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  1. 271

    UNAMA 2006

    MAMÃE DOLORES, SEM ERRADA (OU UMA METÁFORA?) Houve uma época em que eu fiquei atarantadinho com o desenrolar de uma novela das nove, das oito, das oito e meia, sei lá. Tava já odiando uma dita personagem pela desmedida maldade da pivide. Do lado de cá da telinha, fazia o meu papel na trama. Nutria, virtualmente, uma ira transbordante pela bandidinha por causa de tantas armações sórdidas a fim de quebrar a coitadinha da mocinha. Para mim tava tudo muito claro. A mocinha era a fulana e a bandida era a sicrana. Quando de repente, tóim óim, óim! Nada disso. Uma, de santa, virou a sacripanta, a nojentinha da trama; e a outra, de megera, passou a donzela, a coitadinha. Mudou tudo assim, sem que ninguém me avisasse. Protesto! Assim não dá! Não dá nem pra gente pôr um short largo feito em casa, um chinelo friozinho de tão gasto, encher uma combuquinha de doce de leite com farinha, ralhar os pequenos por silêncio, e assistir a nossa novela em paz, meu pai! Não dá assim, com a gente se enganando com as caras. Estes novelistas modernos, estas tramas realistas, estas performances textuais, credo! Bom mesmo era no tempo de O Direito de Nascer: Mamãe Dolores era a bondade plena; Albertinho Limonta, o mocinho enjeitado; sóror Helena, a coitadinha que comia o pão que o diabo amassou e a Isabel Cristina, hein, a Isabel Cristina, um bibelô, peça de cristaleira, fina, melindrosa, delicada. Um mimo irretocável. Estes formavam o cast do bem e dali ninguém os tirava. De outro lado, os mausãos fazendo de um tudo pra criar desgraças aos pobrezinhos. Mas a gente aqui, ó, tranqüilinhos (choramingando aqui e ali com tanto sofrimento dos nossos queridinhos, roendo as unhas quando D. Raphael ficava em tempo de dar um flagra no beijo – selinho, selinho inocente – entre o enjeitado Albertinho Limonta e a Isabel Cristina – ah, a Isabel Cristina, um brinco! Mas tranqüilinhos só esperando o fim da novela pra dizer bem feito, pro vilão). Bem feito pr’ele, ô homem nojento, maldito, que dá tanta raiva! A turma fincava o esqueleto na janela do vizinho todas as noites para interagir (nesse tempo não se falava interagir, mas as pessoas se irritavam, choravam, xingavam, afagavam com palavras doces... Mas tudo bem divididinho, cada um para o seu cada qual). Naquela, na boa novela, no bom e velho dramalhão, não tinha errada. Pau que nascia torto, morria torto mesmo. Às vezes, um ou outro vilão se arrependia, mas não adiantava, o destino já estava traçado pela audiência: ou ficava louco ou morria num incêndio, ou os dois juntos. A Glória Magadan não tinha pena, botava pra chulear, pra cima deles. Hoje em dia, não tem graça. A gente se prega na frente da TV e não sabe nem a quem jogar uma praga. Antes, pelo menos, quem era bonzinho era bonzinho até o fim e quem era mau, levava o farelo mesmo que fosse no último capítulo, sob as, até então, improváveis chamas. Hoje em dia, olha só aonde fomos parar, numa confusão de caras limpas, discursos éticos, firulas morais, que nos levam por uns instantes prolongados, a torcer pelas nojentinhas, pelos nojentinhos... (Raimundo Sodré.O Liberal, 13 de maio de 2006)   Sobre a linguagem com que o cronista produziu esta crônica, considere as seguintes afirmativas:   I. Na seleção dos itens lexicais, evidencia-se o nível coloquial. II. Em algumas passagens, as expressões usadas são típicas da oralidade. III. O coloquialismo, salvo uma ou outra exceção, não compromete as sintaxes de concordância e de regência conforme a variedade padrão.   São corretas:

  2. 272

    ENEM PPL 2011

    Diz-se, em termos gerais, que é preciso “falar a mesma língua”: o português, por exemplo, que é a língua que utilizamos. Mas trata-se de uma língua portuguesa ou de várias línguas portuguesas? O português da Bahia é o mesmo português do Rio Grande do Sul? Não está cada um deles sujeito a influências diferentes ― linguísticas, climáticas, ambientais? O português do médico é igual ao do seu cliente? O ambiente social e o cultural não determinam a língua? Estas questões levam à constatação de que existem níveis de linguagem. O vocabulário, a sintaxe e mesmo a pronúncia variam segundo esses níveis. VANOYE, F. Usos da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1981 (fragmento).   Na fala e na escrita, são observadas variações de uso, motivadas pela classe social do indivíduo, por sua região, por seu grau de escolaridade, pelo gênero, pela intencionalidade do ato comunicativo, ou seja, pelas situações linguísticas e sociais em que a linguagem é empregada. A variedade linguística adequada à situação específica de uso social está expressa

  3. 273

    UNIFESP 2014

    A sensível   Foi então que ela atravessou uma crise que nada parecia ter a ver com sua vida: uma crise de profunda piedade. A cabeça tão limitada, tão bem penteada, mal podia suportar perdoar tanto. Não podia olhar o rosto de um tenor enquanto este cantava alegre – virava para o lado o rosto magoado, insuportável, por piedade, não suportando a glória do cantor. Na rua de repente comprimia o peito com as mãos enluvadas – assaltada de perdão. Sofria sem recompensa, sem mesmo a simpatia por si própria.   Essa mesma senhora, que sofreu de sensibilidade como de doença, escolheu um domingo em que o marido viajava para procurar a bordadeira. Era mais um passeio que uma necessidade. Isso ela sempre soubera: passear. Como se ainda fosse a menina que passeia na calçada. Sobretudo passeava muito quando “sentia” que o marido a enganava. Assim foi procurar a bordadeira, no domingo de manhã. Desceu uma rua cheia de lama, de galinhas e de crianças nuas – aonde fora se meter! A bordadeira, na casa cheia de filhos com cara de fome, o marido tuberculoso – a bordadeira recusou-se a bordar a toalha porque não gostava de fazer ponto de cruz! Saiu afrontada e perplexa. “Sentia-se” tão suja pelo calor da manhã, e um de seus prazeres era pensar que sempre, desde pequena, fora muito limpa. Em casa almoçou sozinha, deitou-se no quarto meio escurecido, cheia de sentimentos maduros e sem amargura. Oh pelo menos uma vez não “sentia” nada. Senão talvez a perplexidade diante da liberdade da bordadeira pobre. Senão talvez um sentimento de espera. A liberdade. (Clarice Lispector. Os melhores contos de Clarice Lispector, 1996.)     O emprego do adjetivo “sensível” como substantivo, no título do texto, revela a intenção de

  4. 274

    UEAP 2013

    Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de autoestima. Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico... Então, a rã pulou para o seu colo e disse: Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre... Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma: - Eu, hein?... nem morta! (pensador.uol.com.br/textos_de_luis_fernando_veríssimo) Tomando por base o texto I, analise as afirmativas e, a seguir, assinale a alternativa que contém a opção correta. I. O texto I mescla elementos característicos dos contos de fadas tradicionais com elementos da contemporaneidade. II. O conector no entanto, no excerto “Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe(...)”, pode ser substituído, sem que se faça alteração semântica, por consequentemente. III. Semanticamente, o que estabelece a condicionalidade, no quarto parágrafo, é o uso dos verbos no futuro do pretérito. 

  5. 275

    UFMS 2009

    Leia o artigo abaixo, intitulado “Uma questão de tempo”, de Miguel Sanches Neto, extraído da Revista Nova Escola Online, em 30/09/08.   Demorei para aprender ortografia. E essa aprendizagem contou com a ajuda dos editores de texto, no computador. Quando eu cometia uma infração, pequena ou grande, o programa grifava em vermelho meu deslize. Fui assim me obrigando a escrever minimamente do jeito correto. Mas de meu tempo de escola trago uma grande descoberta, a do monstro ortográfico. O nome dele era Qüeqüi Güegüi. Sim, esse animal existiu de fato. A professora de Português nos disse que devíamos usar trema nas sílabas qüe, qüi, güe e güi quando o u é pronunciado. Fiquei com essa expressão tão sonora quanto enigmática na cabeça. Quando meditava sobre algum problema terrível – pois na pré-adolescência sempre temos problemas terríveis –, eu tentava me libertar da coisa repetindo em voz alta: “Qüeqüi Güegüi”. Se numa prova de Matemática eu não conseguia me lembrar de uma fórmula, lá vinham as palavras mágicas. Um desses problemas terríveis, uma namorada, ouvindo minha evocação, quis saber o que era esse tal de Qüeqüi Güegüi. – Você nunca ouviu falar nele? – perguntei. – Ainda não fomos apresentados – ela disse. – É o abominável monstro ortográfico – fiz uma falsa voz de terror. – E ele faz o quê? – Atrapalha a gente na hora de escrever. Ela riu e se desinteressou do assunto. Provavelmente não sabia usar trema nem se lembrava da regrinha. Aos poucos, eu me habituei a colocar as letras e os sinais no lugar certo. Como essa aprendizagem foi demorada, não sei se conseguirei escrever de outra forma – agora que teremos novas regras. Por isso, peço desde já que perdoem meus futuros erros, que servirão ao menos para determinar minha idade. – Esse aí é do tempo do trema.     Assinale a alternativa correta.

  6. 276

    FGV 2014

    Sextilhas Românticas   Paisagens da minha terra, Onde o rouxinol não canta - Mas que importa o rouxinol? Frio, nevoeiros da serra Quando a manhã se levanta Toda banhada de sol!   Sou romântico? Concedo. Exibo, sem evasiva, A alma ruim que Deus me deu. Decorei “Amor e medo”, "No lar", "Meus oito anos" ... Viva José Casimiro Abreu!   Sou assim, por vído inato. Ainda hoje gasto de Diva, Nem não posso renegar Peri tão pouco índio, é fato, Mas tão brasileiro ... Viva, Viva José de Alencar! [...] Manuel Bandeira, Estrela-da-vida-inteira.    Considere as seguintes afirmações sobre as expressões "onde", "ruim" e "nem não", retiradas, respectivamente, das estrofes 1, 2 e 3:  I. "Onde": constitui a chamada "licença poética", uma vez que, no contexto e de acordo com a norma-padrão, o correto seria empregar "aonde";  II. "ruim": deve ser pronunciado de acordo com a variante popular da língua, isto é, como monossílabo, tendo em vista a métrica adotada no poema;  III. "Nem não": trata-se da dupla negativa, uso típico da oralidade já incorporado pela língua escrita padrão.  Está correto apenas o que se afirma em 

  7. 277

    PUC-RS 2016

    TEXTO 2 Dois caminhos se abriram diante do paulista Marcus Smolka em 2007, quando ele concluiu o pós-doutorado no Ludwig Institute for Cancer Research, em San Diego (EUA). Um deles era retornar ao Brasil e associar-se a um centro de pesquisa dotado de espectrômetro de massa, um equipamento novo, que ele dominava como poucos. Nesse caso, trabalharia como uma espécie de operador da máquina, rodando os trabalhos de outros cientistas. Nas horas vagas, poderia usá-la para dar continuidade a suas próprias pesquisas. A outra opção era aceitar um convite da Universidade Cornell, no Estado de Nova York. Por essa proposta, ganharia um laboratório e teria um espectrômetro só para si, aos 33 anos de idade. Para Smolka, nenhuma das duas opções era a ideal. O que ele queria mesmo era voltar ao Brasil e ter um espectrômetro. Mas a proposta que apresentou ao Fundo de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) esbarrou no custo do equipamento, da ordem de US$ 1 milhão. O brasileiro acabou escolhendo Cornell. Smolka é hoje parte de uma expressiva comunidade de cientistas brasileiros que estão radicados no Exterior, produzindo pesquisa de ponta e ajudando a mudar os rumos do conhecimento. Tradicionalmente encarado como fuga de cérebros, o fenômeno é, na verdade, uma tendência global. Adaptado de: Histórias de cientistas brasileiros ajudam a explicar o fenômeno da exportação de cérebros. Zero Hora, Planeta Ciência. 24/7/2015 Considere a possibilidade de reescrita dos períodos em destaque do texto 2. I. O que Smolka queria, mesmo, era ter um espectrô- metro e voltar ao Brasil, já que nenhuma das opções era a ideal. II. Nenhuma das duas opções era a ideal porque o que Smolka queria mesmo era voltar ao Brasil e ter um espectrômetro. III. Nenhuma das duas opções era a ideal para Smolka: o que ele queria mesmo, era voltar ao Brasil e ter um espectrômetro. IV. Como o que Smolka queria mesmo era voltar ao Brasil e ter um espectrômetro, nenhuma das duas opções era a ideal. As propostas de reescrita corretas e coerentes são, apenas,

  8. 278

    FGV-RJ 2015

    Eram tempos menos duros aqueles vividos na casa de Tia Vicentina, em Madureira, subúrbio do Rio, onde Paulinho da Viola podia traçar, sem cerimônia, um prato de feijoada - comilança que deu até samba, "No Pagode do Vavá". Mas como não é dado a saudades (lembre-se: é o passado que vive nele, não o contrário), Paulinho aceitou de bom grado a sugestão para que o jantar ocorresse em um dos mais requintados italianos do Rio. A escolha pela alta gastronomia tem seu preço. Assim que o sambista chega à mesa redonda ao lado da porta da cozinha, forma-se um círculo de garçons, com o maître à frente. [...]   Paulinho conta que cresceu comendo o trivial. Seu pai viveu 88 anos à base de arroz, feijão, bife e batata frita. De vez em quando, feijoada. Massa, também. "Mas nada muito sofisticado."   Com exceção de algumas dores de coluna, aos 70 anos, goza de plena saúde. O músico credita sua boa forma ao estilo de vida, como se sabe, não dado a exageros e grandes ansiedades. T. Cardoso,VALOR, 28/06/2013. Adaptado.   Argumento (Paulinho da Viola) Tá legal Eu aceito o argumento Mas não me altere o samba tanto assim Olha que a rapaziada está sentindo a falta De um cavaco, de um pandeiro Ou de um tamborim.   Sem preconceito Ou mania de passado Sem querer ficar do lado De quem não quer navegar Faça como um velho marinheiro Que durante o nevoeiro Leva o barco devagar.   Se a expressão “mania de passado”, usada na letra da canção, for comparada à frase do primeiro texto “é o passado que vive nele, não o contrário”, quanto ao sentido que assumem no contexto, é correto afirmar que a referida expressão

  9. 279

    UFAM 2009

    Assinale a opção em que há erro na conversão da voz passiva analítica na voz passiva sintética:

  10. 280

    UFPR 2016

    Dependendo do contexto em que são empregados, termos como “aí”, “até” e “ir” ora denotam espaço, ora denotam tempo. Esses variados sentidos que as palavras podem assumir nem sempre são precisamente especificados no dicionário.   Talvez o exemplo mais interessante para ilustrar a indicação de tempo ou de espaço com a mesma palavra seja o verbo “ir”. O sentido primeiro (aceitemos isso para efeito de raciocínio) do verbo “ir” é de deslocamento: “alguém vai de A a B” quer dizer que alguém se desloca do ponto A ao ponto B. Trata-se de espaço.   Dizemos também, por exemplo, que a Bandeirantes vai de Piracicaba a S. Paulo. Mas é claro que a rodovia não se desloca: ela começa em uma cidade e termina em outra. Não há sentido de deslocamento nessa oração, mas ainda estamos no domínio do espaço.   Agora, veja-se outro caso: também dizemos que o período colonial vai de 1500 a 1822 (ou a 1808, conforme o ponto de vista). Nesse exemplo, ninguém se desloca, nem se informa sobre dois pontos do espaço, dois lugares extremos. Agora não se trata mais de espaço. Trata-se de tempo. E o verbo é o mesmo. POSSENTI, Sírio. Analogias. Disponível em: . Acesso em: 23 maio 2014.   O verbo “ir” tem, ainda, outro uso corrente não contemplado no texto: pode ser uma partícula unicamente gramatical responsável por marcar o tempo futuro do verbo principal da oração. Assinale a alternativa representativa desse uso.

  11. 281

    PUC-MG 2012

    INTRODUÇÃO Folheando os livros de antigos assentamentos, no cartório das cadeias da Relação do Porto, li, no das entradas dos presos desde 1803 a 1805, a folhas 232, o seguinte:    Simão Antônio Botelho, que assim disse chamar-se, ser solteiro, e estudante na Universidade de Coimbra, natural da cidade de Lisboa, e assistente na ocasião de sua prisão na cidade de Viseu, idade de dezoito anos, filho de Domingos José Correia Botelho e de D. Rita Preciosa Caldeirão Castelo Branco; estatura ordinária, cara redonda, olhos castanhos, cabelo e barba preta, vestido com jaqueta de baetão azul, colete de fustão pintado e calça de pano pedrês. E fiz este assento, que assinei - Filipe Moreira Dias. À margem esquerda deste assento está escrito:   Foi para a Índia em 17 de março de 1807.   Não seria fiar demasiadamente na sensibilidade do leitor, se cuido que o degredo de um moço de dezoito anos lhe há de fazer dó.   Dezoito anos! O arrebol dourado e escarlate da manhã da vida! As louçanias do coração que ainda não sonha em frutos, e todo se embalsama no perfume das flores! Dezoito anos! O amor daquela idade! A passagem do seio da família, dos braços de mãe, dos beijos das irmãs para as carícias mais doces da virgem, que se lhe abre ao lado como flor da mesma sazão e dos mesmos aromas, e à mesma hora da vida! Dezoito anos!... E degredado da pátria, do amor e da família! Nunca mais o céu de Portugal, nem liberdade, nem irmãos, nem mãe, nem reabilitação, nem dignidade, nem um amigo!... É triste!   O leitor decerto se compungiria; e a leitora, se lhe dissessem em menos de uma linha a história daqueles dezoito anos, choraria!   Amou, perdeu-se, e morreu amando.   É a história. E história assim poderá ouvi-la a olhos enxutos a mulher, a criatura mais bem formada das branduras da piedade, a que por vezes traz consigo do céu um reflexo da divina misericórdia?! Essa, a minha leitora, a carinhosa amiga de todos os infelizes, não choraria se lhe dissessem que o pobre moço perdera honra, reabilitação, pátria, liberdade, irmãs, mãe, vida, tudo, por  amor da primeira mulher que o despertou do seu dormir de inocentes desejos?! (BRANCO, CAMILO CASTELO. Amor de perdição. Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=7521>. Acesso em 20 ago. 2011.)   NÃO se identificou corretamente o sentido do termo em destaque em:

  12. 282

    FGV-SP 2010

    Camões, grande Camões, quão semelhante Acho teu fado ao meu, quando os cotejo! Igual causa nos fez, perdendo o Tejo, Arrostar co'o sacrílego gigante. Como tu, junto ao Ganges sussurrante, Da penúria cruel no horror me vejo. Como tu, gostos vãos, que em vão desejo, Também carpindo estou, saudoso amante.   ...................................................................   Modelo meu tu és, mas . . . oh, tristeza! . . . Se te imito nos transes da Ventura, Não te imito nos dons da Natureza.   A única frase escrita de forma correta e coerente é:  

  13. 283

    FUVEST 2013

    Vivendo e... Eu sabia fazer pipa e hoje não sei mais. Duvido que se hoje pegasse uma bola de gude conseguisse equilibrá-la na dobra do dedo indicador sobre a unha do polegar, quanto mais jogá-la com a precisão que tinha quando era garoto. (...)   Juntando-se as duas mãos de um determinado jeito, com os polegares para dentro, e assoprando pelo buraquinho, tirava-se um silvo bonito que inclusive variava de tom conforme o posicionamento das mãos. Hoje não sei mais que jeito é esse. Eu sabia a fórmula de fazer cola caseira. Algo envolvendo farinha e água e muita confusão na cozinha, de onde éramos expulsos sob ameaças. Hoje não sei mais. A gente começava a contar depois de ver um relâmpago e o número a que chegasse quando ouvia a trovoada, multiplicado por outro número, dava a distância exata do relâmpago. Não me lembro mais dos números. (...)   Lembro o orgulho com que consegui, pela primeira vez, cuspir corretamente pelo espaço adequado entre os dentes de cima e a ponta da língua de modo que o cuspe ganhasse distância e pudesse ser mirado. Com prática, conseguia-se controlar a trajetória elíptica da cusparada com uma mínima margem de erro. Era puro instinto. Hoje o mesmo feito requereria complicados cálculos de balística, e eu provavelmente só acertaria a frente da minha camisa. Outra habilidade perdida.    Na verdade, deve-se revisar aquela antiga frase. É vivendo e .................... . Não falo daquelas coisas que deixamos de fazer porque não temos mais as condições físicas e a coragem de antigamente, como subir em bonde andando – mesmo porque não há mais bondes andando. Falo da sabedoria desperdiçada, das artes que nos abandonaram. Algumas até úteis. Quem nunca desejou ainda ter o cuspe certeiro de garoto para acertar em algum alvo contemporâneo, bem no olho, e depois sair correndo? Eu já. Luís F. Veríssimo, Comédias para se ler na escola.   Considere as seguintes substituições propostas para diferentes trechos do texto:   I. “o número a que chegasse” (L. 14-15) = o número a que alcançasse. II. “Lembro o orgulho” (L. 18) = Recordo-me do orgulho. III. “coisas que deixamos de fazer” (L. 28-29) = coisas que nos descartamos. IV. “não há mais bondes” (L. 31) = não existe mais bondes.   A correção gramatical está preservada apenas no que foi proposto em

  14. 284

    MACKENZIE 2014

    A cultura não existe em seres humanos genéricos, em situações abstratas, mas em homens e mulheres concretos, pertencentes a este ou àquele povo, a esta ou àquela classe, em determinado território, num regime político A ou B, dentro desta ou daquela realidade econômica.   Somente se poderá conceituar cultura como autorrealização da pessoa humana no seu mundo, numa interação dialética entre os dois, sempre em dimensão social. Algo que não se cristaliza apenas no plano do conhecimento teórico, mas também no da sensibilidade, da ação e da comunicação.   Na verdade, o ser humano não se caracteriza, exclusivamente, como conhecedor de dados e informações culturais. Ele é também e principalmente um agente de cultura, ainda que, muitas vezes, não tenha consciência disso. E agente cultural de atividade incessante, seja caçando, para matar a fome, seja recorrendo a divindades, em oração, seja ordenhando vacas, seja operando computadores. Aldo Vannucchi, Cultura Brasileira, Ed. Loyola, p. 21   Assinale a alternativa correta.

  15. 285

    FGV-SP 2012

    Sua excelência [O ministro] vinha absorvido e tangido por uma chusma de sentimentos atinentes a si mesmo que quase lhe falavam a um tempo na consciência: orgulho, força, valor, satisfação própria etc. etc. Não havia um negativo, não havia nele uma dúvida; todo ele estava embriagado de certeza de  seu valor intrínseco, das  suas qualidades extraordinárias e excepcionais de condutor dos povos. (Lima Barreto. Os bruzundangas. Porto Alegre: L&PM, 1998, pp. 15-6). A nova redação dada à frase em destaque apresenta concordância verbal de acordo com a norma padrão do português escrito em:

  16. 286

    UFAM 2010

    Assinale a opção que corresponde à frase cuja redação é clara, correta, concisa e coerente:   

  17. 287

    FUVEST 2016

    Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d’África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto*. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, os ogãs, as filhas e pais de santo cantam:   Ele é mesmo nosso pai e é quem pode nos ajudar... Omolu promete ir. Mas para que seus filhos negros não o esqueçam avisa no seu cântico de despedida: Ora, adeus, ó meus filhinhos, Qu’eu vou e torno a vortá...   E numa noite que os atabaques batiam nas macumbas, numa noite de mistério da Bahia, Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi com ele. Jorge Amado, Capitães da Areia.   *lazareto: estabelecimento para isolamento sanitário de pessoas atingidas por determinadas doenças.   Das propostas de substituição para os trechos sublinhados nas seguintes frases do texto, a única que faz, de maneira adequada, a correção de um erro gramatical presente no discurso do narrador é:

  18. 288

    UEMG 2016

    Os princípios da conversa   José Luiz Fiorin   As condições gerais de linguagem que permitem fazer inferências na troca verbal     Uma anedota conhecida conta que um agente alfandegário pergunta a um passageiro que desembarcara de um voo internacional e passava pela aduana:   – Licor, conhaque, grapa...?   O passageiro responde:   – Para mim, só um cafezinho.   A graça da piada reside no fato de que o passageiro fez, propositadamente ou não, uma inferência errada nessa situação de comunicação. Inferiu que o fiscal aduaneiro lhe oferecia um digestivo, como no final de uma refeição num restaurante, quando, na realidade, a inferência correta é se ele trazia alguma bebida alcoólica na bagagem. Ele violou o princípio de pertinência que rege o uso da linguagem.   Chama-se inferência pragmática aquela que resulta do uso dos princípios que governam a utilização da linguagem na troca verbal. Paul Grice (1975) postula que um princípio de cooperação preside à comunicação. Ele enuncia-se assim: sua contribuição à comunicação deve, no momento em que ocorre, estar de acordo com o objetivo e a direção em que você está engajado.   Categorias   Esse princípio é explicitado por quatro categorias gerais – a da quantidade das informações dadas, a de sua verdade, a de sua pertinência e a da maneira como são formuladas, que constituem as máximas conversacionais. (...)   Não são regras   Pode-se infringir uma máxima para não transgredir outra, cujo respeito é considerado mais importante.   No exemplo que segue, a resposta do interlocutor viola a máxima da quantidade para não desobedecer à da qualidade:   – Onde João trabalha? Ele saiu daquela firma?   – No Rio de Janeiro.   Com efeito, quem pergunta quer de fato saber é a firma onde João presta serviços. A resposta mais vaga permite inferir que o interlocutor não sabe exatamente onde João trabalha.   Pode-se explorar a infringência de uma máxima com vistas a criar um dado efeito de sentido. Por exemplo, a ironia é a exploração de uma transgressão da máxima da qualidade. O que o texto irônico está dizendo não é verdade. Deve-se entendê-lo pelo avesso. No exemplo que segue, “modesto” quer dizer o oposto:   “‘Tenho uma voz conhecida, então não é qualquer narrador, é o Falabella contando a história’, diz o modesto autor-locutor” (+ Miguel Falabella) (Veja, 11/1/2012, p. 109)   MÁXIMAS CONVERSACIONAIS   Máximas da quantidade   a) Que sua contribuição contenha o tanto de informação exigida;   b) Que sua contribuição não contenha mais informação do que é exigido.   Máximas da qualidade (da verdade)   a) Que sua contribuição seja verídica;   b) Não diga o que pensa que é falso;   c) Não afirme coisa de que não tem provas.   Máxima da relação (da pertinência)   Fale o que é concernente ao assunto tratado (seja pertinente).   Máximas de maneira   Seja claro.   a) Evite exprimir-se de modo obscuro;   b) Evite ser ambíguo;   c) Seja breve (evite a prolixidade inútil);   d) Fale de maneira ordenada. http://revistalingua.com.br/textos/100/artigo304577-1.asp. (Adaptado).     Julgue estas afirmações:   I. A construção “Ele enuncia-se assim...” equivale à construção “Ele é enunciado assim...”.   II. O pronome lhe, do trecho “Inferiu que o fiscal aduaneiro lhe oferecia um digestivo”, substitui o nome passageiro.   III. No trecho “Pode-se infringir uma máxima para não transgredir outra, cujo respeito é considerado mais importante”, o pronome cujo exprime ideia de posse.   IV. No trecho “Com efeito, quem pergunta quer de fato saber é a firma onde João presta serviços”, a expressão “com efeito” equivale a “não obstante”.     Estão CORRETAS apenas:

  19. 289

    PUC-RS 2009

    TEXTO 1 1. Geoficção é um passatempo ou hobby que com- 2. siste na criação de lugares imaginários, como paí- 3. ses, cidades, bairros, ruas, prédios ou até mesmo 4. planetas e galáxias. Adeptos da geoficção comumente 5. imaginam  o  lugar  que  criam  num  alto  nível  de 6. detalhamento, com cada minúcia e particularidade que 7. desejam. Em geral, escrevem descrições que com- 8. têm nomes, características geográficas, culturais, so- 9. ciais, políticas, econômicas, históricas. 10. Deve-se diferenciar lugares históricos de lugares 11. fictícios, pois enquanto os primeiros podem ser sim- 12. plesmente imaginados para quaisquer fins, estes úl- 13. timos são criados necessariamente para obras de fic- 14. ção ou arte, como livros, filmes, poesias, quadrinhos, 15. etc. A criação de países e universos como suporte, 16. contexto e cenário para uma obra de ficção (como a 17. galáxia de Star Wars, por George Lucas, ou a Terra 18. Média, por J. R. R. Tolkien) costuma ser considerada 19. um ramo derivado da geoficção, já que esta abarca 20. também a invenção de lugares por puro deleite pes- 21. soal, sem aplicação determinada.   TEXTO 2   1. Quando  eu  estava  no  Curso  Colegial,  meu 2. professor de inglês fez uma pequena marca de giz 3. no quadro-negro, e perguntou à turma o que era aqui- 4. lo. Passados alguns segundos, alguém disse: ‘É uma 5. marca de giz no quadro-negro!’ 6. O resto da classe suspirou de alívio, porque o 7. óbvio havia sido dito, e ninguém tinha mais nada a 8. dizer. ‘Vocês me surpreendem’, falou o professor. ‘Fiz 9. o mesmo exercício ontem, com uma turma do Jar- 10. dim de Infância, e eles pensaram em umas cinqüen- 11. ta coisas diferentes: o olho de uma coruja, um inseto 12. esmagado, e assim por diante. Eles estavam com a 13. imaginação a todo vapor’. 14. Nos dez anos que vão do Jardim ao Colegial, ha- 15. víamos aprendido a encontrar a resposta certa, mas 16. havíamos perdido a capacidade de procurar outras 17. respostas certas, e também perdido muito em capa- 18. cidade imaginativa.   A frase correta, em termos de correção lingüística, coesão e coerência, é  

  20. 290

    UFMG 2010

    PELÉ: 1000   O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, não se deixa fazer. O gol.   Que adianta escrever mil livros, como simples resultado de aplicação mecânica, mãos batendo máquina de manhã à noite, traseiro posto na almofada, palavras dóceis e resignadas ao uso incolor? O livro único, este não há condições, regras, receitas, códigos, cólicas que o façam existir, e só ele conta – negativamente – em nossa bibliografia. Romancistas que não capturam o romance, poetas de que o poema está-se rindo a distância, pensadores que palmilham o batido pensamento alheio, em vão circulamos na pista durante 50 anos. O muito papel que sujamos continua alvo, alheio às letras que nele se imprimem, pois aquela não era a combinação de letras que ele exigia de nós. E quantos metros cúbicos de suor, para chegar a esse não-resultado!   Então o gol independe de nossa vontade, formação e mestria? Receio que sim. Produto divino, talvez? Mas, se não valem exortações, apelos cabalísticos, bossas mágicas para que ele se manifeste... Se é de Deus, Deus se diverte negando-o aos que o imploram, e, distribuindo-o a seu capricho, Deus sabe a quem, às vezes um mau elemento. A obra de arte, em forma de gol ou de texto, casa, pintura, som, dança e outras mais, parece antes coisa-em-ser da natureza, revelada arbitrariamente, quase que à revelia do instrumento humano usado para a revelação. Se a obrigação é aprender, por que todos que aprendem não a realizam? Por que só este ou aquele chega a realizá-la? Por que não há 11 Pelés em cada time? Ou 10, para dar uma chance ao time adversário?   O Rei chega ao milésimo gol (sem pressa, até se permitindo o charme de retificar para menos a contagem) por uma fatalidade à margem do seu saber técnico e artístico. Na realidade, está lavrando sempre o mesmo tento perfeito, pois outros tentos menos apurados não são de sua competência. Sabe apenas fazer o máximo, e quando deixa de destacar-se no campo é porque até ele tem instantes de não-Pelé, como os não-Pelés que somos todos. ANDRADE, Carlos Drummond de. O poder ultrajovem. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 133. (Fragmento)   Assinale a alternativa em que o termo (ou expressão) destacado no trecho transcrito NÃO corresponde, quanto à significação, ao termo (ou expressão) entre colchetes.

  21. 291

    UERJ 2011

    Ler e crescer   Com a inacreditável capacidade humana de ter ideias, sonhar, imaginar, observar, descobrir, constatar, enfim, refletir sobre o mundo e com isso ir crescendo, a produção textual vem se ampliando ao longo da história. As conquistas tecnológicas e a democratização da educação trazem a esse acervo uma multiplicação exponencial, que começa a afligir homens e mulheres de várias formas. Com a angústia do excesso. A inquietação com os limites da leitura. A sensação de hoje ser impossível abarcar a totalidade do conhecimento e da experiência (ingênuo sonho de outras épocas). A preocupação com a abundância da produção e a impossibilidade de seu consumo total por meio de um indivíduo. O medo da perda. A aflição de se querer hierarquizar ou organizar esse material. Enfim, constatamos que a leitura cresceu, e cresceu demais.   Ao mesmo tempo, ainda falta muito para quanto queremos e necessitamos que ela cresça. Precisa crescer muito mais. Assim, multiplicamos campanhas de leitura e projetos de fomento do livro. Mas sabemos que, com todo o crescimento, jamais a leitura conseguirá acompanhar a expansão incontrolável e necessariamente caótica da produção dos textos, que se multiplicam ainda mais, numa infinidade de meios novos. Muda-se então o foco dos estudiosos, abandona-se o exame dos textos e da literatura, criam-se os especialistas em leitura, multiplicam-se as reflexões sobre livros e leitura, numa tentativa de ao menos entendermos o que se passa, já que é um mecanismo que recusa qualquer forma de domínio e nos fugiu ao controle completamente.   Falar em domínio e controle a propósito da inquietação que assalta quem pensa nessas questões equivale a lembrar um aspecto indissociável da cultura escrita, e nem sempre trazido com clareza à consciência: o poder.   Ler e escrever é sempre deter alguma forma de poder. Mesmo que nem sempre ele se exerça sob a forma do poder de mandar nos outros ou de fazer melhor e ganhar mais dinheiro (por ter mais informação e conhecer mais), ou sob a forma de guardar como um tesouro a semente do futuro ou a palavra sagrada como nos mosteiros medievais ou em confrarias religiosas, seitas secretas, confrarias de todo tipo. De qualquer forma, é uma caixinha dentro da outra: o poder de compreender o texto suficientemente para perceber que nele há várias outras possibilidades de compreensão sempre significou poder – o tremendo poder de crescer e expandir os limites individuais do humano.   Constatar que dominar a leitura é se apropriar de alguma forma de poder está na base de duas atitudes antagônicas dos tempos modernos. Uma, autoritária, tenta impedir que a leitura se espalhe por todos, para que não se tenha de compartilhar o poder. Outra, democrática, defende a expansão da leitura para que todos tenham acesso a essa parcela de poder.   Do jeito que a alfabetização está conseguindo aumentar o número de leitores, paralelamente à expansão da produção editorial que está oferecendo material escrito em quantidades jamais imaginadas antes, e ainda com o advento de meios tecnológicos que eliminam as barreiras entre produção e consumo do material escrito, tudo levaria a crer que essa questão está sendo resolvida. Será? Na verdade, creio que ela se abre sobre outras questões. Que tipo de alfabetização é esse, a que tipo de leitura tem levado, com que tipo de utilidade social? ANA MARIA MACHADO www.dubitoergosum.xpg.com.br     Com a inacreditável capacidade humana de ter ideias, sonhar, imaginar, observar, descobrir, constatar, enfim, refletir sobre o mundo e com isso ir crescendo, a produção textual vem se ampliando ao longo da história.   O trecho destacado acima estabelece uma relação de sentido com o restante da frase.   Essa relação de sentido pode ser definida como:

  22. 292

    UNICENTRO 2011

    Não chore pelo ensino público, vestibulando   O ensino superior privado tem hoje papel importante no desenvolvimento econômico das regiões em que se instala, pois gera emprego em vários níveis, intensifica a procura por qualificação dos professores, desenvolve o comércio e a estrutura de lazer local, promove abertura de livrarias e outros locais dedicados à cultura.   Entretanto, enfrenta até hoje resistência de parte da sociedade, por várias razões, algumas delas de fundo político-ideológico, outras devido a realidades já ultrapassadas, e algumas ligadas a aspectos práticos.   A qualidade da educação superior privada vem crescendo exponencialmente nos últimos anos. Há poucos segmentos da Economia tão fiscalizados, avaliados e cobrados quanto este, através de mecanismos eficazes, algumas vezes draconianos, do Ministério da Educação. Para credenciamento de uma nova instituição e abertura e reconhecimento de novos cursos, avaliam-se as condições acadêmicas, de pessoal, de infraestrutura e de sustentabilidade financeira. E a cada três anos a instituição e os cursos são reavaliados. As inadequações são apontadas e corrigidas, e, no limite, há descredenciamentos e fechamento de cursos.   Um fator mencionado sempre como impeditivo para cursar uma instituição particular é a mensalidade. De fato, dependendo do curso escolhido, da infraestrutura necessária, as mensalidades podem ser altas. Existem, no entanto, mecanismos de financiamento e de bolsas que permitem ao estudante realizar seu curso, através dos programas do governo federal, de bancos estatais e agora até de bancos privados que iniciam seus programas de crédito educativo. Algumas instituições de ensino também ofertam programas próprios de financiamento, sem carência e sem juros, e muitas vezes o estudante beneficiado conta inclusive com acompanhamento pedagógico, que contribui para com o sucesso acadêmico e a preservação do investimento realizado.   Com qualidade e possibilidade financeira, cresce a inclusão qualificada do jovem no mercado de trabalho, melhorando o país como um todo.    Não é fundamental o fato de a instituição de ensino superior ser pública ou privada, mas, sim, de sua capacidade de formar esse profissional e cidadão de excelência. CAMARGO, Wanda. Não chore pelo ensino público, vestibulando. Disponível em: . Acesso em: 30 ago. 2010.   Quanto aos elementos linguísticos presentes no texto, é correto afirmar:

  23. 293

    UFRGS 2012

    Por volta de 1928, Henry Ford debatia-se com uma ideia fixa: queria encontrar uma fórmula salvadora para o problema do suprimento da borracha para sua indústria. Estava cansado de aturar os 4preços que os ingleses de Ceilão 10lhe impunham. Como? 15Plantando borracha na Amazônia. Não havia o súdito 5inglês Henry 6Wickham transportado às escondidas para a Inglaterra as mudas da seringueira da Amazônia? Tudo estava em organizar seringais homogêneos em terras 18apropriadas. 16Por conseguinte, rumo ao Brasil, rumo à Amazônia. O Brasil exultou. E 25logo o 26governo brasileiro recebe os 19emissários de 7Ford como costuma receber os americanos em geral: de braços abertos. Começa o trabalho. A mata resiste, mas 1......... 23Ao passo que os tratores 28vão fazendo a 8derrubada para a clareira, 27já as casas começam a surgir, o hospital, os postos de higiene, as quadras de tênis, as mansões dos diretores. Dentro da floresta amazônica, 12o ianque fizera surgir uma nova cidade. E tudo 2........ como 11convinha. Três mil caboclos trabalhavam; um milhão de pés de seringueira eram plantados. A floresta 36arquejava, mas cedia. E 30quando, decorridos 29apenas dois anos, as seringueiras começam a despontar em pelotões, em 37batalhões, em regimentos, ninguém 31mais tem 32dúvida sobre o 20desfecho da luta. Entretanto, Ford ia recebendo e lendo relatórios. E estes contavam histórias diferentes das que figuravam nos frontispícios dos jornais: definhavam as seringueiras pelo excesso de sol e pela falta de umidade e de humo. Estavam murchando ao sol da região. À falta de proteção das sombras da floresta tropical, o 35exército de seringueiras de Mr. Ford 3........ ao sol. 38Triunfava o desordenado da selva contra a 39disciplina do seringal. Devemos concluir daí que 9na Amazônia seja 24de todo impossível 21estabelecer florestas homogêneas ou que o 33grande vale seja de todo impróprio para o florescimento de uma grande 34civilização? 17Ainda não. Por enquanto, a conclusão a tirar é outra. Na verdade, o que se fez nas margens do Tapajós foi transplantar para o trópico a técnica, os métodos e os processos 13de resultados 14comprovados apenas em climas temperados ou frios – a ciência e a técnica do cultivo da terra próprias para os trópicos estão ainda em fase empírica e 22elementar. Adaptado de: MOOG, Vianna. Bandeirantes e pioneiros; paralelo entre duas culturas. 9. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. p. 27.   Assinale a alternativa em que a segunda palavra constitui sinônimo adequado da primeira, considerando o contexto em que esta ocorre.

  24. 294

    EPCAR 2016

    FAVELÁRIO NACIONAL   Carlos Drummond de Andrade     Quem sou eu para te cantar, favela, Que cantas em mim e para ninguém a noite inteira de sexta-feira e a noite inteira de sábado E nos desconheces, como igualmente não te conhecemos? Sei apenas do teu mau cheiro: Baixou em mim na viração, direto, rápido, telegrama nasal anunciando morte... melhor, tua vida. ... Aqui só vive gente, bicho nenhum tem essa coragem. ... Tenho medo. Medo de ti, sem te conhecer, Medo só de te sentir, encravada Favela, erisipela, mal-do-monte Na coxa flava do Rio de Janeiro.   Medo: não de tua lâmina nem de teu revólver nem de tua manha nem de teu olhar. Medo de que sintas como sou culpado e culpados somos de pouca ou nenhuma irmandade. Custa ser irmão, custa abandonar nossos privilégios e traçar a planta da justa igualdade. Somos desiguais e queremos ser sempre desiguais. E queremos ser bonzinhos benévolos comedidamente sociologicamente mui bem comportados. Mas, favela, ciao, que este nosso papo está ficando tão desagradável. vês que perdi o tom e a empáfia do começo? ... (ANDRADE, Carlos Drummond de, Corpo. Rio de Janeiro: Record, 1984)     Em uma das opções abaixo, percebe-se que o verbo foi utilizado de forma coloquial, não seguindo a rigidez imposta pelas regras gramaticais. Assinale a opção em que há essa ocorrência.

  25. 295

    FUVEST 2011

    Já na segurança da calçada, e passando por um  trecho em obras que atravanca nossos passos, lanço à queima-roupa: — Você conhece alguma cidade mais feia do que São Paulo? — Agora você me pegou, retruca, rindo. Hã, deixa  eu ver... Lembro-me de La Paz, a capital da Bolívia, que me pareceu bem feia. Dizem que Bogotá é muito feiosa também, mas não a conheço. Bem, São Paulo, no geral, é feia, mas as pessoas têm uma disposição para o trabalho aqui, uma vibração empreendedora, que dá uma feição muito particular à cidade. Acordar cedo em São Paulo e ver as pessoas saindo para trabalhar é algo que me toca. Acho emocionante ver a garra dessa gente. R. Moraes e R. Linsker. Estrangeiros em casa: uma caminhada pela selva urbana de São Paulo. National Geographic Brasil. Adaptado.   Ao reproduzir um diálogo, o texto incorpora marcas de oralidade, tanto de ordem léxica, caso da palavra “garra”, quanto de ordem gramatical, como, por exemplo,

  26. 296

    UERJ 2015

    Medo e vergonha O medo é um evento poderoso que toma o nosso corpo, nos põe em xeque, paralisa alguns e atiça a criatividade de outros. Uma pessoa em estado de pavor é dona de uma energia extra capaz de feitos incríveis. Um amigo nosso, quando era adolescente, aproveitou a viagem dos pais da namorada para ficar na casa dela. Os pais voltaram mais cedo e, pego em flagrante, nosso Romeu teve a brilhante ideia de pular, pelado, do segundo andar. Está vivo. Tem hoje essa incrível história pra contar, mas deve se lembrar muito bem da vergonha. Me lembrei dessa história por conta de outra completamente diferente, mas na qual também vi meu medo me deixar em maus lençóis. Estava caminhando pelo bairro quando resolvi explorar umas ruas mais desertas. De repente, vejo um menino encostado num muro. Parecia um menino de rua, tinha seus 15, 16 anos e, quando me viu, fixou o olhar e apertou o passo na minha direção. Não pestanejei. Saí correndo. Correndo mesmo, na mais alta performance de minhas pernas. No meio da corrida, comecei a pensar se ele iria mesmo me assaltar. Uma onda de vergonha foi me invadindo. O rapaz estava me vendo correr. E se eu tivesse me enganado? E se ele não fosse fazer nada? Mesmo que fosse. Ter sido flagrada no meu medo e preconceito daquela forma já me deixava numa desvantagem fulminante. Não sou uma pessoa medrosa por excelência, mas, naquele dia, o olhar, o gesto, alguma coisa no rapaz acionou imediatamente o motor de minhas pernas e, quando me dei conta, já estava em disparada. Fui chegando ofegante a uma esquina, os motoristas de um ponto de táxi me perguntaram o que tinha acontecido e eu, um tanto constrangida, disse que tinha ficado com medo. Me contaram que ele vivia por ali, tomando conta dos carros. Fervi de vergonha. O menino passou do outro lado da rua e, percebendo que eu olhava, imitou minha corridinha, fazendo um gesto de desprezo. Tive vontade de sentar na guia1 e chorar. Ele só tinha me olhado, e o resto tinha sido produto legítimo do meu preconceito. Fui atrás dele. Não consegui carregar tamanha bigorna2 pra casa. “Ei!” Ele demorou a virar. Se eu pensava que ele assaltava, ele também não podia imaginar que eu pedisse desculpas. Insisti: “Desculpa!” Ele virou. Seu olhar agora não era mais de ladrão, e sim de professor. Me perdoou com um sinal de positivo ainda cheio de desprezo. Fui pra casa pelada, igual ao Romeu suicida. Denise Fraga folha.uol.com.br, 08/01/2013   1 guia − meio-fio da calçada 2 bigorna − bloco de ferro para confecção de instrumentos   A crônica é um gênero textual que frequentemente usa uma linguagem mais informal e próxima da oralidade, pouco preocupada com a rigidez da chamada norma culta. Um exemplo claro dessa linguagem informal, presente no texto, está em:  

  27. 297

    PUC-RS 2008

    1. Muitas vezes, passamos a utilizar expressões 2. sem ter certeza de seu significado. “Capital humano” 3. é uma delas. Afinal, o que significa isso? Será que 4. podemos mensurar o valor de um indivíduo? Colo- 5. car etiqueta de preço e transformá-lo em parte do 6. patrimônio empresarial? 7. Certamente tem gente que gostaria que assim 8. fosse. Contudo, essa atitude não só é insensata como 9. improdutiva. Apenas o desenvolvimento dos talentos 10. e habilidades de um indivíduo que atue com objeti- 11. vos claros e de forma voluntária e comprometida, a 12. partir de um trabalho integrado, pode gerar resulta- 13. dos de valor. INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o que está sendo solicitado e analise as afirmativas. Sobre a expressão “transformá-lo” (linha 05), afirma-se: 1. Passou por um processo semelhante ao que deve sofrer a combinação “fazer + as”, para ser usada. 2. É formada por um verbo e seu complemento. 3. Poderia ser substituída corretamente por “transformar-lhe”, pois as duas formas são aceitáveis no contexto. 4. Apresenta o verbo no infinitivo. 5. Está correta para o uso culto, e corresponde à forma coloquial “transformar ele”.   Todas  e  somente  as  afirmativas  corretas  estão reunidas em

  28. 298

    PUC-CAMPINAS 2015

    APRESENTAÇÃO   Amir Labaki   Cem anos de cinema (ou mais ou menos isso) são também um século de jornalismo cinematográfico. As míticas primeiras projeções de filmes pelos irmãos Lumière pautaram os primeiros jornalistas. Um desses pioneiros frisou o impacto daquelas imagens "em tamanho natural, com as cores da vida". Assistira a uma projeção de dimensões limitadas e em preto e branco. Este contraste entre o visto e o escrito vale compêndios sobre a crítica de cinema.   Esta antologia reúne resenhas e ensaios publicados pela Folha de S. Paulo (e títulos antecessores) sobre dezoito dos principais filmes da história do cinema. A pretensão não é maior do que a de apresentar breves iluminações para alguns picos em sua trajetória da era muda (Chaplin) ao período pós-moderno (Tarantino). Análises desenterradas de páginas amarelecidas fazem reviver momentos-chaves de uma história em plena construção. LABAKI, Amir (Org.). Folha conta 100 anos de cinema. Rio de Janeiro: Imago, 1995. p. 9.   Entende-se corretamente:

  29. 299

    UFSC 2014

    Pechada O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado. — Aí, Gaúcho! — Fala, Gaúcho! Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações? — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato. — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português. O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara. Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera. — O pai atravessou a sinaleira e pechou. — O quê? — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou. A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo. — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge. — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou. — E o que é isso? — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu. — Nós vinha... — Nós vínhamos. — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto. A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito. “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada. — Aí, Pechada! — Fala, Pechada! VERISSIMO, Luis Fernando. Disponível em: . Acesso em: 13 jun. 2014.   Considere os excertos A e B retirados do texto, e analise as afirmativas abaixo. A. “Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?” B. A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.   I. Em A, a pronúncia e a língua são sujeito de “variava” e de “era”, respectivamente. II. Em B, as formas verbais varreu e acontecera podem ser substituídas por “varrera” e “aconteceu”, sem alteração no significado temporal do excerto. III. Em B, os pronomes seu e o fazem referência a “professora” e “Jorge”, respectivamente. IV. Os verbos falassem (em A) e procurava (em B) estão conjugados no mesmo tempo verbal, porém em modos diferentes: subjuntivo e indicativo, respectivamente.   Assinale a alternativa CORRETA.

  30. 300

    FCMMG 2015

    A Enfermeira   No seu branco uniforme, ei-la que passa... É a imagem do amor, do sacrifício... e é toda abnegação! Eu a chamo: Nossa Senhora da Coragem, de leito em leito, sempre, em peregrinação...   Vigia do sofrer... Chega, e à sua passagem a dor é menos dor, e é menor a aflição... Sobre a fronte febril seu gesto é como a aragem, sua presença é luz e sombra, é proteção...   Misto de anjo e mulher, de santa e de heroína, não sei de profissão que em si tanto resuma na glória de se dar nesse árduo e puro afã...   É a síntese completa da alma feminina, pois traz no coração um pouco de cada uma: - a amiga, a companheira, a mãe, a esposa, a irmã! (http://www.jgaraujo.com.br/belos3/a_enfermeira.htm. Acesso em 24/07/2014.)     A observação gramatical foi feita CORRETAMENTE em:

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