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Exercícios de Orações Subordinadas Adverbiais

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  1. 1. PUC
    No período: "Apesar disso a palestra de Seu Ribeiro e D. Glória é bastante clara", a palavra grifada veicula uma ideia de:
  2. 2. MACK
    "Na 'Partida Monção', não há uma atitude inventada. Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na realidade." A oração "como ela devia ter sido na realidade" é:
  3. 3. FUVEST
    No período: "Ainda que fosse bom jogador, não ganharia a partida", a oração destacada encerra idéia de:
  4. 4. UMC-SP
    Assinale o período em que há oração subordinada adverbial consecutiva:
  5. 5. FUVEST
    No periodo: "Era tal a serenidade da tarde, que se percebia o sino de uma freguesia distante, dobrando a finados.", a segunda oração é:
  6. 6. CESGRANRIO
    Assinale o período em que ocorre a mesma relação significativa indicada pelos termos destacados em: "A atividade cientifica é tão natural quanto qualquer outra atividade econômica. "
  7. 7. PUC
    Assinale a alternativa em que a subordinada não traduza idéia de consequência, comparação, concessão e causa:
  8. 8. FUVEST
    "Maria das Dores entra e vai abrir o computador. Detenho-a: não quero luz." Os dois pontos (:) usados acima estabelecem uma relação de subordinação entre as orações. Oue tipo de subordinação?
  9. 9. UNIMEP
    Assinale a alternativa que, embora tenha valor de causa-conseqüência, não contém oração adverbial causal:
  10. 10. FATEC 2014
    O futebol repete a vida Tostão (Colunista da Folha) Há muitas analogias entre o esporte e a vida. Por isso, as empresas, principalmente as americanas, adoram convidar pessoas do futebol para darem palestras aos seus funcionários e executivos. Por ter sido campeão do mundo e ser agora um cronista, recebo muitos convites.Recuso todos. As empresas confundem as razões e as emoções do esporte com as experiências pessoais. Querem criar um manual e um perfil dos vencedores. Não existe. As experiências não se transmitem. Cada um faz do seu jeito. Um jogo de futebol é um espetáculo, uma metáfora da vida. Estão presentes a alegria e a tristeza, a glória e o ocaso, a razão e a paixão, a ganância e a solidariedade, o invisível e o previsível, o evidente e o contraditório, o real e o simbólico, a ternura e a agressividade e outras ambivalências que fazem parte da alma humana. Nos esportes coletivos e na vida, todos querem brilhar mais do que os outros. Muitos aprendem que só vão se destacar e melhorar de vida se participarem de um grupo ou de uma sociedade organizada, forte e solidária. Por outro lado, são os talentos individuais que iluminam o coletivo. Parece contraditório. A vida é contraditória. O esporte é uma boa analogia entre razão e paixão. Um grande jogo precisa ter técnica e emoção. Para formarmos um grande time, é necessário talento, criatividade, disciplina tática e garra. Os grandes atletas são sábios e guerreiros. Quanto mais difícil a partida, mais Pelé vibrava em campo. O futebol está tão próximo da brincadeira e da descontração quanto da disciplina e da seriedade. Garrincha foi barrado antes da Copa de 58 porque era considerado uma criança irresponsável. Ele mostrou que o futebol pode ser uma brincadeira séria. Em qualquer atividade, a base da criatividade está na brincadeira com seriedade. Craques brincam com a bola; poetas e artistas brincam com as palavras, as imagens e os sons. O ideal seria brincar com a vida, com responsabilidade e sem sentimento de culpa. Em um jogo de futebol é muito estreita a linha divisória entre a ética, a responsabilidade e a ambição e a busca pela vitória de todas as maneiras. Na emoção de uma partida, no desejo intenso de ser um campeão, muitas vezes se perdem esses limites. Aí, o atleta dribla a ética. Alguns se arrependem. Assim é também na vida. (http://wwwl.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0405200342.htm Acesso em:12.02.14. Adaptado) Leia o fragmento do texto: “[...] muitos aprendem que só vão se destacar e melhorar de vida se participarem de um grupo [...]”. É correto afirmar que a palavra destacada estabelece entre as orações uma relação de
  11. 11. UEL 2010
    Marte é o Futuro   O pouso na Lua não foi só o ápice da corrida espacial. Foi também o passo inicial do turbocapitalismo que dominaria as três décadas seguintes. Dependente, porém, de matérias-primas do século 19: aço, carvão, óleo. Lançar-se ao espaço implicava algum reconhecimento dos limites da Terra. Ela era azul, mas finita. Com o império da tecnociência, ascendeu também sua nêmese, o movimento ambiental. Fixar Marte como objetivo para dentro de 20 ou 30 anos, hoje, parece tão louco quanto chegar à Lua em dez, como determinou John F. Kennedy. Não há um imperialismo visionário como ele à vista, e isso é bom. A ISS (estação espacial internacional) representa a prova viva de que certas metas só podem ser alcançadas pela humanidade como um todo, não por nações forjadas no tempo das caravelas. Marte é o futuro da humanidade. Ele nos fornecerá a experiência vívida e a imagem perturbadora de um planeta devastado, inabitável. Destino certo da Terra em vários milhões de anos. Ou, mais provável, em poucas décadas, se prosseguir o saque a descoberto da energia fóssil pelo hipercapitalismo globalizado, inflando a bolha ambiental. Adaptado de: LEITE, M. Caderno Mais!. Folha de São Paulo. São Paulo, domingo, 26 jul. 2009. p. 3. Nas expressões dos trechos “[...] tão louco quanto chegar à Lua em dez [...]”  “Ou, mais provável, em poucas décadas...” “[...] se prosseguir o saque a descoberto da energia fóssil [...]”   os termos grifados têm a função de representar, respectivamente, as noções de:
  12. 12. FGV-SP 2011
    A ideia de que as letras se destinam, exclusivamente, à motivação de fatos emocionais ou ao prazer lúdico do homem domina o juízo comum a respeito. No entanto, isso é um grande erro. As letras enriquecem o conhecimento com a mesma força, ainda que sob ângulos diversos, com que se apresentam os recursos científicos e os aperfeiçoamentos tecnológicos. Hoje, o estudo das letras se coloca na mesma posição intelectual que faz a justa glória dos pesquisadores e professores da área científica. Afrânio Coutinho O trecho “ainda que sob ângulos diversos” introduz uma ideia de teor
  13. 13. FGV-SP 2004
    A oração sublinhada indica a causa da ação da oração principal em:
  14. 14. UNEMAT 2010
    “O restaurante em que se põe no prato o que vai mesmo ser consumido e se paga exatamente por isso é uma grande invenção desde que o almoço não vire um almoção”.   A oração em destaque estabelece com o restante do enunciado o sentido de:
  15. 15. UFABC 2009
    Leia o fragmento do texto.   A população estava tão acostumada a viver (I) naquelas condições (II) que o alívio só foi sentido plenamente quando as placas, painéis e  outdoors foram definitivamente removidos.   (III) Se essa redução se confirmar, dentro de mais meses será inevitável, (IV)  também, a queda dos prêmios seguro tanto de veículos como de seguro de vida.     Os trechos destacados (I, II, III e IV) expressam, respectivamente, circunstâncias de  
  16. 16. UNEMAT 2009
    Está comprovado que a educação de qualidade reduz a desigualdade social, isto é, cria condições para que todas as pessoas consigam bons empregos, tenham acesso aos bens de consumo e adquiram uma compreensão maior do mundo e das relações humanas.   A expressão “isto é” no enunciado acima introduz uma relação de:
  17. 17. UFMS 2009
    Analise os dois períodos abaixo.   I. Às quatro horas da madrugada, enquanto os habitantes da cidadezinha ainda dormiam, as corujas foram testemunhas de um crime pavoroso. II. Eram quatro horas da madrugada, os habitantes da cidadezinha ainda dormiam e as corujas foram testemunhas de um crime pavoroso.   Assinale a alternativa correta.
  18. 18. UERJ 2013
    Nós, escravocratas Há exatos cem anos, saía da vida para a história um dos maiores brasileiros de todos os tempos: o pernambucano Joaquim Nabuco. Político que ousou pensar, intelectual que não se omitiu em agir, pensador e ativista com causa, principal artífice da abolição do regime escravocrata no Brasil. Apesar da vitória conquistada, Joaquim Nabuco reconhecia: “Acabar com a escravidão não basta. É preciso acabar com a obra da escravidão”, como lembrou na semana passada Marcos Vinicios Vilaça, em solenidade na Academia Brasileira de Letras. Mas a obra da escravidão continua viva, sob a forma da exclusão social: pobres, especialmente negros, sem terra, sem emprego, sem casa, sem água, sem esgoto, muitos ainda sem comida; sobretudo sem acesso à educação de qualidade. Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra da escravidão se mantém e continuamos escravocratas. Somos escravocratas ao deixarmos que a escola seja tão diferenciada, conforme a renda da família de uma criança, quanto eram diferenciadas as vidas na Casa Grande ou na Senzala. Somos escravocratas porque, até hoje, não fizemos a distribuição do conhecimento: instrumento decisivo para a liberdade nos dias atuais. Somos escravocratas porque todos nós, que estudamos, escrevemos, lemos e obtemos empregos graças aos diplomas, beneficiamo-nos da exclusão dos que não estudaram. Como antes, os brasileiros livres se beneficiavam do trabalho dos escravos. Somos escravocratas ao jogarmos, sobre os analfabetos, a culpa por não saberem ler, em vez de assumirmos nossa própria culpa pelas decisões tomadas ao longo de décadas. Privilegiamos investimentos econômicos no lugar de escolas e professores. Somos escravocratas, porque construímos universidades para nossos filhos, mas negamos a mesma chance aos jovens que foram deserdados do Ensino Médio completo com qualidade. Somos escravocratas de um novo tipo: a negação da educação é parte da obra deixada pelos séculos de escravidão. A exclusão da educação substituiu o sequestro na África, o transporte até o Brasil, a prisão e o trabalho forçado. Somos escravocratas que não pagamos para ter escravos: nossa escravidão ficou mais barata, e o dinheiro para comprar os escravos pode ser usado em benefício dos novos escravocratas. Como na escravidão, o trabalho braçal fica reservado para os novos escravos: os sem educação. Negamo-nos a eliminar a obra da escravidão. Somos escravocratas porque ainda achamos naturais as novas formas de escravidão; e nossos intelectuais e economistas comemoram minúscula distribuição de renda, como antes os senhores se vangloriavam da melhoria na alimentação de seus escravos, nos anos de alta no preço do açúcar. Continuamos escravocratas, comemorando gestos parciais. Antes, com a proibição do tráfico, a lei do ventre livre, a alforria dos sexagenários. Agora, com o bolsa família, o voto do analfabeto ou a aposentadoria rural. Medidas generosas, para inglês ver e sem a ousadia da abolição plena. Somos escravocratas porque, como no século XIX, não percebemos a estupidez de não abolirmos a escravidão. Ficamos na mesquinhez dos nossos interesses imediatos negando fazer a revolução educacional que poderia completar a quase-abolição de 1888. Não ousamos romper as amarras que envergonham e impedem nosso salto para uma sociedade civilizada, como, por 350 anos, a escravidão nos envergonhava e amarrava nosso avanço. Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra criada pela escravidão continua, porque continuamos escravocratas. E, ao continuarmos escravocratas, não libertamos os escravos condenados à falta de educação. CRISTOVAM BUARQUE Adaptado de http://oglobo.globo.com, 30/01/2000.   Somos escravocratas ao deixarmos que a escola seja tão diferenciada A forma sublinhada introduz uma relação de tempo. A ela, entretanto, se associa outra relação de sentido. Essa outra relação de sentido presente na frase acima é de:  
  19. 19. UNIFESP 2016
    Leia o excerto da crônica “Mineirinho” de Clarice Lispector (1925-1977), publicada na revista Senhor em 1962, para responder. É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo procurar por que está doendo a morte de um facínora1 . E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho2 do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensa- ções contraditórias por não saber como harmonizá-las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir-se dividido na própria perplexidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. A cozinheira se fechou um pouco, vendo-me talvez como a justiça que se vinga. Com alguma raiva de mim, que estava mexendo na sua alma, respondeu fria: “O que eu sinto não serve para se dizer. Quem não sabe que Mineirinho era criminoso? Mas tenho certeza de que ele se salvou e já entrou no céu”. Respondi-lhe que “mais do que muita gente que não matou”. Por quê? No entanto a primeira lei, a que protege corpo e vida insubstituíveis, é a de que não matarás. Ela é a minha maior garantia: assim não me matam, porque eu não quero morrer, e assim não me deixam matar, porque ter matado será a escuridão para mim. Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me faz ouvir o primeiro e o segundo tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me assassina — porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro. Essa justiça que vela meu sono, eu a repudio, humilhada por precisar dela. Enquanto isso durmo e falsamente me salvo. Nós, os sonsos essenciais. Para que minha casa funcione, exijo de mim como primeiro dever que eu seja sonsa, que eu não exerça a minha revolta e o meu amor, guardados. Se eu não for sonsa, minha casa estremece. Eu devo ter esquecido que embaixo da casa está o terreno, o chão onde nova casa poderia ser erguida. Enquanto isso dormimos e falsamente nos salvamos. Até que treze tiros nos acordam, e com horror digo tarde demais – vinte e oito anos depois que Mineirinho nasceu – que ao homem acuado, que a esse não nos matem. Porque sei que ele é o meu erro. E de uma vida inteira, por Deus, o que se salva às vezes é apenas o erro, e eu sei que não nos salvaremos enquanto nosso erro não nos for precioso. Meu erro é o meu espelho, onde vejo o que em silêncio eu fiz de um homem. Meu erro é o modo como vi a vida se abrir na sua carne e me espantei, e vi a matéria de vida, placenta e sangue, a lama viva. Em Mineirinho se rebentou o meu modo de viver. (Clarice Lispector. Para não esquecer, 1999.) 1 facínora: diz-se de ou indivíduo que executa um crime com crueldade ou perversidade acentuada. 2 Mineirinho: apelido pelo qual era conhecido o criminoso carioca José Miranda Rosa. Acuado pela polícia, acabou crivado de balas e seu corpo foi encontrado à margem da Estrada Grajaú-Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. “O décimo terceiro tiro me assassina — porque eu sou o outro.” (3o parágrafo). Em relação à oração que a precede, a oração destacada tem sentido de;
  20. 20. FMJ 2014
    O cientista político Renato Lessa utiliza a imagem do naufrágio como metáfora do humano, em nossos tempos. Proponho acrescentar a esta, a metáfora do atropelamento, que expressa perfeitamente a relação do sujeito contemporâneo com o tempo. Não por acaso a palavra já está incorporada ao uso cotidiano da linguagem para expressar os efeitos da pressa sobre a subjetividade. Dizemos, com frequência, que fomos atropelados pelos acontecimentos – mas quais acontecimentos têm poder de atropelar o sujeito? Aqueles em direção aos quais ele se precipita, com medo de ser deixado para trás. Deixamo-nos atropelar, em nossa sociedade competitiva, porque medimos o valor do tempopelo dinheiro que ele pode nos render. (www.mariaritakehl.psc.br. Adaptado.)   Considere o último trecho do texto: "Deixamo-nos atropelar, em nossa sociedade competitiva, porque medimos o valor do tempo pelo dinheiro que ele pode nos render".   Em relação à oração anterior, o segmento sublinhado apresenta uma
  21. 21. ENEM 2010
    O Flamengo começou a partida no ataque, enquanto o Botafogo procurava fazer uma forte marcação no meio campo e tentar lançamentos para Victor Simões, isolado entre os zagueiros rubro-negros. Mesmo com mais posse de bola, o time dirigido por Cuca tinha grande dificuldade de chegar à área alvinegra  por causa do bloqueio montado pelo Botafogo na frente da sua área. No entanto, na primeira chance rubro-negra, saiu o gol. Após cruzamento da direita de Ibson, a zaga alvinegra rebateu a bola de cabeça para o meio da área. Kléberson apareceu na jogada e cabeceou por cima do goleiro Renan. Ronaldo Angelim apareceu nas costas da defesa e empurrou para o fundo da rede quase que em cima da linha: Flamengo 1 a 0. Disponível em: http://momentodofutebol.blogspot.com (adaptado).   O texto, que narra uma parte do jogo final do Campeonato Carioca de futebol, realizado em 2009, contém vários conectivos, sendo que
  22. 22. ENEM - 3 APLICACAO 2016
    Argumento Tá legal Eu aceito o argumento Mas não me altere o samba tanto assim Olha que a rapaziada está sentindo a falta De um cavaco, de um pandeiro e de um tamborim Sem preconceito Ou mania de passado Sem querer ficar do lado De quem não quer navegar  Faça como o velho marinheiro  Que durante o nevoeiro Leva o barco devagar. PAULINHO DA VIOLA. Disponível em: www.pauIinhodavioIa.com.br. Acesso em: 6 dez. 2012. Na letra da canção, percebe-se uma interlocução. A posição do emissor é conciliatória entre as tradições do samba e os movimentos inovadores desse ritmo. A estratégia argumentativa de concessão, nesse cenario, é marcada no trecho
  23. 23. UNESP 2014
    Ossos do ofício (João de Deus, poeta português,  1830-1896) Uma vez uma besta do tesouro, Uma besta fiscal, Ia de volta para a capital, Carregada de cobre, prata e ouro; E no caminho Encontra-se com outra carregada De cevada, Que ia para o moinho. Passa-lhe logo adiante Largo espaço, Coleando arrogante E a cada passo Repicando a choquilha Que se ouvia distante. Mas salta uma quadrilha De ladrões, Como leões, E qual mais presto Se lhe agarra ao cabresto. Ela reguinga, dá uma sacada Já cuidando Que desfazia o bando; Mas, coitada! Foi tanta a bordoada, Ah! que exclamava enfim A besta oficial: — Nunca imaginei tal! Tratada assim Uma besta real!... Mas aquela que vinha atrás de mim, Por que a não tratais mal? “Minha amiga, cá vou no meu sossego, Tu tens um belo emprego! Tu sustentas-te a fava, e eu a troços! Tu lá serves el-rei, e eu um moleiro! Ossos do ofício, que o não há sem ossos.” (Campo de flores, s/d.) Na terceira estrofe, com relação à oração principal do período de que faz parte, a oração que exclamava enfim expressa
  24. 24. FGV-SP 2012
    Sua excelência [O ministro] vinha absorvido e tangido por uma chusma de sentimentos atinentes a si mesmo que quase lhe falavam a um tempo na consciência: orgulho, força, valor, satisfação própria etc. etc. (...) As obscuras determinações das coisas, acertadamente, haviam-no erguido até ali, e mais alto levá-lo-iam, visto que, só ele, ele só e unicamente, seria capaz de fazer o país chegar ao destino que os antecedentes dele impunham. (Lima Barreto. Os bruzundangas. Porto Alegre: L&PM, 1998, pp. 15-6). A relação de sentido que a expressão visto que imprime ao contexto em que se encontra, no último parágrafo, equivale à destacada em
  25. 25. UFSC 2013
    Educador,   Você já trabalhou os conteúdos produzidos pelo IBGE em sua sala de aula? Que tipo de atividades seus alunos desenvolveram? Esse é um espaço para você contar sobre essas experiências e conhecer o trabalho de outros professores. Esse blog é moderado e, após avaliação, seu texto será publicado.   Texto enviado por Elania Maria Carvalho dos Santos Oliveira Escola Municipal João Nascimento Filho – Estância – SE (Ensino Fundamental 1° ao 5°)   Na minha graduação fiz vários artigos e precisei pesquisar muito. Em uma dessas pesquisas precisei recorrer ao IBGE, para me informar sobre dados estatísticos da cidade de Estância. Quando fui para o estágio essas pesquisas ajudaram muito meu desenvolvimento em sala de aula, e hoje estimulo meus alunos a pesquisarem no site do IBGE e também na própria instituição. Creio que todo cidadão brasileiro deveria se apossar dessas informações que revelam o modo como somos e como vivemos. Disponível em: [Adaptado] Acesso em: 09 de junho de 2013.     Com base no texto, identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas abaixo.     ( ) Em conformidade com a variedade padrão da língua portuguesa, em “Você já trabalhou os conteúdos produzidos pelo IBGE em sua sala de aula?”, o pronome possessivo mais adequado seria tua, para concordar com “você”, pronome que designa a segunda pessoa do discurso.   ( ) Em “Quando fui para o estágio essas pesquisas ajudaram muito meu desenvolvimento em sala de aula [...]”, as regras de pontuação recomendam o uso da vírgula após o trecho sublinhado para isolar a oração subordinada adverbial anteposta à principal.   ( ) Em “Esse blog é moderado e, após avaliação, seu texto será publicado.”, o pronome possessivo faz referência a “educador”.   ( ) Se em “Creio que todo cidadão brasileiro deveria se apossar [...]” a forma verbal sublinhada fosse substituída por tem que, a força da recomendação da autora seria atenuada.   ( ) O termo sublinhado em “Creio que todo cidadão brasileiro deveria se apossar dessas informações [...]” faz referência a dados estatísticos do IBGE.     Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
  26. 26. UFMG 2010
    PELÉ: 1000 O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, não se deixa fazer. O gol. (...) O muito papel que sujamos continua alvo, alheio às letras que nele se imprimem, pois aquela não era a combinação de letras que ele exigia de nós. E quantos metros cúbicos de suor, para chegar a esse não-resultado!   Então o gol independe de nossa vontade, formação e mestria? Receio que sim. Produto divino, talvez? Mas, se não valem exortações, apelos cabalísticos, bossas mágicas para que ele se manifeste... Se é de Deus, Deus se diverte negando-o aos que o imploram, e, distribuindo-o a seu capricho, Deus sabe a quem, às vezes um mau elemento. (...) Se a obrigação é aprender, por que todos que aprendem não a realizam? Por que só es te ou aquele chega a realizá-la? Por que não há 11 Pelés em cada time? Ou 10, para dar uma chance ao time adversário?   ANDRADE, Carlos Drummond de. O poder ultrajovem. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 133. (Fragmento).   Assinale a alternativa em que a função da(s) palavra(s) destacada(s) no trecho transcrito NÃO está corretamente explicitada entre colchetes.
  27. 27. UFAC 2011
    Para responder à questão, leia os fragmentos a seguir, retirados da reportagem Cientistas criam árvore artificial contra aquecimento global, publicada no site da BBC.   Um grupo de cientistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, anunciou ter criado árvores artificiais que podem ajudar no combate ao aquecimento global, já que absorvem CO2 da atmosfera quase mil vezes mais rapidamente do que árvores de verdade. Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090708arvoressinteticasebc.shtml.   A oração “que podem ajudar no combate ao aquecimento global” deve ser classificada como:
  28. 28. INSPER 2015
    A genética fracassou? (...) Entender por que uma pessoa funciona do jeito que funciona. Seria uma obra revolucionária para a saúde do homem. Saberíamos com antecedência que doenças nos afetariam no futuro. Desligando genes que causam disfunções e ligando aqueles responsáveis pelo conserto, seria mínimo o risco de sofrermos de males hereditários. Acreditando nisso, o mundo comemorou quando o mapeamento do genoma humano foi apresentado em 2000, quase completo. Em coisa de 10 anos, diziam os líderes do projeto, viveríamos melhor. E mais. Os 10 anos se passaram e o que foi prometido não aconteceu. (http://super.abril.com.br/ciencia/genetica-fracassou-598852.shtml)    Em “Desligando genes que causam disfunções e ligando aqueles responsáveis pelo conserto, seria mínimo o risco de sofrermos de males hereditários”, a relação estabelecida entre as primeiras orações subordinadas e a principal é de 
  29. 29. UNIPAM 2012
    Qualidade de morte Até meados do século 20, dava quase na mesma ser pobre ou rico na hora de morrer: iam-se todos de modo semelhante, pois as doenças ignoravam privilégios. Diante da tuberculose, por exemplo, não havia ouro que comprasse sofrimento menor ou alguma sobrevida: morriam afogados, na derradeira hemoptise, tanto os operários de Manchester estudados por Engels como os burgueses dos quais nos fala Thomas Mann em “A Montanha Mágica”. Com o avanço da ciência, porém, tudo parece ter mudado. Hoje há muitos que acreditam que o dinheiro, além de comprar uma vida mais “rica”, também garante a qualidade da morte: por meio dele, os abastados despedem-se deste mundo no ambiente glamuroso de “hospitais boutique”, sob os cuidados dos “médicos da moda”. Mas será que as coisas são tão simples? Por um lado, ainda que a pobreza torne a vida difícil, é ingênuo pensar que a riqueza, por si só, seja capaz de resolver os enigmas que a existência nos impõe, magnatas ou não. E o remorso não raro corrói a paga que os “eleitos” recebem por sua ganância. Se isso não é tão claro, é porque a maioria das pessoas desconhece a intimidade dos poderosos, sempre dilacerada por conflitos: os psicoterapeutas e os próprios poderosos sabem bem do que falo. Por outro lado, o acesso à medicina “de ponta” nem sempre é garantia de boa recuperação ou de morte tranquila, além de dar origem a paradoxos. Um exemplo é a angústia que destrói a saúde dos que sofrem, no presente, com as moléstias que – imaginam – terão no futuro. Martirizam-se, assim, por não terem um plano de saúde “top”, o qual já se tornou, ao lado do carro “zero”, o atual sonho de consumo. Para essa angústia contribuem, crucialmente, a propaganda dos centros diagnósticos – que não param de crescer – e a ingenuidade de médicos que confundem prevenção com obsessão por doenças. Outro exemplo é o caso dos doentes terminais mantidos vivos mesmo à custa de muita dor, bem como a insensatez de uma legislação que proíbe a eutanásia para as pessoas que dela necessitam, condenando-as, cruelmente, ao papel de axiomas de grotesca tese: a de que a vida deve ser sempre preservada, “coûte que coûte”... Mas, já que a morte segue inevitável – muito embora a publicidade procure nos convencer de que somos imortais –, não seria melhor que encarássemos a vida de outro modo, empregando-a não só para “conquistar um lugar ao sol” mas também para aceitar um “cantinho” nas sombras para onde iremos todos? Não seria importante que aprendêssemos a morrer, buscando, se preciso, nas ideias de outras épocas a espiritualidade que tanta falta nos faz? Infelizmente, não é o que vemos. Ao ideal da morte honrosa dos gregos, da morte-libertação dos gnósticos, da boa morte dos cristãos medievais, da morte heroica dos românticos, nós contrapomos a “morte segura” no leito high-tech de um hospital chique, transfixados por catéteres e “plugados” na TV. Uma morte que é o símbolo perfeito da doença que acomete a nossa civilização e que, decerto, vai matá-la: o conformismo hedonista. CLÁUDIO L. N. GUIMARÃES DOS SANTOS, 50, escritor, artista plástico, médico e diplomata, é mestre em artes pela ECA-USP e doutor em Linguística pela Universidade de Toulouse-Le Mirail (França). Blog: http://perplexidadesereflexoes.blogspot.com Assinale a interpretação INCORRETA acerca dos termos e/ou expressões destacados(as) nas alternativas. “Com o avanço da ciência, porém, tudo parece ter mudado. Hoje há muitos que acreditam que o dinheiro, além de comprar uma vida mais “rica”, também garante a qualidade da morte...”
  30. 30. UFABC 2006
    – Você é um bicho, Fabiano. Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades. Chegara naquela situação medonha – e ali estava, forte, até gordo, fumando o seu cigarro de palha. – Um bicho, Fabiano ... mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra. No contexto em que se encontra, a oração em negrito estabelece a relação de sentido de
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