disso não, eram mas cláxons3 campainhas apitos buzinas e tudo era máquina. As onças pardas não eram onças pardas, se chamavam fordes hupmobiles chevrolés dodges mármons e eram máquinas. Os tamanduás os boitatás4 as inajás5 de curuatás6 de fumo, em vez eram caminhões bondes autobondes anúncios-luminosos relógios faróis rádios motocicletas telefones gorjetas postes chaminés... Eram máquinas e tudo na cidade era só máquina! O herói aprendendo calado. De vez em quando estremecia. Voltava a ficar imóvel escutando assuntando maquinando numa cisma assombrada. Tomou-o um respeito cheio de inveja por essa deusa de deveras forçuda, Tupã7 famanado que os filhos da mandioca chamavam de Máquina, mais cantadeira que a Mãe-d’água8, em bulhas9 de sarapantar10. Então resolveu ir brincar com a Máquina pra ser também imperador dos filhos da mandioca. Mas as três cunhãs11 deram muitas risadas e falaram que isso de deuses era gorda mentira antiga, que não tinha deus não e que com a máquina ninguém não brinca porque ela mata. A máquina não era deus não, nem possuía os distintivos femininos de que o herói gostava tanto. Era feita pelos homens. Se mexia com eletricidade com fogo com água com vento com fumo, os homens aproveitando as forças da natureza. Porém jacaré acreditou? nem o herói! (...) Macunaíma passou então uma semana sem comer nem brincar só maquinando nas brigas sem vitória dos filhos da mandioca com a Máquina. A Máquina era que matava os homens porém os homens é que mandavam na Máquina... Constatou pasmo que os filhos da mandioca eram donos sem mistério e sem força da máquina sem mistério sem querer sem fastio, incapaz de explicar as infelicidades por si. Estava nostálgico assim. Até que uma noite, suspenso no terraço dum arranhacéu com os manos, Macunaíma concluiu: — Os filhos da mandioca não ganham da máquina nem ela ganha deles nesta luta. Há empate. Não concluiu mais nada porque inda não estava acostumado com discursos porém palpitava pra ele muito embrulhadamente muito! que a máquina devia de ser um deus de que os homens não eram verdadeiramente donos só porque não tinham feito dela uma Iara explicável mas apenas uma realidade do mundo. De toda essa embrulhada o pensamento dele sacou bem clarinha uma luz: os homens é que eram máquinas e as máquinas é que eram homens. Macunaíma deu uma grande gargalhada. Percebeu que estava livre outra vez e teve uma satisfa mãe. MÁRIO DE ANDRADE Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Belo Horizonte: Itatiaia, 1986. Vocabulário: 1 Piaimã – personagem do romance 2 sagüi-açu, sagüim – macacos pequenos 3 cláxon – buzina externa nos automóveis antigos 4 boitatá – cobra-de-fogo, na mitologia tupi-guarani 5 inajá – palmeira de tamanho médio 6 curuatá – flor de palmeira 7 Tupã – entidade da mitologia tupi-guarani 8 Mãe-d’água – espécie de sereia das águas amazônicas 9 bulha – confusão de sons 10 sarapantar – espantar 11 cunhã – mulher jovem, em tupi   No texto Herói na contemporaneidade, o autor valoriza um determinado perfil de herói, em contraposição a outro por ele considerado “bobo”, sem importância. O perfil de Macunaíma difere desses dois tipos de herói. Tal diferença pode ser verificada na seguinte caracterização de Macunaíma:
  16. 616. FUVEST 2014
    CAPÍTULO LXXI O senão do livro   Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem...   E caem! — Folhas misérrimas do meu cipreste, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, dar-vos-ia uma lágrima de saudade. Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar... Heis de cair. Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas   Um leitor que tivesse as mesmas inclinações que as atribuídas, pelo narrador, ao leitor das Memórias póstumas de Brás Cubas teria maior probabilidade de impacientar-se, também, com a leitura da obra
  17. 617. UEG 2005
    Texto 1 Nossa cultura valoriza a consciência crítica dos indivíduos. As decisões coletivas nos parecem fadadas ao erro por serem paixões da massa manipulada ou médias estatísticas, consensos numéricos sem argumentação e sem complexidade. CALLIGARIS, C. Elogio das eleições. Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 set. 2004, p. E8.   Texto 2 Qualquer estagiário de publicidade sabe que não se deve conjugar os verbos no plural. O certo é dizer: “compre”, “veja”, “experimente”; nunca “comprem”, “vejam”, “experimentem”. Cada consumidor quer ser tratado como indivíduo, e não como rebanho. Teoricamente, os anúncios apelam para a liberdade de quem os lê: apresentam-se como um esforço de persuasão pessoal, e não de mobilização coletiva. COELHO, M. Por que era tão moderno usar chapéu. Folha de S. Paulo, São Paulo, 8 jun. 2005, p. E10.   Considerando a idéia de que a linguagem tem funções que dependem das intenções do autor em relação ao leitor e, ainda, a leitura atenta dos textos 1 e 2, analise as seguintes proposições:   I. O propósito predominante do Texto 1 é discutir conceitos culturais de forma direta e objetiva, o que caracteriza a função referencial da linguagem. II. Predomina, no Texto 2, a função apelativa da linguagem, fato percebido no uso das palavras “consumidor”, “anúncios” e “persuasão”, termos típicos do gênero publicitário. III. O Texto 2 utiliza a metalinguagem ao explicar que o uso de verbos na segunda pessoa do imperativo singular produz um forte efeito persuasivo no consumidor, pois o individualiza e o faz sentir-se único. IV. Nos dois textos predomina a função emotiva porque ambos pretendem expressar sentimentos de insatisfação com a valorização da consciência crítica do indivíduo pela massa manipulada.   Marque a alternativa CORRETA:
  18. 618. UP 2015
    Assim como Graciliano Ramos e Jorge Amado, José Lins do Rego é um dos principais representantes do Romance de 30. Sua obra Fogo morto foi publicada em 1943. Sobre essa obra, considere as seguintes afirmativas: 1. Ao contrário do realismo constante nas obras de Graciliano Ramos e de Jorge Amado, em Fogo morto predominam o saudosismo e as visões idílicas da infância. 2. Em Fogo morto, José Lins do Rego trata da decadência das formas tradicionais de produção de cana-de-açúcar, enfatizando as consequências desse processo nas relações sociais. 3. Os três protagonistas de Fogo morto – Mestre José Amaro, Seu Lula e Capitão Vitorino – condenam as ações do bando de cangaceiros de Antônio Silvino, que ameaçam suas propriedades. Assinale a alternativa correta.  
  19. 619. FUVEST 2013
    Em Viagens na minha terra, assim como em
  20. 620. UFRGS 2014
    Leia o trecho do Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda, do Padre Antônio Vieira, e o soneto de Gregório de Matos Guerra a seguir.     Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda   Pede razão Jó a Deus, e tem muita razão de a pedir – responde por ele o mesmo santo que o arguiu – porque se é condição de Deus usar de misericórdia, e é grande e não vulgar a glória que adquire em perdoar pecados, que razão tem, ou pode dar bastante, de os não perdoar? O mesmo Jó tinha já declarado a força deste seu argumento nas palavras antecedentes, com energia para Deus muito forte: Peccavi, quid faciam tibi? Como se dissera: Se eu fiz, Senhor, como homem em pecar, que razão tendes vós para não fazer como Deus em me perdoar? Ainda disse e quis dizer mais: Peccavi, quid faciam tibi? Pequei, que mais vos posso fazer? E que fizestes vós, Jó, a Deus em pecar? Não lhe fiz pouco, porque lhe dei ocasião a me perdoar, e, perdoando-me, ganhar muita glória. Eu dever-lhe-ei a ele, como a causa, a graça que me fizer, e ele dever-me-á a mim, como a ocasião, a glória que alcançar.     A Jesus Cristo Nosso Senhor   Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, Da vossa piedade me despido; Porque, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado.   Se basta a vos irar tanto um pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado.   Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na sacra história,   Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada: Cobrai-a, e não queirais, pastor divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória.     Considere as seguintes afirmações sobre os dois textos.   I - Tanto Padre Vieira quanto Gregório de Matos dirigem-se a Deus mediante a segunda pessoa do plural (vós, vos): Gregório argumenta que o Senhor está empenhado em perdoá-lo, enquanto Vieira dirige-se a Deus (E que fizestes vós...) para impedir que Jó seja perdoado.   II - Padre Vieira vale-se das palavras e do exemplo de Jó, figura do Velho Testamento, para argumentar que o homem abusa da misericórdia divina ao pecar, e que Deus, de acordo com a ocasião e os argumentos fornecidos por Jó, inclina-se para o castigo no lugar do perdão.   III- Tanto Padre Vieira como Gregório de Matos argumentam sobre a misericórdia e a glória divinas: assim como Jó, citado por Vieira, declara que Deus lhe deverá a glória por tê-lo perdoado; Gregório compara-se à ovelha desgarrada que, se não for recuperada, pode pôr a perder a glória de Deus.     Quais estão corretas?
  21. 621. UFES 2009
    Considerando a definição de utopia apresentada abaixo e a leitura das obras  Auto da  Barca do Inferno e “Campo Geral”, é INCORRETO dizer:     Utopia s. f. 1 qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal fundamentada em leis justas e em instituições políticoeconômicas comprometidas com o bem-estar da população; 2 idéia generosa; quimera; fantasia.   (HOUAISS, Antonio.Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2001, p. 2817)   
  22. 622. UEL 2006
    Em Os Lusíadas, de Camões, lê-se: “Porém já cinco sóis eram passados / Que dali nos partíramos, [...], / Quando ua noite, estando descuidados / Na cortadora proa vigiando, / Ua nuvem, que os ares escurece, / Sobre nossas cabeças aparece.”   Em Macunaíma, de Mário de Andrade, lê-se: “Nem cinco sóis eram passados que de vós nos partíramos, quando a mais temerosa desdita pesou sobre nós.”    Com base nas duas passagens citadas, considere as afirmativas a seguir.   I. Na obra de Camões, a mudança da sorte efetiva-se cinco dias após a saída das naus de Lisboa. Em Macunaíma, a mudança da sorte ocorre antes de completar os cinco dias da partida do Uraricoera. II. Enquanto em Os Lusíadas a contagem dos dias faz-se a partir da saída de determinado lugar, em Macunaíma ela faz-se a partir do momento em que a personagem abandona a companhia das icamiabas, habitantes do Uraricoera. III. A primeira pessoa do plural empregada no texto camoniano aplica-se a todos os membros das embarcações lideradas por Vasco da Gama. A primeira pessoa do plural empregada no texto andradino aplica-se ao herói, seus irmãos e Capei. IV. Em Os Lusíadas, a mudança dos eventos é marcada pelo surgimento de uma nuvem escura no céu. Em Macunaíma, não há a mediação da natureza a prenunciar a desdita, ou seja, a perda da muiraquitã.   Estão corretas apenas as afirmativas:
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