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  1. 61

    Espcex (Aman) 2014

    Assinale a alternativa que contém um grupo de palavras cujos prefixos possuem o mesmo significado.

  2. 62

    UEL 2010

    VESTIBULAR Vestibular, aquilo que o Ministério da Educação estuda agora extinguir, é um brasileirismo para algo que em Portugal costuma ser chamado de exame de acesso à universidade. Trata-se de um adjetivo que se substantivou, num processo semelhante ao que ocorreu com celular, qualificativo de telefone, que tenta – e na maioria das vezes consegue – expulsar a palavra principal de cena sob uma pertinente alegação de redundância, tomando para si o lugar de substantivo. Pois o exame vestibular, de tão consagrado no vocabulário de gerações e gerações de estudantes brasileiros que perderam o sono por causa dele, acabou conhecido como vestibular só. E qualquer associação remota com a palavra que está em sua origem – vestíbulo – se perdeu nesse processo.          Quando ainda era claramente um adjetivo, ficava mais fácil perceber a metáfora que, com certa dose de pernosticismo, levou a palavra vestibular a ser escolhida para qualificar o processo de seleção de candidatos ao ensino superior. Vestíbulo (do latim vestibulum) é, na origem, um termo de arquitetura que significa pórtico, alpendre ou pátio externo, mas que pode ser usado também, em sentido mais amplo, para designar um átrio, uma antessala, qualquer cômodo ou ambiente de passagem entre a porta de entrada e o corpo principal de uma casa, apartamento, palácio ou prédio público. Para quem prefere uma solução anglófona, estamos falando de hall ou lobby.   Como é um ambiente de transição entre o lado de fora e o lado de dentro, vestíbulo ganhou ainda por extensão, em anatomia, o sentido de “cavidade que dá acesso a um órgão oco” (Houaiss). Antes de ser admitido no vocabulário da educação, “sistema vestibular” já tinha aplicação na linguagem médica como nome dos pequenos órgãos situados na entrada do ouvido interno, responsáveis por nosso equilíbrio. Adaptado de: RODRIGUES, S. Vestibular. Disponível em: http://revistadasemana.abril.uol.com.br/edicoes/81/palavradasemana/materia_palavradasemana_431845.shtml>. Acesso em: 6 jun. 2009.   Com base no texto, considere as afirmativas a seguir:   I. Ao afirmar que vestibular é um brasileirismo, o autor se posiciona contrariamente à sua extinção pelo Ministério da Educação. II. O autor não condena o uso do estrangeirismo “lobby” no lugar do brasileirismo “vestibular”. III. O adjetivo “vestibular” que, devido ao uso, acabou sendo substantivado, é derivado da palavra “vestíbulo”. IV. O autor considera pertinente a alegação de redundância para explicar o processo de substantivação do termo “celular”.   Assinale a alternativa correta.

  3. 63

    PUC-RJ

    Marque a opção que indica os processos de formação, presentes nas palavras abaixo, pela ordem em que aparecem.   bebidinha - indevassável - banheiro - adormecer.

  4. 64

    UPE 2015

    Em agosto de 2005, a Revista Língua fez uma entrevista com Millôr Fernandes, o escritor escolhido para ser o homenageado da FLIP 2014. Eis, aqui, alguns trechos dessa entrevista.   Língua – Fazer humor é levar a sério as palavras ou brincar com elas? Millôr – Humor, você tem ou não tem. Pode ser do tipo mais profundo, mais popular, mas tem de ter. 1Você vai fazendo e, sem querer, a coisa sai engraçada. Dá para perceber quando a construção é forçada. Tenho uma capacidade muito natural de perceber bobagem e destruir a coisa. Língua – Com que língua você mais gosta de trabalhar? Millôr – Não aprendi línguas até hoje (risos). 3Gosto de trabalhar com o português, embora inglês seja a que eu mais leio. Nunca tive temor de nada. Deve-se julgar as obras pelo que elas têm de qualidade, não por serem de fulano ou beltrano. Shakespeare fez muita besteira, mas tem três ou quatro obras perfeitas, e Macbeth é uma delas. Língua – Na sua opinião, quais vantagens o português possui em comparação a outras línguas que você conhece? Millôr – A principal vantagem é a de ser a minha língua. Ninguém fala duas línguas. Essa ideia de um espião que fala múltiplas línguas não passa de mentira. Vai lá no meio do jogo dizer “salame minguê, um sorvete colorê...” ou “velho guerreiro”. Os modismos da língua, as coisas ocasionais, não são acessíveis a quem não é nativo. Toda pessoa tem habilidade só no seu idioma. Você pode aprender uma, dez, sei lá quantas expressões de outra língua, mas ainda existirão outras mil – 4como é que se vai fazer? A língua portuguesa tem suas particularidades. Como outras também. Aprendi desde cedo a ter o cuidado de não rimar ao escrever uma frase. Sobretudo em “-ão”. Língua – Quais as normas mais loucas ou mais despropositadas da língua portuguesa? Millôr – Toda pesquisa de linguagem é perigosa porque tem o caráter de induzir o sentido. Não tenho nenhum carinho especial por gramáticos. Na minha vida inteira sempre fui violento [no ataque às regras do idioma], porque a língua é a falada, a outra é apenas uma forma de você registrar a fala. Se todo mundo erra na crase é a regra da crase que está errada, como aliás está. Se você vai a Portugal, pode até encontrar uma reverberação que indica a crase. Não aqui. Aqui, no Brasil, a crase não existe. Língua – Mas a fala brasileira é mutante e díspar, cada região tem sua peculiaridade. Como romper regras da língua sem cair no vale-tudo? Millôr – 5Se não houver norma, não há como transgredir. A língua tem variantes, mas temos de ensinar a escrever o padrão. Quem transgride tem nome ou peito, que o faça e arque com as consequências. Mas insisto que a escrita é apenas o registro da língua falada. De Machado de Assis pra cá, tudo mudou. A língua alemã fez reforma ortográfica há 50 anos, correta. Aqui, na minha geração, já foram três reformas do gênero, uma mais maluca que a outra. 6Botaram acento em “boemia”, escreveram “xeque” quando toda língua busca lembrar o árabe shaik, insistiram que o certo é “veado” quando o Brasil inteiro pronuncia “viado”. Como chegaram a tais conclusões? Essas coisas são idiotas e cabe a você aceitar ou não. Veja o caso da crase. A crase, na prática, não existe no português do Brasil. Já vi tábuas de mármore com crase errada. Se todo mundo erra, a crase é quem está errada. Se vamos atribuir crase ao masculino “dar àquele”, por que não fazer o mesmo com “dar alguém”? 2Não podemos. Disponível em: http://revistalingua.uol.com.br/textos/97/millor-fernandeso-senhor-das-palavras-247893-1.asp. Acesso em: 13/06/2014. Adaptado.   Quanto aos aspectos semânticos e efeitos de sentido alcançados pelo vocabulário utilizado no texto, assinale a alternativa CORRETA.

  5. 65

    FASEH 2013

    Ler é uma revolução cerebral Por Mariana Sgarioni Em Os Neurônios da Leitura (editora Penso, 2012, 372 páginas), o matemático e neurocientista francês Stanilas Dehaene, diretor da Unidade de Neuroimagem Cognitiva, de Paris, mostra que pesquisas da Psicologia Cognitiva Experimental comprovaram o centro de reconhecimento da palavra escrita no cérebro.   Dehaene é professor no Collège de France e membro da Academia Francesa de Ciência. Seus primeiros trabalhos foram voltados ao estudo sobre a maneira com que o órgão funciona no consciente e no inconsciente. O cientista sugere que a Pedagogia e a Psicologia busquem beneficiar-se dos estudos da neurociência para criar métodos de ensino mais eficazes.    Nesta entrevista, o francês defende que tal descoberta questiona metodologias de ensino que transformam o aluno numa máquina de soletrar, incapaz de dar atenção ao significado.    O senhor diz que a leitura causa reviravolta nas funções cerebrais preexistentes. Por quê? Em primeiro lugar, gostaria de lembrar que a leitura é uma das várias atividades que o homem criou nos últimos milhares de anos. E trata-se de uma das mais recentes. A escrita nasceu há uns 5.400 anos e o alfabeto propriamente dito não tem mais de 3.800 anos. Nos termos da evolução humana, esse tempo é mínimo. Nosso genoma ainda não teve tempo de se alterar para dar conta de desenvolver um cérebro adaptado à leitura. Por isso, afirmo que o ato de ler é uma revolução: porque, mesmo sem termos esta capacidade, o estudo de imagens cerebrais nos mostra que adquirimos mecanismos extremamente requintados, exigidos pelas operações da leitura.    Como isso acontece em nosso cérebro? Temos uma plasticidade sináptica desde que nascemos até a idade adulta. É ela que faz uma reconversão parcial da arquitetura do nosso córtex visual de primatas para reconhecer letras e palavras. Aprender a ler possibilita uma conversão de redes de neurônios, inicialmente dedicadas ao reconhecimento visual dos objetos. Embora não exista uma área préprogramada para a leitura, podemos localizar diversos setores do córtex cerebral como responsáveis pela atividade. Um setor está em contato com as entradas visuais; outro codifica estas entradas com precisão espacial; outro integra as entradas de uma vasta região da retina, e assim sucessivamente. É no córtex que estão os neurônios mais adaptados à tarefa da leitura. Mais especificamente, no córtex occipitotemporal esquerdo. No entanto, se no curso da aprendizagem, por alguma razão, esta região não estiver disponível, então a região simétrica do hemisfério direito entra em jogo.   O cérebro é tão plástico que é capaz de se transformar e atender a qualquer necessidade? Não. Há a teoria, aliás, revisitada por inúmeros pesquisadores, que adere a um modelo que eu chamo de plasticidade generalizada e relativismo cultural. Segundo ela, o cérebro seria tão flexível e maleável que não restringiria em nada a amplitude das atividades humanas. Diferentemente de outras espécies, inclusive, ele seria capaz de absorver toda forma de cultura. Pretendo mostrar em meu livro que dados recentes da imagem cerebral e da Neuropsicologia recusam esse modelo simplista. Ao examinar a organização cerebral dos circuitos da leitura, vemos que é falsa a ideia de um cérebro virgem, infinitamente maleável, capaz de absorver todos os dados de sua cultura. Entretanto, somos capazes de atividades extraordinárias, como ler. Sim, nosso cérebro é evidentemente capaz de aprender. Porém, essa capacidade é limitada. Em todos os indivíduos do mundo, não importa a cultura ou o idioma, a mesma região cerebral - com diferenças mínimas - é ativada para decifrar palavras escritas. Minha hipótese é diferente desta do relativismo. Proponho o que chamo de "reciclagem neuronal".    De acordo com essa hipótese, acredito que a arquitetura do nosso cérebro é construída com bases fortes genéticas. Mesmo assim, os sentidos do nosso córtex visual possuem uma margem de adaptação, uma vez que a evolução nos dotou de certa plasticidade e capacidade de aprendizagem. Isso quer dizer que os mesmos neurônios que reconhecem rostos ou corpos podem desviar-se de suas preferências e responder a objetos ou formas artificiais, como as letras. Nosso cérebro se adapta ao ambiente cultural não respondendo cegamente a tudo o que lhe é imposto. Ele converte a outro uso suas disposições já presentes. Ele faz o novo com o velho. O cérebro não evoluiu para a escrita. Foi a escrita que evoluiu para nosso cérebro. Examine com atenção os sistemas de escrita. Eles revelam numerosos traços em comum: todos os sistemas, sem exceção, incluindo aí os caracteres chineses, usam um pequeno repertório de base, cuja combinação gera sons, sílabas e palavras. Essa organização se ajusta à hierarquia das nossas áreas corticais, cujos neurônios reconhecem unidades de tamanho e invariância crescentes. O tamanho e a posição dos caracteres também correspondem à nossa capacidade de visualização e retenção. Entrevista disponível em: http://revistalingua.uol.com.br/textos/87/ler-e-uma-revolucao-cerebral-276200-1.asp Acesso em: 4 jun.2013. [Fragmento]     Os prefixos são morfemas colocados antes dos radicais com a finalidade de modificar o sentido das palavras; raramente esses morfemas produzem mudança de classe gramatical. Observe os seguintes fragmentos do texto.   I. “O senhor diz que a leitura causa reviravolta” [...]. II. “É ela que faz uma reconversão parcial da arquitetura do nosso córtex” [...]. III. “Há a teoria, aliás, revisitada por inúmeros pesquisadores” [...]. IV. “Proponho o que chamo de ‘reciclagem neuronal’".   O prefixo re está presente nas palavras dos itens

  6. 66

    UFRGS 2007

    Considere as seguintes afirmações sobre a palavra inconcebível:   I- Nela ocorre o mesmo prefixo que existe na palavra impessoal. II- O sufixo que nela ocorre forma adjetivos a partir de verbos. III - Ela pertence à mesma família da palavra concepção.   Quais estão corretas?

  7. 67

    FGV 2014

    VIAGEM INTERIOR DE KEROUAC Adaptações literárias representam um risco enorme e Walter Salles sabe bem disso. Seu longa de estreia, "A Grande Arte" (1992), não escapou do fiasco apesar de roteirizado pela mesmo Rubem Fonseca, que escreveu o livro. Na década seguinte, Salles foi ainda mais ousado, dessa vez com melhor resultado, ao adaptar para o sertão nordestino a prosa de lsmail Kadaré, cujo primoroso romance "Abril Despedaçado" se passava nas montanhas da Albânia. Em 2004, ele trabalhou com o roteirista porto­riquenho Jase Rivera em "Diários de Motocicleta': baseado nas notas de viagem de Che Guevara e nas memórias de Alberto Granado.  A experiência bem-sucedida fez com que a parceria com Rivera fosse reeditada em mais um road movie, só que as semelhanças entre "Diários" e "Na Estrada': dois filmes sobre jovens amigos aventureiros, são menores do que parecem. Enquanto em um, suas vidas são mudadas para sempre pela paisagem humana da America Latina, no outro, as estradas norte-americanas servem apenas como rota de fuga e deslocamento, jamais como elemento transformador. É justamente este um dos aspectos que mais pode desagradar aos cultuadores da obra de Kerouac: ao condensar o livro, o roteiro deixou de lado boa parte dos momentos em que se bota a pé na estrada.  Marcelo Janot, O Globo, 13/7 /2012. Adaptado.    Considere as afirmações sobre os seguintes trechos do texto: I. "Seu longa de estreia": encontra-se, em um dos vocábulos desse trecho, um exemplo de derivação imprópria, que é um dos processos de formação de palavras.  II. "só que as semelhanças entre 'Diários' e 'Na Estrada"': a expressão sublinhada tem valor adversativo.  III. "um dos aspectos que mais pode desagradar": o verbo "poder" dessa frase deveria estar no plural, de acordo com a norma culta.   Está correto apenas o que se afirma em

  8. 68

    FGV-SP 2004

    As palavras cujos radicais ou prefixos — gregos ou latinos — correspondem, respectivamente, aos sentidos - dentro, duplicidade, em torno de, contra, metade, movimento para dentro, flor, livro, vida - são:

  9. 69

    UFAM 2009

    Assinale a opção em que todos os vocábulos contêm vogal ou consoante de ligação:

  10. 70

    CESGRANRIO 1995

    Os vocábulos "aprimorar" e "encerrar" classificam-se, quanto ao processo de formação de palavras, respectivamente, em

  11. 71

    UEL 2007

    O lado soft do metal O canadense Sam Dunn estudava refugiados guatemaltecos, mas resolveu voltar seu foco para outra “tribo”: fãs e músicos do heavy metal. Depois de cinco anos de filmagens, o antropólogo, fã do gênero, e o (codiretor) Scot McFadyen lançaram o documentário “Metal: a Headbanger’s Journey”, exibido em algumas cidades do Canadá, EUA e Inglaterra e com DVD à venda na internet. Dunn acredita que alcançou seu objetivo principal: desmistificar a imagem dos “metaleiros” como violentos e ignorantes. A maior polêmica abordada no filme diz respeito aos incêndios em igrejas cristãs na Noruega, no começo dos anos 90, provocados por pessoas envolvidas com o black metal, como o músico Jorn Tunsberg. [...] O estrangeirismo, no título do texto, é utilizado para captar o contraditório. É correto afirmar que, usando o estrangeirismo, o autor recorreu a um recurso denominado: 

  12. 72

    UFSM 2014

    Guia verde politicamente incorreto Nem ecochatos nem ecocéticos. Não existem verdades absolutas na sustentabilidade. Há sempre alguma sujeira escondida debaixo do tapete - e soluções em lugares que ninguém esperava. HORTA, Maurício. “Guia verde politicamente incorreto”. Superinteressante, dez. 2011, p. 57.   Considerando eco como um radical grego que significa casa, hábitat, as palavras “ecochatos” e “ecocéticos” são formadas por __________. A primeira representa o grupo dos __________ e a outra, o grupo dos __________ no que se refere a atividades sustentáveis.   Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas.

  13. 73

    UNICENTRO 2010

    “Mas assegurar-se é uma das constantes do espírito humano...” Assinale a alternativa correta quanto aos processos ocorridos na formação do verbo assegurar.

  14. 74

    FGV-SP 2004

    Assinale a alternativa em que sejam usados radicais ou prefixos - gregos ou latinos - correspondentes, respectivamente, aos seguintes sentidos: dentro, duplicidade, em torno de, contra, metade, movimento para dentro, flor, livro, vida.

  15. 75

    Espcex (Aman) 2015

    Assinale a opção em que todas as palavras correspondem à mesma origem.

  16. 76

    UFAM 2010

    Um dos itens abaixo apresenta formas verbais constituídas apenas pelo radical e pela desinência número-pessoal. Assinale-o.

  17. 77

    PUC-RS 2015

    Entre o espaço público e o privado               12Excluídos da sociedade, os moradores de rua 26ressignificam o único espaço 13que lhes foi permitido ocupar, o espaço público, transformando-o em seu “lugar”, um espaço privado. 11Espalhados pelos ambientes coletivos da cidade, 1fazendo comida no asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas como se estivessem dentro de uma casa: 17assim vivem os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São Paulo, vemos essas pessoas 3dormindo nas 28calçadas, 4passando por situações constrangedoras, 5pedindo esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das pessoas que 2fazem da rua sua casa e nela constroem sua 35intimidade. 18Assim, a ideia de 33individualização que está nas 31casas, na 34separação das coisas por 30cômodos e quartos que servem para proteger a intimidade do indivíduo, 14ganha outro sentido. O 6viver nas 29ruas, um lugar 19aparentemente 36inabitável, tem sua própria lógica de funcionamento, que vai além das possibilidades.             A relação que o homem 8estabelece com o espaço que ocupa é uma das mais importantes para sua sobrevivência. As mudanças de comportamento social 15foram 21sempre precedidas de 22mudanças físicas de local. Por 23mais que a rua não seja um local para 7viver, já que se trata de um ambiente público, de passagem e não de permanência, ela acaba sendo, 25senão única, a 24mais viável opção. Alguns pensadores já apontam que a habitação 9é um ponto base e 10adquire uma importância para harmonizar a vida. O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis e 37invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’, ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa existência à vista de outras pessoas”.             O modo como essas pessoas 27constituem o único espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram transformá-lo em “seu 20lugar”, que aproximaram, cada um à sua maneira, 16dois mundos nos quais estamos 32inseridos: o público e o privado. RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono. (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp. Acesso em 21/8/2014.   Analise as afirmações sobre o sentido e a formação das palavras no texto.   I. Há uma relação de sinonímia entre “ressignificam” (ref. 26) e “constituem” (ref. 27). II. “calçadas” (ref. 28) está para “ruas” (ref. 29) assim como “cômodos” (ref. 30) está para “casas” (ref. 31). III. A relação entre “Excluídos” (ref. 12) e “inseridos” (ref. 32) é a mesma que se estabelece entre “individualização” (ref. 33) e “separação” (ref. 34). IV. As palavras “intimidade” (ref. 35), “inabitável” (ref. 36) e “invisíveis” (ref. 37) têm o mesmo prefixo.   Estão corretas apenas as afirmativas

  18. 78

    Espcex (Aman) 2016

    Responda, na sequência, os vocábulos cujos prefixos ou sufixos correspondem aos seguintes significados:   QUASE; ATRAVÉS; EM TORNO DE; FORA; SIMULTANEIDADE

  19. 79

    UNEMAT 2010

    Observe os vocábulos: esmagrecer, desintoxicação, nascido, infraestrutura, contemporizar. Sobre os vocábulos, é incorreto afirmar.

  20. 80

    UERJ 2015

    Catar Feijão 1 Catar feijão se limita com escrever: joga-se os grãos na água do alguidar e as palavras na folha de papel; e depois, joga-se fora o que boiar. Certo, toda palavra boiará no papel, água congelada, por chumbo seu verbo: pois para catar esse feijão, soprar nele, e jogar fora o leve e oco, palha e eco. 2 Ora, nesse catar feijão entra um risco: o de que entre os grãos pesados entre um grão qualquer, pedra ou indigesto, um grão imastigável, de quebrar dente. Certo não, quando ao catar palavras: a pedra dá à frase seu grão mais vivo: obstrui a leitura fluviante, flutual, açula a atenção, isca-a como o risco. João Cabral de Melo Neto, A educação pela pedra.   Entre os recursos estilísticos de que lança mão o poeta na composição do poema, só NÃO se encontra

  21. 81

    UNICAMP 2016

    É possível fazer educação de qualidade sem escola   É possível fazer educação embaixo de um pé de manga? Não só é, como já acontece em 20 cidades brasileiras e em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique. Decepcionado com o processo de “ensinagem”, o antropólogo Tião Rocha pediu demissão do cargo de professor da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e criou em 1984 o CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento). Curvelo, no Sertão mineiro, foi o laboratório da “escola” que abandonou mesa, cadeira, lousa e giz, fez das ruas a sala de aula e envolveu crianças e familiares na pedagogia da roda. “A roda é um lugar da ação e da reflexão, do ouvir e do aprender com o outro. Todos são educadores, porque estão preocupados com a aprendizagem. É uma construção coletiva”, explica. O educador diz que a roda constrói consensos. “Porque todo processo eletivo é um processo de exclusão, e tudo que exclui não é educativo. Uma escola que seleciona não educa, porque excluiu alguns. A melhor pedagogia é aquela que leva todos os meninos a aprenderem. E todos podem aprender, só que cada um no seu ritmo, não podemos uniformizar.” Nesses 30 anos, o educador foi engrossando seu dicionário de terminologias educacionais, todas calcadas no saber popular: surgiu a pedagogia do abraço, a pedagogia do brinquedo, a pedagogia do sabão e até oficinas de cafuné. Esta última foi provocada depois que um garoto perguntou: “Tião, como faço para conquistar uma moleca?” Foi a deixa para ele colocar questões de sexualidade na roda. Para resolver a falência da educação, Tião inventou uma UTI educacional, em que “mães cuidadoras” fazem “biscoito escrevido” e “folia do livro” (biblioteca em forma de festa) para ajudar na alfabetização. E ainda colocou em uso termos como “empodimento”, após várias vezes ser questionado pelas comunidades: “Pode [fazer tal coisa], Tião?” Seguida da resposta certeira: “Pode, pode tudo”. Aos 66 anos, Tião diz estar convicto de que a escola do futuro não existirá e que ela será substituída por espaços de aprendizagem com todas as ferramentas possíveis e necessárias para os estudantes aprenderem. “Educação se faz com bons educadores, e o modelo escolar arcaico aprisiona e há décadas dá sinais de falência. Não precisamos de sala, precisamos de gente. Não precisamos de prédio, precisamos de espaços de aprendizado. Não precisamos de livros, precisamos ter todos os instrumentos possíveis que levem o menino a aprender.” Sem pressa, seguindo a Carta da Terra e citando Ariano Suassuna para dizer que “terceira idade é para fruta: verde, madura e podre”, Tião diz se sentir “privilegiado” de viver o que já viveu e acreditar na utopia de não haver mais nenhuma criança analfabeta no Brasil. “Isso não é uma política de governo, nem de terceiro setor, é uma questão ética”, pontua. QSOCIAL, 9 dez. 2014. Disponível em: http://www.cpcd.org.br.   Em relação ao trecho “E ainda colocou em uso termos como ‘empodimento’, após várias vezes ser questionado pelas comunidades: ‘Pode [fazer tal coisa], Tião?’ Seguida da resposta certeira: ‘Pode, pode tudo’”, é correto afirmar:  

  22. 82

    UNICAMP 2016

    É possível fazer educação de qualidade sem escola   É possível fazer educação embaixo de um pé de manga? Não só é, como já acontece em 20 cidades brasileiras e em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique. Decepcionado com o processo de “ensinagem”, o antropólogo Tião Rocha pediu demissão do cargo de professor da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e criou em 1984 o CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento). Curvelo, no Sertão mineiro, foi o laboratório da “escola” que abandonou mesa, cadeira, lousa e giz, fez das ruas a sala de aula e envolveu crianças e familiares na pedagogia da roda. “A roda é um lugar da ação e da reflexão, do ouvir e do aprender com o outro. Todos são educadores, porque estão preocupados com a aprendizagem. É uma construção coletiva”, explica. O educador diz que a roda constrói consensos. “Porque todo processo eletivo é um processo de exclusão, e tudo que exclui não é educativo. Uma escola que seleciona não educa, porque excluiu alguns. A melhor pedagogia é aquela que leva todos os meninos a aprenderem. E todos podem aprender, só que cada um no seu ritmo, não podemos uniformizar.” Nesses 30 anos, o educador foi engrossando seu dicionário de terminologias educacionais, todas calcadas no saber popular: surgiu a pedagogia do abraço, a pedagogia do brinquedo, a pedagogia do sabão e até oficinas de cafuné. Esta última foi provocada depois que um garoto perguntou: “Tião, como faço para conquistar uma moleca?” Foi a deixa para ele colocar questões de sexualidade na roda. Para resolver a falência da educação, Tião inventou uma UTI educacional, em que “mães cuidadoras” fazem “biscoito escrevido” e “folia do livro” (biblioteca em forma de festa) para ajudar na alfabetização. E ainda colocou em uso termos como “empodimento”, após várias vezes ser questionado pelas comunidades: “Pode [fazer tal coisa], Tião?” Seguida da resposta certeira: “Pode, pode tudo”. Aos 66 anos, Tião diz estar convicto de que a escola do futuro não existirá e que ela será substituída por espaços de aprendizagem com todas as ferramentas possíveis e necessárias para os estudantes aprenderem. “Educação se faz com bons educadores, e o modelo escolar arcaico aprisiona e há décadas dá sinais de falência. Não precisamos de sala, precisamos de gente. Não precisamos de prédio, precisamos de espaços de aprendizado. Não precisamos de livros, precisamos ter todos os instrumentos possíveis que levem o menino a aprender.” Sem pressa, seguindo a Carta da Terra e citando Ariano Suassuna para dizer que “terceira idade é para fruta: verde, madura e podre”, Tião diz se sentir “privilegiado” de viver o que já viveu e acreditar na utopia de não haver mais nenhuma criança analfabeta no Brasil. “Isso não é uma política de governo, nem de terceiro setor, é uma questão ética”, pontua. QSOCIAL, 9 dez. 2014. Disponível em: http://www.cpcd.org.br.   A partir da identificação de várias expressões nominais ao longo do texto, é correto afirmar que:  

  23. 83

    PUC-RS 2008

    Estamos na sociedade da informação. Somos autênticos informívoros, necessitamos de informação para sobreviver, como necessitamos de alimento, calor ou contato social. Nas ciências da comunicação, considera-se que informação é tudo aquilo que reduz  a  incerteza  de  um  sistema.  Nesse  sentido, todos nós nos alimentamos de informação que nos permite não apenas prever como também controlar os acontecimentos de nosso meio. Previsão e con- trole são duas das funções fundamentais da aprendizagem, inclusive nos organismos mais simples.   Na vida social, a informação é ainda mais essencial por que os fenômenos que nos rodeiam são complexos e cambiantes e, portanto, ainda mais incertos do que os que afetam os outros seres vivos. A incerteza é ainda maior na sociedade atual, como conseqüência da descentração do conhecimento e dos vertiginosos ritmos de mudança em todos os setores da vida. Um traço característico de nossa cultura da aprendizagem é que, em vez de ter de buscar ativamente a informação  com  que  alimentar  nossa  ânsia  de previsão  e  controle,  estamos  sendo abarrotados, superalimentados  de  informação,  na  maioria  das vezes em formato  fast food. Sofremos uma certa obesidade informativa, conseqüência de uma dieta pouco equilibrada. INSTRUÇÃO: Para responder à questão,  preencha  os  parênteses  que  precedem  as afirmativas com V para verdadeiro e F para falso.   Com relação à palavra “informívoros”, é correto afirmar:   (    ) Está grafada em itálico por ser uma expressão da linguagem informal. (    ) Relaciona-se semanticamente com “alimento”,  “fast  food”,  “obesidade" e “dieta”. (    ) Poderia ser substituída por “informófagos”, de sentido análogo. (    ) Expressa a ironia e a inconformidade do autor  

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