Sabe aquela vaga na universidade dos sonhos? Ela pode ser sua!

Matricule-se agora
Vagas abertas para o Extensivo 2022
Pessoa com tinta no rosto e com a palavra 'aprovadx' na testa sorrindo

Banco de Exercícios

Lista de exercícios

Quer colocar o estudo em prática? O Stoodi tem exercícios de Macroestrutura Semântica dos maiores vestibulares do Brasil.

Estude Gramática com esses e mais de 30000 que caíram no ENEM, Fuvest, Unicamp, UFRJ, UNESP e muitos outros vestibulares!

Gerar PDF da Página

Conteúdo exclusivo para assinantes

Assine um de nossos planos para ter acessos exclusivos e continuar estudando em busca da sua aprovação.

Ver planos

  1. 331

    MACKENZIE 2014

    Distantes geograficamente, é natural que o português do Brasil e o de Portugal presentassem, desde o Período Colonial, traços linguísticos que os particularizassem e diferenciassem. Não é simples, porém, determinar em que momento isso passou a ocorrer mais fortemente. Os primeiros colonos que para cá vieram (século XVI, principalmente) passaram quase sempre por um processo de “indianização”, dada a precariedade da estrutura colonial do período. A partir, contudo, do final do século XVI ou início do século XVII, nas áreas centrais da Colônia (Bahia e Pernambuco), houve núcleos de colonização que não se indianizaram, ao menos não  intensamente. Esses novos colonos sentiam-se como “exilados”, e não como brasileiros. Procuravam manter a cultura europeia, evitando as influências tropicais. Linguisticamente, essa postura parece ter desenvolvido uma norma conservadora, que manteria o falar brasileiro relativamente infenso às inovações que se processaram em Portugal. Adaptado de Paulo Bearzoti Filho, em Formação linguística do Brasil.     Pela leitura do texto, pode-se afirmar que

  2. 332

    UFAM 2009

    Assinale a opção em que há vocábulo erroneamente grafado:

  3. 333

    UEMG 2015

    Considerando a análise de aspectos linguísticos dos trechos abaixo, extraídos da obra “Você Verá”, marque (V) para os comentários verdadeiros e (F) para os falsos. Em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.   ( ) Em “Acho a astrologia a ciência dos tolos, e, até prova em contrário, não me considero um deles.” Houve um desvio da norma padrão, que prescreve como certa a expressão “até provem o contrário”, em substituição à expressão sublinhada.   ( ) Em “Foi um morticínio, uma coisa que ninguém na região nunca vira(...)”, a palavra morticínio significa assassinato em série.   ( ) O que aconteceu com o nome do narrador do conto Bem - Stanislaw > Lauro > Lau > Stan- é um fenômeno linguístico semelhante ao ocorrido com o pronome de tratamento Vossa Mercê - Vosmecê > você > cê.   ( ) Em “(...) que direito tinha o Bem de se tornar milionário?”, o pronome sublinhado aparece anteposto ao verbo (próclise), uma vez que a preposição o atrai, segundo a norma padrão.   ( ) Em “(...) quando a mãe a levava à matinê.” e “(...) pois ainda escutava em mim as risadas”, os pronomes sublinhados são classificados, respectivamente, como oblíquo átono e oblíquo tônico.   ( ) Em “Minha mãe sempre dizia: 'Deus protege quem trabalha’”, a regência do verbo proteger não está de acordo com a norma padrão, uma vez que ele é transitivo indireto e, por isso, rege preposição, como em: 'Deus protege a quem trabalha’”.     A sequência correta é

  4. 334

    UNICENTRO 2012

    O sexto sentido   Os cinco sentidos são, a um tempo, seres da “caixa de ferramentas” e seres da “caixa de brinquedos”. Como ferramentas, os sentidos nos fazem conhecer o mundo. A cor vermelha, no semáforo, diz que é preciso parar o carro. O som da buzina chama a minha atenção para um carro que se aproxima. O cheiro estranho na cozinha me adverte de que o gás está aberto. Como brinquedos, os cinco sentidos me informam que o mundo está cheio de beleza. Os sentidos são órgãos sexuais: com eles fazemos amor com o mundo. Dão-nos prazer e alegria.   Mas há um sexto sentido dotado de propriedades mágicas, um sentido que nos permite fazer amor com coisas que não existem... Esse sentido se chama “pensamento”. Digo que o pensamento é um sentido mágico porque ele tem o poder de chamar à existência coisas que não existem e de tratar as coisas que existem como se não existissem. E é dele que surge a grandeza dos seres humanos. O pensamento nos dá asas, ele nos transforma em pássaros!   “Mas que realidade tem as coisas que não existem?”, poderão perguntar os filósofos. Aí serão os poetas que darão respostas aos filósofos. “Que seria de nós sem o socorro das coisas que não existem?”, perguntava Paul Valery. E Manoel da Barros acrescentaria: “As coisas que não existem são mais bonitas...” Leonardo da Vinci pensava e desenhava máquinas que não existiam e que só poderiam existir num futuro distante. Mas que alegria aquelas entidades não existentes lhe davam! Por isso ele as guardava como segredos perigosos que, se conhecidos, poderiam levá-lo à Inquisição. Mas o prazer valia o risco.   Que extraordinário exercício de alienação é a literatura! Mergulhados num livro, a realidade que nos cerca deixa de existir. Estamos inteiramente no mundo do pensamento. Se Marx estava certo ao afirmar que “o homem é o mundo do homem”; então, na literatura, tornamo-nos criaturas dos muitos mundos da fantasia. Tornamo-nos personagens de uma história inventada, “atores” de teatro. Os atores são seres alienados da realidade por estarem vivendo totalmente no mundo da ficção. Todo artista é um fingidor. Todo leitor tem de ser um fingidor. Fingir, brincar de fazer de contas, tratar as coisas que são como se não fossem e as coisas que não são como se fossem! É dessa loucura que surgem as mais belas criações da arte e da ciência. Por isso, eu me daria por feliz se a educação fizesse apenas isso: introduzir os alunos no mundo mágico do pensamento tal como ele acontece na literatura... Quem experimentou 50 a magia do pensamento uma única vez não se esquece jamais. ALVES, Rubem. O sexto sentido. A casa de Rubem Alves. Disponível em:. Acesso em: 6 jun. 2011. Adaptado.   Sobre o texto, é verdadeiro o que se afirma a respeito do fragmento transcrito em

  5. 335

    UECE 2015

    O milagre das folhas               1Não, nunca me acontecem milagres. Ouço falar, e às vezes 2isso me basta como esperança. Mas também me revolta: por que não a mim? Por que só de ouvir falar? 3Pois já cheguei a ouvir conversas assim, sobre milagres: “Avisou-me que, ao ser dita determinada palavra, um objeto de estimação se quebraria”. 4Meus objetos se quebram banalmente e pelas mãos das empregadas.             5Até que fui obrigada a chegar à conclusão de que sou 6daqueles que rolam pedras durante séculos, e não 7daqueles para os quais os seixos já vêm prontos, polidos e brancos. Bem que tenho visões fugitivas antes de adormecer – seria milagre? Mas já me foi tranquilamente explicado que isso até nome tem: cidetismo (sic), capacidade de projetar no alucinatório as imagens inconscientes.             Milagre, não. Mas as coincidências. 8Vivo de coincidências, vivo de linhas que incidem uma na outra e se cruzam e no cruzamento formam um leve e instantâneo ponto, tão leve e instantâneo que mais é feito de pudor e segredo: mal eu falasse nele, já estaria falando em nada.             9Mas tenho um milagre, sim. O milagre das folhas. Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos. A incidência da linha de milhões de folhas transformadas em uma única, e de milhões de pessoas a incidência de reduzi-las a mim. 10Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a escolhida das folhas. Com gestos furtivos tiro a folha dos cabelos e guardo-a na bolsa, como o mais diminuto diamante.             11Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança. E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.             12Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza.   LISPECTOR, Clarice. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Organização e introdução. As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. p. 186-187.   Acerca do “pois” da referência 3, deve-se dizer que

  6. 336

    UPE 2011

    A morte do livro A morte do livro como veículo da literatura já foi profetizada várias vezes na chamada Época Moderna. E não por inimigos da literatura, mas pelos próprios escritores. Até onde me lembro, o primeiro a fazer essa profecia foi nada menos que o poeta Guillaume Apollinaire, no começo do século XX. Entusiasmado com a invenção do gramofone (ou vitrola), acreditou que os poetas em breve deixariam de imprimir poemas em livros para gravá-los em discos, com a vantagem – segundo ele, indiscutível! – de o antigo leitor, tornado ouvinte, ouvi-los na voz do próprio poeta. A profecia estava equivocada, mas o erro do poeta é compreensível, já que, com o gramofone, os poetas modernos estariam mais próximos dos antigos aedos (Na Grécia Antiga, assim se chamava o cantor que apresentava suas composições religiosas ou épicas, acompanhando-se ao som da cítara.) De qualquer modo, Apollinaire, que foi um bom poeta, revelara-se um mau profeta, já que os poetas continuaram a se valer do livro para difundir seus poemas, enquanto o disco veio servir mesmo foi aos cantores e compositores de canções populares, que são de fato os aedos modernos. E a tal ponto que houve quem afirmasse a substituição do poema pela canção popular: a poesia teria, assim, por morte do poema, se transferido do livro para o disco. Mas ainda desta vez os propagadores de maus presságios pisaram na bola, uma vez que, décadas depois dessa profecia, os livros de poemas continuaram a ser editados, com a ajuda, hoje – vejam vocês! – da revolucionária tecnologia da informática. (Mas já há quem garanta que o livro – e não só o de literatura – vai morrer agora, substituído pelo computador. Mal sabe essa gente que há 40 anos inventei o livro-poema, que o computador não pode substituir.) (...) Não concordo com essas previsões da morte do livro e da literatura quando mais não seja porque me parecem simplificadoras da questão. Se é verdade que, só em estado de delírio, alguém afirmaria que mais gente lê livros do que vê televisão, também se equivocaria quem visse nessa diferença de interesses um indício de que em breve ninguém mais lerá livros. (Ferreira Gullar. Folha de São Paulo. Março de 2006. Adaptado.)     Com base no material linguístico com que o Texto em análise está construído, analise as seguintes considerações:   I. No texto, lê-se que: “os poetas em breve deixariam de imprimir poemas em livros para gravá-los em discos, com a vantagem – segundo ele, indiscutível! – de o antigo leitor, tornado ouvinte, ouvi-los na voz do próprio poeta.” Com o segmento sublinhado, o autor prefere atribuir a outro a responsabilidade da avaliação feita. II. Em: “De qualquer modo, Apollinaire, que foi um bom poeta, revelara-se um mau profeta”, o segmento sublinhado funciona como uma explicação e não, como uma restrição. Por isso, é adequado o uso das vírgulas. III. Em: “Até onde me lembro, o primeiro a fazer essa profecia foi nada menos que o poeta Guillaume Apollinaire”, o trecho em destaque funciona como uma ressalva do autor frente ao que é afirmado a seguir. IV. Em: “houve quem afirmasse a substituição do poema pela canção popular”, o verbo sublinhado ficaria no plural, caso o sujeito não fosse o pronome ‘quem’, mas um substantivo comum flexionado no plural. V. Em: “os propagadores de maus presságios pisaram na bola”, o segmento em destaque – uma espécie de metáfora – remete para contextos informais de uso da língua.   Estão CORRETAS as afirmações que constam apenas nos itens

  7. 337

    UFES 2009

    TEXTO 1   “Meus oito anos”   Oh! Que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! [...] Casimiro de Abreu (1859)     TEXTO 2   “Meus oito anos”   Oh! Que saudades que eu tenho Da aurora de minha vida Das horas De minha infância Que os anos não trazem mais Naquele quintal de terra Da rua de Santo Antônio Debaixo da bananeira Sem nenhum laranjais [...] Oswald de Andrade (1927)     TEXTO 3   “E com vocês a modernidade”   Meu verso é profundamente romântico. Choram cavaquinhos luares se derramam e vai por aí a longa sombra de rumores ciganos. Ai que saudade que tenho de meus negros verdes anos! Cacaso (1975)     TEXTO 4   “Ai que saudade...”   [...] Ai que saudades que eu tenho Da aurora da minha vida, Não gostava da comida Mas tinha que comer mais... Espinafre, beterraba, E era fígado e era fava, E tudo que eu não gostava Em porções industriais. [...] Ruth Rocha (1983)     Considerando o uso formal da língua, a opção que contém alguma INCORREÇÃO é: 

  8. 338

    PUC-RS 2008

    1. Os adolescentes usam a web como uma espécie 2. de laboratório social, para testar limites do relacio- 3. namento. A estudante paulista L.S.B., 15 anos, assí- 4. dua no Orkut e no MSN, diz ter maior intimidade com 5. o computador do que com os pais. “Quando estou 6. dando uma bronca, prefiro falar pessoalmente, mas 7. tem coisas que só consigo digitar”, diz. As novidades 8. não dizem respeito apenas a relacionamentos e tro- 9. ca de informações – mas, também, a velocidade. A 10. antropóloga Anne Kirah observou que a maior difi- 11. culdade dos imigrantes (isto é, aquelas pessoas nas- 12. cidas quando o telefone tinha disco e que, em caso 13. de  urgência,  enviavam  telegramas)  é  entrar  em 14. sintonia com o ritmo atual e acelerado da sociedade 15. on-line. Para os jovens, que não conheceram outra 16. vida, isso é perfeitamente natural. 17. A tecnologia abriu uma porta para que as pesso- 18. as possam estar em contato permanente umas com 19. as outras e para que tenham acesso ininterrupto à 20. informação. Ainda é cedo para conhecer os efeitos a 21. longo prazo da cultura da comunicação. O modelo é 22. espetacular, e seus benefícios para a difusão do co- 23. nhecimento são evidentes. Em contrapartida, a co- 24. nexão permanente parece estar reduzindo o tempo 25. disponível para simplesmente sentar e pensar. Em relação à frase “Quando estou dando uma bronca, prefiro falar pessoalmente, mas tem coisas que só consigo digitar” (linhas 05 a 07), é INCORRETO afirmar que  

  9. 339

    UNICENTRO 2004

    As pazes fizeram-se como a guerra, depressa. Buscasse eu neste livro a minha glória, e diria que as negociações partiram de mim; mas não, foi ela que as iniciou. Alguns instantes depois, como eu estivesse cabisbaixo, ela abaixou também a cabeça, mas voltando os olhos para cima a fim de ver os meus. Fiz-me de rogado; depois quis levantar-me para ir embora, mas nem me levantei, nem sei se iria. Capitu fitou-me uns olhos tão ternos, e a posição os fazia tão súplices, que me deixei ficar, passei-lhe o braço pela cintura, ela pegou-me na ponta dos dedos, e... Outra vez D. Fortunata apareceu à porta da casa; não sei para quê, se nem me deixou tempo de puxar o braço; desapareceu logo. Podia ser um simples descargo de consciência, uma cerimônia, como as rezas de obrigação, sem devoção, que se dizem de tropel; a não ser que fosse para certificar aos próprios olhos a realidade que o coração lhe dizia... Fosse o que fosse, o meu braço continuou a apertar a cintura da filha, e foi assim que nos pacificamos. O bonito é que cada um de nós queria agora as culpas para si, e pedíamos reciprocamente perdão. Capitu alegava a insônia, a dor de cabeça, o abatimento do espírito, e finalmente “os seus calundus”. Eu, que era muito chorão por esse tempo, sentia os olhos molhados... Era amor puro, era efeito dos padecimentos da amiguinha, era a ternura da reconciliação. ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. 27. ed. São Paulo: Ática, 1994. p. 75. (Série Bom Livro)   “Alguns instantes depois, como eu estivesse cabisbaixo, ela abaixou também a cabeça, mas voltando os olhos para cima a fim de ver os meus.”   Contextualizando-se esse fragmento, é correto afirmar:   (01) “Alguns” é uma palavra de sentido indefinido que se refere a um tempo posteriormente preciso. (02) “como” é um marcador de coerência sintática, que pode ser substituído pelo termo já que, sem causar incoerência. (04) “cabisbaixo” e “abaixou também a cabeça” são expressões que apresentam traços semânticos semelhantes. (08) “também” é um termo que indica reforço. (16) “a fim de” evidencia uma conclusão.

  10. 340

    UFTM 2013

    Horóscopo Áries – Não subestime a sua incapacidade Touro – Fique tranquilo em relação à sua própria infelicidade Gêmeos – Uma semana vem, outra semana vai Câncer – Alguém telefonará e você atenderá e depois desligará Leão – A solução dos seus problemas só lhe dará tranquilidade Virgem – Nem que a tristeza lhe consuma, não m orra, não esmoreça, sob hipótese nenhuma É ganhando que se ganha É empatando que se empata É perdendo que se perde É nascendo que se nasce É morrendo que se morre É vivendo que se “veve” Libra – A lua em Saturno quer dizer alguma coisa Escorpião – Não seja impertinente, você terá nas mãos os dez dedos de sempre Sagitário – Uma pessoa idosa não fará nenhuma diferença Capricórnio – No entanto, aquele alguém, que goza de saúde, poderá pegar uma doença Aquário – No mais será tudo igual, pois o período propicia Peixes – E tudo se encaminha para um fim de semana com apenas dois dias. (www.vagalume.com.br) Há o uso coloquial da língua expresso pelo pronome destacado em

  11. 341

    UNIFESP 2014

    O melro veio com efeito às três horas. Luísa estava na sala, ao piano.   – Está ali o sujeito do costume – foi dizer Juliana.   Luísa voltou-se corada, escandalizada da expressão:   – Ah! meu primo Basílio? Mande entrar.   E chamando-a:   – Ouça, se vier o Sr. Sebastião, ou alguém, que entre.   Era o primo! O sujeito, as suas visitas perderam de repente para ela todo o interesse picante. A sua malícia cheia, enfunada até aí, caiu, engelhou-se como uma vela a que falta o vento. Ora, adeus! Era o primo!   Subiu à cozinha, devagar, — lograda.   – Temos grande novidade, Sr.a Joana! O tal peralta é primo. Diz que é o primo Basílio.   E com um risinho:   – É o Basílio! Ora o Basílio! Sai-nos primo à última hora! O diabo tem graça!   – Então que havia de o homem ser se não parente? – observou Joana.   Juliana não respondeu. Quis saber se estava o ferro pronto, que tinha uma carga de roupa para passar! E sentouse à janela, esperando. O céu baixo e pardo pesava, carregado de eletricidade; às vezes uma aragem súbita e fina punha nas folhagens dos quintais um arrepio trêmulo.   – É o primo! – refletia ela. – E só vem então quando o marido se vai. Boa! E fica-se toda no ar quando ele sai; e é roupa-branca e mais roupa-branca, e roupão novo, e tipoia para o passeio, e suspiros e olheiras! Boa bêbeda! Tudo fica na família!   Os olhos luziam-lhe. Já se não sentia tão lograda. Havia ali muito “para ver e para escutar”. E o ferro estava pronto?   Mas a campainha, embaixo, tocou. (Eça de Queirós. O primo Basílio, 1993.)     O trecho do texto reescrito sem prejuízo para o sentido original e para a correção gramatical encontra-se em:

  12. 342

    ENEM 1998

    Aí, Galera   Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo “estereotipação”? E, no entanto, por que não? - Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera. - Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos seus lares. - Como é? - Aí, galera. - Quais são as instruções do técnico? - Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação. - Ahn? - É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça. - Certo. Você quer dizer mais alguma coisa? - Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas? - Pode. - Uma saudação para a minha progenitora. - Como é? - Alô, mamãe! - Estou vendo que você é um, um... - Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação? - Estereoquê? - Um chato? - Isso. Correio Braziliense, 13/05/1998.   O texto retrata duas situações relacionadas que fogem à expectativa do público. São elas:

  13. 343

    ITA 2013

    Texto II Trecho de uma entrevista com o escritor canadense Don Tapscott.   Jornalista:_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _   Don Tapscott: Quando falamos em informação livre, em transparência, falamos de governos, de empresas, não do ser humano comum. As pessoas não têm obrigação de expor seus dados, seus gostos. Ao contrário, elas têm a obrigação de manter a privacidade. Porque a garantia da privacidade é um dos pilares de nossa sociedade. Mas vivemos num mundo em que as informações pessoais circulam, e essas informações formam um ser virtual. Muitas vezes, esse ser virtual tem mais dados sobre você do que você mesmo. Exemplo: você pode não lembrar o que comprou há um ano, o que comeu ou que filme viu há um ano. Mas a empresa de cartão de crédito sabe, o Facebook pode saber. Muitas pessoas defendem toda essa abertura, mas isso pode ser muito perigoso por uma série de razões. Há muitos agentes do mal por aí, pessoas que podem coletar informações a seu respeito para prejudicá-lo. Muitas vezes somos nós que oferecemos essa informação. Por exemplo, 20% dos adolescentes nos Estados Unidos enviam para as namoradas ou namorados fotos em que aparecem nus. Quando uma menina de 14 anos faz isso, ela não tem ideia de onde vai parar essa imagem. O namorado pode estar mal-intencionado ou ser ingênuo e compartilhar a foto.   Jornalista: E as informações que não fornecemos, mas que coletam sobre nós por meio da visita a websites ou pelo consumo?   Don Tapscott: Há dois grandes problemas. Um é o que chamo de Big Brother 2.0, que é diferente daquela ideia de ser filmado o tempo todo por um governo. Esse Big Brother 2.0 é a coleta sistemática de informações feita pelos governos. O segundo problema é o "little brother" – as empresas que também coletam informações a nosso respeito por razões econômicas, para definir nosso perfil e nos bombardear com publicidade. Muitas empresas, como o Facebook, querem é que a gente forneça mais e mais informações sobre nós mesmos porque isso tem valor. Às vezes, isso pode até ser vantajoso. Se eu, de fato, estiver procurando um carro, seria ótimo receber publicidade de carros diretamente. Mas e se essas empresas tentarem manipulá-lo? Podem usar sofisticados instrumentos de psicologia para motivá-lo a fazer alguma coisa sobre a qual você nem estava pensando.   Jornalista: O que podemos fazer para evitar isso?   Don Tapscott: Precisamos de mais leis sobre como essas informações são usadas. É necessário ficar claro que os dados coletados serão usados apenas para um propósito específico e que esse conjunto de dados não pode ser vendido para outros sem a sua permissão. (Folha de S. Paulo, 12/07/2012. Texto adaptado.)   Na resposta de Don Tapscott para a segunda pergunta, uma forma típica da linguagem oral, cujo uso NÃO é recomendado para textos escritos formais é:   I. a troca de pronome da primeira para a segunda pessoa do singular. II. a forma do pronome relativo em “sobre a qual”. III. o emprego do pronome pessoal oblíquo em “manipulá-lo” e “motivá-lo”.   Está(ão) correta(s) apenas:

  14. 344

    UFAL 2010

    “Havia pequenas casas numa clareira arredondada, agricultura e desmatamento condicionado à corredeira de um riacho cristalino. Não vi pessoas, apenas a carne de um pequeno macaco fumegando na brasa. Diziam que aquele povo ainda era canibal” (anotações de Orlando Vilas Boas).     Qual das opções abaixo pode substituir a oração “Não vi pessoas” sem conter desvios da norma culta?

  15. 345

    UNICENTRO 2013

    Texto 2 existem advogadas. essa por exemplo, é uma adevogada!!! e daquelas de porta de cadeiao!!!!!! mas a famosa oab so quer saber mesmo é da mensalidade todo ano!!!!!!   O conteúdo do texto 2 foi extraído de um comentário online a uma notícia veiculada na internet. O seu autor utiliza o par “advogadas/adevogada” para expressar sua opinião a respeito da pessoa mencionada na notícia. A pronúncia da segunda expressão desse par representa um exemplo de

  16. 346

    ITA 2013

    Texto 1 Escravos da tecnologia   Não, não vou falar das fábricas que atraem trabalhadores honestos e os tratam de forma desumana. Cada vez que um produto informa orgulhoso que foi desenhado na Califórnia e fabricado na China, sinto um arrepio na espinha. Conheço e amo essas duas partes do mundo.   Também conheço a capacidade de a tecnologia eliminar empregos. Parece o sonho de todo patrão: muita margem de lucro e poucos empregados. Se possível, nenhum! Tudo terceiro!   Conheço ainda como a tecnologia é capaz de criar empregos. Vivo há 15 anos num meio que disputa engenheiros e técnicos a tapa, digo, a dólares. O que acontece aí no Brasil, nessa área, acontece igualzinho no Vale do Silício: empresas tentando arrancar talentos umas das outras. Aqui, muitos decidem tentar a sorte abrindo sua própria 5 1 start-up, em vez de encher o bolso do patrão. Estou rodeada também de investidores querendo fazer apostas para... voltar a encher os bolsos ainda mais.   Mas queria falar hoje de outro tipo de escravidão tecnológica. Não dos que dormiram na rua sob chuva para comprar o novo iPhone 4S... Quero reclamar de quanto nós estamos tendo de trabalhar de graça para os sistemas, cada vez que tentamos nos mover na Internet. Isso é escravidão – e odeio isso.   Outro dia, fiz aniversário e fui reservar uma mesa num restaurante bacana da cidade. Achei o site do restaurante, 10 lindo, e pareceu fácil de reservar on-line. Call on OpenTable, sistema bastante usado e eficaz por aqui. Escolhi dia, hora, informei número de pessoas e, claro, tive de dar meu nome, e-mail e telefone.   Dois dias antes da data marcada, precisei mudar o número de participantes, pois tive confirmação de mais pessoas. Entrei no site, mas aí nem o site nem o OpenTable podiam modificar a reserva on-line, pela proximidade do 15 jantar. A recomendação era... telefonar ao restaurante! Humm... Telefonei. Secretária eletrônica. Deixei recado.   No dia seguinte um funcionário do restaurante me ligou, confirmando ter ouvido o recado e tudo certo com o novo tamanho da mesa. Incrível! Que felicidade ouvir um ser humano de verdade me dando a resposta que eu queria ouvir! Hoje, tentando dar conta da leitura dos vários e-mails que recebo, tentando arduamente não perder os relevantes, os imprescindíveis, os dos amigos, os da família e os dos leitores, recebi um do OpenTable.   Queriam que avaliasse minha experiência no restaurante. Tudo bem, concordo que ranking de público é coisa 20 legal. Mas posso dizer outra coisa?   Não tenho tempo de ficar entrando em sites e preenchendo questionários de avaliação de cada refeição, produto e serviço que usufruo na vida! Simples assim! Sem falar que é chato! Ainda mais agora que os crescentes intermediários eletrônicos se metem no jogo entre o cliente e o fornecedor.   Quando o garçom ou o “maitre” perguntam se a comida está boa, você fica contente em responder, até porque 25 eles podem substituir o prato se você não estiver gostando. Mas quando um terceiro se mete nessa relação sem ser chamado, pode ser excessivo e desagradável. Parece que todas as empresas do mundo decidiram que, além de exigir informações cadastrais, logins e senhas, e empurrar goela abaixo seus sistemas automáticos de atendimento, tenho agora de preencher fichas pós-venda eletronicamente, de modo que as estatísticas saiam prontas e baratinhas para 30 eles do outro lado da tela, à custa do meu precioso tempo!   Por que o OpenTable tem de perguntar de novo o que achei da comida? Eu sei. Porque para o OpenTable essa informação tem um valor diferente. Não contente em fazer reservas, quis invadir a praia do Yelp, o grande guia local que lista e traz avaliações dos clientes para tudo quanto é tipo de serviço, a começar pelos restaurantes.   O Yelp, por sua vez, invadiu a praia do Zagat (recém-comprado pelo Google), tradicionalíssimo guia (em papel) 35 de restaurantes, que, por décadas, foi alimentado pelas avaliações dos leitores, via correio.   As relações cliente-fornecedor estão mudando. Não faltarão “redutores” de custos e atravessadores on-line. (Marion Strecker. Folha de S. Paulo, 20/10/2011. Texto adaptado.)   (*) Start-up: Empresa com baixo custo de manutenção, que consegue crescer rapidamente e gerar grandes e crescentes lucros em condições de extrema incerteza.   Assinale a opção em que no trecho selecionado NÃO se evidencia o recurso à linguagem figurada.

Gerar PDF da Página

Conteúdo exclusivo para assinantes

Assine um de nossos planos para ter acessos exclusivos e continuar estudando em busca da sua aprovação.

Ver planos