Exercícios de Acentuação Gráfica

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  1. 1. MACKENZIE 2011
    O leão e a raposa Um leão envelhecido, não podendo mais procurar alimento por sua própria conta, julgou que devia arranjar um jeito de fazer isso. E, então, foi a uma caverna, deitou-se e se fingiu de doente. Dessa forma, quando recebia a visita de outros animais, ele os pegava e os comia. Depois que muitas feras já tinham morrido, uma raposa, ciente da armadilha, parou a certa distância da caverna e perguntou ao leão como ele estava. Como ele respondesse: “Mal!” e lhe perguntasse por que ela não entrava, disse a raposa: “Ora, eu entraria se não visse marcas de muitos entrando mas de ninguém saindo”. (Esopo - escritor grego do século VI a.C.).   Assinale a melhor paráfrase do trecho abaixo, considerando a manutenção dos sentidos, a clareza, a concisão e o uso da norma culta. "Depois que muitas feras já tinham morrido, uma raposa, ciente da armadilha, parou a certa distância da caverna e perguntou ao leão como ele estava".
  2. 2. UPE 2011
    1     Muitos pensam que a pesquisa científica é uma atividade puramente racional, na qual o objetivo lógico é o único mecanismo capaz de gerar conhecimento. Como resultado, os cientistas são vistos como insensíveis e limitados, um grupo de pessoas que corrompe a beleza da Natureza ao analisá-la matematicamente. Essa generalização, como a maioria das generalizações, me parece profundamente injusta, já que ela não incorpora a motivação mais importante do cientista, o seu fascínio pela Natureza e seus mistérios. Que outro motivo justificaria a dedicação de toda uma vida ao estudo dos fenômenos naturais, senão uma profunda veneração pela beleza? A ciência vai muito além da sua mera prática. Por trás das fórmulas complicadas, das tabelas de dados experimentais e da linguagem técnica, encontra-se uma pessoa tentando transcender as barreiras imediatas da vida diária, guiada por um insaciável desejo de adquirir um nível mais profundo de conhecimento e de realização própria. Sob esse prisma, o processo criativo científico não é assim tão diferente do processo criativo nas artes, isto é, um veículo de autodescoberta que se manifesta ao tentarmos capturar a nossa essência e lugar no Universo. 2     Para a maioria dos cientistas, o estudo da Natureza é encarado como desafio intelectual. Sua motivação para enfrentar esse desafio vem de uma profunda fé na capacidade da razão humana de poder entender o mundo a sua volta. A física se transforma em uma ferramenta desenhada para decifrar os enigmas da Natureza, a encarnação desse processo racional de descoberta. Como escreveu Richard Feynman (...), 3      Imagine que o mundo seja algo como uma gigantesca partida de xadrez sendo disputada pelos deuses, e que nós fazemos parte da audiência. Não sabemos quais são as regras do jogo; podemos apenas observar seu desenrolar. Em princípio, se observarmos por tempo suficiente, iremos descobrir algumas das regras. As regras do jogo é o que chamamos de física fundamental. (FEYNMAN, v. 1, p. 2) 4     Podemos interpretar esse texto de dois modos diversos. Um é dizer que a física é apenas um modo racional de estudar a Natureza; outro é dizer que a física é mais que um mero desafio intelectual, que a física é a linguagem dos deuses. 5     A maioria dos cientistas modernos opta pela primeira interpretação. Mas alguns não. Para estes, a busca do conhecimento científico possui elementos essencialmente místicos, uma espécie de conexão com uma fonte de inteligência superior. Talvez isso venha a chocar muita gente, incluindo vários cientistas. Contudo, se voltarmos um pouco no tempo, veremos que alguns dos cientistas responsáveis pelo desenvolvimento de nossa visão do Universo eram profundamente religiosos. Acredito que o misticismo, se interpretado como a incorporação da nossa irresistível atração pelo desconhecido, tem um papel fundamental no processo criativo de vários cientistas tanto do passado como do presente. Negar esse fato é fechar os olhos para a história e para um aspecto fundamental da ciência. (...) GLEISER, Marcelo. A dança do universo: dos mitos da Criação ao Big-Bang. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 17; 19-20. (com adaptações)     De acordo com a norma-padrão, o uso do acento grave indicativo da crase é facultativo em algumas construções. Assinale o trecho no qual, sem comprometer o sentido, o referido acento também poderia ser utilizado.
  3. 3. UPE 2012
    Filme “O Predador” inspira batismo de 17 espécies de aranhas no país   Marco Varella Colaboração para a Folha   A presença do caçador alienígena à espreita na floresta no filme "O Predador" parece longe da realidade. Mas pesquisadores do Instituto Butantan encontraram 17 novas espécies de caçadores como o Predador espalhados pelo que restou da nossa Mata Atlântica.   São todas aranhas caçadoras de insetos, pertencentes ao novo gênero Predatoroonops. Esse gênero foi descrito pelos cientistas neste ano e recebeu esse nome em homenagem aos 25 anos de "O Predador", do diretor John McTiernan.   Cada uma das 17 novas espécies recebeu um nome em homenagem a um personagem ou ator do filme: da Predatoroonops schwarzeneggeri à Predatoroonops chicano.   Já os caçadores de novas espécies de aranhas são liderados por Antonio Brescovit, aracnólogo do Laboratório Especial de Coleções Zoológicas que vem estudando regiões da Mata Atlântica por seis anos.   "Essa descoberta é fundamental para mapear a diversidade da fauna local e mundial, além do estudo dos venenos e da biologia dos animais", disse Brescovit em comunicado oficial. Com um investimento de mais de US$ 3 milhões, o projeto pretende descobrir, agora, todas as espécies de aranhas da família Oonopidae, à qual pertence o novo gênero.   Para Hilton Japyassú, aracnólogo do Instituto de Biologia da UFBA (Universidade Federal da Bahia), "trabalhos como este mostram o quanto ainda temos por descobrir. Vez por outra, alguém descreve um mamífero, ou uma ave nova, mas nossa maior riqueza, sem dúvida, vem dos invertebrados, fonte permanente de novos compostos orgânicos para explorações futuras".   CARA DE UM, FOCINHO DO OUTRO   As aranhas do novo gênero apresentam uma morfologia na parte da frente do corpo semelhante à cara do Predador, personagem do filme, daí a ideia de fazer a homenagem cinematográfica.   Elas têm suas quelíceras – primeiro par de apêndices perto da boca – com diversas articulações. Nos invertebrados, as quelíceras em geral servem para apanhar as presas e, nas aranhas, podem ser pontiagudas para injetar a peçonha, tóxica para a caça. Apenas os machos da espécie apresentam essa especialização e ainda não se sabe ao certo quais as suas funções. Os bichos medem apenas entre 1mm e 2mm.   O fato de estarem presentes apenas nos machos pode indicar serem fruto da seleção sexual, funcionando tanto como armas na competição com outros machos quanto como ornamentos, atraindo as fêmeas para a reprodução.   IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA   "Essas aranhas geralmente habitam a serrapilheira – aquela camada de folhas mortas que recobre o solo das florestas tropicais – e o conhecimento de sua diversidade e hábitos pode nos ajudar a entender os mecanismos biológicos associados aos processos de decomposição, um elo fundamental na manutenção de nossos ecossistemas", diz Hilton Japyassú. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. (Adaptado)   Quanto ao que prescreve a norma padrão do português, analise as proposições a seguir.   I. No trecho “Cada uma das 17 novas espécies recebeu um nome em homenagem a um personagem ou ator do filme”, o acento indicador de crase seria obrigatório se o segmento em destaque apresentasse substantivos no feminino, como em “à uma personagem ou atriz do filme”. II. No trecho “o projeto pretende descobrir, agora, todas as espécies de aranhas da família Oonopidae, à qual pertence o novo gênero”, se a expressão em destaque fosse substituída por “a que”, o acento indicador de crase não seria obrigatório. III. No trecho “Elas têm suas quelíceras – primeiro par de apêndices perto da boca – com diversas articulações”, os travessões poderiam ser substituídos por vírgulas ou parênteses, sem causar prejuízo ao sentido pretendido. IV. No trecho “o conhecimento de sua diversidade e hábitos pode nos ajudar a entender os mecanismos biológicos associados aos processos de decomposição”, a forma verbal em destaque poderia concordar com “diversidade e hábitos”, passando a ser flexionada no plural.   Estão CORRETAS, apenas,
  4. 4. UFAM 2010
    Assinale a alternativa em que há palavra(s) que, segundo as normas oficiais, deveria(m) ser grafada(s) com inicial maiúscula:
  5. 5. UFAM 2009
    Assinale a opção em que o acento indicativo de crase é indevido:
  6. 6. UNICENTRO 2016
    Uma vida humana Cada um de nós nasce enquadrado. Acordamos do nada e nos encontramos jogados dentro de uma classe, de uma raça, de uma nação, de uma cultura, de uma época. Nunca mais conseguimos nos desvencilhar completamente desse enquadramento. Ele nos faz o que somos. Mas não tudo o que somos. O indivíduo sente e sabe também ser mais do que essa situação ao mesmo tempo definidora e acidental. Ela nos quer aprisionar num destino específico. Contra esse rebela-se, em cada pessoa, o espírito, que se reconhece como infinito acorrentado pelo finito. E tudo o que quer o espírito é encontrar uma moradia no mundo que lhe faça justiça, respeitando-lhe a vocação para transgredir e transcender. Por isso, as raízes de um ser humano deitam mais no futuro do que no passado. Entretanto o indivíduo cedo precisa abandonar a ideia de ser tudo para que possa ser alguém. Escolhendo e abrindo um caminho ou aceitando o caminho que lhe é imposto, ele se mutila. Suprime muitas vidas possíveis para construir uma vida real. Essa mutilação é o preço de qualquer engajamento fecundo. Para que ela não nos desumanize, temos de continuar a senti-la: a dor no ponto da amputação e os movimentos fantasmas dos membros que cortamos fora. Precisamos imaginar a experiência das pessoas que poderíamos ter sido. Depois, já mutilados e lutando, vemo-nos novamente presos dentro de uma posição que, por melhor que seja, ainda não faz jus àquele espírito dentro de cada pessoa que é o infinito preso no finito. Rendemo-nos, por descrença e desesperança, a essa circunstância, começamos a morrer. Uma múmia se vai formando em volta de cada um de nós. Para continuar a viver até morrer de uma só vez, em vez de morrer muitas vezes e aos poucos, temos de romper a múmia de dentro para fora. A única maneira de fazê-lo é nos desproteger, provocando embates que nos devolvam à condição de incerteza e abertura que abandonamos quando aceitamos nos mutilar. É do hábito de imaginar como outros sofrem a mesma trajetória que surge a compaixão. Aliada ao interesse prático, ela nos permite cooperar no enfrentamento das condições que tornam o mundo 45 inóspito ao espírito. E é para torná-lo mais hospitaleiro ao espírito que precisamos democratizar sociedades e reinventar instituições. Temos de desrespeitar e reconstruir as estruturas para poder respeitar e divinizar as pessoas. UNGUER, Roberto Mangabeira. Uma vida Humana. Folha de São Paulo, São Paulo, 11 setembro [2001]. Opinião, Tendências/Debates.   Marque V ou F, conforme sejam as afirmativas verdadeiras ou falsas. (  ) Em “Cada um de nós nasce enquadrado.”, o termo qualificador “enquadrado” poderia ser usado no plural concordando com o pronome “nós”. (  ) As palavras “época”, “indivíduo”, “espírito” e “raízes” são acentuadas pela mesma razão. (  ) Em “Para que ela não nos desumanize, temos de continuar a senti-la”, o pronome "ela" e a contração "la" são termos anafóricos que retomam a palavra “mutilação”. (  ) As vírgulas em “Depois, já mutilados e lutando, vemo-nos novamente presos” são aplicadas pelo mesmo motivo que em “Rendemo-nos, por descrença e desesperança, a essa circunstância”. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
  7. 7. PUC-RS 2008
    esentam diferenças significativas com- 2. forme a cultura e o país. Os universitários brasilei- 3. ros, por exemplo, se preocupam mais com o suces- 4. so  pessoal  e  profissional  do  que  os  argentinos  e 5. uruguaios,  sentimento  que  predomina  também 6. entre os homens, independentemente da nacionali- 7. dade, enquanto as mulheres valorizam a simplicida- 8. de e a segurança. Os brasileiros dão mais valor 9. ______ uma vida confortável, feliz e prazerosa. Um 10. mundo de beleza (apreciação da arte e do que é belo) 11. e paz, a igualdade e a segurança familiar são desta- 12. cados pelos argentinos, e os uruguaios priorizam a 13. liberdade e também a segurança familiar. 14. Essas conclusões fazem parte da dissertação do 15. professor de Administração do Campus Uruguaiana 16. Elvisnei Camargo Conceição, defendida no Mestrado 17. em Administração e Negócios da PUCRS e orienta- 18. da por Paulo Fernando Burlamaqui. Os resultados 19. surgiram  de  questionários  respondidos  por  624 20. estudantes de universidades situadas na fronteira, 21. no interior ou nas capitais. 22. Os valores, explica o autor, expressam crenças 23. duradouras, menos sujeitas ______ influências do 24. ambiente. Foram investigados dois grupos de valo- 25. res: os relacionados aos objetivos de vida (terminais) 26. e os que assumimos como orientadores de conduta 27. social (instrumentais). Segurança familiar, felicida- 28. de e liberdade são prioridades para os universitários 29. das três nacionalidades. Como valores instrumen- 30. tais,  honestidade,  responsabilidade  e  capacidade 31. lideraram o ranking. Ambição está em sexto lugar 32. entre  os  brasileiros  e  em  12º  entre  argentinos  e 33. uruguaios. Quanto ______ obediência, o autor com- 34. sidera que a sociedade moderna enxerga esse valor 35. como subserviência e submissão, não condizente 36. com a liberdade de escolha. (...) 37. Conforme o professor, os resultados científicos 38. não são generalizáveis para toda a população, mas 39. apontam  indicativos  para  os  meios  acadêmicos  e 40. empresarial. Camargo ressalta que a aplicação é 41. multidisciplinar, podendo interessar à Administração, 42. à  Psicologia,  à  Antropologia  e  à  Sociologia.  O 43. estudo pode contribuir para a elaboração de planos 44. de marketing e de programas de relacionamento com 45. o cliente, para a definição de estratégias e de ações 46. de endomarketing. As palavras que preenchem correta e respectivamente as lacunas das linhas 09, 23 e 33 estão reunidas em
  8. 8. PUC-RS 2009
    Darwin ensina a aceitar as diferenças.   1. Este ano de 2009 irá se caracterizar pela pre- 2. sença muito frequente, na mídia e nos meios acadê- 3. micos, de Charles Darwin, o pacato cidadão que nas- 4. ceu no dia 12 de fevereiro de 1809, portanto há 200 5. anos, e que mudou nossa maneira de ver o mundo. 6. _______ época _______ ele viveu, considerava- 7. se que os seres vivos haviam sido criados no pas- 8. sado tal como se mostravam no século 19. É o que se 9. chamou de fixismo: as espécies, incluindo a nossa, 10. seriam fixas, isto é, imutáveis. Pois Darwin sugeriu, 11. baseado em intensos e extensos estudos, principal- 12. mente após sua viagem de quase cinco anos pelo 13. mundo, _______ todos os seres vivos, sem exce- 14. ção, modificaram-se ao longo do tempo. A abelha, 15. que hoje forma colmeias e produz o tão apreciado 16. mel, no passado não era assim, não era nem mês- 17. mo um inseto social. As aves, que hoje nos encan- 18. tam com sua beleza e muitas delas com seu canto, 19. foram diferentes milhões de anos atrás. Na verdade, 20. estudos mostraram que elas evoluíram de um grupo 21. de dinossauros! 22. (...) 23. Ao propor que todos os seres vivos se modifica- 24. ram  a  partir  de  formas  ancestrais,  Darwin  criou  a 25. imagem de uma árvore da vida. Todas as folhas que 26. estão na parte externa dos ramos representam os 27. seres  vivos  atuais;  as  internas,  os  extintos.  Essa 28. imagem nos leva à conclusão de que todos viemos 29. de um ou poucos ancestrais muito remotos. De fato, 30. estudos de biologia molecular têm confirmado essa 31. inferência. 32. Qual a implicação dessa ideia? Todos constituí- 33. mos uma família! Somos, portanto, parentes uns dos 34. outros. (...) Como irmãos, temos nossas diferenças: 35. alguns são mais altos, outros mais gordos, alguns 36. possuem pele bem clara, outros pele escura, alguns 37. cabelos lisos, outros não, e assim por diante. 38. Na  perspectiva  darwiniana,  não  há  um  povo 39. escolhido, muito menos um povo que representa o 40. mal. Somos todos iguais do ponto de vista biológico, 41. no sentido da fraternidade. Diferença não implica qua- 42. lificação como melhor ou pior. É isto que celebramos 43. em Darwin: por meio de algumas ideias e conceitos 44. simples,  ele  revolucionou  o  mundo  acadêmico  e 45. também o modo como nos vemos no dia a dia. (...)   As palavras que completam corretamente as lacunas do segundo parágrafo do texto (linhas 06 a 21), na ordem em que se encontram, são  
  9. 9. UFRGS 2010
    As três palavras que são acentuadas graficamente pela mesma razão são:
  10. 10. UFRGS 2007
    01. Nosso povo, diferentemente dos americanos do 02. norte, não se identifica com a inconcebível 03. abstração que é o Estado. O Estado é impessoal: 04. nós só concebemos relações pessoais. Por isso, 05. para nós, roubar dinheiros públicos não é um 06. crime. Somos indivíduos, não cidadãos. Os filmes 07. de Hollywood repetidamente narram o caso de um 08. homem (geralmente um jornalista) que procura a 09. amizade de um criminoso para depois entregá-Io à 10. polícia: nós, que temos a paixão da amizade, 11. sentimos que esse "herói" dos filmes americanos é 12. um incompreensível canalha. 13. As palavras que acabei de pronunciar podem 14. parecer referir-se ................ nós, brasileiros. E não 15. tenho dúvida de que, se ditas hoje por um 16. brasileiro diante de brasileiros, podem causar certo 17. mal-estar, a despeito da encantadora elegância 18. com que estão dispostas. Na verdade, são palavras 19. de uma argumentação sobre o caráter do 20. argentino a que Jorge Luis Borges recorreu mais 21. de uma vez, com a ressalva: "Comprovo um fato, 22. não o justifico ou desculpo". Se decidi abrir esta 23. conversa repetindo as palavras de Borges, não foi 24. para criar na sala esse mal-estar. Se o fiz, foi para 25. ressaltar o risco que corremos - todos nós que 26. falamos em nome de países perdedores da História 27. - de tomar as mazelas decorrentes do subdesen- 28. volvimento por virtudes de nossas nacionalidades. 29. De fato, se olharmos tal texto de uma 30. perspectiva brasileira hoje, na mesma medida em 31. que nos identificamos com o retrato que ele nos 32. oferece, repudiamos o conjunto que ali nos é apre- 33. sentado e, sobretudo, .......... observações específicas 34. de que não somos cidadãos e de que, em nosso 35. íntimo, roubar dinheiros públicos não constitui 36. crime. O que nos parece sinistro é o fato de vermos 37. a nossa incapacidade ............... cidadania guindada 38.. ............condição de contrapartida de uma bela vocação 39. individualista, de uma quase nobre rejeição dessa 40. "inconcebível abstração" que é o Estado.   Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das linhas 14, 33, 37 e 38.
  11. 11. FGV-SP 2010
    – São pouquíssimas as empresas que se propõem ___ fazer mudanças significativas. – Os níveis de consumo excedem ___ capacidade de regeneração dos sistemas naturais. – Embora as empresas venham fazendo alusões ___ palavra "sustentabilidade"...   Considerando o uso correto da crase, as lacunas nas frases podem ser completadas, respectivamente, por
  12. 12. FGV-SP 2012
    A regra que determina a acentuação, respectivamente, de consciência, intrínseco e levá-lo-iam, se aplica também às palavras:
  13. 13. FGV-SP 2004
    As palavras que correspondem, respectivamente, à sequência - oxítona, oxítona, paroxítona, proparoxítona, proparoxítona e oxítona - são:
  14. 14. FGV-SP 2004
    A palavra que está graficamente acentuada pela mesma regra que determina o acento em inadimplência é:
  15. 15. UFABC 2007
    A regência e o emprego do sinal indicativo de crase estão de acordo com a norma culta em:
  16. 16. INSPER 2015
    De uns tempos para cá, não sei se me engano, começaram a proliferar normas destinadas a controlar nossa conduta individual. Falei em algumas aqui e cheguei a aventar a hipótese de que uma agência governamental, ou qualquer outra das muitas autoridades a que vivemos subordinados sem saber, venha a estabelecer normas para o uso do papel higiênico e garantir sua observação através da instalação de câmeras nos banheiros de uso público. Nos banheiros domésticos, imagino que seriam suficientes umas visitas incertas de inspetores com gazuas, para tentar flagrar os que se asseassem ilegalmente. Não se trata somente de passatempo para burocratas entediados e sem mais o que fazer. Trata-se da convicção, que parece grassar truculentamente em toda parte, de que existe algo "certo", cientificamente certo e, portanto, todos devem comportar-se dentro do certo. Se nas ciências físicas esse negócio de "certo" já é olhado com um pé atrás, nas ciências humanas, que nunca puderam aspirar ao nível de objetividade daquelas, a existência do "certo" é muito discutível, envolve necessariamente valores, valores que permeiam toda ação do homem e não são território da ciência e da objetividade. (João Ubaldo Ribeiro, O Estado de S. Paulo, 08/11/2010)    A respeito da acentuação gráfica nas palavras presentes no texto, verifica-se que a ausência do acento não acarretaria falha gramatical no termo
  17. 17. UFAM 2015
    O acento indicativo de crase é obrigatório em:
  18. 18. UFRGS 2014
    O menino sentado à minha frente é meu irmão, assim me disseram; e bem pode ser verdade, ele regula pelos dezessete anos, justamente o tempo em que estive solto no mundo, sem contato nem notícia.   A princípio quero tratá-lo como intruso, mostrar-lhe ........ minha hostilidade, não abertamente para não chocá-lo, mas de maneira a não lhe deixar dúvida, como se lhe perguntasse com todas as letras: que direito tem você de estar aqui na intimidade de minha família, entrando nos nossos segredos mais íntimos, dormindo na cama onde eu dormi, lendo meus velhos livros, talvez sorrindo das minhas anotações à margem, tratando meu pai com intimidade, talvez discutindo a minha conduta, talvez até criticando-a? Mas depois vou notando que ele não é totalmente estranho. De repente fereme ........ ideia de que o intruso talvez seja eu, que ele tenha mais direito de hostilizar-me do que eu a ele, que vive nesta casa há dezessete anos. O intruso sou eu, não ele.   Ao pensar nisso vem-me o desejo urgente de entendê-lo e de ficar amigo. Faço-lhe perguntas e noto a sua avidez em respondê- las, mas logo vejo a inutilidade de prosseguir nesse caminho, as perguntas parecem-me formais e as respostas forçadas e complacentes.   Tenho tanta coisa a dizer, mas não sei como começar, até a minha voz parece ter perdido a naturalidade. Ele me olha, e vejo que está me examinando, procurando decidir se devo ser tratado como irmão ou como estranho, e imagino que as suas dificuldades não devem ser menores do que as minhas. Ele me pergunta se eu moro em uma casa grande, com muitos quartos, e antes de responder procuro descobrir o motivo da pergunta. Por que falar em casa? E qual a importância de muitos quartos? Causarei inveja nele se responder que sim? Não, não tenho casa, há muitos anos que tenho morado em hotel. Ele me olha, parece que fascinado, diz que deve ser bom viver em hotel, e conta que, toda vez que faz reparos ........ comida, mamãe diz que ele deve ir para um hotel, onde pode reclamar e exigir. De repente o fascínio se transforma em alarme, e ele observa que se eu vivo em hotel não posso ter um cão em minha companhia, o jornal disse uma vez que um homem foi processado por ter um cão em um quarto de hotel. Confirmo ........ proibição. Ele suspira e diz que então não viveria em um hotel nem de graça. Adaptado de: VEIGA, José J. Entre irmãos. In: MORICONI, Ítalo M. Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 186-189     Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem no texto.
  19. 19. MACKENZIE 2014
    A cultura não existe em seres humanos genéricos, em situações abstratas, mas em homens e mulheres concretos, pertencentes a este ou àquele povo, a esta ou àquela classe, em determinado território, num regime político A ou B, dentro desta ou daquela realidade econômica.   Somente se poderá conceituar cultura como autorrealização da pessoa humana no seu mundo, numa interação dialética entre os dois, sempre em dimensão social. Algo que não se cristaliza apenas no plano do conhecimento teórico, mas também no da sensibilidade, da ação e da comunicação.   Na verdade, o ser humano não se caracteriza, exclusivamente, como conhecedor de dados e informações culturais. Ele é também e principalmente um agente de cultura, ainda que, muitas vezes, não tenha consciência disso. E agente cultural de atividade incessante, seja caçando, para matar a fome, seja recorrendo a divindades, em oração, seja ordenhando vacas, seja operando computadores. Aldo Vannucchi, Cultura Brasileira, Ed. Loyola, p. 21   Considere as afirmações abaixo.   I. A palavra incessante pode ser substituída por “contínua”, sem alteração do sentido original do trecho. II. O acento indicador de crase àquele é opcional, considerando que se trata de palavra masculina. III. Ao introduzir um novo período, para denota sentido de finalidade.   Assinale a alternativa correta.
  20. 20. UNESP 2013
    A questão toma por base uma passagem da crônica O pai, hoje e amanhã, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).     A civilização industrial, entidade abstrata, nem por isso menos poderosa, encomendou à ciência aplicada a execução de um projeto extremamente concreto: a fabricação do ser humano sem pais.   A ciência aplicada faz o possível para aviar a encomenda a médio prazo. Já venceu a primeira etapa, com a inseminação artificial, que, de um lado, acelera a produtividade dos rebanhos (resultado econômico) e, de outro, anestesia o sentimento filial (resultado moral).   O ser humano concebido por esse processo tanto pode considerar-se filho de dois pais como de nenhum. Em fase mais evoluída, o chamado bebê de proveta dispensará a incubação em ventre materno, desenvolvendo-se sob condições artificiais plenamente satisfatórias. Nenhum vínculo de memória, gratidão, amor, interesse, costume – direi mesmo: de ressentimento ou ódio – o ligará a qualquer pessoa responsável por seu aparecimento. O sêmen, anônimo, obtido por masturbação profissional e recolhido ao banco especializado, por sua vez cederá lugar ao gerador sintético, extraído de recursos da natureza vegetal e mineral. Estará abolida, assim, qualquer participação consciente do homem e da mulher no preparo e formação de uma unidade humana. Esta será produzida sob critérios políticos e econômicos tecnicamente estabelecidos, que excluem a inútil e mesmo perturbadora intromissão do casal. Pai? Mito do passado.   Aparentemente, tal projeto parece coincidir com a tendência, acentuada nos últimos anos, de se contestar a figura tradicional do pai. Eliminando-se a presença incômoda, ter-se-ia realizado o ideal de inúmeros jovens que se revoltam contra ela – o pai de família e o pai social, o governo, a lei – e aspiram à vida isenta de compromissos com valores do passado.   Julgo ilusória esta interpretação. O projeto tecnológico de eliminação do pai vai longe demais no caminho da quebra de padrões. A meu ver, a insubmissão dos filhos aos pais é fenô- meno que envolve novo conceito de relações, e não ruptura de relações. (De notícias e não notícias faz-se a crônica, 1975.)     [...] e aspiram à vida isenta de compromissos com valores do passado.   Na frase apresentada, a colocação do acento grave sobre o “a” informa que
  21. 21. UEL 2015
    Leia o artigo de opinião a seguir e responda à questão.     A Lei Bernardo e o assédio moral na família   O caso do menino Bernardo Uglione Boldrini chocou o Brasil. Ainda sem julgamento, a história do homicídio do menino de apenas 11 anos de idade, que tem como principais suspeitos o pai, a madrasta e a assistente social amiga da família, trouxe à tona diversos assuntos, em especial, a convivência familiar. As versões dos acusados são diversas e contraditórias, mas a principal questão reside em torno do tratamento interpessoal dentro da entidade familiar. Nesse tocante, surge preocupação com a situação que muitas famílias vivenciam de tratamento cruel ou degradante, que a Lei Bernardo repudia.   A Lei Bernardo, antiga Lei Palmada, eterniza o nome de Bernardo Boldrini. Em vida, o menino chegou a reclamar judicialmente dos maus-tratos sofridos no ambiente familiar, demonstrando que, antes de sua morte física noticiada, Bernardo já estava sofrendo o chamado homicídio da alma, também conhecido como assédio moral. O assédio moral é conduta agressiva que gera a degradação da identidade da vítima assediada, enquanto o agressor sente prazer de hostilizar, humilhar, perseguir e tratar de forma cruel o outro. Justamente essa conduta que o Art. 18-A do ECA, trazido pela Lei Bernardo, disciplina na tentativa de proteger a criança e o adolescente de tais práticas.   O assédio moral possui várias denominações pelo mundo, como bullying, mobbing, ijime, harassment, e é caracterizado por condutas violentas, sorrateiras, constantes, que algumas vezes são entendidas como inofensivas, mas se propagam insidiosamente. A figura do assédio moral na família surge exatamente quando o afeto deixa de existir dando espaço à desconsideração da dignidade do outro no dia a dia. Demonstrando, assim, que, embora haja necessidade de afetividade para que surja uma entidade familiar, com o desaparecimento do sentimento de afeto surgem situações de violência, inclusive a psíquica.    A gravidade é majorada no âmbito da família, eis que ela é principal responsável pelo desenvolvimento da personalidade de seus membros e do afeto, elemento agregador.    A morte da alma do menino Bernardo ainda em vida, resultado de tratamento degradante, diário e sorrateiro, que culminou na morte física, faz refletir sobre a importância da família no desenvolvimento da personalidade de seus membros, de modo a valorizar a existência do afeto para que não haja na entidade familiar a figura do assédio moral.   O assédio moral na família, ou psicoterror familiar, deve ser amplamente combatido, principalmente pelo papel exercido pela família de atuar no desenvolvimento da criança e do adolescente, de modo que a integridade psíquica deve ser sempre resguardada, no afeto e no respeito à dignidade da pessoa humana, desde seu nascimento. (Adaptado de: SENGIK, K. B. Jornal de Londrina. 14 set. 2014. Ponto de vista. ano 26. n.7.855. p.2.)     Acerca do texto, considere as afirmativas a seguir.   I. A expressão “à tona” no trecho “trouxe à tona diversos assuntos, em especial, a convivência familiar.” diverge do sentido da expressão “à baila” em: “O assédio moral trouxe à baila a importância da afetividade no convívio familiar.”   II. A expressão “à tona” equivale às expressões “à superfície” e “à flor”. Além disso, como expressões femininas, há uma contração da preposição “a” com o artigo “a”, resultando na crase.   III. A expressão “Nesse tocante” pode ser substituída por “A respeito disso”, sem prejuízo do sentido original.   IV. O trecho “que tem como principais suspeitos o pai, a madrasta e a assistente social amiga da família” pode ser reescrito da seguinte forma: “cujos principais suspeitos são o pai, a madrasta e a assistente amiga da família”.   Assinale a alternativa correta.
  22. 22. UNIFESP 2016
    Leia o excerto da crônica “Mineirinho” de Clarice Lispector (1925-1977), publicada na revista Senhor em 1962, para responder.   É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo procurar por que está doendo a morte de um facínora1 . E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho2 do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensa- ções contraditórias por não saber como harmonizá-las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir-se dividido na própria perplexidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. A cozinheira se fechou um pouco, vendo-me talvez como a justiça que se vinga. Com alguma raiva de mim, que estava mexendo na sua alma, respondeu fria: “O que eu sinto não serve para se dizer. Quem não sabe que Mineirinho era criminoso? Mas tenho certeza de que ele se salvou e já entrou no céu”. Respondi-lhe que “mais do que muita gente que não matou”. (Clarice Lispector. Para não esquecer, 1999.)   1 facínora: diz-se de ou indivíduo que executa um crime com crueldade ou perversidade acentuada. 2 Mineirinho: apelido pelo qual era conhecido o criminoso carioca José Miranda Rosa. Acuado pela polícia, acabou crivado de balas e seu corpo foi encontrado à margem da Estrada Grajaú-Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.   Em “Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto” (1o parágrafo), o termo em destaque constitui
  23. 23. UFSC 2013
    Mais microcomputadores, internet e celular   Você sabia que aumentou o número de microcomputadores, acesso à internet e celulares no Brasil? De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2011, de 2009 para 2011, houve um crescimento de 39,8% de microcomputadores com acesso à internet; 29,7% de microcomputadores sem acesso à internet e 26,6% de telefone celular. Em 2011, 69,1% da população de 10 anos ou mais de idade tinham celular para uso pessoal. Mas o maior percentual de pessoas com celular tinha entre 25 e 29 anos (83,1%). Os jovens também acessam mais a internet. Também em 2011, 77,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade declararam ter usado a internet nos três meses anteriores à data da entrevista da pesquisa, um aumento de 14,7% em relação a 2009. A faixa etária que menos acessou a internet no período pesquisado foi a de pessoas com 50 anos ou mais idade, apenas 18,4%. Disponível em: [Adaptado] Acesso em: 06 jun 2013.     Observe os seguintes trechos retirados do texto e identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas abaixo.   I. “Você sabia que aumentou o número de microcomputadores, acesso à internet e celulares no Brasil?”   II. “Os jovens também acessam mais a internet. Também em 2011, 77,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade declararam ter usado a internet [...].”   III. “Em 2011, 69,1% da população de 10 anos ou mais de idade tinham celular para uso pessoal.”     ( ) Em I, há elipse da preposição “de” diante de “acesso” e de “celulares”.   ( ) Em II, as duas ocorrências de “também” dizem respeito ao mesmo referente: “os jovens”.   ( ) Em I e II, “acesso” e “acessam” são formas verbais que estão flexionadas, respectivamente, na primeira pessoa do singular e na terceira pessoa do plural do presente do modo indicativo.   ( ) Em I e II, segundo as regras de acentuação gráfica, o acento indicador de crase em “a” é opcional nas três ocorrências sublinhadas.   ( ) Em III, de acordo com a variedade padrão da língua portuguesa, a forma verbal sublinhada poderia estar no singular (tinha), concordando com “população”.     Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
  24. 24. UFRGS 2016
    Quando a economia política clássica nasceu, no Reino Unido e na França, ao final do século XVIII e início do século XIX, a questão da distribuição da renda já se encontrava no centro de todas as análises. Estava claro que transformações radicais entraram em curso, propelidas pelo crescimento demográfico sustentado – inédito até então – e pelo início do êxodo rural e da Revolução Industrial. Quais seriam as consequências sociais dessas mudanças?   Para Thomas Malthus, que publicou em 1798 seu Ensaio sobre o princípio da população, não restava dúvida: a superpopulação era uma ameaça. Preocupava-se especialmente com a situação dos franceses ........ vésperas da Revolução de 1789, quando havia miséria generalizada no campo. Na época, a França era de longe o país mais populoso da Europa: por volta de 1700, já contava com mais de 20 milhões de habitantes, enquanto o Reino Unido tinha pouco mais de 8 milhões de pessoas. A população francesa se expandiu em ritmo crescente ao longo do século XVIII, aproximando-se dos 30 milhões. Tudo leva a crer que esse dinamismo demográfico, desconhecido nos séculos anteriores, contribuiu para a estagnação dos salários no campo e para o aumento dos rendimentos associados à propriedade da terra, sendo portanto um dos fatores que levaram ........ Revolução Francesa. Para evitar que torvelinho similar vitimasse o Reino Unido, Malthus argumentou que toda assistência aos pobres deveria ser suspensa de imediato e a taxa de natalidade deveria ser severamente controlada.   Já David Ricardo, que publicou em 1817 os seus Princípios de economia política e tributação, preocupava-se com a evolução do preço da terra. Se o crescimento da população e, consequentemente, da produção agrícola se prolongasse, a terra tenderia a se tornar escassa. De acordo com a lei da oferta e da procura, o preço do bem escasso – a terra – deveria subir de modo contínuo. No limite, os donos da terra receberiam uma parte cada vez mais significativa da renda nacional, e o restante da população, uma parte cada vez mais reduzida, destruindo o equilíbrio social. De fato, o valor da terra permaneceu alto por algum tempo, mas, ao longo de século XIX, caiu em relação ........ outras formas de riqueza, à medida que diminuía o peso da agricultura na renda das nações. Escrevendo nos anos de 1810, Ricardo não poderia antever a importância que o progresso tecnológico e o crescimento industrial teriam ao longo das décadas seguintes para a evolução da distribuição da renda. Adaptado de: PIKETTY, T. O Capital no Século XXI. Trad. de M. B. de Bolle. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014. p.11-13.   Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
  25. 25. PUC-PR 2016
    Leia as sentenças e assinale o que se pede a seguir:   I. Em 2014, os brasileiros, confiantes e crédulos, saíram a consumir, como se consumo fosse investimento. E o Estado agora nos convoca à pagar também suas dívidas, que não são nossas. (Veja. São Paulo: Abril, p. 23, 10 jun. 2015. Adaptado).  II. Pode-se dizer que as gerações da Idade Média falam às gerações atuais por meio das grandes obras de arquitetura que exprimem a devoção e o espírito da época. (WHITNEY, W. A vida da linguagem. Petrópolis: Vozes, 2010. p.17). III. À linguagem é uma expressão destinada a transmissão do pensamento. IV. O atendimento a gestantes foi suspenso ontem à tarde e a Prefeitura pouco pode fazer a curto prazo para amenizar a situação. V. Transmita a cada um dos pacientes às instruções necessárias à continuidade do tratamento.   O sinal indicativo de crase está adequadamente empregado na(s) alternativa(s): 
  26. 26. IME 2016
    CONSUMIDORES COM MAIS ACESSO À INFORMAÇÃO QUESTIONAM A VERDADE QUE LHES É VENDIDA   Se você é mulher, talvez já tenha observado com mais atenção como a publicidade de produtos de beleza, especialmente os voltados a tratamentos de rejuvenescimento, usualmente possuem novíssimos "componentes anti-idade" e "micro-cápsulas" que ajudam "a sua pele a ter mais firmeza em oito dias", por exemplo, ou mesmo que determinados organismos "vivos" (mesmo depois de envazados, transportados e acondicionados em prateleiras com pouco controle de temperatura) fervilham aos milhões dentro de um vasilhame esperando para serem ingeridos ajudando a regular sua flora intestinal. Homens, crianças, e todo tipo de público também não estão fora do alcance desse discurso que utiliza um recurso cada vez mais presente na publicidade: a ciência e a tecnologia como argumento de venda.   Silvania Sousa do Nascimento, doutora em didática da ciência e tecnologia pela Universidade Paris VI e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), enxerga nesse processo um resquício da visão positivista, na qual a ciência pode ser entendida como verdade absoluta. "A visão de que a ciência é a baliza ética da verdade e o mito do cientista como gênio criador é amplamente difundida, mas entra, cada vez mais, em atrito com a realidade, principalmente em uma sociedade informacional, como ( 1 ) nossa", acrescenta.   Para entender esse processo numa sociedade pautada na dinâmica da informação, Ricardo Cavallini, consultor corporativo e autor do livro O marketing depois de amanhã (Universo dos Livros, 2007), afirma que, primeiramente, devemos repensar a noção de público específico ou senso comum. "Essas categorizações estão sendo postas de lado. A publicidade contemporânea trata com pessoas e elas têm cada vez mais acesso ( 2 ) informação e é assim que vejo a comunicação: com fronteiras menos marcadas e deixando de lado o paradigma de que o público é passivo", acredita. Silvania concorda e diz que a sociedade começa ( 3 ) perceber que a verdade suprema é estanque, não condiz com o dia a dia. "Ao se depararem com uma informação, as pessoas começam a pesquisar e isso as aproxima do fazer científico, ou seja, de que a verdade é questionável", enfatiza.   Para a professora da UFMG, isso cria o "jornalista contínuo", um indivíduo que põe a verdade à prova o tempo todo. "A noção de ciência atual é a de verdade em construção, ou seja, de que determinados produtos ou processos imediatamente anteriores à ação atual, são defasados".   Cavallini considera que ( 4 ) três linhas de pensamento possíveis que poderiam explicar a utilização do recurso da imagem científica para vender: a quantidade de informação que a ciência pode agregar a um produto; o quanto essa informação pode ser usada como diferencial na concorrência entre produtos similares; e a ciência como um selo de qualidade ou garantia. Ele cita o caso dos chamados produtos "verdes", associados a determinadas características com viés ecológico ou produtos que precisam de algum tipo de "auditoria" para comprovarem seu discurso. "Na mídia, a ciência entra como mecanismo de validação, criando uma marca de avanço tecnológico, mesmo que por pouquíssimo tempo", finaliza Silvania.   O fascínio por determinados temas científicos segue a lógica da saturação do termo, ou seja, ecoar algo que já esteja exercendo certo fascínio na sociedade. "O interesse do público muda bastante e a publicidade se aproveita desses temas que estão na mídia para recriá-los a partir de um jogo de sedução com a linguagem" diz Cristina Bruzzo, pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e que acompanhou ( 5 ) apropriação da imagem da molécula de DNA pelas mídias (inclusive publicidade). "A imagem do DNA, por exemplo, foi acrescida de diversos sentidos, que não o sentido original para a ciência, e transformado em discurso de venda de diversos produtos", diz.   Onde estão os dados comprovando as afirmações científicas, no entanto? De acordo com Eduardo Corrêa, do Conselho Nacional de Auto Regulamentação Publicitária (Conar) os anúncios, antes de serem veiculados com qualquer informação de cunho científico, devem trazer os registros de comprovação das pesquisas em órgãos competentes. Segundo ele, o Conar não tem o papel de avalizar metodologias ou resultados, o que fica a cargo do Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou outros órgãos. "O consumidor pode pedir uma revisão ou confirmação científica dos dados apresentados, contudo em 99% dos casos esses certificados são garantia de qualidade. Se surgirem dúvidas, quanto a dados numéricos de pesquisas de opinião pública, temos analistas no Conar que podem dar seus pareceres", esclarece Corrêa. Mesmo assim, de acordo com ele, os processos investigatórios são raríssimos. RODRIGO, Ênio. Ciência e cultura na publicidade. Disponível em: .Acesso em 22 abr. 2015.   Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas existentes no texto, respectivamente.
  27. 27. UNICENTRO 2009
    Em todos os pares abaixo, a presença ou a ausência do sinal indicador de crase altera o sentido da frase, EXCETO em
  28. 28. UNICENTRO 2010
    Assinale a alternativa cujas palavras estão acentuadas conforme a mesma regra.
  29. 29. UPE 2016
    Texto 1 Ter mais e ter menos   Vários leitores me escreveram para acusar os "tempos modernos", em que "ter" é mais importante do que "ser". Hoje, o que temos nos define, à condição, claro, de ostentá-lo o suficiente para que os outros saibam: constatando nossos "bens", eles reconheceriam nosso valor social.   Essa seria a razão da cobiça de todos e, em última instância, da facilidade com a qual todos nos tornamos criminosos. A partir dessa constatação, alguns de meus correspondentes tentam explicar uma diferença entre ricos e pobres em matéria de crime. O argumento básico funciona mais ou menos assim: 1) para ser alguém, na nossa sociedade, é preciso ter e ostentar bens; 2) quem vale menos na consideração social (o desfavorecido, o excluído, o miserável) teria um anseio maior de conquistar aqueles bens que aumentariam seu valor aos olhos dos outros.   Em suma, precisamos ter para ser – e, se formos pouco relevantes ou invisíveis socialmente, só poderemos querer ter mais e com mais urgência. À primeira vista, faz sentido. Mas, antes de desenvolver o raciocínio, uma palavra em defesa da modernidade.   Tudo bem, uma sociedade em que as diferenças são decididas pelo "ter" (vale mais quem tem mais) pode parecer um pouco sórdida. Acharíamos mais digna uma sociedade na qual valeria mais quem "é" melhor, não quem acumulou mais riquezas.   O problema é que, em nosso passado recente, as sociedades organizadas pelo "ser" já existiram, e não foram exatamente sociedades para onde a gente voltaria alegremente – eu, ao menos, não gostaria de voltar para lá.   Geralmente, uma sociedade organizada pelo "ser" é uma sociedade imóvel. Por exemplo, no antigo regime, você podia nascer nobre, perder todos os bens de sua família, inclusive a honra, e continuaria nobre, porque você já era nobre. Inversamente, você podia nascer numa sarjeta urbana e enriquecer pelo seu trabalho ou pela sua sabedoria, e nem por isso você se tornaria nobre, porque você não o era. Ou seja, em matéria de mobilidade social, as sociedades nas quais o que importa é o "ser" são sociedades lentas, se não paradas, e as sociedades nas quais o que importa é o "ter" são sociedades nas quais a mudança é possível, se não encorajada.   É bom lembrar disso quando criticamos nossa "idolatria" consumista ou nossa vaidade. Podemos sonhar com uma sociedade organizada pelas qualidades supostamente intrínsecas a cada um (haveria os sábios, os generosos, os fortes etc.), mas a alternativa real a uma sociedade do "ter" são sociedades em que castas e dinastias exercem uma autoridade contra a qual o indivíduo não pode quase nada.   Voltemos agora à observação de que, numa sociedade do "ter" como a nossa, os que têm menos seriam, por assim dizer, famintos – e, portanto, propensos a querer a qualquer custo. Eles recorreriam ao crime porque sua dignidade social depende desse "ter" – para eles, ter (como navegar) é preciso.   Agora, o combustível de uma sociedade do "ter" é uma mistura de cobiça com vaidade. Por cobiça, preferimos os bens materiais a nossas eventuais virtudes, mas essa cobiça está a serviço da vaidade. A riqueza que acumulamos não vale "em si", ela vale para ser vista e reconhecida pelos outros: é a inveja deles que afirma nossa desejada "superioridade". Em outras palavras, os bens que desejamos são indiferentes; o que importa é o reconhecimento que esperamos receber graças a eles. Por consequência, nenhum bem pode nos satisfazer, e a insatisfação é parte integrante de nosso modelo cultural.   Não é que estejamos insatisfeitos porque nos falta alguma coisa (aí seria fácil, bastaria encontrá-la). Somos (e não estamos) insatisfeitos porque o reconhecimento dos outros é imaterial, difícil de ser medido e nunca suficiente. A procura por bens é infinita ou, no mínimo, indefinida, como é indefinida a procura pelo reconhecimento dos outros.   Os bens que conquistamos (roubando ou não, tanto faz) não estabelecem nenhum "ser", apenas alimentam, por um instante, um olhar que gratificaria nossa vaidade. Não existe uma acumulação a partir da qual nós nos sentiríamos ao menos parcialmente acalmados em nossa busca por esse reconhecimento. Ao contrário, é provável que a cobiça e a vaidade cresçam com o "ter". Ou seja, é bem possível que a tentação do crime seja maior para quem tem mais do que para quem tem menos.  Contardo Calligaris. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2015/05/1634384-ter-mais-e-termenos.shtml. Acesso em: 27/06/15. Adaptado.   No que se refere a alguns aspectos formais presentes no Texto 1, analise o que se afirma a seguir.   I. A regência do verbo ‘preferir’ está de acordo com a norma-padrão, no trecho: “Por cobiça, preferimos os bens materiais a nossas eventuais virtudes” (9º parágrafo), apesar de, no português brasileiro, haver uma tendência a seguir outra norma para esse verbo. II. O trecho “os que têm menos seriam, por assim dizer, famintos” (8º parágrafo) exemplifica um caso em que, segundo a norma-padrão da língua, o verbo ‘ter’ pode ficar no plural, em concordância com ‘os’, ou no singular, em concordância com ‘que’. III. Se o trecho “são sociedades em que castas e dinastias exercem uma autoridade contra a qual o indivíduo não pode quase nada” fosse substituído por “são sociedades em que castas e dinastias exercem uma autoridade à qual o indivíduo não pode opor-se”, o sinal indicativo de crase seria obrigatório. IV. No trecho: “Por consequência, nenhum bem pode nos satisfazer, e a insatisfação é parte integrante de nosso modelo cultural.”, ao grafar o termo destacado sem trema, o autor demonstrou atender as orientações do último Acordo Ortográfico. Outras palavras que passaram a ser grafadas sem o trema após a vigência desse documento foram ‘questão’, ‘distinguir’ e ‘extinguir’.   Estão CORRETAS:
  30. 30. IME 2016
    Texto 2 CONSUMIDORES COM MAIS ACESSO À INFORMAÇÃO QUESTIONAM A VERDADE QUE LHES É VENDIDA Ênio Rodrigo   Se você é mulher, talvez já tenha observado com mais atenção como a publicidade de produtos de beleza, especialmente os voltados a tratamentos de rejuvenescimento, usualmente possuem novíssimos "componentes anti-idade" e "micro-cápsulas" que ajudam "a sua pele a ter mais firmeza em oito dias", por exemplo, ou mesmo que determinados organismos "vivos" (mesmo depois de envazados, transportados e acondicionados em prateleiras com pouco controle de temperatura) fervilham aos milhões dentro de um vasilhame esperando para serem ingeridos ajudando a regular sua flora intestinal. Homens, crianças, e todo tipo de público também não estão fora do alcance desse discurso que utiliza um recurso cada vez mais presente na publicidade: a ciência e a tecnologia como argumento de venda.   Silvania Sousa do Nascimento, doutora em didática da ciência e tecnologia pela Universidade Paris VI e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), enxerga nesse processo um resquício da visão positivista, na qual a ciência pode ser entendida como verdade absoluta. "A visão de que a ciência é a baliza ética da verdade e o mito do cientista como gênio criador é amplamente difundida, mas entra, cada vez mais, em atrito com a realidade, principalmente em uma sociedade informacional, como ( 1 ) nossa", acrescenta.   Para entender esse processo numa sociedade pautada na dinâmica da informação, Ricardo Cavallini, consultor corporativo e autor do livro O marketing depois de amanhã (Universo dos Livros, 2007), afirma que, primeiramente, devemos repensar a noção de público específico ou senso comum. "Essas categorizações estão sendo postas de lado. A publicidade contemporânea trata com pessoas e elas têm cada vez mais acesso ( 2 ) informação e é assim que vejo a comunicação: com fronteiras menos marcadas e deixando de lado o paradigma de que o público é passivo", acredita. Silvania concorda e diz que a sociedade começa ( 3 ) perceber que a verdade suprema é estanque, não condiz com o dia-a-dia. "Ao se depararem com uma informação, as pessoas começam a pesquisar e isso as aproxima do fazer científico, ou seja, de que a verdade é questionável", enfatiza.   Para a professora da UFMG, isso cria o "jornalista contínuo", um indivíduo que põe a verdade à prova o tempo todo. "A noção de ciência atual é a de verdade em construção, ou seja, de que determinados produtos ou processos imediatamente anteriores à ação atual, são defasados".   Cavallini considera que ( 4 ) três linhas de pensamento possíveis que poderiam explicar a utilização do recurso da imagem científica para vender: a quantidade de informação que a ciência pode agregar a um produto; o quanto essa informação pode ser usada como diferencial na concorrência entre produtos similares; e a ciência como um selo de qualidade ou garantia. Ele cita o caso dos chamados produtos "verdes", associados a determinadas características com viés ecológico ou produtos que precisam de algum tipo de "auditoria" para comprovarem seu discurso. "Na mídia, a ciência entra como mecanismo de validação, criando uma marca de avanço tecnológico, mesmo que por pouquíssimo tempo", finaliza Silvania.   O fascínio por determinados temas científicos segue a lógica da saturação do termo, ou seja, ecoar algo que já esteja exercendo certo fascínio na sociedade. "O interesse do público muda bastante e a publicidade se aproveita desses temas que estão na mídia para recriá-los a partir de um jogo de sedução com a linguagem" diz Cristina Bruzzo, pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e que acompanhou ( 5 ) apropriação da imagem da molécula de DNA pelas mídias (inclusive publicidade). "A imagem do DNA, por exemplo, foi acrescida de diversos sentidos, que não o sentido original para a ciência, e transformado em discurso de venda de diversos produtos", diz.   Onde estão os dados comprovando as afirmações científicas, no entanto? De acordo com Eduardo Corrêa, do Conselho Nacional de Auto Regulamentação Publicitária (Conar) os anúncios, antes de serem veiculados com qualquer informação de cunho científico, devem trazer os registros de comprovação das pesquisas em órgãos competentes. Segundo ele, o Conar não tem o papel de avalizar metodologias ou resultados, o que fica a cargo do Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou outros órgãos. "O consumidor pode pedir uma revisão ou confirmação científica dos dados apresentados, contudo em 99% dos casos esses certificados são garantia de qualidade. Se surgirem dúvidas, quanto a dados numéricos de pesquisas de opinião pública, temos analistas no Conar que podem dar seus pareceres", esclarece Corrêa. Mesmo assim, de acordo com ele, os processos investigatórios são raríssimos. RODRIGO, Enio. Ciência e cultura na publicidade. Disponível em: .Acesso em 22/04/2015.   Dentre os vocábulos abaixo, assinale aquele cuja regra de acentuação é diversa daquela usada no vocábulo destacado em:  "(...) a verdade é questionável ". (3º parágrafo, texto 2) 
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