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Exercícios de Gêneros Literários

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  1. 1. UECE 2014
    O texto a seguir foi extraído de uma crônica de Affonso Romano de Sant'Anna, cronista e poeta mineiro. Professor universitário e jornalista, escreveu para os maiores jornais do País. "Com uma produção diversificada e consistente, pensa o Brasil e a cultura do seu tempo, e se destaca como teórico, como poeta, como cronista, como professor, como administrador cultural e como jornalista". Porta de colégio Passando pela porta de um colégio, me veio a sensação nítida de que aquilo era a porta da própria vida. Banal, direis. Mas a sensação era tocante. Por isso, parei, como se precisasse ver melhor o que via e previa. Primeiro há uma diferença de clima entre aquele bando de adolescentes espalhados pela calçada, sentados sobre carros, em torno de carrocinhas de doces e refrigerantes, e aqueles que transitam pela rua. Não é só o uniforme. Não é só a idade. E toda uma atmosfera, como se estivessem ainda dentro de uma redoma ou aquário, numa bolha, resguardados do mundo. Talvez não estejam. Vários já sofreram a pancada da separação dos pais. Aprenderam que a vida é também um exercicio de separação. Um ou outro já transou droga, e com isso deve ter se sentido (equivocadamente) muito adulto. Mas há uma sensação de pureza angelical misturada com palpitação sexual, que se exibe nos gestos sedutores dos adolescentes. Onde estarão esses meninos e meninas dentro de dez ou vinte anos? Aquele ali, moreno, de cabelos longos corridos, que parece gostar de esporte, vai se interessar pela informática ou economia; aquela de cabelos louros e crespos vai ser dona de boutique; aquela morena de cabelos lisos quer ser médica; a gorduchinha vai acabar casando com um gerente de multinacional; aquela esguia, meio bailarina, achará um diplomata. Algumas estudarão Letras, se casarão, largarão tudo e passarão parte do dia levando filhos a praia e a praça e pegando-os de novo a tardinha no colégio. [...] Estou olhando aquele bando de adolescentes com evidente ternura. Pudesse passava a mão nos seus cabelos e contava-lhes as últimas histórias da carochinha antes que o lobo feroz as assaltasse na esquina. Pudesse lhes diria daqui: aproveitem enquanto estão no aquário e na redoma, enquanto estão na porta da vida e do colégio. O destino também passa por ai'. E a gente pode às vezes modifica-Io. SANT'ANNA, Affonso Romano de. Affonso Romano de Sant'Anna: seleção e prefácio de Letícia Malard. Coleção Melhores Crônicas. p. 64-66. A crônica é um gênero, digamos, aberto. Dentro dessa rubrica cabem vários conceitos. As quatro opções abaixo apresentam características de crónica, mas só uma expressa as características apresentadas pelo texto de Sant'Anna. Assinale essa opção.
  2. 2. IBMEC-RJ 2009
    Joaquim Maria Machado de Assis é cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Em 2008, comemora­se o centenário de sua morte, ocorrida em setembro de 1908. Machado de Assis é considerado o mais canônico escritor da Literatura Brasileira e deixou uma rica produção literária composta de textos dos mais variados gêneros, em que se destacam o conto e o romance. Segue o texto desse autor, em poesia. A Carolina Querida, ao pé do leito derradeiro Em que descansas dessa longa vida, Aqui venho e virei, pobre querida, Trazer­te o coração do companheiro. Pulsa­lhe aquele afeto verdadeiro Que, a despeito de toda a humana lida, Fez a nossa existência apetecida E num recanto pôs um mundo inteiro. Trago­te flores, ­ restos arrancados Da terra que nos viu passar unidos, São pensamentos idos e vividos. Que eu, se tenho nos olhos mal feridos Pensamentos de vida formulados, São pensamentos idos e vividos. (Machado de Assis) Ao avaliarmos o texto quanto a seu gênero literário, podemos afirmar que ele pertence:
  3. 3. ENEM 2017
    Segundo quadro Uma sala da prefeitura. O ambiente é modesto. Durante a mutação, ouve-se um dobrado e vivas a Odorico, “viva o prefeito” etc. Estão em cena Dorotéa, Juju, Dirceu, Dulcinéa, o vigário e Odorico. Este último, à janela, discursa. ODORICO – Povo sucupirano! Agoramente já investido no cargo de Prefeito, aqui estou para receber a confirmação, a ratificação, a autenticação e por que não dizer a sagração do povo que me elegeu. Aplausos vêm de fora. ODORICO – Eu prometi que o meu primeiro ato como prefeito seria ordenar a construção do cemitério. Aplausos, aos quais se incorporam as personagens em cena. ODORICO – (Continuando o discurso:) Botando de lado os entretantos e partindo pros finalmente, é uma alegria poder anunciar que prafrentemente vocês lá poderão morrer descansados, tranquilos e desconstrangidos, na certeza de que vão ser sepultados aqui mesmo, nesta terra morna e cheirosa de Sucupira. E quem votou em mim, basta dizer isso ao padre na hora da extrema-unção, que tem enterro e cova de graça, conforme o prometido. GOMES, D. O bem amado. Rio de Janeiro: Ediouro, 2012.   O gênero peça teatral tem o entretenimento como uma de suas funções. Outra função relevante do gênero, explícita nesse trecho de O bem amado, é a
  4. 4. G1 - CFTMG 2008
    Numere os fragmentos de texto de acordo com os seguintes gêneros literários: 1. lírico 2. satírico 3. épico (    ) "Quem por ti de amor desmaia, Nesta praia geme e chora: Vem, Pastora, por piedade A saudade consolar. Não recreiam sempre os montes Co'as delícias de Amaltéia; Vem, ó GIaura, a ruiva areia, Rio e fontes animar" (Silva Alvarenga) (   ) "A cada canto um grande conselheiro, Que nos quer governar cabana, e vinha, Não sabem governar sua cozinha, E podem governar o mundo inteiro. Em cada porta um frequentado olheiro, Que a vida do vizinho, e da vizinha Pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha, Para levar a Praça, e ao Terreiro" (Gregório de Matos) (   ) "Nesta triste masmorra, de um semivivo corpo sepultura, inda, Marília, adoro a tua formosura. Amor na minha ideia te retrata; busca, extremoso, que eu assim resista à dor imensa, que me cerca e mata." (Tomás Antônio Gonzaga) (    ) "Este lugar delicioso e triste, Cansada de viver, tinha escolhido, Para morrer, a mísera Lindoia. Lá reclinada, como que dormia, Na branda relva, e nas mimosas flores; Tinha a face na mão, e a mão no tronco De um fúnebre cipreste, que espalhava Melancólica sombra. Mais de perto Descobrem que se enrola em seu corpo Verde serpente..." (Basílio da Gama) A sequência CORREIA encontrada é:
  5. 5. UERN 2015
    Os gêneros literários são empregados com finalidade estética. Leia os textos a seguir. Busque Amor novas artes, novo engenho, Para matar­me, e novas esquivanças; Que não pode tirar­me as esperanças, Que mal me tirará o que eu não tenho. (Camões, L. V. de. Sonetos. Lisboa: Livraria Clássica Editora. 1961. Fragmento.) Porém já cinco sóis eram passados Que dali nos partíramos, cortando Os mares nunca doutrem navegados, Prosperamente os ventos assoprando, Quando uma noite, estando descuidados Na cortadora proa vigiando, Uma nuvem, que os ares escurece, Sobre nossas cabeças aparece. (Camões, L. V. Os Lusíadas. Abril Cultural, 1979. São Paulo. Fragmento.) Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a classificação dos textos.
  6. 6. ENEM CANCELADO 2009
    Texto 1 No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho Tinha uma pedra No meio do caminho tinha uma pedra [...] ANDRADE, C. D. Antologia poética. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2000. (fragmento) Texto 2 A comparação entre os recursos expressivos que constituem os dois textos revela que
  7. 7. G1 - CFTMG 2013
    Leia. "Abelardo I (Sentado em conversa com o Cliente. Aperta um botão, ouve-se um forte barulho de campainha.) - Vamos ver... Abelardo II (Veste botas e um completo domador de feras. Usa pastinha e enormes bigodes retorcidos. Monóculo. Um revólver à cinta.) - Pronto Seu Abelardo. Abelardo I - Traga o dossier desse homem. Abelardo II - Pois não! O seu nome? Cliente (Embaraçado, o chapéu na mão, uma gravata de corda no pescoço magro.) - Manoel Pitanga de Moraes" ANDRADE, Oswald. O rei da vela. São Paulo: Globo, 1994. p. 39. O fragmento organiza-se segundo o modelo do gênero literário que se define por
  8. 8. UFU 1999
    Assinale a afirmativa INCORRETA:
  9. 9. UFSM 2014
    A Carta de Pero Vaz de Caminha é o primeiro relato sobre a terra que viria a ser chamada de Brasil. Ali, percebe-se não apenas a curiosidade do europeu pelo nativo, mas também seu pasmo diante da exuberância da natureza da nova terra, que, hoje em dia, já se encontra degradada em muitos dos locais avistados por Caminha. Tendo isso em vista, leia o fragmento a seguir. Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste ponto temos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Tem, ao longo do mar, em algumas partes, grandes barreiras, algumas vermelhas, outras brancas; e a terra por cima é toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é tudo praia redonda, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque a estender d'olhos não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela até agora não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem o vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados como os de Entre-Douro e Minho, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. As águas são muitas e infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, tudo dará nela, por causa das águas que tem. CASTRO, Sílvio (org.). A Carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM, 2003, p. l 15-6. Esse fragmento apresenta-se como um texto:
  10. 10. CESGRANRIO 2011
    Associe os gêneros literários às suas respectivas características. 1 – Gênero lírico 2 – Gênero épico 3 – Gênero dramático (   ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos (   ) Representação de fatos com presença física de atores (   ) Manifestação de sentimentos pessoais predominando, assim, a função emotiva A sequência correta, de cima para baixo, é
  11. 11. G1 - CFTMG 2006
    Com relação aos gêneros literários, é INCORRETO afirmar que, no gênero:
  12. 12. CESGRANRIO 2011
    Associe os gêneros literários às suas respectivas características. 1 - Gênero lírico 2 - Gênero éplco 3 - Gênero dramático (   ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos (   ) Representação de fatos com presença física de atores (   ) Manifestação de sentimentos pessoais predominando, assim, a função emotiva A sequência correta, de cima para baixo, é:
  13. 13. Espcex (Aman) 2013
    Leia o trecho abaixo, de "Morte e vida severina", de João Cabral de Melo Neto. "- Severino retirante, deixa agora que lhe diga: eu não sei bem a resposta da pergunta que fazia, se não vale mais saltar fora da ponte e da vida; (...) E não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-la desflar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica," Quanto ao gênero literário, é correto afirmar que o fragmento lido é
  14. 14. G1 - CFTMG 2011
    O fragmento abaixo pertence ao gênero dramático. "MICROFONE - Buzina de automóvel. Rumor de derrapagem violenta. Som de vidraças partidas. Silêncio. Assistência. Silêncio. VOZ DE ALAÍDE (microfone) - CIessi... CIessi... (Luz em resistência no plano da alucinação. 3 mesas, 3 mulheres escandalosamente pintadas, com vestidos berrantes e compridos. Decotes. Duas delas dançam ao som de uma vitrola invisível, dando uma vaga sugestão lésbica. Alaíde, uma jovem senhora, vestida com sobriedade e bom gosto, aparece no centro da cena. Vestido cinzento e uma bolsa vermelha.) ALAÍDE (nervosa) - Quero falar com Madame CIessi! Ela esta? (Fala à 1a mulher que, numa das três mesas, faz "paciência". A mulher não responde.) ALAÍDE (com angústia) - Madame CIessi esta - pode-me dizer? ALAÍDE (com ar ingênuo) - Não responde! (com doçura) Não quer responder? (Silêncio da outra.)" RODRIGUES, Nelson. Teatro completo I. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981 . p. 109. Nesse gênero literário, o narrador é
  15. 15. UERJ 2002
    "Comenta­-se, um pouco rápido demais, que a predileção que os leitores sentimos por um ou outro personagem vem da facilidade com que nos identificamos com eles. Esta formulação exige algumas pontuações: não é que nos identifiquemos com o personagem, mas sim que este nos identifica, nos aclara e define frente a nós mesmos; algo em nós se identifica com essa individualidade imaginária, algo contraditório com outras 'identificações semelhantes', algo que de outro modo apenas em sonhos haveria logrado estatuto de natureza. A paixão pela literatura é também uma maneira de reconhecer que cada um somos muitos, e que dessa raiz, oposta ao senso comum em que vivemos, brota o prazer literário." (Traduzido de SAVATER, Fernando. "Criaturas del aire". Barcelona: Ediciones Destino,1989.) Este texto trata de um conceito importante na teoria da literatura: o conceito de catarse. De acordo com o autor, pode­se definir catarse como o processo que afeta o leitor no sentido de:
  16. 16. UEL 1995
    O romance é um gênero literário que veio a se desenvolver no século ....., retratando sobretudo .....; era muito comum publicar­se em partes, nos jornais, na forma de ..... . Preenchem corretamente as lacunas do texto acima, pela ordem:
  17. 17. ALBERT EINSTEIN 2016
    Segundo Álvaro Lins, o mais brasileiro dos livros de Graciliano Ramos é Vidas Secas. Escrito em 1938, é considerado pela crítica como uma novela. Essa classificação do gênero literário se justifica porque a obra
  18. 18. UEM 2015
    Os gêneros literários são empregados com finalidade estética. Leia os textos a seguir.   Busque Amor novas artes, novo engenho, Para matar-me, e novas esquivanças; Que não pode tirar-me as esperanças, Que mal me tirará o que eu não tenho.  (Camões, L. V. de. Sonetos. Lisboa: Livraria Clássica Editora. 1961. Fragmento.)    Porém já cinco sóis eram passados Que dali nos partíramos, cortando Os mares nunca doutrem navegados, Prosperamente os ventos assoprando, Quando uma noite, estando descuidados Na cortadora proa vigiando, Uma nuvem, que os ares escurece, Sobre nossas cabeças aparece.  (Camões, L. V. Os Lusíadas. Abril Cultural, 1979. São Paulo. Fragmento.)     Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a classificação dos textos.     1 – Gênero lírico 2 – Gênero épico 3 – Gênero dramático (          ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos (          ) Representação de fatos com presença física de atores (          ) Manifestação de sentimentos pessoais predominando, assim, a função emotiva  
  19. 19. CESGRANRIO 2011
     Associe os gêneros literários às suas respectivas características.    1 – Gênero lírico 2 – Gênero épico 3 – Gênero dramático (       ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos (       ) Representação de fatos com presença física de atores (       ) Manifestação de sentimentos pessoais predominando, assim, a função emotiva A sequência correta, de cima para baixo, é
  20. 20. ENEM 2016
    Receita  Tome-se um poeta não cansado, Uma nuvem de sonho e uma flor, Três gotas de tristeza, um tom dourado, Uma veia sangrando de pavor. Quando a massa já ferve e se retorce Deita-se a luz dum corpo de mulher, Duma pitada de morte se reforce, Que um amor de poeta assim requer.  SARAMAGO, J. Os poemas possíveis. Alfragide: Caminho, 1997.     Os gêneros textuais caracterizam-se por serem relativamente estáveis e podem reconfigurar-se em função do propósito comunicativo. Esse texto constitui uma mescla de gêneros, pois
  21. 21. ENEM 2018
    Dia 20/10 É preciso não beber mais. Não é preciso sentir vontade de beber e não beber: é preciso não sentir vontade de beber. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso fechar para balanço e reabrir. É preciso não dar de comer aos urubus. Nem esperanças aos urubus. É preciso sacudir a poeira. É preciso poder beber sem se oferecer em holocausto. É preciso. É preciso não morrer por enquanto. É preciso sobreviver para verificar. Não pensar mais na solidão de Rogério, e deixá-lo. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso enquanto é tempo não morrer na via pública. TORQUATO NETO. In: MENDONÇA, J. (Org.) Poesia (im)popular brasileira. São Bernardo do Campo: Lamparina Luminosa, 2012.   O processo de construção do texto formata uma mensagem por ele dimensionada, uma vez que
  22. 22. UFAM 2015
    Leia as afirmativas a seguir, referentes ao Modernismo em Portugal ou ao período histórico-literário em que aconteceu:   I. A revista “Orpheu”, lançada em 1915, era o porta-voz de jovens poetas identificados com as vanguardas europeias, como Fernando Pessoa e Sá-Carneiro. II. O assassinato do rei D. Carlos, em 1908, por um homem do povo, generaliza a desordem e a sanguinolência, o que propiciou a Proclamação da República. III. Fernando Pessoa, o principal poeta do Modernismo em Portugal, criou heterônimos ou outros “eus”: Alberto Caeiro, Almada-Negreiros, Ricardo Reis. IV. Antes dos poetas de “Orpheu”, merece destaque o nome de Teixeira de Pascoaes, figura central do Saudosismo, que dirigiu a revista “A Águia”.   Assinale a alternativa correta:
  23. 23. UFAM 2015
    Assinale a alternativa cujo enunciado NÃO pode ser aplicado ao livro Contos de uma aula no vermelho, de João Pinto:
  24. 24. FGV-RJ 2013
    BOCAGE NO FUTEBOL Quando eu tinha meus cinco, meus seis anos, morava, ao lado de minha casa, um garoto que era tido e havido como o anticristo da rua. Sua idade regulava com a minha. E justiça se lhe faça: — não havia palavrão que ele não praticasse. Eu, na minha candura pânica, vivia cercado de conselhos, por todos os lados: — “Não brinca com Fulano, que ele diz nome feio!”. E o Fulano assumia, aos meus olhos, as proporções feéricas de um Drácula, de um Nero de fita de cinema.   Mas o tempo passou. E acabei descobrindo que, afinal de contas, o anjo de boca suja estava com a razão. Sim, amigos: — cada nome feio que a vida extrai de nós é um estímulo vital irresistível. Por exemplo: — os nautas camonianos. Sem uma sólida, potente e jucunda pornografia, um Vasco da Gama, um Colombo, um Pedro Álvares Cabral não teriam sido almirantes nem de barca da Cantareira. O que os virilizava era o bom, o cálido, o inefável palavrão.   Mas, se nas relações humanas em geral, o nome feio produz esse impacto criador e libertário, que dizer do futebol? Eis a verdade: — retire-se a pornografia do futebol e nenhum jogo será possível. Como jogar ou como torcer se não podemos xingar ninguém? O craque ou o torcedor é um Bocage. Não o Bocage fidedigno, que nunca existiu. Para mim, o verdadeiro Bocage é o falso, isto é, o Bocage de anedota. Pois bem: — está para nascer um jogador ou um torcedor que não seja bocagiano. O craque brasileiro não sabe ganhar partidas sem o incentivo constante dos rijos e imortais palavrões da língua. Nós, de longe, vemos os 22 homens correndo em campo, matando-se, agonizando, rilhando os dentes. Parecem dopados e realmente o estão: — o chamado nome feio é o seu excitante eficaz, o seu afrodisíaco insuperável. Nélson Rodrigues, À sombra das chuteiras imortais. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.   Leia também este texto, para responder à questão. Quando Bauer, o de pés ligeiros, se apoderou da cobiçada esfera, logo o suspeitoso Naranjo lhe partiu ao encalço, mas já Brandãozinho, semelhante à chama, lhe cortou a avançada. A tarde de olhos radiosos se fez mais clara para contemplar aquele combate, enquanto os agudos gritos e imprecações em redor animavam os contendores. A uma investida de Cárdenas, o de fera catadura, o couro inquieto quase se foi depositar no arco de Castilho, que com torva face o repeliu. Eis que Djalma, de aladas plantas, rompe entre os adversários atônitos, e conduz sua presa até o solerte Julinho, que a transfere ao valoroso Didi, e este por sua vez a comunica ao belicoso Pinga. (...)   Assim gostaria eu de ouvir a descrição do jogo entre brasileiros e mexicanos, e a de todos os jogos: à maneira de Homero. Mas o estilo atual é outro, e o sentimento dramático se orna de termos técnicos. Carlos Drummond de Andrade, Quando é dia de futebol. Rio: Record, 2002.   O gênero literário que Drummond tomou como base para a composição de seu texto revela, no escritor mineiro, uma determinada visão do futebol que também reponta no seguinte trecho do texto de Nélson Rodrigues:
  25. 25. FCMMG 2012
    Dom Casmurro, de Machado de Assis, é uma das obras mais representativas do movimento estético realista brasileiro. Integra-se, de maneira singular, à modernidade europeia, sobretudo:
  26. 26. FCMMG 2008
    FALÊNCIA MÚLTIPLA - Alô? - E aí, Guilhermão, beleza? - Tamo aí. - Ué, que voz é essa, meu? - Farinstringovocalite oculta superior. - Que que é isso? - Um agrupamento sintomático das cordas vocais... - Ih, eu heim? Tá arrumando o quê? - Tô aqui lendo umas bulas... - Bulas? Larga disso, meu. Squash, cinco horas? - Dá não. - Cinco e meia, então? - Não, não rola, não. - Ué, por quê? Que que houve? - Lembra daquele inchaçozinho na lateral do meu tornozelo? - Sim, e daí? - Sabe o que é, na verdade? Espondiloartropatia soronegativa. - Como é que é? - É isso mesmo, espondiloartropatia. - Que droga é essa, ô Guilhermão? - Uma degeneração da coluna vertebral. Complicadíssimo! Ramifica até no tornozelo! - Que é isso? Mas, então, um tenizinho dá, né? Duplinha no saibrozinho relax, seis horas? Joguinho light... - Ih, rapaz, no way. Sabe aquelas manchas no meu couro cabeludo? - Pô, Guilhermão, e eu vou lá ficar reparando na sua careca, pô? - Então, artrite psoriática crônica irremissível. - Como é? Artrite o quê? - Psoriática crônica irremissível. Provocou uns inchaços nas articulações dos meus dedos do pé. - Mas o que tem a ver a mancha na careca com o inchaço nos dedos? Não tô entendendo... - Também não. Diz o médico que é a mesma doença, psoríase nas articulações. - Porra, que droga, hein? - Uh! - Mas então, pedalar dá, né? Não tem impacto! Cinco horas? Se quiser, te pego aí. Tô de Van hoje... - Quem dera! - O que foi agora? - Austarotrombose servofrontal menisquiana. - Mas, que merda, Guilhermão! Essa droga pega, é? - É uma descamação da cartilagem protetora do menisco. Tá doendo sem parar... - Que saco, pô! Então sobrou piscina, né? Vamos lá no Minas. À tardinha, lá fica vazio. Crowzinho básico e peito? - Otite. - O quê? - Estou absolutamente proibido de nadar. Tô com otite externa acentuada e micose nos dois ouvidos. Água, nem pensar. - Pô, é só tapar os ouvidos com silicone. - Sou alérgico a silicone. Coça até sangrar! - Porra, que saco, hein? Vou te falar, viu? Então vamos fazer o seguinte: vamos esquecer esse papo de esporte e vamos logo pra birita; que tal um scottish no Pizzarela? - Impossível. Tô com colienlite imunocéptica centrífuga no duodeno. - Como é que é essa droga aí? - Isso mesmo. Oito antibióticos por dia. Nada de drinques por seis meses. - Mas que merda! Escuta aqui, já pensou na possibilidade de você ser de outro planeta? Só pode! Que saco, hein? Porra! - Se fosse, eu tava perdido. Quem ia me tratar? - Sei lá, alguém lá da Nasa, alguma merda de arqueólogo... - Taí, por que você não vem aqui pra casa, pra gente jogar dama? - O quê? Jogar dama? Na sua casa? Não dá. Não dá mesmo! No way! - Ué, não dá por quê? - Falência múltipla do meu saco! (KAVERA. Bazófias peristálticas - crônicas de botequim. São Paulo: Marco Zero, 2005. pp.43-45)   A crônica de Kavera NÃO apresenta exemplo
  27. 27. FCMMG 2007
    Assinale a alternativa em que os versos de Cecília Meireles fazem referência metafórica ao sujeito poético.
  28. 28. FCMMG 2007
    Assinale a passagem que apresenta um aspecto endêmico.
  29. 29. UFU 2014
    Ismael: - Eles morreram porque eram pretos... Virgínia (com terror) - Foi o destino. Ismael - (contendo-se ainda) _ Porque eram pretos . (novo tom) - Pensas que eu não sei? Virgínia (recuando num sopro de voz) - Não, Ismael, não!... Ismael - Que fizeste com meus filhos? Virgínia ( apavorada) - Nada - Não fiz nada.... RODRIGUES, Nelson. Anjo Negro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012, p.51.     Com base na leitura do trecho acima e na leitura da obra Anjo Negro, assinale a alternativa correta.
  30. 30. UFU 2015
    O leitor brasileiro que porventura entrar em contato com a arte de Guimarães Rosa através de Primeiras Estórias inevitavelmente haverá de experimentar um choque, devido à agressiva novidade de estilo, à qual os leitores antigos do autor se vêm habituando progressivamente (falamos no leitor brasileiro, porque o estrangeiro, que a conhecer através da tradução, terá forçosamente sob os olhos um texto atenuado e filtrado, adaptado pelo tradutor aos padrões existentes da língua acolhedora). Lembre-se de que o autor fez sua aparição na literatura como escritor regionalista. Não adotara, porém, nenhuma das três técnicas à disposição do regionalismo: servir-se da linguagem regional indistintamente em todo o livro, restringi-la à fala das personagens, ou substituí-la integralmente por uma linguagem literária, convencional. A quarta solução, adotada por ele, consistia em deixar as formas, rodeios e processos da língua popular infiltrarem o estilo expositivo e as da língua elaborada embeber a linguagem dos figurantes. Disse língua elaborada e não culta: Guimarães Rosa, conhecedor dos mais profundos do idioma, não se satisfaz em explorar-lhe todo o tesouro registrado e codificado, mas submete-o a uma experimentação incessante, para testar-lhe flexibilidade. Daí um estilo personalíssimo, que das obras de caráter regionalístico se alastrou por toda obra de ficção de nosso autor, e até por suas raras produções ensaísticas. [...] RÓNAI, Paulo. Os vastos espaços. In: ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. 4ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 1968, p. Xl-XlI. (Fragmento)   De acordo com o texto, assinale a alternativa INCORRETA.
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