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  1. 31

    CESGRANRIO 2011

     Associe os gêneros literários às suas respectivas características.    1 – Gênero lírico 2 – Gênero épico 3 – Gênero dramático (       ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos (       ) Representação de fatos com presença física de atores (       ) Manifestação de sentimentos pessoais predominando, assim, a função emotiva A sequência correta, de cima para baixo, é

  2. 32

    UEM 2015

    Os gêneros literários são empregados com finalidade estética. Leia os textos a seguir.   Busque Amor novas artes, novo engenho, Para matar-me, e novas esquivanças; Que não pode tirar-me as esperanças, Que mal me tirará o que eu não tenho.  (Camões, L. V. de. Sonetos. Lisboa: Livraria Clássica Editora. 1961. Fragmento.)    Porém já cinco sóis eram passados Que dali nos partíramos, cortando Os mares nunca doutrem navegados, Prosperamente os ventos assoprando, Quando uma noite, estando descuidados Na cortadora proa vigiando, Uma nuvem, que os ares escurece, Sobre nossas cabeças aparece.  (Camões, L. V. Os Lusíadas. Abril Cultural, 1979. São Paulo. Fragmento.)   Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a classificação dos textos.  

  3. 33

    ENEM PPL 2019

    Em suas produções, nem o olho nem o ouvido são capazes de encontrar um ponto fixo no qual se concentrarem. O espectador das peças de Foreman é bombardeado por uma multiplicidade de eventos visuais e auditivos. No nível visual, há contínuas mudanças da forma geométrica do palco, mesmo dentro de um ato. A iluminação também muda continuamente; suas transformações podem ocorrer com lentidão ou rapidez e podem afetar o palco e a plateia: os espectadores podem de súbito se ver banhados de luz quando os canhões são voltados para eles sem aviso. Quanto ao som, tudo é gravado: buzinas de carros, sirenes, apitos, trechos de jazz, bem como o próprio diálogo. O roteiro é fragmentado, composto de frases curtas, aforísticas, desconectadas.   DURAND, R. In: CONNOR, S. Cultura pós-moderna: introdução às teorias do contemporâneo. São Paulo: Loyola, 1992 (adaptado).     A descrição, que referencia o Teatro Ontológico-Histérico do dramaturgo estadunidense Richard Foreman, representa uma forma de fazer teatro marcada pela  

  4. 34

    ENEM 2018

    Dia 20/10 É preciso não beber mais. Não é preciso sentir vontade de beber e não beber: é preciso não sentir vontade de beber. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso fechar para balanço e reabrir. É preciso não dar de comer aos urubus. Nem esperanças aos urubus. É preciso sacudir a poeira. É preciso poder beber sem se oferecer em holocausto. É preciso. É preciso não morrer por enquanto. É preciso sobreviver para verificar. Não pensar mais na solidão de Rogério, e deixá-lo. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso enquanto é tempo não morrer na via pública. TORQUATO NETO. In: MENDONÇA, J. (Org.) Poesia (im)popular brasileira. São Bernardo do Campo: Lamparina Luminosa, 2012.   O processo de construção do texto formata uma mensagem por ele dimensionada, uma vez que

  5. 35

    ENEM 2016

    Receita  Tome-se um poeta não cansado, Uma nuvem de sonho e uma flor, Três gotas de tristeza, um tom dourado, Uma veia sangrando de pavor. Quando a massa já ferve e se retorce Deita-se a luz dum corpo de mulher, Duma pitada de morte se reforce, Que um amor de poeta assim requer.  SARAMAGO, J. Os poemas possíveis. Alfragide: Caminho, 1997.     Os gêneros textuais caracterizam-se por serem relativamente estáveis e podem reconfigurar-se em função do propósito comunicativo. Esse texto constitui uma mescla de gêneros, pois

  6. 36

    IBMECRJ 2009

    Joaquim Maria Machado de Assis é cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Em 2008, comemora-se o centenário de sua morte, ocorrida em setembro de 1908. Machado de Assis é considerado o mais canônico escritor da Literatura Brasileira e deixou uma rica produção literária composta de textos dos mais variados gêneros, em que se destacam o conto e o romance.   Segue o texto desse autor, em poesia.     A Carolina   Querida, ao pé do leito derradeiro Em que descansas dessa longa vida, Aqui venho e virei, pobre querida, Trazer-te o coração do companheiro.   Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro Que, a despeito de toda a humana lida, Fez a nossa existência apetecida E num recanto pôs um mundo inteiro.   Trago-te flores, - restos arrancados Da terra que nos viu passar unidos, São pensamentos idos e vividos.   Que eu, se tenho nos olhos mal feridos Pensamentos de vida formulados, São pensamentos idos e vividos. (Machado de Assis)       Ao avaliarmos o texto quanto a seu gênero literário, podemos afirmar que ele pertence: 

  7. 37

    ENEM 2009

    Teatro do Oprimido é um método teatral que sistematiza exercícios, jogos e técnicas teatrais elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, recentemente falecido, que visa à desmecanização física e intelectual de seus praticantes. Partindo do princípio de que a linguagem teatral não deve ser diferenciada da que é usada cotidianamente pelo cidadão comum (oprimido), ele propõe condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios do fazer teatral e, assim, amplie suas possibilidades de expressão. Nesse sentido, todos podem desenvolver essa linguagem e, consequentemente, fazer teatro. Trata-se de um teatro em que o espectador é convidado a substituir o protagonista e mudar a condução ou mesmo o fim da história, conforme o olhar interpretativo e contextualizado do receptor.  Companhia Teatro do Oprimido. Disponível em: www.ctorio.org.br. Acesso em: 1 jul. 2009 (adaptado).   Considerando-se as características do Teatro do Oprimido apresentadas, conclui-se que  

  8. 38

    UEL 2016

    Leia a crônica abaixo e responda à(s) questão(ões) a seguir.   O Desaparecido  Tarde fria, e então eu me sinto um daqueles velhos poetas de antigamente que sentiam frio na alma quando a tarde estava fria, e então eu sinto uma saudade muito grande, uma saudade de noivo, e penso em ti devagar, bem devagar, com um bem-querer tão certo e limpo, tão fundo e bom que parece que estou te embalando dentro de mim. Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagens para todo mundo me achar ridículo e talvez alguém pensar que na verdade estou aproveitando uma crônica muito antiga num dia sem assunto, uma crônica de rapaz; e, entretanto, eu hoje não me sinto rapaz, apenas um menino, com o amor teimoso de um menino, o amor burro e comprido de um menino lírico. Olho-me ao espelho e percebo que estou envelhecendo rápida e definitivamente; com esses cabelos brancos parece que não vou morrer, apenas minha imagem vai-se apagando, vou ficando menos nítido, estou parecendo um desses clichês sempre feitos com fotografias antigas que os jornais publicam de um desaparecido que a família procura em vão. Sim, eu sou um desaparecido cuja esmaecida, inútil foto se publica num canto de uma página interior de jornal, eu sou o irreconhecível, irrecuperável desaparecido que não aparecerá mais nunca, mas só tu sabes que em alguma distante esquina de uma não lembrada cidade estará de pé um homem perplexo, pensando em ti, pensando teimosamente, docemente em ti, meu amor.  (BRAGA, R. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 2013. p. 465.)   Leia, a seguir, o trecho presente no início do segundo parágrafo da crônica.  Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagens para todo mundo me achar ridículo [...]  A respeito desse trecho, considere as afirmativas a seguir.   I. O trecho representa a ruptura entre a crônica e o mundo através do aprofundamento na vida interior. II. O trecho contesta a viabilidade de uma crônica com marcas líricas consideradas como tolices. III. O trecho ressalta a crônica como veículo da expressão do sentimento de desajuste entre o indivíduo e o mundo ao seu redor. IV. A iniciativa metalinguística aponta a liberdade e a variedade de vertentes da crônica que pode se valer de recursos narrativos e líricos.   Assinale a alternativa correta.  

  9. 39

    UEAP 2010

    Sobre o texto O Faz-Pé, de Rui Guilherme, é correto afirmar:

  10. 40

    UEAP 2009

    Sobre o romance O Tronco do Ipê, de José de Alencar, considere as afirmações abaixo: I. O cenário principal acontece na fazenda de Nossa Senhora do Boqueirão, com a presença constante da casa-grande e da senzala. II. O tema central é a ascensão e decadência do Barão Joaquim de Freitas, dono da fazenda Nossa Senhora do Boqueirão. III. É narrado em terceira pessoa, através do personagem pai Benedito, que tudo vê, tudo sabe, tudo presencia. Assinale a alternativa correta.

  11. 41

    UNEMAT 2010

    Assinale a alternativa em que as palavras completam corretamente as lacunas.  Era um burrinho__________, miúdo e resignado, vindo de Passa-Tempo, Conceição do Serro, ou não sei onde no sertão. (p. 3) É aqui, perto do vau da _________: tem uma fazenda, denegrida e desmantelada; uma cerca de pedra-seca, do tempo de escravos. (p. 118) Cassiano escolhera mal o lugar onde se derrear: no ________ era tudo gente miúda, amarelenta ou amaleitada, esmolambada, escabreada, que não conhecia o trem-de-ferro, mui pacata e sem ação. (p. 158) Uma barbaridade! Até os meninos faziam feitiço, no ___________. O mestre dava muito coque, e batia de régua, também. (p. 225) E começou o caso, na encruzilhada da _______, logo após a cava do Mata-quatro, onde com a palhada do milho e o algodoal de pompons frouxos, se truncam as derradeiras roças da Fazenda dos Caetanos e o mato de terra ruim começa dos dois lados. (p. 283)

  12. 42

    UFV 2002

    Atente para o que diz Júlio C. Guimarães sobre o poeta Murilo Mendes: Na forte presença de elementos ligados à visualidade na obra poética de Murilo Mendes, é possível estabelecer algumas distinções que se verificam fundamentais para o exame desta questão tal como aqui é proposto. De um lado, estão elementos puramente visuais, que naturalmente ocorrem de várias formas. De outro lado, está a visualidade configurada como linguagem, isto é, como artes visuais, ou artes plásticas, cuja presença se dá como referência, em diferentes graus, seja a determinada obra de arte, seja a determinado artista. GUIMARÃES, Júlio Castañon. Territórios / conjunções: poesia e prosa críticas de Murilo Mendes. Rio de Janeiro: Imago, 1993. p. 63. Em todas as alternativas que se seguem são citados fragmentos da obra de Murilo Mendes que expressam essa tendência à visualidade a que se refere o crítico, expressiva da poesia crítica do poeta, EXCETO em:

  13. 43

    UFRGS 2012

    O personagem narrador de O Filho Eterno, de Cristovão Tezza,

  14. 44

    UFMG 2000

    Todas as alternativas apresentam características de Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector, EXCETO

  15. 45

    CEFET-MG 2010

    “[...] E a mesma dança na sala No Canecão na TV  E quem não dança não fala  Assiste a tudo e se cala Não vê no meio da sala As relíquias do Brasil:   Doce mulata malvada Um elepê de Sinatra Maracujá mês de abril Santo barroco baiano Superpoder de paisano Formiplac e céu de anil Três destaques da Portela Carne-seca na janela Alguém que chora por mim Um carnaval de verdade Hospitaleira amizade Brutalidade jardim   Ê bumba iê, iê, boi Ano que vem mês que foi Ê bumba iê, iê, i É a mesma dança, meu boi [...]” NETO, Torquato. Geleia Geral (1968). In Destino: poesia, p. 109.   No fragmento do poema acima, observam-se as seguintes características do Tropicalismo, EXCETO:

  16. 46

    FGV-RJ 2013

    BOCAGE NO FUTEBOL Quando eu tinha meus cinco, meus seis anos, morava, ao lado de minha casa, um garoto que era tido e havido como o anticristo da rua. Sua idade regulava com a minha. E justiça se lhe faça: — não havia palavrão que ele não praticasse. Eu, na minha candura pânica, vivia cercado de conselhos, por todos os lados: — “Não brinca com Fulano, que ele diz nome feio!”. E o Fulano assumia, aos meus olhos, as proporções feéricas de um Drácula, de um Nero de fita de cinema.   Mas o tempo passou. E acabei descobrindo que, afinal de contas, o anjo de boca suja estava com a razão. Sim, amigos: — cada nome feio que a vida extrai de nós é um estímulo vital irresistível. Por exemplo: — os nautas camonianos. Sem uma sólida, potente e jucunda pornografia, um Vasco da Gama, um Colombo, um Pedro Álvares Cabral não teriam sido almirantes nem de barca da Cantareira. O que os virilizava era o bom, o cálido, o inefável palavrão.   Mas, se nas relações humanas em geral, o nome feio produz esse impacto criador e libertário, que dizer do futebol? Eis a verdade: — retire-se a pornografia do futebol e nenhum jogo será possível. Como jogar ou como torcer se não podemos xingar ninguém? O craque ou o torcedor é um Bocage. Não o Bocage fidedigno, que nunca existiu. Para mim, o verdadeiro Bocage é o falso, isto é, o Bocage de anedota. Pois bem: — está para nascer um jogador ou um torcedor que não seja bocagiano. O craque brasileiro não sabe ganhar partidas sem o incentivo constante dos rijos e imortais palavrões da língua. Nós, de longe, vemos os 22 homens correndo em campo, matando-se, agonizando, rilhando os dentes. Parecem dopados e realmente o estão: — o chamado nome feio é o seu excitante eficaz, o seu afrodisíaco insuperável. Nélson Rodrigues, À sombra das chuteiras imortais. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.   Leia também este texto, para responder à questão. Quando Bauer, o de pés ligeiros, se apoderou da cobiçada esfera, logo o suspeitoso Naranjo lhe partiu ao encalço, mas já Brandãozinho, semelhante à chama, lhe cortou a avançada. A tarde de olhos radiosos se fez mais clara para contemplar aquele combate, enquanto os agudos gritos e imprecações em redor animavam os contendores. A uma investida de Cárdenas, o de fera catadura, o couro inquieto quase se foi depositar no arco de Castilho, que com torva face o repeliu. Eis que Djalma, de aladas plantas, rompe entre os adversários atônitos, e conduz sua presa até o solerte Julinho, que a transfere ao valoroso Didi, e este por sua vez a comunica ao belicoso Pinga. (...)   Assim gostaria eu de ouvir a descrição do jogo entre brasileiros e mexicanos, e a de todos os jogos: à maneira de Homero. Mas o estilo atual é outro, e o sentimento dramático se orna de termos técnicos. Carlos Drummond de Andrade, Quando é dia de futebol. Rio: Record, 2002.   Ambos os textos – o de Nélson Rodrigues e o de Drummond – pertencem à modalidade textual conhecida como

  17. 47

    UFAM 2009

    Dois perdidos numa noite suja, Eles não usam black-tie e O Beijo no asfalto são peças de teatro escritas, respectivamente, por:

  18. 48

    PUC-RJ 2008

    Recordação Agora, o cheiro áspero das flores Leva-me os olhos por dentro de suas pétalas. Eram assim teus cabelos; Tuas pestanas eram assim, finas e curvas. As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo, tinham a mesma exalação de água secreta, de talos molhados, de pólen, de sepulcro e de ressurreição. E as borboletas sem voz dançavam assim veludosamente. Restitui-te na minha memória, por dentro das flores! Deixa virem teus olhos, como besouros de ônix, tua boca de malmequer orvalhado, e aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios, com suas estrelas e cruzes, e muitas coisas tão estranhamente escritas nas suas nervuras nítidas de folha, – e incompreensíveis, incompreensíveis. Fonte: MEIRELES, Cecília. Obra poética. Rio de Janeiro: José Aguilar Editora, 1972, p.154   O poema de Cecília Meireles caracteriza-se pela visão intimista do mundo, a presença de associações sensoriais e a aproximação do humano com a natureza. A memória é a fonte de inspiração do eu poético. A partir dessas afirmações, a identificação adequada do gênero literário predominante do texto, com a justificativa pertinente a essa classificação, está na proposição:

  19. 49

    UFRGS 2014

    Considere as seguintes afirmações sobre os poemas de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa.     I - No poema em que “vê” Jesus (Num meio-dia de fim de primavera/ tive um sonho como uma fotografia./ Vi Jesus Cristo descer à terra.), o eu-lírico saúda Jesus na condição de menino travesso, mas obediente, que cuida das cabras do rebanho e convive carinhosamente com a Virgem Maria.   II - No poema cujos primeiros versos são O meu olhar azul como o céu/ É calmo como a água ao sol./ É assim, azul e calmo,/ Porque não interroga nem se espanta..., a expressão direta, muito ritmada mas sem rimas nem métrica fixa, está a serviço da enunciação da natureza imanente e das sensações também diretas que ela desperta no poeta.   III- No poema cujos primeiros versos são O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia/ Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, o poeta estabelece o contraste entre a fama e a história do rio Tejo e a irrelevância do rio provinciano, que é amado, no entanto, por ter às suas margens a aldeia medieval habitada há gerações pela família de Caeiro.     Quais estão corretas?

  20. 50

    UNIFESP 2014

    Leia o soneto de Cláudio Manuel da Costa para responder à questão.     Onde estou? Este sítio desconheço: Quem fez tão diferente aquele prado? Tudo outra natureza tem tomado; E em contemplá-lo tímido esmoreço.   Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço De estar a ela um dia reclinado; Ali em vale um monte está mudado: Quanto pode dos anos o progresso!   Árvores aqui vi tão florescentes, Que faziam perpétua a primavera: Nem troncos vejo agora decadentes.   Eu me engano: a região esta não era; Mas que venho a estranhar, se estão presentes Meus males, com que tudo degenera! (Obras, 1996.)     No soneto, o eu lírico expressa-se de forma

  21. 51

    UERJ 2009

    Piaimã1 A inteligência do herói estava muito perturbada. Acordou com os berros da bicharia lá em baixo nas ruas, disparando entre as malocas temíveis. E aquele diacho de sagüi-açu2 (...) não era sagüim não, chamava elevador e era uma máquina. De-manhãzinha ensinaram que todos aqueles piados berros cuquiadas sopros roncos esturros não eram nada disso não, eram mas cláxons3 campainhas apitos buzinas e tudo era máquina. As onças pardas não eram onças pardas, se chamavam fordes hupmobiles chevrolés dodges mármons e eram máquinas. Os tamanduás os boitatás4 as inajás5 de curuatás6 de fumo, em vez eram caminhões bondes autobondes anúncios-luminosos relógios faróis rádios motocicletas telefones gorjetas postes chaminés... Eram máquinas e tudo na cidade era só máquina! O herói aprendendo calado. De vez em quando estremecia. Voltava a ficar imóvel escutando assuntando maquinando numa cisma assombrada. Tomou-o um respeito cheio de inveja por essa deusa de deveras forçuda, Tupã7 famanado que os filhos da mandioca chamavam de Máquina, mais cantadeira que a Mãe-d’água8, em bulhas9 de sarapantar10. Então resolveu ir brincar com a Máquina pra ser também imperador dos filhos da mandioca. Mas as três cunhãs11 deram muitas risadas e falaram que isso de deuses era gorda mentira antiga, que não tinha deus não e que com a máquina ninguém não brinca porque ela mata. A máquina não era deus não, nem possuía os distintivos femininos de que o herói gostava tanto. Era feita pelos homens. Se mexia com eletricidade com fogo com água com vento com fumo, os homens aproveitando as forças da natureza. Porém jacaré acreditou? nem o herói! (...) Macunaíma passou então uma semana sem comer nem brincar só maquinando nas brigas sem vitória dos filhos da mandioca com a Máquina. A Máquina era que matava os homens porém os homens é que mandavam na Máquina... Constatou pasmo que os filhos da mandioca eram donos sem mistério e sem força da máquina sem mistério sem querer sem fastio, incapaz de explicar as infelicidades por si. Estava nostálgico assim. Até que uma noite, suspenso no terraço dum arranhacéu com os manos, Macunaíma concluiu: — Os filhos da mandioca não ganham da máquina nem ela ganha deles nesta luta. Há empate. Não concluiu mais nada porque inda não estava acostumado com discursos porém palpitava pra ele muito embrulhadamente muito! que a máquina devia de ser um deus de que os homens não eram verdadeiramente donos só porque não tinham feito dela uma Iara explicável mas apenas uma realidade do mundo. De toda essa embrulhada o pensamento dele sacou bem clarinha uma luz: os homens é que eram máquinas e as máquinas é que eram homens. Macunaíma deu uma grande gargalhada. Percebeu que estava livre outra vez e teve uma satisfa mãe. MÁRIO DE ANDRADE Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Belo Horizonte: Itatiaia, 1986. Vocabulário: 1 Piaimã – personagem do romance 2 sagüi-açu, sagüim – macacos pequenos 3 cláxon – buzina externa nos automóveis antigos 4 boitatá – cobra-de-fogo, na mitologia tupi-guarani 5 inajá – palmeira de tamanho médio 6 curuatá – flor de palmeira 7 Tupã – entidade da mitologia tupi-guarani 8 Mãe-d’água – espécie de sereia das águas amazônicas 9 bulha – confusão de sons 10 sarapantar – espantar 11 cunhã – mulher jovem, em tupi   No primeiro parágrafo, a intensidade da experiência do herói, no contato com a modernização da cidade, ganha ênfase. O recurso narrativo que exprime essa ênfase se constitui pela:

  22. 52

    UEMS 2008

    Capítulo XVII   Os Vermes   “Ele fere e cura”! Quando, mais tarde, vim a saber que a lança de Aquiles também curou uma ferida que fez, tive tais ou quais veleidades de escrever uma dissertação a este propósito. Cheguei a pegar em livros velhos, livros mortos, livros enterrados, a abri-los, a compará-los, catando o texto e o sentido, para achar a origem comum do oráculo pagão e do pensamento israelita. Catei os próprios vermes dos livros, para que me dissessem o que havia nos textos roídos por eles. – Meu senhor, respondeu-me um longo verme gordo, nós não sabemos absolutamente nada dos textos que roemos, nem escolhemos o que roemos, nem amamos ou detestamos o que roemos; nós roemos. Não lhe arranquei mais nada. Os outros todos, como se houvessem passado palavra, repetiam a mesma cantilena. Talvez este discreto silêncio sobre os textos roídos fosse ainda um modo de roer o roído.     Observe os excertos: I. O texto constitui-se como uma narrativa em primeira pessoa, por meio de recursos lingüísticos que lhe conferem alto teor subjetivo. II. A fala do “longo verme gordo” encontra-se retomada na forma de discurso indireto. III. A frase final do texto apresenta uma reflexão pessoal do narrador, e não um simples relato dos fatos.   Está(-ão) correto(s) o(s) excerto(s):  

  23. 53

    UEMS 2008

    “A terra é mui graciosa, Tão fértil eu nunca vi. A gente vai passear, No chão espeta um caniço, No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro.” MENDES, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.     Esses versos, de Murilo Mendes, poeta da segunda fase do Modernismo brasileiro, parodiam qual texto da nossa tradição literária:  

  24. 54

    UEMS 2008

    Num determinado trecho do conto Legião estrangeira, de Clarice Lispector, a narradora diz a respeito da personagem Ofélia: “Diante de meus olhos fascinados, ali diante de mim, como um ectoplasma, ela estava se transformando em criança”. Sobre esse trecho, é correto afirmar que:

  25. 55

    UEMS 2010

    Considere o texto (fragmento) “Sermão de Santo Antônio aos peixes”, para responder à questão.   A primeira coisa que me desedifica, peixes, de vós, é que comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros senão que os grandes comem os pequenos. Se fora ao contrário era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. (...) Os homens com suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os peixes que se comem uns aos outros. Vieira, Antônio. Sermões: a arte da retórica. São Paulo: Russel, 2006     Considerando o texto “Sermão de Santo Antônio aos peixes” e o estilo utilizado, Vieira   I. desenvolve seus temas por meio de raciocínios tortuosos e encadeamento rigorosamente lógico. II. estabelece analogias e comparações entre situações de sua época e passagens bíblicas. III. faz uso de rebuscada linguagem barroca, o que torna sua temática ultrapassada. IV. revela em seus textos um hábil manejo da linguagem.   É verdadeiro o que se afirma apenas em  

  26. 56

    FASEH 2013

    Assinale a alternativa INCORRETA considerando a obra literária Eu e Outras poesias, de Augusto dos Anjos, na história da Literatura Brasileira.

  27. 57

    FASEH 2013

    Assinale a alternativa CORRETA, considerando os estilos de época da literatura brasileira em relação à obra literária Formas do Nada, de Paulo Henriques Britto.

  28. 58

    UNIR 2011

    Vila Rica O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre; Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição Na torturada entranha abriu da terra nobre: E cada cicatriz brilha como um brasão. O ângelus plange ao longe em doloroso dobre, O último ouro de sol morre na cerração. E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre, O crepúsculo cai como uma extrema-unção. Agora, para além do cerro, o céu parece Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu... A neblina, roçando o chão, cicia, em prece, Como uma procissão espectral que se move... Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu... Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove. (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)   Cancioneiro da Inconfidência (Excerto Canto XXXI)   Por aqui passava um homem – e como o povo se ria! – que reformava este mundo de cima da montaria.   Tinha um machinho rosilho. Tinha um machinho castanho. Dizia: "Não se conhece país tamanho!‟    'Do Caeté a Vila Rica, tudo ouro e cobre! O que é nosso, vão levando... E o povo aqui sempre pobre!'    Por aqui passava um homem – e como o povo se ria! – que não passava de Alferes de cavalaria!    'Quando eu voltar – afirmava – outro haverá que comande. Tudo isto vai levar volta, e eu serei grande!'    'Faremos a mesma coisa que fez a América Inglesa!'  E bradava: "Há de ser nossa tanta riqueza!"   Por aqui passava um homem – e como o povo se ria! – 'Liberdade ainda que tarde' nos prometia. (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)   Da leitura dos textos, pode-se depreender que

  29. 59

    FASEH 2013

    Sobre o gênero narrativo compreendido como gênero literário, assinale a alternativa CORRETA.

  30. 60

    UFLA 2014

    LIRA 77   Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro, fui honrado pastor da tua aldeia; vestia finas lãs e tinha sempre a minha choça do preciso cheia. Tiraram-me o casal, e o manso gado, nem tenho, a que me encoste, um só cajado.   Para ter que te dar, é que eu queria de mor rebanho ainda ser o dono; prezava o teu semblante, os teus cabelos ainda muito mais que um grande Trono. Agora que te oferte já não vejo além de um puro amor, de um são desejo.   Se o rio levantado me causava, levando a sementeira, prejuízo, eu alegre ficava, apenas via na tua breve boca um ar de riso. Tudo agora perdi; nem tenho o gosto de ver-te aos menos compassivo o rosto.   Propunha-me dormir no teu regaço as quentes horas da comprida sesta, escrever teus louvores nos olmeiros, toucar-te de papoulas na floresta. Julgou o justo Céu, que não convinha que a tanto grau subisse a glória minha. [...] GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Ática, 1999.   O fragmento pertence à segunda parte de Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga. Sobre esse fragmento, é CORRETO afirmar que um pastor se dirige à Marília:

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