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  1. 1

    CESGRANRIO 2000

    Perfeição Vamos celebrar a estupidez humana A estupidez de todas as nações (...) Vamos celebrar a estupidez do povo Nossa policia e televisão (...) Vamos celebrar a fome (...) Vamos celebrar nossa bandeira Nosso passado de absurdos gloriosos (...) Tudo o que é normal Vamos cantar juntos o Hino Nacional (...) Venha, o amor tem sempre a porta aberta E vem chegando a primavera Nosso futuro recomeça: Venha, que o que vem é perfeição. Legião Urbana A última estrofe confirma o apelo que caracteriza todo o texto. Este apelo é reforçado em "Venha. QUE o que vem é perfeição.” (v. 13), onde o QUE tem valor

  2. 2

    FGV 2007

       Pastora de nuvens, fui posta a serviço por uma campina tão desamparada que não principia nem também termina, e onde nunca é noite e nunca madrugada.    (Pastores da terra, vós tendes sossego, que olhais para o soi e encontrais direção. Sabeis quando é tarde, sabeis quando é cedo. Eu, não.) Esse trecho faz parte de um poema de Cecília Meireles, intitulado Destino, uma espécie de profissão de fé da autora. O conjunto das duas orações coordenadas que compõem o segundo verso da segunda estrofe - "que olhais para o sol e encontrais direção" -tem sentido

  3. 3

    FUVEST 2001

    Considerando-se a relação lógica existente entre os dois segmentos dos provérbios adiante citados, o espaço pontilhado NÃO poderá ser corretamente preenchido pela conjunção MAS, apenas em:

  4. 4

    FUVEST 1999

           Transforma-se o amador na cousa amada,      por virtude do muito imaginar;      não tenho, logo, mais que desejar,      pois em mim tenho a parte desejada.          Se nela está minh'alma transformada,          que mais deseja o corpo de alcançar?          Em si somente pode descansar,          pois consigo tal alma está liada.      Mas esta linda e pura semideia,      que, como um acidente em seu sujeito,      assi co a alma minha se conforma,          está no pensamento como ideia:          e o vivo e puro amor de que sou feito,          como a matéria simples busca a forma. (Camões, ed. A. J. da Costa Pimpão) A relação semântica expressa pelo termo LOGO no verso "Não tenho, LOGO, mais que desejar" ocorre igualmente em:

  5. 5

    G1 1996

    Em qual das orações a seguir, a conjunção coordenativa POIS estabelece uma conclusão?

  6. 6

    UERJ 2001

    "A Internet é o portal da nova era, mas apenas 3% da população brasileira têm hoje acesso à rede." ('O Globo'. 09/07/2000) Analisando o emprego do conectivo MAS na construção acima, é possível concluir que, além de ligar duas partes da frase, ele desempenha a seguinte função:

  7. 7

    FGV 2002

       Inicialmente, deve-se estudar a sociedade no seu aspecto exterior. Considerada sob esse ângulo, aparece como formada por uma massa de população, com uma certa densidade, distribuída de uma certa maneira sobre o terreno, dispersada na zona rural ou concentrada nas cidades etc.; ocupa um território mais ou menos extenso, situado de tal ou qual maneira com referência aos oceanos e aos territórios dos povos vizinhos, cortado mais ou menos intensamente por cursos de água, por vias de comunicação de todos os tipos, que estabelecem uma relação mais frouxa ou mais intima entre os habitantes. Este território, suas dimensões, sua configuração, a composição da população que se desloca sobre sua superfície são fatores naturalmente importantes da vida social; este e o substrato e, tal como no indivíduo a vida psíquica varia segundo a composição anatômica do cerebro que a sustem, os fenômenos coletivos variam segundo a constituição do substrato social. Existe portanto um lugar para uma ciência social que faça essa anatomia; e visto que esta ciência tem por objeto a forma exterior e material da sociedade, propomos chamá-la de MORFOLOGlA SOCIAL. (DURKHEIM, p. 42. Organizador José Albertino Rodrigues. Coordenador Florestan Fernandes. São Paulo: Atica, 1993.) Observe o seguinte fragmento do texto: "Existe portanto um lugar para uma ciência social que faça essa anatomia...". NeIe. há uma conjunção conclusiva que:

  8. 8

    UNIFESP 2008

       E disse [Deus]: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara escutava à porta da tenda, que estava atrás dele.    E eram Abraão e Sara já velhos, e adiantados em idade; já a Sara havia cessado o costume das mulheres.    Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho? (...)    E concebeu Sara, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha falado.    (www.bibliaonline.com.br, Gn 18. 10-12; 21, 2.) Em - Assim, POIS, riu-se Sara consigo... - ...que Deus LHE tinha falado. a conjunção POIS tem valor _________ e o pronome LHE refere-se ao termo _________ . Os espaços devem ser preenchidos, respectivamente, com

  9. 9

    ITA 1999

    Parei num cruzamento. Lembrei-me do garoto do porão. Se um dia eu precisasse fugir, tentaria levá-lo comigo. Queria dar a ele uma chance. Atravessei a rua e me lembrei de como eu era diferente, apenas algumas semanas atrás. Não vacilava ao receber uma ordem, por mais incompreensível que fosse. Ler algumas páginas do diário do Dr. Bertonni foi o mesmo que virar o mundo pelo avesso. Eu tinha direito a ração, casa e trabalho. Pensava que fosse feliz por isso. Enquanto desvendava a história do mundo, através dos antigos jornais e pelo diário, era tomado pelo medo. Muitas vezes pensei ter perdido a felicidade por saber tanto. Mas agora eu percebo: meses atrás eu não era feliz, mas apenas ignorante. Costa, Marcos Túlio. O CANTO DA AVE MALDITA. Rio de Janeiro: Record, 1986. Nesse mesmo texto, assinale a opção correspondente a função da conjunção 'mas' na última linha do texto:

  10. 10

    UFC 1999

    Identifique o valor semântico da conjunção 'E' nos períodos a seguir. I - O poeta nasceu ao final das duas primeiras décadas deste século 'E' ainda continua perplexo dentro deste mundo atormentado. II - As pessoas conviviam com personalidades de todos os matizes 'E' aprendiam a lidar com gente boa e gente má. III - Por amar Fortaleza, o poeta fez-lhe um canto de amor 'E' o leu ao receber o título de 'Cidadão de Fortaleza'. Assinale a opção cuja sequência corresponde à relação existente entre as orações dos períodos I, II e III.

  11. 11

    FCMMG 2012

    “Somos pacifistas mas não abrimos mão de estudos e manipulações científicas que se entrelaçam, quer para fins bélicos ou pacíficos”. A conjunção mas, destacada no fragmento, estabelece relação lógico-semântica de

  12. 12

    Espcex (Aman) 2016

    Assinale a alternativa em que está destacada uma oração coordenada explicativa.   

  13. 13

    UERJ 2013

    Recordações do escrivão Isaías Caminha Eu não sou literato, detesto com toda a paixão essa espécie de animal. O que observei neles, no tempo em que estive na redação do O Globo, foi o bastante para não os amar, nem os imitar. 1São em geral de uma lastimável limitação de ideias, cheios de fórmulas, de receitas, 9só capazes de colher fatos detalhados e impotentes para generalizar, curvados aos fortes e às ideias vencedoras, e antigas, adstritos a um infantil fetichismo do estilo e guiados por conceitos obsoletos e um pueril e errôneo critério de beleza. Se me esforço por fazê-lo literário é para que ele possa ser lido, pois quero falar das minhas dores e dos meus sofrimentos ao espírito geral e no seu interesse, com a linguagem acessível a ele. É esse o meu propósito, o meu único propósito. Não nego que para isso tenha procurado modelos e normas. Procurei-os, confesso; e, agora mesmo, ao alcance das mãos, tenho os autores que mais amo. (...) 5Confesso que os leio, que os estudo, que procuro descobrir nos grandes romancistas o segredo de fazer. 6Mas não é a ambição literária que me move ao procurar esse dom misterioso para animar e fazer viver estas pálidas Recordações. Com elas, queria modificar a opinião dos meus concidadãos, obrigá-los a pensar de outro modo, a não se encherem de hostilidade e má vontade quando encontrarem na vida um rapaz como eu e com os desejos que tinha há dez anos passados. Tento mostrar que são legítimos e, se não merecedores de apoio, pelo menos dignos de indiferença. 7Entretanto, quantas dores, quantas angústias! 2Vivo aqui só, isto é, sem relações intelectuais de qualquer ordem. Cercam-me dois ou três bacharéis idiotas e um médico mezinheiro, 10repletos de orgulho de suas cartas que sabe Deus como tiraram. (...) Entretanto, se eu amanhã lhes fosse falar neste livro - que espanto! que sarcasmo! que crítica desanimadora não fariam. Depois que se foi o doutor Graciliano, excepcionalmente simples e esquecido de sua carta apergaminhada, nada digo das minhas leituras, não falo das minhas lucubrações intelectuais a ninguém, e minha mulher, quando me demoro escrevendo pela noite afora, grita-me do quarto: 3– Vem dormir, Isaías! Deixa esse relatório para amanhã! De forma que não tenho por onde aferir se as minhas Recordações preenchem o fim a que as destino; se a minha inabilidade literária está prejudicando completamente o seu pensamento. Que tortura! E não é só isso: envergonho-me por esta ou aquela passagem em que me acho, em que 11me dispo em frente de desconhecidos, como uma mulher pública... 12Sofro assim de tantos modos, por causa desta obra, que julgo que esse mal-estar, com que às vezes acordo, vem dela, unicamente dela. Quero abandoná-la; mas não posso absolutamente. De manhã, ao almoço, na coletoria, na botica, jantando, banhando-me, só penso nela. À noite, quando todos em casa se vão recolhendo, insensivelmente aproximo-me da mesa e escrevo furiosamente. Estou no sexto capítulo e ainda não me preocupei em fazê-la pública, anunciar e arranjar um bom recebimento dos detentores da opinião nacional. 13Que ela tenha a sorte que merecer, mas que possa também, amanhã ou daqui a séculos, despertar um escritor mais hábil que a refaça e que diga o que não pude nem soube dizer. (...) 8Imagino como um escritor hábil não saberia dizer o que eu senti lá dentro. Eu que sofri e pensei não o sei narrar. 4Já por duas vezes, tentei escrever; mas, relendo a página, achei-a incolor, comum, e, sobretudo, pouco expressiva do que eu de fato tinha sentido. LIMA BARRETO Recordações do escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2010.  Na descrição de sua situação e de seus sentimentos, o narrador utiliza diversos recursos coesivos, dentre eles o da adição. O fragmento do texto que exemplifica o recurso da adição está em: 

  14. 14

    EPCAR (AFA) 2019

    Violência: presente e passado da história Vilma Homero Ao olhar para o passado, costumamos imaginar que estamos nos afastando dos tempos da "barbárie pura e simples" para alcançar uma almejada "civilização", calcada sobre 1relações livres, iguais e fraternas, típicas do homem culto. 2Um olhar sobre a história, no entanto, põe em xeque esta visão utópica. 3Organizado pelos historiadores Regina Bustamante e José Francisco de Moura, 4o livro Violência na História, publicado pela Mauad Editora com apoio da FAPERJ, reúne diversos ensaios que mostram, ao longo do tempo, diferentes aspectos da violência, propondo uma reflexão mais demorada sobre o tema. 5Nos ensaios reunidos no livro, podemos vislumbrar como, desde a antiguidade e ao longo da história humana, 6a violência se insere, sob diversos vieses, nas relações de poder, 7seja entre Estado e cidadãos, entre livres e escravos, entre homens e mulheres, ou entre diferentes religiões. "Durante a Idade Média, por exemplo, vemos como a violência se manifesta na religiosidade, durante o movimento das Cruzadas. 8Ou, hoje, no caso dos movimentos sociais, como ela acontece em relação aos excluídos das favelas. O sentido é amplo. A desigualdade social, por exemplo, é um tipo de violência; a expropriação do patrimônio cultural, que significa não permitir que a memória cultural de determinado grupo se manifeste, também", prossegue a organizadora. (...) A própria palavra "violência", que etimologicamente deriva do latim vis, com significado de força, virilidade, pode ser positiva em termos de transformação social, no sentido de uma violência revolucionária, usada como forma de se tentar transformar uma sociedade em determinado momento. (...) Essas variadas abordagens vão aparecendo ao longo do livro. 9(...) Na Roma antiga, as penas, aplicadas após julgamento, ganhavam um sentido religioso. Despido de sua humanidade, o réu era declarado 10homo sacer. 11Ou seja, sua vida passava a ser consagrada aos deuses. 12Segundo a pesquisadora Norma Mendes, "havia o firme propósito de fazer da morte dos condenados 13um espetáculo de caráter exemplar, revestido de sentido religioso e de dominação, cuja função era o reforço, manutenção e ratificação das relações de poder." (...) 14O historiador Francisco Carlos Teixeira da Silva é um dos que traz a discussão para o presente, analisando as transformações políticas do último século. 15"Desde Voltaire até Kant e Hegel, 16acreditava-se no contínuo aperfeiçoamento da condição humana como uma marcha inexorável em direção à razão. (...) O Holocausto, perpetrado em um dos países mais avançados e cultos à época, 17deixou claro que a luta pela dignidade humana é um esforço contínuo e, pior de tudo, lento. (...) 18E, sobretudo, mais de 50 anos depois da II Guerra Mundial, a 19ocorrência de outros genocídios – Ruanda, Iugoslávia, Camboja etc. – leva a refletir sobre a convivência entre os homens nesse começo do século XXI." O historiador prossegue: "20De forma paradoxal, a globalização, conforme se aprofunda e pluga os homens a escalas planetárias, 21é fortemente acompanhada pelo localismo e o particularismo religioso, étnico ou cultural, promovendo ódios e incompreensões crescentes. 22Na Bósnia ou em Kosovo, na Faixa de Gaza ou na Irlanda do Norte, a capacidade de entendimento 23chegou a seu mais baixo nível de tolerância, e transpor uma linha, imaginária ou não, entre bairros pode representar a morte." 24Como nem tudo se limita às questões políticas e às guerras, o livro ainda analisa as formas que a violência assume nas relações de gênero, na religião, na cultura e aborda também a questão dos direitos humanos, vista sob a perspectiva de diferentes sistemas culturais. (http://www.faperj.br/?id=1518.2.4. Acesso em 05 de março de 2018.)  A conjunção ou liga duas palavras ou orações estabelecendo diferentes relações semânticas, como exclusão, alternância ou, até mesmo, inclusão. Assinale a alternativa em que a relação de sentido estabelecida é DIFERENTE das demais. 

  15. 15

    UNESP 2022

    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:  Leia o artigo “Pó de pirlimpimpim”, do neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro. Alcançar o aprendizado instantâneo é um desejo poderoso, pois o cérebro sem informação é pouco mais que estofo de macela1. Emília, a sabida boneca de Monteiro Lobato, aprendeu a falar copiosamente após engolir uma pílula, adquirindo de supetão todo o vocabulário dos seres humanos ao seu redor. No filme Matrix (1999), a ingestão de uma pílula colorida faz o personagem Neo descobrir que todo o mundo em que sempre viveu não passa de uma simulação chamada Matriz, dentro da qual é possível programar qualquer coisa. Poucos instantes depois de se conectar a um computador, Neo desperta e profere estupefato: “I know kung fu”. Entretanto, na matriz cerebral das pessoas de carne e osso, vale o dito popular: “Urubu, pra cantar, demora.” O aprendizado de comportamentos complexos é difícil e demorado, pois requer a alteração massiva de conexões neuronais. Há consenso hoje em dia de que o conteúdo dos nossos pensamentos deriva dos padrões de ativação de vastas redes neuronais, impossibilitando a aquisição instantânea de memórias intrincadas. Mas nem sempre foi assim. Há meio século, experimentos realizados na Universidade de Michigan pareciam indicar que as planárias, vermes aquáticos passíveis de condicionamento clássico, eram capazes de adquirir, mesmo sem treinamento, associações estímulo-resposta por ingestão de um extrato de planárias já condicionadas. O resultado, aparentemente revolucionário, sugeria que os substratos materiais da memória são moléculas. Contudo, estudos posteriores demonstraram que a ingestão de planárias não condicionadas também acelerava o aprendizado, revelando um efeito hormonal genérico, independente do conteúdo das memórias presentes nas planárias ingeridas. A ingestão de memórias é impossível porque elas são estados complexos de redes neuronais, não um quantum de significado como a pílula da Emília. Por outro lado, é sim possível acelerar a consolidação das memórias por meio da otimização de variáveis fisiológicas envolvidas no processo. Uma linha de pesquisa importante diz respeito ao sono, cujo benefício à consolidação de memórias já foi comprovado. Em 2006, pesquisadores alemães publicaram um estudo sobre os efeitos mnemônicos da estimulação cerebral com ondas lentas (0,75 Hz) aplicadas durante o sono por meio de um estimulador elétrico. Os resultados mostraram que a estimulação de baixa frequência é suficiente para melhorar o aprendizado de diferentes tarefas. Ao que parece, as oscilações lentas do sono são puro pó de pirlimpimpim. (Sidarta Ribeiro. Limiar: ciência e vida contemporânea, 2020.) 1macela: planta herbácea cujas flores costumam ser usadas pela população como estofo de travesseiros.   Em “Contudo, estudos posteriores demonstraram que a ingestão de planárias não condicionadas também acelerava o aprendizado” (3º parágrafo), o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por:   

  16. 16

    FMC 2022

    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:  Disparidade na saúde: como a desigualdade social afeta o acesso à saúde A desigualdade social é um fator debilitante em qualquer comunidade. E, assim como afeta o padrão de vida das pessoas e a atenção dedicada aos cuidados mais básicos dos indivíduos, ocorre uma disparidade na saúde que não pode ser ignorada. 1O acesso à saúde é um problema que afeta não apenas os países em desenvolvimento, mas nações tidas como superpotências. É o caso dos EUA, que já vêm relatando estudos cujos prejuízos são calculados aos montes em decorrência da desigualdade social. Em 2011, um estudo foi conduzido e mostrou que os custos no setor teriam uma economia anual de US$ 15,6 bilhões se não houvesse essa disparidade na saúde. Isso ocorreu por conta da análise de que certas doenças (como diabetes, hipertensão, derrame, entre outras) não afetariam as camadas mais carentes da sociedade se elas tivessem o mesmo acesso à saúde do que os cidadãos com mais poder aquisitivo. 2No Brasil não é diferente. O baixo investimento – apenas 10,7% do orçamento total dos governos – no setor é um grande contraste com a necessidade de uso do sistema público de saúde do país, o SUS. Pesquisa aponta que sete em cada dez brasileiros usam o SUS, e o país ainda acumula uma carência com cerca de 30 milhões de pessoas sem acesso à saúde. 3Há, portanto, uma disparidade na saúde que pode e deve ser analisada com base nos desafios, seus impactos e as soluções para reduzi-la gradualmente. Fragmento. Disponível em: https://nexxto.com/disparidade-na-saude-como-a-desigualdade-social-afeta-o-acesso-a-saude/ Acesso em: 25 out. 2021.    “O acesso à saúde é um problema que afeta não apenas os países em desenvolvimento, mas nações tidas como superpotências.” (ref. 1) A relação que se estabelece entre os dois termos acima demarcados é de 

  17. 17

    UECE 2022

    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:  O LEGADO FEMININO NAS OLIMPÍADAS DE TÓQUIO Definitivamente, as mulheres deixaram sua marca nas Olimpíadas de Tóquio, que se encerram neste domingo. Elas se destacaram desde a abertura dos Jogos, com a escolha da japonesa Naomi Osaka, uma tenista negra, para acender a pira olímpica, em uma edição com participação recorde de atletas femininas: 48,8% do total. 1Essas atletas, das mais diferentes nacionalidades, não só encantaram o mundo com suas conquistas históricas e quebras de recordes, como também jogaram luz sobre as discriminações, preconceitos e o sexismo ao qual ainda hoje muitas delas são submetidas, seja no esporte ou em tantas outras áreas. 2GAROTAS DOURADAS As atletas brasileiras, em especial, voltam para a casa podendo comemorar o maior número de pódios em uma única edição dos jogos, desde que a nadadora Maria Lenk entrou para a história nacional como a 1ª mulher brasileira a participar de uma Olimpíada em 1932. Uma trajetória que começou com a dança da nossa ‘Fadinha do Skate’? A maranhense Rayssa Leal, de apenas 13 anos de idade, a mais jovem atleta brasileira a subir no pódio olímpico até hoje. Garantiu a prata no ‘skate street’, uma das novas modalidades olímpicas que fizeram sua estreia em Tóquio. Em seguida, veio Rebeca Andrade, 1ª ginasta brasileira a ganhar uma medalha olímpica. Na verdade, ela fez história em dose dupla: com 1 medalha de ouro no salto e outra prata no individual geral. O que lhe garantiu o merecido convite para ser a porta-bandeira do Brasil no encerramento dos Jogos de Tóquio. Como ficar indiferente ao ouro olímpico de Ana Marcela Cunha na maratona aquática ou da dupla Martine Grael e Kahena Kunze, amigas de infância e, agora, bicampeãs olímpicas na classe 49er FX da vela? Cabe ainda uma reverência à seleção feminina de vôlei, que conseguiu chegar à final, a despeito do baque sofrido com a perda de uma de suas principais jogadoras, flagrada em exame antidoping na reta final da disputa. Aplausos também à garra de Beatriz Ferreira na busca de um ouro inédito para o boxe feminino. 3Medalhistas essas que ajudaram o Brasil a ter, em Tóquio, o seu melhor desempenho em Olimpíadas, superando as 19 conquistadas no Rio de Janeiro em 2016. Das 21 medalhas trazidas na bagagem de volta para casa, 9 foram conquistadas por elas, refletindo o equilíbrio entre homens e mulheres na composição da delegação brasileira que desembarcou este ano no Japão. MUITO ALÉM DA PARIDADE Mas a pauta levantada pelas atletas femininas desta edição olímpica foi muito além da bem-vinda paridade de gênero, que será adotada a partir dos Jogos de Paris em 2024. A ginasta norte-americana Simone Biles, por exemplo, chegou ao Japão em busca de um recorde de 6 medalhas de ouro, o que a tornaria a atleta olímpica mais bem-sucedida de todos os tempos. Acabou voltando para os Estados Unidos com uma prata e um bronze, o suficiente para se consagrar como a mulher negra mais vitoriosa da história olímpica da ginástica artística. Fora da arena olímpica, Biles ainda deflagrou o debate mundial sobre a saúde mental de atletas de alto rendimento. Isso, após ela abandonar parte das provas que disputaria e expor publicamente que estava lidando com twisties, uma espécie de bloqueio mental que desorienta atletas em movimentos que desafiam a gravidade. PROTESTO CONTRA O SEXISMO Já a equipe de ginastas da Alemanha marcou posição com a opção das atletas de usar macacões até o tornozelo em vez dos tradicionais collants, em protesto contra a sexualização da ginástica artística feminina. 4Um posicionamento político que reforça a discussão aberta, durante o último campeonato europeu de handebol, sobre como o sexismo se reflete no controle dos uniformes de atletas. Na ocasião, a equipe feminina da Noruega foi multada em 1,5 mil euros ao trocar o biquíni pelo short, permitido apenas para homens, na modalidade de praia. MÃES OLÍMPICAS A meio-fundista queniana Faith Kipyegon foi outra a fazer história em Tóquio, ao vencer a prova dos 1.500 metros feminino e bater o recorde olímpico que resistia desde os Jogos de Seul, em 1988. E de quebra, ainda deu uma resposta dourada àqueles que ela se afastou por 1 ano das pistas, em 2017, para ser mãe. Um enredo parecido com o enfrentado por Allyson Felix, que conquistou sua 10ª medalha em Tóquio e se igualou a Carl Lewis como a maior medalhista olímpica do atletismo dos Estados Unidos. Ela já havia ultrapassado a marca do ex-velocista jamaicano Usain Bolt, em 2019, e se tornado a maior medalhista da história em Campeonatos Mundiais, apenas 10 meses após o nascimento da filha. Aliás, quando engravidou da filha, Felix indignou-se quando seus patrocinadores propuseram a redução de 70% dos seus ganhos. Não só expôs publicamente a discriminação contra atletas grávidas e mães, como liderou uma campanha nos Estados Unidos, que aboliram contratos deste tipo no país. Fica assim a lição dessas maravilhosas mulheres olímpicas, que nos remetem a imagens incríveis como a protagonizada pela atleta holandesa Sifan Hassan, que caiu, se levantou e venceu uma eliminatória para a prova dos 1.500 m do atletismo feminino. VASCONCELOS, ADRIANA. O LEGADO FEMININO NAS OLIMPÍADAS DE TÓQUIO. Disponível em https://www.poder360.com.br/opiniao/olimpiada/o-legado-feminino-nas-olimpiadas-de-toquio-escreve-adriana-vasconcelos. Acesso em 16 de agosto de 2021. (Texto adaptado.) Os termos destacados do trecho “Essas atletas, das mais diferentes nacionalidades, não só encantaram o mundo com suas conquistas históricas e quebras de recordes, como também jogaram luz sobre as discriminações, preconceitos e o sexismo” (ref. 1) expressam a ideia de

  18. 18

    PUC-RJ 2022

    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:  Como formular o problema da arte contemporânea — por meio de um manifesto? De um lamento? Minha intenção nestas notas é mais modesta. Gostaria de refletir a respeito do que é essa arte e quais “ideias de arte” ela implica ou inventa. Espero assim formular melhor as questões com as quais a arte contemporânea nos confronta. Interessa-me acima de tudo elaborar mais detalhadamente o problema mais amplo das “ideias de arte” e das “ideias nas artes”. Ele faz parte daquilo que chamo de “a reestetização do pensar” ou a reinvenção do pensamento nas artes. A filosofia oferece muitos exemplos das relações entre pensamento e arte; creio ser necessário, no entanto, evitar dois extremos na formulação desse problema: a relação “didática”, pela qual a arte simplesmente ilustra dada teoria, e a relação “romântica”, pela qual a arte se torna refúgio de algo que não pode ser pensado de forma alguma. Precisamos dar mais atenção a como os artistas realmente pensam nas e com as artes — as novas ideias que lhes ocorrem, incluindo novas “ideias de arte” ou ideias a respeito de suas atividades, de seus próprios materiais ou instituições —, e depois a como essas ideias se enquadram em campos mais amplos, que envolvem muitos outros discursos: as ciências, a política e até a própria filosofia. RAJCHMAN, John. O pensamento na arte contemporânea. Novos estudos CEBRAP [on-line]. n. 91, p. 97-106. 2011. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0101-33002011000300005. Acesso em: 10 set. 2021.   Em “A filosofia oferece muitos exemplos das relações entre pensamento e arte; creio ser necessário, no entanto, evitar dois extremos na formulação desse problema”, a expressão sublinhada pode ser substituída, sem alteração do sentido do texto, por   

  19. 19

    UNIFESP 2021

    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:  Leia o trecho do livro O oráculo da noite, do neurocientista Sidarta Ribeiro. A palavra sonho, do latim somnium, significa muitas coisas diferentes, todas vivenciadas durante a vigília, e não durante o sono. Realizei “o sonho da minha vida”, “meu sonho de consumo” são frases usadas cotidianamente pelas pessoas para dizer que pretendem ou conseguiram alcançar algo. Todo mundo tem um sonho, no sentido de plano futuro. Todo mundo deseja algo que não tem. Por que será que o sonho, fenômeno normalmente noturno que tanto pode evocar o prazer quanto o medo, é justamente a palavra usada para designar tudo aquilo que se quer ter? O repertório publicitário contemporâneo não tem dúvidas de que o sonho é a força motriz de nossos comportamentos. Desejo é o sinônimo mais preciso da palavra “sonho”. [...] Na área de desembarque de um aeroporto nos Estados Unidos, uma foto enorme de um casal belo e sorridente, velejando num mar caribenho em dia ensolarado, sob a frase enigmática: “Aonde seus sonhos o levarão?”, embaixo o logotipo da empresa de cartão de crédito. Deduz-se do anúncio que os sonhos são como veleiros, capazes de levar-nos a lugares idílicos, perfeitos, altamente… desejáveis. As equações “sonho é igual a desejo que é igual a dinheiro” têm como variável oculta a liberdade de ir, ser e principalmente ter, liberdade que até os mais miseráveis podem experimentar no mundo de regras frouxas do sonho noturno, mas que no sonho diurno é privilégio apenas dos detentores de um mágico cartão plástico. A rotina do trabalho diário e a falta de tempo para dormir e sonhar, que acometem a maioria dos trabalhadores, são cruciais para o mal-estar da civilização contemporânea. É gritante o contraste entre a relevância motivacional do sonho e sua banalização no mundo industrial globalizado. [...] A indústria da saúde do sono, um setor que cresce aceleradamente, tem valor estimado entre 30 bilhões e 40 bilhões de dólares. Mesmo assim a insônia impera. Se o tempo é sempre escasso, se despertamos diariamente com o toque insistente do despertador, ainda sonolentos e já atrasados para cumprir compromissos que se renovam ao infinito, se tão poucos se lembram que sonham pela simples falta de oportunidade de contemplar a vida interior, quando a insônia grassa e o bocejo se impõe, chega-se a duvidar da sobrevivência do sonho. E, no entanto, sonha-se. Sonha-se muito e a granel, sonha-se sofregamente apesar das luzes e dos ruídos da cidade, da incessante faina da vida e da tristeza das perspectivas. Dirá a formiga cética que quem sonha assim tão livre é o artista, cigarra de fábula que vive de brisa. [...] Na peça teatral A vida é sonho, o espanhol Pedro Calderón de la Barca dramatizou a liberdade de construir o próprio destino. O sonho é a imaginação sem freio nem controle, solta para temer, criar, perder e achar. (O oráculo da noite: a história e a ciência do sonho, 2019.)   “Mesmo assim a insônia impera.” (3º parágrafo) No contexto em que se encontra, a expressão sublinhada exprime ideia de

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    FAMEMA 2021

    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:  Leia o trecho inicial da crônica “Os segredos do spa”, de Moacyr Scliar. Diferente de SPC, a palavra Spa não é uma sigla, não se trata de nenhum Serviço-de-Proteção-a-Qualquer-Coisa. É o nome de uma cidade da Bélgica, famosa, desde o século 14, por suas águas minerais. Século 14, sim: é muito antiga a crença do homem no poder dessas águas que brotam do seio da terra, aquecidas, segundo a lenda, nas forjas do deus Vulcano. E há muito tempo pessoas vão aos banhos termais, em busca de tratamento para situações que vão desde as doenças de pele até os proverbiais males do fígado. As águas foram estudadas e classificadas: sulfurosas, bicarbonatadas, ferruginosas. E para cada tipo de doença havia uma água específica. Tamanha demanda acabou criando uma verdadeira indústria: grandes estabelecimentos foram construídos para hospedar pessoas que vinham muitas vezes de longe em busca de curas para os seus males. Alguns desses hotéis ficaram famosos pelo luxo barroco; num desses, Alain Resnais filmou o famoso O ano passado em Marienbad, um filme cult dos anos 60, no qual os longos corredores serviam de metáfora para os labirintos da paixão. Irai, aqui no Rio Grande do Sul, sempre foi um equivalente modesto, mas digno. As pessoas melhoravam no spa. E por que não haviam de melhorar? Comiam bem (inclusive para afastar o espectro da tuberculose, sempre associada à magreza), descansavam, conversavam e sobretudo relaxavam: mergulhadas na água tépida, voltavam por algumas horas ao líquido amniótico onde o feto está a salvo dos desgostos do amor e da fúria da inflação. E isso preserva a reputação das termas até hoje. (A face oculta, 2001. Adaptado.)    “Irai, aqui no Rio Grande do Sul, sempre foi um equivalente modesto, mas digno.” (1º parágrafo) Mantendo aproximadamente o sentido original, o trecho sublinhado pode ser substituído por:

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    EEAR 2019

     Marque a alternativa incorreta quanto à classificação das orações coordenadas sindéticas destacadas.   

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    IME 2020

    O soneto XIII de Via-Láctea, coleção publicada em 1888 no livro Poesias, é o texto mais famoso da antologia, obra de estreia do poeta Olavo Bilac. O texto, cuidadosamente ritmado, suas rimas e a escolha da forma fixa revelam rigor formal e estilístico caros ao movimento parnasiano; o tema do poema, no entanto, entra em colisão com o tema da literatura típica do movimento, tal como concebido no continente europeu. XIII “Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto… E conversamos toda a noite, enquanto A Via-láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando estão contigo?" E eu vos direi: "Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas.” BILAC, Olavo. Antologia: Poesias. Martin Claret, 2002. p. 37-55. Via-Láctea. Disponível em: . Acesso em: 19/08/2019.   A palavra “pois”, usada em “Pois só quem ama pode ter ouvido” (verso 13), 

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    UPF 2014

    Vespertina tropical   Então Deus, tendo acabado de criar o firmamento e os continentes, o homem e a mulher, a zebra, os elétrons, o umbu e a neblina, quis dar um último toque em Sua obra: num arroubo de lirismo, lá pelas 17h54 do sexto dia, pintou a aurora boreal. É, de fato, um troço estupendo: mais bonito que o pôr do sol, mais improvável que a girafa, mais grandioso que o relâmpago. Era pra ser o corolário da criação, a maior atração da Terra, diante da qual casais em lua de mel deixariam cair os queixos, japoneses ergueriam as câmeras e mochileiros bateriam palmas, contentes por terem nascido neste planeta abençoado e multicolor, mas, infelizmente, como se sabe, a aurora boreal não pegou.  Claro: é longe, é raro e é muito cedo, como esses espetáculos incríveis encenados domingo de manhã no Sesc Belenzinho. Imagina se a aurora boreal fosse nos trópicos, seis e meia da tarde? O sujeito tá num táxi na avenida Atlântica, olha pro lado, o céu todo verde e amarelo e laranja e roxo, saca o celular, faz um “selfie” [tava louco pra usar essa palavra], posta “#vespertinatropical!!!” e segue pra casa, satisfeito. Mas não, é pra lá da Groenlândia, 4h30 AM, ninguém sabe quando: aí, não adianta reclamar que o público é ignorante e prefere a caretice hollywoodiana de um arco-íris.  Fosse só a aurora boreal, beleza, mas a natureza tá cheia de desarranjos semelhantes. Não surpreende: ela foi criada há milhões de anos, nunca passou por uma revisão e ainda é administrada pelo fundador. Se eu fosse Javé, chamava uma dessas consultorias especializadas em fazer a transição de empresas familiares para organizações, digamos, mais competitivas, e dava um choque de gestão. Nem precisa gastar muito, basta alocar melhor os recursos.  Veja os cometas, por exemplo. Tudo espalhado por aí, nos visitam só a cada 70, cem anos, às vezes chegam de lado, outras vezes de dia, ninguém vê, baita desperdício de energia. Por que não otimizar essas órbitas? Fazer com que venham cinco, dez ao mesmo tempo na noite de Réveillon, proporcionando uma queima de fogos global à nossa sofrida humanidade?  A gravidade é outro assunto que merece uma calibrada: tem que ser mesmo 9,8 m/s2? Por quê? Como Deus chegou a esse número? Gostaria que Ele abrisse as planilhas para entendermos se cada m/s2 é realmente necessário. Com metade dessa atração, nós continuaríamos colados ao chão e seria muito mais agradável se locomover por aí. O mínimo que o Senhor poderia fazer era dar uma amainada de dezembro a março: imagina que alívio encarar esse calorão com 25% menos esforço, durante a “Gravidade de Verão”. Sem falar, óbvio, em 50% para grávidas, idosos e cadeirantes.  Não tenho dúvida de que o Todo Poderoso resistirá a essas e outras reformas. Criar o Universo é o tipo da coisa que infla um pouco o ego do sujeito, mas seria bom se Ele se animasse a colocar o mundo nos eixos - literalmente: já repararam como a Terra gira toda torta, envergada como um frei Damião?  Se meu pacote de sugestões não puder convencê-Lo pelo bom senso, quem sabe ao menos uma parte cutuque a Sua vaidade? Ora, El Shaddai, a aurora boreal é um negócio tão lindo, tão grandioso, tão divino, não é justo que siga sendo exibida, ano após ano, apenas para os ursos-polares, as focas e a Björk, é ou não é?    PRATA, Antonio. “Vespertina Tropical”. Folha de São Paulo. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2014/02/1406077-vespertina-tropical.shtml. Acesso em 21 mar. 2014  “O sujeito tá num táxi na avenida Atlântica, olha pro lado, o céu todo verde e amarelo e laranja e roxo, saca o celular, faz um “selfie” [tava louco pra usar essa palavra], posta “#vespertinatropical!!!” e segue pra casa, satisfeito” (ref. 11). Considerando o trecho acima, extraído do texto, é correto afirmar que:    

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    ITA 2017

    Observe a tirinha a seguir e responda à(s) questão(ões). Os dois primeiros quadros da tirinha criam no leitor uma expectativa de desfecho que não se concretiza, gerando daí o efeito de humor. Nesse contexto, a conjunção e estabelece a relação de 

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    UFSM 2007

    Observe a pontuação do seguinte texto: Nesta eleição, pela última vez, vigora a verticalização das candidaturas e, pela primeira vez, os partidos pequenos jogam seu futuro na exigência de fazer um mínimo de 3% da votação nacional, na chamada cláusula de barreira. Para se adequar às exigências de pontuação da norma culta, seria necessário o emprego de uma vírgula para 

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    Espcex (Aman) 2016

    Assinale a alternativa que apresenta ideia equivalente à da oração grifada a seguir: “O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula.” 

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    Espcex (Aman) 2016

    Assinale a alternativa em que está destacada uma oração coordenada explicativa.

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    UNEMAT 2009

    Analise o funcionamento das conjunções em destaque nos seguintes enunciados.   I. Como proteger seu dinheiro    O novo guia para você entender o efeito da crise global no seu bolso - e as melhores estratégias para enfrentar estes tempos de aperto. (Época, 28/02/09)   II. Internet sem sair do sofá   Novas tecnologias levam os vídeos da rede à TV da sala. Portanto, começa uma nova batalha pela sua audiência. (Adaptado. Época, 28/02/09)   III. A verdade crua, assada e cozida   Um novo estudo sobre os efeitos da carne sugere que ela pode ser nociva - mas apenas em excesso. É o argumento que faltava para quem adora um filé. (Época, 28/02/09)   As conjunções “e”, “Portanto” e “mas” estabelecem entre as orações, respectivamente, relação de:

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    ENEM PPL 2012

    O bonde abre a viagem, No banco ninguém, Estou só, Estou sem. Depois sobe um homem, No banco sentou, Companheiro vou. O bonde está cheio, De novo porém Não sou mais ninguém. ANDRADE, M. Poesias completas. Belo Horizonte: Itatiaia, 2005. Em um texto literário, é comum que os recursos poéticos e linguísticos participem do significado do texto, isto é, forma e conteúdo se relacionam significativamente. Com relação ao poema de Mário de Andrade, a correlação entre um recurso formal e um aspecto da significação do texto é

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    UFMS 2009

    Analise os dois períodos abaixo.   I. Às quatro horas da madrugada, enquanto os habitantes da cidadezinha ainda dormiam, as corujas foram testemunhas de um crime pavoroso. II. Eram quatro horas da madrugada, os habitantes da cidadezinha ainda dormiam e as corujas foram testemunhas de um crime pavoroso.   Assinale a alternativa correta.

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