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  1. 31

    UFRGS 2010

    As três palavras que são acentuadas graficamente pela mesma razão são:

  2. 32

    UPE 2014

    Mais de 21% dos jovens têm sintomas de depressão; 5% tentaram suicídio   Mais de 21% dos brasileiros de 14 a 25 anos têm sintomas indicativos de depressão. Entre as mulheres, a proporção é ainda maior e passa de 28%, segundo dados do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), divulgado nesta quarta-feira (26) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).   Os pesquisadores do Lenad avaliaram os indicadores do transtorno por meio de uma ferramenta de diagnóstico validada no país, a escala CES-D. Eles alertam, no entanto, que a diferença entre os gêneros pode se dar simplesmente porque as mulheres tendem a relatar mais seus sintomas e procurar ajuda.   Você está deprimido ou é só tristeza?   Confundir tristeza com depressão é muito comum e não traz graves consequências. O problema é quando a pessoa acha que está triste e, na verdade, está deprimida. Nesse caso, além de gerar sofrimento, a situação pode colocar a saúde em risco.    Suicídio   Na população de adolescentes e jovens adultos, quase 1 em cada dez já pensou, em algum momento, em tirar a própria vida – índice que foi semelhante entre os jovens dos dois sexos; 5% dos jovens declararam já terem feito alguma tentativa de suicídio.   A OMS prevê que até o ano de 2020 a depressão passe a ser a segunda maior causa de incapacidade e perda de qualidade de vida na população mundial.   “Este tipo de dado causa um pouco de espanto, pois, se pensarmos na faixa etária, diríamos que estão na chamada ‘flor da idade’. E, novamente, as meninas são a maioria. Porém, é bom lembrarmos que elas costumam relatar mais facilmente seus sentimentos e opiniões que os garotos”, salienta a psicóloga e doutora em psiquiatria Ilana Pinsky, uma das responsáveis pela pesquisa. Cármen Guaresemin. Disponível em: http://noticias.uol.com.br. Acesso em: 18/07/2014. Adaptado.   Acerca de aspectos gramaticais do texto, analise as proposições a seguir.   I. No trecho: “5% dos jovens declararam já terem feito alguma tentativa de suicídio.”, o autor optou pela forma plural do verbo. Nesse caso, a forma singular estaria igualmente de acordo com a norma-padrão. II. No trecho: “Na população de adolescentes e jovens adultos, quase 1 em cada dez já pensou, em algum momento, em tirar a própria vida – índice que foi semelhante entre os jovens dos dois sexos.”, o travessão indica uma pausa breve e realça a informação que vem após ele. III. O segmento “tirar a própria vida” pode ser parafraseado por “dizer não à vida”. Nessa paráfrase, o sinal indicativo de crase é obrigatório. IV. Assim como “depressão”, também se grafam com “ss” palavras como “admirassão" e “excessão”.   Estão CORRETAS, apenas:

  3. 33

    UNIFESP 2016

    Leia o excerto da crônica “Mineirinho” de Clarice Lispector (1925-1977), publicada na revista Senhor em 1962, para responder.   É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo procurar por que está doendo a morte de um facínora1 . E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho2 do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensa- ções contraditórias por não saber como harmonizá-las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir-se dividido na própria perplexidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. A cozinheira se fechou um pouco, vendo-me talvez como a justiça que se vinga. Com alguma raiva de mim, que estava mexendo na sua alma, respondeu fria: “O que eu sinto não serve para se dizer. Quem não sabe que Mineirinho era criminoso? Mas tenho certeza de que ele se salvou e já entrou no céu”. Respondi-lhe que “mais do que muita gente que não matou”. (Clarice Lispector. Para não esquecer, 1999.)   1 facínora: diz-se de ou indivíduo que executa um crime com crueldade ou perversidade acentuada. 2 Mineirinho: apelido pelo qual era conhecido o criminoso carioca José Miranda Rosa. Acuado pela polícia, acabou crivado de balas e seu corpo foi encontrado à margem da Estrada Grajaú-Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.   Em “Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto” (1o parágrafo), o termo em destaque constitui

  4. 34

    PUC-PR 2016

    Leia as sentenças e assinale o que se pede a seguir:   I. Em 2014, os brasileiros, confiantes e crédulos, saíram a consumir, como se consumo fosse investimento. E o Estado agora nos convoca à pagar também suas dívidas, que não são nossas. (Veja. São Paulo: Abril, p. 23, 10 jun. 2015. Adaptado).  II. Pode-se dizer que as gerações da Idade Média falam às gerações atuais por meio das grandes obras de arquitetura que exprimem a devoção e o espírito da época. (WHITNEY, W. A vida da linguagem. Petrópolis: Vozes, 2010. p.17). III. À linguagem é uma expressão destinada a transmissão do pensamento. IV. O atendimento a gestantes foi suspenso ontem à tarde e a Prefeitura pouco pode fazer a curto prazo para amenizar a situação. V. Transmita a cada um dos pacientes às instruções necessárias à continuidade do tratamento.   O sinal indicativo de crase está adequadamente empregado na(s) alternativa(s): 

  5. 35

    UFRGS 2016

    Quando a economia política clássica nasceu, no Reino Unido e na França, ao final do século XVIII e início do século XIX, a questão da distribuição da renda já se encontrava no centro de todas as análises. Estava claro que transformações radicais entraram em curso, propelidas pelo crescimento demográfico sustentado – inédito até então – e pelo início do êxodo rural e da Revolução Industrial. Quais seriam as consequências sociais dessas mudanças?   Para Thomas Malthus, que publicou em 1798 seu Ensaio sobre o princípio da população, não restava dúvida: a superpopulação era uma ameaça. Preocupava-se especialmente com a situação dos franceses ........ vésperas da Revolução de 1789, quando havia miséria generalizada no campo. Na época, a França era de longe o país mais populoso da Europa: por volta de 1700, já contava com mais de 20 milhões de habitantes, enquanto o Reino Unido tinha pouco mais de 8 milhões de pessoas. A população francesa se expandiu em ritmo crescente ao longo do século XVIII, aproximando-se dos 30 milhões. Tudo leva a crer que esse dinamismo demográfico, desconhecido nos séculos anteriores, contribuiu para a estagnação dos salários no campo e para o aumento dos rendimentos associados à propriedade da terra, sendo portanto um dos fatores que levaram ........ Revolução Francesa. Para evitar que torvelinho similar vitimasse o Reino Unido, Malthus argumentou que toda assistência aos pobres deveria ser suspensa de imediato e a taxa de natalidade deveria ser severamente controlada.   Já David Ricardo, que publicou em 1817 os seus Princípios de economia política e tributação, preocupava-se com a evolução do preço da terra. Se o crescimento da população e, consequentemente, da produção agrícola se prolongasse, a terra tenderia a se tornar escassa. De acordo com a lei da oferta e da procura, o preço do bem escasso – a terra – deveria subir de modo contínuo. No limite, os donos da terra receberiam uma parte cada vez mais significativa da renda nacional, e o restante da população, uma parte cada vez mais reduzida, destruindo o equilíbrio social. De fato, o valor da terra permaneceu alto por algum tempo, mas, ao longo de século XIX, caiu em relação ........ outras formas de riqueza, à medida que diminuía o peso da agricultura na renda das nações. Escrevendo nos anos de 1810, Ricardo não poderia antever a importância que o progresso tecnológico e o crescimento industrial teriam ao longo das décadas seguintes para a evolução da distribuição da renda. Adaptado de: PIKETTY, T. O Capital no Século XXI. Trad. de M. B. de Bolle. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014. p.11-13.   Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.

  6. 36

    UPE 2011

    1     Muitos pensam que a pesquisa científica é uma atividade puramente racional, na qual o objetivo lógico é o único mecanismo capaz de gerar conhecimento. Como resultado, os cientistas são vistos como insensíveis e limitados, um grupo de pessoas que corrompe a beleza da Natureza ao analisá-la matematicamente. Essa generalização, como a maioria das generalizações, me parece profundamente injusta, já que ela não incorpora a motivação mais importante do cientista, o seu fascínio pela Natureza e seus mistérios. Que outro motivo justificaria a dedicação de toda uma vida ao estudo dos fenômenos naturais, senão uma profunda veneração pela beleza? A ciência vai muito além da sua mera prática. Por trás das fórmulas complicadas, das tabelas de dados experimentais e da linguagem técnica, encontra-se uma pessoa tentando transcender as barreiras imediatas da vida diária, guiada por um insaciável desejo de adquirir um nível mais profundo de conhecimento e de realização própria. Sob esse prisma, o processo criativo científico não é assim tão diferente do processo criativo nas artes, isto é, um veículo de autodescoberta que se manifesta ao tentarmos capturar a nossa essência e lugar no Universo. 2     Para a maioria dos cientistas, o estudo da Natureza é encarado como desafio intelectual. Sua motivação para enfrentar esse desafio vem de uma profunda fé na capacidade da razão humana de poder entender o mundo a sua volta. A física se transforma em uma ferramenta desenhada para decifrar os enigmas da Natureza, a encarnação desse processo racional de descoberta. Como escreveu Richard Feynman (...), 3      Imagine que o mundo seja algo como uma gigantesca partida de xadrez sendo disputada pelos deuses, e que nós fazemos parte da audiência. Não sabemos quais são as regras do jogo; podemos apenas observar seu desenrolar. Em princípio, se observarmos por tempo suficiente, iremos descobrir algumas das regras. As regras do jogo é o que chamamos de física fundamental. (FEYNMAN, v. 1, p. 2) 4     Podemos interpretar esse texto de dois modos diversos. Um é dizer que a física é apenas um modo racional de estudar a Natureza; outro é dizer que a física é mais que um mero desafio intelectual, que a física é a linguagem dos deuses. 5     A maioria dos cientistas modernos opta pela primeira interpretação. Mas alguns não. Para estes, a busca do conhecimento científico possui elementos essencialmente místicos, uma espécie de conexão com uma fonte de inteligência superior. Talvez isso venha a chocar muita gente, incluindo vários cientistas. Contudo, se voltarmos um pouco no tempo, veremos que alguns dos cientistas responsáveis pelo desenvolvimento de nossa visão do Universo eram profundamente religiosos. Acredito que o misticismo, se interpretado como a incorporação da nossa irresistível atração pelo desconhecido, tem um papel fundamental no processo criativo de vários cientistas tanto do passado como do presente. Negar esse fato é fechar os olhos para a história e para um aspecto fundamental da ciência. (...) GLEISER, Marcelo. A dança do universo: dos mitos da Criação ao Big-Bang. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 17; 19-20. (com adaptações)     De acordo com a norma-padrão, o uso do acento grave indicativo da crase é facultativo em algumas construções. Assinale o trecho no qual, sem comprometer o sentido, o referido acento também poderia ser utilizado.

  7. 37

    UPE 2012

    Filme “O Predador” inspira batismo de 17 espécies de aranhas no país   Marco Varella Colaboração para a Folha   A presença do caçador alienígena à espreita na floresta no filme "O Predador" parece longe da realidade. Mas pesquisadores do Instituto Butantan encontraram 17 novas espécies de caçadores como o Predador espalhados pelo que restou da nossa Mata Atlântica.   São todas aranhas caçadoras de insetos, pertencentes ao novo gênero Predatoroonops. Esse gênero foi descrito pelos cientistas neste ano e recebeu esse nome em homenagem aos 25 anos de "O Predador", do diretor John McTiernan.   Cada uma das 17 novas espécies recebeu um nome em homenagem a um personagem ou ator do filme: da Predatoroonops schwarzeneggeri à Predatoroonops chicano.   Já os caçadores de novas espécies de aranhas são liderados por Antonio Brescovit, aracnólogo do Laboratório Especial de Coleções Zoológicas que vem estudando regiões da Mata Atlântica por seis anos.   "Essa descoberta é fundamental para mapear a diversidade da fauna local e mundial, além do estudo dos venenos e da biologia dos animais", disse Brescovit em comunicado oficial. Com um investimento de mais de US$ 3 milhões, o projeto pretende descobrir, agora, todas as espécies de aranhas da família Oonopidae, à qual pertence o novo gênero.   Para Hilton Japyassú, aracnólogo do Instituto de Biologia da UFBA (Universidade Federal da Bahia), "trabalhos como este mostram o quanto ainda temos por descobrir. Vez por outra, alguém descreve um mamífero, ou uma ave nova, mas nossa maior riqueza, sem dúvida, vem dos invertebrados, fonte permanente de novos compostos orgânicos para explorações futuras".   CARA DE UM, FOCINHO DO OUTRO   As aranhas do novo gênero apresentam uma morfologia na parte da frente do corpo semelhante à cara do Predador, personagem do filme, daí a ideia de fazer a homenagem cinematográfica.   Elas têm suas quelíceras – primeiro par de apêndices perto da boca – com diversas articulações. Nos invertebrados, as quelíceras em geral servem para apanhar as presas e, nas aranhas, podem ser pontiagudas para injetar a peçonha, tóxica para a caça. Apenas os machos da espécie apresentam essa especialização e ainda não se sabe ao certo quais as suas funções. Os bichos medem apenas entre 1mm e 2mm.   O fato de estarem presentes apenas nos machos pode indicar serem fruto da seleção sexual, funcionando tanto como armas na competição com outros machos quanto como ornamentos, atraindo as fêmeas para a reprodução.   IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA   "Essas aranhas geralmente habitam a serrapilheira – aquela camada de folhas mortas que recobre o solo das florestas tropicais – e o conhecimento de sua diversidade e hábitos pode nos ajudar a entender os mecanismos biológicos associados aos processos de decomposição, um elo fundamental na manutenção de nossos ecossistemas", diz Hilton Japyassú. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. (Adaptado)   Quanto ao que prescreve a norma padrão do português, analise as proposições a seguir.   I. No trecho “Cada uma das 17 novas espécies recebeu um nome em homenagem a um personagem ou ator do filme”, o acento indicador de crase seria obrigatório se o segmento em destaque apresentasse substantivos no feminino, como em “à uma personagem ou atriz do filme”. II. No trecho “o projeto pretende descobrir, agora, todas as espécies de aranhas da família Oonopidae, à qual pertence o novo gênero”, se a expressão em destaque fosse substituída por “a que”, o acento indicador de crase não seria obrigatório. III. No trecho “Elas têm suas quelíceras – primeiro par de apêndices perto da boca – com diversas articulações”, os travessões poderiam ser substituídos por vírgulas ou parênteses, sem causar prejuízo ao sentido pretendido. IV. No trecho “o conhecimento de sua diversidade e hábitos pode nos ajudar a entender os mecanismos biológicos associados aos processos de decomposição”, a forma verbal em destaque poderia concordar com “diversidade e hábitos”, passando a ser flexionada no plural.   Estão CORRETAS, apenas,

  8. 38

    UEL 2015

    Leia o artigo de opinião a seguir e responda à questão.     A Lei Bernardo e o assédio moral na família   O caso do menino Bernardo Uglione Boldrini chocou o Brasil. Ainda sem julgamento, a história do homicídio do menino de apenas 11 anos de idade, que tem como principais suspeitos o pai, a madrasta e a assistente social amiga da família, trouxe à tona diversos assuntos, em especial, a convivência familiar. As versões dos acusados são diversas e contraditórias, mas a principal questão reside em torno do tratamento interpessoal dentro da entidade familiar. Nesse tocante, surge preocupação com a situação que muitas famílias vivenciam de tratamento cruel ou degradante, que a Lei Bernardo repudia.   A Lei Bernardo, antiga Lei Palmada, eterniza o nome de Bernardo Boldrini. Em vida, o menino chegou a reclamar judicialmente dos maus-tratos sofridos no ambiente familiar, demonstrando que, antes de sua morte física noticiada, Bernardo já estava sofrendo o chamado homicídio da alma, também conhecido como assédio moral. O assédio moral é conduta agressiva que gera a degradação da identidade da vítima assediada, enquanto o agressor sente prazer de hostilizar, humilhar, perseguir e tratar de forma cruel o outro. Justamente essa conduta que o Art. 18-A do ECA, trazido pela Lei Bernardo, disciplina na tentativa de proteger a criança e o adolescente de tais práticas.   O assédio moral possui várias denominações pelo mundo, como bullying, mobbing, ijime, harassment, e é caracterizado por condutas violentas, sorrateiras, constantes, que algumas vezes são entendidas como inofensivas, mas se propagam insidiosamente. A figura do assédio moral na família surge exatamente quando o afeto deixa de existir dando espaço à desconsideração da dignidade do outro no dia a dia. Demonstrando, assim, que, embora haja necessidade de afetividade para que surja uma entidade familiar, com o desaparecimento do sentimento de afeto surgem situações de violência, inclusive a psíquica.    A gravidade é majorada no âmbito da família, eis que ela é principal responsável pelo desenvolvimento da personalidade de seus membros e do afeto, elemento agregador.    A morte da alma do menino Bernardo ainda em vida, resultado de tratamento degradante, diário e sorrateiro, que culminou na morte física, faz refletir sobre a importância da família no desenvolvimento da personalidade de seus membros, de modo a valorizar a existência do afeto para que não haja na entidade familiar a figura do assédio moral.   O assédio moral na família, ou psicoterror familiar, deve ser amplamente combatido, principalmente pelo papel exercido pela família de atuar no desenvolvimento da criança e do adolescente, de modo que a integridade psíquica deve ser sempre resguardada, no afeto e no respeito à dignidade da pessoa humana, desde seu nascimento. (Adaptado de: SENGIK, K. B. Jornal de Londrina. 14 set. 2014. Ponto de vista. ano 26. n.7.855. p.2.)     Acerca do texto, considere as afirmativas a seguir.   I. A expressão “à tona” no trecho “trouxe à tona diversos assuntos, em especial, a convivência familiar.” diverge do sentido da expressão “à baila” em: “O assédio moral trouxe à baila a importância da afetividade no convívio familiar.”   II. A expressão “à tona” equivale às expressões “à superfície” e “à flor”. Além disso, como expressões femininas, há uma contração da preposição “a” com o artigo “a”, resultando na crase.   III. A expressão “Nesse tocante” pode ser substituída por “A respeito disso”, sem prejuízo do sentido original.   IV. O trecho “que tem como principais suspeitos o pai, a madrasta e a assistente social amiga da família” pode ser reescrito da seguinte forma: “cujos principais suspeitos são o pai, a madrasta e a assistente amiga da família”.   Assinale a alternativa correta.

  9. 39

    UNICENTRO 2009

    Em todos os pares abaixo, a presença ou a ausência do sinal indicador de crase altera o sentido da frase, EXCETO em

  10. 40

    IME 2016

    Texto 2 CONSUMIDORES COM MAIS ACESSO À INFORMAÇÃO QUESTIONAM A VERDADE QUE LHES É VENDIDA Ênio Rodrigo   Se você é mulher, talvez já tenha observado com mais atenção como a publicidade de produtos de beleza, especialmente os voltados a tratamentos de rejuvenescimento, usualmente possuem novíssimos "componentes anti-idade" e "micro-cápsulas" que ajudam "a sua pele a ter mais firmeza em oito dias", por exemplo, ou mesmo que determinados organismos "vivos" (mesmo depois de envazados, transportados e acondicionados em prateleiras com pouco controle de temperatura) fervilham aos milhões dentro de um vasilhame esperando para serem ingeridos ajudando a regular sua flora intestinal. Homens, crianças, e todo tipo de público também não estão fora do alcance desse discurso que utiliza um recurso cada vez mais presente na publicidade: a ciência e a tecnologia como argumento de venda.   Silvania Sousa do Nascimento, doutora em didática da ciência e tecnologia pela Universidade Paris VI e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), enxerga nesse processo um resquício da visão positivista, na qual a ciência pode ser entendida como verdade absoluta. "A visão de que a ciência é a baliza ética da verdade e o mito do cientista como gênio criador é amplamente difundida, mas entra, cada vez mais, em atrito com a realidade, principalmente em uma sociedade informacional, como ( 1 ) nossa", acrescenta.   Para entender esse processo numa sociedade pautada na dinâmica da informação, Ricardo Cavallini, consultor corporativo e autor do livro O marketing depois de amanhã (Universo dos Livros, 2007), afirma que, primeiramente, devemos repensar a noção de público específico ou senso comum. "Essas categorizações estão sendo postas de lado. A publicidade contemporânea trata com pessoas e elas têm cada vez mais acesso ( 2 ) informação e é assim que vejo a comunicação: com fronteiras menos marcadas e deixando de lado o paradigma de que o público é passivo", acredita. Silvania concorda e diz que a sociedade começa ( 3 ) perceber que a verdade suprema é estanque, não condiz com o dia-a-dia. "Ao se depararem com uma informação, as pessoas começam a pesquisar e isso as aproxima do fazer científico, ou seja, de que a verdade é questionável", enfatiza.   Para a professora da UFMG, isso cria o "jornalista contínuo", um indivíduo que põe a verdade à prova o tempo todo. "A noção de ciência atual é a de verdade em construção, ou seja, de que determinados produtos ou processos imediatamente anteriores à ação atual, são defasados".   Cavallini considera que ( 4 ) três linhas de pensamento possíveis que poderiam explicar a utilização do recurso da imagem científica para vender: a quantidade de informação que a ciência pode agregar a um produto; o quanto essa informação pode ser usada como diferencial na concorrência entre produtos similares; e a ciência como um selo de qualidade ou garantia. Ele cita o caso dos chamados produtos "verdes", associados a determinadas características com viés ecológico ou produtos que precisam de algum tipo de "auditoria" para comprovarem seu discurso. "Na mídia, a ciência entra como mecanismo de validação, criando uma marca de avanço tecnológico, mesmo que por pouquíssimo tempo", finaliza Silvania.   O fascínio por determinados temas científicos segue a lógica da saturação do termo, ou seja, ecoar algo que já esteja exercendo certo fascínio na sociedade. "O interesse do público muda bastante e a publicidade se aproveita desses temas que estão na mídia para recriá-los a partir de um jogo de sedução com a linguagem" diz Cristina Bruzzo, pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e que acompanhou ( 5 ) apropriação da imagem da molécula de DNA pelas mídias (inclusive publicidade). "A imagem do DNA, por exemplo, foi acrescida de diversos sentidos, que não o sentido original para a ciência, e transformado em discurso de venda de diversos produtos", diz.   Onde estão os dados comprovando as afirmações científicas, no entanto? De acordo com Eduardo Corrêa, do Conselho Nacional de Auto Regulamentação Publicitária (Conar) os anúncios, antes de serem veiculados com qualquer informação de cunho científico, devem trazer os registros de comprovação das pesquisas em órgãos competentes. Segundo ele, o Conar não tem o papel de avalizar metodologias ou resultados, o que fica a cargo do Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou outros órgãos. "O consumidor pode pedir uma revisão ou confirmação científica dos dados apresentados, contudo em 99% dos casos esses certificados são garantia de qualidade. Se surgirem dúvidas, quanto a dados numéricos de pesquisas de opinião pública, temos analistas no Conar que podem dar seus pareceres", esclarece Corrêa. Mesmo assim, de acordo com ele, os processos investigatórios são raríssimos. RODRIGO, Enio. Ciência e cultura na publicidade. Disponível em: .Acesso em 22/04/2015.   Dentre os vocábulos abaixo, assinale aquele cuja regra de acentuação é diversa daquela usada no vocábulo destacado em:  "(...) a verdade é questionável ". (3º parágrafo, texto 2) 

  11. 41

    PUC-RS 2007

    Alcoolismo e adolescência [...] Sendo a adolescência a fase de construção da identidade, é particularmente perigoso que o jovem se habitue _____ experimentar situações específicas como festas, praia e namoro sob o efeito do álcool. Associando o uso de bebidas _____ sensações de prazer, o consumo de álcool torna-se cada vez mais frequente, abrindo caminho _____ dependência, que pode ser tanto física quanto psicológica. Antonio Carlos Olivieri. http://vestibular.uol.com.br/atualidades/ult1685u271.jhtm   As palavras que melhor preenchem respectivamente as lacunas do trecho são:

  12. 42

    UFRGS 2014

    O menino sentado à minha frente é meu irmão, assim me disseram; e bem pode ser verdade, ele regula pelos dezessete anos, justamente o tempo em que estive solto no mundo, sem contato nem notícia.   A princípio quero tratá-lo como intruso, mostrar-lhe ........ minha hostilidade, não abertamente para não chocá-lo, mas de maneira a não lhe deixar dúvida, como se lhe perguntasse com todas as letras: que direito tem você de estar aqui na intimidade de minha família, entrando nos nossos segredos mais íntimos, dormindo na cama onde eu dormi, lendo meus velhos livros, talvez sorrindo das minhas anotações à margem, tratando meu pai com intimidade, talvez discutindo a minha conduta, talvez até criticando-a? Mas depois vou notando que ele não é totalmente estranho. De repente fereme ........ ideia de que o intruso talvez seja eu, que ele tenha mais direito de hostilizar-me do que eu a ele, que vive nesta casa há dezessete anos. O intruso sou eu, não ele.   Ao pensar nisso vem-me o desejo urgente de entendê-lo e de ficar amigo. Faço-lhe perguntas e noto a sua avidez em respondê- las, mas logo vejo a inutilidade de prosseguir nesse caminho, as perguntas parecem-me formais e as respostas forçadas e complacentes.   Tenho tanta coisa a dizer, mas não sei como começar, até a minha voz parece ter perdido a naturalidade. Ele me olha, e vejo que está me examinando, procurando decidir se devo ser tratado como irmão ou como estranho, e imagino que as suas dificuldades não devem ser menores do que as minhas. Ele me pergunta se eu moro em uma casa grande, com muitos quartos, e antes de responder procuro descobrir o motivo da pergunta. Por que falar em casa? E qual a importância de muitos quartos? Causarei inveja nele se responder que sim? Não, não tenho casa, há muitos anos que tenho morado em hotel. Ele me olha, parece que fascinado, diz que deve ser bom viver em hotel, e conta que, toda vez que faz reparos ........ comida, mamãe diz que ele deve ir para um hotel, onde pode reclamar e exigir. De repente o fascínio se transforma em alarme, e ele observa que se eu vivo em hotel não posso ter um cão em minha companhia, o jornal disse uma vez que um homem foi processado por ter um cão em um quarto de hotel. Confirmo ........ proibição. Ele suspira e diz que então não viveria em um hotel nem de graça. Adaptado de: VEIGA, José J. Entre irmãos. In: MORICONI, Ítalo M. Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 186-189     Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem no texto.

  13. 43

    UFABC 2009

    A norma-padrão de concordância e regência e de emprego do sinal indicativo de crase está presente em:

  14. 44

    UPF 2016

    Notícias de Gotham City  Imagino que todos tenham tido notícia do fato. No início de junho, ocorreu no Parque da Redenção, em Porto Alegre, outra jornada da Serenata Iluminada. A atividade é organizada via redes sociais e reúne milhares de jovens dispostos a ocupar os espaços públicos para garantir sua condição pública. No caso da Redenção, os manifestantes se opõem à proposta do cercamento que vem sendo cogitada há anos. Nas serenatas, levam velas, lanternas, violões, se divertem, debatem e se manifestam pacificamente. Jornalistas presentes ao evento perceberam que algumas pessoas estavam sendo assaltadas quando se afastavam do grupo maior. Nas imediações, não havia policiamento. Então, o comandante do 9º BPM, tenentecoronel responsável pela área, foi informado do que estava ocorrendo pelo whatsapp. Sua resposta foi: “− Quem frequenta esse tipo de evento não quer BM perto. Agora aguentem! Que chamem o Batman! Gente do bem está em casa agora!” Entre muitos dos seus colegas, o oficial encontrou apoio e compreensão. Em um país civilizado, atitude do tipo seria considerada evidência de inaptidão ao trabalho policial. Vejamos os motivos. Todo policial com formação profissional deve saber que a principal arma a sua disposição não é aquela que carrega na cintura. Para o trabalho policial, a arma mais importante é a informação. Quando os policiais possuem uma informação de qualidade, sabem o que fazer. Caso contrário, atuam às cegas e a possibilidade de que produzam bons resultados se aproxima de zero. A fonte de informação mais ampla e mais acessível para a polícia é a população. Por isso, é fundamental para o trabalho das polícias que seus membros tenham a confiança do público. Quanto mais a cidadania confiar na polícia, mais irá informar aos policiais, mais irá demandar seus serviços e mais irá colaborar com investigações em andamento. Em um contexto de confiança-colaboração, as polícias se tornam muito mais eficientes e as taxas de impunidade caem significativamente. Já quando as pessoas não confiam nas polícias, elas deixam de registrar ocorrências, param de solicitar proteção e se recusam a colaborar. Não por acaso, as melhores polícias do mundo selecionam e formam seus policiais para que as pessoas sejam tratadas com urbanidade e respeito e que em qualquer abordagem, inclusive quando se tratar de usar a força, nos casos em que ela seja absolutamente necessária, isto não autorize qualquer incivilidade. A criminologia moderna acumulou toneladas de evidências a respeito das dinâmicas criminais que seguem desconsideradas no Brasil. Com respeito aos espaços públicos, sabemos que o medo do crime – ou a sensação de insegurança – faz com que as pessoas se isolem em suas residências, abandonando ruas e praças que, antes, eram locais de convivência. Um dos resultados desse processo − que elimina a vigilância natural − é que os espaços públicos passam a ser ocupados por pessoas envolvidas com o crime, especialmente à noite. Não por outra razão, uma política séria de segurança – pensada na confluência de vários serviços públicos – deve estimular e propor atividades culturais e esportivas noturnas para a ocupação de espaços públicos. Iniciativas como a Serenata Iluminada são importantes, assim, também para a prevenção do crime. A ideia de que os humanos se dividem em “pessoas do bem” e “pessoas do mal” costuma ser bastante útil na formação moral das crianças. Quando contamos a elas histórias com “heróis” e “vilões”, a divisão maniqueísta corporifica virtudes e vícios, facilitando a tarefa pedagógica. Adultos, entretanto, deveriam saber que as pessoas não são, em si mesmas, boas ou más, mas boas e más; que todos possuímos qualidades e defeitos; que carregamos possibilidades trágicas e que, a depender das nossas circunstâncias, ocorre de agirmos escolhendo alternativas ilegítimas, ilegais ou imorais. A propósito, estudos de autorrelato (self report studies) sobre práticas criminais mostram que quase todas as pessoas cometem um ou mais crimes, em algum momento de suas vidas, especialmente quando muito jovens. O ser humano, entretanto, não pode ser reduzido a um gesto. Ele é maior e mais complexo do que uma ação viciosa ou virtuosa. Por isso, não deveríamos permitir que as pessoas fossem tratadas a partir de “rótulos”. Conceber que os milhares de jovens que se reuniam na Redenção naquela noite não eram “pessoas de bem” seria apenas ridículo, não estivéssemos falando de alguém a quem se confiou a responsabilidade de proteger pessoas, sem adjetivos. Declarações do tipo conspiram contra a polícia; degradam a imagem da instituição e ampliam seu descrédito entre a população. Reforçam, no mais, a imagem de uma polícia autoritária, ineficiente e orgulhosa do que não sabe. Bem, talvez seja a hora de parar de ler histórias em quadrinhos.        ROLIM, Marcos. Notícias de Gotham City.  Disponível em: http://www.extraclasse.org.br/edicoes/2015/07/noticias-de-gotham-city. Adaptado. Acesso em 12 ago. 2015.   Em relação à estrutura do texto, é incorreto o que se afirma apenas em: 

  15. 45

    PUC-RS 2010

    1. Para os povos modernos, mito e História são 2. considerados  duas  coisas  distintas.  Para  o  dito 3. homem primitivo, porém, ambos pertencem _______ 4. mesma esfera: a salva-guarda da memória. 5. “A mitologia possui um profundo significado para 6. o ato de recordação. Um mito contém a História que 7. é  preservada  na  memória  popular  e  que  ajuda  a 8. trazer _______ vida camadas enterradas nas profun- 9. dezas do espírito humano”, afirma o filósofo russo 10. Nicolai Berdyaev (1874-1948). 11. Em Mito e significado, Lévi-Strauss defende que 12. nossa atual maneira de registrar o passado é sim- 13. plesmente uma continuação do sistema anterior. “Não 14. me parece improvável que a História tenha substi- 15. tuído _______ mitologia nas nossas sociedades e cum- 16. pra uma função idêntica, já que, para as sociedades 17. sem escrita e sem arquivos, a finalidade da mitologia é 18. garantir que o futuro permaneça fiel ao passado.” 19. Nas culturas tradicionais, lembra o mitólogo J. F. 20. Bierlein, tudo o que acontece na vida das pessoas é 21. apenas _______ repetição de eventos que ocorreram 22. nos mitos. Nesses contextos, a História, de acordo com 23. o sentido atual da palavra – atos específicos e únicos 24. de pessoas vivas e mortas –, pode até ser abolida, por- 25. que o mito é percebido como infinitamente mais signi- 26. ficativo do que qualquer experiência humana. 27. Para o antropólogo Everardo Rocha, “o mito é, 28. sobretudo, uma forma de consolo coletivo. É por meio 29. dele que o homem busca uma origem para si, para 30. sua cultura e para seu possível destino após a mor- 31. te. A maioria dos mitos, se reduzida à essência, trata 32. de vida, morte, nascimento e renovação. São as gran- 33. des questões sem resposta para a humanidade, por 34. isso se repetem”   As palavras ou expressões que completam correta e respectivamente as lacunas das linhas 03, 08, 15 e 21 estão reunidas em  

  16. 46

    PUC-RS 2009

    Darwin ensina a aceitar as diferenças.   1. Este ano de 2009 irá se caracterizar pela pre- 2. sença muito frequente, na mídia e nos meios acadê- 3. micos, de Charles Darwin, o pacato cidadão que nas- 4. ceu no dia 12 de fevereiro de 1809, portanto há 200 5. anos, e que mudou nossa maneira de ver o mundo. 6. _______ época _______ ele viveu, considerava- 7. se que os seres vivos haviam sido criados no pas- 8. sado tal como se mostravam no século 19. É o que se 9. chamou de fixismo: as espécies, incluindo a nossa, 10. seriam fixas, isto é, imutáveis. Pois Darwin sugeriu, 11. baseado em intensos e extensos estudos, principal- 12. mente após sua viagem de quase cinco anos pelo 13. mundo, _______ todos os seres vivos, sem exce- 14. ção, modificaram-se ao longo do tempo. A abelha, 15. que hoje forma colmeias e produz o tão apreciado 16. mel, no passado não era assim, não era nem mês- 17. mo um inseto social. As aves, que hoje nos encan- 18. tam com sua beleza e muitas delas com seu canto, 19. foram diferentes milhões de anos atrás. Na verdade, 20. estudos mostraram que elas evoluíram de um grupo 21. de dinossauros! 22. (...) 23. Ao propor que todos os seres vivos se modifica- 24. ram  a  partir  de  formas  ancestrais,  Darwin  criou  a 25. imagem de uma árvore da vida. Todas as folhas que 26. estão na parte externa dos ramos representam os 27. seres  vivos  atuais;  as  internas,  os  extintos.  Essa 28. imagem nos leva à conclusão de que todos viemos 29. de um ou poucos ancestrais muito remotos. De fato, 30. estudos de biologia molecular têm confirmado essa 31. inferência. 32. Qual a implicação dessa ideia? Todos constituí- 33. mos uma família! Somos, portanto, parentes uns dos 34. outros. (...) Como irmãos, temos nossas diferenças: 35. alguns são mais altos, outros mais gordos, alguns 36. possuem pele bem clara, outros pele escura, alguns 37. cabelos lisos, outros não, e assim por diante. 38. Na  perspectiva  darwiniana,  não  há  um  povo 39. escolhido, muito menos um povo que representa o 40. mal. Somos todos iguais do ponto de vista biológico, 41. no sentido da fraternidade. Diferença não implica qua- 42. lificação como melhor ou pior. É isto que celebramos 43. em Darwin: por meio de algumas ideias e conceitos 44. simples,  ele  revolucionou  o  mundo  acadêmico  e 45. também o modo como nos vemos no dia a dia. (...)   As palavras que completam corretamente as lacunas do segundo parágrafo do texto (linhas 06 a 21), na ordem em que se encontram, são  

  17. 47

    UFAM 2010

    Assinale a alternativa em que há palavra(s) que, segundo as normas oficiais, deveria(m) ser grafada(s) com inicial maiúscula:

  18. 48

    UFRGS 2007

    01. Nosso povo, diferentemente dos americanos do 02. norte, não se identifica com a inconcebível 03. abstração que é o Estado. O Estado é impessoal: 04. nós só concebemos relações pessoais. Por isso, 05. para nós, roubar dinheiros públicos não é um 06. crime. Somos indivíduos, não cidadãos. Os filmes 07. de Hollywood repetidamente narram o caso de um 08. homem (geralmente um jornalista) que procura a 09. amizade de um criminoso para depois entregá-Io à 10. polícia: nós, que temos a paixão da amizade, 11. sentimos que esse "herói" dos filmes americanos é 12. um incompreensível canalha. 13. As palavras que acabei de pronunciar podem 14. parecer referir-se ................ nós, brasileiros. E não 15. tenho dúvida de que, se ditas hoje por um 16. brasileiro diante de brasileiros, podem causar certo 17. mal-estar, a despeito da encantadora elegância 18. com que estão dispostas. Na verdade, são palavras 19. de uma argumentação sobre o caráter do 20. argentino a que Jorge Luis Borges recorreu mais 21. de uma vez, com a ressalva: "Comprovo um fato, 22. não o justifico ou desculpo". Se decidi abrir esta 23. conversa repetindo as palavras de Borges, não foi 24. para criar na sala esse mal-estar. Se o fiz, foi para 25. ressaltar o risco que corremos - todos nós que 26. falamos em nome de países perdedores da História 27. - de tomar as mazelas decorrentes do subdesen- 28. volvimento por virtudes de nossas nacionalidades. 29. De fato, se olharmos tal texto de uma 30. perspectiva brasileira hoje, na mesma medida em 31. que nos identificamos com o retrato que ele nos 32. oferece, repudiamos o conjunto que ali nos é apre- 33. sentado e, sobretudo, .......... observações específicas 34. de que não somos cidadãos e de que, em nosso 35. íntimo, roubar dinheiros públicos não constitui 36. crime. O que nos parece sinistro é o fato de vermos 37. a nossa incapacidade ............... cidadania guindada 38.. ............condição de contrapartida de uma bela vocação 39. individualista, de uma quase nobre rejeição dessa 40. "inconcebível abstração" que é o Estado.   Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das linhas 14, 33, 37 e 38.

  19. 49

    PUC-RS 2007

    1. A relação de pais e filhos costuma ser permeada 2. de muito amor e também de muitos conflitos, mesmo 3. no caso das famílias felizes – aquelas sempre pare- 4. cidas entre si, ao contrário das infelizes, que são in- 5. felizes cada uma a sua maneira, de acordo com a 6. definição do escritor russo Tolstoi. 7. Amor e conflitos domésticos ganham contornos 8. ainda mais delicados no caso mãe-filha, em que a 9. regra geral é uma refletir-se na outra interna e exter- 10. namente, num jogo em que aspectos psicológicos não 11. raro se substanciam em aparência física (principal 12. mente na via que leva da primeira ______ segunda). 13. Esse “espelho, espelho meu” está presente numa 14. pesquisa realizada com 3.300 mulheres de dez paí- 15. ses. Dela surgiu a constatação de que é no Brasil 16. que as mães exercem a maior ascendência sobre 17. suas filhas, sobretudo as adolescentes. Nada menos 18. do que 57% das meninas de 15 a 17 anos reconhe 19. cem a mãe como a principal influenciadora na forma- 20. ção de sua imagem física e auto-estima. 21. É verdade que a tendência não é mundial. Entre 22. as jovens italianas, apenas 9% dão tanta importância 23. ______ opinião materna. Para elas, assim como para 24. as alemãs, japonesas, mexicanas e chinesas, o que 25. as amigas dizem conta muito mais. Mas, examinan- 26. do o todo, a conclusão ______ chegam as psicólo- 27. gas responsáveis pela pesquisa é que nunca as mães 28. foram tão determinantes para o modo como as filhas 29. se relacionam com o próprio corpo – e com o grau de 30. felicidade que auferem disso. As palavras que completam correta e respectivamente as lacunas do texto estão reunidas em

  20. 50

    UFSC 2013

    Mais microcomputadores, internet e celular   Você sabia que aumentou o número de microcomputadores, acesso à internet e celulares no Brasil? De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2011, de 2009 para 2011, houve um crescimento de 39,8% de microcomputadores com acesso à internet; 29,7% de microcomputadores sem acesso à internet e 26,6% de telefone celular. Em 2011, 69,1% da população de 10 anos ou mais de idade tinham celular para uso pessoal. Mas o maior percentual de pessoas com celular tinha entre 25 e 29 anos (83,1%). Os jovens também acessam mais a internet. Também em 2011, 77,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade declararam ter usado a internet nos três meses anteriores à data da entrevista da pesquisa, um aumento de 14,7% em relação a 2009. A faixa etária que menos acessou a internet no período pesquisado foi a de pessoas com 50 anos ou mais idade, apenas 18,4%. Disponível em: [Adaptado] Acesso em: 06 jun 2013.     Observe os seguintes trechos retirados do texto e identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas abaixo.   I. “Você sabia que aumentou o número de microcomputadores, acesso à internet e celulares no Brasil?”   II. “Os jovens também acessam mais a internet. Também em 2011, 77,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade declararam ter usado a internet [...].”   III. “Em 2011, 69,1% da população de 10 anos ou mais de idade tinham celular para uso pessoal.”     ( ) Em I, há elipse da preposição “de” diante de “acesso” e de “celulares”.   ( ) Em II, as duas ocorrências de “também” dizem respeito ao mesmo referente: “os jovens”.   ( ) Em I e II, “acesso” e “acessam” são formas verbais que estão flexionadas, respectivamente, na primeira pessoa do singular e na terceira pessoa do plural do presente do modo indicativo.   ( ) Em I e II, segundo as regras de acentuação gráfica, o acento indicador de crase em “a” é opcional nas três ocorrências sublinhadas.   ( ) Em III, de acordo com a variedade padrão da língua portuguesa, a forma verbal sublinhada poderia estar no singular (tinha), concordando com “população”.     Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.

  21. 51

    UPE 2013

    Texto 1 CENSURA PRIVADA   (1) O atual Código Civil, promulgado há dez anos, tem propiciado interpretações que sacrificam o direito constitucional à liberdade de expressão e pensamento.   (2) O cerne do problema, objeto de uma ação ajuizada em julho no Supremo Tribunal Federal, são os artigos 17, 20 e 21. De acordo com eles, pode ser vetada a publicação de textos e imagens que não tenham sido autorizados pelos indivíduos a que se referem ou por seus herdeiros, em caso de morte.   (3) Tais dispositivos têm incentivado personalidades públicas ou seus representantes a impedir a divulgação total ou parcial de obras de caráter biográfico, histórico e jornalístico, sob a forma de livros e produtos audiovisuais.   (4) A proibição de uma biografia do cantor Roberto Carlos e a longa disputa judicial entre a família do jogador Garrincha e o escritor Ruy Castro, em torno do livro "Estrela Solitária", são possivelmente os episódios mais conhecidos, mas não os únicos. Em abril, por exemplo, a Rede Globo viu-se condenada em primeira instância a indenizar parentes de Chico Mendes (1944-1988) que se consideraram vítimas de danos materiais devido à veiculação de uma minissérie sobre a vida do ambientalista.   5) Situações como essas criaram um sistema perverso que constrange editores e escritores a abandonar projetos ou a entrar em acordo prévio com os retratados para estabelecer valores pecuniários e a abrangência das obras. Consagra-se, assim, uma esdrúxula e inaceitável "censura privada" – termo usado na ação que foi movida pela Associação Nacional dos Editores de Livros (Anel).   (6) O pedido não é para o STF suprimir, por inconstitucionais, os referidos artigos do Código. Pleiteia-se a chamada "inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto", ou seja, que a corte declare inconstitucional a aplicação dos dispositivos a biografias literárias e audiovisuais. O mesmo deveria valer para todos os relatos jornalísticos.   (7) Com efeito, não pode ser considerado injusto e passível de ressarcimento dano causado pela divulgação de fato histórico. Assim argumenta a Anel: "Como contar a história do Primeiro Reinado sem levar em conta as relações extraconjugais do imperador"?   (8) Quanto a eventual abuso ou desvio na prestação de informações que venham a causar prejuízos a pessoas, devem ser punidos a posteriori, com os instrumentos legais que existem para esse fim. Caso contrário, volta a valer o regime odioso da censura prévia, que a Constituição brasileira baniu após anos de obscurantismo.   Ver todos os comentários (2)   1. Leandro Marques em 15/08/2012 às 07h47 Qt besteira!!!! Liberdade de expressão não dá a vc o direito de fazer um filme sobre a minha vida e ganhar dinheiro com isso sem me pagar 'royalties'. O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.   2. Marcus Bastos em 15/08/2012 às 14h40 D. Pedro II nunca censurou as noticias que o criticavam e nem as charges que o ridicularizavam, pq entendia que ele, apesar de imperador, era uma pessoa pública e não podia impedir a opinião que dele tinham o povo. O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.   Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1137375-editorial-censura-privada.shtml. (Adaptado)   Quanto a alguns aspectos formais e normativos do Texto 1, analise as proposições a seguir.   I. O uso do acento indicativo de crase em “sacrificam o direito constitucional à liberdade de expressão e pensamento” (1º parágrafo) dá-se em virtude da regência de “constitucional”, que obriga o uso da preposição “a”. II. Em “O cerne do problema, objeto de uma ação ajuizada em julho no Supremo Tribunal Federal, são os artigos 17, 20 e 21” (2º parágrafo), a forma verbal em destaque também poderia concordar com o sujeito da oração e ficar no singular. III. O acento circunflexo em “Tais dispositivos têm incentivado personalidades públicas” (3º parágrafo) obedece ao mesmo princípio do que é empregado em "abrangência" (5º parágrafo). IV. Em “Consagra-se, assim, uma esdrúxula e inaceitável ‘censura privada’” (5º parágrafo), a forma verbal em destaque poderia concordar com o composto “esdrúxula e inaceitável”, flexionando-se, desse modo, no plural. V. “Quanto a eventual abuso ou desvio na prestação de informações que venham a causar prejuízos a pessoas” (8º parágrafo), a opção pelo plural da forma verbal em destaque justificase pela pluralização de “informações”.     Estão CORRETAS, apenas,

  22. 52

    UPE 2016

    Texto 1 Ter mais e ter menos   Vários leitores me escreveram para acusar os "tempos modernos", em que "ter" é mais importante do que "ser". Hoje, o que temos nos define, à condição, claro, de ostentá-lo o suficiente para que os outros saibam: constatando nossos "bens", eles reconheceriam nosso valor social.   Essa seria a razão da cobiça de todos e, em última instância, da facilidade com a qual todos nos tornamos criminosos. A partir dessa constatação, alguns de meus correspondentes tentam explicar uma diferença entre ricos e pobres em matéria de crime. O argumento básico funciona mais ou menos assim: 1) para ser alguém, na nossa sociedade, é preciso ter e ostentar bens; 2) quem vale menos na consideração social (o desfavorecido, o excluído, o miserável) teria um anseio maior de conquistar aqueles bens que aumentariam seu valor aos olhos dos outros.   Em suma, precisamos ter para ser – e, se formos pouco relevantes ou invisíveis socialmente, só poderemos querer ter mais e com mais urgência. À primeira vista, faz sentido. Mas, antes de desenvolver o raciocínio, uma palavra em defesa da modernidade.   Tudo bem, uma sociedade em que as diferenças são decididas pelo "ter" (vale mais quem tem mais) pode parecer um pouco sórdida. Acharíamos mais digna uma sociedade na qual valeria mais quem "é" melhor, não quem acumulou mais riquezas.   O problema é que, em nosso passado recente, as sociedades organizadas pelo "ser" já existiram, e não foram exatamente sociedades para onde a gente voltaria alegremente – eu, ao menos, não gostaria de voltar para lá.   Geralmente, uma sociedade organizada pelo "ser" é uma sociedade imóvel. Por exemplo, no antigo regime, você podia nascer nobre, perder todos os bens de sua família, inclusive a honra, e continuaria nobre, porque você já era nobre. Inversamente, você podia nascer numa sarjeta urbana e enriquecer pelo seu trabalho ou pela sua sabedoria, e nem por isso você se tornaria nobre, porque você não o era. Ou seja, em matéria de mobilidade social, as sociedades nas quais o que importa é o "ser" são sociedades lentas, se não paradas, e as sociedades nas quais o que importa é o "ter" são sociedades nas quais a mudança é possível, se não encorajada.   É bom lembrar disso quando criticamos nossa "idolatria" consumista ou nossa vaidade. Podemos sonhar com uma sociedade organizada pelas qualidades supostamente intrínsecas a cada um (haveria os sábios, os generosos, os fortes etc.), mas a alternativa real a uma sociedade do "ter" são sociedades em que castas e dinastias exercem uma autoridade contra a qual o indivíduo não pode quase nada.   Voltemos agora à observação de que, numa sociedade do "ter" como a nossa, os que têm menos seriam, por assim dizer, famintos – e, portanto, propensos a querer a qualquer custo. Eles recorreriam ao crime porque sua dignidade social depende desse "ter" – para eles, ter (como navegar) é preciso.   Agora, o combustível de uma sociedade do "ter" é uma mistura de cobiça com vaidade. Por cobiça, preferimos os bens materiais a nossas eventuais virtudes, mas essa cobiça está a serviço da vaidade. A riqueza que acumulamos não vale "em si", ela vale para ser vista e reconhecida pelos outros: é a inveja deles que afirma nossa desejada "superioridade". Em outras palavras, os bens que desejamos são indiferentes; o que importa é o reconhecimento que esperamos receber graças a eles. Por consequência, nenhum bem pode nos satisfazer, e a insatisfação é parte integrante de nosso modelo cultural.   Não é que estejamos insatisfeitos porque nos falta alguma coisa (aí seria fácil, bastaria encontrá-la). Somos (e não estamos) insatisfeitos porque o reconhecimento dos outros é imaterial, difícil de ser medido e nunca suficiente. A procura por bens é infinita ou, no mínimo, indefinida, como é indefinida a procura pelo reconhecimento dos outros.   Os bens que conquistamos (roubando ou não, tanto faz) não estabelecem nenhum "ser", apenas alimentam, por um instante, um olhar que gratificaria nossa vaidade. Não existe uma acumulação a partir da qual nós nos sentiríamos ao menos parcialmente acalmados em nossa busca por esse reconhecimento. Ao contrário, é provável que a cobiça e a vaidade cresçam com o "ter". Ou seja, é bem possível que a tentação do crime seja maior para quem tem mais do que para quem tem menos.  Contardo Calligaris. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2015/05/1634384-ter-mais-e-termenos.shtml. Acesso em: 27/06/15. Adaptado.   No que se refere a alguns aspectos formais presentes no Texto 1, analise o que se afirma a seguir.   I. A regência do verbo ‘preferir’ está de acordo com a norma-padrão, no trecho: “Por cobiça, preferimos os bens materiais a nossas eventuais virtudes” (9º parágrafo), apesar de, no português brasileiro, haver uma tendência a seguir outra norma para esse verbo. II. O trecho “os que têm menos seriam, por assim dizer, famintos” (8º parágrafo) exemplifica um caso em que, segundo a norma-padrão da língua, o verbo ‘ter’ pode ficar no plural, em concordância com ‘os’, ou no singular, em concordância com ‘que’. III. Se o trecho “são sociedades em que castas e dinastias exercem uma autoridade contra a qual o indivíduo não pode quase nada” fosse substituído por “são sociedades em que castas e dinastias exercem uma autoridade à qual o indivíduo não pode opor-se”, o sinal indicativo de crase seria obrigatório. IV. No trecho: “Por consequência, nenhum bem pode nos satisfazer, e a insatisfação é parte integrante de nosso modelo cultural.”, ao grafar o termo destacado sem trema, o autor demonstrou atender as orientações do último Acordo Ortográfico. Outras palavras que passaram a ser grafadas sem o trema após a vigência desse documento foram ‘questão’, ‘distinguir’ e ‘extinguir’.   Estão CORRETAS:

  23. 53

    UFAM 2015

    O acento indicativo de crase é obrigatório em:

  24. 54

    PUC-RS 1994

    1. Os adolescentes usam a web como uma espécie 2. de laboratório social, para testar limites do relacio- 3. namento. A estudante paulista L.S.B., 15 anos, assí- 4. dua no Orkut e no MSN, diz ter maior intimidade com 5. o computador do que com os pais. “Quando estou 6. dando uma bronca, prefiro falar pessoalmente, mas 7. tem coisas que só consigo digitar”, diz. As novidades 8. não dizem respeito apenas a relacionamentos e tro- 9. ca de informações – mas, também, a velocidade. A 10. antropóloga Anne Kirah observou que a maior difi- 11. culdade dos imigrantes (isto é, aquelas pessoas nas- 12. cidas quando o telefone tinha disco e que, em caso 13. de  urgência,  enviavam  telegramas)  é  entrar  em 14. sintonia com o ritmo atual e acelerado da sociedade 15. on-line. Para os jovens, que não conheceram outra 16. vida, isso é perfeitamente natural. 17. A tecnologia abriu uma porta para que as pesso- 18. as possam estar em contato permanente umas com 19. as outras e para que tenham acesso ininterrupto à 20. informação. Ainda é cedo para conhecer os efeitos a 21. longo prazo da cultura da comunicação. O modelo é 22. espetacular, e seus benefícios para a difusão do co- 23. nhecimento são evidentes. Em contrapartida, a co- 24. nexão permanente parece estar reduzindo o tempo 25. disponível para simplesmente sentar e pensar. INSTRUÇÃO: Responder à questão com base nas afirmativas sobre o valor sintático e semântico das palavras no texto. I. Em  “Os  adolescentes”  (linha  01)  e  “os jovens” (linha 15), os termos em destaque não especificam os substantivos que os acompanham. II. Em “não dizem respeito apenas a relacionamentos” (linha 08), a substituição da palavra sublinhada por “amizades” exigiria o emprego de acento indicativo de crase. III. Em  “a velocidade”  (linha  09)  e  “a  longo  prazo” (linhas  20  e  21),  as  palavras  em  destaque  têm valor gramatical equivalente. IV. As expressões “aquelas pessoas” (linha 11) e “as pessoas”  (linhas 17 e 18)  referem-se  ao  mesmo conjunto de seres.   Pela análise das afirmativas, é possível concluir que estão corretas apenas  

  25. 55

    INSPER 2015

    De uns tempos para cá, não sei se me engano, começaram a proliferar normas destinadas a controlar nossa conduta individual. Falei em algumas aqui e cheguei a aventar a hipótese de que uma agência governamental, ou qualquer outra das muitas autoridades a que vivemos subordinados sem saber, venha a estabelecer normas para o uso do papel higiênico e garantir sua observação através da instalação de câmeras nos banheiros de uso público. Nos banheiros domésticos, imagino que seriam suficientes umas visitas incertas de inspetores com gazuas, para tentar flagrar os que se asseassem ilegalmente. Não se trata somente de passatempo para burocratas entediados e sem mais o que fazer. Trata-se da convicção, que parece grassar truculentamente em toda parte, de que existe algo "certo", cientificamente certo e, portanto, todos devem comportar-se dentro do certo. Se nas ciências físicas esse negócio de "certo" já é olhado com um pé atrás, nas ciências humanas, que nunca puderam aspirar ao nível de objetividade daquelas, a existência do "certo" é muito discutível, envolve necessariamente valores, valores que permeiam toda ação do homem e não são território da ciência e da objetividade. (João Ubaldo Ribeiro, O Estado de S. Paulo, 08/11/2010)    A respeito da acentuação gráfica nas palavras presentes no texto, verifica-se que a ausência do acento não acarretaria falha gramatical no termo

  26. 56

    UFAM 2009

    Assinale a opção em que o acento indicativo de crase é indevido:

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