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  1. 31. IBMECRJ 2009
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Joaquim Maria Machado de Assis é cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Em 2008, comemora-se o centenário de sua morte, ocorrida em setembro de 1908. Machado de Assis é considerado o mais canônico escritor da Literatura Brasileira e deixou uma rica produção literária composta de textos dos mais variados gêneros, em que se destacam o conto e o romance. Segue o texto desse autor, em prosa. Capítulo Primeiro - Do título Uma noite dessas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz daqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem tão inteiramente maus. Sucedeu, porém, que como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso. - Continue, disse eu acordando. - Já acabei, murmurou ele. - São muito bonitos. 8Vi-lhe fazer um gesto para 9tirá-los outra vez do bolso, mas não passou do gesto; estava 1amuado. No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou 3alcunhando-me de Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos 2reclusos e calados, 5deram curso à alcunha, que afinal pegou. Nem por isso me zanguei. Contei a anedota aos amigos da cidade, e eles, por graça, chamam-me assim, alguns em bilhetes: "Dom Casmurro, domingo vou jantar com você" - "Vou pra Petrópolis, Dom Casmurro; a casa é a mesma da Renânia; vê se deixas essa caverna do Engenho Novo, 10e vai lá passar uns quinze dias comigo." - "Meu caro Dom Casmurro, não cuide que o dispenso do teatro amanhã; venha e dormirá aqui na cidade; dou-lhe camarote, dou-lhe chá, dou-lhe cama; só não lhe dou moça." Não consulte dicionários. 4Casmurro não está aqui no sentido que eles dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração; 11se não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, 6sendo título seu, 12poderá cuidar que a obra é sua. 7Há livros que apenas terão isso de seus autores; alguns nem tanto. (Dom Casmurro, Machado de Assis) As passagens de texto a seguir são todas extraídas de obras de Machado de Assis. Todas as lacunas das alternativas que se seguem podem ser preenchidas pelo pronome "CUJO(A)", EXCETO:      
  2. 32. UFU 2015
    Como dizemos concordo com as ideias, devemos dizer: “as ideias com que concordo são sempre as menos radicais”. As ideias que concordo são sempre as menos radicais. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA. Menas: o certo do errado, o errado do certo. São Paulo, 2010. Catálogo de exposição. p. 29. A ocorrência de frases como “As ideias que concordo são sempre as menos radicais” é comum na conversa espontânea de falantes do português brasileiro. Considerando as informações do quadro, assinale a alternativa em que o emprego do pronome relativo esteja adequado à modalidade escrita formal da língua portuguesa.
  3. 33. PUC-PR 2001
    Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados.
  4. 34. FUVEST 1999
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: O SENÃO DO LIVRO Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem... (Machado de Assis, MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS) O emprego dos pronomes ESTE e ESSE, no início do texto,
  5. 35. UNIFESP 2007
    Leia versos da primeira e da quarta estrofe de poema de Hilda Hilst, publicados no livro Do desejo em 1992. I Porque há desejo em mim, é tudo cintilância. Antes, o cotidiano era um pensar alturas Buscando Aquele Outro decantado Surdo a minha humana ladradura. Visgo e suor, pois nunca se faziam. Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo Tomas-me o corpo. E que descanso me dás Depois das lidas. Sonhei penhascos Quando havia o jardim aqui ao lado. Pensei subidas onde não havia rastros. IV ...Por que não posso Pontilhar de inocência e poesia Ossos, sangue, carne, o agora E tudo isso em nós que se fará disforme? O verso - "Tomas-me o corpo. E que descanso me dás"- é base para a questão. No poema, a informação é dada do ponto de vista do eu-Iírico em relação à pessoa amada. Caso se invertessem os papéis, o verso assumiria a seguinte forma:
  6. 36. PUC-SP 2015
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Liberdade para mentir Marion Strecker Folha de S. Paulo, 26/08/2014 02h00. Os jornalistas Carlos Alberto Sardenberg e Miriam Leitão, das Organizações Globo, sentiram na pele as consequências da liberdade com que se escreve e reescreve a principal enciclopédia do século 21. Seus verbetes na Wikipédia ganharam informações falsas e ofensivas. E o mais espantoso: as modificações foram feitas a partir da rede de internet do Palácio do Planalto. O governo federal lamentou o episódio, negou que tenha sido o autor das modificações, afirmou que agora é tecnicamente impossível identificar os responsáveis e alegou que sua rede é também usada por visitantes do Planalto. A fraude teria ocorrido em maio do ano passado, mas só veio à tona neste mês. O episódio joga luz sobre os bastidores da maior enciclopédia do século 21, quinto site mais visitado do mundo, que atende mais de 430 milhões de pessoas por mês com seus 32 milhões de verbetes em 287 idiomas. Qualquer um pode escrever ou reescrever verbetes da Wikipédia. Um dos pilares da Wikipédia é permitir o anonimato de seus autores. Por que isso? A fundação alega que o anonimato favorece a enciclopédia, pois autores que talvez não queiram ver sua imagem pública associada a determinados verbetes também poderiam colaborar. Será que os benefícios de permitir o anonimato justificam os malefícios? O anonimato como valor é uma herança da internet do século 20, quando não havia Facebook e o uso de apelidos ou avatares era bem mais dominante do que hoje. O fundador mais conhecido da enciclopédia é o americano Jimmy Wales, que no século 20 era dono de um site pornográfico e antes de criar a Wikipédia tentou fazer uma enciclopédia escrita por especialistas. Mudou de ideia quando percebeu que o site poderia crescer muito mais rápido se aceitasse contribuição de qualquer um. Para escrever para a Wikipédia é preciso ter tempo livre, por isso ela é escrita predominantemente por dois grupos: pessoas muito jovens e pessoas aposentadas. A grande maioria dos colaboradores são homens, o que também gera um desequilíbrio que a enciclopédia tenta combater. Existe uma divisão de funções entre os colaboradores. Há os editores (autores), os eliminadores (que apagam conteúdos que consideram inadequados), os administradores, os burocratas, os verificadores e o conselho de arbitragem, para resolver disputas. As funções de eliminador e administrador, que são as mais poderosas, são exercidas por pessoas eleitas pelos próprios colaboradores da enciclopédia. Mas há diferenças culturais importantes entre a Wikipédia original, em inglês, e a Wikipédia em português. Além de a versão em inglês ser muito maior, com muito mais verbetes e colaboradores, a busca do consenso é mais presente em sua produção, enquanto que em português prevalece a votação simples. A confiabilidade das informações continua a ser o maior problema da Wikipédia, embora em países como a Grã-Bretanha mais pessoas confiem na enciclopédia on-line (64%) do que nos jornalistas da BBC (61%) e de outros veículos. Seu método de produção favorece erros, tanto bem quanto mal intencionados, como mostra o exemplo dos verbetes sobre os jornalistas da Globo. Embora seus acertos sejam inúmeros, seus erros são cometidos em escala muito mais ampla do que nas enciclopédias tradicionais, como a Britannica, que é escrita por profissionais remunerados, entre eles experts, acadêmicos e até laureados com o prêmio Nobel. A fé na "sabedoria das multidões" é outro valor supremo da Wikipédia. Mas a "sabedoria das multidões" pode resultar no desprezo pela voz do indivíduo, inclusive do especialista. E o anonimato pode liberar o lado mais obscuro da natureza humana, como lembra o intelectual Jaron Lanier, que cunhou a expressão "maoísmo digital". Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marionstrecker/2014/08/1505571-liberdade-para-mentir.shtml. Acesso em: 10 out.2014. “Seus verbetes na Wikipédia ganharam informações falsas e ofensivas.” [1º parágrafo] A respeito do pronome possessivo evidenciado nesse trecho, é válido afirmar que
  7. 37. UNIFESP 2013
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: O silêncio é a matéria significante por excelência, um continuum significante. O real da comunicação é o silêncio. E como o nosso objeto de reflexão é o discurso, chegamos a uma outra afirmação que sucede a essa: o silêncio é o real do discurso. O homem está "condenado" a significar. Com ou sem palavras, diante do mundo, há uma injunção à "interpretação": tudo tem de fazer sentido (qualquer que ele seja). O homem está irremediavelmente constituído pela sua relação com o simbólico. Numa certa perspectiva, a dominante nos estudos dos signos, se produz uma sobreposição entre linguagem (verbal e não-verbal) e significação. Disso decorreu um recobrimento dessas duas noções, resultando uma redução pela qual qualquer matéria significante fala, isto é, é remetida à linguagem (sobretudo verbal) para que lhe seja atribuído sentido. Nessa mesma direção, coloca-se o "império do verbal" em nossas formas sociais: traduz-se o silêncio em palavras. Vê-se assim o silêncio como linguagem e perde-se sua especificidade, enquanto matéria significante distinta da linguagem. (Eni Orlandi. As formas do silêncio, 1997.)   Na oração do 4° parágrafo - [...] para que lhe seja atribuído sentido. -, o pronome "lhe" substitui a expressão:
  8. 38. PUC-PR 2003
    Observe as frases: 1. Não ____ pode ____ calcular o prejuízo causado pelas chuvas. (se) 2. Faça o favor de ____ enviar ____ a carta, sem demora (lhe) 3. De fato, ninguém ____ havia lembrado ____ disso. (o) 4. Ela afirmou que o colega ____ estava molestando ____ (a) Considerando-se a norma culta da língua, em qualquer dos espaços que se posicionem os elementos colocados entre parênteses, ficam corretas somente:
  9. 39. PUC-PR 2003
    Assinale a alternativa em que o pronome colocado entre parênteses NÃO preenche corretamente as lacunas.
  10. 40. FGV 2003
    Observe a ocorrência da mesóclise nos seguintes exemplos: - veremos + o = vê-Io-emos; - faríamos + os = fá-Ios-íamos; - veríamos + a = vê-Ia-íamos. Assinale abaixo a alternativa em que a mesóclise ocorre de acordo com a norma culta.
  11. 41. UFSM 2006
    Observe o pronome de tratamento usado por Mafalda para dirigir-se a Manolito. Imagine o diálogo que antecedeu àquele registrado nos quadrinhos e analise os possíveis enunciados da professora se empregasse, de acordo com a norma culta, o mesmo pronome de tratamento que Mafalda usa para falar com Manolito. I. Manolito, vais indo bem em Matemática. II. Fico espantada com a tua rapidez para fazer contas. III. Eu lhe dou os parabéns pelo seu desempenho em Matemática. Está(ão) correta(s)
  12. 42. FUVEST 2005
    TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: "- Assim, pois, o sacristão da Sé, um dia, ajudando a missa, viu entrar a dama, que devia ser sua colaboradora na vida de D. Plácida. Viu-a outros dias, durante semanas inteiras, gostou, disse-lhe alguma graça, pisou-lhe o pé, ao acender os altares, nos dias de festa. Ela gostou dele, acercaram-se, amaram-se. Dessa conjunção de luxúrias vadias brotou D. Plácida. E de crer que D. Plácida não falasse ainda quando nasceu, mas se falasse podia dizer aos autores de seus dias: - Aqui estou. Para que me chamastes? E o sacristão e a sacristã naturalmente lhe responderiam: - Chamamos-te para queimar os dedos nos tachos, os olhos na costura, comer mal, ou não comer, andar de um lado para outro, na faina, adoecendo e sarando, com o fim de tornar a adoecer e sarar outra vez, triste agora, logo desesperada, amanhã resignada, mas sempre com as mãos no tacho e os olhos na costura, até acabar um dia na lama ou no hospital; foi para isso que te chamamos, num momento de simpatia". (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Bras Cubas) No trecho, "pisou-lhe o pé", o pronome "lhe" assume valor possessivo, tal como ocorre em uma das seguintes frases, também extraídas de "Memórias póstumas de Brás Cubas":
  13. 43. ESPM 2006
    Assinale o item em que o pronome destacado tenha valor semântico de possessivo:
  14. 44. UFTM 2012
    Leia o poema de Mauro Mota. Ausência Vestias diante do espelho o vestido de viagem, e o espelho partiu-se ao meio querendo prender-te a imagem. (Canto ao Meio) Ao reescrever o poema, empregando como sujeito explícito o pronome Elas, tem-se: Elas vestiam diante do espelho os vestidos de viagem, e o espelho partiu-se ao meio querendo ______ a imagem. A expressão que preenche corretamente a lacuna, de acordo com o português padrão, é:
  15. 45. ENEM PPL 2012
    A colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. Esses pronomes podem assumir três posições na oração em relação ao verbo. Próclise, quando o pronome é colocado antes do verbo, devido a partículas atrativas, como o pronome relativo. Ênclise, quando o pronome é colocado depois do verbo, o que acontece quando este estiver no imperativo afirmativo ou no infinitivo impessoal regido da preposição “a” ou quando o verbo estiver no gerúndio. Mesóclise, usada quando o verbo estiver flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito.   A mesóclise é um tipo de colocação pronominal raro no uso coloquial da língua portuguesa. No entanto, ainda é encontrada em contextos mais formais, como se observa em: 
  16. 46. CEFET-RJ 2013
    CLASSE MÉDIA NEGRA NO BRASIL: NEGROS EM ASCENSÃO SOCIAL   O estudo da mobilidade social ascendente da população brasileira, em particular o aumento apontado por diferentes estudos demográficos das classes médias em relação aos demais segmentos populacionais, leva-nos a uma reflexão sobre as desvantagens raciais relacionadas à ascensão social de não-brancos. (...)   Embora a classe média tenha crescido em termos relativos e absolutos, entre a população negra, esse crescimento foi significativamente menor. Segundo dados do IPEA, a quantidade de negros pertencentes à classe média ainda é muito pequena. Apesar disso, a classe média negra das capitais brasileiras teve um crescimento relativo de 10% entre os anos de 1992 e 1999, chegando ao patamar de um terço da classe média brasileira. (...)   Para a população negra de classe média, a superação dos estereótipos vinculados à cor (admitindo-se que os negros se encontram muito frequentemente realizando atividades desprestigiadas socialmente) constitui-se um problema que podemos associar a uma redefinição da própria identidade negra. Como se não fossem suficientes as dificuldades de uma recente transição do país de economia agrícola para economia urbana industrial e de serviços, há, ainda, 1o peso da herança deixada pelo longo período de escravidão no país, que influencia o racismo a que os negros ainda são submetidos.   Nesse sentido é que os afrodescendentes se empenham para a aquisição de certos símbolos que garantam sua distinção em relação ao restante dos afrodescendentes pertencentes às camadas populares, como a posse de um diploma universitário, o exercício de um trabalho não manual e o cultivo de algumas práticas de consumo que envolve diferenças no tamanho das residências, no modelo e ano do automóvel adquirido, no número de empregados domésticos e no modo de vestir.   A ascensão social da população negra tem como maior obstáculo a discriminação racial existente em nossa sociedade. Ao incorporar uma representação do espaço social como um espaço em que é possível a ascensão social, os cidadãos negros de classe média muitas vezes relevam o fato de o racismo existente na sociedade brasileira tornar suas perspectivas de futuro frustradas, o que corresponde a reconhecermos que um conjunto de possibilidades teoricamente existentes, na prática, podem se tornar inviáveis para um negro no Brasil, limitando efetivamente o campo de suas possibilidades, já que nem sempre o capital cultural acumulado pelos negros pode ser convertido em uma posição social correspondente. PRAXEDES, Rosângela R. In: Revista Espaço Acadêmico. Ano II, ND. 20, Janeiro/2003. Disponível em: http:llwww.espacoacademico.com.br/020/2orpraxedes.htm.   O pronome relativo é um conectivo muito importante na coesão textual, visto que evita a repetição desnecessária de palavras num texto. No trecho “(...) o peso da herança deixada pelo longo período de escravidão no país, que influencia o racismo a que os negros ainda são submetidos.” (ref. 1), os termos representados pelos pronomes relativos destacados são, respectivamente:  
  17. 47. ESC. NAVAL 2014
    Minha amiga me pergunta: por que você fala sempre nas coisas que acontecem a primeira vez e, sobretudo, as comparar com a primeira vez que você viu o mar? Me lembro dessa cena: um adolescente chegando ao Rio e o irmão lhe prevenindo: “Amanhã vou te apresentar o mar.” Isto soava assim: amanhã vou te levar ao outro lado do mundo, amanhã te ofereço a Lua. Amanhã você já não será o mesmo homem. E a cena continuou: resguardado pelo irmão mais velho, que se assentou no banco do calçadão, o adolescente, ousado e indefeso, caminha na areia para o primeiro encontro com o mar. Ele não pisava na areia. Era um oásis a caminhar. Ele não estava mais em Minas, mas andava num campo de tulipas na Holanda. O mar a primeira vez não é um rito que deixe um homem impune. Algo nele vai-se aprofundar. E o irmão lá atrás, respeitoso, era a sentinela, o sacerdote que deixa o iniciante no limiar do sagrado, sabendo que dali para a frente o outro terá que, sozinho, enfrentar o dragão. E o dragão lá vinha soltando pelas narinas as ondas verdes de verão. E o pequeno cavaleiro, destemido e intimidado, tomou de uma espada ou pedaço de pau qualquer para enfrentar a hidra que ondeava mil cabeças, e convertendo a arma em caneta ou lápis começou a escrever na areia um texto que não terminará jamais. Que é assim o ato de escrever: mais que um modo de se postar diante do mar, é uma forma de domar as vagas do presente convertendo-o num cristal passado. Não, não enchi a garrafinha de água salgada para mostrar aos vizinhos tímidos retidos nas montanhas, e fiz mal, porque muitos morreram sem jamais terem visto o mar que eu lhes trazia. Mas levei as conchas, é verdade, que na mesa interior marulhavam lembranças de um luminoso encontro de amor com o mar. Certa vez, adolescente ainda nas montanhas, li urna crônica onde um leitor de Goiás pedia à cronista que lhe explicasse, enfim, o que era o mar. Fiquei perplexo. Não sabia que o mar fosse algo que se explicasse. Nem me lembro da descrição. Me lembro apenas da pergunta. Evidentemente eu não estava pronto para a resposta. A resposta era o mar. E o mar eu conheci, quando pela primeira vez aprendi que a vida não é a arte de responder, mas a possibilidade de perguntar.  Os cariocas vão achar estranho, mas eu devo lhes revelar: o carioca, com esse modo natural de ir à praia, desvaloriza o mar. Ele vai ao mar com a sem-cerimônia que o mineiro vai ao quintal. E o mar é mais que horta e quintal. É quando atrás do verde-azul do instante o desejo se alucina num cardume de flores no jardim. O mar é isso: é quando os vagalhões da noite se arrebentam na aurora do sim. Ver o mar a primeira vez, lhes digo, é quando Guimarães Rosa pela vez primeira, por nós, viu o sertão. Ver o mar a primeira vez é quase abrir o primeiro consultório, fazer a primeira operação. Ver o mar a primeira vez é comprar pela primeira vez uma casa nas montanhas: que surpresas ondearão entre a lareira e a mesa de vinhos e queijos! O mar é o mestre da primeira vez e não para de ondear suas lições. Nenhuma onda é a mesma onda. Nenhum peixe o mesmo peixe. Nenhuma tarde a mesma tarde. O mar é um morrer sucessivo e um viver permanente. Ele se desfolha em ondas e não para de brotar. A contemplá-lo ao mesmo tempo sou jovem e envelheço. O mar é recomeço.   (SANT’ANNA, Affonso Romano de. O mar, a primeira vez. In:_____. Fizemos bem em resistir: crônicas selecionadas. Rio de Janeiro: Rocco,1994,  p.50-52. Texto adaptado.)    Em que opção o verbo destacado permite apenas o uso da próclise, de acordo com a norma padrão? 
  18. 48. FAMERP 2020
    Considere a tirinha Garfield, de Jim Davis. O pronome “este”, no terceiro quadrinho,
  19. 49. UNESP 2019
    Leia o trecho do romance S. Bernardo, de Graciliano Ramos, para responder à questão a seguir. O caboclo mal-encarado que encontrei um dia em casa do Mendonça também se acabou em desgraça. Uma limpeza. Essa gente quase nunca morre direito. Uns são levados pela cobra, outros pela cachaça, outros matam-se. Na pedreira perdi um. A alavanca soltou-se da pedra, bateu-lhe no peito, e foi a conta. Deixou viúva e órfãos miúdos. Sumiram-se: um dos meninos caiu no fogo, as lombrigas comeram o segundo, o último teve angina e a mulher enforcou-se. Para diminuir a mortalidade e aumentar a produção, proibi a aguardente. Concluiu-se a construção da casa nova. Julgo que não preciso descrevê-la. As partes principais apareceram ou aparecerão; o resto é dispensável e apenas pode interessar aos arquitetos, homens que provavelmente não lerão isto. Ficou tudo confortável e bonito. Naturalmente deixei de dormir em rede. Comprei móveis e diversos objetos que entrei a utilizar com receio, outros que ainda hoje não utilizo, porque não sei para que servem. Aqui existe um salto de cinco anos, e em cinco anos o mundo dá um bando de voltas. Ninguém imaginará que, topando os obstáculos mencionados, eu haja procedido invariavelmente com segurança e percorrido, sem me deter, caminhos certos. Não senhor, não procedi nem percorri. Tive abatimentos, desejo de recuar; contornei dificuldades: muitas curvas. Acham que andei mal? A verdade é que nunca soube quais foram os meus atos bons e quais foram os maus. Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízo; fiz coisas ruins que deram lucro. E como sempre tive a intenção de possuir as terras de S. Bernardo, considerei legítimas as ações que me levaram a obtê-las. Alcancei mais do que esperava, mercê de Deus. Vieram-me as rugas, já se vê, mas o crédito, que a princípio se esquivava, agarrou-se comigo, as taxas desceram. E os negócios desdobraram-se automaticamente. Automaticamente. Difícil? Nada! Se eles entram nos trilhos, rodam que é uma beleza. Se não entram, cruzem os braços. Mas se virem que estão de sorte, metam o pau: as tolices que praticarem viram sabedoria. Tenho visto criaturas que trabalham demais e não progridem. Conheço indivíduos preguiçosos que têm faro: quando a ocasião chega, desenroscam-se, abrem a boca – e engolem tudo. Eu não sou preguiçoso. Fui feliz nas primeiras tentativas e obriguei a fortuna a ser-me favorável nas seguintes. Depois da morte do Mendonça, derrubei a cerca, naturalmente, e levei-a para além do ponto em que estava no tempo de Salustiano Padilha. Houve reclamações. – Minhas senhoras, seu Mendonça pintou o diabo enquanto viveu. Mas agora é isto. E quem não gostar, paciência, vá à justiça. Como a justiça era cara, não foram à justiça. E eu, o caminho aplainado, invadi a terra do Fidélis, paralítico de um braço, e a dos Gama, que pandegavam no Recife, estudando Direito. Respeitei o engenho do Dr. Magalhães, juiz. Violências miúdas passaram despercebidas. As questões mais sérias foram ganhas no foro, graças às chicanas de João Nogueira. Efetuei transações arriscadas, endividei-me, importei maquinismos e não prestei atenção aos que me censuravam por querer abarcar o mundo com as pernas. Iniciei a pomicultura e a avicultura. Para levar os meus produtos ao mercado, comecei uma estrada de rodagem. Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos, chamou-me patriota, citou Ford e Delmiro Gouveia. Costa Brito também publicou uma nota na Gazeta, elogiando-me e elogiando o chefe político local. Em consequência mordeu-me cem mil-réis. (S. Bernardo, 1996.)  “Na pedreira perdi um. A alavanca soltou-se da pedra, bateu-lhe no peito, e foi a conta. Deixou viúva e órfãos miúdos. Sumiram-se: um dos meninos caiu no fogo, as lombrigas comeram o segundo, o último teve angina e a mulher enforcou-se.” (2º parágrafo) Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a   
  20. 50. EEAR 2019
    Em qual alternativa a classificação do pronome destacado está incorreta?
  21. 51. ENEM CANCELADO 2009
    Vera, Sílvia e Emília saíram para passear pela chácara com Irene. — A senhora tem um jardim deslumbrante, dona Irene! — comenta Sílvia, maravilhada diante dos canteiros de rosas e hortênsias. — Para começar, deixe o “senhora” de lado e esqueça o “dona” também — diz Irene, sorrindo. — Já é um custo aguentar a Vera me chamando de “tia” o tempo todo. Meu nome é Irene. Todas sorriem. Irene prossegue: — Agradeço os elogios para o jardim, só que você vai ter de fazê-los para a Eulália, que é quem cuida das flores. Eu sou um fracasso na jardinagem. BAGNO, M. A língua de Eulália: Novela Sociolinguística. São Paulo: Contexto, 2003 (adaptado). Na língua portuguesa, a escolha por “você” ou “senhor(a)” denota o grau de liberdade ou de respeito que deve haver entre os interlocutores. No diálogo apresentado acima, observa-se o emprego dessas formas. A personagem Sílvia emprega a forma “senhora” ao se referir à Irene. Na situação apresentada no texto, o emprego de “senhora” ao se referir à interlocutora ocorre porque Sílvia
  22. 52. UNEMAT 2011
    Resident Evil 4: Recomeço (Resident Evil: Afterlife, 2010)   EM EXIBIÇÃO Origem: EUA Gênero: Ação, Horror Classif.: 16 anos Duração: 97 min. Distribuidora: Sony Pictures Lanç. Nacional: 17/09/2010 Sinopse: O mundo está sendo devastado por um vírus infeccioso e as vítimas se tornam mortos-vivos. Alice continua sua busca por sobreviventes, para salvá-los. Enquanto uma batalha mortal com a Umbrella Corporation continua, Alice recebe ajuda de uma antiga amiga, Claire Redfield. Uma pista que promete um refúgio seguro para se proteger dos mortos-vivos leva Alice e seus companheiros a Los Angeles, mas, quando chegam, veem que a cidade foi tomada pelos mortos-vivos e que uma armadilha mortal espera por eles. Elenco: Milla Jovovich, Wentworth Miller, Ali Larter, Kim Coates, Shawn Roberts, Spencer Locke, Kacey Kodjoe, Norman Yeung Roteiro: Paul W.S. Anderson Produção Executiva: Victor Hadida, Martin Moszkowicz Produção: Paul W.S. Anderson, Jeremy Bolt, Don Carmody, Bernd Eichinger, Samuel Hadida, Robert Kulzer Direção: Paul W.S. Anderson   O pronome destacado no texto refere-se:  
  23. 53. UPE 2013
    CENSURA PRIVADA (1) O atual Código Civil, promulgado há dez anos, tem propiciado interpretações que sacrificam o direito constitucional à liberdade de expressão e pensamento. (2) O cerne do problema, objeto de uma ação ajuizada em julho no Supremo Tribunal Federal, são os artigos 17, 20 e 21. De acordo com eles, pode ser vetada a publicação de textos e imagens que não tenham sido autorizados pelos indivíduos a que se referem ou por seus herdeiros, em caso de morte. [...] (6) O pedido não é para o STF suprimir, por inconstitucionais, os referidos artigos do Código. Pleiteia-se a chamada "inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto", ou seja, que a corte declare inconstitucional a aplicação dos dispositivos a biografias literárias e audiovisuais. O mesmo deveria valer para todos os relatos jornalísticos. (7) Com efeito, não pode ser considerado injusto e passível de ressarcimento dano causado pela divulgação de fato histórico. Assim argumenta a Anel: "Como contar a história do Primeiro Reinado sem levar em conta as relações extraconjugais do imperador"? (8) Quanto a eventual abuso ou desvio na prestação de informações que venham a causar prejuízos a pessoas, devem ser punidos a posteriori, com os instrumentos legais que existem para esse fim. Caso contrário, volta a valer o regime odioso da censura prévia, que a Constituição brasileira baniu após anos de obscurantismo. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1137375-editorial-censura-privada.shtml. (Adaptado)   No trecho “com os instrumentos legais que existem para esse fim” (8º parágrafo), a expressão sublinhada faz referência à seguinte ideia:
  24. 54. UTFPR 2015
    Profissão Na hora de escolher a carreira é bom se informar, planejar a longo prazo e não temer uma guinada no futuro Assustados, confusos, indecisos. É assim que muitos jovens se sentem na hora de escolher sua profissão, às vésperas das inscrições para os vestibulares. Aquela certeza desde pequeno do que se vai ser quando crescer não rolou. Surge o medo de não dar certo. E a angústia aperta mais diante do variado leque de alternativas de curso superior. São mais de 150 e, a cada dia, surgem novas opções de carreiras e de oportunidades de trabalho. O que fazer? Esse turbilhão de dúvidas não deve ser encarado como um problema grave. Com vários caminhos abertos à sua frente, o indeciso tem maiores chances de escolher melhor do que quem apoia sua certeza em fantasias. Por isso, recomenda-se que essa fase da vida seja enfrentada com tranquilidade pelos jovens e sua família. Afinal, toda decisão pressupõe incertezas e uma dose de risco. E esse é o primeiro grande desafio do jovem diante do novo e do desconhecido. Uma forma de diminuir a pressão é saber que essa escolha profissional não é necessariamente definitiva. Novos caminhos vão surgir durante a faculdade, o mercado de trabalho pode exigir adaptações ou uma grande guinada na carreira. A mudança não significa fracasso nem frustração, mas sim a aceitação de desafios que a vida vai trazendo. Escolher uma profissão representa esboçar um projeto de vida, questionar valores, as habilidades, o que se gosta de fazer, a qualidade de vida que se pretende ter. E esse momento de reflexão pode render bem mais quando é compartilhado com a família. Um passo importante para o jovem indeciso é investigar, reunindo informações sobre as profissões e cursos oferecidos pelas faculdades. As transformações econômicas que atingiram o mundo de forma global impulsionaram novas e promissoras carreiras. São as profissões que envolvem inova- ções tecnológicas e áreas de inteligência e conhecimento. As carreiras tradicionais, como medicina, direito, engenharia, letras e administração, ainda são as mais procuradas nos vestibulares. Elas se renovaram e ganharam áreas de atuação que prometem sucesso e bons rendimentos. É bom também ficar antenado com o crescimento dos setores de serviços, lazer e entretenimento, meio ambiente e projetos sociais. Eles abriram oportunidades atraentes de trabalho para os profissionais com formação em biologia e educação física, que andavam em baixa, e valorizaram cursos que antes eram considerados de segunda linha, como relações internacionais, turismo e hotelaria. (...) Disponível em: .   Em relação ao texto, considere as seguintes afirmativas: I) As palavras "assustados", "confusos", "indecisos" são adjetivos usados para caracterizar os jovens. II) A conjunção "por isso" exprime uma ideia aditiva à oração que introduz. III) O pronome "Elas" é um elemento coesivo que retoma as "carreiras tradicionais".   Está(ão) correta(s) apenas:
  25. 55. UNB 2013
    1 Há mais de cem anos, a escravidão foi abolida do Brasil. O documentário Atlântico Negro — na Rota dos Orixás focaliza as relações culturais África-Brasil, motivadas 4 pelo tráfico de escravos. O diretor do filme, Renato Barbieri, evitou os clichês turísticos dos documentários usuais sobre o tema, que se 7 concentram no candomblé e na capoeira da Bahia, e mergulhou na cultura vodu, que, originária do antigo Daomé (hoje Benin), se enraizou principalmente no Maranhão. 10 O culto dos orixás do candomblé — também surgido no Daomé — é abordado no contexto amplo das relações culturais entre os dois continentes, e não como fenômeno 13 isolado. Uma das novidades do filme, aliás, é mostrar essas relações como um processo de mão dupla: não só houve influência africana na cultura brasileira, como também o inverso. 16 O documentário vai ao atual Benin e rastreia o que ficou da passagem dos negros brasileiros que para lá voltaram, levando consigo costumes luso-brasileiros, entre eles, a religião 19 católica, que passou a conviver com os antigos cultos jeje-daomeanos e o islamismo. Um dos achados do filme é o diálogo, por meio de vídeo, entre dois sacerdotes vodus, um do 22 Maranhão e o outro do Benin. O filme participou do Festival de Cannes em 1999, na mostra Noir-Black-Negro, cujo tema era o mundo dos negros. José Geraldo Couto. Folha de S. Paulo, maio/1999, Folha Ilustrada, 4.º caderno, p. 113 (com adaptações).   A oração iniciada pelo pronome “que” (R.8) está isolada por vírgula porque tem natureza
  26. 56. ENEM PPL 2011
    Quando Rubem Braga não tinha assunto, ele abria a janela e encontrava um. Quando não encontrava, dava no mesmo, ele abria a janela, olhava o mundo e comunicava que não havia assunto. Fazia isso com tanto engenho e arte que também dava no mesmo: a crônica estava feita. Não tenho nem o engenho nem a arte de Rubem, mas tenho a varanda aberta sobre a Lagoa ― posso não ver melhor, mas vejo mais. [...] Nelson Rodrigues não tinha problemas. Quando não havia assunto, ele inventava. Uma tarde, estacionei ilegalmente o Sinca-Chambord na calçada do jornal. Ele estava com o papel na máquina e provisoriamente sem assunto. Inventou que eu descia de um reluzente Rolls Royce com uma loura suspeita, mas equivalente à suntuosidade do carro. Um guarda nos deteve, eu tentei subornar a autoridade com dinheiro, o guarda não aceitou o dinheiro, preferiu a loura. Eu fiquei sem a multa e sem a mulher. Nelson não ficou sem assunto. CONY, C. H. Folha de S. Paulo. 2 jan. 1998 (adaptado).   O autor lançou mão de recursos linguísticos que o auxiliaram na retomada de informações dadas sem repetir textualmente uma referência. Esses recursos pertencem ao uso da língua e ganham sentido nas práticas de linguagem. É o que acontece com os usos do pronome “ele” destacados no texto. Com essa estratégia, o autor conseguiu
  27. 57. UFMS 2009
    Compare os pronomes “ambos” e “todos” nas seguintes frases, e assinale a alternativa correta.   Tenho dois filhos; ambos estão na faculdade.   Tenho três filhos; todos estão na faculdade.
  28. 58. FAAP 1996
    SONETO DE SEPARAÇÃO   De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto.   De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama.   De repente, não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente   Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente, não mais que de repente. (Vinícius de Morais)     "De repente do riso fez-se o pranto". À colocação do pronome "se" depois do verbo fazer (fez-se) dá-se o nome de:
  29. 59. ENEM PPL 2009
    S.O.S. Português Por que os pronomes oblíquos têm esse nome e quais as regras para utilizá-los? As expressões “pronome oblíquo” e “pronome reto” são oriundas do latim (casus obliquus e casus rectus). Elas eram usadas para classificar as palavras de acordo com a função sintática. Quando estavam como sujeito, pertenciam ao caso reto. Se exerciam outra função (exceto a de vocativo), eram relacionadas ao caso oblíquo, pois um dos sentidos da palavra oblíquo é “não é direito ou reto”. Os pronomes pessoais da língua portuguesa seguem o mesmo padrão: os que desempenham a função de sujeito (eu, tu, ele, nós, vós e eles) são os pessoais do caso reto; e os que normalmente têm a função de complementos verbais (me, mim, comigo, te, ti, contigo, o, os, a, as, lhe, lhes, se, si, consigo, nos, conosco, vos e convosco) são os do caso oblíquo. NOVA ESCOLA. Coluna “Na dúvida”, dez. 2008, p. 20. Na descrição dos pronomes, estão implícitas regras de utilização adequadas para situações que exigem linguagem formal. A estrutura que está de acordo com as regras apresentadas no texto é: 
  30. 60. UNICENTRO 2016
    Uma vida humana Cada um de nós nasce enquadrado. Acordamos do nada e nos encontramos jogados dentro de uma classe, de uma raça, de uma nação, de uma cultura, de uma época. Nunca mais conseguimos nos desvencilhar completamente desse enquadramento. Ele nos faz o que somos. Mas não tudo o que somos. O indivíduo sente e sabe também ser mais do que essa situação ao mesmo tempo definidora e acidental. Ela nos quer aprisionar num destino específico. Contra esse rebela-se, em cada pessoa, o espírito, que se reconhece como infinito acorrentado pelo finito. E tudo o que quer o espírito é encontrar uma moradia no mundo que lhe faça justiça, respeitando-lhe a vocação para transgredir e transcender. Por isso, as raízes de um ser humano deitam mais no futuro do que no passado. Entretanto o indivíduo cedo precisa abandonar a ideia de ser tudo para que possa ser alguém. Escolhendo e abrindo um caminho ou aceitando o caminho que lhe é imposto, ele se mutila. Suprime muitas vidas possíveis para construir uma vida real. Essa mutilação é o preço de qualquer engajamento fecundo. Para que ela não nos desumanize, temos de continuar a senti-la: a dor no ponto da amputação e os movimentos fantasmas dos membros que cortamos fora. Precisamos imaginar a experiência das pessoas que poderíamos ter sido. Depois, já mutilados e lutando, vemo-nos novamente presos dentro de uma posição que, por melhor que seja, ainda não faz jus àquele espírito dentro de cada pessoa que é o infinito preso no finito. Rendemo-nos, por descrença e desesperança, a essa circunstância, começamos a morrer. Uma múmia se vai formando em volta de cada um de nós. Para continuar a viver até morrer de uma só vez, em vez de morrer muitas vezes e aos poucos, temos de romper a múmia de dentro para fora. A única maneira de fazê-lo é nos desproteger, provocando embates que nos devolvam à condição de incerteza e abertura que abandonamos quando aceitamos nos mutilar. É do hábito de imaginar como outros sofrem a mesma trajetória que surge a compaixão. Aliada ao interesse prático, ela nos permite cooperar no enfrentamento das condições que tornam o mundo 45 inóspito ao espírito. E é para torná-lo mais hospitaleiro ao espírito que precisamos democratizar sociedades e reinventar instituições. Temos de desrespeitar e reconstruir as estruturas para poder respeitar e divinizar as pessoas. UNGUER, Roberto Mangabeira. Uma vida Humana. Folha de São Paulo, São Paulo, 11 setembro [2001]. Opinião, Tendências/Debates.   Marque V ou F, conforme sejam as afirmativas verdadeiras ou falsas. (  ) Em “Cada um de nós nasce enquadrado.”, o termo qualificador “enquadrado” poderia ser usado no plural concordando com o pronome “nós”. (  ) As palavras “época”, “indivíduo”, “espírito” e “raízes” são acentuadas pela mesma razão. (  ) Em “Para que ela não nos desumanize, temos de continuar a senti-la”, o pronome "ela" e a contração "la" são termos anafóricos que retomam a palavra “mutilação”. (  ) As vírgulas em “Depois, já mutilados e lutando, vemo-nos novamente presos” são aplicadas pelo mesmo motivo que em “Rendemo-nos, por descrença e desesperança, a essa circunstância”. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
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