FUVEST 2022

Chegada do Perseverance abre caminho para retorno de amostras de Marte

Agora que o rover Perseverance está seguro e saudável na superfície de Marte, vários grupos de trabalho espalhados pelo mundo podem respirar aliviados e pensar nos passos futuros do programa de exploração marciana -que vai agora focar seus esforços no cobiçado retorno de amostras de volta à Terra. A missão atual é um primeiro passo crucial. Afinal, cabe ao Percy, como foi apelidado o jipe, fazer o escrutínio e a escolha das rochas (comandado por cientistas na Terra, claro) que serão acondicionadas por ele em pequenos tubos lacrados e ultrarresistentes e depois deixadas, juntas, em algum canto da superfície de Marte. Ele terá vários anos para fazer isso durante a exploração da cratera Jezero, um dos locais mais promissores para a busca de evidências de vida pregressa marciana.

Mas e aí, o que vem depois? Nasa e ESA, respectivamente agências espaciais americana e europeia, já trabalham conjuntamente nos próximos passos, que envolvem pelo menos mais dois, e possivelmente três, lançamentos diferentes afim de trazer de volta o cobiçado material. Ainda faltam definições, mas trabalhos 20 preliminares sugerem a seguinte sequência.

Em 2026, parte um módulo de pouso com um pequeno foguete, de menos de três metros, instalado a bordo. Projetada e construída pela Nasa, a nave pousaria próximo ao local onde desceu o Perseverance. E aí, talvez partindo do próprio módulo, talvez enviado num lançamento à parte, 1um pequeno rover produzido pela ESA encontraria as amostras e as instalaria no interior do foguete. 2Em paralelo, em 2026 ou 2027, um orbitador com propulsão elétrica, outra contribuição da ESA, partiria da Terra e se instalaria em órbita ao redor de Marte. Em meados de 2029, 3o foguete seria disparado (o primeiro lançamento feito de outro planeta!), colocando a cápsula com as amostras em órbita marciana. Lá ela se acoplaria ao orbitador europeu, que por sua vez traria o conteúdo de volta à Terra, em 2031. 4A empreitada toda custaria cerca de US$ 5 bilhões, sem contar os US$ 2,7 bilhões empenhados na missão do Perseverance. 5A recompensa, contudo, teria valor incomensurável. 6Cientistas já tiveram a chance de analisar algumas amostras de Marte - meteoritos provenientes do planeta vermelho -, mas nunca com a chance de escolher quais rochas, conhecendo o contexto geológico de onde elas partiram. E 7amostras trazidas de volta continuam a render novos resultados por décadas, conforme equipamentos mais sofisticados surgem para estudá-las. Não à toa, as amostras trazidas pelo programa Apollo, que levou humanos à Lua entre 1969 e 1972, continuam sendo estudadas até hoje. Ademais, é fundamental demonstrar a capacidade de trazer uma pequena carga de Marte antes que se ambicione trazer uma grande carga - como humanos - em uma futura missão tripulada.

Nogueira, S. "Chegada do Perseverance abre caminho para retorno de amostras de Marte". Folha de São Paulo. 21.2.2021, Disponível em: https://bit.Iv/3bZL69q/.Adaptado

No fragmento "Ainda faltam definições, mas trabalhos preliminares sugerem a seguinte sequência.", as duas palavras que apresentam o mesmo radical (cognatas) são: 

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