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Exercícios de Pensamento Científico na Filosofia Contemporânea

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  1. 1. UNICENTRO 2010
    Consideremos o campo da epistemologia contemporânea; sob esse aspecto, podemos afirmar que a posição de Thomas Kuhn (1922-1996), em relação à ciência, se contrapôs à concepção científica de Karl Popper (1902-1994)? Assinale a alternativa correta.
  2. 2. UNICENTRO 2012
    Leia o texto a seguir. Deve ser tomado como critério de demarcação, não a verificabilidade, mas a falseabilidade de um sistema. Em outras palavras, não exigirei que um sistema científico seja suscetível de ser dado como válido, de uma vez por todas, em sentido positivo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo através de recursos a provas empíricas, em sentido negativo: deve ser possível refutar, pela experiência, um sistema científico empírico. (POPPER, K. A Lógica da Pesquisa Científica. São Paulo: Cultrix, 1972. p.42.) Em relação a essas afirmações sobre o caráter da ciência empírica, considere as afirmativas a seguir. I. A validade de um enunciado científico nunca é definitiva. II. O enunciado “Choverá ou não choverá aqui, amanhã” não será considerado empírico. III. O enunciado “Choverá aqui, amanhã” será considerado empírico. IV. Um enunciado só será considerado científico se for constituído de tal modo que resista a todas as provas empíricas. Assinale a alternativa correta.
  3. 3. UEL 2011
     Leia o texto a seguir.   [...] não exigirei que um sistema científico seja suscetível de ser dado como válido, de uma vez por todas, em sentido positivo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo através de recurso a provas empíricas em sentido negativo [...].   (POPPER, K. A lógica da pesquisa científica. Trad. L. Hegenberg e O. S. da Mota. São Paulo: Cultrix, 1972. p. 42.)   Assinale a alternativa que corresponde ao critério de avaliação das teorias científicas empregado por Popper. 
  4. 4. UNIOESTE 2012
    “Kuhn sustenta que a ciência progride quando os cientistas são treinados numa tradição intelectual comum e usam essa tradição para resolver os problemas que ela suscita. Kuhn vê a história de uma ciência ‘madura’ como sendo, essencialmente, uma sucessão de tradições, cada uma das quais com sua própria teoria e seus próprios métodos de pesquisa, cada um guiando uma comunidade de cientistas durante um certo período de tempo e sendo finalmente abandonada. Kuhn começou por chamar às ideias de uma tradição científica um ‘paradigma’ [...] O paradigma, como um todo, determina que problemas são investigados, que dados são considerados pertinentes, que técnicas de investigação são usadas e que tipos de solução se admitem. [...] Revoluções, como as de Copérnico, Newton, Darwin e Einstein não são frequentes, diz Kuhn, e são deflagradas por crises. Uma crise ocorre quando os cientistas são incapazes de resolver muitos problemas de longa data com que o paradigma se defronta”. Kneller Considerando o texto acima e as ideias de Kuhn sobre a atividade científica, seguem as afirmativas abaixo: I. O paradigma determina o que uma comunidade científica pode investigar, quais os métodos e as soluções possíveis. II. A história da ciência mostra uma sucessão de rupturas ou revoluções, ou seja, mudanças de paradigmas e não um processo progressivo linear contínuo do conhecimento científico. III. Um paradigma entra em crise e pode ser substituído por outro quando ele não permite mais a solução de problemas considerados importantes pela comunidade científica. IV. A história da ciência não tem nenhuma importância para a investigação da atividade científica, pois a ciência não é condicionada, de forma alguma, por seu contexto histórico. V. O progresso científico ocorre dentro de uma tradição enquanto o paradigma permitir que os problemas considerados importantes sejam resolvidos (ciência normal). Das afirmativas feitas acima
  5. 5. UNIMONTES 2013
    A doutrina positivista, cujo principal representante foi o francês Augusto Comte (1798 -1857), nasceu em um ambiente cientificista. Em sua obra Curso de Filosofia Positiva, propôs-se a examinar como ocorreu o desenvolvimento da inteligência humana desde os primórdios, a fim de dar as diretrizes de como seria melhor pensar o progresso da ciência. Para Comte, o termo “positivo” designa
  6. 6. UFSJ 2004
    Considere o seguinte trecho. “A Criatividade é a aptidão de criar ao mesmo tempo o problema e sua solução, em todo caso a de cerrar formas constituídas de elementos disparatados, fragmentos de pensamento, átomos de raciocínio, que denominaremos: Semantemas. Aqui retomamos o quadro da teoria da Informação definindo a Criatividade como: a aptidão particular do espírito no sentido de rearranjar os elementos do ‘Campo de consciência’ de um modo original e suscetível de permitir operações em um ‘campo fenomenal’ qualquer”. (MOLES, Abraham A. A criação científica. São Paulo: Perspectiva, 1998. p. 59) De acordo com o texto,
  7. 7. UFSJ 2004
    Na formação do espírito científico, o primeiro obstáculo é experiência primeira, a experiência colocada antes e acima da crítica – crítica esta que é, necessariamente, elemento integrante do espírito científico. Já que a crítica não pode intervir de modo explícito, a experiência primeira não constitui, de forma alguma, uma base segura. Vamos fornecer inúmeras provas da fragilidade dos conhecimentos primeiros, mas desejamos, desde já, mostrar nossa nítida oposição a essa filosofia fácil que se apóia no sensualismo mais ou menos declarado, mais ou menos romanceado, e que afirma receber suas lições diretamente do dado claro, nítido, seguro, constante, sempre ao alcance do espírito totalmente aberto. Eis, portanto, a tese filosófica que vamos sustentar: o espírito científico deve formar-se contra a natureza, contra o que é, em nós e fora de nós, o impulso e a informação da Natureza, contra o arrebatamento natural, contra o fato colorido e corriqueiro. O espírito científico deve formar-se enquanto se reforma”. (BACHELAR, Gaston. A Formação do espírito científico. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. p. 29) De acordo com o texto, na formação do espírito científico,
  8. 8. UFSJ 2006
    "A concepção de que o cérebro é a sede da consciência, mas que seus estados conscientes não são meros estados físicos, é chamada de teoria do aspecto dual. É assim chamada porque, quando você morde uma barra de chocolate, produz-se no cérebro um estado ou processo com dois aspectos:" (NAGEL, Thomas. O problema mentecorpo. In. Uma breve Introdução à Filosofia. Cap. 4. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 34).   Segundo Nagel, a experiência de saborear um chocolate
  9. 9. UFSJ 2006
    "A concepção de que o cérebro é a sede da consciência, mas que seus estados conscientes não são meros estados físicos, é chamada de teoria do aspecto dual. É assim chamada porque, quando você morde uma barra de chocolate, produz-se no cérebro um estado ou processo com dois aspectos:" (NAGEL, Thomas. O problema mentecorpo. In. Uma breve Introdução à Filosofia. Cap. 4. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 34). Os dois aspectos envolvidos nesse texto são:
  10. 10. UFSJ 2006
    "Todos sabem que o que acontece na consciência depende do que acontece ao corpo. Se você der uma topada com o dedo do pé, ele irá doer. Se você fechar os olhos, não poderá ver o que há na sua frente. Se morder uma barra de chocolate, sentirá o sabor do chocolate. Se alguém der uma pancada na sua cabeça, você poderá desmaiar". (NAGEL, Thomas. O problema mente-corpo. In. Uma breve Introdução à Filosofia. Cap. 4. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 27). Considerando o trecho acima, é CORRETO afirmar que
  11. 11. UFSJ 2006
    "A concepção de que o cérebro é a sede da consciência, mas que seus estados conscientes não são meros estados físicos, é chamada de teoria do aspecto dual. É assim chamada porque, quando você morde uma barra de chocolate, produz-se no cérebro um estado ou processo com dois aspectos:" (NAGEL, Thomas. O problema mentecorpo. In. Uma breve Introdução à Filosofia. Cap. 4. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 34).   Segundo Nagel, na opinião dos fisicalistas I. as pessoas são matéria física e seus estados de espírito são estados físicos cerebrais. II. há uma teoria específica sobre qual processo cerebral pode ser identificado com a experiência de saborear chocolate. III. só existe o mundo físico da realidade objetiva que pode ser estudado pela ciência. IV. só existe o mundo mental da realidade subjetiva que pode ser estudado pela ciência. V. a vida mental consiste em processos físicos que se desenvolvem no cérebro. Dentre as afirmações acima, estão CORRETAS apenas
  12. 12. UFSJ 2013
    O Círculo de Viena foi um importante marco para a filosofia e, exemplarmente, propôs que,
  13. 13. UEL 2005
    Só há ciência onde a discussão é possível, e só pode haver discussão entre mim e outra pessoa na medida em que eu estou em condições de esclarecer, com suficiente exatidão, o significado das expressões que uso e meu interlocutor possa, também, explicar-me o significado das palavras por ele empregadas. STEGMÜLLER, Wolfang. A filosofia contemporânea. Trad. de Nelson Gomes. São Paulo: EPU/ EDUSP, 1977. p. 283.   De acordo com o texto:
  14. 14. UNICENTRO 2010
    “(...) a ciência tem mais que um simples valor de sobrevivência biológica. Ela não é apenas um instrumento útil. Embora não possa atingir a verdade nem a probabilidade, o esforço pelo conhecimento e a procura pela verdade ainda são os motivos mais fortes da descoberta científica. Não sabemos, podemos apenas conjecturar. E nossas conjecturas são guiadas pela fé não-científica, metafísica (embora explicável biologicamente), nas leis ou regularidades que podemos desvendar – descobrir” (POPPER, Karl. A Lógica da pesquisa científica, in CHAUÍ (org.), Primeira Filosofia. São Paulo: Brasiliense, 1987 – p. 213-214).   De acordo com o enunciado, e com seus conhecimentos sobre o tema, qual das alternativas abaixo caracteriza a ciência contemporânea para Karl Popper (1902-1994)?
  15. 15. UNICENTRO 2009
    Analise as afirmativas, marcando com V as verdadeiras e com F, as falsas. O conhecimento científico é um tipo de conhecimento ( ) assistemático. ( ) ambíguo e não rigoroso. ( ) que aspira à objetividade. ( ) que difere do senso comum. ( ) que tem suas bases na investigação sistemática. Após análise dessas afirmativas, a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo, é a
  16. 16. UNIMONTES 2015
    O que distingue a atitude científica da atitude costumeira ou do senso comum? Antes de mais nada, a ciência desconfia da veracidade de nossas certezas, de nossa adesão imediata às coisas, da ausência de crítica e da falta de curiosidade. A ciência é uma forma sistemática e organizada do pensamento humano. Com relação à ciência, é INCORRETO afirmar:
  17. 17. UNICENTRO 2011
    Há muitos modos de conhecer o mundo, que dependem da postura do sujeito frente ao objeto de conhecimento, como o mito, o senso comum, a ciência, a filosofia, entre outros.   Sobre eles, identifique com V as afirmativas verdadeiras e, com F, as falsas.   ( ) O mito proporciona um conhecimento mágico. ( ) O senso comum ou conhecimento espontâneo é a primeira compreensão do mundo, resultante da herança do grupo a que se pertence. ( ) A ciência é a única forma de se adquirir conhecimento. ( ) A filosofia se propõe a oferecer um tipo de conhecimento que busca, com todo rigor, a origem dos problemas, relacionadoos a outros aspectos da vida humana, numa abordagem globalizante.   A alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo, é a
  18. 18. UEL 2003
    “Para concluir, acho que só há um caminho para a ciência – ou para a filosofia: encontrar um problema, ver a sua beleza e apaixonarmo-nos por ele; casarmo-nos com ele, até que a morte nos separe – a não ser que encontremos outro problema ainda mais fascinante, ou a não ser que obtenhamos uma solução. Mas ainda que encontremos uma solução, poderemos descobrir, para nossa satisfação, a existência de toda uma família de encantadores, se bem que talvez difíceis, problemas filhos, para cujo bem-estar poderemos trabalhar, com uma finalidade em vista, até ao fim dos nossos dias.” (POPPER, Karl. O Realismo e o objetivo da ciência. Trad. de Nuno Ferreira da Fonseca. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1997. p. 42.)   Com base no texto e nos conhecimentos sobre epistemologia, assinale a alternativa correta.
  19. 19. UNICENTRO 2015
    Leia o texto a seguir.   O cientista nunca dialoga com a natureza pura, mas com certo estado de relação entre a natureza e a cultura, definível pelo período da história no qual ele vive, sua civilização, os recursos materiais dos quais ele dispõe. (LÉVI-STRAUSS, C. apud CHRÉTIEN, C. A Ciência em Ação: mitos e limites. Campinas: Papirus, 1994. p.44.)   Sobre essa afirmação de Lévi-Strauss, assinale a alternativa correta.
  20. 20. UNESP 2013
    Encontrar explicações convincentes para a origem e a evolução da vida sempre foi uma obsessão para os cientistas. A competição constante, embora muitas vezes silenciosa, entre os indivíduos, teria preservado as melhores linhagens, afirmava Charles Darwin. Assim, um ser vivo com uma mutação favorável para a sobrevivência da espécie teria mais chances de sobreviver e espalhar essa característica para as futuras gerações. Ao fim, sobreviveriam os mais fortes, como interpretou o filósofo Herbert Spencer. Um século e meio depois, um biólogo americano agita a comunidade científica internacional ao ousar complementar a teoria da seleção darwinista. Segundo Edward Wilson, da Universidade de Harvard, o processo evolutivo é mais bem-sucedido em sociedades nas quais os indivíduos colaboram uns com os outros para um objetivo comum. Assim, grupos de pessoas, empresas e até países que agem pensando em benefício dos outros e de forma coletiva alcançam mais sucesso, segundo o americano. (Rachel Costa. O poder da generosidade. IstoÉ, 11.05.2012. Adaptado.)   Embora divergentes no que se refere aos fatores que explicam a evolução da espécie humana, ambas as teorias, de Darwin e de Wilson, apresentam como ponto comum a concepção de que
  21. 21. UPE 2012
    Um dos períodos mais marcantes e significativos de crise de paradigmas é exatamente a revolução científica dos séculos XVI-XVII, que pode ser considerada um dos principais fatores desencadeantes do pensamento da Modernidade. Um dos grandes problemas do início da Modernidade é, assim, estabelecer os fundamentos dessa nova Ciência, de justificá-la como o verdadeiro modelo explicativo do real em oposição ao anterior (MARCONDES, Danilo. A Crise de Paradigmas e o Surgimento da Modernidade, 1994, p. 16).   Com relação a esse assunto, analise os itens abaixo:   I. A crise de paradigmas se opõe ao que se chama de ciência normal, períodos de estabilidade em que há uma aceitação generalizada de determinados modelos teóricos explicativos. II. A nova ciência, que hoje se constitui, pode ser ilustrada pelo modelo heliocêntrico de sistema solar, formulado por Nicolau Copérnico, aliado ao modelo geocêntrico do cosmo. III. A modernidade se caracteriza por uma ruptura com a tradição que leva à busca do sujeito pensante, de um novo ponto de partida alternativo para a construção e a justificação do conhecimento. IV. O paradigma newtoniano cartesiano se caracterizou como um erro histórico, como uma trajetória necessária no processo evolutivo do pensamento humano, na Antiguidade. V. Aliada ao pensamento cartesiano, a influência da proposição de Isaac Newton foi significativa na ciência moderna, propondo a mais completa sistematização matemática da concepção mecanicista da natureza.   Assinale a alternativa que contém os itens CORRETOS.
  22. 22. UNIMONTES 2012
    A Revolução Industrial, no século XVIII, expressão do poder da burguesia em expansão, demonstrou a eficácia do novo saber inaugurado pela ciência moderna. A ciência e a técnica tornam-se aliadas, provocando modificações jamais vistas no ambiente humano. A exaltação desse novo saber e novo poder leva à concepção denominada de cientificismo. Das alternativas abaixo sobre a perspectiva cientificista, marque a INCORRETA.
  23. 23. UFMA 2008
    Sobre o conhecimento científico, é correto afirmar.   I. É infalível. II. É objetivo e busca conhecer através de uma relação de causa e efeito. III. É preditivo, ou seja, permite prever novos fatos ou fenômenos. IV. É transcendente aos fatos, isto é, observa manipula- os e os transcende, através de novas hipóteses, teorias e experimentações.   Das afirmações acima, pode-se concluir:
  24. 24. UNESP 2013
    Por que as pessoas fazem o bem? A bondade está programada no nosso cérebro ou se desenvolve com a experiência? O psicólogo Dacher Keltner, diretor do Laboratório de Interações Sociais da Universidade da Califórnia, em Berkeley, investiga essas questões por vários ângulos e apresenta resultados surpreendentes.   Keltner – O nervo vago é um feixe neural que se origina no topo da espinha dorsal. Quando ativo, produz uma sensação de expansão confortável no tórax, como quando estamos emocionados com a bondade de alguém ou ouvimos uma bela música. Pessoas com alta ativação dessa região cerebral são mais propensas a desenvolver compaixão, gratidão, amor e felicidade.   Mente & Cérebro – O que esse tipo de ciência o faz pensar?   Keltner – Ela me traz esperanças para o futuro. Que nossa cultura se torne menos materialista e privilegie satisfações sociais como diversão, toque, felicidade que, do ponto de vista evolucionário, são as fontes mais antigas de prazer. Vejo essa nova ciência em quase todas as áreas da vida. Ensina-se meditação em prisões e em centros de detenção de menores. Executivos aprendem que inteligência emocional e bom relacionamento podem fazer uma empresa prosperar mais do que se ela for focada apenas em lucros. (www.mentecerebro.com.br. Adaptado.)     De acordo com a abordagem do cientista entrevistado, as virtudes morais e sentimentos agradáveis
  25. 25. UNICENTRO 2014
    Um dos objetos, ou problema de estudo da filosofia contemporânea, consiste na reflexão em torno dos conhecimentos de natureza científica. Aliás, a desestabilização de certas verdades consonantes a este domínio no final do século XIX, bem como no desenrolar do século XX, trouxe a exigência de que a filosofia da ciência fizesse uma revisão da concepção de ciência e de sua metodologia.   Com base nessa afirmação, relacione os pensadores que abordaram filosoficamente a ciência, na coluna superior, com suas contribuições teóricas no âmbito da filosofia da ciência, na coluna inferior.   (I) Gaston Bachelard (1884-1962) (II) Rudolf Carnap (1891-1970) (III) Karl Popper (1902-1994) (IV) Paul Feyerabend (1924-1994) (V) Thomas Kuhn (1922-1996)   (A) Afirma que um cientista deve ter como preocupação a refutação de sua teoria através da experiência empírica. A existência de refutações de caráter empírico é o que faz com que uma teoria se corrobore. Além disso, rejeitou a metafísica, e foi um crítico do marxismo e da psicanálise dizendo que eram pseudociências. (B) Critica a racionalidade científica e recusa a ideia de que existeum método científico comprovado. A ciência, em sua visão, sempre recorreu a argumentos especiais para fazer valer suas intuições pouco fundadas e é justamente isto que demonstra, através da beleza de suas invenções e do progresso científico, a sua história real. (C) Defende com o grupo de estudiosos do Círculo de Viena que o saber científico deve estar esvaziado de conceitos insignificantes, bem como dos falsos problemas metafísicos, submetendose ao critério da verificabilidade. Por esta via, os critérios de verdade de uma teoria só podem ser explicados empiricamente e não comportando o a priori. (D) Define a ciência como uma herança cultural que progride, representada pela ideia de paradigma e que, no processo de formação e transformação das teorias científicas, proporciona à comunidade científica, o acesso a modelos, dos quais surgem as tradições coerentes e específicas da pesquisa científica. (E) Sustenta a ideia de descontinuidade em ciência, em que esta só existe a partir do momento em que vira as costas para tudo o que conhecia e compreendia antes. Há conhecimento científico quando os mitos e os rumores, as opiniões e as crenças são destruídas e descartadas. Trata-se da ruptura epistemológica. Assinale a alternativa que contém a associação correta.
  26. 26. UEL 2004
    “Só há ciência onde a discussão é possível, e só pode haver discussão entre mim e outra pessoa na medida em que eu estou em condições de esclarecer, com suficiente exatidão, o significado das expressões que uso e meu interlocutor possa, também, explicar-me o significado das palavras por ele empregadas.” (STEGMÜLLER, Wolfang. A filosofia contemporânea. Trad. de Nelson Gomes. São Paulo: EPU/ EDUSP, 1977. p. 283.)   De acordo com o texto, assinale a alternativa que apresenta uma das características fundamentais do discurso científico.
  27. 27. UNICENTRO 2015
    Ao rejeitar a indução – a construção de enunciados universais a partir de experiências e observações – como método científico e ao propor que as teorias devem poder ser falseadas, mas nunca verificadas pela experiência científica, Karl Popper inova a compreensão sobre o surgimento das teorias científicas. Sobre esse tema, considere as afirmativas a seguir.   I. Ao contrário de uma tese metafísica, que é apenas uma especulação, uma teoria científica surge imediatamente de uma observação. II. Uma teoria científica, na medida em que surge de dados empíricos, tem uma validade universal. III. Para que uma teoria seja considerada científica, ela deve oferecer a possibilidade de ser negada pela experiência. IV. Se as teorias científicas são falseáveis, elas podem ser superadas.   Assinale a alternativa correta.
  28. 28. UNIOESTE 2012
    “A objetividade, vamos repetir, constitui um ideal. Quem não sonha com uma ciência perfeita, que mostre a natureza como ela é? Mas entre os sonhos e as realizações, a distância é grande. Concretamente, o pesquisador é forçado a aceitar riscos, a se apoiar em determinada concepção de natureza, a postular relações talvez inexistentes, a formular conjecturas audaciosas ou mesmo temerárias, a ‘manipular’ os fatos de modo às vezes pouco habilidoso. A espécie de vulgata epistemológica que esconde mais ou menos deliberadamente esses aspectos da atividade científica pretende dar desta última uma imagem lisonjeira, até mesmo asséptica: o Sábio é um espírito puro, frio, neutro e objetivo que opera num vazio cultural e ideológico perfeito. Naturalmente, deve-se admitir que ele utilize um pouco sua imaginação [...] Mas todo um dispositivo retórico é acionado para que qualquer confusão com a imaginação dos artistas e dos filósofos seja evitada”. Thuillier Considerando o texto acima, é correto afirmar que
  29. 29. UNESP 2012
    Leia o trecho da entrevista com um médico epidemiologista.     Folha – Não é contraditório um epidemiologista questionar o conceito de risco?   Luis David Castiel – Tem também um lado opressivo que me incomoda. Uma dimensão moralista, que rotula as pessoas que se expõem ao risco como displicentes e que, portanto, merecem ser punidas [pela doença], se acontecer o evento ao qual estão se expondo. Estamos à mercê dessa prescrição constante que a gente tem que seguir. Na hora em que você traz para perto a ameaça, tem que fazer uma gestão cotidiana dela. Não há como, você teria que controlar todos os riscos possíveis e os impossíveis de se imaginar. É a riscofobia.   Folha – Há um meio do caminho entre a fobia e o autocuidado?   Luis David Castiel – A pessoa tem que puxar o freio de emergência quando achar necessário, decidir até que ponto vai conseguir acompanhar todos os ditames da saúde. (…) Na saúde, a vigilância constante, o excesso de exames criou uma nova categoria: a pessoa não está doente, mas não é saudável. Está sob risco. (Folha de S.Paulo, 11.04.2011. Adaptado.)     Assinale a alternativa que contempla adequadamente a opinião do médico, sob o ponto de vista filosófico.
  30. 30. UEL 2004
    “O positivista desaprova a idéia de que possam existir problemas significativos fora do campo da ciência empírica ‘positiva’ – problemas a serem enfrentados por meio de uma teoria filosófica genuína. O positivista não aprova a idéia de que deva existir uma [...] epistemologia [...].” (POPPER, Karl R. A lógica da pesquisa científica. Trad. de Leônidas Hegenberg. São Paulo: Cultrix, 1974. p. 53.)   Com base no texto, é correto afirmar que Karl Popper:
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