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  1. 151

    IME 2016

    Texto 1 A QUÍMICA EM NOSSAS VIDAS   Carlos Corrêa Há a ideia generalizada de que o que é natural é bom e o que é sintético, o que resulta da ação do homem, é mau. Não vou citar os terremotos, tsunamis e tempestades, tudo natural, que não têm nada de bom, mas certas substâncias naturais muito más, como as toxinas produzidas naturalmente por certas bactérias e os vírus, todos tão na moda nestes últimos tempos. Dentre os maiores venenos que existem, seis são naturais. Só o sarin (gás dos nervos) e as dioxinas é que são de origem sintética.   Muitos alimentos contêm substâncias naturais que podem causar doenças, como por exemplo o isocianato de alila (alho, mostarda) que pode originar tumores, o benzopireno (defumados, churrascos) causador de câncer do estômago, os cianetos (amêndoas amargas, mandioca) que são tóxicos, as hidrazinas (cogumelos) que são cancerígenas, a saxtoxina (marisco) e a tetrodotoxina (peixe estragado) que causam paralisia e morte, certos taninos (café, cacau) causadores de câncer do esôfago e da boca e muitos outros.   A má imagem da Química resulta da sua má utilização e deve-se particularmente à dispersão de resíduos no ambiente (que levam ao aquecimento global e mudanças climáticas, ao buraco da camada de ozônio e à contaminação das águas e solos) e à utilização de aditivos alimentares e pesticidas.   Muitos desses males são o resultado da pouca educação dos cidadãos. Quem separa e compacta o lixo? Quem entrega nas farmácias os medicamentos que se encontram fora do prazo de validade? Quem trata os efluentes dos currais e das pocilgas? Quem deixa toda a espécie de lixo nas areias das nossas praias e matas? Quem usa e abusa do automóvel? Quem berra contra as queimadas mas enche a sala de fumaça, intoxicando toda a família? Quem não admira o fogo de artifício, que enche a atmosfera e as águas de metais pesados?   Há o hábito de utilizar a expressão “substância química” para designar substâncias sintetizadas, imprimindo-lhes um ar perverso, de substância maldita. Há tempos passou na TV um anúncio destinado a combater o uso do tabaco que dizia: “… o fumo do tabaco contém mais de 4000 substâncias químicas tóxicas, irritantes e cancerígenas…”. Bastaria referir “substâncias”, mas teve de aparecer o qualificativo “químicas” para lhes dar um ar mais tenebroso. Todas as substâncias, naturais ou de síntese, são “substâncias químicas”! Todas as substâncias, naturais ou de síntese, podem ser prejudiciais à saúde! Tudo depende da dose.   Qualquer dia aparecerá uma notícia na TV referindo, logo a seguir às notícias dos dirigentes e jogadores de futebol, que “A água, substância com a fórmula molecular H2O, foi a substância química responsável por muitas mortes nas nossas praias”… por falta de cuidado! Porque os Químicos determinaram as estruturas e propriedades dessas substâncias, haverá razão para lhes chamar “substâncias químicas”? Estamos sendo envenenados pelas muitas “substâncias químicas” que invadem as nossas vidas?   A ideia de que o câncer está aumentando devido a essas “substâncias químicas” é desmentida pelas estatísticas sobre o assunto, à exceção do fumo do tabaco, que é a maior causa de aumento do câncer do pulmão e das vias respiratórias. O aumento da longevidade acarreta necessariamente um aumento do número de cânceres. Curiosamente, o tabaco é natural e essas 4000 substâncias tóxicas, irritantes e cancerígenas resultam da queima das folhas do tabaco. A reação de combustão não foi inventada pelos químicos; vem da idade da pedra, quando o homem descobriu o fogo.   O número de cânceres das vias respiratórias na mulher só começou a crescer em meados dos anos 60, com a emancipação da mulher e o subsequente uso do cigarro. É o tipo de câncer responsável pelo maior número de mortes nos Estados Unidos. Não é verdade que as substâncias de síntese (as “substâncias químicas”) sejam uma causa importante de câncer; isso sucede somente quando há exposição a altas doses. As maiores causas de câncer são o cigarro, o excesso de álcool, certas viroses, inflamações crônicas e problemas hormonais. A melhor defesa é uma dieta rica em frutos e vegetais.   Há alguns anos, metade das substâncias testadas (naturais e sintéticas) em roedores deram resultado positivo em alguns testes de carcinogenicidade. Muitos alimentos contêm substâncias naturais que dão resultado positivo, como é o caso do café torrado, embora esse resultado não possa ser diretamente relacionado ao aparecimento de um câncer, pois apenas a presença de doses muito elevadas das substâncias pode justificar tal relação.   Embora um estudo realizado por Michael Shechter, do Instituto do Coração de Sheba, Israel, mostrasse que a cafeína do café tem propriedades antioxidantes, atuando no combate a radicais livres, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, a verdade é que, há meia dúzia de anos, só 3% dos compostos existentes no café tinham sido testados. Das trinta substâncias testadas no café torrado, vinte e uma eram cancerígenas em roedores e faltava testar cerca de um milhar! Vamos deixar de tomar café? Certamente que não. O que sucede é que a Química é hoje capaz de detectar e caracterizar quantidades minúsculas de substâncias, o que não sucedia no passado. Como se disse, o veneno está na dose e essas substâncias estão presentes em concentrações demasiado pequenas para causar danos.   Diante do que se sabe das substâncias analisadas até aqui, todos concordam que o importante é consumir abundantes quantidades de frutos e vegetais. Isso compensa inclusive riscos associados à possível presença de pequenas quantidades de pesticidas. CORRÊA, Carlos. A Química em nossas vidas. Disponível em: . Acesso em 17 Abr 2015. (Texto adaptado)   Nas opções abaixo, o vocábulo destacado indica uso de recurso coesivo referencial, exceto em: 

  2. 152

    UFSC 2014

    Pechada O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado. — Aí, Gaúcho! — Fala, Gaúcho! Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações? — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato. — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português. O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara. Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera. — O pai atravessou a sinaleira e pechou. — O quê? — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou. A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo. — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge. — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou. — E o que é isso? — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu. — Nós vinha... — Nós vínhamos. — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto. A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito. “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada. — Aí, Pechada! — Fala, Pechada! VERISSIMO, Luis Fernando. Disponível em: . Acesso em: 13 jun. 2014.   Considere os excertos A e B retirados do texto, e analise as afirmativas abaixo. A. “Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?” B. A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.   I. Em A, a pronúncia e a língua são sujeito de “variava” e de “era”, respectivamente. II. Em B, as formas verbais varreu e acontecera podem ser substituídas por “varrera” e “aconteceu”, sem alteração no significado temporal do excerto. III. Em B, os pronomes seu e o fazem referência a “professora” e “Jorge”, respectivamente. IV. Os verbos falassem (em A) e procurava (em B) estão conjugados no mesmo tempo verbal, porém em modos diferentes: subjuntivo e indicativo, respectivamente.   Assinale a alternativa CORRETA.

  3. 153

    FCMMG 2005

    "MEDECIN...MALGRÉ LUI"1  Joaquim Manuel de Macedo, o famoso autor d’A moreninha, exercia a medicina durante o seu tempo de estudante, quando ia a Itaboraí, sua cidade natal. Uma vez formado, abandonou a profissão de tal modo que não se lembrava, às vezes, que era médico.  Certo dia, morreu-lhe em casa uma pretinha, sendo necessário, para enterrá-la, um atestado médico. Distraído, o romancista saiu, e, ao chegar à cidade, encontrou-se com o Barão de Capanema, que perguntou aonde ia. Macedo contou-lhe o que lhe ocorrera em casa, e a sua atrapalhação para o enterro. - Agora, o pior – terminou – é um médico para o atestado. - Um médico? – fez Capanema espantado. E sacudindo-lhe o braço: - Aqui está um! E riram, os dois. (CAMPOS, Humberto de. O Brasil anedótico. Rio de Janeiro: Jackson, 1933, p.38.) 1 Médico, apesar dele.     Com base nos pronomes destacados, é INCORRETO afirmar que o autor do texto:

  4. 154

    ITA 1996

    Leia com atenção as frases a seguir:   1 - Vá depressa, que o Chefe quer falar________. 2 - Leva ________o guarda- chuva, que o tempo está nublado. 3 - Informaram -________ que amanhã não haverá expediente. 4 - Felizmente, poucos são os que se aborrecem perante_________.   As lacunas das frases acima devem ser completadas, respectivamente, pelos pronomes:

  5. 155

    UECE 2012

    SEQUÊNCIAS Eu era pequena. A cozinheira Lizarda tinha nos levado ao mercado, minha irmã, eu. Passava um homem com um abacate na mão e eu inconsciente: “Ome, me dá esse abacate...” O homem me entregou a fruta madura. Minha irmã, de pronto: “vou contar pra mãe que ocê pediu abacate na rua”. Eu voltava trocando as pernas bambas. Meus medos crescidos, enormes... A denúncia confirmada, o auto, a comprovação do delito. O impulso materno... consequência obscura da escravidão passada, o ranço dos castigos corporais. Eu, aos gritos, esperneando. O abacate esmagado, pisado, me sujando toda. Durante muitos anos minha repugnância por esta fruta trazendo a recordação permanente do castigo. Sentia, sem definir, a recreação dos que ficaram de fora, assistentes, acusadores. Nada mais aprazível no tempo, do que presenciar a criança indefesa espernear numa coça de chineladas. “É pra seu bem”, diziam, “doutra vez não pedi fruita na rua”. (Cora Coralina. Melhores poemas. p. 158.) Atente ao seguinte verso: Durante muitos anos minha repugnância por esta fruta . Leia as considerações tecidas sobre ele.   I. O emprego do pronome demonstrativo esta, em esta fruta, está de acordo com os padrões da gramática normativa. II. O uso de esta na expressão esta fruta reforça a ideia de proximidade e presentifica o episódio do abacate. III. A gramática normativa desabonaria, nesse caso, o emprego dos pronomes “essa” e “aquela”.   Está correto o que se afirma em

  6. 156

    UNEMAT 2006

    A gramática do bom humor Millôr Fernandes Quando os eruditos descobriram a língua, ela já estava completamente pronta pelo povo. Os eruditos tiveram apenas que proibir o povo de falar errado. (...) As palavras nascem saudáveis e livres, crescem vagabundas e elásticas, vivem informes, e dinâmicas. Morrem quando contraem o câncer do significado definitivo e são recolhidas ao CTI dos dicionários. Devemos ser gratos aos portugueses. Se não fossem eles estaríamos até hoje falando tupi-guarani, uma língua que não entendemos. Que língua a nossa! A palavra oxítona é proparoxítona. (A Bíblia do Caos, In. Revista Língua Portuguesa - Ano I, n°01, 2005, p. 15) Com base nos enunciados destacados, assinale a alternativa CORRETA

  7. 157

    UNIPAM 2013

    Um “exercício de ubiqüidade”, esta “impertinente ausência”, de Michel de Certeau.   A autonomia do leitor depende de uma transformação das relações sociais que sobredeterminam a sua relação com os textos. [...]. Destacar alguns aspectos da operação leitora indica já como é que ela escapa à lei da informação. “Leio e me ponho a pensar... Minha leitura seria então a minha impertinente ausência. Seria a leitura um exercício de ubiqüidade?” Experiência iniciática: ler é estar alhures, onde não se está, em outro mundo; é constituir uma cena secreta, lugar onde se entra e de onde se sai à vontade; é criar cantos de sombra e de noite numa existência submetida à transparência tecnocrática e àquela luz implacável que, em Genet, materializa o inferno da alienação social. Já o observava Marguerite Duras: “Talvez se leia sempre no escuro... A leitura depende da escuridão da noite. Mesmo que se leia em pleno dia, fora, faz-se noite em redor do livro”. O leitor é o produtor de jardins que miniaturizam e congregam um mundo. Robinson de uma ilha a descobrir, mas “possuído” também por seu próprio carnaval que introduz o múltiplo e a diferença no sistema escrito de uma sociedade e de um texto. Autor romanesco, portanto. Ele se desterritorializa, oscilando em um não lugar entre o que inventa e o que modifica. Ora efetivamente como o caçador da floresta, ele tem o escrito à vista, descobre uma pista, ri, faz “golpes”, ou então, como jogador deixa-se prender aí. Ora perde aí as seguranças fictícias da realidade: suas fugas o exilam das certezas que colocam o eu no seu tabuleiro social. Quem lê com efeito? Sou eu ou o quê de mim? “Não sou eu como uma verdade, mas eu como a incerteza do eu, lendo estes textos da perdição[...]” . Longe de serem escritores, fundadores de um lugar próprio, herdeiros dos servos de antigamente mas agora trabalhando no solo da linguagem, cavadores de poços, construtores de casas, os leitores são viajantes; circulam nas terras alheias, nômades caçando por conta própria através dos campos que não escreveram, arrebatando os bens do Egito para usufruí-los. A escritura acumula, estoca e resiste ao tempo pelo estabelecimento de um lugar e multiplica sua produção pelo expansionismo da reprodução. A leitura não tem garantias contra o desgaste do tempo (a gente se esquece e esquece), ela não conserva ou conserva mal a sua posse, e cada um dos lugares por onde ela passa é repetição do paraíso perdido. Com efeito, a leitura não tem lugar: Barthes lê Proust no texto de Stendhal; o telespectador lê a paisagem de sua infância na reportagem da atualidade. A telespectadora que diz da emissão vista na véspera: “Era uma coisa idiota, mas eu não desligava”, qual era o lugar que a prendia, que era e no entanto não era o da imagem vista? O mesmo se dá com o leitor: seu lugar não é aqui ou lá, um ou outro, mas nem um nem outro, simultaneamente dentro e fora, perdendo tanto um como o outro misturando-os, associando textos adormecidos mas que ele desperta e habita, não sendo nunca o seu proprietário. Assim, escapa também à lei de cada texto em particular, como à do meio social. (CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano. Petrópolis: Vozes, 1998).   Assinale a alternativa que faz uma leitura EQUIVOCADA do recurso sintático e/ou textual sublinhado no fragmento selecionado.

  8. 158

    UFAC 1997

     O PRIMO  Primeira noite ele conheceu que Santina não era moça. Casado por amor, Bento se desesperou. Matar a noiva, suicidar-se, e deixar o outro sem castigo? Ela revelou que, havia dois anos, o primo Euzébio lhe fizera mal, por mais que se defendesse. De vergonha, prometeu a Nossa Senhora ficar solteira. O próprio Bento não a deixava mentir, testemunha de sua aflição antes do casamento. Santina pediu perdão, ele respondeu que era tarde - noiva de grinalda sem ter direito. (Cemitério de elefantes. Apud CARNEIRO, Agostinho Dias).   Na frase "Isso pouco importa, eu já lhe falei bastantes vezes", as palavras sublinhadas são, respectivamente:

  9. 159

    UFABC 2009

    Os pronomes estão empregados de acordo com a norma padrão em:

  10. 160

    UNEMAT 2006

    “Hein?” “Como?” e “Hã?” definitivamente fora das suas conversas por telefone.   2.4 GHz  DIGITAL GIGARANGE   Menos interferência, menos ruído e mais qualidade na sua ligação porque funciona numa frequência mais limpa. 2.4 GHz: a nova tecnologia dos telefones sem fio da Panasonic. Revista Caras, nº35   Com base no texto, assinale a alternativa INCORRETA.

  11. 161

    PUC-RS 2010

    1. A coragem (...) só se torna uma virtude quando a 2. serviço de outrem ou de uma causa geral e generosa. 3. Como traço de caráter, a coragem é, sobretudo, uma 4. fraca sensibilidade ao medo, seja por ele ser pouco 5. sentido, seja por ser bem suportado, ou até provocar 6. prazer. É a coragem dos estouvados, dos brigões ou 7. dos impávidos, a coragem dos “durões”, como se diz 8. em nossos filmes policiais, e todos sabem que a virtu- 9. de pode não ter nada a ver com ela. 10. Isso quer dizer que ela é, do ponto de vista moral, 11. totalmente indiferente? Não é tão simples assim. Mês- 12. mo numa situação em que eu agiria apenas por egoís- 13. mo, pode-se estimar que a ação generosa (por exem- 14. plo, o combate contra um agressor, em vez da súplica) 15. manifestará maior domínio, maior dignidade, maior li- 16. berdade, qualidades moralmente significativas e que 17. darão à coragem, como que por retroação, algo de seu 18. valor: sem ser sempre moral, em sua essência, a cora- 19. gem é aquilo sem o que, não há dúvida, qualquer moral 20. seria impossível ou sem efeito. Alguém que se entre- 21. gasse totalmente ao medo que lugar poderia deixar aos 22. seus deveres? (...) O medo é egoísta. A covardia é ego- 23. ísta. (...) Como virtude, ao contrário, a coragem supõe 24. sempre uma forma de desinteresse, de altruísmo ou de 25. generosidade. Ela não exclui, sem dúvida, uma certa 26. insensibilidade ao medo, até mesmo um gosto por ele. 27. Mas não os supõe necessariamente. Essa coragem não 28. é a ausência do medo, é a capacidade de superá-lo, 29. quando ele existe, por uma vontade mais forte e mais 30. generosa. Já não é (ou já não é apenas) fisiologia, é 31. força de alma, diante do perigo. Já não é uma paixão, é 32. uma virtude, é a condição de todas. Já não é a cora- 33. gem dos durões, é a coragem dos doces, e dos heróis. INSTRUÇÃO: Para responder, considerar o que é solicitado e os itens numerados de 1 a 4. Quanto ao emprego de pronomes no texto, afirma-se: 1. O “ela”, na linha 10, retoma “virtude” (linhas 08 e 09). 2. Quanto ao sentido, o “eu”, na linha 12, tem valor equivalente ao de “alguém”, na linha 20. 3. A palavra “algo”, na linha 17, poderia ser substituída pela expressão “um pouco”, sem prejuízo à coerência e à correção do texto. 4. O “os” da linha 27 retoma “desinteresses”, “altruísmo” e “generosidade” (linhas 24 e 25). Estão corretas apenas as afirmativas

  12. 162

    UFAM 2009

    Assinale a opção em que as orações são ligadas por pronome relativo:

  13. 163

    UFPEL 2007

    Embora sejam considerados como oriundos da sabedoria popular, os provérbios expressam um conjunto de valores que, por vezes, é preconceituoso. Lê os provérbios abaixo e assinala a alternativa em que tanto o termo sublinhado remete a um antecedente como há um preconceito implícito. 

  14. 164

    UFAM 2010

    Assinale a opção em que o emprego do pronome relativo apresenta erro:

  15. 165

    ITA 1995

    Indique a alternativa em que há erro gramatical:

  16. 166

    PUC-RS 2010

    1. Grande parte de nossas decisões é tomada de 2. maneira mais ou menos automática. Esse processo 3. é guiado pelo valor que se dá às diversas experiê- 4. ncias do passado. Se uma pessoa desperta boas emo- 5. ções em mim, toda vez que eu a encontrar vou reviver 6. uma   memória   que   se   divide   em   dois   aspectos: 7. o  cognitivo  (quem  é  essa  pessoa)  e  o  emocional 8. (é alguém de quem eu gosto). Não há memória ou 9. tomada de decisões neutras, sem emoção. 10. Na verdade, nada é mais essencial para a identi- 11. dade de uma pessoa do que o conjunto de experiên- 12. cias armazenadas em sua mente. Por isso, o que 13. mais distingue a memória humana é a capacidade 14. de ter uma autobiografia. Cada um de nós sabe quan- 15. do nascemos, quem são nossos pais, nossos ami- 16. gos, quais são nossas preferências, o que já realiza- 17. mos na vida… Enfim, qual é nossa história. Um chim- 18. panzé ou um cão têm isso de forma limitada; sua me- 19. mória não possui a mesma riqueza de detalhes e 20. abrangência. Essa diferença é amplificada pela lin- 21. guagem, que codifica memórias não verbais em for- 22. mas verbais, expandindo enormemente tudo o que o 23. ser humano é capaz de memorizar. 24. Cada vez que a memória decai, e conforme a ida- 25. de isso ocorre em maior ou menor grau, perde-se 26. um pouco da interação com o mundo. Mas a ciência 27. vem avançando no conhecimento dos mecanismos da 28. memória e de como fazer para preservá-la. Pesquisas 29. recentes permitem vislumbrar o dia em que será reali- 30. dade a manipulação da memória humana. (...) 31. A neurociência é um campo tão promissor que, nos 32. Estados Unidos, um quinto do financiamento em pes- 33. quisas médicas do governo federal vai para as tentati- 34. vas de compreender os mecanismos do cérebro. E os 35. estudos sobre a memória têm lugar destacado nesse 36. esforço científico. Afinal, mantê-la em perfeito funcio- 37. namento tornou-se preocupação central nas socieda- 38. des modernas, na qual dois fenômenos desafiam: a ex- 39. posição a uma carga diária excessiva de informações, 40. que o cérebro precisa processar, selecionar e, se rele- 41. vantes, reter para uso futuro; e o aumento da expecta- 42. tiva  de  vida,  que  se  traduz  em  uma  população  mais 43. vulnerável a distúrbios associados à perda de memória. INSTRUÇÃO: Para resolver, considere o trecho compreendido entre as linhas 04 a 08 e as possibilidades de preenchimento das lacunas abaixo. Se a expressão “em mim” (linha 05) fosse substituída por  _________,  a  frase  permaneceria  correta,  mas seria obrigatório  fazer mais  _________  alterações. 1.  em seus colegas – cinco 2.  em alguém – quatro 3.  em nós – cinco 4.  em ti – quatro   As possibilidades corretas são, apenas,  

  17. 167

    ITA 2013

    Texto II Trecho de uma entrevista com o escritor canadense Don Tapscott.   Jornalista:_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _   Don Tapscott: Quando falamos em informação livre, em transparência, falamos de governos, de empresas, não do ser humano comum. As pessoas não têm obrigação de expor seus dados, seus gostos. Ao contrário, elas têm a obrigação de manter a privacidade. Porque a garantia da privacidade é um dos pilares de nossa sociedade. Mas vivemos num mundo em que as informações pessoais circulam, e essas informações formam um ser virtual. Muitas vezes, esse ser virtual tem mais dados sobre você do que você mesmo. Exemplo: você pode não lembrar o que comprou há um ano, o que comeu ou que filme viu há um ano. Mas a empresa de cartão de crédito sabe, o Facebook pode saber. Muitas pessoas defendem toda essa abertura, mas isso pode ser muito perigoso por uma série de razões. Há muitos agentes do mal por aí, pessoas que podem coletar informações a seu respeito para prejudicá-lo. Muitas vezes somos nós que oferecemos essa informação. Por exemplo, 20% dos adolescentes nos Estados Unidos enviam para as namoradas ou namorados fotos em que aparecem nus. Quando uma menina de 14 anos faz isso, ela não tem ideia de onde vai parar essa imagem. O namorado pode estar mal-intencionado ou ser ingênuo e compartilhar a foto.   Jornalista: E as informações que não fornecemos, mas que coletam sobre nós por meio da visita a websites ou pelo consumo?   Don Tapscott: Há dois grandes problemas. Um é o que chamo de Big Brother 2.0, que é diferente daquela ideia de ser filmado o tempo todo por um governo. Esse Big Brother 2.0 é a coleta sistemática de informações feita pelos governos. O segundo problema é o "little brother" – as empresas que também coletam informações a nosso respeito por razões econômicas, para definir nosso perfil e nos bombardear com publicidade. Muitas empresas, como o Facebook, querem é que a gente forneça mais e mais informações sobre nós mesmos porque isso tem valor. Às vezes, isso pode até ser vantajoso. Se eu, de fato, estiver procurando um carro, seria ótimo receber publicidade de carros diretamente. Mas e se essas empresas tentarem manipulá-lo? Podem usar sofisticados instrumentos de psicologia para motivá-lo a fazer alguma coisa sobre a qual você nem estava pensando.   Jornalista: O que podemos fazer para evitar isso?   Don Tapscott: Precisamos de mais leis sobre como essas informações são usadas. É necessário ficar claro que os dados coletados serão usados apenas para um propósito específico e que esse conjunto de dados não pode ser vendido para outros sem a sua permissão. (Folha de S. Paulo, 12/07/2012. Texto adaptado.)   Na resposta de Don Tapscott para a segunda pergunta, uma forma típica da linguagem oral, cujo uso NÃO é recomendado para textos escritos formais é:   I. a troca de pronome da primeira para a segunda pessoa do singular. II. a forma do pronome relativo em “sobre a qual”. III. o emprego do pronome pessoal oblíquo em “manipulá-lo” e “motivá-lo”.   Está(ão) correta(s) apenas:

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