Exercícios de Diferentes Gêneros do Texto Literário

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  1. 1. Stoodi
    Mãe (Sérgio Capparelli) De patins, de bicicleta, de carro, de avião, nas asas da borboleta e nos olhos do gavião; de barco, de velocípedes, a cavalo num trovão, nas cores do arco-íris, no rugido de um leão; na graça de um golfinho e no germinar do grão. Teu nome eu trago, mãe, na palma da minha mão. Sobre o poema MÃE, marque (V) para verdadeiro e (F) para falso e a seguir assinale a alternativa correta: (   ) Ele é composto de 12 estrofes e 1 verso. (   ) Ele é composto de 1 estrofe e 12 versos. (   ) Fala sobre o amor da mãe para o filho. (   ) Fala sobre o amor do filho para a mãe.
  2. 2. UEG 2012
    Momento num café  Manuel Bandeira  Quando o enterro passou  Os homens que se achavam no café  Tiraram o chapéu maquinalmente  Saudavam o morto distraídos  Estavam todos voltados para a vida  Absortos na vida  Confiantes na vida.  Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado  Olhando o esquife longamente.  Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade,  Que a vida é traição,  E saudava a matéria que passava  Liberta para sempre da alma extinta.  Estrela da vida inteira. 20. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993. p. 155.  Em termos estruturais, verifica-se, no poema, a presença de versos 
  3. 3. Stoodi
    "Aos que me dão lugar no bonde e que conheço não sei de onde, aos que me dizem terno adeus sem que lhes saiba os nomes seus" (Carlos Drummond de Andrade) Os versos acima possuem rimas:
  4. 4. Stoodi
    Leia atentamente o poema abaixo: Poetas Velhos [Paulo Leminski] Bom dia, poetas velhos. Me deixem na boca o gosto dos versos mais fortes que não farei. Dia vai vir que os saiba tão bem que vos cite como quem tê-Ios um tanto feito também, acredite. Assinale a alternativa correta:
  5. 5. Stoodi
    Qual das estrofes abaixo possui rimas cruzadas?
  6. 6. FAAP 1996
    SONETO DE SEPARAÇÃO De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto. De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama. De repente, não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente, não mais que de repente.         (Vinícius de Morais)   Releia com atenção a terceira estrofe: "De repente, não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente" "De repente" (advérbio) "contente" (adjetivo) Esta rima que se processa entre palavras de classe gramatical diferente recebe o nome de: 
  7. 7. Stoodi
    Dos tipos textuais abaixo, qual NÃO pode ser classiflcado como prosa?
  8. 8. FAAP 1997
    AS POMBAS Vai-se a primeira pomba despertada... Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas De pombas vão-se dos pombais, apenas Raia sanguínea e fresca a madrugada E à tarde, quando a rígida nortada Sopra, aos pombais, de novo, elas, serenas Ruflando as asas, sacudindo as penas, Voltam todas em bando e em revoada... Também dos corações onde abotoam, Os sonhos, um por um, céleres voam Como voam as pombas dos pombais; No azul da adolescência as asas soltam, Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam E eles aos corações não voltam mais... (Raimundo Correia) O poema é um soneto; porque tem: 
  9. 9. UFC 2008
    A TRISTE PARTIDA 01    Passou-se setembro 02    outubro e novembro 03    estamos em dezembro 04    meu Deus que é de 05    assim diz o pobre 06    do seco Nordeste 07    com medo da peste 08    e da fome feroz 09     A treze do mês 10    fez a experiência 11    perdeu sua crença 12    nas pedras de sal 13    com outra experiência 14    de novo se agarra 15    esperando a barra 16    do alegre Natal 17    Passou-se o Natal 18    e a barra não veio 19    o sol tão vermeio 20    nasceu muito além 21    na copa da mata 22    buzina a cigarra 23     ninguém vê a barra 24    pois barra não tem 25    Sem chuva na terra 26    descamba janeiro 27    até fevereiro 28    no mesmo verão 29    reclama o roceiro 30    dizendo consigo: 31    meu Deus é castigo 32    não chove mais não 33    Apela pra março 34    o mês preferido 35    do santo querido 36    senhor São José 37    sem chuva na terra 38    está tudo sem jeito 39    lhe foge do peito 40    o resto da fé 41    Assim diz o velho 42    sigo noutra trilha 43    convida a família 44    e começa a dizer: 45    Eu vendo o burro 46    o jumento e o cavalo 47    nós vamos a São Paulo 48    viver ou morrer 49    Nós vamos a São Paulo 50    que a coisa está feia 51    por terra alheia 52    nós vamos vagar 53    se o nosso destino 54    não for tão mesquinho 55    pro mesmo cantinho 56    nós torna a voltar 57    Venderam o burro 58    jumento e cavalo 59    até mesmo o galo 60    venderam também 61    e logo aparece 62    um feliz fazendeiro 63    por pouco dinheiro 64    lhe compra o que tem 65    Em cima do carro 66    se junta a família 67    chega o triste dia 68    já vão viajar 69    a seca é terrível 70    que tudo devora 71    lhe bota pra fora 72    do torrão natá (...) 73    O carro embalado 74    no topo da serra 75    olhando pra terra 76    seu berço seu lar 77    aquele nortista 78    partido de pena 79    de longe acena 80    adeus, Ceará 81    Chegaram em São Paulo 82    sem cobre e quebrado 83    o pobre acanhado 84    procura um patrão 85    só vê cara feia 86    de uma estranha gente 87    tudo é diferente 88    do caro torrão 89    Trabalha um ano 90    dois anos mais anos 91    e sempre no plano 92    de um dia inda vim 93    o pai de família 94    triste maldizendo 95    assim vão sofrendo 96    tormento sem fim 97    O pai de família 98    ali vive preso 99    sofrendo desprezo 100    e devendo ao patrão 101    o tempo passando 102    vai dia e vem dia 103    aquela família 104    não volta mais não 105    Se por acaso um dia 106    ele tem por sorte 107    notícia do Norte 108    o gosto de ouvir 109    saudade no peito 110    lhe bate de molhos 111    as águas dos olhos 112    começam a cair 113    Distante da terra 114    tão seca mas boa 115    sujeito à garoa 116    à lama e ao paul 117    é triste se ver 118    um nortista tão bravo 119    viver sendo escravo 120    na terra do Sul ASSARÉ, Patativa. "A Triste Partida". In: Cordéis e Outros Poemas, Fortaleza: Edições UFC, 2006, p. 9-13.  Releia a quarta estrofe do poema: "Sem chuva na terra descamba janeiro até fevereiro no mesmo verão reclama o roceiro dizendo consigo: meu Deus é castigo não chove mais não" Assinale a alternativa que apresenta todas as informações corretas acerca da construção da estrofe, no tocante ao: NÚMERO DEVERSOS  NÚMERO DE SÍLABAS DE CADA VERSO ESQUEMA DE RIMAS 
  10. 10. Stoodi
    Mas que na forma se disfarce o emprego Do esforço: e trama viva se construa De tal modo, que a imagem fique nua Rica mas sóbria, como um templo grego. Em relação ao trecho acima, de Olavo Bilac, podemos dizer que é composto por rimas...
  11. 11. Stoodi
    Diz-se que um verso é eneassílabo quando contém:
  12. 12. Stoodi
    Cantiga: "Nas ondas da praia Nas ondas do mar Quero ser feliz Quero me afogar" (Manuel bandeira) Podemos afirmar que os versos que compõem a estrofe acima são:
  13. 13. Stoodi
    Observe os versos abaixo, da autoria de Vinicius de Moraes: De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto Qual a classificação das rimas contidas nesta estrofe?
  14. 14. UEG 2013
    CRUCIFIXO É um crucifixo de marfim  Ligeiramente amarelado,  Pátina do tempo escoado.  Sempre o vi patinado assim.  Mãe, irmã, pai meus estreitado  Tiveram-no ao chegar o fim.  Hoje, em meu quarto colocado,  Ei-lo velando sobre mim.  E quando se cumprir aquele  Instante, que tardando vai,  De eu deixar esta vida, quero  Morrer agarrado com ele.  Talvez me salve. Como – espero –  Minha mãe, minha irmã, meu pai.  BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993. p. 270.   Em relação à sua estrutura, o poema apresenta
  15. 15. FAAP 1996
    Ó tu que vens de longe, ó tu que vens cansada, entra, e sob este teto encontrarás carinho: Eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho. Vives sozinha sempre e nunca foste amada. A neve anda a branquear lividamente a estrada, e a minha alcova tem a tepidez de um ninho. Entra, ao menos até que as curvas do caminho se banhem no esplendor nascente da alvorada. E amanhã quando a luz do sol dourar radiosa essa estrada sem fim, deserta, horrenda e nua, podes partir de novo, ó nômade formosa! Já não serei tão só, nem irás tão sozinha: Há de ficar comigo uma saudade tua... Hás de levar contigo uma saudade minha... (Alceu Wamosy) RICA é a rima que se processa entre palavras de classe gramatical diferente, como esta: 
  16. 16. FMU
    "De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encanto mais meu pensamento". (Soneto da Felicidade - Vinícius de Morais) Na estrofe acima o:
  17. 17. UNIFESP 2014
    O nada que é Um canavial tem a extensão ante a qual todo metro é vão. Tem o escancarado do mar que existe para desafiar que números e seus afins possam prendê-lo nos seus sins. Ante um canavial a medida métrica é de todo esquecida, porque embora todo povoado povoa-o o pleno anonimato que dá esse efeito singular: de um nada prenhe como o mar. (João Cabral de Melo Neto. Museu de tudo e depois, 1988.)  O poema está organizado em versos de 
  18. 18. UNESP 2012
    Leia o poema de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810). 18 Não vês aquele velho respeitável, que à muleta encostado, apenas mal se move e mal se arrasta? Oh! quanto estrago não lhe fez o tempo, o tempo arrebatado, que o mesmo bronze gasta! Enrugaram-se as faces e perderam seus olhos a viveza: voltou-se o seu cabelo em branca neve; já lhe treme a cabeça, a mão, o queixo, nem tem uma beleza das belezas que teve. Assim também serei, minha Marília, daqui a poucos anos, que o ímpio tempo para todos corre. Os dentes cairão e os meus cabelos. Ah! sentirei os danos, que evita só quem morre. Mas sempre passarei uma velhice muito menos penosa. Não trarei a muleta carregada, descansarei o já vergado corpo na tua mão piedosa, na tua mão nevada. As frias tardes, em que negra nuvem os chuveiros não lance, irei contigo ao prado florescente: aqui me buscarás um sítio ameno, onde os membros descanse, e ao brando sol me aquente. Apenas me sentar, então, movendo os olhos por aquela vistosa parte, que ficar fronteira, apontando direi: — Ali falamos, ali, ó minha bela, te vi a vez primeira. Verterão os meus olhos duas fontes, nascidas de alegria; farão teus olhos ternos outro tanto; então darei, Marília, frios beijos na mão formosa e pia, que me limpar o pranto. Assim irá, Marília, docemente meu corpo suportando do tempo desumano a dura guerra. Contente morrerei, por ser Marília quem, sentida, chorando meus baços olhos cerra. (Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu e mais poesias. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1982.)  Assinale a alternativa que indica a ordem em que os versos de dez e de seis sílabas se sucedem nas oito estrofes do poema. 
  19. 19. UNESP 2014
    A questão a seguir abordam um poema de Raul de Leoni (1895-1926). A alma das cousas somos nós... Dentro do eterno giro universal Das cousas, tudo vai e volta à alma da gente, Mas, se nesse vaivém tudo parece igual Nada mais, na verdade, Nunca mais se repete exatamente... Sim, as cousas são sempre as mesmas na corrente Que no-las leva e traz, num círculo fatal; O que varia é o espírito que as sente Que é imperceptivelmente desigual, Que sempre as vive diferentemente, E, assim, a vida é sempre inédita, afinal... Estado de alma em fuga pelas horas, Tons esquivos e trêmulos, nuanças Suscetíveis, sutis, que fogem no Íris Da sensibilidade furta-cor... E a nossa alma é a expressão fugitiva das cousas E a vida somos nós, que sempre somos outros!... Homem inquieto e vão que não repousas! Para e escuta: Se as cousas têm espírito, nós somos Esse espírito efêmero das cousas, Volúvel e diverso, Variando, instante a instante, intimamente, E eternamente, Dentro da indiferença do Universo!... (Luz mediterrânea, 1965.)  Embora pareça constituído de versos livres modernistas, o poema em questão ainda segue a versificação medida, combinando versos de diferentes extensões, com predomínio dos de doze e dez sílabas métricas. Assinale a alternativa que indica, na primeira estrofe, pela ordem em que surgem, os versos de dez sílabas métricas, denominados decassílabos. 
  20. 20. UNIFESP 2011
    De tudo que é nego torto Do mangue e do cais do porto Ela já foi namorada O seu corpo é dos errantes Dos cegos, dos retirantes É de quem não tem mais nada Dá-se assim desde menina Na garagem, na cantina Atrás do tanque, no mato É a rainha dos detentos Das loucas, dos lazarentos Dos moleques do internato E também vai amiúde Co’os velhinhos sem saúde E as viúvas sem porvir Ela é um poço de bondade E é por isso que a cidade Vive sempre a repetir Joga pedra na Geni Joga pedra na Geni Ela é feita pra apanhar Ela é boa de cuspir Ela dá pra qualquer um Maldita Geni (Chico Buarque. Geni e o zepelim.)  Indique a alternativa que identifica corretamente, de modo respectivo, a métrica e a natureza predominante das rimas. 
  21. 21. UNESP 2015
    O Azulão e os tico-ticos Do começo ao fim do dia, um belo Azulão cantava, e o pomar que atento ouvia o seus trilos de harmonia, cada vez mais se enflorava. Se um tico-tico e outras aves vaiavam sua canção... mais doce ainda se ouvia a flauta desse Azulão. Um papagaio, surpreso de ver o grande desprezo, do Azulão, que os desprezava, um dia em que ele cantava e um bando de tico-ticos numa algazarra o vaiava, lhe perguntou: 1“Azulão, olha, dize-me a razão por que, quando estás cantando e recebes uma vaia desses garotos joviais, tu continuas gorgeando e cada vez canta mais?!” Numas volatas sonoras, o Azulão lhe respondeu: “Caro Amigo! Eu prezo muito esta garganta sublime e esta voz maravilhosa... este dom que Deus me deu! Quando, há pouco, eu descantava, pensando não ser ouvido nestes matos por ninguém, 2um Sabiá*, que me escutava, num capoeirão, escondido, gritou de lá: — meu colega, bravos! Bravos... muito bem! Pergunto agora a você: quem foi um dia aplaudido pelo príncipe dos cantos de celestes harmonias, (irmão de Gonçalves Dias, um dos cantores mais ricos...) — que caso pode fazer das vaias dos tico-ticos?” * Nota do editor: Simbolicamente, Rui Barbosa está representado neste Sabiá, pois foi a “Águia de Haia” um dos maiores admiradores de Catulo e prefaciador do seu livro Poemas bravios. Poemas escolhidos, s/d.  Se, nos versos da referência 2, as palavras “Sabiá” e “capoeirão” fossem pronunciadas “sa-bi-á” e “ca-po-ei-rão”, tais versos quebrariam o padrão e o ritmo dos demais, pois passariam a ser
  22. 22. PUC-SP 2007
    O teatro de Gil Vicente caracteriza-se por ser fundamentalmente popular. E essa característica manifesta-se, particularmente, em sua linguagem poética, como ocorre no trecho a seguir, de "O Auto da Barca do Inferno". Ó Cavaleiros de Deus, A vós estou esperando, Que morrestes pelejando Por Cristo, Senhor dos Céus! Sois livres de todo o mal, Mártires da Madre Igreja, Que quem morre em tal peleja Merece paz eternal. No texto, fala final do Anjo, temos no conjunto dos versos
  23. 23. UEAP 2010
    Leia o texto abaixo e, sobre ele, assinale a alternativa correta. os pássaros que passam não poucos pousam em minha boca minha língua ora os afugenta ora os arrebata os pássaros que passam não são de pena barro ou prata são pássaros de palavras (Herbert Emanuel. Nada ou quase uma arte. 2 ed. Editora Spia Vídeos e Produções, p.19.) 
  24. 24. FCMMG 2007
    O sofrimento é um aspecto recorrente nos versos de Cecília Meireles, extraídos de Viagem, como as alternativas exemplificam, EXCETO:
  25. 25. UFV 2011
    Leia os poemas abaixo:   Mulher, irmã, escuta-me: não ames. Quando a teus pés um homem terno e curvo Jurar amor, chorar pranto de sangue, Não creias, não, mulher: ele te engana! As lágrimas são galas da mentira E o juramento manto da perfídia. (MACEDO, Joaquim Manuel de. Apud BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993. p. 78.)   Teresa, se algum sujeito bancar o sentimental em cima de você E te jurar uma paixão do tamanho de um bonde Se ele chorar Se ele se ajoelhar Se ele se rasgar todo Não acredita não Teresa É lágrima de cinema É tapeação Mentira CAI FORA (BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993. p. 78.)   É CORRETO afirmar que os poemas acima assemelham-se com relação:
  26. 26. FMU
    “De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento”.                         (Soneto de Fidelidade – Vinícius de Moraes)   No trecho acima, o
  27. 27. UPE 2012
    Língua portuguesa Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela... Amo-te assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma, Em que da voz materna ouvi: "meu filho!" E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho! (Olavo Bilac, http://www.releituras.com) Considerando o Texto “Língua Portuguesa”, bem como os conteúdos a ele relacionados, assinale a alternativa CORRETA.
  28. 28. UNICENTRO 2009
    Leia, atentamente, este soneto e, em seguida, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.   II Mário Quintana Dorme ruazinha... É tudo escuro... E os meus passos, quem é que pode ouvi-los? Dorme o teu sono sossegado e puro, Com teus lampiões, com teus jardins tranqüilos...   Dorme... Não há ladrões, eu te asseguro... Nem guardas para acaso persegui-los... Na noite alta, como sobre um muro. As estrelinhas cantam como grilos...   O vento está dormindo na calçada. O vento enovelou-se como um cão... Dorme, ruazinha... Não há nada...   Só os meus passos... Mas tão leves são Que até parecem, pela madrugada, Os da minha futura assombração...   ( ) As rimas estão alternadas ou cruzadas. ( ) Quanto à métrica, trata-se de um alexandrino. ( ) Em todos os versos, o ritmo está marcado nas sextas sílabas. ( ) Em “Nem guardas para acaso persegui-los...” – Nota-se uma aliteração. ( ) As reticências denotam sugestão pelo prolongamento imaginativo do conteúdo. ( ) Em “As estrelinhas cantam (...)” e “O vento está dormindo (...)” – Existe a figura denominada prosopopéia.   Assinale a opção CORRETA.
  29. 29. UNICENTRO 2014
    Leia o trecho do poema, do livro Muitas Vozes, de Ferreira Gullar, a seguir. No princípio era o verso alheio Disperso em meio às vozes e às coisas o poeta dorme sem se saber Ignora o poema não tem nada a dizer (GULLAR, F. Obras Completas. 13.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004, p.422.)   A partir da leitura do poema e dos conhecimentos prévios sobre esse livro, considere as afirmativas a seguir. I. O poema traz uma das características da obra do autor presente em Muitas Vozes: a metalinguagem, que, na poesia, ocorre quando o poema volta-se para si próprio. II. O sentido polissêmico do termo “alheio”, no terceiro verso, é ampliado pela ausência de pontuação. Desse modo, pode significar tanto “de outro” quanto “distraído” ou “desinteressado”. III. No verso “sem se saber”, há a presença do recurso da aliteração, que consiste na repetição de consoantes para produzir efeitos sonoros. IV. O poema segue uma métrica rígida, com versos variando de seis a sete sílabas poéticas. Também rígido é o sistema de rimas ABBA. Assinale a alternativa correta.
  30. 30. UEMA 2016
    Texto V Procura da Poesia [...] Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intata. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los. [...] Não forces o poema a desprender-se do limbo. Não colhas no chão o poema que se perdeu. Não adules o poema. Aceita-o omo ele aceitará sua forma definitiva e concentrada no espaço. Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma em mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres: Trouxeste a chave? Repara: ermas de melodia e conceito, elas se refugiaram na noite, as palavras. Ainda úmidas e impregnadas de sono, rolam num rio difícil e se transformam em desprezo. ANDRADE, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. Texto VI Profissão de fé [...] Invejo o ourives Quando escrevo: Imito o amor Com que ele, em ouro, o alto-relevo Faz de uma flor. Imito-o. E, pois, nem de Carrara A pedra firo: O alvo cristal, a pedra rara, O ônix prefiro. Por isso, corre, por servir-me, Sobre o papel A pena, como em prata firme Corre o cinzel. [...] Torce , aprimora, alteia, lima A frase; e, enfim, no verso de ouro engasta a rima como um rubim. Quero que a estrofe cristalina, Dobrada ao jeito Do ourives, saia da oficina Sem um defeito. [...] Porque o escrever – tanta perícia, Tanta requer, Que oficio tal... nem há notícia De outro qualquer. BILAC, Olavo. Poesia. Rio de Janeiro: Agir, 2005. Comparando os Textos V e VI sobre aspectos temáticos e organização enunciativa, observa-se que
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