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  1. 61

    UNICENTRO 2016

    Leia o texto a seguir. O “estado de natureza”, ou “natural”, em que o homem se encontraria, abstração feita da constituição da sociedade organizada e do governo, é o estado de “guerra de todos contra todos”. O homem é “o lobo do homem” e movido por suas paixões e desejos não hesita em matar e destruir o outro, seu semelhante. (MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia. Dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. p.40.)   Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a concepção antropológica de homem, retratada no texto, e o seu defensor.

  2. 62

    UNIMONTES 2012

    “Em todos os estados e condições, o verdadeiro remédio contra a força sem autoridade é opor-lhe a força. O emprego da força sem autoridade coloca sempre quem dela faz uso num estado de guerra, como agressor, e sujeita-o a ser tratado da mesma forma”. (Locke, Segundo Tratado Sobre o Governo, Col. Pensadores, p. 88-101). John Locke, pensador inglês, exibiu um posicionamento peculiar sobre o conhecimento. Marque a alternativa que melhor representa a contribuição do referido pensador.

  3. 63

    ENEM 2002

    Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592) compara, nos trechos, as guerras das sociedades Tupinambá com as chamadas “guerras de religião” dos franceses que, na segunda metade do século XVI, opunham católicos e protestantes. “( ) não vejo nada de bárbaro ou selvagem no que dizem daqueles povos; e, na verdade, cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra. ( ) Não me parece excessivo julgar bárbaros tais atos de crueldade [o canibalismo] , mas que o fato de condenar tais defeitos não nos leve à cegueira acerca dos nossos. Estimo que é mais bárbaro comer um homem vivo do que o comer depois de morto; e é pior esquartejar um homem entre suplícios e tormentos e o queimar aos poucos, ou entregá-lo a cães e porcos, a pretexto de devoção e fé, como não somente o lemos mas vimos ocorrer entre vizinhos nossos conterrâneos; e isso em verdade é bem mais grave do que assar e comer um homem previamente executado. ( ) Podemos portanto qualificar esses povos como bárbaros em dando apenas ouvidos à inteligência, mas nunca se compararmos a nós mesmos, que os excedemos em toda sorte de barbaridades.”   MONTAIGNE, Michel Eyquem de, Ensaios, São Paulo: Nova Cultural, 1984.   De acordo com o texto, pode-se afirmar que, para Montaigne,

  4. 64

    UFU 2001

    Para Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), o contrato social que seja verdadeiro e legítimo é aquele que:

  5. 65

    UEAP 2013

    Assinale a opção correta com relação ao pensamento político de Maquiavel.

  6. 66

    UEL 2016

    Leia o texto a seguir.   As leis da natureza (como a justiça, a equidade, a modéstia e a piedade) por si mesmas, na ausência do temor de algum poder capaz de levá-las a ser respeitadas, são contrárias às nossas paixões naturais, as quais nos fazem tender para a parcialidade, o orgulho e a vingança. Os pactos sem a espada não passam de palavras, sem força para dar qualquer segurança a ninguém. Portanto, apesar das leis da natureza (que cada um respeita quando tem vontade de respeitá-las e quando pode fazê-lo com segurança), se não for instituído um poder suficientemente grande para nossa segurança, cada um confiará, e poderá legitimamente confiar, apenas em sua própria força e capacidade, como proteção contra todos os outros. (Adaptado de: HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Victor Civita, 1974. p.107.)     Um dos problemas enfrentados pela Filosofia Política diz respeito às razões que levam os indivíduos a se unirem com o objetivo de constituir uma ordem civil. Trata-se do problema da ordem política requerer ou não um elemento coercitivo a fim de garantir a vida civil.   Com base no texto e nos conhecimentos sobre Thomas Hobbes, assinale a alternativa correta.

  7. 67

    ENEM - 3 APLICACAO 2016

    A importância do argumento de Hobbes está em parte no fato de que ele se ampara em suposições bastante plausíveis sobre as condições normais da vida humana. Para exemplificar: o argumento não supõe que todos sejam de fato movidos por orgulho e vaidade para buscar o domínio sobre os outros; essa seria uma suposição discutível que possibilitaria a conclusão pretendida por Hobbes, mas de modo fácil demais. O que torna o argumento assustador e lhe atribui importância e força dramática é que ele acredita que pessoas normais, até mesmo as mais agradáveis, podem ser inadvertidamente lançadas nesse tipo de situação, que resvalará, então, em um estado de guerra. RAWLS, J. Conferências sobre a história da filosofia política. São Paulo: WMF, 2012 (adaptado). O texto apresenta uma concepção de filosofia política conhecida como

  8. 68

    UFLA 2014

    Concebo, na espécie humana, dois tipos de desigualdade: uma que chamo de natural ou física, por ser estabelecida pela natureza e que consiste na diferença da saúde, das forças do corpo e das qualidades do espírito; e outra, que chamo de desigualdade moral ou política, porque depende de uma espécie de convenção e que é estabelecida pelo consentimento dos homens. Esta consiste nos vários privilégios de que gozam alguns em prejuízo de outros, como serem mais ricos, mais poderosos do que estes, ou ainda por fazerem-se obedecer por eles. Fonte: ROUSSEAU, J-J. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 241. (Adaptado)   Em relação aos seres humanos, no texto, Rousseau entende que, ao serem traçadas comparações entre eles,

  9. 69

    UFU 2000

    O que há de comum entre as teorias dos filósofos contratualistas é que

  10. 70

    UEL 2006

    “Um povo, portanto, só será livre quando tiver todas as condições de elaborar suas leis num clima de igualdade, de tal modo que a obediência a essas mesmas leis signifique, na verdade, uma submissão à deliberação de si mesmo e de cada cidadão, como partes do poder soberano. Isto é, uma submissão à vontade geral e não à vontade de um indivíduo em particular ou de um grupo de indivíduos.” (NASCIMENTO, Milton Meira. Rousseau: da servidão à liberdade. In: WEFFORT, Francisco. Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 2000. p. 196.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre a legitimidade do poder do Estado em Rousseau, é correto afirmar:

  11. 71

    UFU 2002

    Leia o enunciado abaixo. Para completá-lo marque a alternativa correta. Segundo Hobbes (séc. XVII), para cessar o estado de vida em que os indivíduos vivem isolados e em luta permanente, onde “homem é o lobo do homem”,

  12. 72

    UNICENTRO 2011

    Analisando os princípios da consciência moral, Immanuel Kant concluiu que a vontade humana é verdadeiramente moral quando regida por imperativos categóricos. Segundo esse filósofo, o homem deve agir “de tal maneira que a máxima de sua ação possa sempre valer como princípio universal de conduta”.   De acordo esse imperativo, a autonomia da razão para legislar supõe a liberdade e o dever e, desse modo, pode-se afirmar que o fundamento dessa norma de conduta

  13. 73

    UFU 1999

    Para Thomas Hobbes e John Locke, a comunidade política era

  14. 74

    UNIPAM 2014

    No ano em que se comemoram 500 anos que Maquiavel escreveu O Príncipe (1513), o historiador inglês Quentin Skinner, um dos maiores estudiosos do pensamento do filósofo florentino, afirma: “Maquiavel acredita que frequentemente, para manter o Estado, é necessário agir contrariamente à justiça e à boa-fé. Seu conselho nestas circunstâncias é que você nunca deve agir de acordo com o que ditam as virtudes, mas sempre de acordo com as necessidades da situação. Ele nunca declara explicitamente que os fins justificam os meios, mas por certo acredita, como coloca, que se o seu fim é preservar o Estado, então qualquer meio que você empregue deve ser desculpado.” (GOES, A. O Príncipe, de Maquiavel, faz 500 anos cada vez mais atual. Disponível em: . Acesso em: 15 set 2013).   Sobre Maquiavel, filósofo do Renascimento italiano, assinale a alternativa INCORRETA.

  15. 75

    UFU 1999

    Para Rousseau, filósofo suíço do século XVIII, o contrato social deve originar-se do consentimento. Sendo assim,

  16. 76

    UEAP 2013

    O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer isto é meu e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Com base nesta afirmação do filósofo Rousseau, assinale a alternativa correta.

  17. 77

    UNIOESTE 2016

    “(...) Durante o tempo em que os homens vivem sem um poder comum capaz de os manter a todos em respeito, eles se encontram naquela condição a que se chama guerra; e uma guerra que é de todos os homens contra todos os homens” (HOBBES. Leviatã. Cap. XIII).   “Diz-se que um Estado foi instituído quando uma multidão de homens concordam e pactuam, cada um com cada um dos outros, que a qualquer homem ou assembléia de homens a quem seja atribuído pela maioria o direito de representar a pessoa de todos eles (ou seja, de ser seu representante), todos sem exceção, tanto os que votaram a favor dele como os que votaram contra ele, deverão autorizar todos os atos e decisões desse homem ou assembléia de homens, tal como se fossem seus próprios atos e decisões, a fim de viverem em paz uns com os outros e serem protegidos dos restantes homens. É desta instituição do Estado que derivam todos os direitos e faculdades daquele ou daqueles a quem o poder soberano é conferido mediante o consentimento do povo reunido” (HOBBES. Leviatã. Cap. XVIII).   Considerando as duas passagens da obra O Leviatã, é CORRETO afirmar.

  18. 78

    UFLA 2014

    “É sempre à história e aos exemplos concretos que Maquiavel recorre para falar da política. Para atingirmos um determinado fim, devemos ver o que fizeram os homens bem-sucedidos em circunstâncias semelhantes. Não há nisso, porém, nenhuma garantia de obtermos sucesso, pois as circunstâncias nunca são as mesmas. Para agir bem, é preciso estar atento a cada detalhe da situação concreta em que a ação se inscreve. O conhecimento da história serve para isso, isto é, para ajudar na compreensão dessa situação, e não para que dele se retirem regras imutáveis e perfeitas para a ação.” Fonte: LIMONGI, M. I. “Maquiavel.” In: Seis filósofos na sala de aula. São Paulo: Berlendis & Vertecchia Editores, 2006, p. 72. (Adaptado)   Para Maquiavel, a ação política de um governante deve se basear em

  19. 79

    UNICENTRO 2011

    Leia o texto a seguir. Ponhamos, por exemplo, a questão seguinte: – Não posso eu, quando me encontro em apuro, fazer uma promessa com a intenção de a não cumprir? Facilmente distingo aqui os dois sentidos que a questão pode ter: – se é prudente, ou se é conforme ao dever, fazer uma falsa promessa. (KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. Tradução de Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, 1995. p.33.) Com base no texto e nos conhecimentos acerca de Immanuel Kant, assinale a alternativa correta.

  20. 80

    UEL 2005

    “Se todos os homens são, como se tem dito, livres, iguais e independentes por natureza, ninguém pode ser retirado deste estado e se sujeitar ao poder político de outro sem o seu próprio consentimento. A única maneira pela qual alguém se despoja de sua liberdade natural e se coloca dentro das limitações da sociedade civil é através do acordo com outros homens para se associarem e se unirem em uma comunidade para uma vida confortável, segura e pacífica uns com os outros, desfrutando com segurança de suas propriedades e melhor protegidos contra aqueles que não são daquela comunidade”. (LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo civil. Trad. de Magda Lopes e Marisa Lobo da Costa. Petrópolis: Vozes, 1994. p.139.)   Com base no texto e nos conhecimentos sobre o contrato social em Locke, considere as afirmativas a seguir.   I. O direito à liberdade e à propriedade são dependentes da instituição do poder político. II. O poder político tem limites, sendo legítima a resistência aos atos do governo se estes violarem as condições do pacto político. III. Todos os homens nascem sob um governo e, por isso, devem a ele submeter-se ilimitadamente. IV. Se o homem é naturalmente livre, a sua subordinação a qualquer poder dependerá sempre de seu consentimento.   Estão corretas apenas as afirmativas:

  21. 81

    UNICENTRO 2016

    Leia o texto a seguir. O imperativo não admite hipóteses (“se... então”) nem condições que fariam valer em certas situações e não valer em outras, mas vale incondicionalmente e sem exceções para todas as circunstâncias de todas as ações morais. Por isso, o dever é um imperativo categórico.  (CHAUI, M. Convite à Filosofia. 7.ed. São Paulo: Ática, 2000. p.346.)   Com base na leitura do texto e nos conhecimentos sobre a formulação do Imperativo Categórico na moral kantiana, segundo seus objetivos, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.   ( ) Servir de critério racional para a discriminação das máximas de ação. ( ) Orientar a ação humana de forma objetiva com a pretensão de validar universalmente sua prática. ( ) Determinar o conteúdo valorativo do ato humano a partir do lastro cultural e religioso. ( ) Conservar um princípio formal e procedimental como condição orientadora da ação humana. ( ) Adequar a vontade humana aos preceitos de fé manifestados no interior da consciência moral.   Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

  22. 82

    UNICENTRO 2014

    Pessoa crítica é a que tem posições independentes e refletidas, é capaz de pensar por si própria e não aceita como verdadeiro o simples estabelecimento por outros como tal, mas só após o seu exame livre e fundamentado. Uma época esclarecida é aquela em que os homens atingem a sua maioridade pela capacidade não só de pensarem autonomamente, mas também de não se deixarem manipular e dominar. Em vista disso, ela é um estágio alcançável com dificuldade, o que levou Kant a dizer que sua época não era ainda uma época esclarecida, mas em via de esclarecimento. Os homens atingem essa etapa por si sós, lentamente, desde que não cedam à covardia e à preguiça, não se deixem torturar, nem sejam impelidos a atingi-la mediante artifícios e pelo emprego da força. A liberdade é o espaço adequado ao esclarecimento. Por ter sido fundado no ímpeto do homem à liberdade, o Esclarecimento foi o principal movimento do pensamento moderno, que ainda hoje nos situa num horizonte comum ao de Kant. (REZENDE, 2002, p. 127) Segundo o texto, I. O exercício da liberdade é uma constante na formação da pessoa crítica. II. O comportamento humano é o reflexo da relação estabelecida entre a liberdade e a norma. III. Tanto a norma quanto a liberdade figuram como constructos ideológicos de dominação social. A alternativa que se refere apenas às proposições corretas sobre o pensamento de Kant é:  

  23. 83

    UNB 2013

    Se, pois, retirarmos do pacto social o que não é de sua essência, veremos que ele se reduz aos seguintes termos: cada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o seu poder sob a suprema direção da vontade geral; e recebemos, coletivamente, cada membro como parte indivisível do todo. Jean-Jacques Rousseau. O contrato social. 3.a ed. Trad. Antonio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 2003. p. 21-2.   A partir do fragmento acima, extraído da obra O Contrato Social, de Jean-Jacques Rousseau, assinale a opção correta a respeito de pacto social.

  24. 84

    ENEM - 3 APLICACAO 2016

    Os ricos adquiriram uma obrigação relativamente à coisa pública, uma vez que devem sua existência ao ato de submissão a sua proteção e zelo, o que necessitam para viver; o Estado então fundamenta o seu direito de contribuição do que é deles nessa obrigação, visando a manutenção de seus concidadãos. Isso pode ser realizado pela imposição de um imposto sobre a propriedade ou a atividade comercial dos cidadãos, ou pelo estabelecimento de fundos e de uso dos juros obtidos a partir deles, não para suprir as necessidades do Estado (uma vez que este é rico), mas para suprir as necessidades do povo. KANT, I. A metafísica dos costumes. Bauru: Edipro, 2003. Segundo esse texto de Kant, o Estado

  25. 85

    UNB 2015

    [Na verdade, um príncipe] “não deve se importar se o considerarem cruel quando, por causa disso, puder manter seus súditos unidos e leais. (...) É necessário que um príncipe saiba muito bem disfarçar sua índole e ser um grande hipócrita e dissimulador (...) [pois] os seres humanos, de uma maneira geral, julgam mais pelo que veem e ouvem do que pelo que sentem. Todos veem o que pareces ser, mas poucos realmente sentem o que és. (...) As pessoas comuns são sempre levadas pelas aparências e pelos resultados e é a massa vulgar que constitui o mundo”. Nicolau Maquiavel. O príncipe. São Paulo: DPL Editora, 2008, p. 164.     Relativamente ao contexto histórico em que Maquiavel produziu sua obra, o início da Idade Moderna na história ocidental, assinale a opção correta.

  26. 86

    UFSJ 2004

    “No Reino dos fins, tudo tem um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem um preço, pode-se pôr em vez dela qualquer outra como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite equivalente, então tem ela dignidade. O que se relaciona com as inclinações e necessidades gerais do homem tem um preço venal; aquilo que, mesmo sem pressupor uma necessidade, é conforme a um certo gosto, isto é a uma satisfação no jogo livre e sem finalidade das nossas faculdades anímicas, tem um preço de afeição ou de sentimento; aquilo porém que constitui a condição só graças à qual qualquer coisa pode ser um fim em si mesma, não tem somente um valor relativo, isto é um preço, mas um valor íntimo, isto é dignidade. Ora a moralidade é a única condição que pode fazer de um ser racional um fim em si mesmo, pois só por ela lhe é possível ser membro legislador no reino dos fins. Portanto a moralidade e a humanidade enquanto capaz de moralidade, são as únicas coisas que têm dignidade.” (KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Tradução de Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, 1988. p. 77)   De acordo com o trecho acima, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO

  27. 87

    UFU 2011

    A Itália do tempo de Nicolau Maquiavel (1469 – 1527) não era um Estado unificado como hoje, mas fragmentada em reinos e repúblicas. Na obra O Príncipe, declara seu sonho de ver a península unificada. Para tanto, entre outros conceitos, forjou as concepções de virtú e de fortuna. A primeira representa a capacidade de governar, agir para conquistar e manter o poder; a segunda é relativa aos “acasos da sorte” aos quais todos estão submetidos, inclusive os governantes. Afinal, como registrado na famosa ópera de Carl Orff: Fortuna imperatrix mundi (A Fortuna governa o mundo).               Por isso, um príncipe prudente não pode nem deve guardar a palavra dada quando isso se lhe torne prejudicial e quando as causas que o determinaram cessem de existir. MAQUIAVEL, N. “O príncipe”. Coleção os Pensadores. São Paulo: Abril Cultura, 1973, p. 79 - 80. Com base nas informações acima, assinale a alternativa que melhor interpreta o pensamento de Maquiavel.  

  28. 88

    UFU 2000

    A filosofia política de Thomas Hobbes combatia as tendências liberais de sua época. Hobbes sustentava que o poder resultante do pacto político deveria ser   I. ilimitado, julgando sobre o justo e o injusto, acima do bem e do mal e em que a alienação do súdito ao soberano deveria ser total. II. dividido entre o rei e o parlamento, superando as discórdias e disputas em favor do bem comum da coletividade. III. absoluto, podendo utilizar a força das armas para manter a soberania e o silêncio dos súditos. Assinale a alternativa correta.

  29. 89

    UFSJ 2004

    “O motivo que leva os homens a entrarem em sociedade é a preservação da propriedade; e o objetivo para o qual escolhem e autorizam um poder legislativo é tornar possível a existência de leis e regras estabelecidas como guarda e proteção às propriedades de todos os membros da sociedade, a fim de limitar o poder e moderar o domínio de cada parte e de cada membro da comunidade; pois não se poderá nunca supor seja vontade da sociedade que o legislativo possua o poder de destruir o que todos intentam assegurar-se entrando em sociedade e para o que o povo se submeteu a legisladores por ele mesmo criados. Sempre que os legisladores tentam tirar e destruir a propriedade do povo, ou reduzi-lo à escravidão sob poder arbitrário, entra em estado de guerra com ele, que fica assim absolvido de qualquer obediência mas, abandonado ao refúgio comum que Deus providenciou para todos os homens contra a força e violência. Sempre que, portanto, o legislativo transgredir esta regra fundamental da sociedade, e por ambição, temor, loucura ou corrupção, procurar apoderar-se ou entregar às mãos de terceiros, o poder absoluto sobre a vida, liberdade e propriedade do povo perde, por esta infração ao encargo, o poder que o povo lhe entregou para fins completamente diferentes, fazendo-o voltar ao povo, que tem o direito de retomar a liberdade originária e, pela instituição de novo legislativo, conforme achar conveniente, prover à própria segurança e garantia, o que constitui o objetivo da sociedade” (LOCKE, John. Segundo Tratado sobre o Governo. In: Os Pensadores. Tradução de E. Jacy Monteiro. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. p. 121) Analise as afirmativas abaixo: I) a presença da propriedade originou a organização da sociedade; II) o Poder Legislativo pode tirar e destruir a propriedade; III) o Legislativo perde o poder quando transgride as regras da sociedade; IV) o Poder Legislativo cria leis e regras para proteger as propriedades; V) o Poder Legislativo tem poder absoluto sobre a vida, liberdade e propriedade. Estão CORRETAS as afirmativas:

  30. 90

    UFU 2011

    Os filósofos contratualistas elaboraram suas teorias sobre os fundamentos ou origens do poder do Estado a partir de alguns conceitos fundamentais tais como, a soberania, o estado de natureza, o estado civil, o estado de guerra, o pacto social etc. Com base em seus conhecimentos e no texto abaixo, assinale a alternativa correta, segundo Hobbes.               [...] a condição dos homens fora da sociedade civil (condição esta que podemos adequadamente chamar de estado de natureza) nada mais é do que uma simples guerra de todos contra todos na qual todos os homens têm igual direito a todas as coisas; [...] e que todos os homens, tão cedo chegam a compreender essa odiosa condição, desejam [...] libertar-se de tal miséria. HOBBES, Thomas, Do Cidadão, Ed. Martins Fontes, 1992.

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