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  1. 31

    UNIFESP 2016

    A questão a seguir focaliza uma passagem da comédia O juiz de paz da roça do escritor Martins Pena (1815-1848). JUIZ (assentando-se): Sr. Escrivão, leia o outro requerimento. ESCRIVÃO (lendo): Diz Francisco Antônio, natural de Portugal, porém brasileiro, que tendo ele casado com Rosa de Jesus, trouxe esta por dote uma égua. “Ora, acontecendo ter a égua de minha mulher um filho, o meu vizinho José da Silva diz que é dele, só porque o dito filho da égua de minha mulher saiu malhado como o seu cavalo. Ora, como os filhos pertencem às mães, e a prova disto é que a minha escrava Maria tem um filho que é meu, peço a V. Sa. mande o dito meu vizinho entregar-me o filho da égua que é de minha mulher”. JUIZ: É verdade que o senhor tem o filho da égua preso? JOSÉ DA SILVA: É verdade; porém o filho me pertence, pois é meu, que é do cavalo. JUIZ: Terá a bondade de entregar o filho a seu dono, pois é aqui da mulher do senhor. JOSÉ DA SILVA: Mas, Sr. Juiz... JUIZ: Nem mais nem meios mais; entregue o filho, senão, cadeia. Martins Pena. Comédias (1833-1844), 2007. O emprego das aspas no interior da fala do escrivão indica que tal trecho

  2. 32

    UNEMAT 2015

    Só os óio Ao regressar de Mineiros, em Goiás, [...] perdemos a hora de atravessar o Rio dos Bois. Não houve rogos nem promessas que demovessem o balseiro de sua resolução. Eram mais de seis horas e não daria passagem. Tocamos rastro atrás cinco léguas e fomos pedir pouso em casa de um sertanejo pobre, casa de pau-a-pique [...]. Estávamos em julho e o frio era intenso. Ao pedir o pouso, o caipira me perguntou: - Vacê trôxe rede? - Não. - Curchuádo? - Também não. - E cuberta? - Também não trouxe. - Aãã... Intãoce vacê, de durmi, só troxe os óio? (PIRES, Cornélio. Patacoadas. Coleção Conversa caipira. Itu, Ottoni Editora, 2002) Com base no texto e considerando a diversidade da fala dos brasileiros, assinale a alternativa correta.

  3. 33

    UNIFESP 2013

    _________ dois meses, a jornalista britânica Rowenna Davis, 25 anos, foi furtada. Só que não levaram sua carteira ou seu carro, mas sua identidade virtual. Um hacker invadiu e tomou conta de seu e-mail e – além de bisbilhotar suas mensagens e ter acesso a seus dados bancários – passou a escrever aos mais de 5 mil contatos de Rowenna dizendo que ela teria sido assaltada em Madri e pedindo ajuda em dinheiro.   Quando ela escreveu para seu endereço de e-mail pedindo ao hacker ao menos sua lista de contatos profissionais de volta, Rowenna teve como resposta a cobrança de R$ 1,4 mil. Ela se negou a pagar, a polícia não fez nada. A jornalista só retomou o controle do e-mail porque um amigo conhecia um funcionário do provedor da conta, que desativou o processo de verificação de senha criado pelo invasor. (Galileu, dezembro de 2011. Adaptado.)     A lacuna do início do texto deve ser corretamente preenchida com

  4. 34

    PUC-CAMPINAS 1995

    Leia com atenção:   Nos calamos, sim, mas antes eu e meu irmão queremos deixar claro que nunca vimos ele tão alterado com nós, quando aproximamos dele; ambos sentimos embaraçados, porque só queríamos saudar ele. A frase anterior está integralmente redigida segundo padrão culto escrito em:

  5. 35

    FGV-SP 2010

    – São pouquíssimas as empresas que se propõem ___ fazer mudanças significativas. – Os níveis de consumo excedem ___ capacidade de regeneração dos sistemas naturais. – Embora as empresas venham fazendo alusões ___ palavra "sustentabilidade"...   Considerando o uso correto da crase, as lacunas nas frases podem ser completadas, respectivamente, por

  6. 36

    ENEM PPL 2013

    Uma língua é um sistema social reconhecível em diferentes variedades e nos muitos usos que as pessoas fazem dela em múltiplas situações de comunicação. O texto que se apresenta na variedade padrão formal da língua é

  7. 37

    ENEM 2009

    Texto I O professor deve ser um guia seguro, muito senhor de sua língua; se outra for a orientação, vamos cair na “língua brasileira”, refúgio nefasto e confissão nojenta de ignorância do idioma pátrio, recurso vergonhoso de homens de cultura falsa e de falso patriotismo. Como havemos de querer que respeitem a nossa nacionalidade se somos os primeiros a descuidar daquilo que exprime e representa o idioma pátrio? ALMEIDA, N. M. Gramática metódica da língua portuguesa. Prefácio. São Paulo: Saraiva, 1999 (adaptado). Texto II Alguns leitores poderão achar que a linguagem desta Gramática se afasta do padrão estrito usual neste tipo de livro. Assim, o autor escreve tenho que reformular, e não tenho de reformular; pode-se colocar dois constituintes, e não podem-se colocar dois constituintes; e assim por diante. Isso foi feito de caso pensado, com a preocupação de aproximar a linguagem da gramática do padrão atual brasileiro presente nos textos técnicos e jornalísticos de nossa época. REIS, N. Nota do editor. PERINI, M. A. Gramática descritiva do português. São Paulo: Ática, 1996. Confrontando-se as opiniões defendidas nos dois textos, conclui-se que

  8. 38

    INSPER 2012

    Texto I sic - Em latim, significa assim. Expressão usada entre colchetes ou parênteses no meio ou no final de uma declaração entre aspas, ou na transcrição de um documento, para indicar que é assim mesmo, por estranho ou errado que possa ser ou parecer.   (http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/manual_texto_s.htm)   Texto II A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, recebeu um grupo de 50 manifestantes, que foram de ônibus a Brasília reclamar sobre a demora para receber os recursos do governo federal. (...) Em nota divulgada ontem no site do Ministério da Cultura, Ana de Hollanda disse que o ministério "reconhece, valoriza e tem claro [sic] a necessidade da continuidade" do trabalho dos Pontos de Cultura. A nota, no entanto, não aponta quando o problema deve ser resolvido.   (Folha de São Paulo, 23/02/2011)   Considerando-se as informações apresentadas nos textos, é correto afirmar que o motivo da inclusão do “sic”, no Texto II, é apontar uma falha de

  9. 39

    UNESP 2012

    A questão toma por base uma reportagem de Antônio Gois publicada em 03.02.2012 pelo jornal Folha de S.Paulo.   Laptop de aluno de escola pública tem problemas   Estudo feito pela UFRJ para o governo federal mostra que o programa UCA (Um Computador por Aluno), implementado em 2010 em seis municípios, esbarrou em problemas de coordena- ção, capacitação de professores e adequação de infraestrutura.   O programa piloto do MEC forneceu 150 mil laptops de baixo custo a professores e alunos de cerca de 300 escolas públicas. Às cidades foram prometidas infraestrutura para acesso à internet e capacitação de gestores e professores.   Uma das conclusões do estudo foi que a infraestrutura de rede foi inadequada. Em cinco cidades, os avaliadores identificaram que os sinais de internet eram fracos e instáveis tanto nas escolas quanto nas casas e locais públicos.   A pesquisa mostra que os professores se mostravam entusiasmados no início, mas, um ano depois, 70% relataram não ter contado com apoio para resolver problemas técnicos e 42% disseram usar raramente ou nunca os laptops em tarefas pedagógicas.   Em algumas cidades, os equipamentos que davam defeito ficaram guardados por falta de técnicos que soubessem consertá-los.   Além disso, um quinto dos docentes ainda não havia recebido capacitação, e as escolas não tinham incorporado o programa em seus projetos pedagógicos.   Um dos pontos positivos foi que os alunos passaram a ter mais domínio de informática. O programa foi mais eficiente quando as escolas que permitiram levar o laptop para casa.   Foram avaliadas Barra dos Coqueiros (SE), Santa Cecília do Pavão (PR), São João da Ponta (PA), Terenos (MS) e Tiradentes (MG). Os autores do estudo não deram entrevista.     O programa foi mais eficiente quando as escolas que permitiram levar o laptop para casa.   Assinale a alternativa que indica a falha de revisão verificada na passagem destacada.

  10. 40

    FGV-SP 2004

    A frase adequada quanto à relação grafia/significado é:

  11. 41

    UFLA 2014

    Belo Horizonte — A ditadura do corpo perfeito, pregada a ferro e fogo pela sociedade, tem se transformado em armadilha para aqueles que acreditam que a felicidade está em músculos grandes e em corpos magros e sem gordura. Em busca da beleza escultural, homens e mulheres ingerem e injetam substâncias aparentemente capazes de fazer milagres. Por um lado, deixam o corpo bonito, forte e, aparentemente saudável em pouco tempo. Em contrapartida, esses produtos cobram um preço alto: têm o efeito de um tsunami no organismo, causando doenças graves e, em alguns casos, até a morte. Preocupados com o cenário que já se tornou uma obsessão global, muitos especialistas dizem tentar convencer as pessoas sobre os riscos que elas correm. O esforço, segundo contam, tem sido em vão, principalmente entre os jovens que buscam essa fórmula da beleza a qualquer custo. Disponível em: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-esaude/2013/12/16/interna_ciencia_saude,403547/busca-pelo-corpo-ideal-prejudica-a-saude-e-pode-levar-a-morte.shtml Acesso em: 16/7/2014.   Leia as proposições: I – O trecho “pregada a ferro e fogo pela sociedade” representa uma crítica à ditadura do corpo perfeito. II – O uso dos termos “por um lado” e “em contrapartida” constitui um recurso argumentativo que evidencia dois pontos adversos da utilização de medicamentos para a melhoria da estética corporal. III – O sinal de dois-pontos destacado pode ser substituído, sem prejuízo para a correção e o sentido, por “a fim de que”. IV – O uso do termo “segundo” constitui uma estratégia argumentativa que exime o autor de um compromisso relativo à veracidade da afirmação feita. Assinale a alternativa CORRETA:

  12. 42

    FGV-SP 2004

    As palavras que correspondem, respectivamente, à sequência - oxítona, oxítona, paroxítona, proparoxítona, proparoxítona e oxítona - são:

  13. 43

    UEL 2016

    Onde há maior engajamento das pessoas no trabalho? Para responder essa pergunta, a consultoria Marcus Buckingham Company fez uma pesquisa em 13 países, entrevistando cerca de mil pessoas de várias empresas em cada um. Os Estados Unidos e a China estão empatados em primeiro lugar (com 19% de engajamento total cada), o que não chega a ser uma surpresa diante da potência de suas economias. Mas aí começam as novidades: em segundo lugar está a Índia, com 17%, e em terceiro, o Brasil, com 16% de engajamento, acima de países como a Inglaterra, o Canadá, a Alemanha, a Itália e a França. Solicitou-se aos entrevistados hierarquizar oito afirmações básicas, como “no trabalho, sei claramente o que esperam de mim” ou “serei reconhecido se fizer um bom trabalho”. Para os autores, a diferença de engajamento em cada país seria explicada de acordo com o grau de confiança que o entrevistado teria sobre a utilização de suas capacidades pessoais no trabalho. Mas há nuances: no Brasil, assim como na França, Canadá e Argentina, a afirmação “meus colegas me apoiam” recebeu também grande destaque, enquanto na Inglaterra e na Índia se valoriza mais o fato de ter colegas que compartilhem os mesmos valores. (Adaptado de: NOGUEIRA, P. E. A preguiça é mito? Época Negócios. ago. 2015. n.102. p.21.)     Com base no trecho “Solicitou-se aos entrevistados hierarquizar oito afirmações básicas”, assinale a alternativa que apresenta a sua correta reescrita.

  14. 44

    FGV-SP 2012

    A regra que determina a acentuação, respectivamente, de consciência, intrínseco e levá-lo-iam, se aplica também às palavras:

  15. 45

    UFABC 2007

    Libra (23 set. a 22 out.) Marte e Urano, em seu setor astral de saúde e rotina, anunciam oscilações nos planos que fez para o dia de hoje. A Lua em Virgem sugere uma onda de pensamentos repetitivos e preocupações insistentes que não só ajudam, como distraem  sua atenção. Controle isso para não se acidentar.   A redação que recupera a coesão e torna o trecho em destaque coerente é:

  16. 46

    UFAM 2009

    Assinale a opção em que há erro na forma verbal:

  17. 47

    UFABC 2006

    Observe o emprego das palavras em destaque nos seguintes contextos: ...no lugar onde se construía a grande cidade. Entregavam-lhe revistas... ...até um mapa, nele mostravam os pontos em que ora e ora se estava... Essas palavras podem ser respectivamente substituídas por

  18. 48

    IFCE 2011

    Nasce um escritor               O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma 7descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou, toda ela, nos encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados. O 5episódio do Adamastor foi reescrito pela 2meninada. Prisioneiro no internato, eu vivia na saudade das 4praias do Pontal onde conhecera a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema de minha descrição.             Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que escutassem com atenção o dever que 1ia ler. Tinha certeza, afirmou, que o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não regateou elogios. 3Eu acabara de completar onze anos.             Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao lado dos futebolistas, dos campeões de matemática e de religião, dos que 6obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo Literário onde 9brilhavam 8alunos mais velhos. Nem assim deixei de me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em que estudei no colégio dos jesuítas.  11Houve, porém, 10sensível mudança na limitada vida do aluno interno: o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas mãos livros de sua estante. Primeiro "As Viagens de Gulliver", depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. Demoraria ainda a conhecer Mark Twain: o norte-americano não figurava entre os prediletos do padre Cabral.             Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver dado o amor aos livros, por me haver revelado o mundo da criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de internato, a fazer mais leve a minha prisão, minha primeira prisão. AMADO, Jorge. O menino Grapiúna. Rio de Janeiro. Record. 1987. p. 117-20.   A palavra “descrição” (ref. 7) é parônima de discrição. O par de parônimas, cujos significados estão corretamente apontados, está na opção 

  19. 49

    Espcex (Aman) 2015

    Assinale a alternativa em que o período está grafado corretamente.

  20. 50

    UNIFESP 2013

    O Hatha yoga pradipika, sagrada escritura do hatha yoga, escrita no século 15 da era atual, diz que, antes de nos aventurarmos na prática de austeridade e códigos morais, devemos nos preparar. Autocontrole e disciplina sem preparação adequada _________  criar mais problemas mentais e de personalidade do que paz de espírito. A beleza dessa escritura é que ela resolve o grande problema que todo iniciante enfrenta: dominar a mente.   Devido _________  abordagem corporal, o hatha yoga ficou conhecido – de modo equivocado – como uma categoria de ioga _________  trabalha apenas as valências físicas (força, flexibilidade, resistência, equilíbrio e outras), quase como ginástica oriental. Isso não é verdade. (Ciência Hoje, julho de 2012. Adaptado.)     De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com

  21. 51

    FUVEST

    No último……da orquestra sinfónica, houve…………entre os convidados, apesar de ser uma festa…….

  22. 52

    UEL 1997

    Os hóspedes acomodaram-se nas poltronas que .......... e .......... -se início ao espetáculo.   A opção que completa corretamente as lacunas é:

  23. 53

    UNICENTRO 2014

    Leia o texto, a seguir, e responda à questão.   O grande marechal Cândido Rondon, que desbravou os rincões brasileiros, tinha como lema na colonização de terras indígenas o famoso “Morrer se preciso for; matar nunca”. Os lendários irmãos Villas Bôas, mundialmente famosos por terem feito o primeiro contato com os índios gigantes da Amazônia, os crenacarores, pautavam-se pelos mesmos cuidados de Rondon. A manutenção da vida e a saúde dos índios eram uma obrigação do estado brasileiro em sua política de expansão das fronteiras civilizadas sobre terras habitadas pelas populações originais pré-cabralinas. A Rondon e aos irmãos Villas Bôas não escapava a melancólica sensação da inevitabilidade da extinção ou, em um cenário benigno, da mutilação das culturas daqueles povos. Sempre foi trágico para o mais fraco o milenar encontro de populações em estágios díspares de desenvolvimento tecnológico. “Quem carregava o aço, a pólvora ou os germes mais fortes dizimava o outro. Assim caminhou a humanidade desde tempos imemoriais”, escreveu o geógrafo americano Jared Diamond. A conclusão é que não existe política indigenista justa para os índios. Qual a solução para a questão indígena brasileira? A pergunta não tem resposta simples. Está na hora de tirar o problema do âmbito do Conselho Indigenista Missionário e das ONGs estrangeiras e tratá-lo como uma questão de estado norteada pelo tema do marechal Rondon e pela insatisfatória, mas realista, visão dos irmãos Villas Bôas. Os índios precisam de proteção do estado para que não sejam usados como massa de manobra por manipuladores a quem mais interessam os mártires. (Adaptado de: A questão indígena. Veja. Carta ao Leitor. 12 jun. 2013. São Paulo: Ed. Abril, ano 46, n.24. p.12.)   Sobre os recursos linguístico-semânticos do texto, considere as afirmativas a seguir. I. O termo “díspares” tem o mesmo significado que “desiguais”. II. A palavra “pré-cabralinas” concorda com “populações”. III. Em “tratá-lo”, o pronome faz referência ao Conselho Indigenista Missionário. IV. A conjunção “mas” em “mas realista” pode ser substituída por “portanto”, sem alteração do sentido original. Assinale a alternativa correta.  

  24. 54

    FGV-RJ 2012

    OS CAVALINHOS CORRENDO... - Eu não queria que terminasse assim. Ouvi muitas vezes a frequentadores de cinema esse comentário ao filme a que acabavam de assistir. A fita lhes agradara até certo trecho, ia tudo muito bem... mas findava de um jeito que desiludira o espectador. E, mais poderosa que tudo, erguia-se, dura e inflexível, a sua inconformação: - Eu não queria que terminasse assim. Isto me ocorre a propósito de um poema - o “Rondó dos Cavalinhos”, de Manuel Bandeira. Também na poesia, que é vida, e vida funda, há da parte do leitor o direito de querer torcer a direção das coisas, para ajeitá-las ao mundo particular da sua sensibilidade. O leitor de poesia pode muito bem não querer que o poema tenha acabado assim... E pode até não querer que o poeta haja sentido ou pensado assim como pensou ou sentiu. Este último caso é o meu em relação àquele poema de Bandeira. Uns versos batizados “Rondó dos Cavalinhos” e que principiam desta maneira: “Os cavalinhos correndo”... - que lembrança viriam suscitar em mim? A de uma corrida de pequenos cavalos, ou mesmo de cavalos grandes liricamente reduzidos a cavalinhos? Não. O que esses versos num momento me trouxeram aos olhos foram os cavalinhos do carrossel, aqueles cavalinhos de pau, firmemente presos, e em que, no entanto, a gente realizava as mais prodigiosas viagens, imensas viagens circulares obrigadas a música de harmônica, e com paisagens humanas – pessoas que em redor nos fitavam, encantadas, talvez invejosas. Ora, a imaginação, escanchada nesses cavalinhos da meninice não quis mais apear-se, não ouviu o apito que anunciava o fim da corrida. A corrida era longa, muito longa, sem fim: “Os cavalinhos correndo”... E, ao passo que o mundo se enchia desse lirismo infantil, a gente grande, os homens feitos e práticos, alheios a cavalinhos, comiam, grosseiros como cavalões: “E nós, cavalões, comendo”... Ora, Manuel Bandeira, o suposto dono do poema, disse-me que este nada tem que ver com os cavalinhos de carrossel; refere-se aos cavalos do Jóquei Clube. Os versos foram escritos após um almoço de despedida a Alfonso Reyes no restaurante do hipódromo da Gávea. Enquanto se banqueteavam, os cavalões assistiam à corrida dos cavalos de carne e osso, a alguma distância. Naturalmente a distância, aliada à ternura pelos bichos que se matavam para gozo ou proveito dos homens, apequenava-os poeticamente em cavalinhos. E, vendo aquilo, Bandeira teria começado a ver também o mundo correr, girar, como giravam os animais na pista. Assim, ou mais ou menos assim, se formou o poema na fantasia de Bandeira. São estes os seus cavalinhos. Assim como assim, se há um poema carregado de sugestões líricas bastantes para lhe assegurarem grande colaboração leitores, será esse “Rondó dos Cavalinhos”. Aurélio Buarque de Holanda. http://www. Academia.org.br/abl . Adaptado.   Para que esse texto fosse redigido em linguagem totalmente formal, seria preciso fazer algumas alterações, como, por exemplo,  

  25. 55

    UFRGS 2010

    As três palavras que são acentuadas graficamente pela mesma razão são:

  26. 56

    UFAM 2009

    Assinale a opção em que todos os claros devem ser preenchidos com a letra Z:

  27. 57

    UFRGS 2014

    Entre as situações linguísticas que o português já viveu em seu contato com outras línguas, cabe considerar uma situação que se realiza em nossos dias: aquela em que ele é uma língua de emigrantes. Para o leitor brasileiro, soará talvez estranho que falemos aqui do português como uma língua de EMIGRANTES, pois o Brasil foi antes de mais nada um país para o qual se dirigiam em massa, durante mais de dois séculos, pessoas nascidas em vários países europeus e asiáticos; assim, para a maioria dos brasileiros, a representação mais natural é a da convivência no Brasil com IMIGRANTES vindos de outros países. Sabemos, entretanto, que, nos últimos cem anos, muitos falantes do português foram buscar melhores condições de vida, partindo não só de Portugal para o Brasil, mas também desses dois países para a América do Norte e para vários países da Europa: em certo momento, na década de 1970, viviam na região parisiense mais de um milhão de portugueses – uma população superior à que tinha então a cidade de Lisboa. Do Brasil, têm ........ nas últimas décadas muitos jovens e trabalhadores, dirigindo-se aos quatro cantos do mundo.   A existência de comunidades de imigrantes é sempre uma situação delicada para os próprios imigrantes e para o país que os recebeu: normalmente, os imigrantes vão a países que têm interesse em usar sua força de trabalho, mas qualquer oscilação na economia faz com que os nativos ........ sua presença como indesejável; as diferenças na cultura e na fala podem alimentar preconceitos e desencadear problemas reais de diferentes ordens.   Em geral, proteger a cultura e a língua do imigrante não é um objetivo prioritário dos países hospedeiros, mas no caso do português tem havido ........ . Em certo momento, o português foi uma das línguas estrangeiras mais estudadas na França; e, em algumas cidades do Canadá e dos Estados Unidos, um mínimo de vida associativa tem garantido a sobrevivência de jornais editados em português, mantidos pelas próprias comunidades de origem portuguesa e brasileira. Adaptado de: ILARI, Rodolfo; BASSO, Renato. O português como língua de emigrantes. In:___. O português da gente: a língua que estudamos a língua que falamos. São Paulo: Contexto, 2006. p. 42-43.     Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas na ordem que aparecem no texto.

  28. 58

    FUVEST

    Indique a alternativa correta:

  29. 59

    UFPR 2016

    Dependendo do contexto em que são empregados, termos como “aí”, “até” e “ir” ora denotam espaço, ora denotam tempo. Esses variados sentidos que as palavras podem assumir nem sempre são precisamente especificados no dicionário.   Talvez o exemplo mais interessante para ilustrar a indicação de tempo ou de espaço com a mesma palavra seja o verbo “ir”. O sentido primeiro (aceitemos isso para efeito de raciocínio) do verbo “ir” é de deslocamento: “alguém vai de A a B” quer dizer que alguém se desloca do ponto A ao ponto B. Trata-se de espaço.   Dizemos também, por exemplo, que a Bandeirantes vai de Piracicaba a S. Paulo. Mas é claro que a rodovia não se desloca: ela começa em uma cidade e termina em outra. Não há sentido de deslocamento nessa oração, mas ainda estamos no domínio do espaço.   Agora, veja-se outro caso: também dizemos que o período colonial vai de 1500 a 1822 (ou a 1808, conforme o ponto de vista). Nesse exemplo, ninguém se desloca, nem se informa sobre dois pontos do espaço, dois lugares extremos. Agora não se trata mais de espaço. Trata-se de tempo. E o verbo é o mesmo. POSSENTI, Sírio. Analogias. Disponível em: . Acesso em: 23 maio 2014.   Considere as frases abaixo: 1. A numeração deste modelo de tênis vai de 35 a 44. 2. Se alguém perguntar por mim, diga que fui ao cinema. 3. O Canal do Panamá vai do Oceano Atlântico ao Pacífico. 4. No hemisfério Sul, o outono vai de 21 de março a 20 de junho. 5. As linhas de ônibus que partem do terminal 2 vão para a estação central.   O sentido do verbo “ir” fica no domínio do espaço:

  30. 60

    FGV-SP 2012

    Leia o seguinte parágrafo, extraído de uma matéria jornalística: Hoje, as famílias que vivem na cidade de São Paulo gastam uma fatia maior do orçamento com ração para o cãozinho ou o gato de estimação (0,55%) do que com o feijão (0,39%), um alimento básico. Em contrapartida, o desembolso com aluguel caiu pela metade nos últimos dez anos, porque um número crescente de famílias teve acesso à casa própria. Também o peso da prestação do carro zero nas despesas, triplicou no período. O Estado de S. Paulo, 12/07/2011. Adaptado.    Ao se adaptar o texto, foi introduzida uma vírgula que contraria as normas da língua escrita padrão.  Ela ocorre em:  

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