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Exercícios de Guimarães Rosa - Sagarana

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  1. 31. UEL 2013
    Leia o texto, a seguir, extraído do conto "A hora e vez de Augusto Matraga", e responda à questão.     Já Nhô Augusto, incansável, sem querer esperdiçar detalhe, apalpava os braços do Epifânio, mulato enorme, de musculatura embatumada, de bicipitalidade maciça. E se voltava para o Juruminho, caboclo franzino, vivo no menor movimento, ágil até no manejo do garfo, que em sua mão ia e vinha como agulha de coser:   – Você, compadre, está-se vendo que deve de ser um corisco de chegador!...   E o Juruminho, gostando.   – Chego até em porco-espinho e em tatarana-rata, e em homem de vinte braços, com vinte foices para sarilhar!... Deito em ponta de chifre, durmo em ponta de faca, e amanheço em riba do meu colchão!... Está aí nosso chefe, que diga... E mais isto aqui...   E mostrou a palma da mão direita, lanhada de cicatrizes, de pegar punhais pelo pico, para desarmar gente em agressão.   Nhô Augusto se levantara, excitado:   – Opa! Oi-ai!... A gente botar você, mais você, de longe, com as clavinas... E você outro, aí, mais este compadre de cara séria, p’ra voltearem... E este companheirinho chegador, para chegar na frente, e não dizer até-logo!... E depois chover sem chuva, com o pau escrevendo e lendo, e arma-de-fogo debulhando, e homem mudo gritando, e os do-lado-de-lá correndo e pedindo perdão!...   Mas, aí, Nhô Augusto calou, com o peito cheio; tomou um ar de acanhamento; suspirou e perguntou:   – Mais galinha, um pedaço, amigo?   – ’Tou feito.   – E você, seu barra?   – Agradecido... ’Tou encalcado... ’Tou cheio até à tampa!   Enquanto isso, seu Joãozinho Bem-Bem, de cabeça entornada, não tirava os olhos de cima de Nhô Augusto.   E Nhô Augusto, depois de servir a cachaça, bebeu também, dois goles, e pediu uma daspapo-amarelo, para ver:   – Não faz conta de balas, amigo? Isto é arma que cursa longe...   – Pode gastar as óito. Experimenta naquele pássaro ali, na pitangueira...   – Deixa a criaçãozinha de Deus. Vou ver só se corto o galho... Se errar, vocês não reparem, porque faz tempo que eu não puxo dedo em gatilho...   Fez fogo.   – Mão mandona, mano velho. Errou o primeiro, mas acertou um em dois... Ferrugem em bom ferro! (ROSA, J. G.Sagarana.71.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p.394-395.)     Um dos aspectos distintivos de João Guimarães Rosa é seu trabalho laborioso com a linguagem.   A esse respeito e com base no texto, considere as afirmativas a seguir.   I. O termo “bicipitalidade” é um exemplo de neologismo. Colocado ao lado do adjetivo “maciça”, expressa a ideia da grande força muscular de Epifânio.   II. O trecho “com o pau escrevendo e lendo” constitui um exemplo de recriação de um dito popular cujo sentido original é: o não cumprimento do combinado ocasionará punição.   III. A expressão “Ferrugem em bom ferro!” caracteriza-se como uma construção poética que exprime, através dos termos “ferrugem” e “ferro”, a falta de destreza do protagonista com a arma de fogo.   IV. As expressões “chover sem chuva” e “homem mudo gritando” configuram-se como exemplos de inadequação vocabular, e seu uso revela o baixo nível cultural do protagonista.     Assinale a alternativa correta.
  2. 32. MILTON CAMPOS 2015
    Em abril de 1946, por ocasião da publicação de Sagarana, o crítico Álvaro Lins assim se manifestou em artigo no jornal Correio da Manhã:   “Pelos assuntos e pelo material da construção ficcionista, pela abundância documental, pelo estilo de artista pela riqueza e pela ciência do vocabulário, pela capacidade descritiva e pela densidade das situações dramáticas, seria impossível classificar Sagarana como obra de principiante, e do seu autor, com efeito, ela transmite a impressão de alguém que já se encontra no completo domínio dos recursos literários e com uma requintada experiência pessoal na arte da ficção.” (ROSA, J. Guimarães. Coleção Fortuna Crítica. Coletânea organizada por Eduardo de Faria Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira/ INL, 1983. p.238)   A passagem extraída do conto NÃO corresponde ao aspecto apontado pelo crítico em:
  3. 33. FGV-RJ 2012
    Tapera de arraial. Ali, na beira do rio Pará, deixaram largado um povoado inteiro: casas, sobradinho, capela; três vendinhas, o chalé e o cemitério; e a rua, sozinha e comprida, que agora nem mais é uma estrada, de tanto que o mato a entupiu. Ao redor, bons pastos, boa gente, terra boa para o arroz. E o lugar já esteve nos mapas, muito antes da malária chegar. (...) É de-tardinha, quando as mutucas convidam as muriçocas de volta para casa, e quando o carapanã rajado mais o mossorongo cinzento se recolhem, que ele aparece, o pernilongo pampa, de pés de prata e asas de xadrez. Guimarães Rosa.   Com a publicação de Sagarana, em 1946, Guimarães Rosa criou um tipo peculiar de regionalismo literário, cujas principais características foram sua original linguagem e a  
  4. 34. MILTON CAMPOS 2014
    Para o crítico Franklin de Oliveira, as epígrafes de Sagarana “descobrem ou indicam o ideário do autor astuciosamente oculto na trama da narrativa”. (OLIVEIRA, F. A dança das letras. Rio de Janeiro: Topbooks, 1991. p.56)   Identifique, nas alternativas a seguir, a relação INCORRETA entre a epígrafe e o respectivo conto, entre parênteses:
  5. 35. MILTON CAMPOS 2014
    Atente para o seguinte diálogo, presente na narrativa “Minha gente”, do livro Sagarana, de Guimarães Rosa.   – “Vamos! Partamos! Já Circe, a venerável, me advertiu!...” Mas Santana, que é criatura do Caraça, retrucou: – “Vinde, amigos, perguntai ao estrangeiro se sabe ou se aprendeu, algum dia, qualquer jogo...” (ROSA, J. G. Sagarana. Rio de Janeiro: José Olympio, 1969. p.170)   Com base na passagem transcrita e na leitura do respectivo conto, é CORRETO afirmar:
  6. 36. MILTON CAMPOS 2015
    Leia comentário do ensaísta Nildo Maximo Benedetti sobre o protagonista do conto “Corpo fechado”.   “Em um meio que privilegia a força, em detrimento da lei, o valentão pode passar a ser objeto de temor ou admiração, dependendo da forma como emprega e pratica sua valentia. Como esta acaba por se tornar um valor, o pusilânime Manuel Fulô procura mostrar-se corajoso aos olhos do narrador em vários momentos.” (Benedetti, N.M. Sagarana: o Brasil de Guimarães Rosa. S.P. Hedra, 2010, p.254)   Assinale a passagem em que se exemplifica a pretensa valentia de Manuel Fulô:
  7. 37. UNEMAT 2009
    Numere a coluna B de acordo com a coluna A, considerando os fragmentos das obras citadas.   COLUNA A   ( 1 ) Dom Casmurro ( 2 ) Inocência ( 3 ) Sagarana ( 4 ) Triste fim de Policarpo Quaresma ( 5 ) Iracema   COLUNA B   ( ) “Já estava eu meio descrido das cousas, e mais dos homens; e por isso buscava na literatura diversão à tristeza que me infundia, o estado da pátria entorpecida pela indiferença” (p. 88). ( ) “Acalmada a ruidosa manifestação, levantou-se o presidente da Sociedade Entomológica, um presidente magro como um espeto e ornamentado de ruiva cabeleira que lhe dava aspecto de um projeto de incêndio” (p. 180). ( ) “Para ser um dia de chuva, só faltava mesmo que caísse água. Manhã noiteira, sem sol, com uma umidade de melar por dentro as roupas da gente. A serra neblinava, açucarada, e lá pelas cabeceiras o tempo ainda devia de estar pior” (p. 5). ( ) “Na ficção, havia unicamente autores nacionais ou tidos como tais: o Bento Teixeira, da Prosopopéia; o Gregório de Matos, o Basílio da Gama, o Santa Rita Durão, o José de Alencar (todo), o Macedo, o Gonçalves Dias (todo), além de muitos outros” (p. 7). ( ) “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, Senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo” (p. 2).   Assinale a alternativa correta.
  8. 38. UNEMAT 2011
    Com relação à obra Sagarana, de Guimarães Rosa, leia as afirmações e assinale a alternativa correta. I. A tendência regionalista assume caráter de experiência estética universal, fundindo o real e o mítico. II. A invenção linguística é parte de estudos e levantamento minucioso da língua portuguesa. III. O sertão é redimensionado para além da geografia, ainda que dele se extraia a matéria-prima. IV. O pitoresco e o realismo exótico ganham força pela revisão da tradição ficcional inaugurada pela obra.
  9. 39. PUC-RS 2016
    Leia o excerto de “O burrinho pedrês”, de João Guimarães Rosa. Era um Burrinho Pedrês, miúdo e resignado, vindo de Passa-Tempo, Conceição do Serro, ou não sei onde no sertão. Chamava-se Sete-de-Ouros, e já fora tão bom, como outro não existiu e nem pode haver igual. Agora, porém, estava idoso, muito idoso. Tanto, que nem seria preciso abaixar-lhe a maxila teimosa, para espiar os cantos dos dentes. Era decrépito mesmo a distância: no algodão bruto do pelo – sementinhas escuras em rama rala e encardida; nos olhos remelentos, cor de bismuto, com pálpebras rosadas, quase sempre oclusas, em constante semissono; e na linha, fatigada e respeitável – uma horizontal perfeita, do começo da testa à raiz da cauda em pêndulo amplo, para cá, para lá, tangendo as moscas. Na mocidade, muitas coisas lhe haviam acontecido. Fora comprado, dado, trocado e revendido, vezes, por bons e maus preços. Em cima dele morrera um tropeiro do Indaiá, baleado pelas costas. Trouxera, um dia, do pasto – coisa muito rara para essa raça de cobras – uma jararacussu, pendurada do focinho, como linda tromba negra com diagonais amarelas, da qual não morreu porque a lua era boa e o benzedor acudiu pronto. Vinha-lhe de padrinho jogador de truque a última intitulação, de baralho, de manilha; mas, vida a fora, por anos e anos, outras tivera, sempre involuntariamente. (...) De que fosse bem tratado, discordar não havia, pois lhe faltavam carrapichos ou carrapatos, na crina - reta, curta e levantada, como uma escova de dentes. Com base no excerto de “O burrinho pedrês” e no contexto da obra de Guimarães Rosa, leia as seguintes afirmativas: I. Guimarães Rosa é autor conhecido pelo uso de neologismos, e o excerto apresenta exemplos desse recurso. II. O espaço rural em “O burrinho pedrês” é uma exceção na ambientação das narrativas de Guimarães Rosa. III. Grande sertão: veredas, Sagarana e Corpo de Baile são algumas das obras da biografia de Guimarães Rosa. Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativas:
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