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Geografia

Geologia e Relevo - Origem e Estrutura da Terra

Prof. Érico timer 13:22

Nesta primeira videoaula sobre geologia e relevo você irá estudar a origem e estrutura da Terra. Aprenderá qual é a idade da Terra, conhecerá as teorias sobre o possível surgimento dela e qual dessas teorias é a mais aceita. Entenderá do que a Terra é feita e verá imagens dela separadas em fatias para facilitar a compreensão das diferentes estruturas que fazem parte dela.

Fala galera, beleza? Bom, hoje a gente vai falar de um assunto aí que embora às vezes seja um pouquinho complexo, não tem nada de muito misterioso só envolve algumas questões aí relacionadas à origem do universo, concepções científicas, mas que também não vão atrapalhar a gente para entender um pouco a origem e a estrutura da Terra, que é o assunto dessa aula. Então claro que envolvem algumas coisas aí que são teorias, que são estudos que até hoje têm sido realizados, mas a gente vai tentar entender um pouquinho dessas questões aí, tá bom? Então, Origem e Estrutura da Terra, primeira coisa a gente tem que saber estimar a idade do planeta do lugar onde a gente está, no Planeta Terra. Cientistas estimam que ela tenha 4 bilhões e meio 4 bilhões 650 milhões de anos 4,65 bilhões, então, essa é a idade aproximada que o Planeta Terra possui, segundo as teorias científicas mais atuais. Então em relação à nossa escala de tempo, não é muito tempo, um ser humano vive em média 75, 80 anos, a nossa expectativa de vida no Brasil é de 75 anos hoje, dados de 2014. Então em comparação com a nossa escala de vida e com a escala até mesmo da própria vida, da existência de vida na Terra, é muito tempo, muito tempo, os primeiros seres vivos apareceram bem depois dessa possível origem do Planeta Terra. Mas lembrando vocês, são teorias científicas que sempre estão sendo atualizadas para tentar estimar com cada vez mais precisão o que teria acontecido no princípio de tudo. Outra coisa, as pessoas podem perguntar: Como surgiu o planeta Terra? Como que ele pode ter surgido? Como é que isso aqui tudo se formou? Essa massa gigantesca vagando pelo espaço profundo, como isso teria surgido? Então, existem algumas teorias, que é o que a gente vai tentar entender em relação a origem, então a primeira delas tem uma teoria chamada de teoria de Acresção, vocês viram aqui, Acresção, não é com c é s e ç, que vem aí de acrescentar, de acrescentar, então é como se ela estivesse falando de um acréscimo de massa, então o que teria acontecido segundo essa teoria? Então possivelmente lá no princípio do universo da formação, no caso aqui do sistema solar, as massas de diversos corpos celestes ainda estariam em suspensão formando uma espécie de poeira espacial e essa poeira teria aos poucos se acrescido em função das altas temperaturas, durante a formação do sistema solar, e dado origem aos planetas como a gente conhece. Então é como se você tivesse um monte de matéria em suspensão, um monte de gases, o material mais leve, por exemplo, átomos de hidrogênio e de hélio teriam contribuído para formar o sol e os planetas gasosos e materiais mais pesados que estivessem vagando aqui por essa região do universo, teriam dado origem aos planetas telúricos ou terrestres. Tem até uma aula que explica sobre isso, lá em astronomia, falando dos tipos de planetas gasosos e telúricos. Então teria sido esse o processo de formação, então o material em suspensão aqui nessa região da Via Láctea, do universo, teria se acrescentado e dado origem, através da força gravitacional exercida pelo sol, que o sol ele começa a se formar e ser um corpo de tamanho bastante significativo em relação aos outros que existiam aqui em volta e dado origem aos planetas, então existe uma questão voltada à atração gravitacional. Outra teoria, de que houve uma Colisão Estelar. Que tipo de colisão poderia ser essa? Alguém poderia me perguntar. Essa Colisão na verdade teria sido a do Sol, do Sol ali no início da sua formação, com uma outra estrela que estivesse vagando aqui por essa região da Via Láctea, do Braço de Órion, que é essa região aqui da Via Láctea, aliás não é incomum ocorrer Colisões Estelares. Claro que pensando na nossa escala de tempo dificilmente a gente vai ver uma Colisão Estelar, um processo complicado, mas se a gente pensar na escala de tempo do Universo é um processo bastante comum. Por quê? Porque os corpos celestes estão em movimento, o Sol está se movimentando, a Via Láctea está se movimentando, então é possível que tenha havido uma colisão de estrelas com o próprio Sol e aí é claro, esse material até fiz uma representação, esse rastro de material que vai se desprender para todas as direções, imagine, o Sol hoje ele já guarda uma energia gigantesca, uma estrela, então imagina nesse material todo colidindo e expelindo para todas as direções possíveis. Isso é claro vai liberar um volume de material gigantesco é claro que seguindo essa teoria esse material teria, depois de algum tempo se resfriado e depois se acrescentado e dado origem aos planetas como a gente conhece inclusive a Terra. E uma outra teoria que é a Teoria da Captura por Gravidade Solar, então segundo essa teoria, na verdade os planetas, as massas desses planetas, que já estavam em formação estariam vagando pelo espaço, vagando por regiões bastante remotas fora do campo de atuação solar e que em determinado momento dessa viagem, desta navegação, eles tivessem sido atraídos pela força gravitacional do Sol e dado origem aos planetas. Por quê? Por esta atração, ele teria entrado na área de influência solar, depois obedecido uma determinada órbita, dando origem aos planetas como a gente conhece hoje. Então são três teorias e é claro que a gente sabe que a da Acresção, da "acrescentação" entre aspas, de material é a mais aceita hoje, porque tem muito a ver com a formação do próprio sistema solar, matéria em suspensão de todas as direções e aí o Sol ele vai também passando por essa pressão, ganha massa, ganha volume e com isso ele consegue ter uma força gravitacional suficiente para atrair outros corpos celestes. Como dataram isso aqui? Como que fazem para saber? Existem várias técnicas de datação, eu vou mais para frente falar de algumas outras para vocês, mas a principal quando a gente pensa nessa escala de tempo é do Decaimento Radioativo. O que seria isso professor, Decaimento Radioativo? A matéria de uma forma geral, ela tem uma propriedade que vez ou outra ela vai desprendendo partículas, então as partículas vão se desprendendo, vão "saindo" entre aspas, dos diferentes materiais que compõe a natureza e isso vai provocando uma espécie de decaimento. É como se a matéria fosse perdendo a sua composição original, então o Decaimento Radioativo pode acontecer com você, com os objetos que estão à sua volta, então claro que isso vai variar de material para material, alguns minerais têm um Decaimento Radioativo bastante elevado que são utilizados, por exemplo, para produzir energia nuclear, outros, em outros o processo é extremamente lento. Então você consegue através da quantidade estimada de partículas que foram perdidas, estimar a idade dos materiais que existem aqui na Terra, então a gente sabe que alguns materiais têm mais ou menos 4 bilhões de anos, são as mais antigas evidências e é por isso que a gente sabe mais ou menos como isso funciona e como que surgiu a Terra. Agora vou apagar a lousa para falar um pouquinho da estrutura do planeta. Tá bom? Bom, então como a gente já falou bastante sobre a origem do planeta agora a gente tem que tentar entender um pouquinho da estrutura do planeta. Vocês vão perceber que a gente vai usar alguns termos um pouco diferentes, principalmente porque envolvem conceitos químicos, mas não se preocupem com isso, a gente tem que tentar entender de forma geral a composição do planeta. Então e se vocês estiverem dúvida é só consultar nosso resumo teórico, tem todas as explicações. Vocês conseguem identificar, vai ter um esqueminha lá para entenderem as camadas internas. Então primeira coisa, do que que é feita a terra? Então, a gente pode até olhar, por exemplo, pensando no tamanho dela, muito grande, 510 milhões de quilômetros quadrados. É grande professor? É muito grande, pra vocês terem uma ideia o Brasil é um país de 8 milhões e meio de quilômetros quadrados e já, para percorrer o país inteiro já é difícil, vocês imaginem o mundo inteiro. Então é muito grande, por isso que só muito recentemente o ser humano conseguiu conhecer todo o planeta, outra coisa é o peso, algumas pessoas podem ter curiosidade quanto será que pesa. Então já estimaram esse valor, mais ou menos seis vezes 10 a 24 quilos ou seis sextilhões de toneladas, de quilos, desculpa, então é muita coisa, muita coisa mesmo, ninguém vai conseguir segurar o planeta, então é muito grande e muito pesado. Claro que existem corpos celestes muito maiores, vocês imaginem o Sol que tem um milhão de vezes o tamanho da Terra. Então, depende da escala de observação, mas dados gerais. E um detalhe interessante, como o nosso planeta é composto por uma quantidade muito grande de água a gente pode estimar em termos de área que mais ou menos 361 milhões de quilômetros quadrados dos 510 é composto por Oceano. Então, mais da metade do planeta, diríamos aí 70 por cento do planeta é composto por áreas cobertas por água, então é bastante e o restante coberto aí pelos continentes, pelas áreas que estão acima do nível do mar, então realmente o planeta tem uma estrutura que em alguns aspectos é muito diferente do resto do sistema solar, planetas basicamente rochosos, planetas gasosos, e até onde a gente sabe aqui é o único planeta onde você encontra água em estado líquido, bem interessante esse fator. E aí olhando as camadas internas se a gente pudesse fatiar, dividir em partes como diria Jack Estripador a gente poderia pegar a Terra e fatiar mais ou menos como se fosse uma maçã, se a gente pudesse olhar para as camadas internas o lugar onde a gente vive, a superfície, seria apenas a casca da maçã, a parte mais fina da casca da maçã e o restante do planeta é a parte mais interna da maçã que é na verdade a parte que a gente ainda não conseguiu explorar de fato, ninguém conseguiu descer até o núcleo da Terra por uma série de questões, as pressões e temperaturas quanto mais você desce são altíssimas. Então, mas pensando aqui, nesse fatiamento da terra, a gente tem dois modelos para explicar como seria o interior da Terra, um modelo chamado de Estático que é baseado na composição química dos materiais que estão aqui nessa camada e o outro modelo chamado de modelo Dinâmico, que ele não vai olhar apenas a composição química, mas o comportamento desses materiais, como eles se comportam nessas diferentes camadas, se eles se movimentam, se a temperatura influencia nisso, então são dois modelos estático e dinâmico. Pelo estático a gente percebe o seguinte, a gente tem uma crosta, uma camada bastante fina. Está vendo? Crosta oceânica e crosta continental, uma parte representada pelos continentes e outra pelos oceanos, nós temos o manto, manto superior e manto inferior, aqui a gente tem uma área de transição. Quando a gente tem áreas de transição geralmente é porque os materiais estão se modificando, quando você vai atingindo profundidades maiores, então uma zona de transição, na verdade transição de materiais. O manto inferior, um núcleo externo, mais externo, uma área de transição até o núcleo interno, então a gente tem aí basicamente esse modelo. Aqui, não é muito diferente por esse modelo dinâmico, você tem aqui uma camada chamada de litosfera, que seria a parte mais externa do planeta, a nossa superfície, aqui a astenosfera, a primeira camada interna do planeta, segundo esse modelo, depois uma mesosfera, que seria o equivalente ao manto, mas percebam que ele não faz a distinção entre o manto inferior e manto superior. Aqui um chamado nível D, esse nível D na verdade tem a ver com a composição do material que existe aqui, uma descontinuidade. Depois um núcleo externo, aqui sim você tem uma pequena área de transição e o núcleo interno. Só, não precisa se preocupar tanto com a composição dos materiais que estão aqui porque isso vai estar num resumo vocês podem consultar e geralmente os vestibulares não costumam pedir muito esse tipo de informação. Só para a gente ter uma ideia que existem dois modelos. Está bom? Então por ora é isso tá, esse aqui é mais ou menos o nosso modelinho, depois vocês se quiserem dão uma consultada no material, perguntem e resolvam os exercícios. Tá bom, gente? Então nos vemos na próxima aula, até mais. Bons estudos!

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