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Exercícios de Modernismo no Brasil - 3ª Fase

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  1. 1. CEFET-MG 2013
    RETRATO, A SUA MANEIRA (João Cabral de Melo Neto) Magro entre pedras Calcárias possivel Pergaminho para A anotação gráfica O grafito Grave Nariz poema o Fêmur fraterno Radiografávei a Olho nu Árido Como o deserto E além Tu irmão totem aedo Exato e provável No friso do tempo Adiante Ave Camarada diamante! O texto acima estabelece, desde o titulo, um diálogo com a poesia de João Cabral de Melo Neto à medida que esse autor I. busca a objetividade, a concisão e o equilíbrio em seus versos. II. trabalha formalmente seus versos. sendo denominado de poeta-engenheiro. III. considera a pedra e a aridez como elementos para uma poética que prioriza os substantivos. IV. privilegia a composição antilirica como a poesia de Vinicius de Moraes. Estão corretas apenas as afirmativas
  2. 2. UNIFESP 2005
    Observe a figura a seguir A tela de Portinari - A criança morta - tematiza aspecto marcante da vida no sertão nordestino, frequentemente castigado pelas secas, pela miséria e pela fome. Os escritores que se dedicaram também a esse tema foram
  3. 3. UFRM 2004
    A questão a seguir refere-se às obras "A hora e vez de Augusto Matraga", de Guimarães Rosa (1946), e "A hora da estrela", de Clarice Lispector (1977). Pode-se afirmar que o final das duas narrativas revela o que é sugerido em seus títulos. Nesse sentido, a morte das personagens aparece como
  4. 4. FUVEST 2002
    A narração hesitante e digressiva, em constante auto-exame, não se limita apenas a registrar o sentimento de culpa do narrador, mas traduz, também, uma autocrítica radical, em que ele questiona sua própria posição de classe e, com ela, a própria literatura. Esta afirmação aplica-se a:
  5. 5. ENEM 2014
    O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. ROSA, J. G. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. No romance Grande sertão: veredas, o protagonista Riobaldo narra sua trajetória de jagunço. A leitura do trecho permite identificar que o desabafo de Riobaldo se aproxima de um(a):
  6. 6. ENEM 2017
    A obra de Rubem Valentim apresenta emblema que, baseando-se em signos de religiões afro-brasileiras, se transformam em produção artística. A obra Emblema 78 relaciona-se com o Modernismo em virtude da
  7. 7. UFRGS 2004
    Assinale com (V) verdadeiro ou (F) falso as afirmações abaixo, referentes ao romance "A Hora da Estrela", de Clarice Lispector. (   ) Embora o título principal do romance seja "A Hora da Estrela", a autora propõe uma série de títulos alternativos. (   ) Clarice evidencia preocupações incomuns em sua obra, como a reflexão sobre a linguagem e a busca do sentido secreto que se esconde por trás do aparentemente visível. (   ) Antes de iniciar o relato da história de Macabéa, o narrador faz comentários sobre as dificuldades inerentes ao ato de escrever e sobre os seus receios quanto ao destino da personagem que está criando. (   ) A narração do romance é feita por três vozes distintas: a de Rodrigo A. M., a de Macabéa e a de Olímpico. (   ) Uma das distrações de Macabéa, durante a madrugada, é ligar o radinho emprestado por uma colega de quarto e sintonizar a Rádio Relógio, que assinala com um tic-tac cada minuto. A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
  8. 8. ENEM 2017
    Declaração de amor Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa Ela não é fácil. Não é maleável. [...] A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes a galope. Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo em minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida. Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega. Se eu fosse muda e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas, como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida. LISPECTOR. C. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro Rocco, 1999 (adaptado).   O trecho em que Clarice Lispector declara seu amor pela língua portuguesa, acentuando seu caráter patrimonial e sua capacidade de renovação, é:
  9. 9. UFRGS 2004
    Assinale a alternativa INCORRETA em relação a João Cabral de Melo Neto.
  10. 10. PUC-SP 2003
    A respeito de "A Hora da Estrela", de Clarice Lispector, indique a alternativa que NÃO confirma as possibilidades narrativas do romance.
  11. 11. Espcex (Aman) 2013
    Leia o trecho abaixo, de "Morte e vida severina", de João Cabral de Melo Neto. "- Severino retirante, deixa agora que lhe diga: eu não sei bem a resposta da pergunta que fazia, se não vale mais saltar fora da ponte e da vida; (...) E não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-Ia desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica"  Quanto ao gênero literário, é correto afirmar que o fragmento lido é
  12. 12. UFPE 2001
    "Severino retirante, Deixe agora que lhe diga: Eu não sei bem a resposta Da pergunta que fazia Se não vale mais saltar Fora da ponte e da vida: Nem conheço essa resposta, Se quer mesmo que lhe diga; Ainda mais quando ela é Esta que vê, severina; Mas se responder não pude à pergunta que fazia, Ela, a vida, a respondeu Com sua presença viva."  (João Cabral de Melo Neto: "Morte e vida severina") Sobre o poema de João Cabral, assinale a alternativa INCORRETA.
  13. 13. UFRGS 2005
    Assinale a afirmação correta em relação à obra "Primeiras Estórias", de Guimarães Rosa.
  14. 14. PUC-SP 2006
    A respeito do conto "Sagarana" de João Guimarães Rosa, é INCORRETO afirmar que
  15. 15. ENEM 2018
    ROSA, R. Grande sertão: veredas: adaptação da obra de João Guimarães Rosa. São Paulo: Globo, 2014 (adaptado). A imagem integra uma adaptação em quadrinhos da obra Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Na representação gráfica, a inter-relação de diferentes linguagens caracteriza-se por
  16. 16. ENEM 2016
    Antiode   Poesia, não será esse o sentido em que ainda te escrevo:   flor! (Te escrevo: flor! Não uma flor, nem aquela flor-virtude – em disfarçados urinóis).   Flor é a palavra flor; verso inscrito no verso, como as manhãs no tempo.   Flor é o salto da ave para o voo: o salto fora do sono quando seu tecido se rompe; é uma explosão posta a funcionar, como uma máquina, uma jarra de flores.   MELO NETO, J. C. Psicologia da composição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997 (fragmento).    A poesia é marcada pela recriação do objeto por meio da linguagem, sem necessariamente explicá-lo. Nesse fragmento de João Cabral de Melo Neto, poeta da geração de 1945, o sujeito lírico propõe a recriação poética de  
  17. 17. UFRGS 2018
    Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas dos trechos abaixo, adaptados de A hora da estrela, de Clarice Lispector.   Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei, embora obrigado a usar as palavras que vos sustentam. A história – determino com falso livre-arbítrio – vai ter uns sete personagens e eu sou um dos mais importantes deles, é claro. Eu, __________. Relato antigo, este, pois não quero ser modernoso e inventar modismos à guisa de originalidade. Assim é que experimentarei contra os meus hábitos uma história com começo, meio e “gran finale” seguido de silêncio e de chuva caindo. [...] __________ trabalhava de operário numa metalúrgica e ela nem notou que ele não se chamava de “operário” e sim de “metalúrgico”. ___________ ficava contente com a posição social dele porque também tinha orgulho de ser datilógrafa, embora ganhasse menos de um salário mínimo. Mas eles eram alguém no mundo. “Metalúrgico e datilógrafa” formavam um casal de classe.  
  18. 18. ENEM PPL 2018
    Ela parecia pedir socorro contra o que de algum modo involuntariamente dissera. E ele com os olhos miúdos quis que ela não fugisse e falou: — Repita o que você disse, Lóri. — Não sei mais. — Mas eu sei, eu vou saber sempre. Você literalmente disse: um dia será o mundo com sua impersonalidade soberba versus a minha extrema individualidade de pessoa, mas seremos um só. — Sim. Lóri estava suavemente espantada. Então isso era a felicidade. De início se sentiu vazia. Depois seus olhos ficaram úmidos: era felicidade, mas como sou mortal, como o amor pelo mundo me transcende. O amor pela vida mortal a assassinava docemente, aos poucos. E o que é que eu faço? Que faço da felicidade? Que faço dessa paz estranha e aguda, que já está começando a me doer como uma angústia, como um grande silêncio de espaços? A quem dou minha felicidade, que já está começando a me rasgar um pouco e me assusta? Não, não quero ser feliz. Prefiro a mediocridade. Ah, milhares de pessoas não têm coragem de pelo menos prolongar-se um pouco mais nessa coisa desconhecida que é sentir-se feliz e preferem a mediocridade. Ela se despediu de Ulisses quase correndo: ele era o perigo.  LISPECTOR, C. Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1990.   A obra de Clarice Lispector alcança forte expressividade em razão de determinadas soluções narrativas.  No fragmento, o processo que leva a essa expressividade fundamenta-se no  
  19. 19. ENEM PPL 2016
    Apuram o passo, por entre campinas ricas, onde pastam ou ruminam outros mil e mais bois. Mas os vaqueiros não esmorecem nos eias e cantigas, porque a boiada ainda tem passagens inquietantes: alarga-se e recomprime-se, sem motivo, e mesmo dentro da multidão movediça há giros estranhos, que não os deslocamentos normais do gado em marcha — quando sempre alguns disputam a colocação na vanguarda, outros procuram o centro, e muitos se deixam levar, empurrados, sobrenadando quase, com os mais fracos rolando para os lados e os mais pesados tardando para trás, no coice da procissão.   – Eh, boi lá!... Eh-ê-ê-eh, boi!... Tou! Tou! Tou...   As ancas balançam, e as vagas de dorsos, das vacas e touros, batendo com as caudas, mugindo no meio, na massa embolada, com atritos de couros, estralos e guampas, estrondos e baques, e o berro queixoso do gado junqueira, de chifres imensos, com muita tristeza, saudade dos campos, querência dos pastos de lá do sertão...   "Um boi preto, um boi pintado,   cada um tem sua cor.   Cada coração um jeito   de mostrar seu amor".   Boi bem bravo, bate baixo, bota baba, boi berrando... Dança doido, dá de duro, dá de dentro, dá direito...   Vai, vem, volta, vem na vara, vai não volta, vai varando...   ROSA J. G. O burrinho pedrês. Sagarana. Rio de Janeiro: José Olympio, 1968.     Próximo do homem e do sertão mineiros, Guimarães Rosa criou um estilo que ressignifica esses elementos. O fragmento expressa a peculiaridade desse estilo narrativo, pois  
  20. 20. ENEM 2011
    Quem é pobre, pouco se apega, é um giro-o-giro no vago dos gerais, que nem os pássaros de rios e lagoas. O senhor vê:  o Zé-Zim, o melhor meeiro meu aqui, risonho e habilidoso. Pergunto: – Zé-Zim, por que é que você não cria galinhas-d’angola, como todo o mundo faz? – Quero criar nada não... – me deu resposta: -Eu gosto muito de mudar. […] Belo um dia, ele tora. Ninguém discrepa. Eu, tantas, mesmo digo. Eu dou proteção. […] Essa não faltou também à minha mãe, quando eu era menino, no sertãozinho de minha terra. […] Gente melhor do lugar eram todos dessa família Guedes, Jidião Guedes; quando saíram de lá, nos trouxeram junto, minha mãe e eu. Ficamos existindo em território baixio da Sirga, da outra banda, ali onde o de – Janeiro vai no São Francisco, o senhor sabe. ROSA, J. G. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: José Olympio (fragmento). Na passagem citada, Riobaldo expõe uma situação decorrente de uma desigualdade social típica das áreas rurais brasileiras marcadas pela concentração de terras e pela relação de dependência entre agregados e fazendeiros. No texto, destaca-se essa relação porque o personagem-narrador  
  21. 21. FUVEST 2009
    Vestindo água, só saído o cimo do pescoço, o burrinho tinha de se enqueixar para o alto, a salvar também de fora o focinho. Uma peitada. Outro tacar de patas. Chu-áa! Chu-áa... - ruge o rio, como chuva deitada no chão. Nenhuma pressa! Outra remada, vagarosa. No fim de tudo, tem o pátio, com os cochos, muito milho, na Fazenda; e depois o pasto: sombra, capim e sossego... Nenhuma pressa. Aqui, por ora, este poço doido, que barulha como um fogo, e faz medo, não é novo: tudo é ruim e uma só coisa, no caminho: como os homens e os seus modos, costumeira confusão. É só fechar os olhos. Como sempre. Outra passada, na massa fria. E ir sem afã, à voga surda, amigo da água, bem com o escuro, filho do fundo, poupando forças para o fim. Nada mais, nada de graça; nem um arranco, fora de hora. Assim. João Guimarães Rosa. O burrinho pedrês, Sagarana.   Como exemplos da expressividade sonora presente nesse excerto, podemos citar a onomatopeia, em "Chu-áa! Chu-áa...", e a fusão de onomatopeia com aliteração, em:
  22. 22. UNEMAT 2010
    Leia os excertos do conto “A hora e vez de Augusto Matraga”, da obra Sagarana, de Guimarães Rosa. I. “E também no setor sul estalara, pouco antes, um mal entendido, de um sujeito com a correia desafivelada – lept!... lept!... -, com um outro pedindo espaço, para poder fazer sarilho com o pau.” (p.321) II. “– Eu vou p’ra o céu, e vou mesmo, por bem ou por mal!... – E a minha vez há de chegar... P’ra o céu eu vou, nem que seja a porrete!...”(p.337) III. “Um vento frio, no fim do calor do dia... Na orilha do atoleiro, a saracura fêmea gritou, pedindo três potes, três potes, três potes para apanhar água” (p.343) IV. “Todos tinham muita pressa: os únicos que interromperam, por momentos, a viagem, foram os alegres tuins, os minúsculos tuins de cabeçinhas amarelas, que não levam nada a sério, e que choveram nos pés de mamão e fizeram recreio, aos pares, sem sustar o alarido – rrrl-rrril! Rrrl-rrril!...” (p.352-3) V. “Uma tarde cruzou, em pleno chapadão, com um bode amarelo e preto, preso por uma corda e puxando, na ponta da corda, um cego, esguio e meio maluco.” (p.356)   Assinale a alternativa correta que contempla os fragmentos em que o autor faz uso da figura de linguagem denominada onomatopéia.
  23. 23. UEFS 2015
    O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito — por coragem. Será? Era o que eu às vezes achava. ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 449.   O texto em destaque é um fragmento da obra Grande Sertão: veredas, do escritor modernista Guimarães Rosa. Segundo as reflexões do sujeito narrador Riobaldo, a vida pode ser vista como
  24. 24. UNESPAR 2011
    Característica da narrativa de Clarice Lispector, a técnica literária do fluxo de consciência intercepta presente e passado, quebrando os limites espaço-temporais. No fluxo de consciência há uma quebra da narrativa linear, onde já não é tão claro distinguir entre as lembranças da personagem e a situação presentemente narrada. Ainda, é quando o narrador endereça a composição para o pensamento de seus personagens, acompanhando-os mais de perto como a suas sensações. As personagens ficam mergulhadas em si mesmas. O trecho que exemplifica esta técnica é:
  25. 25. ENEM PPL 2011
    Morte e vida Severina Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida: na mesma cabeça grande que a custo é que se equilibra, no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas finas, e iguais também porque o sangue que usamos tem pouca tinta. E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte Severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta de emboscada antes dos vinte, de fome um pouco por dia. MELO NETO, J. C. Obra completa. Rio Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (fragmento). Nesse fragmento, parte de um auto de Natal, o poeta retrata uma situação marcada pela
  26. 26. ENEM 2011
    TEXTO I O meu nome é Severino,   não tenho outro de pia.  Como há muitos Severinos,  que é santo de romaria,   deram então de me chamar  Severino de Maria;  como há muitos Severinos  com mães chamadas Maria,  fiquei sendo o da Maria  do finado Zacarias,   Mas isso ainda diz pouco:   há muitos na freguesia,   por causa de um coronel   que se chamou Zacarias   e que foi o mais antigo   senhor desta sesmaria.   Como então dizer quem falo   ora a Vossas Senhorias?   MELO NETO, J. C. Obra Completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1994 (fragmento).   TEXTO II João Cabral, que já emprestara sua voz ao rio, transfere-a, aqui, ao retirante Severino, que, como o Capibaribe, também segue no caminho do Recife. A autoapresentação do personagem, na fala inicial do texto, nos mostra um Severino que, quanto mais se define, menos se individualiza, pois seus traços biográficos são sempre partilhados por outros homens. SECCHIN, A. C. João Cabral: a poesia do menos. Rio de Janeiro: Topbooks, 1999 (fragmento).   Com base no trecho de Morte e Vida Severina (Texto I) e na análise crítica (Texto II), observa-se que a relação entre o texto poético e o contexto social a que ele faz referência aponta para um problema social expresso literariamente pela pergunta “Como então dizer quem fala / ora a Vossas Senhorias?”. A resposta à pergunta expressa no poema é dada por meio da
  27. 27. UNIFESP 2014
    O nada que é     Um canavial tem a extensão ante a qual todo metro é vão.   Tem o escancarado do mar que existe para desafiar   que números e seus afins possam prendê-lo nos seus sins.   Ante um canavial a medida métrica é de todo esquecida,   porque embora todo povoado povoa-o o pleno anonimato   que dá esse efeito singular: de um nada prenhe como o mar. (João Cabral de Melo Neto. Museu de tudo e depois, 1988.)     Ao comparar o canavial ao mar, a imagem construída pelo eu lírico formaliza-se em
  28. 28. PUC-PR 2015
    No conto Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector, a protagonista termina a narrativa com a seguinte frase: “Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante”. LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro, Rocco, 1998. Com base nessa frase, assinale a alternativa CORRETA.
  29. 29. UNESPAR 2010
    Sobre a poesia concreta é correto afirmar que:
  30. 30. FCMMG 2006
    O crítico Augusto de Campos observa que Guimarães Rosa utiliza-se de uma sintaxe telegráfica, praticando uma espécie de estenografia literária. Os trechos, de Grande sertão: veredas, confirmam isso, EXCETO:
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