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Pessoa com tinta no rosto e com a palavra 'aprovadx' na testa sorrindo

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  1. 151

    FEI 2016

    Leia os primeiros parágrafos do livro Terra sonâmbula, do escritor moçambicano Mia Couto: “Naquele lugar, a guerra tinha morto a estrada. Pelos caminhos só as hienas se arrastavam, focinhando entre cinzas e poeiras. A paisagem se mestiçara de tristezas nunca vistas, em cores que se pegavam à boca. Eram cores sujas, tão sujas que tinham perdido toda a leveza, esquecidas da ousadia de levantar asas pelo azul. Aqui, o céu se tornara impossível. E os viventes se acostumaram ao chão, em resignada aprendizagem da morte. A estrada que agora se abre a nossos olhos não se entrecruza com outra nenhuma. Está mais deitada que os séculos, suportando sozinha toda a distância. Pelas bermas apodrecem carros incendiados, restos de pilhagens. Na savana em volta, apenas os embondeiros contemplam o mundo a desflorir. Um velho e um miúdo vão seguindo pela estrada. Andam bambolentos como se caminhar fosse seu único serviço desde que nasceram. Vão para lá de nenhuma parte, dando o vindo por não ido, à espera do adiante. Fogem da guerra, dessa guerra que contaminara toda a sua terra. Vão na ilusão de, mais além, haver um refúgio tranquilo. Avançam descalços, suas vestes têm a mesma cor do caminho. O velho se chama Tuahir. É magro, parece ter perdido toda a substância. O jovem se chama Muidinga. Caminha à frente desde que saíra do campo de refugiados. Se nota nele um leve coxear, uma perna demorando mais que o passo. Vestígio da doença que, ainda há pouco, o arrastara quase até à morte. Quem o recolhera fora o velho Tuahir, quando todos outros o haviam abandonado. O menino estava já sem estado, os ranhos lhe saíam não do nariz mas de toda a cabeça. O velho teve que lhe ensinar todos os inícios: andar, falar, pensar. Muidinga se meninou outra vez. Esta segunda infância, porém, fora apressada pelos ditados da sobrevivência. Quando iniciaram a viagem já ele se acostumava de cantar, dando vaga a distraídas brincriações. No convívio com a solidão, porém, o canto acabou por migrar de si. Os dois caminheiros condiziam com a estrada, murchos e desesperançados” (COUTO, M. Terra Sonâmbula. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 09).  A linguagem, a estrutura e o conteúdo sugerem que se trata de um fragmento de um romance

  2. 152

    UEG 2003

    Analise as afirmações acerca das obras indicadas para o vestibular 2003/2 da UEG e assinale a alternativa CORRETA:

  3. 153

    PUC-CAMPINAS 2016

    A década de 1950 foi marcada pelo anseio de modernização do país, cujos reflexos se fazem sentir também no plano da cultura. É de se notar o amadurecimento da poesia de João Cabral, poeta que se rebelou contra o que considerava nosso sentimentalismo, nosso “tradicional lirismo lusitano”, bem como o surgimento de novas tendências experimentalistas, observáveis na linguagem renovadora de Ferreira Gullar e na radicalização dos poetas do Concretismo. As linhas geométricas da arquitetura de Brasília e o apego ao construtivismo que marca a criação poética parecem, de fato, tendências próximas e interligadas. (MOUTINHO, Felipe, inédito)   O anseio pela renovação da linguagem poética ao longo da década de 50, presente tanto na poesia de Ferreira Gullar como na dos poetas concretos, manifestou-se sobretudo como um empenho em

  4. 154

    UFES 2009

    Na seção “Desarranjos florais”, de Distraídos venceremos, há vários haicais de Paulo Leminski, que abordam múltiplas questões do ser. A opção cujo comentário NÃO condiz com o poema em pauta é:

  5. 155

    PUC-RS 2004

    O canteiro de palavras Qual é o seu ofício - me pergunta com certa formalidade o simpático velhinho da fila do banco, depois do cumprimento habitual e do comentário sobre o tempo, rotinas que servem para quebrar o gelo (no nosso clima, literalmente) entre desconhecidos circunstancialmente íntimos pela espera compartilhada. Quase digo que sou 2jornalista, mas me policio porque conheço o poder inibidor da minha profissão. - Vivo de escrever! - respondo no mesmo tom evasivo, tentando decifrar o efeito da resposta no seu olhar enrugado. Lembro de um escritor que falou coisa semelhante para uma empregada de poucas luzes e recebeu de volta um comentário um tanto surrealista, provavelmente buscado nos anúncios de empregos dos jornais: - Ah, o senhor tem redação própria? Mas o meu interlocutor momentâneo não manifesta qualquer curiosidade sobre o gênero dos meus escritos, se preencho notas fiscais ou elaboro poemas parnasianos. Está mais interessado em mostrar suas duas mãos, dois conjuntos desarmônicos de calos e cicatrizes. - Eu sou cortador de pedras - me diz com indisfarçável orgulho de quem detém um dote raro. Antes que a fila ande, tenho tempo ainda para ouvir algumas explicações sobre a arte de tirar paralelepípedos da rocha bruta, sobre as ferramentas que usa e sobre a quantidade de peças que produz. Ouço em silêncio para não perturbar a narrativa, mas seu trabalho não me é estranho. Perto de minha casa há uma pedreira. Conheço a faina dos homens empoeirados que lá labutam. De vez em quando fico ouvindo a distância o martelar dos 1canteiros e pensando na célebre fábula sobre ________, escrita por Jacob Riis, que tem como personagem exatamente um cortador de pedras. Diz mais ou menos o seguinte: "Quando nada parece dar certo, eu observo o homem que corta pedras. Ele martela uma, duas, centenas de vezes, sem que uma só rachadura apareça. Porém, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas. E eu sei que não foi aquela pancada que operou o milagre, mas todas as que vieram antes". Pois 3escrever, me dou conta enquanto preencho o 4cheque, não deixa de ser um processo 5semelhante. A gente martela centenas de vezes até que brote do cérebro (ou do dicionário) a palavra adequada, talvez a única capaz de servir à construção literária 6planejada. Nem sempre se consegue. A não ser que o canteiro de letras tenha o talento daquele escultor de estátuas equestres que explicava com simplicidade como conseguia tal perfeição: - Eu tiro da pedra tudo o que não seja cavalo. Nilson de Souza Zero Hora, 17 de julho de 1996   Sobre o título do texto, é correto afirmar que:   I. a palavra "canteiro" é polissêmica, e o leitor que se detiver apenas no título corre o risco de fazer uma inferência incorreta sobre o conteúdo do texto. II. o título expressa a analogia que o autor faz entre a atividade do cortador de pedras e a do escritor. III. se o leitor desconhecer o sentido da palavra "canteiro", pode observar a ocorrência desse vocábulo (ref. 1) e inferir seu significado recorrendo ao que ficou dito antes e ao que vem escrito depois, sem precisar consultar o dicionário. IV. a ambiguidade do título é reforçada pelo emprego da preposição "de", que tanto pode indicar, neste caso, uma relação entre possuidor e objeto possuído, quanto a ideia de meio.   Pela análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas

  6. 156

    UFRGS 2016

    Leia a crônica O apagar da velha chama, de Luis Fernando Verissimo.   Eu, você, nós dois, um cantinho, um violão... Da janela, mesmo em Porto Alegre, via-se o Corcovado, o Redentor (que lindo!) e um barquinho a deslizar no macio azul do mar. Tinha-se, geralmente, de vinte anos para menos quando, em 1958, chegou a Elizete com abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim e João Gilberto com o amor, o sorriso, a flor e aquela batida diferente, mas que era bossa-nova e era muito natural, mesmo que você não pudesse acompanhar e ficasse numa nota só, porque no peito dos desafinados também batia um coração, lembra? Na vida, uma nova canção, um doce balanço. Era carioca, era carioca, certo, mas a juventude que aquela brisa trazia também trazia pra cá e daqui se via a mesma luz, o mesmo céu, o mesmo mar, milhões de festas ao luar, e sempre se podia pegar um Electra e mandar descer no Beco das Garrafas, olha que coisa mais linda. Queríamos a vida sempre assim, si, dó, ré, mi, fá, sol, muito sol, e lá. Mas era preciso ficar e trabalhar, envelhecer, acabar com esse negócio de Rio, céu tão azul, ilhas do sul, muita calma pra pensar e ter tempo pra sonhar, onde já se viu? Até um dia, até talvez, até quem sabe. O amor, o sorriso e a flor se transformavam depressa demais. Quem no coração abrigou a tristeza de ver tudo isso se perder, para não falar nos seus vinte anos, nos seus desenganos e no seu violão, nem pode dizer ó brisa fica, porque nem mais se entende, nem mais pretende seguir fingindo e seguir seguindo. A realidade é que sem ela não há paz, não há beleza, é só a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai. E dê-lhe rock.   Sobre a crônica, considere as seguintes afirmações.   I - O autor, partindo de sua experiência pessoal, como é próprio da crônica, recupera o momento histórico de uma geração, através da música brasileira. II - O autor constrói a crônica a partir de diversas letras de músicas, mostrando como elas fazem parte de sua vivência de juventude. III- A melancolia, ao final da crônica, está ligada ao envelhecimento e à percepção de que aquele momento não volta mais.   Quais estão corretas?

  7. 157

    UEG 2005

    Sobre a obra Dois irmãos, de Milton Hatoum, analise as proposições a seguir:   I. O ponto de vista do narrador é baseado nas suas observações, como também nos relatos de Domingas e Halim. II. Quanto às personagens protagonistas, pode-se afirmar que Yakub tem a personalidade menos complexa, pois apresenta comportamento previsível, ao contrário de Omar. III. O tempo da narrativa coincide com o tempo da narração, visto que a história é narrada diretamente da memória de um narrador, que usa como recurso o tempo psicológico e o discurso indireto livre para conseguir essa coincidência. IV. O episódio do restaurante Biblos, lugar onde nasce o romance de Zana e Halim, é um exemplo de flashback, isto é, rompimento da linearidade que se dá na história dos dois irmãos.   Marque a alternativa CORRETA:

  8. 158

    UNICENTRO 2013

    Volta a São Luís Mal cheguei e já te ouvi gritar pra mim: bem te vi! E a brisa é festa nas folhas Ah, que saudade de mim! O tempo eterno é presente no teu canto, bem te vi (vindo do fundo da vida como no passado ouvi) E logo os outros repetem: bem te vi, te vi, te vi Como outrora, como agora, como no passado ouvi (vindo do fundo da vida) Meu coração diz pra si: as aves que lá gorjeiam não gorjeiam como aqui Ferreira Gullar   Leia as afirmações a seguir, a respeito do poema de Ferreira Gullar.   I. Os elementos “aqui” e “lá”, ambos de natureza anafórica, localizam o autor no tempo e no espaço, colocando-o distante do local em que viveu e no qual se encontra agora, ou seja, em São Luís, sua terra natal. II. Quando escreveu seu poema, Ferreira Gullar estava exilado, e as aves que gorjeiam em São Luís não gorjeiam da mesma forma onde o autor se encontra no momento em que escreve seu poema. III. Assim como outros escritores, Ferreira Gullar também utiliza o poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, para compor seu poema, empregando, a exemplo daquele, versos em redondilha maior.   Está(ão) correta(s)

  9. 159

    UFU 2016

    Depreende-se, da leitura de O santo e a porca, que Ariano Suassuna, ao dialogar com a tradição, retomando a comédia Aululária, de Plauto, e O avarento, de Moliére, recriando-as a partir de aspectos regionais e universais, associa

  10. 160

    UFRGS 1996

    Considere as afirmações a seguir.   I - Na obra de Cecília Meireles os momentos de intenso intimismo, apresentados em linguagem elevada e abstrata e com imagens recorrentes (mar, areia, lua, etc.), são sobrepujados pela denúncia do cotidiano conturbado e ameaçador da grande cidade, vazada em vocabulário cotidiano e sintaxe fragmentária.   II - Ferreira Gullar publica, em 1976, POEMA SUJO, poema longo que procura incorporar o cotidiano e suas impurezas no quadro maior das recordações e da experiência do poeta, com referências à infância em São Luís, à experiência no Rio de Janeiro e ao exílio provocado pelo autoritarismo brasileiro nos anos 60 e 70.   II - O Concretismo propõe-se a valorizar o espaço visual na página, a explorar a palavra solta, fora da organização frasal, e a retomar o lirismo confessional e o subjetivismo romântico ao voltar-se para temas como a saudade e a mulher amada e inatingível.   Quais estão corretas?

  11. 161

    UEG 2004

    Com base na leitura das obras indicadas para o vestibular 2004/1, analise as proposições a seguir.     I. A obra Manuelzão e Miguilim apresenta uma temática que se volta para a religiosidade, para o conflito interior entre o bem e o mal e para as inquietações a respeito da vida e da morte. Relativamente à linguagem, percebe-se que ela passa por um processo de revitalização que leva o leitor a ir além das estruturas cristalizadas da língua. É o caso, por exemplo, do uso de neologismos, dos jogos sonoros e da recorrência de metáforas. II. A temática da dualidade entre a vida e a morte está presente, também, nos contos de Lygia Fagundes Telles, na tragédia carioca O beijo no asfalto, de Nelson Rodrigues e nos poemas de Álvares de Azevedo. Nos três casos, a morte ultrapassa o plano metafísico, transcendental e é retratada em seu aspecto físico, material. III. Os desfechos dos contos de Lygia Fagundes Telles, em Pomba enamorada ou Uma história de amor e outros contos escolhidos são marcados pela ambiguidade. É o que se pode comprovar  em “Tigrela”, “O jardim selvagem” e “A caçada”. IV. Em Um jeito torto de vir ao mundo, Adelice da Silveira Barros apresenta uma narrativa que, como nos contos de Lygia Fagundes Telles e de Machado de Assis, embora gire em torno dos conflitos interiores e familiares da personagem-protagonista, assume um tom universal, ao retratar dramas que fazem parte da vida de qualquer pessoa da classe média urbana, especialmente das grandes cidades.        Assinale a alternativa CORRETA:    

  12. 162

    UFRGS 2015

    Leia o seguinte trecho do livro O amor de Pedro por João , de Tabajara Ruas.     Caminhavam por Ahumada. Formavam-se grupos a discutir, havia ameaças de porrada, havia gargalhada e havia imperturbáveis vendedores ambulantes, continuando com seu comércio de empanadas e pastéis de choclo . Uma colegial chorava desconsoladamente, cercada de pessoas aflitas ou divertidas. Sua mãe estava no Palácio, era funcionária, seria morta com certeza. Gravemente mas com certa simpatia, o senhor de cabelos brancos informava à menina que, se sua mãe não era comunista, não precisava ter medo de nada, pues .   A colegial chorava então com mais desespero. Os armazéns começavam a descer as cortinas de metal. Algumas mulheres ainda imploravam que lhes vendessem provisões. Chegaram por fim à esquina da Alameda. Lá estavam os tanques: imóveis, ameaçadores. Brusco helicóptero impôs sua presença de inseto sobre a Praça de Armas, provocou pequeno e rijo vendaval, maravilhou as pessoas com sua leveza e mobilidade.     Assinale a alternativa que indica o momento histórico representado na cena e os personagens que dela participam.

  13. 163

    UNEMAT 2006

    O escritor brasileiro João Antônio iniciou-se na literatura nos anos sessenta com o texto Malagueta, Perus e Bacanaço. O conto narra a vida de três amigos que em pequenos delitos tentam sobreviver dentro de uma sociedade separada pelo espaço periférico, num discurso realista cruel. Observando tais informações, assinale a alternativa VERDADEIRA sobre a obra citada.

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