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Exercícios de Advérbio

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  1. 1. Espcex (Aman) 2011
    TEXT O PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: O Outro Marido 14Era conferente da Alfândega - mas isso não tem importância. Somos todos alguma coisa fora de nós; o eu irredutível nada tem a ver com as classificações profissionais. Pouco importa que nos avaliem pela casca. 9Por dentro, sentia-se diferente, capaz de mudar sempre, enquanto a situação exterior e familiar não mudava. Nisso está o espinho do homem: ele muda, os outros não percebem. Sua mulher não tinha percebido. Era a mesma de há 23 anos, quando se casaram (quanto ao íntimo, é claro). 3Por falta de filhos, os dois viveram demasiado perto um do outro, sem derivativo. Tão perto que se desconheciam mutuamente, como um objeto desconhece outro, na mesma prateleira de armário. 10Santos doía-se de ser um objeto aos olhos de Dona Laurinha. Se ela também era um objeto aos olhos dele? Sim, mas com a diferença de que Dona Laurinha não procurava fugir a essa simplificação, nem reparava; era de fato, objeto. Ele, Santos, sentia-se vivo e desagradado. 1Ao aparecerem nele as primeiras dores, Dona Laurinha penalizou-se, mas esse interesse não beneficiou as relações do casal. Santos parecia 6comprazer-se em estar doente. 11Não propriamente em queixar-se, mas em alegar que ia mal. A doença era para ele ocupação, emprego suplementar. O médico da Alfândega dissera-lhe que certas formas reumáticas levam anos para ser dominadas, exigem adaptação e disciplina. Santos começou a cuidar do corpo como de uma planta delicada. E mostrou a Dona Laurinha a nevoenta radiografia da coluna vertebral com certo orgulho de estar assim tão afetado. - Quando você ficar bom... - Não vou ficar. Tenho doença para o resto da vida. Para Dona Laurinha, a melhor maneira de curar-se é tomar remédio e entregar o caso à alma de Padre Eustáquio, que vela por nós. 2Começou a fatigar-se com a importância que o reumatismo assumira na vida do marido. E não se amolou muito 12quando ele anunciou que ia intemar-se no hospital Gaffré e Guinle. - Você não sentirá falta de nada - assegurou-lhe Santos. - Tirei licença com ordenado integral. Eu mesmo virei aqui todo começo de mês trazer o dinheiro. Hospital não é prisão. - Vou visitar você todo domingo, quer? - É melhor não ir. Eu descanso, você descansa, cada quaI no seu canto. Ela também achou melhor, e nunca foi lá. Pontualmente, Santos trazia-lhe o dinheiro da despesa, ficaram até um pouco amigos nessa breve conversa a longos intervalos. 4Ele chegava e saía curvado, sob a garra do reumatismo que nem melhorava nem matava. A visita não era de todo desagradável, desde que a doença deixara de ser assunto. Ela notou como a vida de hospital pode ser distraída: os internados sabem de tudo cá de fora. - Pelo rádio - explicou Santos. Um dia, ela se sentiu tão nova, apesar do tempo e das separações fundamentais, que imaginou uma alteração: por que ele não ficava até o dia seguinte, só essa vez? - 5É tarde - respondeu Santos. E ela não entendeu se ele se referia à hora ou a toda a vida passada sem compreensão. É certo que vagamente o compreendia agora, e recebia dele mais que a mesada: uma hora de companhia por mês. Santos veio um ano, dois, cinco. Certo dia não veio. 13Dona Laurinha preocupou-se. Não só lhe faziam falta os cruzeiros; ele também fazia. Tomou o ônibus, foi ao hospital pela primeira vez, em alvoroço. Lá ele não era conhecido. Na Alfândega informaram-lhe que Santos falecera havia quinze dias, a senhora quer o endereço da viúva? - Sou eu a viúva - disse Dona Laurinha, espantada. O informante olhou-a com incredulidade. Conhecia muito bem a viúva do Santos, Dona Crisália, fizera bons piqueniques com o casal na Ilha do Governador. Santos fora seu parceiro de bilhar e de pescaria. Grande praça. Ele era padrinho do filho mais velho de Santos. Deixara três órfãos, coitado. E tirou da carteira uma foto, um grupo de praia. Lá estavam Santos, muito lépido, sorrindo, a outra mulher, os três garotos. Não havia dúvida: era ele mesmo, seu marido. Contudo, 7a outra realidade de Santos era tão destacada da sua, que o tornava outro homem, completamente desconhecido, irreconhecível. - Desculpe, foi engano. 8A pessoa a que me refiro não é esta - disse Dona Laurinha, despedindo- se. (Carlos Drummond de Andrade) No trecho, "Por falta de filhos, os dois viveram demasiado perto, sem derivativo" (ref.3), o termo sublinhado pode ser classificado morfologicamente como:
  2. 2. G1 - CPS 2007
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: FAÇAMOS AS PAZES COM A TERRA (fragmento) "O chamado que nos é feito hoje para pormos fim à guerra contra a natureza é por uma solidariedade sem precedentes com as gerações futuras. Será que, para chegar a isso, a humanidade precisará selar um novo pacto, um "contrato natural" de co-desenvolvimento com o planeta, assinando um armistício com a natureza? Precisamos da sabedoria necessária para defender uma ética para o futuro, pois, se quisermos fazer as pazes com a Terra, essa ética terá que prevalecer. Este planeta é o nosso reflexo: se ele está ferido, nós estamos feridos; se ele esta mutiIado, a humanidade também está"  (MATSUURA. Koichiro. Façamos as pazes com a Terra. In: Folha de S. Paulo, 4 dejul. 2007.) MÃOS DADAS Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade. O presente é TÃO  grande, NÃO  nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. Não serei o cantor de uma mulher, de uma história, não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela, não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida, não fugirei PARA AS ILHAS  nem serei raptado por serafins. O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente. (DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. "Mãos dadas". In: Sentimento do Mundo. Record.) No poema "Mãos dadas", os termos destacados apresentam, respectivamente, as circunstâncias adverbiais de:
  3. 3. FGV 2005
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:           Os tiranos e os autocratas sempre compreenderam que a capacidade de Ier, o conhecimento, os livros e os jornais são potencialmente perigosos. Podem insuflar ideias independentes e até rebeldes nas cabeças de seus súditos. O governador real britânico da colônia de Virgínia escreveu em 1671:           Graças a Deus não há escolas, nem imprensa livre; e espero que não [as] tenhamos nestes [próximos] cem anos; pois o conhecimento introduziu no mundo a desobediência, a heresia e as seitas, e a imprensa divulgou-as e publicou os libelos contra os melhores governos. Que Deus nos guarde de ambos!           Mas os colonizadores norte-americanos, compreendendo em que consiste a liberdade, não pensavam assim. Em seus primeiros anos, os Estados Unidos se vangloriavam de ter um dos índices mais elevados - talvez o mais elevado - de cidadãos alfabetizados no mundo.           Atualmente, os Estados Unidos não são o líder mundial em alfabetização. Muitos dos que são alfabetizados não conseguem ler, nem compreender material muito simples - muito menos um livro da sexta série, um manual de instruções, um horário de ônibus, o documento de uma hipoteca ou um programa eleitoral.           As rodas dentadas da pobreza, ignorância, falta de esperança e baixa auto-estima se engrenam para criar um tipo de máquina do fracasso perpétuo que esmigalha os sonhos de geração a geração. Nós todos pagamos o preço de mantê-Ia funcionando. O analfabetismo é a sua cavilha.           Ainda que endureçamos os nossos corações diante da vergonha e da desgraça experimentadas pelas vítimas, o ônus do analfabetismo é muito alto para todos os demais - o custo de despesas médicas e hospitalização, o custo de crimes e prisões, o custo de programas de educação especial, o custo da produtividade perdida e de inteligências potencialmente brilhantes que poderiam ajudar a solucionar os dilemas que nos perseguem.           Frederick Douglass ensinou que a alfabetização é o caminho da escravidão para a liberdade. Há muitos tipos de escravidão e muitos tipos de liberdade. Mas saber ler ainda é o caminho. (Carl Sagan, O caminho para a liberdade. Em O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. Adaptado) Considere o trecho citado a seguir, do governador real britânico: "Ainda que endureçamos os nossos corações diante da vergonha e da desgraça experimentadas pelas vítimas, o ônus do analfabetismo é muito alto para todos os demais."  A locução "ainda que" e o advérbio "muito" estabelecem, nesse enunciado, relações de sentido, respectivamente, de
  4. 4. PUCCAMP 1995
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:      A questão da descriminalização das drogas se presta a frequentes simplificações de caráter maniqueísta, que acabam por estreitar um problema extremamente complexo, permanecendo a discussão quase sempre em torno da droga que esta mais em evidência.      Vários aspectos relacionados ao problema (abuso das chamadas drogas lícitas, como medicamentos, inalação de solventes, etc.) ou não são discutidos, ou não merecem a devida atenção. A sociedade parece ser pouco sensível, por exemplo, aos problemas do alcoolismo, que representa a primeira causa de internação da população adulta masculina em hospitais psiquiátricos. Recente estudo epidemiológico realizado em São Paulo apontou que 8% a 10% da população adulta apresentavam problemas de abuso ou dependência de álcool. Por outro lado, a comunidade mostra-se extremamente sensível ao uso e abuso de drogas ilícitas, como maconha, cocaína, heroína, etc.      Dois grupos mantêm acalorada discussão. O primeiro acredita que somente penalizando traficantes e usuários pode-se controlar o problema, atitude essa centrada, evidentemente, em aspectos repressivos.      Essa corrente atingiu o seu maior momento logo após o movimento militar de 1964. Seus representantes acreditam, por exemplo, que 'no fim da linha' usuários fazem sempre um pequeno comércio, o que, no fundo, os igualaria aos traficantes, dificultando o papel da Justiça. Como solução, apontam, com frequência, para os reconhecidamente muito dependentes, programas extensos a serem desenvolvidos em fazendas de recuperação, transformando o tratamento em um programa agrário.      Na outra ponta, um grupo 'neoliberal' busca uma solução nas regras do mercado. Seus integrantes acreditam que, liberando e taxando essas drogas através de impostos, poderiam neutralizar seu comércio, seu uso e seu abuso. As experiências dessa natureza em curso em outros países não apresentam resultados animadores.      Como uma terceira opção, pode-se olhar a questão considerando diversos ângulos. O usuário eventual não necessita de tratamento, deve ser apenas alertado para os riscos. O dependente deve ser tratado, e, para isso, a descriminalização do usuário é fundamental, pois facilitaria muito seu pedido de ajuda. O traficante e o produtor devem ser penalizados. Quanto ao argumento de que usuários vendem parte do produto: é fruto de desconhecimento de como se dão as relações e as trocas entre eles.      Duplamente penalizados, pela doença (dependência) e pela lei, os usuários aguardam melhores projetos, que cuidem não só dos aspectos legais, mas também dos aspectos de saúde que são inerentes ao problema. (Adaptado de Marcos P. T. Ferraz, Folha de São Paulo)  A alternativa em que o advérbio exprime ideia de INTENSIDADE é:
  5. 5. PUC-CAMP 1995
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: A questão da descriminalização das drogas se presta a frequentes simplificações de caráter maniqueísta, que acabam por estreitar um problema extremamente complexo, permanecendo a discussão quase sempre em torno da droga que está mais em evidência. Vários aspectos relacionados ao problema (abuso das chamadas drogas lícitas, como medicamentos, inalação de solventes, etc.) ou não são discutidos, ou não merecem a devida atenção. A sociedade parece ser pouco sensível, por exemplo, aos problemas do alcoolismo, que representa a primeira causa de internação da população adulta masculina em hospitais psiquiátricos. Recente estudo epidemiológico realizado em São Paulo apontou que 8% a 10% da população adulta apresentavam problemas de abuso ou dependência de álcool. Por outro lado, a comunidade mostra-se extremamente sensível ao uso e abuso de drogas ilícitas, como maconha, cocaína, heroína, etc. Dois grupos mantêm acalorada discussão. O primeiro acredita que somente penalizando traficantes e usuários pode-se controlar o problema, atitude essa centrada, evidentemente, em aspectos repressivos. Essa corrente atingiu o seu maior momento logo após o movimento militar de 1964. Seus representantes acreditam, por exemplo, que "no fim da linha" usuários fazem sempre um pequeno comércio, o que, no fundo, os igualaria aos traficantes, dificultando o papel da Justiça. Como solução, apontam, com frequência, para os reconhecidamente muito dependentes, programas extensos a serem desenvolvidos em fazendas de recuperação, transformando o tratamento em um programa agrário. Na outra ponta, um grupo "neoliberal" busca uma solução nas regras do mercado. Seus integrantes acreditam que, liberando e taxando essas drogas através de impostos, poderiam neutralizar seu comércio, seu uso e seu abuso. As experiências dessa natureza em curso em outros países não apresentam resultados animadores. Como uma terceira opção, pode-se olhar a questão considerando diversos ângulos. O usuário eventual não necessita de tratamento, deve ser apenas alertado para os riscos. O dependente deve ser tratado, e, para isso, a descriminalização do usuário é fundamental, pois facilitaria muito seu pedido de ajuda. O traficante e o produtor devem ser penalizados. Quanto ao argumento de que usuários vendem parte do produto: é fruto de desconhecimento de como se dão as relações e as trocas entre eles. Duplamente penalizados, pela doença (dependência) e pela lei, os usuários aguardam melhores projetos, que cuidem não só dos aspectos legais, mas também dos aspectos de saúde que são inerentes ao problema. (Adaptado de Marcos P. T. Ferraz, Folha de São Paulo) A alternativa em que o advérbio exprime ideia de INTENSIDADE é:
  6. 6. UFRGS 2001
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 1Até algum tempo atrás, imaginava-se que um cérebro jovem, em sua plena vitalidade biológica, 2fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. A matemática fornecia o maior dos 3argumentos para os defensores dessa teoria: quase todas as grandes equações matemáticas foram propostas ou decifradas por gente com menos de 30 anos. Albert Einstein tinha apenas 26 anos 4quando apresentou sua Teoria Geral da Relatividade - a mais revolucionária de todas as elaborações matemáticas, que lhe valeu o Prêmio Nobel de Física, quinze anos 5depois. O argumento é forte, porém ele se baseia numa ideia ultrapassada 1 respeito da mente humana. As novas 6descobertas estão mostrando que a inteligência não se limita 2 capacidade de raciocínio lógico, necessária para propor ou resolver uma 7complicada equação matemática. Os testes de QI, um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência, já não servem 8mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. A inteligência é muito mais que 9isso. 10É uma soma inacreditável de fatores, que inclui1até os emocionais. Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego, 3 na profissão ou ter bom relacionamento familiar, por maior que seja seu QI. O que os novos estudos estão mostrando 12no momento é que 12um cérebro jovem 13tende, sim, a ser mais 14inovador e 15revolucionário. Mas, como um bom vinho ou uma boa ideia, 16ele também 17pode 18amadurecer e melhorar com o tempo. Basta 19ser estimulado. (Adaptado de: GUARACY, Thales; RAMALHO, Cristina. Veja,19 de agosto de 1998.) No texto, o advérbio "mais" (ref. 8) deixa pressuposta a ideia de que:
  7. 7. FUVEST 1992
    Assinalar a alternativa que registra a palavra que tem o sufixo formador de advérbio:
  8. 8. PUCSP 2006
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Texto 1 - Poemeu (Millôr Fernandes) Pedem-me um Não, Digo "Pois sim!", Exigem um Sim, Digo "Pois não!". E, entre o Sim e o Não, O Pois Sim e o Pois não, Eu me mantenho Na contramão. Veja. São Paulo. 26 out. 2005. p. 29 Texto 2 - Depois de brincar de referendo...                  É hora de falar sério     Ganhe o NÃO ou ganhe o SIM, o problema do crime no Brasil vai continuar do mesmo tamanho. Durante quase um mês as autoridades submeteram o país à propaganda eleitoral de uma questão sobre a qual a opinião das pessoas, por mais bem-intencionadas, não tem o menor poder. O referendo das armas vai ser lembrado como um daqueles momentos em que um país entra em transe emocional e algumas pessoas se convencem de que basta uma torcida muito forte para que se produza um resultado positivo para a sociedade. Em finais de Copa do Mundo essa mobilização é muito apropriada. O referendo das armas no Brasil tem algo dessa ilusão coletiva de que se pode vencer um inimigo poderoso, o crime violento, apenas pela repetição de mantras e mediante sinais feitos com as mãos imitando o voo da pomba branca da paz. Infelizmente a vida real exige mais do que boas intenções para seguir o vetor do progresso social.      Ganhe o SIM ou o NÃO na proposta de proibir a comercialização de armas, continuará intacto e movimentado o principal caminho que elas percorrem das forjas do metal até as mãos dos bandidos. Esse caminho é a corrupção policial. Se quisesse efetivamente diminuir o número de armas em circulação o governo deveria ter optado por agir silenciosa e drasticamente dentro das organizações policiais. São conhecidos os expedientes usados por policiais corruptos que deixam as armas escaparem para as mãos dos bandidos em troca de dinheiro.      O caminho mais comum é a simples venda para os bandidos de armas ilegais apreendidas em operações policiais. A apreensão não é reportada ao comando policial e, em lugar de serem encaminhadas para destruição, elas são vendidas aos bandidos. E frequente criminosos serem soltos em troca de deixarem a arma com policiais. O MESMO vale para cidadãos pegos com armas ilegais ou sem licença para o porte. Eles são liberados pagando como pedágio a arma que portavam. Policiais corruptos também simulam o roubo, furto ou até a perda da arma oficial. Depois raspam sua numeração e a vendem. A corporação cuida de entregar-lhes uma nova, que pode vir ater o MESMO destino. Enquanto esse tráfico não for interrompido, podem ser organizados milhares de referendos e o problema do crime continuará do MESMO tamanho. Shelp, Diogo. Veja. São Paulo. 26 out. 2005. p. 62 De acordo com o discurso gramatical tradicional, advérbio é palavra invariável que expressa circunstância e incide sobre verbos, adjetivos e até mesmo advérbios. No entanto, extrapolando esse discurso, sabe-se que, como modalizador, em vez de exprimir uma circunstância (tempo, lugar, intensidade etc.) relacionada a um verbo, advérbio ou adjetivo, o advérbio pode revelar estados psicológicos do enunciador. Isso se vê em:
  9. 9. PUC-CAMP 1997
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Tribalização O continente africano, que tantas vezes e por tanto tempo já foi o espelho sombrio e espoliado dos progressos da civilização ocidental, infelizmente continua sujeito a um processo que, no limite, resume-se a uma implosão civilizatória. Se os tempos são de globalização, o espelho de horrores africano coloca-nos diante da antítese mais extrema, a da tribalização. Chegam-se ao fim do século 20 com o mais velho continente mergulhado em conflitos étnicos, miséria, endemias e estagnação econômica. A situação tornou-se agora extremamente grave, e entre Zaire e Ruanda parece inevitável uma guerra aberta. Tudo sob o olhar distante e pouco interessado das grandes potências ocidentais. A própria ONU admite não ter acesso a 600 mil refugiados hutus no leste do Zaire e pediu fotos de satélite para identificar onde eles estariam. Segundo a comissária da União Europeia, 1 milhão de pessoas podem morrer. Seria patético, se não fosse absolutamente trágico. A responsabilidade do Ocidente é inegável. Basta lembrar o antigo nome do Zaire, Congo Belga, para tomar consciência do passado colonialista que em muitos casos criou divisões geopolíticas e unidades de governo pouco ou nada coerentes com tradições tribais, étnicas ou mesmo territoriais. Infelizmente, uma parte relativamente grande da mídia e dos governantes dos países "civilizados" retrata os conflitos como puramente tribais, como se o genocídio africano não tivesse começado faz alguns séculos, sob o comando de potências colonialistas. Mais, parece evidente que a "tribalização", ou seja, a predominância de fatores locais, étnicos e de disputa territorial, nada mais é que o resultado de uma situação de estagnação e fome epidêmica em que boa parte do continente continua mergulhada em decorrência de seus sistemas econômicos, totalmente marginalizados da globalização. Lamentavelmente, a dívida em vidas, riqueza e cultura do Ocidente com a África tende apenas a crescer. (Adaptado da Folha de São Paulo, 31/10/96, 1-2.) O continente africano, que tantas vezes e por tanto tempo JÁ foi o espelho sombrio e espoliado dos progressos da civilização ocidental, infelizmente continua sujeito a um processo que, no limite, resume-se a uma implosão civilizatória. O advérbio em destaque exprime ideia de
  10. 10. ITA 2004
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: TEXTO 1 Valorizar o professor do ciclo básico Como não sou perito em futurologia, devo limitar-me a fazer um exercício de observação. Presto atenção ao que se passa na escola hoje e suponho que, daqui a 25 anos, as tendências atuais persistirão com maior ou menor intensidade. Provavelmente, o analfabetismo dos adultos terá sido erradicado e o acesso à instrução primária terá sido generalizado. Tudo indica que a demanda continuará a crescer em relação ao ensino secundário e superior. Se os poderes públicos não investirem sistematicamente na expansão desses dois níveis, a escola média e a universidade serão, em grande parte, privatizadas. A educação a distância será promovida tanto pelo Estado como pelas instituições particulares. Essa alteração no uso de espaços escolares tradicionais levará a resultados contraditórios. De um lado, aumentará o número de informações e instrumentos didáticos de alta precisão. De outro lado, a elaboração pessoal dos dados e a sua crítica poderão sofrer com a falta de um diálogo sustentado face a face entre o professor e o aluno. É preciso pensar, desde já, nesse desafio que significa aliar eficiência técnica e profundidade ou densidade cultural. O risco das avaliações sumárias, por meio de testes, crescerá, pois os processos informáticos visam a poupar tempo e reduzir os campos de ambiguidade e incerteza. Com isso, ficaria ainda mais raro o saber que duvida e interroga, esperando com paciência, até vislumbrar uma razão que não se esgote no simplismo do certo versus errado. Poderemos ter especialistas cada vez mais peritos nas suas áreas e massas cada vez mais incapazes de entender o mundo que as rodeia. De todo modo, o futuro depende, em larga escala, do que pensamos e fazemos no presente. Uma coisa me parece certa: o professor do ciclo básico deve ser valorizado em termos de preparação e salário, caso contrário, os mais belos planos ruirão como castelos de cartas. (BOSI, Alfredo. Caderno Sinapse. Folha de S. Paulo, 29/07/2003.)   TEXTO 2 Diretrizes de salvação para a Universidade Pública "... poder-se-ia alegar que não é muito bom o ensino das matérias que se costuma lecionar nas universidades. Todavia, não fossem essas instituições, tais matérias geralmente não teriam sido sequer ensinadas, e tanto o indivíduo como a sociedade sofreriam muito com a falta delas..." Adam Smith (...) A grande característica distintiva de uma Universidade pública reside na sua qualidade geradora de bens públicos. Estes, por definição, são bens cujo usufruto é necessariamente coletivo e não podem ser apropriados exclusivamente por ninguém em particular. Quanto ao grau de abrangência, os bens públicos podem ser classificados em locais, nacionais ou universais. O corpo de bombeiros de uma cidade, por exemplo, é um bem público local, o serviço da guarda costeira de um país é um bem público nacional, ao passo que a proteção de áreas ambientais importantes do planeta, como a Amazônia, deve ser vista como bem público universal, assim como qualquer outra atividade protetora de patrimônios da humanidade ou de segurança global, como é o caso da proteção contra vírus de computador, para citar um exemplo mais atual, embora ainda não plenamente reconhecido. Incluem-se no elenco dos bens públicos as atividades relacionadas à produção e transmissão da cultura, ao pensamento filosófico e às investigações científicas não alinhadas com qualquer interesse econômico mais imediato. A Universidade surgiu na civilização porque havia uma necessidade latente desses bens e legitimou-se pelo reconhecimento de sua importância para a humanidade. Portanto, ela nasceu e legitimou-se como instituição social pública e não como negócio privado, como muitos agora a querem transformar, inclusive a OMC, contradizendo o próprio Adam Smith, o patriarca da economia de mercado, como bem o indica a passagem acima epigrafada, retirada de "A Riqueza das Nações". As tecnologias podem ser "engenheiradas", transformando-se em produtos de mercado, mas o conhecimento que as originou é uma conquista da humanidade e, portanto, um bem público universal, como é o caso, por exemplo, das atividades do Instituto Politécnico de Zurique, de onde saiu Albert Einstein, e do laboratório Cavendish da Universidade de Cambridge, onde se realizaram os experimentos que levaram a descobertas fundamentais da física, sem as quais não teriam sido possíveis as maravilhas tecnológicas do mundo moderno, da lâmpada elétrica à internet. (...) (SILVA, José M. A. Jornal da Ciência, 22/07/2003. Extraído de: http://www.jornaldaciencia.org.br, 15/07/2003.) A única opção em que o advérbio em destaque indica o ponto de vista do autor é
  11. 11. UFC 2006
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Texto 1           Padre Anselmo olhou 5 com tristeza as mulheres ajoelhadas à sua frente. 2 Ia começar a missa e 1 sentia-se 6extremamente cansado. Onde aquela piedade com que 3 celebrava nos seus tempos 7 de jovem sacerdote, preocupado com a salvação das almas? As coisas 4 haviam mudado. Discutiam-se os novos ritos, as novas fórmulas. (...) Sentia-se tímido, vencido, olhando para os fiéis, pronunciando palavras na língua que falava em casa, 8 na rua. A mesma língua dos bêbedos, dos vagabundos, das meretrizes. De todos. Benzeu-se 9 instintivamente: - Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo. Amém. BEZERRA, João Clímaco. A vinha dos esquecidos. Fortaleza: UFC, 2005. p.32-33. Texto 2 11 Dissertar sobre uma literatura estrangeira supõe, entre muitas, o conhecimento de duas coisas primordiais: ideias gerais sobre literatura e compreensão facil do idioma desse povo estrangeiro. 10 Eu cheguei a entender perfeitamente a língua da Bruzundanga, isto é, a língua falada pela gente instruída e a escrita por muitos escritores que julguei excelentes; mas aquela em que escreviam os Iiteratos importantes, solenes, respeitados, nunca consegui entender, porque redigem eles as suas obras, ou antes, os seus livros, em outra muito diferente da usual, outra essa que consideram como sendo a verdadeira, a lídima, justificando isso por ter feição antiga de dois séculos ou três. Quanto mais incompreensível é ela, mais admirado é o escritor que a escreve, por todos que não lhe entenderam o escrito. BARRETO, Lima. Os Bruzundangas. Fortaleza: UFC, 2004. p.7.  No texto 1, o advérbio ou a locução adverbial que modifica um adjetivo é:
  12. 12. UFPR 2006
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: PASSO NO RUMO CERTO           Na semana passada, a claque convocada para a inauguração de um aeroporto na cidade mineira de Uberlândia ouviu de Lula a seguinte frase: "Quero dizer que a crise é extremamente grave. Em horas de crise é preciso ter muita paciência para não tomar decisão precipitada, não se deixar levar pelo estado emocional, mas, sim, pela razão". Embora o presidentejá tenha se manifestado a respeito da dificil situação política em diversas ocasiões (não raro para negar a sua realidade, como se tudo não passasse de uma alucinação coletiva promovida por prestidigitadores da elite, mas deixemos isso de lado), foi a primeira vez que ele uniu a palavra "crise" um advérbio de intensidade, "extremamente", e um adjetivo grandiloquente, "grave". O encadeamento de tais termos permite supor que Lula finalmente (no que pode ser considerado um advérbio de alívio) reconheceu a existência da fissura ética, política e criminosa que há mais de 100 dias se aprofunda mais e mais, levando o governo de cambulhada.           Nessa hipótese, e não se quer aqui evocar o doutor Pangloss, aquele personagem de Voltaire para quem todos vivíamos no melhor dos mundos, é uma ótima notícia o presidente ter admitido que o horizonte anda carregado. Pelo simples motivo de que, para sanar um problema, qualquer que seja eIe, é preciso antes de mais nada reconhecer sua existência. Caberia agora a Lula contribuir para que a resolução da crise seja efetiva, não deixando margem à impressão olfativa de que tudo terminará em pizza. O presidente volta e meia afirma que não tem como interferir no andamento das investigações e das punições. Não é verdade. Pelo peso de seu cargo, e sem extrapolar suas atribuições constitucionais, Lula pode, sim, proceder a que corrompidos e corrompedores, no Legislativo e no Executivo, sintam na carne e na biografia que não sairão impunes dos crimes de desvio de dinheiro público, formação de quadrilha e tráfico de influência. Ao empenhar-se com afinco nesse objetivo, movido pela razão e sem emocionalismos, o presidente prestaria ao mesmo tempo um grande serviço ao Brasil e a si próprio. (VEJA, Editorial, 07 jul. 2005.) Ao fazer menção a um "advérbio de alívio", o autor cria uma classificação de advérbio inexistente na gramática tradicional para um advérbio que representa uma avaliação ou atitude do emissor do texto, no caso uma atitude de alívio. Qual dos advérbios a seguir, em vez de modificar algum termo da oração, denota uma avaliação ou atitude do emissor?
  13. 13. UNESP 2015
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: A(s) questão(ões) a seguir abordam um texto de um site especializado em esportes com instruções de treinamento para a corrida olímpica dos 1 500 metros. Corrida – Prova 1500 metros rasos A prova dos 1 500 metros rasos, juntamente com a da milha (1 609 metros), característica dos países anglo-saxônicos, é considerada prova tática por excelência, sendo muito importante o conhecimento do ritmo e da fórmula a ser utilizada para vencer a prova. Os especialistas nessas distâncias são considerados completos homens de luta que, após um penoso esforço para resistir ao ataque dos adversários, recorrem a todas as suas energias restantes a fim de manter a posição de destaque conseguida durante a corrida, sem ceder ao constante assédio dos seus perseguidores. [...] Para correr essa distância em um tempo aceitável, deve-se gastar o menor tempo possível no primeiro quarto da prova, devendo-se para tanto sair na frente dos adversários, sendo essencial o completo domínio das pernas, para em seguida normalizar o ritmo da corrida. No segundo quarto, deve-se diminuir o ritmo, a fim de trabalhar forte no restante da prova, sempre procurando dosar as energias, para não correr o risco de ser surpreendido por um adversário e ficar sem condições para a luta final. Deve ser tomado cuidado para não se deixar enganar por algum adversário de condição inferior, que normalmente finge possuir energias que realmente não tem, com o intuito de minar o bom corredor, para que o companheiro da mesma equipe possa tirar proveito da situação e vencer a prova. Assim sendo, o corredor experiente saberá manter regularmente as suas passadas, sem deixar-se levar por esse tipo de artimanha. Conhecendo o estado de suas condições pessoais, o corredor saberá se é capaz de um sprint nos 200 metros finais, que é a distância ideal para quebrar a resistência de um adversário pouco experiente. O corredor que possui resistência e velocidade pode conduzir a corrida segundo a sua conveniência, impondo os seus próprios meios de ação. Finalmente, ao ultrapassar um adversário, deve-se fazê-lo decidida e folgadamente, procurando sempre impressioná-lo com sua ação enérgica. Também deve-se procurar manter sempre uma boa descontração muscular durante o desenvolvimento da corrida, nunca levar a cabeça para trás e encurtar as passadas para finalizar a prova. http://treino-de-corrida.f1cf.com.br Observando as seguintes passagens do texto apresentado, marque a alternativa em que as duas palavras em negrito são utilizadas como advérbios:
  14. 14. UNISINOS 2012
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: O som da época Luís Fernando Veríssimo 21Desconfio de que ainda nos lembraremos 2destes anos como 5a época em que vivemos com o acompanhamento dos alarmes de carro. Os alarmes de carro são a trilha sonora do nosso tempo8: o som da paranoia justificada. O alarme é o grito da nossa propriedade de que alguém está querendo tirá-la de nós. É o som 15mais desesperado que um ser humano pode produzir – a palavra “socorro!” –, mecanizado, padronizado e a todo volume. É 10“socorro!” acrescentado ao vocabulário das coisas, como a buzina, a campainha, a música de elevador, o 11“ping” que 22avisa que o assado está pronto e todos os “pings” do computador. Também é um som típico porque tenta compensar a carência mais típica 3da época9, a de segurança. 7Os carros pedem socorro porque a sua defesa natural 12– polícia por perto, boas fechaduras ou respeito de todo o mundo pelo que é dos outros – não funciona 16mais. 17Só 6lhes resta gritar. Também é o som da época porque é o som da intimidação. Sua função principal é espantar e substituir todas as outras formas de dissuasão pelo simples terror do barulho. O som da época em que 1os decibéis substituíram a razão. Como os ouvidos são13, de todos os canais dos sentidos, os mais difíceis de proteger, foram os escolhidos pela insensibilidade moderna para atacar nosso cérebro e apressar nossa imbecilização. Pois são tempos literalmente do barulho. O alarme contra roubo de carro também é próprio da época porque, 18frequentemente, não funciona. 14Ou funciona quando não deve. 23Ouvem-se tantos alarmes a qualquer hora do dia ou da noite porque, 19talvez influenciados pela paranoia generalizada, eles disparam sozinhos. 24Basta alguém se aproximar do carro com uma cara suspeita e eles começam a berrar. 20Decididamente, o som 4do nosso tempo. VERISSIMO, Luís Fernando. O som da época. Jornal Zero Hora, Porto Alegre, 29 set. 2011. Assinale a única alternativa correta em relação ao emprego de advérbios no texto.
  15. 15. G1 - IFSP 2013
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Buscando a excelência Lya Luft Estamos carentes de excelência. A mediocridade reina, assustadora, implacável e persistentemente. Autoridades, altos cargos, líderes, em boa parte desinformados, desinteressados, incultos, lamentáveis. Alunos que saem do ensino médio semianalfabetos e assim entram nas universidades, que aos poucos - refiro-me às públicas - vão se tornando reduto de pobreza intelectual. As infelizes cotas, contras as quais tenho escrito e às quais me oponho desde sempre, servem magniticamente para alcançarmos este objetivo: a mediocrização também do ensino superior. Alunos que não conseguem raciocinar porque não lhes foi ensinado, numa educação de brincadeirinha. E, porque não sabem ler nem escrever direito e com naturalidade, não conseguem expor em letra ou fala seu pensamento truncado e pobre. [...] E as cotas roubam a dignidade daqueles que deveriam ter acesso ao ensino superior por mérito [...] Meu conceito serve para cotas raciais também: não é pela raça ou cor, sobretudo autodeclarada, que um jovem deve conseguir diploma superior, mas por seu esforço e capacidade. [...] Em suma, parece que trabalhamos para facilitar as coisas aos jovens, em lugar de educá-los com e para o trabalho, zelo, esforço, busca de mérito, uso da própria capacidade e talento, já entre as crianças. O ensino nas últimas décadas aprimorou-se em fazer os pequenos aprender brincando. Isso pode ser bom para os bem pequenos, mas já na escola elementar, em seus primeiros anos, é bom alertar, com afeto e alegria, para o fato de que a vida não é só brincadeira, que lazer e divertimento são necessários até à saúde, mas que a escola é também preparação para uma vida profissional futura, na qual haverá disciplina e limites - que aliás deveriam existir em casa, ainda que amorosos. Muitos dirão que não estou sendo simpática. Não escrevo para ser agradável, mas para partilhar com meus leitores preocupações sobre este país com suas maravilhas e suas mazelas, num momento fundamental em que, em meio a greves, justas ou desatinadas, [...] se delineia com grande inteligência e precisão a possibilidade de serem punidos aqueles que não apenas prejudicaram monetariamente o país, mas corroeram sua moral, e a dignidade de milhões de brasileiros. Está sendo um momento de excelência que nos devolve ânimo e esperança. (Fonte: Revista Veja, de 26.09.2012. Adaptado). Assinale a classe de palavras correspondente a cada uma das palavras grifadas no trecho: A mediocridade reina, assustadora, implacável e persistentemente.
  16. 16. UNEMAT 2006
    A gramática do bom humor Millôr Fernandes Quando os eruditos descobriram a língua, ela já estava completamente pronta pelo povo. Os eruditos tiveram apenas que proibir o povo de falar errado. (...) As palavras nascem saudáveis e livres, crescem vagabundas e elásticas, vivem informes, e dinâmicas. Morrem quando contraem o câncer do significado definitivo e são recolhidas ao CTI dos dicionários. Devemos ser gratos aos portugueses. Se não fossem eles estaríamos até hoje falando tupi-guarani, uma língua que não entendemos. Que língua a nossa! A palavra oxítona é proparoxítona. (A Bíblia do Caos, In. Revista Língua Portuguesa - Ano I, n°01, 2005, p. 15) A palavra completamente e a palavra apenas estão empregadas no texto como advérbio e podem ser substituídas, respectivamente, sem prejuízo de sentido por:
  17. 17. UPE 2013
    Texto 1 Relacionamentos modernos deixam romantismo de lado, dizem jovens Conceito de namoro mudou e atitudes também, diz psicóloga. Jovem casal dá aula de como superar obstáculos para ser feliz.   Jovens de São José do Rio Preto (SP) confirmam: com os relacionamentos cada vez mais modernos, às vezes o romantismo é deixado de lado. A roda de conversa foi feita pelo Tem Notícias e indica que cada vez mais jovens assumem que se apaixonaram, mas poucos assumiram um relacionamento sério.   Um casal de namorados de mãos dadas, trocando juras de amor, parece ser cena rara de se ver atualmente. Quando chegam os 18 anos, a fase de transição da adolescência para a vida adulta se completa com a chegada do amor e dos relacionamentos. Segundo o estudante Bruno Gensen, de 17 anos, a pessoa ideal ainda não chegou. “Para ser perfeito, o namoro tem que ter confiança. Se uma pessoa não confia na outra, não vai continuar, não dá certo. Eu ainda não encontrei a pessoa ideal, quando achei que havia encontrado, não deu certo”, disse o estudante.   A estudante Glícia Cardoso, de 17 anos, também vê os jovens se afastando dos namoros. “As pessoas não têm mais compromisso sério, só querem saber de pegação, de balada etc. Isso prejudica o relacionamento,” comenta a estudante.   O conceito de namoro mudou e as atitudes mudaram com o tempo. Segundo a psicóloga Renata Montenegro Rebuá, a culpa não é do homem nem da mulher. “Hoje mudou o sistema, não se namora direto, existe o ficar e quem fica com muito mais frequência e com seletividade, essa é a diferença,” explica Renata.   Mas existem as exceções. À moda antiga, Renan Codogno, de 17 anos, e Juliana Kodjaoglanian, de 14 anos, não se enquadram nas "novas regras de relacionamento". O casal tem Síndrome de Down e está junto há um ano e meio. A história deles é como manda a tradição, e os pais deram apoio ao casal. “Nós queríamos que nossos filhos sentissem o que todos os jovens sentem, que não fosse um amor platônico”, comenta a mãe de Renan, Sandra Maria Ferreira Codogno.   A mãe de Juliana, Christiane Previato Kodjaoglanian, no início ficou cheia de cuidados, mas logo percebeu que ver a alegria da filha valeria a pena. “Quando eles começaram a namorar, eu me assustei, achei que eles iam curtir a amizade mais longa. Mas tem sido muito bonito, construído com amor, respeito, com carinho. É um namoro bonito de se ver”, contou Christiane.   No dia 12 de junho, em que se comemora a data mais romântica do calendário, o jovem casal é uma aula de como superar obstáculos para ser feliz ao lado de alguém. Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2013/06/relacionamentos-modernos-deixamromantismo-de-lado-dizem-jovens.html. Acesso em 12/06/2013. Adaptado.   Assinale a alternativa em que a mudança de posição do segmento destacado alterou significativamente o sentido do enunciado original.
  18. 18. Espcex (Aman) 2016
    Leia a frase abaixo e assinale a alternativa que traduz, na sequência em que aparecem, as circunstâncias grifadas.   “Num átimo, cessou de todo o ruído das vozes e ele entrou a falar à vontade, calma e decididamente.”
  19. 19. UNEMAT 2006
    Os índios sem-nome   Bebês xavantes não têm nome. É carga pesada demais para corpo tão frágil. Se ganharem um, poderão adoecer e morrer. Só com 2 ou 3 anos, ganha-se resistência para suportar o peso da identidade. Até então, todo homem é chamado de menino (watebremi mi tsi) e toda mulher, menina (ba’ õtõre mi tsi), informa Aracy Lopes da Silva, em Nomes e Amigos – da Prática Xavante a uma Reflexão sobre os Jês.   Este ano, xavantes sem nome engrossaram as estatísticas da fome. Ao menos seis com menos de 1 ano morreram de fome nas aldeias do Mato Grosso. Somam-se às 80 mortes do ano anterior, pelo mesmo motivo. Mais de cem foram internados em Goiânia (GO) com desnutrição, desde janeiro. Sob o olhar distante do governo federal.   Hoje, há mais de 29 mil xavantes no Brasil. Um nome xavante é associado à evolução da pessoa, ao seu desenvolvimento interior e à idade, que identifica a força vital útil à comunidade. Um xavante acaba sua vida como começa: sem nome. Há homens que, ao longo da vida, recebem até oito nomes.   As crianças xavantes das aldeias do Mato Grosso talvez não tenham essa sorte. Revista Língua n.º1 p.08, 2005.   Assinale a única alternativa CORRETA.
  20. 20. ENEM - 3 APLICACAO 2016
    A palavra e a imagem têm o poder de criar e destruir, de prometer e negar. A publicidade se vale deste recurso linguístico-imagético como seu principal instrumento. Vende a ficção como o real, o normal como algo fantástico; transforma um carro em um símbolo de prestígio social, uma cerveja em uma loira bonita, e um cidadão comum num astro ou estrela, bastando tão somente utilizar o produto ou serviço divulgado. Assim, fazer o banal tornar-se o ideal é tarefa ordinária da linguagem publicitária.  ALMEIDA, W. M. A linguagem publicitária e o estrangeirismo. Língua Portuguesa, n. 35, jan. 2012. Alguns elementos linguísticos estabelecem relações entre as diferentes partes do texto. Nesse texto, o vocábulo “Assim” tem a função de:
  21. 21. UNEMAT 2015
    Crise da Água Cantareira bate novo recorde negativo e opera com 3,2% de sua capacidade   O sistema Cantareira voltou a ter mais um recorde negativo nesta quarta-feira (22). De acordo com dados da Sabesp, o nível do reservatório é de apenas 3,2%, índice considerado o pior da história. Desde a segunda (20), chuvas têm atingido o reservatório, mas sem impedir a queda nos índices. Mesmo diante da grave crise hídrica, o governo estadual ainda se nega a fazer um racionamento na cidade. Novo Bônus Na terça-feira (21), o Conselho Diretor da Sabesp, responsável pelo abastecimento na Grande São Paulo, aprovou proposta do governo estadual de conceder a redução na conta de água para os que não atingirem o patamar de 20%, necessário para obter o atual desconto de 30%. Pelas novas regras, o bônus antigo continua em vigor, mas quem conseguir economizar de 10% a 15%, ganhará uma redução de 10% na conta de água. Se o consumo cair de 15% a 20%, o desconto será de 20%. A proposta será enviada agora para a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia), que definirá a data para a iniciativa entrar em vigor. Disponível em: www.1.folha.uol.com.br./cotidiano/2014. Acesso em 22 out. 2014. No trecho “Mesmo diante da grave crise hídrica, o governo estadual ainda se nega a fazer um racionamento na cidade.”, a palavra em destaque:  
  22. 22. PUC-MG 2016
    Sangue nas veias A mais recente pesquisa "Retratos da leitura no Brasil" (2011) vem confirmar que o livro e a leitura continuam ocupando um lugar importante no imaginário nacional. A imensa maioria dos brasileiros os associa a valores positivos e desejáveis. Mas, ao mesmo tempo, os números de leitores permanecem muito baixos. A questão continua tendo aspectos paradoxais, que desafiam o entendimento e sugerem a necessidade de um olhar sutil em sua apreciação. Há muitas décadas já se sabe que as famílias que conseguiram garantir alfabetização para as novas gerações sempre tiveram a perfeita noção de que o estudo podia ser uma ferramenta significativa para o desenvolvimento pessoal, um fator de ascensão social e uma promessa de melhor qualificação profissional, traduzida em melhores salários e uma situação econômica menos sacrificada. As frases que traduzem essa convicção são quase clichês no quadro familiar brasileiro. Muitos de nós as ouvimos de pais e avós: “Trate de estudar. A educação é a única herança que eu tenho para deixar para vocês”. Ou então: “Leia para ficar sendo seu para sempre. O que você lê e aprende ninguém vai poder lhe tirar, nunca”. Tais máximas foram repetidas, sobretudo no âmbito familiar, ao longo dos anos. Pelo que se percebe, tais conselhos continuam vivos e fortes. Mas esta pesquisa mostra também um dado intrigante. Esse ambiente doméstico está deixando de ser a maior influência que as pessoas recebem para se tornarem leitores. Diferentemente do que se viu em pesquisas anteriores, desta vez o exemplo e os conselhos da mãe não são mais a força dominante para que alguém leia. A sociedade passou-lhe à frente na função de modelar os leitores e propor exemplos. E nela, cumpre destacar o protagonismo exercido pela escola e pelos professores. Esse aspecto vem se somar a outro dado significativo e que chega às raias do espantoso: a quase inexistência de influência da mídia para aproximar alguém dos livros e da leitura. Ambos os traços chamam a atenção no resultado desta pesquisa. MACHADO, Ana Maria. In: FAILLA, Z. Retratos da leitura no Brasil 3. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Instituto Pró-Livro, 2012.   A ideia expressa pelos conectivos em destaque está corretamente indicada em
  23. 23. UFSC 2013
    Tecnologia e comunicação   Em relação à comunicação, cada invenção tecnológica que surge tem um forte impacto nas práticas cotidianas e no relacionamento humano. Pensemos, por exemplo, no efeito da criação e da popularização do telefone sobre o ato de escrever cartas. Depois de Graham Bell ter inventado o telefone, as pessoas passaram a escrever cada vez menos cartas e a usar cada vez mais o telefone para comunicações cotidianas. É raro, hoje em dia, alguém escrever uma carta para um amigo de outra cidade para perguntar quais são as novidades. É preferível falar com esse amigo por telefone por alguns minutos.   Mais recentemente, o surgimento dos telefones celulares alterou a maneira de usarmos o próprio telefone. O celular apresenta inúmeras vantagens. A mais óbvia delas é a portabilidade, que permite a comunicação sem que seja necessário estar fixo a um lugar. Podemos levar o celular e utilizá-lo, a qualquer momento, em diferentes lugares. Com aparelhos celulares mais modernos é possível até mesmo realizar operações bastante sofisticadas, que não eram sequer imaginadas quando utilizávamos só o telefone fixo tradicional. Por exemplo: o desenvolvimento de uma nova tecnologia já permite que, através de um mapa exibido no visor do celular, seja possível aos pais saber a localização de seus filhos...   O computador é mais uma dessas muitas invenções tecnológicas e, atualmente, ocupa cada vez mais lugar de destaque nas práticas cotidianas. Essa máquina é hoje utilizada como meio de transmissão tanto de mensagens escritas e orais como de imagens estáticas (fotografias) e em movimento (vídeos). O computador criou a possibilidade de comunicação escrita entre duas pessoas (e-mail, bate-papo), ou entre várias pessoas (fóruns, espaços abertos para a conversação). Esses diversos tipos de interação podem ocorrer simultaneamente (como nas conversas telefônicas) ou pode existir um espaço de tempo entre a produção do texto e sua leitura. BRAGA, Denise B.; RICARTE, Ivan L. M. Letramento e tecnologia. Cefiel/IEL/Unicamp, 2005- 2010, p. 20-21. [Adaptado]     Considere os trechos abaixo, extraídos do texto.   I. “Mais recentemente, o surgimento dos telefones celulares alterou a maneira de usarmos o próprio telefone. O celular apresenta inúmeras vantagens.”   II. “É raro, hoje em dia, alguém escrever uma carta para um amigo de outra cidade para perguntar quais são as novidades.“   III. “Com aparelhos celulares mais modernos é possível até mesmo realizar operações bastante sofisticadas, que não eram sequer imaginadas quando utilizávamos só o telefone fixo tradicional.”     Assinale a alternativa CORRETA.
  24. 24. UFABC 2007
    São palavras que pertencem à mesma classe gramatical:
  25. 25. UNEMAT 2011
    LÍNGUA FALADA POR APENAS 1.000 PESSOAS É DESCOBERTA NA ÍNDIA   Pesquisadores pensavam que idioma ´koro` era dialeto da cultura aka. Falantes moram no nordeste do país asiático. Do G1, com informações da AP   Uma língua falada por apenas mil pessoas foi descoberta na Índia, conforme revelou o especialista David Harrison nesta terça-feira (6). Chamado ´Koro`, o idioma é usado no estado de Arunachal Pradesh, no extremo nordeste do país. Os pesquisados da Swarthmore College, nos Estados Unidos, afirma que nem mesmo os falantes sabiam que o koro era uma língua totalmente distinta de qualquer outra. Anteriormente, acreditava-se que o idioma era apenas um dialeto aka, típico daquela região, na fronteira com a China e Mianmar. Segundo Harrison, há 6.910 línguas documentadas no mundo, contando o koro. O idioma está ameaçado de cair no esquecimento, já que os jovens tendem a utilizar línguas mais comuns para garantir maior aceitação. Composta por tribos que vivem da agricultura e da caça, a cultura aka é encontrada em um local de acesso restrito na Índia. Para chegar lá, os linguistas da instituição norte-americana precisaram passar por uma zona montanhosa. A pesquisa da equipe de Harrison começou em 2008. Para o time, o inventário de sons em koro é completamente distinto da família aka. O mesmo vale para a formação das palavras, feitas a partir da combinação dos fonemas da língua recém-descoberta. Os estudiosos, que receberam a ajuda do linguista Ganesh Murmu, especialista da Universidade Ranchi, na Índia, colocaram o koro dentro de um grupo de idiomas os quais estão o birmanês e o tibetano. A equipe ainda não sabe dizer como o koro sobreviveu até hoje. Os resultados do trabalho serão publicados na revista Indian Linguistics.   Nesses clássicos, o espaço é menos uma “fronteira final” que uma sementeira psicológica em que os escritores plantam os frutos exóticos de maneiras de ser alternativas. É correto afirmar que no enunciado acima os advérbios em negrito indicam:
  26. 26. UNICENTRO 2011
    Incivilizado, bárbaro, órfão de sensibilidade e pobre de palavra, ignorante e grave, alheio à paixão e ao erotismo - um mundo sem literatura teria como traço principal o conformismo, a submissão dos seres humanos ao estabelecido. Seria um mundo animal.   Muitas vezes me ocorre, nas feiras de livros ou nas livrarias, que um senhor se aproxime de mim com um livro meu nas mãos e me peça para autografá-lo, especificando: é para a minha mulher, ou minha filha, ou minha irmã, ou minha mãe; ela, ou elas, são grandes leitoras e são apaixonadas por literatura. E eu lhe pergunto, de imediato: “E o senhor? Não gosta de ler?”   A resposta chega pontual, quase sempre: “Bem, sim, é claro que gosto, mas sou uma pessoa muito ocupada, sabe como é.” Sim, sei muito bem, porque ouvi essa explicação dezenas de vezes: esse senhor, esses milhares de senhores iguais a ele têm tantas coisas importantes, tantas obrigações e responsabilidades na vida, que não podem desperdiçar seu tempo precioso passando horas e horas imersos num romance, num livro de poemas ou num ensaio literário. Segundo essa concepção, a literatura é uma atividade da qual se pode prescindir, um entretenimento elevado e útil para cultivar a sensibilidade e as boas  maneiras, um ornamento que se podem permitir os que dispõem de tempo livre para a recreação, e que seria necessário computar na categoria dos esportes, do cinema, do bridge ou do xadrez, mas que pode ser sacrificado sem escrúpulos no momento de estabelecer  uma escala de prioridades nos afazeres e compromissos indispensáveis da luta pela vida.   Nada, além que bons romances, ensina a ver nas diferenças étnicas e culturais a riqueza do patrimônio humano e a valorizá-las como uma manifestação de sua múltipla criatividade. Ler boa literatura é divertir-se, com certeza; mas também aprender, dessa maneira direta e intensa que é a da experiência vivida através das obras de ficção, o que somos e como somos em nossa integridade humana, com os nossos atos, os nossos  sonhos e os nossos fantasmas, a sós e na urdidura das relações que nos ligam aos outros, em nossa presença pública e no segredo de nossa consciência, essa soma extremamente complexa de verdades contraditórias - como as chamava Isaiah Berlin - de que é feita a condição humana.   Esse conhecimento totalizador e imediato do ser humano, hoje se encontra apenas no romance. Nem mesmo os outros ramos das disciplinas humanistas - como a filosofia, a psicologia, a história ou as artes - puderam preservar essa visão integradora e um discurso acessível porque, por trás da pressão irresistível da cancerosa divisão e fragmentação do conhecimento, acabaram por sucumbir também às imposições da especialização, por isolar-se em territórios cada vez mais segmentados e técnicos, cujas ideias e linguagens estão fora do alcance da mulher e do homem comuns. Não é nem pode ser o caso da literatura, embora alguns críticos e teóricos se empenhem em transformá-la em uma ciência, porque a ficção não existe para investigar uma área determinada da experiência, mas para enriquecer de maneira imaginária a vida, a de todos, a vida que não pode ser desmembrada, desarticulada, reduzida a esquemas ou fórmulas, sem que desapareça. LLOSA, Mário Vargas. Mojinho na cabeça polonesa. Disponível em: . Acesso em: 30 ago. 2010.   A expressão “sem escrúpulos”, no contexto, denota ideia de
  27. 27. PUC-RS 2010
    1. Se não tivéssemos medo, não teríamos nenhum 2. receio de carros em alta velocidade, de animais ve- 3. nenosos e de doenças contagiosas. Tanto nos seres 4. humanos como nos animais, o medo tem por objeti- 5. vo promover a sobrevivência. Com o decorrer do tem- 6. po, as pessoas que sentiram medo tiveram mais 7. pressão evolutiva favorável. 8. Hoje, não precisamos mais lutar por nossas vi- 9. das na selva, mas o medo está longe de desapare- 10. cer, pois continua servindo ao mesmo propósito que 11. servia na época em que nos encontrávamos com um 12. leão enquanto trazíamos água do rio. A diferença é 13. que agora carregamos carteiras e andamos pelas 14. ruas da cidade. A decisão de usar ou não aquele ata- 15. lho deserto à meia-noite é baseada em um medo 16. racional que promove a sobrevivência. Na verdade, 17. o que mudou foram só os estímulos, já que corre- 18. mos o mesmo risco que corríamos há centenas de 19. anos e nosso medo ainda serve para nos proteger 20. da mesma forma que nos protegia antes. 21. A maioria de nós jamais esteve perto da peste 22. bubônica (epidemia que atacou a Europa na época 23. medieval), mas nosso coração para ao vermos um 24. rato. Para o ser humano, além do instinto, também 25. há outros fatores envolvidos no medo. O ser huma- 26. no pode ter o dom da antecipação, o que nos faz 27. imaginar coisas terríveis que poderiam acontecer: 28. coisas que ouvimos, lemos ou vemos na TV. A maio- 29. ria de nós nunca vivenciou um acidente de avião, 30. mas isso não nos impede de sentar em um avião e 31. agarrar firme nos apoios dos braços. A antecipação 32. de um estímulo de medo pode provocar a mesma 33. reação que teríamos se vivêssemos a situação real. 34. Isso também é um benefício obtido com a evolução. INSTRUÇÃO: Para responder, relacione as palavras/expressões destacadas às funções apresentadas após, numerando os parênteses. 1. “Tanto nos seres humanos como nos animais, o medo tem por objetivo promover a sobrevivência.” (linhas 03 a 05) 2. “Hoje,  não  precisamos  mais  lutar  por  nossas vidas na selva, ....” (linhas 08 e 09) 3. “...na  época  em  que  nos  encontrávamos  com um leão enquanto trazíamos água do rio.” (linhas 11 e 12) 4. “...e nosso medo ainda serve para nos proteger da mesma forma que nos protegia antes.” (linhas 19 e 20) 5. “A maioria de nós jamais esteve perto da peste bubônica...” (linhas 21 e 22) 6. “Para o ser humano, além do instinto, também há outros fatores envolvidos no medo.” (linhas 24 e 25) 7. “A antecipação de um estímulo de medo pode provocar a mesma reação que teríamos se vivêssemos a situação real.” (linhas 31 a 33)   (   ) Liga o passado ao presente através da ideia de continuidade. (   ) Indica uma negação de um fato do passado. (   ) Vincula duas ações concomitantes. (   ) Menciona um item já pertencente a um grupo. (   ) Indica uma situação hipotética.   A sequência correta de cima para baixo é  
  28. 28. UFSC 2013
    Texto 1  Old Greenwich, 3 de agosto de 1946. Clarice, Uma praia com areia preta. Um jardim todo torto, a grama cheia de folhas secas. Na frente o mar, com um homem barbado dando braçadas. A mulher de touca branca olha para trás dentro d’água, ri do barbado que deve ser seu marido, apesar da barba. A barba fica molhada, colada ao peito, escorrendo água. Na cabeça ele tem uma touca de meia de mulher. Estamos em 1912. No jardim tem uma árvore, debaixo da árvore tem uma mesa de vime, em cima da mesa uma máquina, em frente à mesa uma cadeira de vime e em cima da cadeira eu. Me sinto feito de vime também.[...] Abraço com muita amizade. Fernando   Texto 2 Berna, 14 de agosto de 1946. Fernando, A descrição de Old Greenwich começou muito bem, eu lendo apenas; depois fui entrando em 1912, e entrei em transe – fiquei passeando pela praia com um maillot até os tornozelos e com meu lanche numa cestinha; e depois, na hora do pôr do sol, botei meu chapéu de abas largas até os olhos, meu vestido comprido de linho bordado e me sentei num banco junto de um homem de bigode e chapéu de palha. Que maravilha se a gente pudesse mesmo usar o pó do pirlimpimpim. “Nandinho”, que carta boa a sua. [...] Um abraço, Clarice SABINO, Fernando. Cartas perto do coração – Fernando Sabino, Clarice Lispector. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001, p. 42; 52. [Adaptado]   Observe os seguintes trechos retirados dos textos 1 e 2.   I. “Que maravilha se a gente pudesse mesmo usar o pó do pirlimpimpim.” (texto 2) II. “No jardim tem uma árvore, debaixo da árvore tem uma mesa de vime [...]” (texto 1) III. [...] botei meu chapéu de abas largas até os olhos, meu vestido comprido de linho bordado [...]” (texto 2)   Assinale a alternativa CORRETA.
  29. 29. MACKENZIE 2004
    Há no Brasil grandíssimas matas de árvores agrestes, cedros, carvalhos, vinháticos, angelins e outras não conhecidas em Espanha, de madeiras fortíssimas para se poderem fazer delas fortíssimos galeões e, o que mais é, que da casca de algumas se tira a estopa para se calafetarem e fazerem cordas para enxárcia e amarras, do que tudo se aproveitam os que querem cá fazer navios, e se pudera aproveitar el-rei se cá os mandara fazer. Obs.: enxárcia - conjunto de cabos e degraus roliços feitos de cabo (‘corda’), madeira ou ferro, que sustentam mastros de embarcações a vela.    A passagem que comprova que o autor escreve sobre um espaço no qual ele se encontra inserido é:
  30. 30. UPE 2016
    Texto 1 Ter mais e ter menos   Vários leitores me escreveram para acusar os "tempos modernos", em que "ter" é mais importante do que "ser". Hoje, o que temos nos define, à condição, claro, de ostentá-lo o suficiente para que os outros saibam: constatando nossos "bens", eles reconheceriam nosso valor social.   Essa seria a razão da cobiça de todos e, em última instância, da facilidade com a qual todos nos tornamos criminosos. A partir dessa constatação, alguns de meus correspondentes tentam explicar uma diferença entre ricos e pobres em matéria de crime. O argumento básico funciona mais ou menos assim: 1) para ser alguém, na nossa sociedade, é preciso ter e ostentar bens; 2) quem vale menos na consideração social (o desfavorecido, o excluído, o miserável) teria um anseio maior de conquistar aqueles bens que aumentariam seu valor aos olhos dos outros.   Em suma, precisamos ter para ser – e, se formos pouco relevantes ou invisíveis socialmente, só poderemos querer ter mais e com mais urgência. À primeira vista, faz sentido. Mas, antes de desenvolver o raciocínio, uma palavra em defesa da modernidade.   Tudo bem, uma sociedade em que as diferenças são decididas pelo "ter" (vale mais quem tem mais) pode parecer um pouco sórdida. Acharíamos mais digna uma sociedade na qual valeria mais quem "é" melhor, não quem acumulou mais riquezas.   O problema é que, em nosso passado recente, as sociedades organizadas pelo "ser" já existiram, e não foram exatamente sociedades para onde a gente voltaria alegremente – eu, ao menos, não gostaria de voltar para lá.   Geralmente, uma sociedade organizada pelo "ser" é uma sociedade imóvel. Por exemplo, no antigo regime, você podia nascer nobre, perder todos os bens de sua família, inclusive a honra, e continuaria nobre, porque você já era nobre. Inversamente, você podia nascer numa sarjeta urbana e enriquecer pelo seu trabalho ou pela sua sabedoria, e nem por isso você se tornaria nobre, porque você não o era. Ou seja, em matéria de mobilidade social, as sociedades nas quais o que importa é o "ser" são sociedades lentas, se não paradas, e as sociedades nas quais o que importa é o "ter" são sociedades nas quais a mudança é possível, se não encorajada.   É bom lembrar disso quando criticamos nossa "idolatria" consumista ou nossa vaidade. Podemos sonhar com uma sociedade organizada pelas qualidades supostamente intrínsecas a cada um (haveria os sábios, os generosos, os fortes etc.), mas a alternativa real a uma sociedade do "ter" são sociedades em que castas e dinastias exercem uma autoridade contra a qual o indivíduo não pode quase nada.   Voltemos agora à observação de que, numa sociedade do "ter" como a nossa, os que têm menos seriam, por assim dizer, famintos – e, portanto, propensos a querer a qualquer custo. Eles recorreriam ao crime porque sua dignidade social depende desse "ter" – para eles, ter (como navegar) é preciso.   Agora, o combustível de uma sociedade do "ter" é uma mistura de cobiça com vaidade. Por cobiça, preferimos os bens materiais a nossas eventuais virtudes, mas essa cobiça está a serviço da vaidade. A riqueza que acumulamos não vale "em si", ela vale para ser vista e reconhecida pelos outros: é a inveja deles que afirma nossa desejada "superioridade". Em outras palavras, os bens que desejamos são indiferentes; o que importa é o reconhecimento que esperamos receber graças a eles. Por consequência, nenhum bem pode nos satisfazer, e a insatisfação é parte integrante de nosso modelo cultural.   Não é que estejamos insatisfeitos porque nos falta alguma coisa (aí seria fácil, bastaria encontrá-la). Somos (e não estamos) insatisfeitos porque o reconhecimento dos outros é imaterial, difícil de ser medido e nunca suficiente. A procura por bens é infinita ou, no mínimo, indefinida, como é indefinida a procura pelo reconhecimento dos outros.   Os bens que conquistamos (roubando ou não, tanto faz) não estabelecem nenhum "ser", apenas alimentam, por um instante, um olhar que gratificaria nossa vaidade. Não existe uma acumulação a partir da qual nós nos sentiríamos ao menos parcialmente acalmados em nossa busca por esse reconhecimento. Ao contrário, é provável que a cobiça e a vaidade cresçam com o "ter". Ou seja, é bem possível que a tentação do crime seja maior para quem tem mais do que para quem tem menos.  Contardo Calligaris. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2015/05/1634384-ter-mais-e-termenos.shtml. Acesso em: 27/06/15. Adaptado.   Ao longo do Texto 1, o autor se vale de algumas estratégias linguísticas para revelar seus pontos de vista em relação ao tema de que trata. Acerca dessas estratégias, é CORRETO afirmar que
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