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  1. 1

    ENEM 2012

    Aquele bêbado — Juro nunca mais beber — e fez o sinal da cruz com os indicadores. Acrescentou: — Álcool. O mais ele achou que podia beber. Bebia paisagens, músicas de Tom Jobim, versos de Mário Quintana. Tomou um pileque de Segall. Nos fins de semana, embebedava- se de Índia Reclinada, de Celso Antônio. — Curou-se 100% do vício — comentavam os amigos. Só ele sabia que andava mais bêbado que um gambá. Morreu de etilismo abstrato, no meio de uma carraspana de pôr do sol no Leblon, e seu féretro ostentava inúmeras coroas de ex-alcoólatras anônimos. ANDRADE, C. D. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991. A causa mortis do personagem, expressa no último parágrafo, adquire um efeito irônico no texto porque, ao longo da narrativa, ocorre uma

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    UCS 2012

    A seca é metáfora recorrente na literatura, especialmente no segundo período modernista. Assinale a alternativa correta em relação as obras que apresentam cenas que caracterizam a brutal realidade dos retirantes nordestinos.

  3. 3

    FUVEST 2012

    Como não expressa visão populista nem elitista, o livro não idealiza os pobres e rústicos, isto é, não oculta o dano causado pela privação, nem os representa como seres desprovidos de vida interior; ao contrário, o livro trata de realçar, na mente dos desvalidos, o enlace estreito e dramático de limitação intelectual e esforço reflexivo. Essas afirmações aplicam-se ao modo como, na obra

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    UECE 2014

    PORTÃO O portão fica bocejando, aberto para os alunos retardatários. Não há pressa em viver nem nas ladeiras duras de subir, 1quanto mais para estudar a insípida cartilha. Mas se o pai do menino é da oposição, à 2ilustríssima autoridade municipal, prima por sua vez da 3sacratíssima autoridade nacional, 4ah, isso não: o vagabundo ficará mofando lá fora e leva no boletim uma galáxia de zeros. A gente aprende muito no portão fechado. ANDRADE. Carlos Drummond de. In: Canos Drummond de Andrade: Poesia e Prosa. Editora Nova Aguilan 1988. p. 506-507. Os dois superlativos (ref. 2 e 3) emprestam ao poema um tom de

  5. 5

    UESPI 2012

    Dentre os romances de 30, São Bernardo não é a única obra a tratar do nordeste pastoril. Outras obras também falaram do sertão e do agreste brasileiros. Entre as obras elencadas abaixo, quais trataram do semiárido nordestino?

  6. 6

    FUVEST 2010

    Por caminhos diferentes, tanto Pedro Bala (de Capitães de areia, de Jorge Amado) quanto o operário (do conhecido poema "O operário em construção", de Vinícius de Moraes) passam por processos de "aquisição de uma consciência política" (expressão do próprio Vinícius). O contexto dessas obras indica também que essa conscientização leva ambos a

  7. 7

    ENEM 2016

    Anoitecer A Dolores É a hora em que o sino toca, mas aqui não há sinos; há somente buzinas, sirenes roucas, apitos aflitos, pungentes, trágicos, uivando escuro segredo desta hora tenho medo. [...] É a hora do descanso, mas o descanso vem tarde, o corpo não pede sono, depois de tanto rodar; pede paz – morte – mergulho no poço mais ermo e quedo; desta hora tenho medo. Hora de delicadeza, agasalho, sombra, silêncio. Haverá disso no mundo? É antes a hora dos corvos, bicando em mim, meu passado, meu futuro, meu degredo desta hora, sim, tenho medo. ANDRADE, C. D. A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 2005 (fragmento).   Com base no contexto da Segunda Guerra Mundial, o livro A rosa do povo revela desdobramentos da visão poética. No fragmento, a expressividade lírica demonstra um(a)

  8. 8

    ENEM 2015

    Carta ao Tom 74 Rua Nascimento Silva, cento e sete Você ensinando pra Elizete As canções de canção do amor demais Lembra que tempo feliz Ah, que saudade, Ipanema era só felicidade Era como se o amor doesse em paz Nossa famosa garota nem sabia A que ponto a cidade turvaria Esse Rio de amor que se perdeu Mesmo a tristeza da gente era mais bela E além disso se via da janela Um cantinho de céu e o Redentor É, meu amigo, só resta uma certeza, É preciso acabar com essa tristeza É preciso inventar de novo o amor MORAES, V.; TOQUINHO. Bossa Nova, sua história, sua gente. São Paulo: Universal; Philips,1975 (fragmento). O trecho da canção de Toquinho e Vinícius de Moraes apresenta marcas do gênero textual carta, possibilitando que o eu poético e o interlocutor

  9. 9

    ITA 2011

    Sobre o romance Capitães de areia, de Jorge Amado, é incorreto afirmar que

  10. 10

    CEFET-MG 2013

    POÉTICA (Il) Com as lágrimas do tempo E a cai do meu dia Eu fiz o cimento Da minha poesia E na perspectiva Da vida futura Ergui em carne viva Sua arquitetura. Não sei bem se é casa Se é torre ou se é templo (Um templo sem Deus.) Mas é grande e clara Pertence ao seu tempo - Entrai, irmãos meus! Rio, 1960 Nesse poema, Vinícius de Moraes NÃO caracteriza sua poética como

  11. 11

    PUC-SP 2009

    Alguns dias antes estava sossegado, preparando látegos, consertando cercas. De repente, um risco no céu, outros riscos, milhares de riscosjuntos, nuvens, o medonho rumor de asas a anunciar destruição. Ele já andava meio desconfiado vendo as fontes minguarem. E olhava com desgosto a brancura das manhãs longas e a vermelhidão sinistra das tardes. O crítico Álvaro Lins, referindo-se a "Vidas Secas", obra de Graciliano Ramos, da qual se extraiu o trecho anterior, afirma que, além de ser o mais humano e comovente dos livros do autor, é "o que contém maior sentimento da terra nordestina, daquela parte que é áspera, dura e cruel, sem deixar de ser amada pelos que a ela estão ligados teluricamente". Por outro lado, merece destaque, dentre os elementos constitutivos dessa obra, a paisagem, a linguagem e o problema social. Assim, a respeito da linguagem de "Vidas Secas", é CORRETO afirmar-se que:

  12. 12

    ENEM 2017

    A obra de Rubem Valentim apresenta emblema que, baseando-se em signos de religiões afro-brasileiras, se transformam em produção artística. A obra Emblema 78 relaciona-se com o Modernismo em virtude da

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    UFPR 2008

    Sobre o Iivro "O romanceiro da inconfidência", de Cecília Meireles, considere as afirmativas a seguir 1. Os documentos históricos ligados a posteridade não esclarecem de fato certos episódios relacionados à Inconfidência Mineira. Em face dessa situação, Cecília Meireles optou por apresentar os acontecimentos e as personagens a partir de uma perspectiva lírica que prescinde de nitidez e definição. 2. O poema contém partes de elaboração clássica, metrificadas em versos longos, e outras, mais próximas das composições populares, em versos curtos. 3. Além das personagens diretamente envolvidas no movimento sedicioso do título, o poema também trata de outras, como Chica da Silva, que embora não estejam diretamente envolvidas, ajudam a compor o ambiente histórico do texto. 4. Tiradentes, o alferes que a história transformou em herói, é apresentado na obra como indivíduo ambíguo e de moral discutível, numa clara contraposição literária à imagem apresentada pelos historiadores mais conservadores. Assinale a alternativa correta.

  14. 14

    UFPR 2012

    "A duzentos anos de distância, embora ainda velados muitos pormenores desse fantástico enredo, sente-se a imprescindibilidade daqueles encontros, de raças e homens; do nascimento do ouro; da grandeza e decadência das Minas; desses gráficos tão bem traçados de ambição que cresce e da humanidade que declina; a imprescindibilidade das lágrimas e exíIios, da humilhação do abandono amargo, da morte afrontosa - a imprescindibilidade das vítimas, para a definitiva execração dos tiranos." (Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência) O fragmento transcrito faz parte da conferência "Como escrevi o Romanceiro da Inconfidência", proferida por Cecília Meireles em 1955. Com base na leitura do Romanceiro e nos conhecimentos sobre a literatura do período, assinale a alternativa correta.

  15. 15

    INSPER 2013

    POÇAS D’ÁGUA As poças d´água são um mundo mágico Um céu quebrado no chão Onde em vez de tristes estrelas Brilham os letreiros de gás Néon. (Mario Quintana, Preparativos de viagem, São Paulo, Globo, 1994.) Levando-se em conta o texto como um todo, é correto afirmar que a metáfora presente no primeiro verso se justifica porque as poças

  16. 16

    UPE 2015

    Irene no Céu Irene preta Irene boa Irene sempre de bom humor. Imagino Irene entrando no céu: — Licença meu branco! E São Pedro bonachão: — Entra, Irene. Você não precisa pedir licença. (Manuel Bandeira)   NEGRA  A negra para tudo a negra para todos a negra para capinar plantar regar colher carregar empilhar no paiol ensacar lavar passar remendar costurar cozinhar rachar lenha limpar a bunda dos nhozinhos trepar. A negra para tudo nada que não seja tudo tudo tudo até o minuto de (único trabalho para seu proveito exclusivo) morrer.   (Carlos Drummond de Andrade)   Essa Negra Fulô  Ora, se deu que chegou (isso já faz muito tempo) no bangüê dum meu avô uma negra bonitinha, chamada negra Fulô.   Essa negra Fulô! Essa negra Fulô!   Ó Fulô! Ó Fulô! (Era a fala da Sinhá) — Vai forrar a minha cama, pentear os meus cabelos, vem ajudar a tirar a minha roupa, Fulô!   Essa negra Fulô! Essa negrinha Fulô ficou logo pra mucama, pra vigiar a Sinhá pra engomar pro Sinhô! Essa negra Fulô! Essa negra Fulô!   Ó Fulô! Ó Fulô!   (Era a fala da Sinhá) vem me ajudar, ó Fulô, vem abanar o meu corpo que eu estou suada, Fulô!   vem coçar minha coceira, vem me catar cafuné, vem balançar minha rede, vem me contar uma história, que eu estou com sono, Fulô!   Essa negra Fulô!   “Era um dia uma princesa que vivia num castelo que possuía um vestido com os peixinhos do mar. Entrou na perna dum pato saiu na perna dum pinto o Rei-Sinhô me mandou que vos contasse mais cinco.”   Essa negra Fulô! Essa negra Fulô!   Ó Fulô? Ó Fulô? Vai botar para dormir esses meninos, Fulô! [Essa Negra Fulô – continuação]   “Minha mãe me penteou minha madrasta me enterrou pelos figos da figueira que o Sabiá beliscou.”   Essa negra Fulô! Essa negra Fulô!   Ó Fulô? Ó Fulô? (Era a fala da Sinhá Chamando a negra Fulô.) Cadê meu frasco de cheiro Que teu Sinhô me mandou?   — Ah! Foi você que roubou! Ah! Foi você que roubou!   O Sinhô foi ver a negra levar couro do feitor. A negra tirou a roupa.   O Sinhô disse: Fulô! (A vista se escureceu que nem a negra Fulô.)   Essa negra Fulô! Essa negra Fulô!   Ó Fulô! Ó Fulô! Cadê meu lenço de rendas, Cadê meu cinto, meu broche, Cadê o meu terço de ouro que teu Sinhô me mandou?   Ah! foi você que roubou. Ah! foi você que roubou.   Essa negra Fulô! Essa negra Fulô!   O Sinhô foi açoitar sozinho a negra Fulô. A negra tirou a saia e tirou o cabeção, de dentro pulou nuinha a negra Fulô.   Essa negra Fulô! Essa negra Fulô!   Ó Fulô! Ó Fulô! Cadê, cadê teu Sinhô que Nosso Senhor me mandou? Ah! Foi você que roubou, foi você, negra fulô? Essa negra Fulô! (Jorge de Lima)   Analise as afirmativas abaixo e coloque V para as verdadeiras e F para as falsas.   ( ) Essa Negra Fulô é um poema descritivo, próprio do Parnasianismo. Nele, a sinhazinha acusa diretamente a personagem negra de ladra pelo desaparecimento de objetos da Casa-grande. (     ) Fulô é um substantivo erudito que, ao compor o título do soneto, denota a preocupação do autor em obedecer à oralidade própria da cultura negra no momento da escravatura no Brasil. ( ) Na nona estrofe e em parte da décima, os versos apresentam aspas, usadas para identificar as citações de fragmentos de duas histórias da tradição popular oral, resgatadas mediante o processo de intertextualidade usado pelo poeta. ( ) O poema Essa Negra Fulô é todo construído na forma de redondilha, como Negra e Irene no céu, obedecendo às normas da poesia popular medieval, pois apresenta a mesma métrica. ( ) Os três poemas, produzidos por nordestinos, são construídos em linguagem popular entremeada de palavras eruditas que se constituem em paradoxo, pois o tema, a ambientação e o cenário não estão adequados.

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    UPE - SSA 3 2016

    A literatura de 1930 é demarcada por uma temática social, em que o urbano e o rural se intercruzam, haja vista os romances de José Lins do Rego, Graciliano Ramos e Jorge Amado. Os dois primeiros autores dão prioridade às histórias que transcorrem em espaço rural; a mesma coisa já não se pode afirmar em relação à obra de Jorge Amado, pois grande parte dela tem como ambiente a cidade da Bahia, atual Salvador.   Com base no exposto, observe as imagens a seguir:   Analise as seguintes afirmativas:   I. As três imagens referem-se, de modo simultâneo, às obras dos romancistas de trinta, José Lins do Rego, Graciliano Ramos e Jorge Amado, pois a produção artística desses autores relata acontecimentos que ocorrem nos três espaços representados nas imagens expostas. II. Dos três autores mencionados, dois deles têm textos memorialistas, Graciliano Ramos, por relatar as memórias dos anos que passou na prisão, e Jorge Amado, quando narra a história dos amores de Gabriela com Nacib e de Dona Flor com os seus dois maridos. III. Há antagonismo entre as imagens 1, 2 e 3, respectivamente, com os romances de José Lins do Rego, Graciliano Ramos e Jorge Amado os quais, pelo fato de fazerem parte da geração denominada regionalista, mimetizam, de modo crítico, aspectos da realidade que têm por cenários o campo e a cidade. IV. A imagem 2 representa o espaço onde transcorrem os acontecimentos relatados nos romances do ciclo do açúcar, de José Lins do Rego, enquanto a 3 relaciona-se com o cenário da seca, tema central de Vidas Secas. Trata-se de uma narrativa de Graciliano Ramos, na qual o animal e o homem se equivalem, pois, enquanto Fabiano se considera “bicho”, Baleia nutre sentimentos humanos. V. Dos três autores, o único que apresenta, na maioria de seus romances, um cenário urbano tal qual se encontra representado na imagem 3 é Jorge Amado, cuja crítica social se volta para acontecimentos na cidade da Bahia, atual Salvador.   Está(ão) CORRETA(S) apenas  

  18. 18

    FUVEST 2018

    (...) procurei adivinhar o que se passa na alma duma cachorra. Será que há mesmo alma em cachorro? Não me importo. O meu bicho morre desejando acordar num mundo cheio de preás. Exatamente o que todos nós desejamos. A diferença é que eu quero que eles apareçam antes do sono, e padre Zé Leite pretende que eles nos venham em sonhos, mas no fundo todos somos como a minha cachorra Baleia e esperamos preás. (...)  Carta de Graciliano Ramos a sua esposa.    (...) Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do caritó onde sinhá Vitória guardava o cachimbo. (...) Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.  Graciliano Ramos, Vidas secas.    As declarações de Graciliano Ramos na Carta e o excerto do romance permitem afirmar que a personagem Baleia, em Vidas secas, representa  

  19. 19

    UECE 2018

    Velhice Vinícius de Moraes   1Virá o dia em que eu hei de ser um velho experiente Olhando as coisas através de uma filosofia sensata E lendo os clássicos com a afeição que a minha mocidade não permite. Nesse dia Deus talvez tenha entrado definitivamente em meu espírito Ou talvez tenha saído definitivamente dele Então todos os meus atos serão encaminhados no sentido do túmulo E todas as ideias autobiográficas da mocidade terão desaparecido: Ficará talvez somente a ideia do testamento bem escrito. Serei um velho, não terei mocidade, nem sexo, nem vida Só terei uma experiência extraordinária. Fecharei minha alma a todos e a tudo Passará por mim muito longe o ruído da vida e do mundo Só o ruído do coração doente me avisará de uns restos de vida em mim. Nem o cigarro da mocidade restará. Será um cigarro forte que satisfará os pulmões viciados E que dará a tudo um ar saturado de velhice. Não escreverei mais a lápis E só usarei pergaminhos compridos. Terei um casaco de alpaca que me fechará os olhos.   Serei um corpo sem mocidade, inútil, vazio Cheio de irritação para com a vida Cheio de irritação para comigo mesmo. O eterno velho que nada é, nada vale, nada vive O velho cujo único valor é ser o cadáver de uma mocidade criadora.   MORAES, Vinícius. Velhice. Disponível em:http://www.viniciusdemoraes.com.br/ptbr/poesia/poesias-avulsas/velhice. Acesso: 23/9/17.   Vários aspectos do poema Velhice, de Vinícius de Moraes, manifestam valores estéticos afirmados na poesia do Modernismo da década de 1930 com a qual o autor estava ligado, com exceção da   

  20. 20

    MACKENZIE 2017

    No desequilíbrio dos mares, as proas giram sozinhas… Numa das naves que afundaram   é que certamente tu vinhas. Eu te esperei todos os séculos sem desespero e sem desgosto, e morri de infinitas mortes guardando sempre o mesmo rosto   Quando as ondas te carregaram meu olhos, entre águas e areias, cegaram como os das estátuas, a tudo quanto existe alheias.   Minhas mãos pararam sobre o ar e endureceram junto ao vento, e perderam a cor que tinham e a lembrança do movimento.   E o sorriso que eu te levava desprendeu-se e caiu de mim: e só talvez ele ainda viva dentro destas águas sem fim.   Cecília Meireles, “Canção” Assinale a alternativa correta sobre Cecília Meireles e o Modernismo brasileiro.  

  21. 21

    UFAC 2011

    Para responder à questão, leia os fragmentos a seguir, retirados da reportagem “Cientistas criam árvore artificial contra aquecimento global”, publicada no site da BBC, disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ noticias/2009/07/090708arvoressinteticasebc.shtml.   “Um grupo de cientistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, anunciou ter criado árvores artificiais que podem ajudar no combate ao aquecimento global, já que absorvem CO2 da atmosfera quase mil vezes mais rapidamente do que árvores de verdade. [...] Embora alguns ambientalistas critiquem os métodos de enterrar dióxido de carbono, Lackner afirma que o uso de suas árvores daria ao mundo tempo para encontrar alternativas melhores, como, por exemplo, o desenvolvimento de energias ‘limpas’, que não produzem gases. [...] De acordo com Klaus Lackner, cada uma dessas árvores artificiais poderia absorver uma tonelada de dióxido de carbono por dia, tirando da atmosfera CO2 equivalente ao produzido por 20 carros. [...] ‘O mundo produz cerca de 70 milhões de carros por ano, quer dizer, a produção de unidades neste patamar é certamente possível e também existe espaço suficiente no mundo para instalar as máquinas,’ disse [...]”   Pela leitura dos fragmentos dessa reportagem, podemos depreender que o assunto nela tratado refere-se à relação homem e meio ambiente, fato que também faz parte de uma das seguintes obras da Literatura Brasileira: 

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    UEMS 2010

    Eta, nóis / Brincando com Leminski   Menina, vou trabalhar em uma usina de cana pra alimentar os carros de uma família americana Menina, só vou poder te namorar no final de semana só vou poder te namorar no final de semana   Menina, vou trabalhar em condição sub humana vou trabalhar em condição sub humana   Menina, vou trabalhar Numa usina de cana Pra alimentar os carros De uma família americana   Só vou poder te namorar No final de semana Vou trabalhar em condição   Sub humana pra alimentar os carros pra alimentar os carros pra alimentar os carros....     O poema de Emmanuel Marinho “Eta, nóis / Brincando com Leminski” caracteriza-se pela temática social e interesse pelos problemas do homem em sociedade; aspectos que também podem ser encontrados no

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    UNICAMP 2011

    Leia a passagem seguinte, de Capitães da areia:   Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. E os guindastes rodavam ruidosamente. Um dia iria fazer uma greve como seu pai... Lutar pelo direito... Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história, como contavam a de seu pai. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. (Jorge Amado, Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 88.)   O trecho acima pode ajudar a definir o contexto literário em que foi escrito o romance de Jorge Amado. Esse contexto é da:

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    UFABC 2006

    Os acontecimentos que marcaram o Brasil em 1930 (a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, no ano anterior, e as consequentes crises econômica e cafeeira; a Revolução de 30; o declínio da região Nordeste) constituem o quadro no qual se desenvolveu um tipo de romance cujo estilo é caracterizado por

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    FUVEST 2014

    Revelação do subúrbio Quando vou para Minas, gosto de ficar de pé, contra a vidraça do carro*, vendo o subúrbio passar. O subúrbio todo se condensa para ser visto depressa, com medo de não repararmos suficientemente em suas luzes que mal têm tempo de brilhar. A noite como o subúrbio e logo o devolve, ele reage, luta, se esforça, até que vem o campo onde pela manhã repontam laranjais e à noite só existe a tristeza do Brasil. Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo, 1940.   (*) carro: vagão ferroviários para passageiros. Para a caracterização do subúrbio, o poeta lança mão, principalmente, da(o)

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    UERJ 2010

    Science Fiction   O marciano encontrou-me na rua e teve medo de minha impossibilidade humana. Como pode existir, pensou consigo, um ser que no existir põe tamanha anulação de existência?   Afastou-se o marciano, e persegui-o. Precisava dele como de um testemunho. Mas, recusando o colóquio, desintegrou-se no ar constelado de problemas. E fiquei só em mim, de mim ausente. Carlos Drummond de Andrade Nova reunião. São Paulo: José Olympio, 1983   A pergunta formulada pelo marciano pode ser lida como uma projeção da consciência do próprio sujeito poético.   Um verso que também sugere essa projeção é:

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    UNICENTRO 2011

    Sou um homem arrasado. Doença? Não. Gozo perfeita saúde. O que estou é velho. Cinquenta anos pelo S. Pedro. Cinquenta anos perdidos, cinquenta anos gastos sem objetivo, a maltratar-me e a maltratar os outros. O resultado é que endureci, calejei, e não é um arranhão que penetra esta casca espessa e vem ferir cá dentro a sensibilidade embotada. Cinquenta anos! Quantas horas inúteis! Consumir-se uma pessoa a vida inteira sem saber para quê! Comer e dormir como um porco! Levantar-se cedo todas as manhãs e sair correndo, procurando comida! E depois guardar comida para os filhos, para os netos, para muitas gerações. Que estupidez! Que porcaria! Não é bom vir o diabo e levar tudo? RAMOS, Graciliano. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1979. p. 179-180.   Na percepção que constrói de si mesmo, o sujeito-narrador

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    PUC-RJ 2008

    Recordação Agora, o cheiro áspero das flores Leva-me os olhos por dentro de suas pétalas. Eram assim teus cabelos; Tuas pestanas eram assim, finas e curvas. As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo, tinham a mesma exalação de água secreta, de talos molhados, de pólen, de sepulcro e de ressurreição. E as borboletas sem voz dançavam assim veludosamente. Restitui-te na minha memória, por dentro das flores! Deixa virem teus olhos, como besouros de ônix, tua boca de malmequer orvalhado, e aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios, com suas estrelas e cruzes, e muitas coisas tão estranhamente escritas nas suas nervuras nítidas de folha, – e incompreensíveis, incompreensíveis. Fonte: MEIRELES, Cecília. Obra poética. Rio de Janeiro: José Aguilar Editora, 1972, p.154   As figuras de linguagem são utilizadas como recurso expressivo.  No poema de Cecília Meireles, constituem exemplo de Prosopopeia e de Sinestesia, respectivamente, as seguintes passagens:    

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    ENEM - 3 APLICACAO 2014

    O telefone tocou. — Alô? Quem fala?  — Como? Com quem deseja falar? — Quero falar com o sr. Samuel Cardoso. —  É ele mesmo. Quem fala, por obséquio? —  Não se lembra mais da minha voz, seu Samuel? Faça um esforço. —  Lamento muito, minha senhora, mas não me  lembro. Pode dizer-me de quem se trata? ANDRADE, C. D. Contos de aprendiz. Rio de Janeiro: José  Olympyo, 1958 (fragmento). Pela insistência em manter o contato entre o emissor e o  receptor, predomina no texto a função 

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    ITA 2015

    O poema abaixo, de Manuel Bandeira, pertence ao livro Lira dos cinquentanos.   Velha chácara A casa era por aqui... Onde? Procuro-a e não acho. Ouço uma voz que esqueci: É a voz deste mesmo riacho. Ah quanto tempo passou! (Foram mais de cinquenta anos.) Tantos que a morte levou! (E a vida... nos desenganos...) A usura fez tábua rasa Da velha chácara triste: Não existe mais a casa... – Mas o menino ainda existe.   O poema apresenta uma diferença entre I. o passado (a infância) e o presente (a velhice) vivido pelo eu lírico. II. um espaço puramente natural (o campo) e outro sociofamiliar (a casa). III. o que é desfeito pelo tempo (a casa) e o que ele não apaga (a lembrança). IV. a chácara (espaço ideal) e a cidade (espaço arrasado pela usura).   Estão corretas apenas:

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