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  1. 31

    FASEH 2015

    Os fragmentos textuais apresentados a seguir são adaptações do texto “A maior causa de infarto nas mulheres”, de Theo Ruprecht, publicado na edição de setembro da Revista Saúde é Vital, e estão dispostos aleatoriamente.   I. Pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, conseguiram especular qual seria o impacto desse verdadeiro milagre na redução de casos de infarto entre a população. Os resultados mostraram que mais panes cardíacas seriam evitadas do que se todas as fumantes acima dos 30 anos largassem o cigarro. II. A ausência de movimentação é, aliás, sob esse ponto de vista, um problema de saúde pública mais grave do que a obesidade em si ou a pressão alta. III. A inatividade física é muito comum nas integrantes do sexo feminino com mais de três décadas de vida. Agora, imagine se, da noite para o dia, todas as sedentárias nessa faixa etária trocassem o sofá por doses regulares de malhação. IV. “A quantidade de sedentárias é tão mais alta em comparação com a de tabagistas que, quando se leva em conta uma população inteira, fica claro que a inatividade gera mais infartos do que o fumo”, explica a profissional de educação física Wendy Brown, uma das autoras do levantamento.   Assinale a alternativa em que a sequência desses fragmentos constitui um texto coeso e coerente.

  2. 32

    FASEH 2015

    Pílulas mágicas DRAUZIO VARELLA   É incrível o poder que o povo atribui às vitaminas. Seus defensores juram que elas melhoram o apetite, evitam gripes e resfriados, reforçam a imunidade, conferem bem-estar e aumentam a longevidade. Essa crença vem ao encontro do sonho acalentado desde os primórdios pela humanidade: obter tais benefícios sem nenhum esforço, às custas de um elixir da juventude. Ninguém colaborou tanto para a popularização desses mitos quanto Linus Pauling, agraciado duas vezes com o prêmio Nobel (Química e Paz), que recomendava doses altas de vitamina C para neutralizar os radicais livres produzidos no interior das células, processo que teria o dom milagroso de prevenir câncer, enfermidades cardiovasculares, estimular a imunidade e retardar o envelhecimento celular. Atenta às oportunidades, a indústria farmacêutica investiu pesado na divulgação dessas ideias. Durante décadas, os comerciais de vitamina C para tratamento de gripes e resfriados infestaram o horário nobre das TVs. Campanhas milionárias acompanharam o lançamento de inúmeros complexos vitamínicos. Os anos 1990 assistiram ao florescimento de um mercado multibilionário nos Estados Unidos e na Europa, que se disseminou pelos países mais pobres. Hoje, americanos e europeus podem comprar o abecedário inteiro de vitaminas e sais minerais em lojas especializadas, do tamanho de supermercados. O mercado mundial movimenta 68 bilhões de dólares anuais. Cerca de 20 bilhões apenas nos Estados Unidos, país em que a metade da população faz uso de vitaminas. Os japoneses gastam 15 bilhões por ano. Esse mercado foi criado sem evidências científicas que lhe servissem de base. Os estudos conduzidos nos últimos 20 anos envolveram números pequenos de participantes, acompanhados durante períodos curtos e com tantos vieses estatísticos que os resultados só contribuíram para criar contradições. Com a finalidade de analisar as informações mais recentes, a comissão dos Serviços de Saúde dos Estados Unidos encarregada de recomendar medidas preventivas para a população (US Preventive Services Task Force – USPSTF) fez uma revisão cuidadosa das publicações sobre o papel das vitaminas na prevenção de doenças cardiovasculares e câncer, as duas principais causas de morte nos países do Ocidente. A conclusão não poderia ser mais objetiva: “Não há evidências de que o uso de vitaminas diminua a incidência de doenças cardiovasculares ou câncer”. Muitos defensores da suplementação vitamínica apresentam a justificativa de que se não fizerem bem, mal elas não fazem. Não é verdade. Além dos efeitos colaterais associados às doses exageradas contidas em muitas apresentações, pelo menos dois estudos realizados para analisar o efeito protetor do betacaroteno em fumantes obtiveram resultados inquestionáveis: a administração de betacaroteno aumenta a incidência de câncer de pulmão nessa população de risco. Na clínica, canso de ver fumantes tomando complexos vitamínicos que contêm concentrações elevadas de betacaroteno. Alguns o fazem com prescrição médica. As interações associadas a doses suprafisiológicas de micronutrientes – como ele – são complexas e imprevisíveis. O caso do selênio e da vitamina E na prevenção do câncer de próstata é outro exemplo. Em 2001 foi iniciado o estudo SELECT, que envolveu mais de 35 mil homens, divididos aleatoriamente em grupos que receberam vitamina E, selênio, uma combinação de selênio e vitamina E ou um comprimido inerte (placebo). Planejado para durar 12 anos, o estudo foi interrompido em 2008, quando ficou evidente que o selênio não exercia qualquer efeito protetor e que a vitamina E aumentava o risco de câncer de próstata em até 63%. O grupo com menos casos de câncer de próstata foi o que recebeu placebo. Vitaminas são úteis para tratar deficiências em crianças pequenas, em pessoas com limitações para se alimentar e em marinheiros com escorbuto nas caravelas lusitanas. Portanto, prezado leitor, se você não é bebê de colo, não está tão velho que não consiga mastigar e não tem a intenção de atravessar o Atlântico ao sabor dos ventos, coma frutas, legumes e verduras e ponha o corpo para andar. Não jogue dinheiro no vaso sanitário. VARELLA, Drauzio. Pílulas mágicas. Folha de S.Paulo, São Paulo, 8 mar. 2014.   Assinale a alternativa em que o sentido da palavra em negrito NÃO está corretamente indicado entre parênteses.

  3. 33

    UFJF 2014

    'Jeitinho brasileiro': 82% acham que maioria pretende tirar vantagem, diz pesquisa Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela percepção da população sobre o tema LETICIA FERNANDES   RIO - Vivemos em uma sociedade dividida entre malandros e manés? O cultuado "jeitinho brasileiro" costuma ser usado para burlar regras, furar filas, andar pelo acostamento e sempre se sair melhor do que a pessoa ao lado. Mesmo quando ela é da sua família, seu amigo, vizinho ou colega de trabalho. É o que mostra pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), feita entre 17 e 21 de setembro de 2012, e completada com dados divulgados somente no início deste ano. A percepção dos entrevistados em relação à forma de agir do brasileiro reflete o jeito com que tratamos as pessoas, mesmo as mais próximas do nosso círculo afetivo: 82% acham que a maioria age querendo tirar vantagem, enquanto só 16% dos entrevistados acham que as pessoas agem de maneira correta. Embora os dados tenham sido coletados no ano retrasado, a coordenação da pesquisa diz que um ou dois anos não interferem na alteração do nível de percepção das pessoas.   – Há certas imagens sobre o comportamento do brasileiro que permeiam as percepções das pessoas nas suas relações sociais. A ideia de que o brasileiro sempre burla normas e determinações para obter o que almeja - e essa é uma definição do jeitinho - é recorrente. Para a grande maioria dos brasileiros, a busca de atalhos, soluções facilitadas ou vantagens fazem parte do cotidiano das pessoas - explica Rachel Meneguello, cientista política da Universidade de Campinas (Unicamp).     Nível de confiança e percepção da forma de agir do brasileiro     Quando o assunto é confiança, o número também é alto: de 62% dos brasileiros que responderam negativamente para o quesito confiança, 29% não têm nenhuma e 33% quase nenhuma confiança na maioria das pessoas. Os otimistas, que confiam muito no próximo, são apenas 6%, e os que disseram ter alguma confiança somam 31%.   Quanto mais próximo é o círculo social, maior é a confiança. A pergunta sobre familiares teve 93% de respostas positivas, em que os entrevistados disseram depositar muita (73%) ou alguma confiança (20%) em membros da família. Logo depois, vêm os amigos, que inspiram muita confiança em apenas 18% das pessoas. Os que disseram ter alguma confiança foram 48%.     A pesquisa aponta ainda que o Nordeste é a região onde as pessoas mais acreditam estar sendo passadas para trás. São 89% os entrevistados que acham que os outros querem tirar vantagem e só 9% acreditam que as pessoas agem de maneira correta. Em seguida, vem o Sul, com 85% de grau de desconfiança, seguido pelo Sudeste (81%) e Norte/Centro-Oeste (71%).   O perigo mora ao lado     Tão próximos, mas tão distantes: assim percebemos nossos vizinhos em 53% dos casos analisados. De acordo com a CNI, que entrevistou 2.002 brasileiros de 143 municípios, mais da metade dos brasileiros desconfia dos moradores da porta ao lado.   Para Rachel Meneguello, o alto nível de desconfiança mesmo entre pessoas próximas aponta para a fragilidade das relações sociais: “Em contextos em que, mesmo entre os grupos mais próximos, a relação é frágil, estamos diante de situações em que o tecido social está esgarçado.”   A última categoria analisada foi a de colegas de trabalho ou escola. Nesta faixa, dos 44% de entrevistados que relataram confiança, 9% confiam muito e 35% têm alguma confiança nas pessoas à sua volta. A desconfiança, aqui, chega a 47%, sendo 22% os que confiam quase nada e 25% os que não têm nenhuma confiança nesse grupo.   No grupo dos que recebem até um salário-mínimo, a desconfiança aumenta, com 83% dos entrevistados acreditando que a maioria das pessoas quer tirar vantagem. O nível só diminui na categoria dos que ganham de 5 a 10 salários-mínimos, mesmo assim chega aos 77%. Sobre a percepção que o brasileiro tem da sociedade, o nível de desconfiança é maior entre os mais pobres e os mais ricos. Na faixa de quem ganha um salário-mínimo, 67% dos entrevistados disseram ter pouca (26%) ou nenhuma confiança (41%) na maioria das pessoas. No grupo que ganha mais de 10 salários-mínimos, 68% apontaram desconfiança absoluta (39%) ou muita desconfiança (29%) na maioria das pessoas.   “O que tem é essa visão de que o brasileiro sempre quer tirar vantagem, ele passa pelo acostamento, fura fila, não devolve o troco, cola na prova, e isso afeta essa avaliação. As pessoas podem defender uma sociedade sem corrupção, mas, nessas pequenas coisas, elas não têm essa ética, e aí você começa a perder confiança. É uma confiança desconfiada” - conta Renato da Fonseca, coordenador da pesquisa.   Entrevistados com nível superior são os que mais confiam nos outros. Mesmo assim, são apenas 19% os que acreditam que as pessoas agem de forma correta e 80% os que acreditam que elas querem tirar vantagem. FERNANDES, L. 'Jeitinho brasileiro': 82% acham que maioria pretende tirar vantagem, diz pesquisa. O GLOBO. São Paulo, 22 ago.     Releia a frase abaixo do texto:    A ideia de que o brasileiro sempre burla normas e determinações para obter o que almeja - e essa é uma definição do jeitinho - é recorrente.   Neste trecho, o verbo BURLAR pode ser substituído, sem perda substancial de sentido, por:

  4. 34

    Espcex (Aman) 2015

    Assinale a alternativa em que o vocábulo grifado está no sentido denotativo.

  5. 35

    PUC-GO 2015

    O outro   Ele me olhou como se estivesse descobrindo o mundo. Me olhou e reolhou em fração de segundo. Só vi isso porque estava olhando-o na mesma sintonia. A singularização do olhar. Tentei disfarçar virando o pescoço para a direita e para a esquerda, como se estivesse fazendo um exercício, e numa dessas viradas olhei rapidamente para ele no volante. Ele me olhava e volveu rapidamente os olhos, fingindo estar tirando um cisco da camisa. Era um ser de meia idade, os cabelos com alguns fios grisalhos, postura de gente séria, camisa branca, um cidadão comum que jamais flertaria com outra pessoa no trânsito. E assim, enquanto o semáforo estava no vermelho para nós, ficou esse jogo de olhares que não queriam se fixar, mas observar o outro espécime que nada tinha de diferente e ao mesmo tempo tinha tudo de diferente. Ele era o outro e isso era tudo. É como se, na igualdade de milhares de humanos, de repente, o ser se redescobrisse num outro espécime. Quando o semáforo ficou verde, nós nos olhamos e acionamos os motores. GONÇALVES, Aguinaldo. Das estampas. São Paulo: Nankin, 2013. p. 130.   Assinale a alternativa que se aproxima corretamente do conteúdo semântico do seguinte trecho retirado do texto: “observar o outro espécime que nada tinha de diferente e ao mesmo tempo tinha tudo de diferente”:

  6. 36

    UNIR 2010

    OS DEGRAUS Não desças os degraus do sonho Para não despertar os monstros. Não subas aos sótãos – onde Os deuses, por trás das suas máscaras, Ocultam o próprio enigma. Não desças, não subas, fica. O mistério está é na tua vida! E é um sonho louco este nosso mundo... Disponível em http://www.paralerepensar.com.br/m_quintana.htm. Acesso em: 25 out. 2009.   A fim de criar efeitos de sentido especiais, o poeta utiliza, predominantemente, linguagem

  7. 37

    UPE 2014

    Mais de 21% dos jovens têm sintomas de depressão; 5% tentaram suicídio   Mais de 21% dos brasileiros de 14 a 25 anos têm sintomas indicativos de depressão. Entre as mulheres, a proporção é ainda maior e passa de 28%, segundo dados do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), divulgado nesta quarta-feira (26) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).   Os pesquisadores do Lenad avaliaram os indicadores do transtorno por meio de uma ferramenta de diagnóstico validada no país, a escala CES-D. Eles alertam, no entanto, que a diferença entre os gêneros pode se dar simplesmente porque as mulheres tendem a relatar mais seus sintomas e procurar ajuda.   Você está deprimido ou é só tristeza?   Confundir tristeza com depressão é muito comum e não traz graves consequências. O problema é quando a pessoa acha que está triste e, na verdade, está deprimida. Nesse caso, além de gerar sofrimento, a situação pode colocar a saúde em risco.    Suicídio   Na população de adolescentes e jovens adultos, quase 1 em cada dez já pensou, em algum momento, em tirar a própria vida – índice que foi semelhante entre os jovens dos dois sexos; 5% dos jovens declararam já terem feito alguma tentativa de suicídio.   A OMS prevê que até o ano de 2020 a depressão passe a ser a segunda maior causa de incapacidade e perda de qualidade de vida na população mundial.   “Este tipo de dado causa um pouco de espanto, pois, se pensarmos na faixa etária, diríamos que estão na chamada ‘flor da idade’. E, novamente, as meninas são a maioria. Porém, é bom lembrarmos que elas costumam relatar mais facilmente seus sentimentos e opiniões que os garotos”, salienta a psicóloga e doutora em psiquiatria Ilana Pinsky, uma das responsáveis pela pesquisa. Cármen Guaresemin. Disponível em: http://noticias.uol.com.br. Acesso em: 18/07/2014. Adaptado.   Observe: “Eles alertam, no entanto, que a diferença entre os gêneros pode se dar simplesmente porque as mulheres tendem a relatar mais seus sintomas e procurar ajuda.”. Acerca de relações lógicosemânticas presentes nesse trecho, assinale a alternativa CORRETA.

  8. 38

    UPE 2011

    Como será a inteligência artificial depois do computador Watson Watson, o novo supercomputador da IBM, assombrou o mundo ao se comportar como um humano. Mas as máquinas ainda têm um obstáculo pela frente antes de dominar o mundo: a nossa burrice por Pedro Burgos e Alexandre Versignassi (1) "Watson derrota a humanidade." Essa foi uma das manchetes para a vitória de Watson, um computador que ganhou dos melhores competidores que a raça humana tinha disponível no Jeopardy!, um jogo de perguntas e respostas da TV americana. Pudera: Jeopardy! é um jogo complexo. Para humanos, inclusive. São perguntas furtivas, tipo: "Isso é só um nariz sangrando! Você não tem essa doença genética que já foi endêmica entre a realeza europeia. Qual é a doença?"; Watson acertou: hemofilia. Acertou essa e outras dezenas de perguntas capciosas – e, como seus concorrentes humanos, não estava ligado à Internet. Tudo o que ele tinha à disposição era uma memória de 15 mil gigabytes com alguns milhões de textos arquivados e uma capacidade de processamento equivalente à de 2 800 micros caseiros. Um computadorzão bem programado, só isso. (2) Para responder perguntas nessa linha, um computador precisa entender a linguagem falada e ter um raciocínio capaz de fazer associações inesperadas. Até fevereiro, isso era exclusividade de humanos. Mas e agora, que perdemos para esse ser gelado? Dá para dizer que a inteligência artificial está se equiparando à nossa inteligência? (3) O debate está pegando fogo. De um lado, há os que vibram com Watson e similares e acreditam que os computadores vão superar logo a inteligência humana. A outra corrente diz que, por mais complexo e surpreendente que seja o feito de um computador, ele nunca será comparável ao de uma pessoa. Seriam duas inteligências distintas. (4) O termo "computador" denunciaria isso, por sinal. Até a metade do século 20, "computador" era uma profissão. Eram pessoas responsáveis por fazer cálculos longos – como pegar um monte de dados astronômicos e calcular quando um cometa passaria de novo pela Terra. Pessoas inteligentes, claro. Mas e hoje? Bom, hoje inteligente é quem bola o programa para que o computador resolva as contas. (5) Toda vez que conseguimos delegar uma função para máquinas, a tarefa perde a nobreza. Isso aconteceu até na derrota do campeão Kasparov para Deep Blue em 1997. Enquanto os defensores da inteligência artificial comemoravam, os da humanidade saíram-se nessa linha: "Bom, xadrez é só um jogo de análise estatística bruta. Não requer inteligência de verdade". Com a vitória no Jeopardy!, pode acontecer a mesma coisa: "Computadores vão bem? Ah, o jogo não é nada de mais". (6) Mas e se habilidades que consideramos pessoais e intransferíveis da nossa espécie puderem ser executadas por máquinas sofisticadas? Como ficamos? Se quisermos reduzir as habilidades do Homo sapiens a instruções de programação, o talento para a poesia, por exemplo, pode ser descrito como um programa capaz de achar uma boa combinação de palavras. E daria para definir um líder político como um sujeito com um bom software para analisar riscos e oportunidades. (7) Não é fantasia. O próprio Watson pode servir para tarefas bem mais humanas que responder perguntas. Programado adequadamente, ele pode fazer diagnósticos com mais precisão que um médico – da mesma forma que uma calculadora de bolso é mais rápida que qualquer gênio da matemática. O supercomputador tem como ouvir relatos orais de pacientes e cruzar os sintomas com o banco de dados de toda a literatura médica em segundos. Mas isso torna os humanos dispensáveis? Não. Por mais que uma máquina consiga feitos mirabolantes, ela vai ser sempre uma ferramenta que depende de humanos. Um "computador médico" precisa de médicos para ser programado. Os cérebros humanos por trás são tão importantes que o próprio Watson errou questões por bobeira de programação. Um dos deslizes: perguntaram qual categoria da elite do automobilismo tem o nome de uma tecla de computador. "F-1" era a resposta. Qualquer batedeira tem capacidade de processamento para cruzar uma lista de nomes de teclas com uma de categorias de corridas. Mas a coisa mais próxima que Watson tinha para dizer era "Nascar". Falha dele? Não, dos programadores – a Fórmula 1 é solenemente ignorada nos EUA. (8) O erro nessas horas é imaginar que as máquinas são uma espécie à parte. Computadores são só alicates e martelos mais complexos. E quando você marreta o dedo não é culpa da natureza do martelo, mas sua, que não soube "programar" a martelada. A vida é melhor com martelos. Com supercomputadores também. A vitória de um é uma vitória da humanidade. E sempre será, mesmo no dia em que uma máquina puder escrever um texto como este bem melhor do que a gente. Disponível em http://super.abril.com.br. Acessado em 25 de maio de 2011. (com adaptações)   Quanto aos aspectos semânticos do vocabulário empregado no texto, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE o significado que cada palavra destacada assume no texto.

  9. 39

    UPE 2012

    Filme “O Predador” inspira batismo de 17 espécies de aranhas no país   Marco Varella Colaboração para a Folha   A presença do caçador alienígena à espreita na floresta no filme "O Predador" parece longe da realidade. Mas pesquisadores do Instituto Butantan encontraram 17 novas espécies de caçadores como o Predador espalhados pelo que restou da nossa Mata Atlântica.   São todas aranhas caçadoras de insetos, pertencentes ao novo gênero Predatoroonops. Esse gênero foi descrito pelos cientistas neste ano e recebeu esse nome em homenagem aos 25 anos de "O Predador", do diretor John McTiernan.   Cada uma das 17 novas espécies recebeu um nome em homenagem a um personagem ou ator do filme: da Predatoroonops schwarzeneggeri à Predatoroonops chicano.   Já os caçadores de novas espécies de aranhas são liderados por Antonio Brescovit, aracnólogo do Laboratório Especial de Coleções Zoológicas que vem estudando regiões da Mata Atlântica por seis anos.   "Essa descoberta é fundamental para mapear a diversidade da fauna local e mundial, além do estudo dos venenos e da biologia dos animais", disse Brescovit em comunicado oficial. Com um investimento de mais de US$ 3 milhões, o projeto pretende descobrir, agora, todas as espécies de aranhas da família Oonopidae, à qual pertence o novo gênero.   Para Hilton Japyassú, aracnólogo do Instituto de Biologia da UFBA (Universidade Federal da Bahia), "trabalhos como este mostram o quanto ainda temos por descobrir. Vez por outra, alguém descreve um mamífero, ou uma ave nova, mas nossa maior riqueza, sem dúvida, vem dos invertebrados, fonte permanente de novos compostos orgânicos para explorações futuras".   CARA DE UM, FOCINHO DO OUTRO   As aranhas do novo gênero apresentam uma morfologia na parte da frente do corpo semelhante à cara do Predador, personagem do filme, daí a ideia de fazer a homenagem cinematográfica.   Elas têm suas quelíceras – primeiro par de apêndices perto da boca – com diversas articulações. Nos invertebrados, as quelíceras em geral servem para apanhar as presas e, nas aranhas, podem ser pontiagudas para injetar a peçonha, tóxica para a caça. Apenas os machos da espécie apresentam essa especialização e ainda não se sabe ao certo quais as suas funções. Os bichos medem apenas entre 1mm e 2mm.   O fato de estarem presentes apenas nos machos pode indicar serem fruto da seleção sexual, funcionando tanto como armas na competição com outros machos quanto como ornamentos, atraindo as fêmeas para a reprodução.   IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA   "Essas aranhas geralmente habitam a serrapilheira – aquela camada de folhas mortas que recobre o solo das florestas tropicais – e o conhecimento de sua diversidade e hábitos pode nos ajudar a entender os mecanismos biológicos associados aos processos de decomposição, um elo fundamental na manutenção de nossos ecossistemas", diz Hilton Japyassú. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. (Adaptado)   Quanto aos aspectos semânticos do vocabulário empregado no texto, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE o significado que cada palavra destacada assume no texto.

  10. 40

    UFAM 2010

    Leia o texto abaixo, tirado do livro Amazônia, a terra e o homem, de Araújo Lima:    “A opinião crítica – precipitada, tumultuosa, claudicante pela deficiência de análise e observação – tem oscilado sempre, ao definir a região amazônica, entre os arroubos de exaltação otimista e os libelos de um pessimismo fulminador. Daí, duas definições antinômicas exprimirem, em fórmulas sintéticas, o radicalismo desses juízos extremados: Inferno verde ou Paraíso verde. Nem inferno, nem paraíso. A enormidade imensurável, os latifúndios inviolados, as impérvias terras sem dono, toda essa vastidão territorial ilimitada, que dominam selvas espessas e intérminas, projeta-se num babilonismo sugestivo, até à mente dos que de longe observam, envolvendo-a na dúvida, no mistério, no terror. Desse erro de visão atordoada sobressaem as lendas, as fábulas, as superstições, toda essa trama de percepções errôneas e deformadas, que a ignorância e o pavor inspirado por tais paragens fantásticas entretecem no cérebro dos observadores longínquos e desavisados. Ficam os forasteiros perplexos ante o esplendor da natureza opulenta e grandiosa, que se esboça nas linhas imprecisas, mal definidas, fugidias da paisagem em seu conjunto panorâmico. E, ao assalto dessas sensações, irrompe a explosão lírica, inspirada pela fascinação do colorido, gerando um superlativismo contagioso, enfático, retórico, que contamina quase todos os descritores desses cenários. Em sã verdade, a região é mal vista, pouco conhecida, erroneamente interpretada. Persiste indecifrável, mas desastrosamente deturpada na significação de sua essência, de seus atributos, de seus recursos.”    No texto de Araújo Lima, observamos várias palavras pouco usuais no Português coloquial contemporâneo, mas que podem ser compreendidas se considerarmos o contexto em que se inserem. É o caso de:

  11. 41

    UFPR 2009

    Todas as sentenças abaixo apresentam ambiguidades. Assinale a alternativa em que a ambiguidade não pode ser desfeita com a simples alteração na ordem das palavras. 

  12. 42

    PUC-RS 2012

    1. Não tive acesso ao conteúdo do livro “Por uma 2. vida melhor”, apenas a pequenos trechos. Portanto, 3. falo com base em informações e opiniões de terceiros. 4. Nessa perspectiva, vejo como positivo o debate que 5. a abordagem pouco ortodoxa dos autores desen- 6. cadeou, pondo fogo a um tema em geral tido como 7. irrelevante: a língua materna em uso. Entretanto, 8. um trecho da obra me preocupou, e destaco: “Posso 9. falar ‘os livro’?” “Claro que pode, mas dependendo 10. da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito 11. linguístico”. 12. Para começar, pedir licença para falar de um de- 13. terminado jeito é um tiro no pé da tese defendida em 14. “Por uma vida melhor”. Porque pedir licença, neste 15. contexto, é reconhecer o poder do outro sobre nós – 16. o que parece ser exatamente o contrário do que os 17. autores pregam. Além disso, a resposta “Claro que 18. pode” é inócua: o aluno tanto sabe que pode que usa 19. essa concordância rotineiramente. 20. O problema maior, bem mais sutil e muito mais 21. complicado, porém, está na segunda parte da fala. 22. Agir livre de preconceito, o oposto de fazer alguém 23. “vítima de preconceito”, implica não só aceitar as 24. pessoas como são, mas também acreditar que todos 25. sejam capazes de evoluir por méritos próprios. Ao 26. afirmar que a modalidade “permitida” pode vitimizar 27. quem a utiliza – pela ação do “outro ameaçador” –, os  28. autores estão  deslocando  o  foco  da  importância  29. de   construir   conhecimento   de   modo   autônomo  30. e  reflexivo  e  enfatizando  o  julgamento  alheio, 31. novamente reforçando o preconceito. Ora, aula de lín- 32. gua materna é aula de cidadania, e ninguém se torna 33. cidadão por receio do “outro ameaçador”. O aluno deve 34. ter oportunidade de conhecer e desenvolver múltiplas 35. linguagens porque assim ele poderá expressar ideias 36. e sentimentos com mais autonomia. E, talvez, com 37. menos preconceito. 38. Tudo isso pode parecer muito sutil, mas a lingua- 39. gem é feita de sutilezas, para o bem ou para o mal Considerando o sentido de algumas palavras/expressões no texto, NÃO é correto afirmar que

  13. 43

    FGV-SP 2010

    Camões, grande Camões, quão semelhante Acho teu fado ao meu, quando os cotejo! Igual causa nos fez, perdendo o Tejo, Arrostar co'o sacrílego gigante.   Como tu, junto ao Ganges sussurrante, Da penúria cruel no horror me vejo. Como tu, gostos vãos, que em vão desejo, Também carpindo estou, saudoso amante. ...................................................................   Modelo meu tu és, mas . . . oh, tristeza! . . . Se te imito nos transes da Ventura, Não te imito nos dons da Natureza.   Dos sinônimos sugeridos para as palavras sublinhadas nos seguintes fragmentos, o único  NÃO adequado ao contexto é: 

  14. 44

    FGV-SP 2009

    Todos os Nomes Passar os olhos pela relação dos jogadores inscritos por nossos clubes profissionais para a atual temporada profissional pode ser uma experiência reveladora. O que primeiro salta à vista é a quantidade de nomes estrangeiros – em geral de origem inglesa, ainda que existam alguns Jeans, Michels e Pierres de sabor francês e um ou outro Juan de sonoridade castelhana. O grosso mesmo é de nomes anglo-saxões.   Só de Wellingtons eu contei seis. Se bobear, tem mais Wellington que José no nosso futebol. Nem vamos perder tempo falando da profusão de Williams, de Christians, de Rogers e de Andersons. Até aqui, parece que eu, um mero Zé, estou me queixando dessa invasão onomástica estrangeira e engrossando o coro dos que, como o deputado Aldo Rebelo, querem defender a “pureza” da língua pátria a golpes de multas e proibições.   Longe de mim tal insensatez. Uma língua se enriquece no contato e na troca com todas as outras.   Os nomes predominantes em uma geração refletem o imaginário de sua época, não o determinam. Mais significativo do que a assimilação pura e simples dos nomes estrangeiros – é o processo de canibalização que eles sofrem aqui. Abaixo do Equador, Alain vira Allan, Michael vira Maicon (ou Maycon), David vira Deivid e Hollywood vira Oliúde.   lsso sem falar nas criações genuinamente brasileiras, como o espantoso Maicosuel (jogador do Cruzeiro). É a contribuição milionária de todos os erros, como queria......................................................................... José  G. Couto. Folha de S. Paulo, 02/02/2008. Adaptado.   Ao colocar entre aspas a palavra “pureza” o enunciador expressou:    

  15. 45

    UFABC 2009

    ... sem ânimo de afrontar de novo a luz dura, receosos de perder a esperança que os alentava. Iam-se amodorrando e foram despertados por Baleia.    Considerando os contextos em que se encontram as palavras destacadas, é adequado substituí-las, respectivamente, por

  16. 46

    MACKENZIE 2011

    A falta de recato com a própria intimidade, revelada sem pejo em algumas páginas da internet, nas telas do “Big Brother” e nas traseiras de automóveis, onde se veem grudadas figurinhas representativas da composição da família proprietária, constitui, em um primeiro olhar, exercício de direito à autoexposição. Pondero, para a reflexão do leitor, que o abuso desse direito à imagem escancarada poderá levar à supressão do direito fundamental à privacidade, abrindo espaço para a ditadura do monitoramento oficial ilimitado.   É, contudo, no exagerado exercício individual do direito de abrir mão da privacidade que mora o problema. Se considero normal informar ao estranho que vai à traseira do meu carro que somos cinco em casa, como poderei exigir da loja da esquina a manutenção em segredo do cadastro que lá preenchi? Por que o fiscal do Imposto de Renda deveria se privar de vasculhar minha conta corrente se tuíto a todos os que me “seguem” o quanto gastei no final de ano em determinado shopping? Adaptado de Roberto Soares Garcia, Folha de S.Paulo, 27/02/2011.    Considerando o texto, é possível inferir que:

  17. 47

    FCMMG 2009

    Nem mesmo um escafandro pode deter a imaginação.   O Escafandro e a Borboleta é um título que inspira sensibilidade, assim como sua história. História, aliás, adaptada das memórias de um jornalista francês chamado Jean-Dominique Bauby, e lançado na França em 1997. E por que as memórias de Bauby, a quem os mais próximos chamavam JeanDo, parecem tão instigantes? É isso que Julian Schnabel tenta mostrar.   Schnabel assina também a direção da cinebiografia mais famosa de Basquiat (Basquiat, 1996), e nessa sua mais nova empreitada pôs a prova muito de sensibilidade, pois numa adaptação como essa - que envolve personagens reais e um universo de sentimentos e situações reais - além da sagacidade do roteirista, é necessária também uma carga extra de feeling por parte do diretor. No filme, vemos o mundo - quase o tempo todo - através dos olhos de Jean-Dominique (interpretado por Mathieu Amalric). Na verdade, através de seu olho esquerdo. Jean-Dominique Bauby ficou famoso por ser editor chefe da revista Elle francesa, por suas belas namoradas e por suas companhias famosas. Um belo dia (sempre um belo e comum dia) JeanDo resolve levar seu filho mais velho ao teatro. No meio do caminho, alguma coisa começa a sair errado: ele sofre uma espécie de derrame...   O filme começa exatamente no momento em que ele consegue acordar. Vemos toda a ação através dos olhos confusos de JeanDo, que ainda está atordoado demais para se dar conta do que aconteceu. Entendemos o que se passa através do que dizem os médicos ao redor dele, das terapeutas que lhe são apresentadas. E o diagnóstico não é dos melhores: JeanDo passou a sofrer de uma síndrome rara chamada locked-in. Acordar, depois de vinte dias de coma, e saber-se imóvel da cintura para baixo, com movimentos restritos da cabeça e apenas um dos olhos em bom funcionamento é uma tragédia pessoal.   A partir daí acompanhamos o novo dia-a-dia de Jean-Dominique, que, trancado dentro de si mesmo, recebe visitas, passa por exercícios, é abandonado em frente à TV ligada num canal que ele não gosta por cerca de quatro horas, e precisa reaprender a se comunicar. Tudo isso estando completamente lúcido. E preso dentro de seu próprio corpo.   Logo de cara é difícil não lembrar do personagem Ramón Sampedro de Mar Adentro (interpretado por Javier Bardem e dirigido por Alejandro Amenábar) e sua luta por querer morrer. No entanto, o caso de JeanDo é contado por outro prisma... Apesar de eventualmente se chatear com sua nova condição e de ter certo pudor em aparecer novamente para os conhecidos (principalmente seus filhos), a narrativa de Bauby é mais leve. No momento em que ele descobre que sua principal arma contra o tédio de sua nova vida nesse escafandro metafórico só pode ser rompida através da imaginação, o personagem passa a esforçar-se.   E sua terapeuta, que dá o melhor de si por ser aquele caso - o mais complexo que ela já teve em mãos -, o convida a experimentar um método de comunicação criado por ela: repetir as letras do alfabeto, uma a uma, numa ordem que vai das letras mais usadas até as menos usadas, e esperar que ele pisque uma vez para cada letra que quiser usar e assim montar palavras e frases.   De início até os espectadores concordam com JeanDo, que acha aquele método enfadonho. Mas o tempo e a persistência da terapeuta fazem com que o método vá se aprimorando, assim como a capacidade de todos ao redor do personagem que reaprendem a comunicar-se com ele através da cartela de letras.   Com sua imaginação em pleno funcionamento e com o método de comunicação mais desenvolvido, Bauby procura um editor que havia lhe prometido publicar uma adaptação que ele estava escrevendo para O Conde de Monte Cristo (aliás, várias analogias entre a situação de Bauby são comparadas a situações deste clássico da literatura) e lhe propõe um novo negócio: publicar suas memórias! A única coisa que ele pede é uma assistente de confiança com paciência para tomar suas anotações. Negociação concluída e intermediada pela própria terapeuta, Jean-Dominique começa a escrever! A partir daí vemos em flashback várias situações de sua vida e o arrependimento latente de pequenas coisas não ditas.   Uma das passagens sem dúvida mais emocionantes é quando, no hospital, Bauby recebe um telefonema de seu pai, o senhor Papinou (Max Von Sydow).    Com uma fotografia interessante, alternando ângulos restritos (tentando reproduzir a visão de Bauby) e vastas paisagens, O Escafandro e a Borboleta merece aplausos pelas interpretações e também pela mensagem, pois nos mostra que o melhor de um homem são o amor e sua imaginação.   EUZEBIO, Geo, http://www.cineplayers.com/critica.php?id=1360. Acessado em 3/07/2008.   O vocabulário do texto foi INCORRETAMENTE explicado em:

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    UNESP 2015

    Aliadas ou concorrentes   Alguns números: nos Estados Unidos, 60% dos formados em universidades são mulheres. Metade das europeias que estão no mercado de trabalho passou por universidades. No Japão, as mulheres têm níveis semelhantes de educação, mas deixam o mercado assim que se casam e têm filhos. A tradição joga contra a economia. O governo credita parte da estagnação dos últimos anos à ausência de participação feminina no mercado de trabalho. As brasileiras avançam mais rápido na educação. Atualmente, 12% das mulheres têm diploma universitário — ante 10% dos homens. Metade das garotas de 15 entrevistadas numa pesquisa da OCDE1 disse pretender fazer carreira em engenharia e ciências — áreas especialmente promissoras.   [...]   Agora, a condição de minoria vai caindo por terra e os padrões de comportamento começam a mudar. Cada vez menos mulheres estão dispostas a abdicar de sua natureza em nome da carreira. Não se trata de mudar a essência do trabalho e das obrigações que homens e mulheres têm de encarar. Não se trata de trabalhar menos ou ter menos ambição. É só uma questão de forma. É muito provável que legisladores e empresas tenham de ser mais flexíveis para abrigar mulheres de talento que não desistiram do papel de mãe. Porque, de fato, essa é a grande e única questão de gênero que importa.    Mais fortalecidas e mais preparadas, as mulheres terão um lugar ao sol nas empresas do jeito que são ou desistirão delas, porque serão capazes de ganhar dinheiro de outra forma. Há 8,3 milhões de empresas lideradas por mulheres nos Estados Unidos — é o tipo de empreendedorismo que mais cresce no país. De acordo com um estudo da EY2, o Brasil tem 10,4 milhões de empreendedoras, o maior índice entre as 20 maiores economias. Um número crescente delas tem migrado das grandes empresas para o próprio negócio. Os fatos mostram: as empresas em todo o mundo terão, mais cedo ou mais tarde, de decidir se querem ter metade da população como aliada ou como concorrente.  (Exame, outubro de 2013.)   1 OCDE: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. 2 EY: Organização global com o objetivo de auxiliar seus clientes a fortalecerem seus negócios ao redor do mundo.     Indique a acepção da palavra “estagnação” que melhor se enquadra no contexto do primeiro parágrafo:

  19. 49

    ENEM CANCELADO 2009

    O texto a seguir é um trecho de uma conversa por meio de um programa de computador que permite comunicação direta pela Internet em tempo real, como o MSN Messenger. Esse tipo de conversa, embora escrita, apresenta muitas características da linguagem falada, segundo alguns linguistas. Uma delas é a interação ao vivo e imediata, que permite ao interlocutor conhecer, quase instantaneamente, a reação do outro, por meio de suas respostas e dos famosos emoticons (que podem ser definidos como “ícones que demonstram emoção”).   João diz: oi Pedro diz: blz? João diz: na paz e vc? Pedro diz: tudo trank ☺ João diz: oq vc ta fazendo? [...] Pedro diz: tenho q sair agora... João diz: flw Pedro diz: vlw, abc Para que a comunicação, como no MSN Messenger se dê em tempo real, é necessário que a escrita das informações seja rápida, o que é feito por meio de

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    ENEM PPL 2013

    O cordelista por ele mesmo Aos doze anos eu era forte, esperto e nutrido. Vinha do Sítio de Piroca muito alegre e divertido vender cestos e balaios que eu mesmo havia tecido. Passava o dia na feira e à tarde regressava levando umas panelas que minha mãe comprava e bebendo água salgada nas cacimbas onde passava. BORGES, J. F. Dicionário dos sonhos e outras histórias de cordel. Porto Alegre: LP&M, 2003 (fragmento). Literatura de cordel é uma criação popular em verso, cuja linguagem privilegia, tematicamente, histórias de cunho regional, lendas, fatos ocorridos para firmar certas crenças e ações destacadas nas sociedades locais. A respeito do uso das formas variantes da linguagem no Brasil, o verso do fragmento que permite reconhecer uma região brasileira é

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    ENEM CANCELADO 2009

    A escrita é uma das formas de expressão que as pessoas utilizam para comunicar algo e tem várias finalidades: informar, entreter, convencer, divulgar, descrever. Assim, o conhecimento acerca das variedades linguísticas sociais, regionais e de registro torna-se necessário para que se use a língua nas mais diversas situações comunicativas. Considerando as informações acima, imagine que você está à procura de um emprego e encontrou duas empresas que precisam de novos funcionários. Uma delas exige uma carta de solicitação de emprego. Ao redigi-la, você

  22. 52

    UNEMAT 2010

    Observe as frases: I. Os menino tudo saiu. II. Vc sabe cd o mlq? III. O tijolo caiu na cabeça do mamãe. IV. Vossa Excelência acusa-me injustamente. As diferentes formas de expressão presentes nas frases se devem: 

  23. 53

    UNESP 2012

    A questão toma por base uma passagem do livro A vírgula, do filólogo Celso Pedro Luft (1921-1995).   A vírgula no vestibular de português     “Mas, esta, não é suficiente.” “Porque, as respostas, não satisfazem.” “E por isso, surgem as guerras.” “E muitas vezes, ele não se adapta ao meio em que vive.” “Pois, o homem é um ser social.” “Muitos porém, se esquecem que...” “A sociedade deve pois, lutar pela justiça social.”   Que é que você acha de quem virgula assim?   Você vai dizer que não aprendeu nada de pontuação quem semeia assim as vírgulas. Nem poderá dizer outra coisa.   Ou não lhe ensinaram, ou ensinaram e ele não aprendeu. O certo é que ele se formou no curso secundário. Lepidamente, sem maiores dificuldades. Mas a vírgula é um “objeto não identificado”, para ele.   Para ele? Para eles. Para muitos eles, uma legião. Amanhã serão doutores, e a vírgula continuará sendo um objeto não identificado. Sim, porque os três ou quatro mil menos fracos ultrapassam o vestíbulo... Com vírgula ou sem vírgula. Que a vírgula, convenhamos, até que é um obstáculo meio frágil, um risquinho. Objeto não identificado? Não, objeto invisível a olho nu. Pode passar despercebido até a muito olho de lince de examinador...   — A vírgula, ora, direis, a vírgula...   Mas é justamente essa miúda coisa, esse risquinho, que maior informação nos dá sobre as qualidades do ensino da língua escrita. Sobre o ensino do cerne mesmo da língua: a frase, sua estrutura, composição e decomposição.   Da virgulação é que se pode depreender a consciência, o grau de consciência que tem, quem escreve, do pensamento e de sua expressão, do ir-e-vir do raciocínio, das hesitações, das interpenetrações de ideias, das sequências e interdependências, e, linguisticamente, da frase e sua constituição.   As vírgulas erradas, ao contrário, retratam a confusão mental, a indisciplina do espírito, o mau domínio das ideias e do fraseado.   Na minha carreira de professor, fiz muitos testes de pontua- ção. E sempre ficou clara a relação entre a maneira de pontuar e o grau de cociente intelectual.   Conclusão que tirei: os exercícios de pontuação constituem um excelente treino para desenvolver a capacidade de raciocinar e construir frases lógicas e equilibradas.   Quem ensina ou estuda a sintaxe — que é a teoria da frase (ou o “tratado da construção”, como diziam os gramáticos antigos) — forçosamente acaba na importância das pausas, cortes, incidências, nexos, etc., elementos que vão se espelhar na pontuação, quando a mensagem é escrita.   Pontuar bem é ter visão clara da estrutura do pensamento e da frase. Pontuar bem é governar as rédeas da frase. Pontuar bem é ter ordem, no pensar e na expressão.    Sim, porque os três ou quatro mil menos fracos ultrapassam o vestíbulo...     As vírgulas erradas, ao contrário, retratam a confusão mental, a indisciplina do espírito, o mau domínio das ideias e do fraseado.   As quatro palavras destacadas nesta frase, se substituídas, na ordem adequada, pelas palavras da relação abaixo, produzem outra frase, de sentido oposto:   I. disciplina.   II. organização.   III. bom.   IV. corretas.   Aponte a alternativa que indica a ordem em que se deve fazer a substituição:

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    UFJF 2014

    LUCY Entrevistamos especialista para desvendar o mito cerebral Doutor em psicobiologia nos ajuda a conhecer a verdade por trás da trama por Rafael Sanzio Lucy, filme de Luc Besson com Scarlett Johansson como protagonista, estreia […] no dia 28 de agosto nos cinemas brasileiros. O filme aborda o mito de que o ser humano só usa 10% de seu cérebro e que, através de uma droga, a personagem principal começa a desenvolver todo o potencial cerebral. Depois de conferirmos o trailer, o Fique Ligado quis saber a verdade sobre toda essa história. Entrevistamos Nelson Torro Alves, doutor em psicobiologia na USP e membro fundador do Instituto Brasileiro de Neuropsicologia e Comportamento, para sabermos mais sobre o potencial cerebral, já que o professor de 39 anos também é membro permanente do Programa de Pósgraduação em Neurociência Cognitiva e Comportamento da Universidade Federal da Paraíba – o cara certo para tirar nossas dúvidas! [...]  Na trama do filme Lucy é dito que nós, humanos, somos capazes de utilizar 10% de nosso cérebro. Isso é verdade ou é um mito? Ficamos estacionados na porcentagem ou podemos aumentá-la de forma natural? Nelson Torro: Definitivamente, é um mito. Em primeiro lugar, não há evidências científicas que sustentem a afirmação de que usamos um dado limite do cérebro (p. ex. 10, 20 ou 60%). Existem várias complicações nessa suposição. Por exemplo, como podemos medir com relativa certeza quanto do cérebro está sendo usado? É um problema também do ponto de vista biológico: por que razão teríamos um cérebro tão potente e só usaríamos parte de nossos recursos? O cérebro, tal como funciona, já é muito dispendioso para o organismo, consumindo cerca de 20% de toda a energia corporal. Além disso, os organismos não teriam vantagens adaptativas desenvolvendo um sistema tão complexo, mas que permanecesse inutilizado.  Há registros de uma porcentagem maior que a média? Nelson Torro: O grande problema é como medir o uso do cérebro. Não existem bons parâmetros para isso.  Lucy vai ganhando novas habilidades à medida que aumenta a capacidade cerebral. Com 20% ela consegue controlar as células do corpo. Com 50% ela controla a matéria e com 60% ela pode controlar pessoas. O que há de verdade nisso e o que há de exagero? Nelson Torro: Pelo que sabemos atualmente, tudo é um exagero. No máximo, um cérebro mais “potente” tornaria a pessoa mais inteligente, com melhor memória ou mais atenta.  Há drogas que aumentam o potencial cerebral da pessoa? Como isso é possível? Nelson Torro: Existem drogas que parecem aumentar as funções atencionais e a concentração, tal como o metilfenidato, que é o princípio ativo dos medicamentos Ritalina e Concerta, usados no tratamento de crianças com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Mesmo em adultos saudáveis, o medicamento parece ter um efeito benéfico sobre o raciocínio e aprendizado. No entanto, essa é uma questão polêmica, pois não sabemos quais são as consequências a longo prazo do uso desses medicamentos, que podem afetar a dinâmica do funcionamento cerebral. Seria muito recomendada uma droga tradicional de aumento do potencial cerebral, a cafeína, presente no café e guaraná, por exemplo. O café promove o alerta e estimula as funções cerebrais, além disso, em doses moderadas, traz outros benefícios à saúde.  Na maioria das cenas de Lucy é como se ela ganhasse super poderes, contudo deve haver um lado ruim nesse uso exagerado do cérebro. Quais as desvantagens do uso em demasia do nosso cérebro? Aguentaríamos o tranco, tanto fisicamente como psicologicamente? Nelson Torro: É bem possível que houvesse consequências negativas, caso isso ocorresse. Existem muitos relatos de pessoas com capacidade de memória extraordinária, mas que não se tornaram necessariamente mais inteligentes ou mais bem-sucedidas por conta disso.  Com os estudos atuais dessa área, acredita que iremos descobrir algum dia o verdadeiro potencial de nosso cérebro? Nelson Torro: Acho que esse potencial já é conhecido. Nosso cérebro é muito bom, flexível o bastante para aprendermos coisas novas durante a toda vida. A exemplo da personagem do filme, podemos aprender também chinês; não em uma hora, mas podemos aprender. Podemos também adquirir novas habilidades graças à plasticidade cerebral, incluindo habilidades motoras, tal como esporte ou dança, conhecimentos gerais (matemática, história, literatura) e habilidades musicais, por exemplo.  Vendo o trailer do filme, qual a porcentagem de veracidade dos poderes adquiridos pelo cérebro de Lucy? Nelson Torro: Nesse caso, é mais fácil quantificar: 0%. (risos)  Em sua opinião, o que poderemos fazer ao alcançarmos 100% da nossa capacidade cerebral? Nelson Torro: Sempre vale a pena investirmos no aprendizado de novas habilidades e conhecimentos. Torna a vida mais mental mais rica. ALVES, Nelson Torro. Entrevista. Disponível em: . Acesso em: 16 de agosto de 2014     Releia a seguinte frase, extraída do texto:   Na maioria das cenas de Lucy é como se ela ganhasse super poderes, contudo deve haver um lado ruim nesse uso exagerado do cérebro. Quais as desvantagens do uso em demasia do nosso cérebro? Aguentaríamos o tranco, tanto fisicamente como psicologicamente? A expressão “aguentaríamos o tranco”, característica de uma fala mais informal, poderia ser adequadamente substituída por:

  25. 55

    UNIR 2011

    No verdô da minha idade mode acalentá meu choro minha vovó de bondade falava em grandes tesôro era história de reinado prencesa, prinspe incantado com feiticêra e condão essas história ingraçada tá selada e carimbada dentro do meu coração Mas porém eu sinto e vejo que a grande sodade minha não é só de história e bejo da querida vovozinha demanhazinha bem cedo sodade dos meu brinquedo meu bodoque e meu bornó o meu cavalo de pau meu pinhão, meu berimbau e a minha carça cotó. (Digo e não peço perdão. São Paulo: Escrituras Ed., 2002.) Reescrevendo os versos essas história ingraçada / tá selada e carimbada na escrita padrão, ficariam:

  26. 56

    ENEM PPL 2014

    Evocação do Recife A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros Vinha da boca do povo na língua errada do povo Língua certa do povo Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil Ao passo que nós O que fazemos É macaquear A sintaxe lusíada… BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.   Segundo o poema de Manuel Bandeira, as variações linguísticas originárias das classes populares devem ser

  27. 57

    ENEM CANCELADO 2009

    Iscute o que tô dizendo, Seu dotô, seu coroné: De fome tão padecendo Meus fio e minha muié. Sem briga, questão nem guerra, Meça desta grande terra Umas tarefa pra eu! Tenha pena do agregado Não me dêxe deserdado PATATIVA DO ASSARÉ. A terra é naturá. In: Cordéis e outros poemas. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2008 (fragmento). A partir da análise da linguagem utilizada no poema, infere-se que o eu lírico revela-se como falante de uma variedade linguística específica. Esse falante, em seu grupo social, é identificado como um falante

  28. 58

    UNEMAT 2006

    A gramática do bom humor Millôr Fernandes Quando os eruditos descobriram a língua, ela já estava completamente pronta pelo povo. Os eruditos tiveram apenas que proibir o povo de falar errado. (...) As palavras nascem saudáveis e livres, crescem vagabundas e elásticas, vivem informes, e dinâmicas. Morrem quando contraem o câncer do significado definitivo e são recolhidas ao CTI dos dicionários. Devemos ser gratos aos portugueses. Se não fossem eles estaríamos até hoje falando tupi-guarani, uma língua que não entendemos. Que língua a nossa! A palavra oxítona é proparoxítona. (A Bíblia do Caos, In. Revista Língua Portuguesa - Ano I, n°01, 2005, p. 15) A palavra completamente e a palavra apenas estão empregadas no texto como advérbio e podem ser substituídas, respectivamente, sem prejuízo de sentido por:

  29. 59

    ENEM CANCELADO 2009

    Vera, Sílvia e Emília saíram para passear pela chácara com Irene. — A senhora tem um jardim deslumbrante, dona Irene! — comenta Sílvia, maravilhada diante dos canteiros de rosas e hortênsias. — Para começar, deixe o “senhora” de lado e esqueça o “dona” também — diz Irene, sorrindo. — Já é um custo aguentar a Vera me chamando de “tia” o tempo todo. Meu nome é Irene. Todas sorriem. Irene prossegue: — Agradeço os elogios para o jardim, só que você vai ter de fazê-los para a Eulália, que é quem cuida das flores. Eu sou um fracasso na jardinagem. BAGNO, M. A língua de Eulália: Novela Sociolinguística. São Paulo: Contexto, 2003 (adaptado). Na língua portuguesa, a escolha por “você” ou “senhor(a)” denota o grau de liberdade ou de respeito que deve haver entre os interlocutores. No diálogo apresentado acima, observa-se o emprego dessas formas. A personagem Sílvia emprega a forma “senhora” ao se referir à Irene. Na situação apresentada no texto, o emprego de “senhora” ao se referir à interlocutora ocorre porque Sílvia

  30. 60

    ENEM 2010

    Venho solicitar a clarividente atenção de Vossa Excelência para que seja conjurada uma calamidade que está prestes a desabar em cima da juventude feminina do Brasil. Refiro-me, senhor presidente, ao movimento entusiasta que está empolgando centenas de moças, atraindo-as para se transformarem em jogadoras de futebol, sem se levar em conta que a mulher não poderá praticar esse esporte violento sem afetar, seriamente, o equilíbrio fisiológico das suas funções orgânicas, devido à natureza que dispôs a ser mãe. Ao que dizem os jornais, no Rio de Janeiro, já estão formados nada menos de dez quadros femininos. Em São Paulo e Belo Horizonte também já estão se constituindo outros. E, nesse crescendo, dentro de um ano, é provável que em todo o Brasil estejam organizados uns 200 clubes femininos de futebol. Ou seja: 200 núcleos destroçados da saúde de 2,2 mil futuras mães, que, além do mais, ficarão presas a uma mentalidade depressiva e propensa aos exibicionismos rudes e extravagantes. Carta Capital. 28 abr. 2010.   O trecho é parte de uma carta de um cidadão brasileiro, José Fuzeira, encaminhada, em abril de 1940, ao então presidente da República Getúlio Vargas. As opções linguísticas de Fuzeira mostram que seu texto foi elaborado em linguagem

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