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Exercícios de Conhecimento e Verdade na Filosofia Moderna

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  1. 1. UNICAMP 2015
    A maneira pela qual adquirimos qualquer conhecimento constitui suficiente prova de que não é inato. LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p.13. O empirismo, corrente filosófica da qual Locke fazia parte,
  2. 2. UNICAMP 2014
    A dúvida é uma atitude que contribui para o surgimento do pensamento filosófico moderno. Neste comportamento, a verdade é atingida através da supressão provisória de todo conhecimento, que passa a ser considerado como mera opinião. A dúvida metódica aguça o espírito crítico próprio da Filosofia. (Adaptado de Gerd A. Bornheim, Introdução ao filosofar. Porto Alegre: Editora Globo, 1970, p. 11.) A partir do texto, é correto afirmar que:
  3. 3. ENEM 2013
    TEXTO I Há já de algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto. Era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente a fim de estabelecer um saber firme e inabalável. DESCARTES, R. Meditações concernentes à Primeira Filosofia. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado). TEXTO II É de caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida. SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado). A exposição e a análise do projeto cartesiano indicam que, para viabilizar a reconstrução radical do conhecimento, deve-se
  4. 4. ENEM 2016
    Nunca nos tornaremos matemáticos, por exemplo, embora nossa memória possua todas as demonstrações feitas por outros, se nosso espírito não for capaz de resolver toda espécie de problemas; não nos tornaríamos filósofos, por ter lido todos os raciocínios de Platão e Aristóteles, sem poder formular um juízo sólido sobre o que nos é proposto. Assim, de fato, pareceríamos ter aprendido, não ciências, mas histórias. Descartes, R. Regras para a orientação do espírito. Em sua busca pelo saber verdadeiro, o autor considera o conhecimento, de modo crítico, como resultado da:
  5. 5. ENEM 2012
    TEXTO I Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez. DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979. TEXTO II Sempre que alimentarmos alguma suspeita de que uma ideia esteja sendo empregada sem nenhum significado, precisaremos apenas indagar: de que impressão deriva esta suposta ideia? E se for impossível atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, isso servirá para confirmar nossa suspeita. HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: Unesp, 2004 (adaptado). Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparação dos excertos permite assumir que Descartes e Hume
  6. 6. ENEM 2013
    Até hoje admitia-se que nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém todas as tentativas para descobrir, mediante conceitos, algo que ampliasse nosso conhecimento, malogravam-se com esse pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento. KANT, I. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste-Gulbenkian, 1994 (adaptado). O trecho em questão é uma referência ao que ficou conhecido como revolução copernicana na filosofia. Nele, confrontam-se duas posições filosóficas que
  7. 7. UFSJ 2012
    Ao analisar o cogito ergo sum – penso, logo existo, de René Descartes, conclui-se que
  8. 8. UFU 2001
    Leia com atenção a citação e, em seguida, analise as assertivas. "E, tendo notado que nada há no eu penso, logo existo, que me assegure de que digo a verdade, exceto que vejo muito claramente que, para pensar, é preciso existir, julguei poder tomar por regra geral que as coisas que concebemos mui clara e mui distintamente são todas verdadeiras, havendo apenas alguma dificuldade em notar bem quais são as que concebemos distintamente." (DESCARTES, Discurso do Método. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 55. Coleção "Os Pensadores") I. Este "eu" cartesiano é a alma e, portanto, algo mais difícil de ser conhecido do que o corpo. II. O "eu penso, logo existo" é a certeza que funda o primeiro princípio da Filosofia de Descartes. III. O "eu", tal como está no Discurso do Método, é inteiramente distinto da natureza corporal. IV. Ao concluir com o "logo existo", fica evidente que o "eu penso" depende das coisas materiais. Assinale a alternativa cujas assertivas estejam corretas.
  9. 9. ENEM 2017
    Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá. KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980. De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto
  10. 10. ENEM 2014
    É o caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida. SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado). Apesar de questionar os conceitos da tradição, a dúvida radical da filosofia cartesiana tem caráter positivo por contribuir para o(a)
  11. 11. UNESP 2015
    A fonte do conceito de autonomia da arte é o pensamento estético de Kant. Praticamente tudo o que fazemos na vida é o oposto da apreciação estética, pois praticamente tudo o que fazemos serve para alguma coisa, ainda que apenas para satisfazer um desejo. Enquanto objeto de apreciação estética, uma coisa não obedece a essa razão instrumental: enquanto tal, ela não serve para nada, ela vale por si. As hierarquias que entram em jogo nas coisas que obedecem à razão instrumental, isto é, nas coisas de que nos servimos, não entram em jogo nas obras de arte tomadas enquanto tais. Sendo assim, a luta contra a autonomia da arte tem por fim submeter também a arte à razão instrumental, isto é, tem por fim recusar também à arte a dimensão em virtude da qual, sem servir para nada, ela vale por si. Trata-se, em suma, da luta pelo empobrecimento do mundo. (Antônio Cícero. “A autonomia da arte”. Folha de São Paulo, 13.12.2008. Adaptado.) De acordo com a análise do autor,
  12. 12. ENEM 2016
    Pode-se admitir que a experiência passada dá somente uma informação direta e segura sobre determinados objetos em determinados períodos do tempo, dos quais ela teve conhecimento. Todavia, é esta a principal questão sobre a qual gostaria de insistir: por que esta experiência tem de ser estendida a tempos futuros e a outros objetos que, pelo que sabemos, unicamente são similares em aparência. O pão que outrora comi alimentou-me, isto é, um corpo dotado de tais qualidades sensíveis estava, a este tempo, dotado de tais poderes desconhecidos. Mas, segue-se daí que este outro pão deve também alimentar-me como ocorreu na outra vez, e que qualidades sensíveis semelhantes devem sempre ser acompanhadas de poderes ocultos semelhantes? A consequência não parece de nenhum modo necessária. HUME, D.Investigação acerca do entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.   O problema descrito no texto tem como consequência a
  13. 13. UNIOESTE 2013
    “Através dos princípios de um direito natural preexistente ao Estado, de um Estado baseado no consenso, de subordinação do poder executivo ao poder legislativo, de um poder limitado, de direito de resistência, Locke expôs as diretrizes fundamentais do Estado liberal.” Bobbio.  Considerando o texto citado e o pensamento político de Locke, seguem as afirmativas abaixo: I. A passagem do estado de natureza para a sociedade política ou civil, segundo Locke, é realizada mediante um contrato social, através do qual os indivíduos singulares, livres e iguais dão seu consentimento para ingressar no estado civil. II. O livre consentimento dos indivíduos para formar a sociedade, a proteção dos direitos naturais pelo governo, a subordinação dos poderes, a limitação do poder e o direito à resistência são princípios fundamentais do liberalismo político de Locke. III. A violação deliberada e sistemática dos direitos naturais e o uso contínuo da força sem amparo legal, segundo Locke, não são suficientes para conferir legitimidade ao direito de resistência, pois o exercício de tal direito causaria a dissolução do estado civil e, em consequência, o retorno ao estado de natureza. IV. Os indivíduos consentem livremente, segundo Locke, em constituir a sociedade política com a finalidade de preservar e proteger, com o amparo da lei, do arbítrio e da força comum de um corpo político unitário, os seus inalienáveis direitos naturais à vida, à liberdade e à propriedade. V. Da dissolução do poder legislativo, que é o poder no qual “se unem os membros de uma comunidade para formar um corpo vivo e coerente”, decorre, como consequência, a dissolução do estado de natureza. Das afirmativas feitas acima
  14. 14. UFSJ 2013
    Para David Hume, “os homens são, em grande medida, governados pelo interesse” e isso é perfeitamente visível, já que
  15. 15. UFF 2010
    O escritor e filósofo francês Voltaire, que viveu no século XVIII, é considerado um dos grandes pensadores do Iluminismo ou Século das Luzes. Ele afirma o seguinte sobre a importância de manter acesa a chama da razão:  “Vejo que hoje, neste século que é a aurora da razão, ainda renascem algumas cabeças da hidra do fanatismo. Parece que seu veneno é menos mortífero e que suas goelas são menos devoradoras. Mas o monstro ainda subsiste e todo aquele que buscar a verdade arriscar-se-á a ser perseguido. Deve-se permanecer ocioso nas trevas? Ou deve-se acender um archote onde a inveja e a calúnia reacenderão suas tochas? No que me tange, acredito que a verdade não deve mais se esconder diante dos monstros e que não devemos abster-nos do alimento com medo de sermos envenenados”. Identifique a opção que melhor expressa esse pensamento de Voltaire. 
  16. 16. UPE 2012
    A Idade Moderna se caracterizou, no plano filosófico-cultural, por um projeto iluminista: tudo o que se faz é feito com a convicção de que as luzes da razão natural iluminam os homens, eliminando as trevas da ignorância. (SEVERINO, Antonio Joaquim. Filosofia, 1994, p. 61). Coloque V nas afirmativas verdadeiras e F nas falsas referentes ao Projeto Iluminista e à Filosofia Moderna. (     ) A expressão ‘as luzes’ foi preparada nos séculos anteriores com o racionalismo cartesiano, a revolução científica, o processo de laicização da política e da moral. (     ) Tomaremos como Idade Moderna o período que se inicia com o Renascimento e vai até a primeira década do século XIX. Esse foi um período de conflitos intelectuais, intenso movimento artístico e muitas crises. (     ) A filosofia moderna se caracterizou pela preocupação com as questões do conhecer, capazes de produzir a nova ciência, ou seja, recursos que pudessem proporcionar a passagem da especulação metafísica para as explicações experimentais. (     ) O empirismo é, juntamente com o racionalismo, uma das grandes correntes formadoras da filosofia moderna. (     ) A filosofia moderna desenvolve uma visão metafísica do mundo e do homem, com base na nova perspectiva de abordagem do real: o modo metafísico de pensar, sem dúvida, é o primeiro fruto do projeto iluminista da Modernidade.
  17. 17. UNIMONTES 2012
    "Como podemos conhecer?" Eis uma questão central da investigação filosófica. Uma das respostas mais radicais foi formulada pelo filósofo francês René Descartes, que escreveu um texto que colaborou de maneira significativa para a ciência moderna. Marque a alternativa que indica a obra de René Descartes. 
  18. 18. UEMA 2013
    Em Discurso do método nas partes quarta e quinta, especialmente, Descartes defende a existência de Deus. Por exemplo, na quarta, ele afirma o seguinte: "[...] se há homens que não estejam bem persuadidos da existência de Deus e da alma, [...], quero que saiba que todas as outras coisas das quais se julgam talvez certificados, como a de terem um corpo, haver astros e uma terra e coisa semelhantes, são ainda menos certas." DESCARTES, R. Discurso do método. São Paulo: Nova Cultural, Coleção Os Pensadores, 1991. No contexto do mundo e do pensamento cartesiano, esse argumento pretende
  19. 19. UNICENTRO 2014
    Na modernidade, a teoria do conhecimento, na tentativa de fazer jus às suas investigações, contou com várias concepções, estendendo-se por um período que vai do final do século XVI a meados do século XVIII. Quanto a essas várias concepções, relacione os filósofos, na coluna de cima, com o enfoque de suas investigações nesse âmbito, na coluna abaixo.   (I) Francis Bacon (1561-1626). (II) René Descartes (1596-1650). (III) John Locke (1637-1704). (IV) David Hume (1711-1776). (V) Immanuel Kant (1724-1804).   (A) Afirmou que todo equívoco no entendimento situa-se no conhecimento sensível, de modo que o conhecimento verdadeiro vem do intelecto, alicerçando-se nas operações do entendimento, cujo ponto de partida são as ideias inatas. (B) Concebeu que tudo o que se sabe existir vem pela experiência de sensações e percepções, o que significa que são elas que oferecem, em termos da sua particularidade e singularidade, o conhecimento das coisas que existem. (C) Defendeu a ideia de que nossa razão possui uma estrutura tanto universal quanto a priori, cuja função consiste em organizar a realidade nas formas da sensibilidade, bem como nas formas dos conceitos e das categorias do entendimento. (D) Reabilitou, na teoria do conhecimento, o conceito de indução, segundo o qual as ciências, em suas descobertas, devem partir do que é particular nas suas experimentações e nas suas observações, a ponto de chegar àquilo que é geral nas ideias. (E) Sustentou que a experiência sensível registra em nosso espí- rito as ideias, que por sua vez passam a ser associadas, combinadas ou separadas em nós por um hábito da razão, formando, assim, a gama dos conhecimentos e dos pensamentos.   Assinale a alternativa que contém a associação correta.
  20. 20. UEL 2009
    De há muito observara que, quanto aos costumes, é necessário às vezes seguir opiniões, que sabemos serem muito incertas, tal como se fossem indubitáveis [...]; mas, por desejar então ocupar-me somente com a pesquisa da verdade, pensei que era necessário agir exatamente ao contrário, e rejeitar como absolutamente falso tudo aquilo em que pudesse imaginar a menor dúvida, a fim de ver se, após isso, não restaria algo em meu crédito, que fosse inteiramente indubitável [...] E, tendo notado que nada há no eu penso, logo existo, que me assegure de que digo a verdade, exceto que vejo muito claramente que, para pensar, é preciso existir, julguei poder tomar como regra geral que as coisas que concebemos mui clara e mui distintamente são todas verdadeiras [...].  (DESCARTES, R. Discurso do Método. Quinta Parte. Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991. p. 46-47.)   Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de Descartes, é correto afirmar.
  21. 21. UNESP 2018
    Posto que as qualidades que impressionam nossos sentidos estão nas próprias coisas, é claro que as ideias produzidas na mente entram pelos sentidos. O entendimento não tem o poder de inventar ou formar uma única ideia simples na mente que não tenha sido recebida pelos sentidos. Gostaria que alguém tentasse imaginar um gosto que jamais impressionou seu paladar, ou tentasse formar a ideia de um aroma que nunca cheirou. Quando puder fazer isso, concluirei também que um cego tem ideias das cores, e um surdo, noções reais dos diversos sons. (John Locke. Ensaio acerca do entendimento humano, 1991. Adaptado.) De acordo com o filósofo, todo conhecimento origina-se
  22. 22. ENEM PPL 2018
    Quando analisamos nossos pensamentos ou ideias, por mais complexos e sublimes que sejam, sempre descobrimos que se resolvem em ideias simples que são cópias de uma sensação ou sentimento anterior. Mesmo as ideias que, à primeira vista, parecem mais afastadas dessa origem mostram, a um exame mais atento, ser derivadas dela.   HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1973.   Depreende-se deste excerto da obra de Hume que o conhecimento tem a sua gênese na 
  23. 23. UPE - SSA 2018
    Sobre a consciência crítica e a filosofia, analise o texto a seguir: Como relata Descartes no Discurso sobre o método, depois de ter lançado tudo à dúvida, somente depois, tive de constatar que, embora eu quisesse pensar que tudo era falso, era preciso necessariamente que eu, que assim pensava, fosse alguma coisa. E, observando que essa verdade – ‘penso, logo sou’ – era tão firme e sólida que nenhuma das mais extravagantes hipóteses dos céticos seria capaz de abalá-la.” (REALE, Giovanni. História da Filosofia: Do Humanismo a Kant. São Paulo: Paulinas, 1990, p. 366).   O autor do texto retrata alguns apontamentos sobre o pensamento cartesiano. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa CORRETA. 
  24. 24. UNIOESTE 2018
     O filósofo alemão Immanuel Kant formulou, na Crítica da Razão Pura, uma divisão do conhecimento e acesso da razão aos fenômenos. Fenômenos não são coisas; eles nomeiam aquilo que podemos conhecer das coisas, através das formas da sensibilidade (Espaço e Tempo) e das categorias do entendimento (tais como Substância, Relação, Necessidade etc.). Assim, Kant afirma que o conhecimento humano é finito (limitado por suas formas e categorias). Como poderia haver, então, algum conhecimento universalmente válido? Ele afirma que tal conhecimento se formula num “juízo sintético a priori”. Juízos são afirmações; o adjetivo “sintéticos” significa que essas afirmações reúnem conceitos diferentes; “a priori”, por sua vez, indica aquilo que é obtido sem acesso à experiência dos fenômenos, antes deles e para que os fenômenos possam ser reunidos em um conhecimento que tenha unidade e sentido.   Com base nisso, indique a alternativa CORRETA.
  25. 25. UEL 2008
    Leia o texto a seguir. A razão humana, num determinado domínio dos seus conhecimentos, possui o singular destino de se ver atormentada por questões, que não pode evitar, pois lhe são impostas pela sua natureza, mas às quais também não pode dar respostas por ultrapassarem completamente as suas possibilidades. (KANT, I. Crítica da Razão Pura (Prefácio da primeira edição, 1781). Tradução de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994, p. 03.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre Kant, o domínio destas intermináveis disputas chama-se
  26. 26. UNIMONTES 2011
    De onde apreendemos todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra: experiência. Locke critica as ideias inatas. Se houvesse ideias inatas, as crianças já nasceriam com o conhecimento acabado. Locke é um pensador que contribui para a colocação de uma corrente de pensamento denominada
  27. 27. UEL 2010
    Leia o texto a seguir: Ao empreender a análise da estrutura e dos limites do conhecimento, Kant tomou a física e a mecânica celeste elaboradas por Newton como sendo a própria ciência. Entretanto, era preciso salvá-la do ceticismo de Hume quanto à impossibilidade de fundamentar as inferências indutivas e de alcançar um conhecimento necessário da natureza. Com base no pensamento de David Hume acerca do entendimento humano, é correto afirmar:
  28. 28. UNCISAL 2012
    Contrapondo ceticismo e dogmatismo, o criticismo se apresenta como única saída para se repensar às questões pertinentes à metafísica. O criticismo denomina a filosofia de
  29. 29. UNCISAL 2011
    “A ciência moderna compara a natureza e o próprio homem a uma máquina, um conjunto de mecanismos cujas leis precisam ser descobertas. As explicações passam a ser baseadas em um esquema mecânico cujo modelo preferido é o relógio.” (M. L. A. Aranha, M. H. P. Martins, Filosofando) A respeito dessa definição, pode-se afirmar que
  30. 30. UNCISAL 2013
    Com relação à Filosofia Moderna, dados os itens abaixo, I. Com exceção de Espinosa e apresentando algumas variações, os filósofos modernos consideram o conhecimento uma representação. II. Na filosofia moderna, o método científico segue o ideal da matemática e busca ser uma mathesis universalis. III. Diferentemente do pensamento renascentista, que operava com a noção de Semelhança, o pensamento moderno critica a Semelhança por conta da incapacidade que ela tem de atingir a essência das coisas. Para eles, conhecer pelas causas implica diferenciar as coisas e atingir suas essências invisíveis. IV. A interioridade caracteriza a filosofia moderna e supera a subjetividade característica do pensamento medieval. V. A razão distingue os pensadores modernos. Alguns defendem a razão inata, como Locke e Hume; já outros preconizam a razão advinda das sensações e experiências, como é o caso de Pascal, Leibniz e Descartes. verifica-se que estão CORRETAS apenas
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