Exercícios de Gêneros e Eras Literárias

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  1. 1. UECE 2014
    O texto a seguir foi extraído de uma crônica de Affonso Romano de Sant'Anna, cronista e poeta mineiro. Professor universitário e jornalista, escreveu para os maiores jornais do País. "Com uma produção diversificada e consistente, pensa o Brasil e a cultura do seu tempo, e se destaca como teórico, como poeta, como cronista, como professor, como administrador cultural e como jornalista". Porta de colégio Passando pela porta de um colégio, me veio a sensação nítida de que aquilo era a porta da própria vida. Banal, direis. Mas a sensação era tocante. Por isso, parei, como se precisasse ver melhor o que via e previa. Primeiro há uma diferença de clima entre aquele bando de adolescentes espalhados pela calçada, sentados sobre carros, em torno de carrocinhas de doces e refrigerantes, e aqueles que transitam pela rua. Não é só o uniforme. Não é só a idade. E toda uma atmosfera, como se estivessem ainda dentro de uma redoma ou aquário, numa bolha, resguardados do mundo. Talvez não estejam. Vários já sofreram a pancada da separação dos pais. Aprenderam que a vida é também um exercicio de separação. Um ou outro já transou droga, e com isso deve ter se sentido (equivocadamente) muito adulto. Mas há uma sensação de pureza angelical misturada com palpitação sexual, que se exibe nos gestos sedutores dos adolescentes. Onde estarão esses meninos e meninas dentro de dez ou vinte anos? Aquele ali, moreno, de cabelos longos corridos, que parece gostar de esporte, vai se interessar pela informática ou economia; aquela de cabelos louros e crespos vai ser dona de boutique; aquela morena de cabelos lisos quer ser médica; a gorduchinha vai acabar casando com um gerente de multinacional; aquela esguia, meio bailarina, achará um diplomata. Algumas estudarão Letras, se casarão, largarão tudo e passarão parte do dia levando filhos a praia e a praça e pegando-os de novo a tardinha no colégio. [...] Estou olhando aquele bando de adolescentes com evidente ternura. Pudesse passava a mão nos seus cabelos e contava-lhes as últimas histórias da carochinha antes que o lobo feroz as assaltasse na esquina. Pudesse lhes diria daqui: aproveitem enquanto estão no aquário e na redoma, enquanto estão na porta da vida e do colégio. O destino também passa por ai'. E a gente pode às vezes modifica-Io. SANT'ANNA, Affonso Romano de. Affonso Romano de Sant'Anna: seleção e prefácio de Letícia Malard. Coleção Melhores Crônicas. p. 64-66. A crônica é um gênero, digamos, aberto. Dentro dessa rubrica cabem vários conceitos. As quatro opções abaixo apresentam características de crónica, mas só uma expressa as características apresentadas pelo texto de Sant'Anna. Assinale essa opção.
  2. 2. IBMEC-RJ 2009
    Joaquim Maria Machado de Assis é cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Em 2008, comemora­se o centenário de sua morte, ocorrida em setembro de 1908. Machado de Assis é considerado o mais canônico escritor da Literatura Brasileira e deixou uma rica produção literária composta de textos dos mais variados gêneros, em que se destacam o conto e o romance. Segue o texto desse autor, em poesia. A Carolina Querida, ao pé do leito derradeiro Em que descansas dessa longa vida, Aqui venho e virei, pobre querida, Trazer­te o coração do companheiro. Pulsa­lhe aquele afeto verdadeiro Que, a despeito de toda a humana lida, Fez a nossa existência apetecida E num recanto pôs um mundo inteiro. Trago­te flores, ­ restos arrancados Da terra que nos viu passar unidos, São pensamentos idos e vividos. Que eu, se tenho nos olhos mal feridos Pensamentos de vida formulados, São pensamentos idos e vividos. (Machado de Assis) Ao avaliarmos o texto quanto a seu gênero literário, podemos afirmar que ele pertence:
  3. 3. ENEM 2017
    Segundo quadro Uma sala da prefeitura. O ambiente é modesto. Durante a mutação, ouve-se um dobrado e vivas a Odorico, “viva o prefeito” etc. Estão em cena Dorotéa, Juju, Dirceu, Dulcinéa, o vigário e Odorico. Este último, à janela, discursa. ODORICO – Povo sucupirano! Agoramente já investido no cargo de Prefeito, aqui estou para receber a confirmação, a ratificação, a autenticação e por que não dizer a sagração do povo que me elegeu. Aplausos vêm de fora. ODORICO – Eu prometi que o meu primeiro ato como prefeito seria ordenar a construção do cemitério. Aplausos, aos quais se incorporam as personagens em cena. ODORICO – (Continuando o discurso:) Botando de lado os entretantos e partindo pros finalmente, é uma alegria poder anunciar que prafrentemente vocês lá poderão morrer descansados, tranquilos e desconstrangidos, na certeza de que vão ser sepultados aqui mesmo, nesta terra morna e cheirosa de Sucupira. E quem votou em mim, basta dizer isso ao padre na hora da extrema-unção, que tem enterro e cova de graça, conforme o prometido. GOMES, D. O bem amado. Rio de Janeiro: Ediouro, 2012.   O gênero peça teatral tem o entretenimento como uma de suas funções. Outra função relevante do gênero, explícita nesse trecho de O bem amado, é a
  4. 4. UERN 2015
    Os gêneros literários são empregados com finalidade estética. Leia os textos a seguir. Busque Amor novas artes, novo engenho, Para matar­me, e novas esquivanças; Que não pode tirar­me as esperanças, Que mal me tirará o que eu não tenho. (Camões, L. V. de. Sonetos. Lisboa: Livraria Clássica Editora. 1961. Fragmento.) Porém já cinco sóis eram passados Que dali nos partíramos, cortando Os mares nunca doutrem navegados, Prosperamente os ventos assoprando, Quando uma noite, estando descuidados Na cortadora proa vigiando, Uma nuvem, que os ares escurece, Sobre nossas cabeças aparece. (Camões, L. V. Os Lusíadas. Abril Cultural, 1979. São Paulo. Fragmento.) Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a classificação dos textos.
  5. 5. ENEM CANCELADO 2009
    Texto 1 No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho Tinha uma pedra No meio do caminho tinha uma pedra [...] ANDRADE, C. D. Antologia poética. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2000. (fragmento) Texto 2 A comparação entre os recursos expressivos que constituem os dois textos revela que
  6. 6. G1 - CFTMG 2008
    Numere os fragmentos de texto de acordo com os seguintes gêneros literários: 1. lírico 2. satírico 3. épico (    ) "Quem por ti de amor desmaia, Nesta praia geme e chora: Vem, Pastora, por piedade A saudade consolar. Não recreiam sempre os montes Co'as delícias de Amaltéia; Vem, ó GIaura, a ruiva areia, Rio e fontes animar" (Silva Alvarenga) (   ) "A cada canto um grande conselheiro, Que nos quer governar cabana, e vinha, Não sabem governar sua cozinha, E podem governar o mundo inteiro. Em cada porta um frequentado olheiro, Que a vida do vizinho, e da vizinha Pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha, Para levar a Praça, e ao Terreiro" (Gregório de Matos) (   ) "Nesta triste masmorra, de um semivivo corpo sepultura, inda, Marília, adoro a tua formosura. Amor na minha ideia te retrata; busca, extremoso, que eu assim resista à dor imensa, que me cerca e mata." (Tomás Antônio Gonzaga) (    ) "Este lugar delicioso e triste, Cansada de viver, tinha escolhido, Para morrer, a mísera Lindoia. Lá reclinada, como que dormia, Na branda relva, e nas mimosas flores; Tinha a face na mão, e a mão no tronco De um fúnebre cipreste, que espalhava Melancólica sombra. Mais de perto Descobrem que se enrola em seu corpo Verde serpente..." (Basílio da Gama) A sequência CORREIA encontrada é:
  7. 7. G1 - CFTMG 2013
    Leia. "Abelardo I (Sentado em conversa com o Cliente. Aperta um botão, ouve-se um forte barulho de campainha.) - Vamos ver... Abelardo II (Veste botas e um completo domador de feras. Usa pastinha e enormes bigodes retorcidos. Monóculo. Um revólver à cinta.) - Pronto Seu Abelardo. Abelardo I - Traga o dossier desse homem. Abelardo II - Pois não! O seu nome? Cliente (Embaraçado, o chapéu na mão, uma gravata de corda no pescoço magro.) - Manoel Pitanga de Moraes" ANDRADE, Oswald. O rei da vela. São Paulo: Globo, 1994. p. 39. O fragmento organiza-se segundo o modelo do gênero literário que se define por
  8. 8. UFU 1999
    Assinale a afirmativa INCORRETA:
  9. 9. UFSM 2014
    A Carta de Pero Vaz de Caminha é o primeiro relato sobre a terra que viria a ser chamada de Brasil. Ali, percebe-se não apenas a curiosidade do europeu pelo nativo, mas também seu pasmo diante da exuberância da natureza da nova terra, que, hoje em dia, já se encontra degradada em muitos dos locais avistados por Caminha. Tendo isso em vista, leia o fragmento a seguir. Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste ponto temos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Tem, ao longo do mar, em algumas partes, grandes barreiras, algumas vermelhas, outras brancas; e a terra por cima é toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é tudo praia redonda, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque a estender d'olhos não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela até agora não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem o vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados como os de Entre-Douro e Minho, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. As águas são muitas e infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, tudo dará nela, por causa das águas que tem. CASTRO, Sílvio (org.). A Carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM, 2003, p. l 15-6. Esse fragmento apresenta-se como um texto:
  10. 10. CESGRANRIO 2011
    Associe os gêneros literários às suas respectivas características. 1 – Gênero lírico 2 – Gênero épico 3 – Gênero dramático (   ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos (   ) Representação de fatos com presença física de atores (   ) Manifestação de sentimentos pessoais predominando, assim, a função emotiva A sequência correta, de cima para baixo, é
  11. 11. G1 - CFTMG 2006
    Com relação aos gêneros literários, é INCORRETO afirmar que, no gênero:
  12. 12. CESGRANRIO 2011
    Associe os gêneros literários às suas respectivas características. 1 - Gênero lírico 2 - Gênero éplco 3 - Gênero dramático (   ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos (   ) Representação de fatos com presença física de atores (   ) Manifestação de sentimentos pessoais predominando, assim, a função emotiva A sequência correta, de cima para baixo, é:
  13. 13. Espcex (Aman) 2013
    Leia o trecho abaixo, de "Morte e vida severina", de João Cabral de Melo Neto. "- Severino retirante, deixa agora que lhe diga: eu não sei bem a resposta da pergunta que fazia, se não vale mais saltar fora da ponte e da vida; (...) E não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-la desflar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica," Quanto ao gênero literário, é correto afirmar que o fragmento lido é
  14. 14. G1 - CFTMG 2011
    O fragmento abaixo pertence ao gênero dramático. "MICROFONE - Buzina de automóvel. Rumor de derrapagem violenta. Som de vidraças partidas. Silêncio. Assistência. Silêncio. VOZ DE ALAÍDE (microfone) - CIessi... CIessi... (Luz em resistência no plano da alucinação. 3 mesas, 3 mulheres escandalosamente pintadas, com vestidos berrantes e compridos. Decotes. Duas delas dançam ao som de uma vitrola invisível, dando uma vaga sugestão lésbica. Alaíde, uma jovem senhora, vestida com sobriedade e bom gosto, aparece no centro da cena. Vestido cinzento e uma bolsa vermelha.) ALAÍDE (nervosa) - Quero falar com Madame CIessi! Ela esta? (Fala à 1a mulher que, numa das três mesas, faz "paciência". A mulher não responde.) ALAÍDE (com angústia) - Madame CIessi esta - pode-me dizer? ALAÍDE (com ar ingênuo) - Não responde! (com doçura) Não quer responder? (Silêncio da outra.)" RODRIGUES, Nelson. Teatro completo I. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981 . p. 109. Nesse gênero literário, o narrador é
  15. 15. UERJ 2002
    "Comenta­-se, um pouco rápido demais, que a predileção que os leitores sentimos por um ou outro personagem vem da facilidade com que nos identificamos com eles. Esta formulação exige algumas pontuações: não é que nos identifiquemos com o personagem, mas sim que este nos identifica, nos aclara e define frente a nós mesmos; algo em nós se identifica com essa individualidade imaginária, algo contraditório com outras 'identificações semelhantes', algo que de outro modo apenas em sonhos haveria logrado estatuto de natureza. A paixão pela literatura é também uma maneira de reconhecer que cada um somos muitos, e que dessa raiz, oposta ao senso comum em que vivemos, brota o prazer literário." (Traduzido de SAVATER, Fernando. "Criaturas del aire". Barcelona: Ediciones Destino,1989.) Este texto trata de um conceito importante na teoria da literatura: o conceito de catarse. De acordo com o autor, pode­se definir catarse como o processo que afeta o leitor no sentido de:
  16. 16. UEL 1995
    O romance é um gênero literário que veio a se desenvolver no século ....., retratando sobretudo .....; era muito comum publicar­se em partes, nos jornais, na forma de ..... . Preenchem corretamente as lacunas do texto acima, pela ordem:
  17. 17. ALBERT EINSTEIN 2016
    Segundo Álvaro Lins, o mais brasileiro dos livros de Graciliano Ramos é Vidas Secas. Escrito em 1938, é considerado pela crítica como uma novela. Essa classificação do gênero literário se justifica porque a obra
  18. 18. ENEM 2018
    Dia 20/10 É preciso não beber mais. Não é preciso sentir vontade de beber e não beber: é preciso não sentir vontade de beber. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso fechar para balanço e reabrir. É preciso não dar de comer aos urubus. Nem esperanças aos urubus. É preciso sacudir a poeira. É preciso poder beber sem se oferecer em holocausto. É preciso. É preciso não morrer por enquanto. É preciso sobreviver para verificar. Não pensar mais na solidão de Rogério, e deixá-lo. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso enquanto é tempo não morrer na via pública. TORQUATO NETO. In: MENDONÇA, J. (Org.) Poesia (im)popular brasileira. São Bernardo do Campo: Lamparina Luminosa, 2012.   O processo de construção do texto formata uma mensagem por ele dimensionada, uma vez que
  19. 19. UFRGS 2014
    Considere as seguintes afirmações sobre os poemas de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa.   I. No poema em que “vê” Jesus (Num meio-dia de fim de primavera/ tive um sonho como uma fotografia./ Vi Jesus Cristo descer à terra.), o eu lírico saúda Jesus na condição de menino travesso, mas obediente, que cuida das cabras do rebanho e convive carinhosamente com a Virgem Maria. II. No poema cujos primeiros versos são O meu olhar azul como o céu/ É calmo como a água ao sol./ É assim, azul e calmo,/ Porque não interroga nem se espanta..., a expressão direta, muito ritmada mas sem rimas nem métrica fixa, está a serviço da enunciação da natureza imanente e das sensações também diretas que ela desperta no poeta. III. No poema cujos primeiros versos são O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia/ Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, o poeta estabelece o contraste entre a fama e a história do rio Tejo e a irrelevância do rio provinciano, que é amado, no entanto, por ter às suas margens a aldeia medieval habitada há gerações pela família de Caeiro.   Quais estão corretas? 
  20. 20. MACKENZIE 1998
    O poeta ligado ao sentimento nacionalista que tomou conta de Portugal em meio às crises do primeiro período republicano, responsável por MENSAGEM, obra que retomou a formação de sua pátria, a identificação com o mar, o sonho de um império grande e forte foi: 
  21. 21. FGV-SP 2005
    Este poema integra a obra poética de Fernando Pessoa. Seu autor é um homem simples, que viveu em contato direto com a Natureza; é o poeta do real sensível. Para ele, as coisas são como são, pois pensa com os sentidos. Pode-se dizer que, assim, manifesta uma forma de pensar apenas diferente e não ausência de reflexão. É autor dos versos:   (.........................................) Que pensará isto de aquilo? Nada pensa nada. Terá a terra consciência das pedras e plantas que tem? Se ela a tiver, que a tenha... Que me importa isso a mim? Se eu pensasse nessas coisas, Deixaria de ver as árvores e as plantas E deixaria de ver a Terra, Para ver só os meus pensamentos... Entristecia e ficava às escuras. E assim, sem pensar tenho a Terra e o Céu.   Trata-se de: 
  22. 22. IFCE 2012
    Seria o fogo em minha casa? Correriam risco de arder todos os meus manuscritos, toda a expressão de toda a minha vida? Sempre que esta ideia, antigamente, simplesmente me ocorrera, um pavor enorme me fazia estarrecer. E agora reparei de repente, não sei já se com pasmo ou sem pasmo, não sei dizer se com pavor ou não, que me não importaria que ardessem. Que fonte – que fonte secreta mas tão minha – se me havia secado na alma?   Fernando Pessoa: Barão de Teive: a educação do insólito.     A sequência do texto permite a seguinte compreensão em torno da ideia-problema que lhe é central: 
  23. 23. UFRGS 2000
    Quanto à criação dos heterônimos de Fernando Pessoa, considere as seguintes afirmações.   I- Alberto Caeiro, autor de "O Guardador de Rebanhos", é o poeta integrado à natureza. II- Os heterônimos, marca da obra pessoana, caracterizam-se por adotarem estilos diferentes. III- Ricardo Reis, autor de odes de modelo clássico, distingue-se pela temática urbana de seus poemas.   Quais estão corretas? 
  24. 24. UFRGS 2004
    Assinale a alternativa INCORRETA em relação ao processo heteronímico de Fernando Pessoa. 
  25. 25. UERJ 2015
    Catar Feijão 1 Catar feijão se limita com escrever: joga-se os grãos na água do alguidar e as palavras na folha de papel; e depois, joga-se fora o que boiar. Certo, toda palavra boiará no papel, água congelada, por chumbo seu verbo: pois para catar esse feijão, soprar nele, e jogar fora o leve e oco, palha e eco. 2 Ora, nesse catar feijão entra um risco: o de que entre os grãos pesados entre um grão qualquer, pedra ou indigesto, um grão imastigável, de quebrar dente. Certo não, quando ao catar palavras: a pedra dá à frase seu grão mais vivo: obstrui a leitura fluviante, flutual, açula a atenção, isca-a como o risco. João Cabral de Melo Neto, A educação pela pedra.   A comparação escolhida por João Cabral de Melo Neto para caracterizar o ato de escrever
  26. 26. UERJ 2015
    Catar Feijão 1 Catar feijão se limita com escrever: joga-se os grãos na água do alguidar e as palavras na folha de papel; e depois, joga-se fora o que boiar. Certo, toda palavra boiará no papel, água congelada, por chumbo seu verbo: pois para catar esse feijão, soprar nele, e jogar fora o leve e oco, palha e eco. 2 Ora, nesse catar feijão entra um risco: o de que entre os grãos pesados entre um grão qualquer, pedra ou indigesto, um grão imastigável, de quebrar dente. Certo não, quando ao catar palavras: a pedra dá à frase seu grão mais vivo: obstrui a leitura fluviante, flutual, açula a atenção, isca-a como o risco. João Cabral de Melo Neto, A educação pela pedra.   Considere as seguintes afirmações relativas ao poema de Cabral de Melo: I O ideal de economia verbal, preconizado no poema, assemelha-se ao ideal estilístico do Graciliano Ramos de Vidas secas, também este sequioso de restringir-se ao essencial. II O recurso ao “grão imastigável, de quebrar dente” e à “pedra [que] dá à frase seu grão mais vivo”, com o sentido que lhe dá Cabral de Melo, encontra-se presente no próprio poema que a reivindica. III A ideia de se produzir uma obstrução da leitura como algo positivo participa do objetivo de se romper com os autoritarismos da percepção – desígnio frequente na literatura moderna, inclusive em autores estilisticamente muito diferentes de Cabral, como é o caso de Guimarães Rosa. Está correto o que se afirma em
  27. 27. UFAM 2015
    Leia as afirmativas a seguir, referentes ao Modernismo em Portugal ou ao período histórico-literário em que aconteceu:   I. A revista “Orpheu”, lançada em 1915, era o porta-voz de jovens poetas identificados com as vanguardas europeias, como Fernando Pessoa e Sá-Carneiro. II. O assassinato do rei D. Carlos, em 1908, por um homem do povo, generaliza a desordem e a sanguinolência, o que propiciou a Proclamação da República. III. Fernando Pessoa, o principal poeta do Modernismo em Portugal, criou heterônimos ou outros “eus”: Alberto Caeiro, Almada-Negreiros, Ricardo Reis. IV. Antes dos poetas de “Orpheu”, merece destaque o nome de Teixeira de Pascoaes, figura central do Saudosismo, que dirigiu a revista “A Águia”.   Assinale a alternativa correta:
  28. 28. UFAM 2015
    Assinale a alternativa cujo enunciado NÃO pode ser aplicado ao livro Contos de uma aula no vermelho, de João Pinto:
  29. 29. FGV-RJ 2013
    BOCAGE NO FUTEBOL Quando eu tinha meus cinco, meus seis anos, morava, ao lado de minha casa, um garoto que era tido e havido como o anticristo da rua. Sua idade regulava com a minha. E justiça se lhe faça: — não havia palavrão que ele não praticasse. Eu, na minha candura pânica, vivia cercado de conselhos, por todos os lados: — “Não brinca com Fulano, que ele diz nome feio!”. E o Fulano assumia, aos meus olhos, as proporções feéricas de um Drácula, de um Nero de fita de cinema.   Mas o tempo passou. E acabei descobrindo que, afinal de contas, o anjo de boca suja estava com a razão. Sim, amigos: — cada nome feio que a vida extrai de nós é um estímulo vital irresistível. Por exemplo: — os nautas camonianos. Sem uma sólida, potente e jucunda pornografia, um Vasco da Gama, um Colombo, um Pedro Álvares Cabral não teriam sido almirantes nem de barca da Cantareira. O que os virilizava era o bom, o cálido, o inefável palavrão.   Mas, se nas relações humanas em geral, o nome feio produz esse impacto criador e libertário, que dizer do futebol? Eis a verdade: — retire-se a pornografia do futebol e nenhum jogo será possível. Como jogar ou como torcer se não podemos xingar ninguém? O craque ou o torcedor é um Bocage. Não o Bocage fidedigno, que nunca existiu. Para mim, o verdadeiro Bocage é o falso, isto é, o Bocage de anedota. Pois bem: — está para nascer um jogador ou um torcedor que não seja bocagiano. O craque brasileiro não sabe ganhar partidas sem o incentivo constante dos rijos e imortais palavrões da língua. Nós, de longe, vemos os 22 homens correndo em campo, matando-se, agonizando, rilhando os dentes. Parecem dopados e realmente o estão: — o chamado nome feio é o seu excitante eficaz, o seu afrodisíaco insuperável. Nélson Rodrigues, À sombra das chuteiras imortais. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.   Leia também este texto, para responder à questão. Quando Bauer, o de pés ligeiros, se apoderou da cobiçada esfera, logo o suspeitoso Naranjo lhe partiu ao encalço, mas já Brandãozinho, semelhante à chama, lhe cortou a avançada. A tarde de olhos radiosos se fez mais clara para contemplar aquele combate, enquanto os agudos gritos e imprecações em redor animavam os contendores. A uma investida de Cárdenas, o de fera catadura, o couro inquieto quase se foi depositar no arco de Castilho, que com torva face o repeliu. Eis que Djalma, de aladas plantas, rompe entre os adversários atônitos, e conduz sua presa até o solerte Julinho, que a transfere ao valoroso Didi, e este por sua vez a comunica ao belicoso Pinga. (...)   Assim gostaria eu de ouvir a descrição do jogo entre brasileiros e mexicanos, e a de todos os jogos: à maneira de Homero. Mas o estilo atual é outro, e o sentimento dramático se orna de termos técnicos. Carlos Drummond de Andrade, Quando é dia de futebol. Rio: Record, 2002.   O gênero literário que Drummond tomou como base para a composição de seu texto revela, no escritor mineiro, uma determinada visão do futebol que também reponta no seguinte trecho do texto de Nélson Rodrigues:
  30. 30. FUVEST 2014
    Revelação do subúrbio Quando vou para Minas, gosto de ficar de pé, contra a [vidraça do carro*, vendo o subúrbio passar. O subúrbio todo se condensa para ser visto depressa, com medo de não repararmos suficientemente em suas luzes que mal têm tempo de brilhar. A noite come o subúrbio e logo o devolve, ele reage, luta, se esforça, até que vem o campo onde pela manhã repontam laranjais e à noite só existe a tristeza do Brasil. Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo, 1940. (*) carro: vagão ferroviário para passageiros.   No poema de Drummond, a presença dos motivos da velocidade, da mecanização, da eletricidade e da metrópole configura-se como
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