Exercícios de Ética

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  1. 1. UFSJ 2013
    Sobre “as qualidades úteis da mente”, descritas por David Hume, é CORRETO afirmar que 
  2. 2. UFSJ 2008
    “A ideia de que a ciência é livre de valores é mais bem (sic) entendida como uma combinação de alegações acerca de três aspectos-chave das práticas científicas”. Esses aspectos, segundo Lacey (2006), em A controvérsia sobre os transgênicos: questões científicas e éticas, são  
  3. 3. UFSM 2009
    Considerando o resultado indicado pelo estudo da Universidade do Kansas expresso em “Quer ter menos produção? Use transgênicos”, avalie as possíveis implicações decorrentes deste enunciado.   (     ) O enunciado indica uma preocupação bioética. (     ) O enunciado indica que o cultivo de cereais deve considerar a qualidade dos alimentos. (     ) O enunciado pressupões uma relação entre fins e meios.    Atribua V para cada afirmativa verdadeira e F  para cada afirmativa falsa, marcando a alternativa que representa a sequência correta.
  4. 4. UEL 2009
    Habermas questiona-se que se aquele que passa por intervenção genética em seu material biológico possa vir ratificar ou não, posteriormente, as modificações efetuadas pelos próprios pais- designers. Mas bastaria isso para viabilizar a utilização de tais procedimentos? De outra forma, com a disponibilidade dos óvulos fecundados com fins exclusivos para pesquisas, ou desde sua rejeição pelo DGPI, não haveria pessoa futura que pudesse assinar embaixo a favor das mudanças que lhe promoveriam os pais. VASCONCELLOS, D. Habermas: a dignidade humana e a eugenia liberal. Disponível em: https://www.puc-campinas.edu.br (acesso em 22/9/15). Jürgen Habermas levanta diversas questões acerca dos possíveis impactos da intervenção técnica na vida humana. A partir da questão levantada no texto, Habermas identifica que  
  5. 5. UEG 2008
    Para o personalismo ético de Maritain, a pessoa possui uma dignidade inviolável. Não pode ser escravizada, utilizada em experiências, prostituída etc. Nunca é “meio”, sempre fim dos procedimentos éticos. Ora, desde que o corpo se organiza no ventre materno, a forma humana (a alma) se mostra presente, e se pode dizer que o feto é uma pessoa, com todos os seus direitos, ainda que tenha defeitos graves. Mesmo vícios morais não cancelam a dignidade da pessoa.   Sobre o tema, Rubem Alves se posiciona no texto a seguir.   NÃO SEJAS DEMASIADO JUSTO   Essa encruzilhada simples entre o certo e o errado, entre o lado da vida e o da morte, só acontece nos textos de lógica. Era um debate sobre o aborto na TV. A questão não era "ser a favor" ou "contra o aborto". O que se buscava eram diretrizes éticas para se pensar sobre o assunto. Será que existe um princípio ético absoluto que proíba todos os tipos de aborto? Ou será que o aborto não pode ser pensado "em geral", tendo de ser pensado "caso a caso"? Por exemplo: um feto sem cérebro. É certo que ele morrerá ao nascer. Esse não seria um caso para se permitir o aborto, para poupar a mulher do sofrimento de gerar uma coisa morta por nove meses? Um dos debatedores era um teólogo católico. Como se sabe, a ética católica é a ética dos absolutos. Ela não discrimina abortos. Todos os abortos são iguais. Todos os abortos são assassinatos. Terminando o debate, o teólogo concluiu com esta afirmação: "Nós ficamos com a vida!" O mais contundente nessa afirmação está não naquilo que ela diz claramente, mas naquilo que ela diz sem dizer: "Nós ficamos com a vida. Os outros, que não concordam conosco, ficam com a morte..." Mas eu não concordo com a posição teológica da igreja – sou favorável, por razões de amor, ao aborto de um feto sem cérebro – e sustento que o princípio ético supremo é a reverência pela vida. Lembrei-me do filme a "Escolha de Sofia". Sofia, mãe com seus dois filhos, numa estação ferroviária da Alemanha nazista. Um trem aguardava aqueles que nele seriam embarcados para a morte nas câmaras de gás. O guarda que fazia a separação olha para Sofia e lhe diz: "Apenas um filho irá com você. O outro embarcará nesse trem..." E apontou para o trem da morte. Já me imaginei vivendo essa situação: meus dois filhos – como os amo –, eu os seguro pela mão, seus olhos nos meus. A alternativa à minha frente é: ou morre um ou morrem os dois. Tenho de tomar a decisão. Se eu me recusasse a decidir pela morte de um, alegando que eu fico com a vida, os dois seriam embarcados no trem da morte... Qual deles escolherei para morrer? Acho que a ética do teólogo católico não ajudaria Sofia. Você é médico, diretor de uma UTI que, naquele momento, está lotada, todos os leitos tomados, todos os recursos esgotados. Chega um acidentado grave que deve ser socorrido imediatamente para não morrer. Para aceitá-lo, um paciente deverá ser desligado das máquinas que o mantêm vivo. Qual seria a sua decisão? Qual princípio ético o ajudaria na sua decisão? Qualquer que fosse a sua decisão, por causa dela uma pessoa morreria. Lembro-me do incêndio do edifício Joelma. Na janela de um andar alto, via-se uma pessoa presa entre as chamas que se aproximavam e o vazio à sua frente. Em poucos minutos as chamas a transformariam numa fogueira. Para ela, o que significa dizer "eu fico com a vida"? Ela ficou com a vida: lançou-se para a morte. Ah! Como seria simples se as situações da vida pudessem ser assim colocadas com tanta simplicidade: de um lado a vida e do outro a morte. Se assim fosse, seria fácil optar pela vida. Mas essa encruzilhada simples entre o certo e o errado só acontece nos textos de lógica. O escritor sagrado tinha consciência das armadilhas da justiça em excesso e escreveu: "Não sejas demasiado justo porque te destruirás a ti mesmo..." ALVES, Rubem. Não sejas demasiado justo. Folha de S. Paulo. Disponível em: . Acesso em: 1º abr. 2008.   Comparando o enunciado da questão ao texto de Rubem Alves, é correto afirmar que este.   
  6. 6. UNCISAL 2012
    A bioética é uma ética aplicada que trata de conflitos e controvérsias morais no âmbito das Ciências da Vida e da Saúde, envolvendo valores e práticas. Suas reflexões abordam temas que atingem a vida de forma irreversível.   As opções a seguir apresentam temas tratados pela Bioética, exceto:
  7. 7. UNIOESTE 2009
    “O termo bioética foi, primeiramente, utilizado pelo médico norte-americano V. R. Potter no início da década de 1970. [...] Nos últimos trinta anos, a bioética cresceu rapidamente como área de conhecimento e tornou-se particularmente importante nas ciências relacionadas com a vida humana, tais como a medicina, a enfermagem, a biologia, o direito etc., apesar de ser um objeto de estudo interdisciplinar e ter ocupado também lugar central na filosofia moral”. (D. Dall'Agnol) Em acordo com o texto, identifica-se que a bioética parte do pressuposto de que     
  8. 8. UNCISAL 2011
    “Recentes avanços nas pesquisas com células-tronco embrionárias têm proporcionado grande entusiasmo aos pesquisadores quanto à perspectiva de sucesso no tratamento de algumas enfermidades, a exemplo da doença de Parkinson, doença de Alzheimer e do diabetes melitus tipo 1. Simultaneamente, resultados promissores nesse campo da área biomédica também têm concorrido para proporcionar acirrados debates éticos, sempre presentes quando do advento de novas tecnologias. O principal desafio ético no tocante à obtenção das células-tronco embrionárias para uso terapêutico cinge-se à origem delas. De onde obtê-las? De material procedente de abortos? De pré-embriões criopreservados? O estatuto do embrião é o mesmo, seja no útero, seja in vitro? Qualquer que seja a fonte, inicia-se sempre a discussão ética sobre o estatuto moral do embrião. Indaga-se: qual o grau de respeito que se deve ter para com o embrião?” (http://www.portalbioetica.com.br/adm/artigos/celulastronco_sergio.pdf. Adaptado)   Acerca das pesquisas com células-tronco embrionárias, pode-se afirmar que  
  9. 9. ENEM PPL 2011
    “Não à liberdade para os inimigos da liberdade”, dizia Saint-Just. Isso significa dizer: não à tolerância para os intolerantes.   Héritier, F. O eu, o outro e a tolerância. In: Héritier, F.; CHANGEUX, J. P. (orgs.). Uma ética para quantos? São Paulo: Edusc, 1999 (fragmento).   A contemporaneidade abriga conflitos éticos e políticos, dos quais o racismo, a discriminação sexual e a intolerância religiosa são exemplos históricos. Com base no texto, qual é a principal contribuição da Ética para a estruturação política da sociedade contemporânea?
  10. 10. UEL 2010
    Só a vontade geral pode dirigir as forças do Estado de acordo com a finalidade de sua instituição, que é o bem comum, porque, se a oposição dos interesses particulares tornou necessário o estabelecimento das sociedades, foi o acordo desses mesmos interesses que o possibilitou. O que existe de comum nesses vários interesses forma o liame social e, se não houvesse um ponto em que todos os interesses concordassem, nenhuma sociedade poderia existir. Ora, somente com base nesse interesse comum é que a sociedade deve ser governada. ROUSSEAU, J.-J. Do contrato social. 5. edição. São Paulo: Nova Cultural, 1991, p.43.   Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) foi um importante filósofo suíço que, em seu tempo, se envolveu em diversas polêmicas devido a suas críticas sociais. Ele afirmava, entre outras coisas, que as instituições educativas corrompem o homem e tiram-lhe a liberdade. Em acordo com o texto, pode-se inferir que a sociedade funciona, segundo Rousseau, na medida em que
  11. 11. UFMA 2006
    Segundo Nicolau Maquiavel, aquilo que do ponto de vista da moral pode ser considerado um bem, no âmbito da política pode converter-se em um mal e vice-versa, pois o que qualifica a boa e a má ação na política é o êxito ou não da ação no trato com a circunstância. Baseado nessa premissa, é correto afirmar:
  12. 12. UEL 2007
    Deveis saber, portanto, que existem duas formas de se combater: uma, pelas leis, outra, pela força. A primeira é própria do homem; a segunda, dos animais. [...] Ao príncipe torna-se necessário, porém, saber empregar convenientemente o animal e o homem. [...] Sendo, portanto, um príncipe obrigado a bem servir-se da natureza da besta, deve dela tirar as qualidades da raposa e do leão, pois este não tem defesa alguma contra os laços, e a raposa, contra os lobos. Precisa, pois, ser raposa para conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos. Os que se fizerem unicamente de leões não serão bem-sucedidos. Por isso, um príncipe prudente não pode nem deve guardar a palavra dada quando isso se lhe torne prejudicial e quando as causas que o determinaram cessem de existir. Fonte: MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Tradução de Lívio Xavier. São Paulo: Nova Cultural, 1993, cap, XVIII, p.101-102.   Com base no texto e nos conhecimentos sobre O Príncipe de Maquiavel, assinale a alternativa correta:
  13. 13. UEMA 2015
    Para Thomas Hobbes, os seres humanos são livres em seu estado natural, competindo e lutando entre si, por terem relativamente a mesma força. Nesse estado, o conflito se perpetua através de gerações, criando um ambiente de tensão e medo permanente. Para esse filósofo, a criação de uma sociedade submetida à Lei, na qual os seres humanos vivam em paz e deixem de guerrear entre si, pressupõe que todos renunciem à sua liberdade original. Nessa sociedade, a liberdade individual é delegada a um só dos homens que detém o poder inquestionável, o soberano. Fonte: MALMESBURY, Thomas Hobbes de. Leviatã ou matéria, forma e poder de um estado eclesiástico e civil. Trad. João Paulo Monteiro; Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Editora NOVA Cultural, 1997.   A teoria política de Thomas Hobbes teve papel fundamental na construção dos sistemas políticos contemporâneos que consolidou a (o)  
  14. 14. ENEM PPL 2011
    Parece-me bastante significativo que a questão muito discutida sobre se o homem deve ser “ajustado” à máquina ou se a máquina deve ser ajustada à natureza do homem nunca tenha sido levantada a respeito dos meros instrumentos e ferramentas. E a razão disto é que todas as ferramentas da manufatura permanecem a serviço da mão, ao passo que as máquinas realmente exigem que o trabalhador as sirva, ajuste o ritmo natural do seu corpo ao movimento mecânico delas.   ARENDT, H. Trabalho, Obra e Ação. In: Cadernos de Ética e Filosofia Política 7. São Paulo: EdUSP, 2005 (fragmento).   Com base no texto, as principais consequências da substituição da ferramenta manual pela máquina são
  15. 15. UEL 2010
    Leia o texto de Maquiavel a seguir: [Todo príncipe prudente deve] não só remediar o presente, mas prever os casos futuros e preveni-los com toda a perícia, de forma que se lhes possa facilmente levar corretivo, e não deixar que se aproximem os acontecimentos, pois deste modo o remédio não chega a tempo, tendo-se tornado incurável a moléstia. [...] Assim se dá com o Estado: conhecendo-se os males com antecedência, o que não é dado senão aos homens prudentes, rapidamente são curados [...] (MAQUIAVEL, N. O Príncipe: Escritos políticos. São Paulo: Nova cultural, 1991, p.12.)   Nas ações de todos os homens, máxime dos príncipes, onde não há tribunal para recorrer, o que importa é o êxito bom ou mau. Procure, pois, um príncipe, vencer e conservar o Estado. Os meios que empregar serão sempre julgados honrosos e louvados por todos, porque o vulgo é levado pelas aparências e pelos resultados dos fatos consumados. (MAQUIAVEL, N. O Príncipe: Escritos políticos. São Paulo: Nova cultural, 1991, p.75.)   Com base nos textos e nos conhecimentos sobre o pensamento de Maquiavel acerca da polaridade entre virtú e fortuna na ação política e suas implicações na moralidade pública, considere as afirmativas a seguir:   I. A virtú refere-se à capacidade do príncipe de agir com astúcia e força em meio à fortuna, isto é, à contingência e ao acaso nas quais a política está imersa, com a finalidade de alcançar êxito em seus objetivos. II. A fortuna manifesta o destino inexorável dos homens e o caráter imutável de todas as coisas, de modo que a virtú do príncipe consiste em agir consoante a finalidade do Estado ideal: a felicidade dos súditos. III. A virtú implica a adesão sincera do governante a um conjunto de valores morais elevados, como a piedade cristã e a humildade, para que tenha êxito na sua ação política diante da fortuna. IV. O exercício da virtú diante da fortuna constitui a lógica da ação política orientada para a conquista e a manutenção do poder e manifesta a autonomia dos fins políticos em relação à moral preestabelecida.
  16. 16. UEL 2011
    Certamente, a brusca mudança de direção que encontramos nas reflexões de Maquiavel, em comparação com os humanistas anteriores, explica-se em larga medida pela nova realidade política que se criara em Florença e na Itália, mas também pressupõe uma grande crise de valores morais que começava a grassar. Ela não apenas constatava a divisão entre “ser” e “dever ser”, mas também elevava essa divisão a princípio e a colocava como base da nova visão dos fatos políticos. REALE, G.; ANTISERI, D. História da Filosofia. São Paulo: Paulinas, 1990. V. II, p. 127.   Em acordo com o texto, temos entre as contribuições de Maquiavel à Filosofia Política:
  17. 17. UFU 2009
    Maquiavel esteve empenhado na renovação da política em um período ainda dominado pela teologia cristã com os seus valores que atribuíam ao poder divino a responsabilidade sobre os propósitos humanos. Em sua obra mestra, O príncipe, escreveu: “Deus não quer fazer tudo, para não nos tolher o livre arbítrio e parte da glória que nos cabe”. MAQUIAVEL, N. O príncipe. Tradução Lívio Xavier. São Paulo: Nova Cultural, 1987. Coleção Os Pensadores. p. 108.   Assinale a alternativa que fundamenta essa afirmação de Maquiavel.  
  18. 18. UFU 2008
    Leia o texto abaixo. Deixando de lado as discussões sobre governos e governantes ideais, Maquiavel se preocuparia em saber como os homens governam de fato, quais os limites do uso da violência para conquistar e conservar o poder, como instaurar um governo estável, etc. CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. São Paulo: Ática, 2006. p. 200.   Marque a alternativa que descreve corretamente o objetivo de Maquiavel.
  19. 19. UEL 2011
    A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consiste numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática.  Aristóteles. Ética a Nicômaco. Trad. de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Livro II, p. 273.   Em sua "Ética a Nicômaco", Aristóteles nos apresenta um modelo de ética baseado no desenvolvimento de certas capacidades do indivíduo para a obtenção da eudaimonia (felicidade). Com base no trecho acima citado, pode-se concluir que as virtudes éticas, para Aristóteles,
  20. 20. ENEM 2010
    O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo. MAQUIAVEL, N. O Príncipe. São Paulo: Martin Claret, 2009. No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, reflexão sobre a Monarquia e a função do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na
  21. 21. ENEM 2010
    A ética precisa ser compreendida como um empreendimento coletivo a ser constantemente retomado e rediscutido, porque é produto da relação interpessoal e social. A ética supõe ainda que cada grupo social se organize sentindo-se responsável por todos e que crie condições para o exercício de um pensar e agir autônomos. A relação entre ética e política é também uma questão de educação e luta pela soberania dos povos. É necessária uma ética renovada, que se construa a partir da natureza dos valores sociais para organizar também uma nova prática política. CORDI et al. Para filosofar. São Paulo: Scipione, 2007 (adaptado).   O século XX teve de repensar a ética para enfrentar novos problemas oriundos de diferentes crises sociais, conflitos ideológicos e contradições da realidade. Sob esse enfoque e a partir do texto, a ética pode ser compreendida como
  22. 22. ENEM 2010
    Na ética contemporânea, o sujeito não é mais um sujeito substancial, soberano e absolutamente livre, nem um sujeito empírico puramente natural. Ele é simultaneamente os dois, na medida em que é um sujeito histórico-social. Assim, a ética adquire um dimensionamento político, uma vez que a ação do sujeito não pode mais ser vista e avaliada fora da relação social coletiva. Desse modo, a ética se entrelaça, necessariamente, com a política, entendida esta como a área de avaliação dos valores que atravessam as relações sociais e que interliga os indivíduos entre si. SEVERINO. A. J. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1992 (adaptado).   O texto, ao evocar a dimensão histórica do processo de formação da ética na sociedade contemporânea, ressalta
  23. 23. ENEM 2011
    Embora o Brasil seja signatário das convenções e tratados internacionais contra a tortura e tenha incorporado em seu ordenamento jurídico uma lei tipificando o crime, ele continua a ocorrer em larga escala. Mesmo que a lei que tipifica a tortura esteja vigente desde 1997, até o ano 2000 não se conhece nenhum caso de condenação de torturadores julgado em última instância, embora tenham sido registrados nesse período centenas de casos, além de numerosos outros presumíveis mas não registrados. Disponível em: http://www.dhnet.org.br. Acesso em: 16 jun 2010 (adaptado).   O texto destaca a questão da tortura no país, apontando que
  24. 24. UNESP 2013
    Texto 1 Sobre o estupro coletivo de uma estudante de 23 anos em Nova Déli, o advogado que defende os suspeitos declarou: “Até o momento eu não vi um único exemplo de estupro de uma mulher respeitável”. Sobre esta declaração, o advogado garantiu que não tentou difamar a vítima. “Eu só disse que as mulheres são respeitadas na Índia, sejam mães, irmãs, amigas, mas diga-me que país respeita uma prostituta?!” (Advogado de acusados de estupro na Índia denuncia confissão forçada. http://noticias.uol.com.br. Adaptado.)   Texto 2 Na Índia, a violência contra as mulheres tomou uma nova e mais perversa forma, a partir do cruzamento de duas linhas: as estruturas patriarcais tradicionais e as estruturas capitalistas emergentes. Precisamos pensar nas relações entre a violência do sistema econômico e a violência contra as mulheres. (Vandana Shiva, filósofa indiana. No continuum da violência. O Estado de S.Paulo, 12.01.2013. Adaptado.)    Os textos referem-se ao fato ocorrido na Índia em dezembro de 2012. Pela leitura atenta dos textos, conclui-se que: 
  25. 25. UEL 2015
    As leis morais juntamente com seus princípios não só se distinguem essencialmente, em todo o conhecimento prático, de tudo o mais onde haja um elemento empírico qualquer, mas toda a Filosofia moral repousa inteiramente sobre a sua parte pura e, aplicada ao homem, não toma emprestado o mínimo que seja ao conhecimento do mesmo (Antropologia). KANT, I. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Trad. de Guido A. de Almeida. São Paulo: Discurso Editorial, 2009. p.73. Immanuel Kant (1724-1804) tem como um dos focos de suas investigações a fundamentação da esfera ética da vida humana, de forma a esclarecer os conceitos de liberdade e autonomia. Podemos concluir, em acordo com o texto, que para a ética kantiana:
  26. 26. ENEM 2014
    Panayiotis Zavos “quebrou” o último tabu da clonagem humana – transferiu embriões para o útero de mulheres, que os gerariam. Esse procedimento é crime em inúmeros países. Aparentemente, o médico possuía um laboratório secreto, no qual fazia seus experimentos. “Não tenho nenhuma dúvida de que uma criança clonada irá aparecer em breve. Posso não ser eu o médico que irá criá-la, mas vai acontecer”, declarou Zavos. “Se nos esforçarmos, podemos ter um bebê clonado daqui a um ano, ou dois, mas não sei se é o caso. Não sofremos pressão para entregar um bebê clonado ao mundo. Sofremos pressão para entregar um bebê clonado saudável ao mundo”. CONNOR, S. Disponível em: www.independent.co.uk. Acesso em: 14 ago. 2012 (adaptado). A clonagem humana é um importante assunto de reflexão no campo de bioética, que, entre outras questões, dedica-se a 
  27. 27. UFU 2010
    Leia com atenção o texto abaixo. A finalidade da política não é, como diziam os pensadores gregos, romanos e cristãos, a justiça e o bem comum, mas, como sempre souberam os políticos, a tomada e manutenção do poder. O verdadeiro príncipe é aquele que sabe tomar e conservar o poder [...]. (CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2000, p. 396.)   A respeito das qualidades necessárias ao príncipe maquiaveliano, é correto afirmar:
  28. 28. UFU 2007
    Maquiavel escreveu: “é necessário a um príncipe que o povo lhe vote amizade; do contrário, fracassará nas adversidades”. (MAQUIAVEL. O Príncipe. Trad. de Lívio Teixeira. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 41)   Para Maquiavel, esta máxima deve ser observada para a manutenção do poder e a estabilidade do Estado. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a posição de Maquiavel para atingir este preceito.
  29. 29. UFU 2004
    Antonio Gramsci, filósofo político do século passado, proferiu o seguinte comentário a respeito de Maquiavel:   “Maquiavel não é um mero cientista; ele é um homem de participação, de paixões poderosas, um político prático, que pretende criar novas relações de força e que por isso mesmo não pode deixar de se ocupar com o ‘deve ser’, que não deve ser entendido em sentido moralista. Assim, a questão não deve ser colocada nestes termos, é mais complexa: trata-se de considerar se o ‘dever ser’ é um ato arbitrário ou necessário, é vontade concreta, ou veleidade, desejo, sonho. O político em ação é um criador, um suscitador; mas não cria do nada, nem se move no vazio túrbido dos seus desejos e sonhos. Baseia-se na realidade factual.”   Considerando o texto de Gramsci, marque a alternativa correta.
  30. 30. UEL 2012
    O desenvolvimento não é um mecanismo cego que age por si. O padrão de progresso dominante descreve a trajetória da sociedade contemporânea em busca dos fins tidos como desejáveis, fins que os modelos de produção e de consumo expressam. É preciso, portanto, rediscutir os sentidos. Nos marcos do que se entende predominantemente por desenvolvimento, aceita-se rever as quantidades (menos energia, menos água, mais eficiência, mais tecnologia), mas pouco as qualidades: que desenvolvimento, para que e para quem? (LEROY, Jean Pierre. Encruzilhadas do Desenvolvimento. O Impacto sobre o meio ambiente. Le Monde Diplomatique Brasil. jul. 2008, p.9.)    Tendo como referência a relação entre desenvolvimento e progresso presente no texto, é correto afirmar que, em Kant, tal relação, contida no conceito de Aufklärung (Esclarecimento), expressa: 
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