Tenha acesso completo aos conteúdos do Stoodi

Plano de estudos, exercícios, videoaulas, correção de redação e mais!

Exercícios de Macroestrutura Semântica

Voltar para Macroestrutura Semântica

Quer colocar o estudo em prática? O Stoodi tem exercícios de Macroestrutura Semântica dos maiores vestibulares do Brasil.

Estude Gramática com esses e mais de 30000 que caíram no ENEM, Fuvest, Unicamp, UFRJ, UNESP e muitos outros vestibulares!

Gerar PDF da Página
  1. 1. UNIFESP 2005
    Senhor feudal Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia. Oswald de Andrade No contexto, a expressão "com história", significa
  2. 2. ENEM 2017
    Nuances Euforia: alegria barulhenta. Felicidade: alegria silenciosa. Gravar: quando o ator é de televisão. Filmar: quando ele quer deixar claro que não é de televisão. Grávida: em qualquer ocasião. Gestante: em filas e assentos preferenciais. Guardar: na gaveta. Salvar: no computador. Salvaguardar: no Exército. Menta: no sorvete, na bala ou no xarope. Hortelã: na horta ou no suco de abacaxi. Peça: quando você vai assistir. Espetáculo: quando você está em cartaz com ele. DUVIVIER, G. Folha de S. Paulo, 24 mar. 2014 (adaptado).   O texto trata da diferença de sentido entre vocábulos muito próximos. Essa diferença é apresentada considerando-se a(s)
  3. 3. FUVEST
    I - Uma andorinha só não faz verão II- Nem tudo que reluz é ouro III- Quem semeia ventos, colhe tempestades IV - Quem não tem cão caça com gato. As idéias centrais dos provérbios acima são, na ordem:
  4. 4. ENEM 2015
    A rapidez é destacada como uma das qualidades do serviço anunciado, funcionando como estratégia de persuasão em relação ao consumidor do mercado gráfico. O recurso da linguagem verbal que contribui para esse destaque é o emprego
  5. 5. ENEM 2012
    As palavras e as expressões são mediadoras dos sentidos produzidos nos textos. Na fala de Hagar, a expressão “é como se” ajuda a conduzir o conteúdo enunciado para o campo da
  6. 6. ENEM 2001
    Nas conversas diarias, utiliza-se freqüentemente a palavra "próprio" e ela se ajusta a várias situações. Leia os exemplos de diálogos: I - A Vera se veste diferente! - É mesmo, é que ela tem um estilo próprio. II - A Lena já viu esse filme uma dezena de vezes! Eu não consigo ver o que ele tem de tão maravilhoso assim. - É que eIe é próprio para adolescente. III - Dora, o que eu faco? Ando tão preocupada com o Fabinho! Meu filho está impossível! - Relaxa, Tânia! É próprio da idade. Com o tempo, eIe se acomoda. Nas ocorrências I, II e III, "próprio" é sinônimo de, respectivamente,
  7. 7. UFPE
    Nos enunciados abaixo, a palavra destacada NÃO tem sentido conotativo em:
  8. 8. ENEM 2012
    Disponível em: www.ivancabral.com. Acesso em: 27 fev. 2012. O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida recorre à  
  9. 9. UNESP 2014
    São Paulo, 10 de março de 1867. Estamos em plena quaresma. A população paulista azafama-se a preparar-se para a lavagem geral das consciências nas águas lustrais do confessionário e do jejum. A cambuquira* e o bacalhau afidalgam-se no mercado. A carne, mísera condenada pelos santos concílios, fica reduzida aos pouquíssimos dentes acatólicos da população, e desce quase a zero na pauta dos preços. O que não sobe nem desce na escala dos fatos normais é a vilania, a usura, o egoísmo, a estatística dos crimes e o montão de fatos vergonhosos, perversos, ruins e feios que precedem todas as contrições oficiais do confessionário, e que depois delas continuam com imperturbável regularidade. É o caso de desejar-se mais obras e menos palavras. E se não, de que é que serve o jejum, as macerações, o arrependimento, a contrição e quejandas religiosidades? O que é a religião sem o aperfeiçoamento moral da consciência? O que vale a perturbação das funções gastronômicas do estômago sem consciência livre, ilustrada, honesta e virtuosa? Seja como for, o fato é que a quaresma toma as rédeas do governo social, e tudo entristece, e tudo esfria com o exercício de seus místicos preceitos de silêncio e meditação. De que é que vale a meditação por ofício, a meditação hipócrita e obrigada, que consiste unicamente na aparência? Pois o que é que constitui a virtude? É a forma ou é o fundo? É a intenção do ato, ou sua feição ostensiva? Neste sentido, aconselhamos aos bons leitores que comutem sem o menor escrúpulo os jejuns, as confissões e rezas em boas e santas ações, em esmolas aos pobres. (Ângelo Agostini, Américo de Campos e Antônio Manoel dos Reis. Cabrião, 10.03.1867. Adaptado.) * Iguaria constituída de brotos de abóbora guisados, geralmente servida como acompanhamento de assados. [...] fica reduzida aos pouquíssimos dentes acatólicos da população. Na expressão dentes acatólicos, a palavra “dentes” é empregada em lugar de “pessoas”, segundo uma relação semântica de
  10. 10. ENEM 2015
    Azeite de oliva e óleo de linhaça: uma dupla imbatível Rico em gorduras do bem, ela combate a obesidade, dá um chega pra lá no diabete e ainda livra o coração de entraves Ninguém precisa esquentar a cabeça caso não seja possível usar os dois óleos juntinhos, no mesmo dia. Individualmente, o duo também bate um bolão. Segundo um estudo recente do grupo EurOlive, formado por instituições de cinco países europeus, os polifenóis do azeite de oliva ajudam a frear a oxidação do colesterol LDL, considerado perigoso. Quando isso ocorre, reduzse o risco de placas de gordura na parede dos vasos, a temida aterosclerose – doença por trás de encrencas como o infarto. MANARINI, T. Saúde é vital, n. 347, fev. 2012 (adaptado). Para divulgar conhecimento de natureza científica para um público não especializado, Manarini recorre à associação entre vocabulário formal e vocabulário informal. Altera-se o grau de formalidade do segmento no texto, sem alterar o sentido da informação, com a substituição de
  11. 11. FUVEST
    "Meditemos na regular beleza que a natureza nos oferece." Assinale a alternativa em que o homônimo tem o mesmo significado do empregado na oração acima:
  12. 12. UFC 2002
    "E no seu erro encontram eles duro castigo; porque em seus corações e em seu viver mergulham-se no dilúvio de lodo escuro e infecta do mal que vêem ou adivinham em todos e em tudo; e no furor de enxergar maldades, de condenar e aborrecer os maus, tornam-se por si mesmos, proscritos da sociedade, selvagens que fogem da convivência humana" Assinale a alternativa em que todas as palavras pertencem ao mesmo campo semântico de 'infecto" :
  13. 13. ENEM 2017
    TEXTO I Criatividade em publicidade: teorias e reflexões Resumo: O presente artigo aborda uma questão primordial na publicidade: a criatividade. Apesar de aclamada pelos departamentos de criação das agências, devemos ter a consciência de que nem todo anúncio é, de fato, criativo. A partir do resgate teórico, no qual os conceitos são tratados à luz da publicidade, busca-se estabelecer a compreensão dos temas. Para elucidar tais questões, é analisada uma campanha impressa da marca XXXX. As reflexões apontam que a publicidade criativa é essencialmente simples e apresenta uma releitura do cotidiano. DEPEXE, S.D. Travessias: Pesquisas em Educação. Cultura, Linguagem e Artes, n. 2, 2008.   TEXTO II Os dois textos apresentados versam sobre o tema criatividade. O Texto I é um resumo de caráter científico e o Texto II, uma homenagem promovida por um site de publicidade. De que maneira o Texto II exemplifica o conceito de criatividade em publicidade apresentado no Texto l?
  14. 14. FUVEST 1998
    A palavra sanção com o significado de ratificação ocorre apenas em:
  15. 15. ENEM 2012
    Cabeludinho Quando a Vó me recebeu nas férias, ela me apresentou aos amigos: Este é meu neto. Ele foi estudar no Rio e voltou de ateu. Ela disse que eu voltei de ateu. Aquela preposição deslocada me fantasiava de ateu. Como quem dissesse no Carnaval: aquele menino está fantasiado de palhaço. Minha avó entendia de regências verbais. Ela falava de sério. Mas todo-mundo riu. Porque aquela preposição deslocada podia fazer de uma informação um chiste. E fez. E mais: eu acho que buscar a beleza nas palavras é uma solenidade de amor. E pode ser instrumento de rir. De outra feita, no meio da pelada um menino gritou: Disilimina esse, Cabeludinho. Eu não disiliminei ninguém. Mas aquele verbo novo trouxe um perfume de poesia à nossa quadra. Aprendi nessas férias a brincar de palavras mais do que trabalhar com elas. Comecei a não gostar de palavra engavetada. Aquela que não pode mudar de lugar. Aprendi a gostar mais das palavras pelo que elas entoam do que pelo que elas informam. Por depois ouvi um vaqueiro a cantar com saudade: Ai morena, não me escreve / que eu não sei a ler. Aquele a preposto ao verbo ler, ao meu ouvir, ampliava a solidão do vaqueiro. BARROS, M. Memórias inventadas: a infância. São Paulo: Planeta, 2003. No texto, o autor desenvolve uma reflexão sobre diferentes possibilidades de uso da língua e sobre os sentidos que esses usos podem produzir, a exemplo das expressões “voltou de ateu”, “disilimina esse” e “eu não sei a ler”. Com essa reflexão, o autor destaca
  16. 16. ENEM 2013
    Nessa charge, o recurso morfossintático que colabora para o efeito de humor está indicado pelo(a)
  17. 17. ENEM 2017
    Essas moças tinham o vezo de afirmar o contrário do que desejavam. Notei a singularidade quando principiaram a elogiar o meu paletó cor de macaco. Examinavam-no sérias, achavam o pano e os aviamentos de qualidade superior, o feitio admirável. Envaideci-me: nunca havia reparado em tais vantagens. Mas os gabos se prolongaram, trouxeram-me desconfiança. Percebi afinal que elas zombavam e não me susceptibilizei. Longe disso: achei curiosa aquela maneira de falar pelo avesso, diferente das grosserias a que me habituara. Em geral me diziam com franqueza que e roupa não me assentava no corpo, sobrava nos sovacos. RAMOS, G. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1994. Por meio de recursos linguísticos, os textos mobilizam estratégias para introduzir e retomar ideias, promovendo a progressão do tema. No fragmento transcrito, um novo aspecto do tema é introduzido pela expressão
  18. 18. ITA 2000
    Filme bom é filme antigo? Lógico que não, mas "A Múmia", de 1932, põe a frase em xeque. Sua refilmagem, com Brendan Fraser no elenco, ainda corre nos cinemas brasileiros, repleta de humor e efeitos visuais. Na de Karl Freund, há a vantagem de Boris Karloff no papel-título, compondo uma múmia aterrorizadora, fiel ao terror dos anos 30. Apesar de alguma precariedade, lança um clima de mistério que a versão 1999 não conseguiu, tal a ênfase dada à embalagem. Dai “nem sempre cinema bom são efeitos especiais" deveria ser a tal frase. ( PSL) (A precária e misteriosa múmia de 32, Folha de S. Paulo, Caderno Ilustrada, 4/8/ 1999.) Em: “tal  a ênfase dada à embalagem" e "deveria ser a tal  frase", os termos em destaque nas duas frases podem ser substituídos, respectivamente, por
  19. 19. UFPE
    Tomando como título de uma de suas obras "AMAR, VERBO INTRANSITIVO", Mário de Andrade reafirma, pelo uso da linguagem, sua atitude de rebeldia quanto às normas gramaticais. Ao explorar a intransitividade gramatical do verbo amar, a linguagem - neste título - passa a ter valor:
  20. 20. CESGRANRIO
    Assinale a alternativa em que a troca de vocábulo destacado pelo que está entre parênteses altera sensivelmente o sentido do enunciado:
  21. 21. UFRGS 2012
    Por volta de 1928, Henry Ford debatia-se com uma ideia fixa: queria encontrar uma fórmula salvadora para o problema do suprimento da borracha para sua indústria. Estava cansado de aturar os 4preços que os ingleses de Ceilão 10lhe impunham. Como? 15Plantando borracha na Amazônia. Não havia o súdito 5inglês Henry 6Wickham transportado às escondidas para a Inglaterra as mudas da seringueira da Amazônia? Tudo estava em organizar seringais homogêneos em terras 18apropriadas. 16Por conseguinte, rumo ao Brasil, rumo à Amazônia. O Brasil exultou. E 25logo o 26governo brasileiro recebe os 19emissários de 7Ford como costuma receber os americanos em geral: de braços abertos. Começa o trabalho. A mata resiste, mas 1......... 23Ao passo que os tratores 28vão fazendo a 8derrubada para a clareira, 27já as casas começam a surgir, o hospital, os postos de higiene, as quadras de tênis, as mansões dos diretores. Dentro da floresta amazônica, 12o ianque fizera surgir uma nova cidade. E tudo 2........ como 11convinha. Três mil caboclos trabalhavam; um milhão de pés de seringueira eram plantados. A floresta 36arquejava, mas cedia. E 30quando, decorridos 29apenas dois anos, as seringueiras começam a despontar em pelotões, em 37batalhões, em regimentos, ninguém 31mais tem 32dúvida sobre o 20desfecho da luta. Entretanto, Ford ia recebendo e lendo relatórios. E estes contavam histórias diferentes das que figuravam nos frontispícios dos jornais: definhavam as seringueiras pelo excesso de sol e pela falta de umidade e de humo. Estavam murchando ao sol da região. À falta de proteção das sombras da floresta tropical, o 35exército de seringueiras de Mr. Ford 3........ ao sol. 38Triunfava o desordenado da selva contra a 39disciplina do seringal. Devemos concluir daí que 9na Amazônia seja 24de todo impossível 21estabelecer florestas homogêneas ou que o 33grande vale seja de todo impróprio para o florescimento de uma grande 34civilização? 17Ainda não. Por enquanto, a conclusão a tirar é outra. Na verdade, o que se fez nas margens do Tapajós foi transplantar para o trópico a técnica, os métodos e os processos 13de resultados 14comprovados apenas em climas temperados ou frios – a ciência e a técnica do cultivo da terra próprias para os trópicos estão ainda em fase empírica e 22elementar. Adaptado de: MOOG, Vianna. Bandeirantes e pioneiros; paralelo entre duas culturas. 9. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. p. 27.   Assinale a alternativa em que a segunda palavra constitui sinônimo adequado da primeira, considerando o contexto em que esta ocorre.
  22. 22. ITA 2011
                Véspera de um dos muitos feriados em 2009 e a insana tarefa de mover-se de um bairro a outro em São Paulo para uma reunião de trabalho. Claro 11que a cidade já tinha travado no meio da tarde. De táxi, pagaria uma fortuna para ficar parada e chegar atrasada, 6pois até as vias alternativas que os taxistas conhecem estavam entupidas. De ônibus, nem o corredor funcionaria, tomado pela fila dos 1mastodônticos veículos. Uma dádiva: eu não estava de carro. Com as pernas livres dos pedais do automóvel e um sapato baixo, nada como viver a liberdade de andar a pé. Carro já foi sinônimo de liberdade, mas não contava com o congestionamento.             Liberdade de verdade é trafegar entre os carros, e mesmo sem apostar corrida, observar que o automóvel na rua anda à mesma velocidade média que você na calçada. É quase como 2flanar. Sei, como motorista, 12que o mais irritante do trânsito é quando o pedestre naturalmente te ultrapassa. Enquanto você, no carro, gasta dinheiro para encher o ar de poluentes, esquentar o planeta e chegar atrasado às reuniões. E ainda há quem pegue congestionamento para andar de esteira na academia de ginástica.             Do Itaim ao Jardim Paulista, meia horinha de caminhada. Deu para ver que a Avenida Nove de Julho está cheia de mudas crescidas de pau-brasil. E mais uma 3porção de cenas 13que só andando a pé se pode observar. Até chegar ao compromisso pontualmente.             Claro 14que há pedras no meio do caminho dos pedestres, e muitas. 7Já foram inclusive objeto de teses acadêmicas. Uma delas, Andar a pé: um modo de transporte para a cidade de São Paulo, de Maria Ermelina Brosch Malatesta, sustenta que, 8apesar de ser a saída mais utilizada pela população nas atuais condições de esgotamento dos sistemas de mobilidade, o modo de transporte a pé é tratado de forma inadequada pelos responsáveis por administrar e planejar o município.             As maiores reclamações de quem usa o mais simples e barato meio de locomoção são os “obstáculos” que aparecem pelo caminho: bancas de camelôs, bancas de jornal, lixeira, postes. Além das calçadas estreitas, com buracos, degraus, desníveis. E o estacionamento de veículos nas calçadas, mais a entrada e a saída em guias rebaixadas, aponta o estudo.             Sem falar nas estatísticas: atropelamentos correspondem a 14% dos acidentes de trânsito. Se o acidente envolve vítimas fatais, o percentual sobe para nada menos 15que 50% - o que atesta a falta de investimento público no transporte a pé.             Na Região Metropolitana de São Paulo, as viagens a pé, com extensão mínima de 500 metros, correspondem a 34% do total de viagens. Percentual parecido com o de Londres, de 33%. Somadas aos 32% das viagens realizadas por transporte coletivo, que são iniciadas e concluídas por uma viagem a pé, perfazem o total de 66% das viagens! Um número bem 4desproporcional ao espaço destinado aos pedestres e ao investimento público destinado a eles, especialmente em uma cidade como São Paulo, onde o transporte individual motorizado tem a 5primazia.             A locomoção a pé acontece tanto nos locais de maior densidade – caso da área central, com registro de dois milhões de viagens a pé por dia –, como nas regiões mais distantes, onde são maiores as deficiências de transporte motorizado e o perfil de renda é menor. A maior parte das pessoas que andam a pé tem poder aquisitivo mais baixo. Elas buscam alternativas para enfrentar a condução cara, desconfortável ou lotada, o ponto de ônibus ou estação distantes, a demora para a condução passar e a viagem demorada.             9Já em bairros nobres, como Moema, Itaim e Jardins, por exemplo, é fácil ver carrões que saem das garagens para ir de uma esquina a outra e disputar improváveis vagas de estacionamento. A ideia é manter-se fechado em shoppings, boutiques, clubes, academias de ginástica, escolas, escritórios,10 porque o ambiente lá fora – o nosso meio ambiente urbano – dizem que é muito perigoso. (Amália Safatle. http://terramagazine.terra.com.br, 15/07/2009. Adaptado.)   Assinale a opção em que a expressão ou palavra grifada expressa exagero.
  23. 23. UNICAMP 2016
    Leia com atenção o texto abaixo.   Nunca conheci quem tivesse sido tão feliz como nas redes sociais   (...) Eu tenho inveja de mim no Instagram. (…) Eu queria ser feliz como eu sou no Instagram. Eu queria ter certeza, como eu tenho no Facebook, sobre as minhas posições políticas. E no Twitter, bem, no Twitter eu não sou tão feliz nem certa e é por isso que de longe essa ganha como rede social de mi corazón. E quanto mais eu me sinto angustiada (quem nunca?), mais eu entro no Instagram e vejo a foto das pessoas superfelizes. E mais angustiada eu fico. Por mais que eu saiba que aquela felicidade é de mentira. Outro dia uma editora de moda que faz muito sucesso no Instagram escreveu em uma legenda: "até que estou bem depois de tomar um stillnox e um rivotril." (!!!!! Gente!) Mas ufa, ela assumiu. Até então, seus seguidores talvez pudessem achar que ela era uma super-heroína que nunca tinha levado porrada (nem conhecido quem tivesse tomado). Ela viaja de um lado para o outro, acorda cedo, mas tem uma decoração linda na mesa, viaja de país em país. Trabalha loucamente. Mas ela sempre está disposta e apaixonada pelo que faz. Escuta! Quanta mentira! Nenhuma de nós está apaixonada o tempo todo pelo que faz. Eu, hoje, escrevi esse texto com muito esforço. Eu, hoje, estou achando que eu escrevo mal e que perdi o jeito para a coisa. Quem nunca? Quem nunca muitas vezes? Quem estamos querendo enganar? A gente. Mas tem vezes, como agora, em que não dá. Eu queria muito voltar no tempo quando as redes sociais não existiam só para lembrar como era… Às vezes eu acho que, com todas as vantagens da vida em rede…, talvez a gente se sentisse melhor. Sério. "Estou farto de semideuses. Onde é que há gente nesse mundo?", grita o Fernando Pessoa lá do túmulo. (Adaptado de Nina Lemos, disponível em http://revistatpm. uol.com.br/blogs/berlimmandaavisar/2015/07/13/nunca-conheci-quem- tivesse-sido-tao-feliz-como-nas-redes-sociais.html.)     Considerando os recursos linguísticos e discursivos presentes na configuração do texto, é correto afirmar que:  
  24. 24. UFPR 2016
    Outras razões para a pauta negativa Venício A. Lima O sempre interessante Boletim UFMG, que traz, a cada semana, notícias do dia a dia da Universidade Federal de Minas Gerais, informa, na edição de 4 de maio, o trabalho desenvolvido por grupo de pesquisa do Departamento de Ciência da Computação (DCC) em torno da “análise de sentimento”, que relaciona o sucesso das notícias com sua polaridade, negativa ou positiva. Utilizando programas de computador desenvolvidos pelo DCC-UFMG, foram identificadas, coletadas e analisadas 69.907 manchetes veiculadas em quatro sites noticiosos internacionais ao longo de oito meses de 2014: The New York Times, BBC, Reuters e Daily Mail. E as notícias foram agrupadas em cinco grandes categorias: negócios e dinheiro, saúde, ciência e tecnologia, esportes e mundo. As conclusões da pesquisa são preciosas. Cerca de 70% das notícias diárias estão relacionadas a fatos que geram “sentimentos negativos” – tais como catástrofes, acidentes, doenças, crimes e crises. Os textos das manchetes foram relacionados aos sentimentos que elas despertam, numa escala de menos 5 (muito negativo) a mais 5 (muito positivo). Descobriu-se que o sucesso de uma notícia, vale dizer, o número de vezes em que é “clicada” pelo eventual leitor está fortemente vinculado a esses “sentimentos” e que os dois extremos – negativo e positivo – são os mais “clicados”. As manchetes negativas, todavia, são aquelas que atraem maior interesse dos leitores. Embora realizado com base em manchetes publicadas em sites internacionais – não brasileiros –, os resultados do trabalho dos pesquisadores do DCC-UFMG nos ajudam a compreender a predominância do “jornalismo do vale de lágrimas” na grande mídia brasileira. Para além da partidarização seletiva das notícias, parece haver também uma importante estratégia de sobrevivência empresarial influindo na escolha da pauta negativa. Os principais telejornais exibidos na televisão brasileira, por exemplo, estão se transformando em incansáveis noticiários diários de crises, crimes, catástrofes, acidentes e doenças de todos os tipos. Carrega-se, sem dó nem piedade, nas notícias que geram sentimentos negativos. Mais do que isso: os âncoras dos telejornais, além das notícias negativas, se encarregam de editorializar, fazer comentários, invariavelmente críticos e pessimistas, reforçando, para além da notícia, exatamente seus aspectos e consequências funestos. Existe, sim, o risco do esgotamento. Cansado de tanta notícia ruim e sentindo-se impotente para influir no curso dos eventos, pode ser que o leitor/telespectador afinal desista de se expor a esse tipo de jornalismo que o empurra cotidianamente rumo a um inexorável “vale de lágrimas” mediavalesco. Disponível em: . Acesso em: 19 maio 2015 (adaptado).   Ao criar o termo mediavalesco que finaliza o texto, o autor associa a media/mídia ao termo medievalesco, ou seja, relativo à Idade Média. Sua intenção, com isso, é ressaltar um aspecto dos meios de comunicação que poderia ser resumido pelo termo:
  25. 25. UNICENTRO 2011
    Não chore pelo ensino público, vestibulando   O ensino superior privado tem hoje papel importante no desenvolvimento econômico das regiões em que se instala, pois gera emprego em vários níveis, intensifica a procura por qualificação dos professores, desenvolve o comércio e a estrutura de lazer local, promove abertura de livrarias e outros locais dedicados à cultura.   Entretanto, enfrenta até hoje resistência de parte da sociedade, por várias razões, algumas delas de fundo político-ideológico, outras devido a realidades já ultrapassadas, e algumas ligadas a aspectos práticos.   A qualidade da educação superior privada vem crescendo exponencialmente nos últimos anos. Há poucos segmentos da Economia tão fiscalizados, avaliados e cobrados quanto este, através de mecanismos eficazes, algumas vezes draconianos, do Ministério da Educação. Para credenciamento de uma nova instituição e abertura e reconhecimento de novos cursos, avaliam-se as condições acadêmicas, de pessoal, de infraestrutura e de sustentabilidade financeira. E a cada três anos a instituição e os cursos são reavaliados. As inadequações são apontadas e corrigidas, e, no limite, há descredenciamentos e fechamento de cursos.   Um fator mencionado sempre como impeditivo para cursar uma instituição particular é a mensalidade. De fato, dependendo do curso escolhido, da infraestrutura necessária, as mensalidades podem ser altas. Existem, no entanto, mecanismos de financiamento e de bolsas que permitem ao estudante realizar seu curso, através dos programas do governo federal, de bancos estatais e agora até de bancos privados que iniciam seus programas de crédito educativo. Algumas instituições de ensino também ofertam programas próprios de financiamento, sem carência e sem juros, e muitas vezes o estudante beneficiado conta inclusive com acompanhamento pedagógico, que contribui para com o sucesso acadêmico e a preservação do investimento realizado.   Com qualidade e possibilidade financeira, cresce a inclusão qualificada do jovem no mercado de trabalho, melhorando o país como um todo.    Não é fundamental o fato de a instituição de ensino superior ser pública ou privada, mas, sim, de sua capacidade de formar esse profissional e cidadão de excelência. CAMARGO, Wanda. Não chore pelo ensino público, vestibulando. Disponível em: . Acesso em: 30 ago. 2010.   A alternativa cujos vocábulos se equivalem semanticamente, no contexto em que estão inseridos, é a
  26. 26. UNICENTRO 2011
    A ideia de se poder definir o gênero homo atribuindo-lhe a qualidade de sapiens, ou seja, de um ser racional e sábio, é sem dúvida uma ideia pouco racional e sábia. Ser Homo implica ser igualmente demens: em manifestar uma afetividade extrema, convulsiva, com paixões, cóleras, gritos, mudanças brutais de humor; em carregar consigo uma fonte permanente de delírio; em crer na virtude de sacrifícios sanguinolentos, e dar corpo, existência e poder a mitos e deuses de sua imaginação. Há no ser humano um foco permanente de Ubris, a desmesura dos gregos.   A loucura humana é fonte de ódio, crueldade, barbárie, cegueira. Mas sem as desordens da afetividade e as irrupções do imaginário, e sem a loucura do impossível, não haveria élan, criação, invenção, amor, poesia. O ser humano é um animal insuficiente, não apenas na razão, mas é também dotado de desrazão.   Temos, entretanto, necessidade de controlar o homo demens para exercer um pensamento racional, argumentado, crítico, complexo. Temos necessidade de inibir em nós o que o demens tem de homicida, malvado, imbecil. Temos necessidade de sabedoria, o que nos requer prudência, temperança, comedimento, desprendimento.   O mundo em que vivemos talvez seja um mundo de aparências, a espuma de uma realidade mais profunda que escapa ao tempo, ao espaço, a nossos sentidos e a nosso entendimento. Mas nosso mundo da separação, da dispersão, da finitude significa também o mundo da atração, do reencontro, da exaltação. E estamos plenamente imersos nesse mundo que é o de nossos sofrimentos, felicidades e amores. Não experimentá-lo é evitar o sofrimento, mas também não haverá o gozo. Quanto mais estamos aptos à felicidade, mais nos aproximamos da infelicidade. [...] Se a sabedoria nos incita ao desapego do mundo, da vida, será que ela está sendo verdadeiramente sábia? Se aspiramos à plenitude do amor, isso significa que somos verdadeiramente loucos?    O amor faz parte da poesia da vida. A poesia faz parte do amor da vida. Amor e poesia engendram-se mutuamente e podem identificar-se um com o outro.   Se o amor expressa o ápice supremo da sabedoria e da loucura, é preciso assumir o amor.   O excesso de sabedoria pode transformar-se em loucura, mas a sabedoria só a impede, misturando-se à loucura da poesia e do amor.   Nosso cotidiano vive sempre em busca do sentido. Mas o sentido não é originário, não provém da exterioridade de nossos seres. Emerge da participação, da fraternização, do amor. O sentido do amor e da poesia é o sentido da qualidade suprema da vida. Amor e poesia, quando concebidos como fins e meios do viver, dão plenitude de sentido ao “viver por viver”.    A partir daí, podemos assumir, mas com plena consciência, o destino antropológico do homo sapiens-demens, que implica nunca cessar de fazer dialogar em nós mesmos sabedoria e loucura, ousadia e prudência, economia e gasto, temperança e “consumação”,desprendimento e apego. MORIN, Edgar. Amor, poesia, sabedoria. São Paulo: Bertrand Brasil, 2003, Prefácio. Adaptado. Não paginado.   A alternativa que relaciona, respectivamente, as palavras “sapiens” e “demens” (l. 5) a referências adequadas, de acordo com o contexto, é a
  27. 27. UNICENTRO 2012
    O sexto sentido   Os cinco sentidos são, a um tempo, seres da “caixa de ferramentas” e seres da “caixa de brinquedos”. Como ferramentas, os sentidos nos fazem conhecer o mundo. A cor vermelha, no semáforo, diz que é preciso parar o carro. O som da buzina chama a minha atenção para um carro que se aproxima. O cheiro estranho na cozinha me adverte de que o gás está aberto. Como brinquedos, os cinco sentidos me informam que o mundo está cheio de beleza. Os sentidos são órgãos sexuais: com eles fazemos amor com o mundo. Dão-nos prazer e alegria.   Mas há um sexto sentido dotado de propriedades mágicas, um sentido que nos permite fazer amor com coisas que não existem... Esse sentido se chama “pensamento”. Digo que o pensamento é um sentido mágico porque ele tem o poder de chamar à existência coisas que não existem e de tratar as coisas que existem como se não existissem. E é dele que surge a grandeza dos seres humanos. O pensamento nos dá asas, ele nos transforma em pássaros!   “Mas que realidade tem as coisas que não existem?”, poderão perguntar os filósofos. Aí serão os poetas que darão respostas aos filósofos. “Que seria de nós sem o socorro das coisas que não existem?”, perguntava Paul Valery. E Manoel da Barros acrescentaria: “As coisas que não existem são mais bonitas...” Leonardo da Vinci pensava e desenhava máquinas que não existiam e que só poderiam existir num futuro distante. Mas que alegria aquelas entidades não existentes lhe davam! Por isso ele as guardava como segredos perigosos que, se conhecidos, poderiam levá-lo à Inquisição. Mas o prazer valia o risco.   Que extraordinário exercício de alienação é a literatura! Mergulhados num livro, a realidade que nos cerca deixa de existir. Estamos inteiramente no mundo do pensamento. Se Marx estava certo ao afirmar que “o homem é o mundo do homem”; então, na literatura, tornamo-nos criaturas dos muitos mundos da fantasia. Tornamo-nos personagens de uma história inventada, “atores” de teatro. Os atores são seres alienados da realidade por estarem vivendo totalmente no mundo da ficção. Todo artista é um fingidor. Todo leitor tem de ser um fingidor. Fingir, brincar de fazer de contas, tratar as coisas que são como se não fossem e as coisas que não são como se fossem! É dessa loucura que surgem as mais belas criações da arte e da ciência. Por isso, eu me daria por feliz se a educação fizesse apenas isso: introduzir os alunos no mundo mágico do pensamento tal como ele acontece na literatura... Quem experimentou 50 a magia do pensamento uma única vez não se esquece jamais. ALVES, Rubem. O sexto sentido. A casa de Rubem Alves. Disponível em:. Acesso em: 6 jun. 2011. Adaptado.   Sobre o texto, é verdadeiro o que se afirma a respeito do fragmento transcrito em
  28. 28. UNICENTRO 2012
    A leitura no Brasil   Já é lugar-comum dizer que o brasileiro não lê. Consta que lemos apenas 1, 8 livro por ano. Há países que alcançam 5, 7, 10 e até 15. O Brasil lê pouco, em primeiro lugar, pelo grande contingente de analfabetos. Muitos países entraram o século 20 sem analfabetos. Dizem que a Argentina é um deles. Pois varamos o século XX, entramos no XXI com analfabetos puros, pessoas que não sabem ler e escrever, e mais os chamados analfabetos funcionais, gente que esteve na escola aprendeu a ler e a escrever, mas não é capaz de entender o que lê, e não consegue escrever um texto simples.   Esse analfabetismo funcional tem sido demonstrado nos diversos exames nacionais e internacionais. Nestes últimos, promovidos com frequência pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os estudantes brasileiros não passam dos últimos e penúltimos lugares, entre os colegas de 30, 40 países. Tais exames versam sobre ciências, matemática, leitura. Como é possível aprender outras disciplinas com a leitura deficiente? A propaganda oficial garante que 97% das crianças de sete a 14 anos estão na escola. Devia ser 100%, como manda a Constituição. Tudo bem, mas e a qualidade? Ao lado dos analfabetos e da escola pública precária, está o preço elevado do livro, porque as tiragens são pequenas. Há ainda a comissão das livrarias.   Outro dia um escritor dizia que parece que o Brasil tem somente três mil leitores, com boa vontade, uma vez tais tiragens costumam encalhar, em parte ou no 30 todo. Finalmente, há o subemprego, os salários baixos, o desemprego que não permitem nem aquisição de comida, quanto mais de livros, revistas e jornais! E o poder público não supre, como devia, a população com bibliotecas públicas. Escolas precárias e escassez de 35 livros não levarão o Brasil a lugar nenhum. SIQUEIRA, Jack. A leitura no Brasil. Jornal O Tempo. Disponível em: . Acesso em: 29 jun. 2011.   A análise linguística dos elementos que compõem o primeiro parágrafo permite afirmar:
  29. 29. UNICENTRO 2004
    As pazes fizeram-se como a guerra, depressa. Buscasse eu neste livro a minha glória, e diria que as negociações partiram de mim; mas não, foi ela que as iniciou. Alguns instantes depois, como eu estivesse cabisbaixo, ela abaixou também a cabeça, mas voltando os olhos para cima a fim de ver os meus. Fiz-me de rogado; depois quis levantar-me para ir embora, mas nem me levantei, nem sei se iria. Capitu fitou-me uns olhos tão ternos, e a posição os fazia tão súplices, que me deixei ficar, passei-lhe o braço pela cintura, ela pegou-me na ponta dos dedos, e... Outra vez D. Fortunata apareceu à porta da casa; não sei para quê, se nem me deixou tempo de puxar o braço; desapareceu logo. Podia ser um simples descargo de consciência, uma cerimônia, como as rezas de obrigação, sem devoção, que se dizem de tropel; a não ser que fosse para certificar aos próprios olhos a realidade que o coração lhe dizia... Fosse o que fosse, o meu braço continuou a apertar a cintura da filha, e foi assim que nos pacificamos. O bonito é que cada um de nós queria agora as culpas para si, e pedíamos reciprocamente perdão. Capitu alegava a insônia, a dor de cabeça, o abatimento do espírito, e finalmente “os seus calundus”. Eu, que era muito chorão por esse tempo, sentia os olhos molhados... Era amor puro, era efeito dos padecimentos da amiguinha, era a ternura da reconciliação. ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. 27. ed. São Paulo: Ática, 1994. p. 75. (Série Bom Livro)   “As pazes fizeram-se como a guerra, depressa. Buscasse eu neste livro a minha glória, e diria que as negociações partiram de mim; mas não, foi ela que as iniciou.”   Nesse fragmento   (01) “depressa” é um termo qualificador de “pazes” e “guerra”. (02) “Buscasse eu neste livro a minha glória” expressa uma hipótese. (04) “que as negociações partiram de mim” é um termo de valor substantivo. (08) “e” e “mas” expressam idéias similares nos seus respectivos contextos. (16) “a minha glória” e “as”, em “as iniciou”, completam o sentido de um verbo.
  30. 30. UNICENTRO 2004
    As pazes fizeram-se como a guerra, depressa. Buscasse eu neste livro a minha glória, e diria que as negociações partiram de mim; mas não, foi ela que as iniciou. Alguns instantes depois, como eu estivesse cabisbaixo, ela abaixou também a cabeça, mas voltando os olhos para cima a fim de ver os meus. Fiz-me de rogado; depois quis levantar-me para ir embora, mas nem me levantei, nem sei se iria. Capitu fitou-me uns olhos tão ternos, e a posição os fazia tão súplices, que me deixei ficar, passei-lhe o braço pela cintura, ela pegou-me na ponta dos dedos, e... Outra vez D. Fortunata apareceu à porta da casa; não sei para quê, se nem me deixou tempo de puxar o braço; desapareceu logo. Podia ser um simples descargo de consciência, uma cerimônia, como as rezas de obrigação, sem devoção, que se dizem de tropel; a não ser que fosse para certificar aos próprios olhos a realidade que o coração lhe dizia... Fosse o que fosse, o meu braço continuou a apertar a cintura da filha, e foi assim que nos pacificamos. O bonito é que cada um de nós queria agora as culpas para si, e pedíamos reciprocamente perdão. Capitu alegava a insônia, a dor de cabeça, o abatimento do espírito, e finalmente “os seus calundus”. Eu, que era muito chorão por esse tempo, sentia os olhos molhados... Era amor puro, era efeito dos padecimentos da amiguinha, era a ternura da reconciliação. ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. 27. ed. São Paulo: Ática, 1994. p. 75. (Série Bom Livro)   “Alguns instantes depois, como eu estivesse cabisbaixo, ela abaixou também a cabeça, mas voltando os olhos para cima a fim de ver os meus.”   Contextualizando-se esse fragmento, é correto afirmar:   (01) “Alguns” é uma palavra de sentido indefinido que se refere a um tempo posteriormente preciso. (02) “como” é um marcador de coerência sintática, que pode ser substituído pelo termo já que, sem causar incoerência. (04) “cabisbaixo” e “abaixou também a cabeça” são expressões que apresentam traços semânticos semelhantes. (08) “também” é um termo que indica reforço. (16) “a fim de” evidencia uma conclusão.
Gerar PDF da Página
Conta de email não verificada

Não foi possível realizar o seu cadastro com a sua conta do Facebook pois o seu email não está confirmado no Facebook.

Clique aqui para ver como confirmar sua conta de email no Facebook ou complete seu cadastro por aqui.

Entendi
Clicando em "Criar perfil", você aceita os termos de uso do Stoodi.
Tem perfil no Stoodi? Fazer Login