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  1. 61

    FGV-SP 2011

    Herdeiro já era muito; mas universal... Esta palavra inchava as bochechas à herança. Herdeiro de tudo, nem uma colherinha menos. E quanto seria tudo? Ia ele pensando. Casas, apólices, ações, escravos, roupa, louça, alguns quadros, que ele teria na Corte, porque era homem de muito gosto, tratava de coisas de arte com grande saber. E livros? devia ter muitos livros, citava muitos deles. Mas em quanto andaria tudo? Cem contos? Talvez duzentos. Era possível; trezentos mesmo não havia que admirar. Trezentos contos! trezentos! E o Rubião tinha ímpetos de dançar na rua. Depois aquietava-se; duzentos que fossem, ou cem, era um sonho que Deus Nosso Senhor lhe dava, mas um sonho comprido, para não acabar mais. A lembrança do cachorro pôde tomar pé no torvelinho de pensamentos que iam pela cabeça do nosso homem. Rubião achava que a cláusula era natural, mas desnecessária, porque ele e o cão eram dois amigos, e nada mais certo que ficarem juntos, para recordar o terceiro amigo, o extinto, o autor da felicidade de ambos. Havia, sem dúvida, umas particularidades na cláusula, uma história de urna, e não sabia que mais; mas tudo se havia de cumprir, ainda que o céu viesse abaixo... Não, com a ajuda de Deus, emendava ele. Bom cachorro! Excelente cachorro!   Rubião não esquecia que muitas vezes tentara enriquecer com empresas que morreram em flor. Supôs-se naquele tempo um desgraçado, um caipora, quando a verdade era que “mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga”. Tanto não era impossível enriquecer, que estava rico.   — Impossível, o quê? exclamou em voz alta. Impossível é a Deus pecar. Deus não falta a quem promete.   Destes comentários críticos sobre diferentes obras de Machado de Assis, o que se refere ao romance a que pertence o texto é:  

  2. 62

    UEMS 2006

    Tecendo um paralelo entre o romantismo e o realismo é correto afirmar que:   I. Poemas como Canção do exílio, Navio negreiro: tragédia no mar e Idéias íntimas são representações de que o romantismo brasileiro é uma tendência extremamente objetiva. Já o Realismo é uma tendência muito mais emotiva e idealista como pode ser observado, por exemplo, em obras como Esaú e Jacó e, sobretudo, em Memorial de Aires, ambas de Machado de Assis. II. As duas escolas apresentam uma visão ideal diante da figura humana. Essa postura explica a excessiva emotividade e a correlação dos personagens ao paralelo ideal provindo dos clássicos. III. O Romantismo tende ao ideal, já o realismo é marcado por uma visão mais objetiva diante da figura humana e da sociedade. Personagens como o Conselheiro Aires, em Memorial de Aires, exemplificam a distância entre os dois movimentos. Enquanto o romantismo tende a amenizar as diferenças individuais optando pelo apaziguamento das tensões, o realismo intensifica essas tensões, fato que oportuniza a forte crítica social presente no movimento.   Assinale a alternativa que contém a(s) afirmação(ões) correta(s):

  3. 63

    MACKENZIE 2014

    Capítulo III O zunzum chegava ao seu apogeu. A fábrica de massas italianas, ali mesmo da vizinhança, começou a trabalhar, engrossando o barulho com o seu arfar monótono de máquina a vapor. As corridas até à venda reproduziam-se, transformando-se num verminar constante de formigueiro assanhado. Agora, no lugar das bicas apinhavam-se latas de todos os feitios, sobressaindo as de querosene com um braço de madeira em cima; sentia-se o trapejar da água caindo na folha. Algumas lavadeiras enchiam já as suas tinas; outras estendiam nos coradouros a roupa que ficara de molho. Principiava o trabalho. Rompiam das gargantas os fados portugueses e as modinhas brasileiras. Um carroção de lixo entrou com grande barulho de rodas na pedra, seguido de uma algazarra medonha algaraviada pelo carroceiro contra o burro. Aluísio Azevedo, O Cortiço, 1890     A partir do fragmento de O Cortiço, de Aluísio Azevedo, verifica-se que

  4. 64

    UNESP 2012

    A questão toma por base um fragmento de uma crônica de Eça de Queirós (1845-1900) escrita em junho de 1871.     Uma campanha alegre, IX     Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este singular estado:   Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder, trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos, como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.   Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder, esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da Fazenda, a ruína do País!   Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses do País.   Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se, para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros liberais, e os interesses do País!   Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de té- dio — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.   Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...   Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas vota- ções mais hostis...   Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa constitucional do poder moderador...   E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai, feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto** tão triunfante!   (*) Pela: bola. (**) Chouto: trote miúdo. (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)     Considerando que o último parágrafo do fragmento representa uma ironia do cronista, seu significado contextual é:

  5. 65

    FUVEST 2010

    [José Dias] Teve um pequeno legado no testamento, uma apólice e quatro palavras de louvor. Copiou as palavras, encaixilhou-as e pendurou-as no quarto, por cima da cama. “Esta é a melhor apólice”, dizia ele muita vez. Com o tempo, adquiriu certa autoridade na família, certa audiência, ao menos; não abusava, e sabia opinar obedecendo. Ao cabo, era amigo, não direi ótimo, mas nem tudo é ótimo neste mundo. E não lhe suponhas alma subalterna; as cortesias que fizesse vinham antes do cálculo que da índole. A roupa durava-lhe muito; ao contrário das pessoas que enxovalham depressa o vestido novo, ele trazia o velho escovado e liso, cerzido, abotoado, de uma elegância pobre e modesta. Era lido, posto que de atropelo, o bastante para divertir ao serão e à sobremesa, ou explicar algum fenômeno, falar dos efeitos do calor e do frio, dos polos e de Robespierre. Contava muita vez uma viagem que fizera à Europa, e confessava que a não sermos nós, já teria voltado para lá; tinha amigos em Lisboa, mas a nossa família, dizia ele, abaixo de Deus, era tudo. Machado de Assis, Dom Casmurro.   No texto, o narrador diz que José Dias “sabia opinar obedecendo”. Considerada no contexto da obra, essa característica da personagem é motivada, principalmente, pelo fato de José Dias ser

  6. 66

    UNEMAT 2010

    Assinale a alternativa em que a obra indicada se filia ao nacionalismo romântico.

  7. 67

    UNEMAT 2010

    “O primeiro cearense, ainda no berço, emigrava da terra da pátria. Havia aí a predestinação de uma raça?” (p.86). Essa reflexão, sob a forma de pergunta, o autor______________ faz a si mesmo (com toda propriedade, e por motivos que podemos interpretar como pessoais), ao finalizar o romance_____________. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas:

  8. 68

    ESPM 2011

    CAPÍTULO IV / UM DEVER AMARÍSSIMO   José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às ideias; não as havendo, servir a prolongar as frases. (Machado de Assis, Dom Casmurro)   José Dias, caracterizado como o homem dos superlativos, é uma paródia, uma caricatura da expressão verbal pomposa e oca, da subliteratura dos salões. Sua retórica exagerada configura um discurso redundante, reduto de clichês, lugares comuns, adjetivos e advérbios inexpressivos (Fernando Teixeira). Das frases proferidas pela personagem, assinale a que não necessariamente se enquadra na definição acima:

  9. 69

    UEL 2005

    A próxima questão refere-se ao texto a seguir, extraído do sexto capítulo de Quincas Borba (1892), de Machado de Assis (1839-1908).   “Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.” (ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Quincas Borba. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. p. 648-649.)   O Humanitismo, filosofia criada por Quincas Borba, é revelador:

  10. 70

    UPE 2016

    Machado de Assis e Aluísio Azevedo, no mesmo ano, 1881, deram início, respectivamente, ao Realismo e Naturalismo no Brasil. O primeiro, com Memórias Póstumas de Brás Cubas e o segundo, com O Mulato, embora o Cortiço é que tenha celebrizado o autor maranhense. Sobre esses movimentos literários, aos quais pertencem os textos, leia o que se segue:   Texto 1 Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas Memórias Póstumas    Texto 2 Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.   Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo. Como que se sentiam ainda na indolência de neblina as derradeiras notas da última guitarra da noite antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido em terra alheia.   Roupa lavada, que ficara de véspera nos coradouros, umedecia o ar e punha-lhe um farto acre de sabão ordinário. As pedras do chão, esbranquiçadas no lugar da lavagem e em alguns pontos azuladas pelo anil, mostravam uma palidez grisalha e triste, feita de acumulações de espumas secas. Entretanto, das portas surgiam cabeças congestionadas de sono; ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas; pigarreava-se grosso por toda a parte; começavam as xícaras a tilintar; o cheiro quente do café aquecia, suplantando todos os outros; trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras, os bons-dias; reatavam-se conversas interrompidas à noite; a pequenada cá fora traquinava já, e lá dentro das casas vinham choros abafados de crianças que ainda não andam. No confuso rumor que se formava, destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam, sem se saber onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas. De alguns quartos saíam mulheres que vinham pendurar cá fora, na parede, a gaiola do papagaio, e os louros, à semelhança dos donos, cumprimentavam-se ruidosamente, espanejando-se à luz nova do dia.   Daí a pouco, em volta das bicas, era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se.   As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário, metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. As portas das latrinas não descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá dentro e vinham ainda amarrando as calças ou as saias; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fundos, por detrás da estalagem ou no recanto das hortas.   O rumor crescia, condensando-se; o zunzum de todos os dias acentuava-se; já se não destacavam vozes dispersas, mas um só ruído compacto que enchia todo o cortiço. [...]   Analise as afirmativas a seguir:   I. O texto 1 é a dedicatória de Brás Cubas, que inicia suas memórias póstumas. Nessa obra, o autor textual e narrador ironicamente dedica suas memórias aos vermes. Trata-se de um aspecto inerente à estética romântica, uma vez que nela encontra-se subjacente a ideia de morte. II. No texto 2, o narrador descreve o comportamento da coletividade que forma o Cortiço. Notese que nele há o privilégio do coletivo sobre o individual, elemento peculiar ao Romantismo, o que não surpreende o leitor, dado que o autor abraçou tanto a estética romântica quanto a realista. III. Os dois textos, embora escritos por autores diferentes, apresentam as mesmas tendências estéticas. Ambos são realistas e criticam o comportamento da burguesia que vivia na ociosidade explorando os menos favorecidos. IV. O texto 1 tem por narrador a personagem principal que conta a sua própria história e o faz com a “tinta da galhofa e a pena da melancolia”, utilizando-se de um gracejo de tom cômico, próximo do humor negro de origem inglesa. V. No texto 2, o relato é de um narrador observador que apresenta os acontecimentos de um ponto de vista neutro, porque não se envolve nem faz parte da história narrada. Seu discurso volta-se para a análise dos elementos deterministas e das patologias sociais, o que faz de O Cortiço um texto naturalista.   Está CORRETO apenas o que se afirma em

  11. 71

    UEMS

    Considerando-se os cenários, ou ambientes, em que se passam os acontecimentos narrados em O crime do padre Amaro, é CORRETO afirmar que eles

  12. 72

    ACAFE 2015

    Correlacione a primeira coluna com a segunda coluna, considerando os fragmentos de texto retirados das obras relacionadas para o Concurso Vestibular ACAFE 2015 e os respectivos autores. COLUNA 1 ( 1 ) “O feio apaixonado não pensava em outra coisa a não ser na Maria. No trabalho, nas refeições, no sono, enfim estava preso na gaiola de cana da Maria. Pensou em remeter-lhe uma carta, depois um bilhete, em ir na casa dela e apresentar-se como namorado. E assim pensando, veio-lhe a ideia de mandar o coração de Pãopor-Deus para ela.” ( 2 ) “– Seu José, mestre carpina, / que habita este lamaçal, / sabe me dizer se o rio / a esta altura dá vau? / Sabe me dizer se é funda / esta água grossa e carnal?” ( 3 ) “Sobre a cama estava um exemplar de Última Hora, o único jornal importante que defendia o presidente. Na primeira página, uma caricatura de Carlos Lacerda. O artista, acentuando os óculos de aros escuros e o nariz aquilino do jornalista, desenhara um corvo sinistro trepado num poleiro.” ( 4 ) “Era assim, com essa melodia do velho drama de Judá, que procuravam um ao outro na cabeça do Cônego Matias um substantivo e um adjetivo... Não me interrompas, leitor precipitado; sei que não acreditas em nada do que vou dizer. Di-lo-ei, contudo, a despeito da tua pouca fé, porque o dia da conversão pública há de chegar.” COLUNA 2 ( ) João Cabral de Melo Neto ( ) Machado de Assis ( ) Franklin Cascaes. ( ) Rubem Fonseca A sequência correta, de cima para baixo, é: 

  13. 73

    MACKENZIE 2012

    Texto I Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos [...]. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam [...]. E assim, pouco a pouco, se foram reformando todos os seus hábitos singelos de aldeão português: e Jerônimo abrasileirou-se. (Aluísio Azevedo, O cortiço) Texto II Atravessa a vida entre ciladas, surpresas repentinas de uma natureza incompreensível, e não perde um minuto de tréguas. É o batalhador perenemente combalido e exausto, perenemente audacioso e forte [...]. Reflete, nestas aparências que se contrabatem, a própria natureza que o rodeia. (Euclides da Cunha, Os sertões)   Texto III Vivia longe dos homens, só se dava bem com os animais. Os seus pés duros quebravam espinhos e não sentiam a quentura da terra. Montado, confundia-se com o cavalo, grudava-se a ele. E falava uma linguagem cantada, monossilábica e gutural, que o companheiro entendia. (Graciliano Ramos, Vidas secas)    Considere as seguintes afirmações acerca dos textos I, II e III: I. Nos três fragmentos o narrador descreve aspectos físicos e comportamentais de personagens do sertão brasileiro, marcados pela vida agreste e miserável. II. Embora publicadas em contextos diferentes, as respectivas obras se enquadram no mesmo estilo de época: o Realismo. III. Nos três fragmentos revela-se uma concepção determinista do homem.   Assinale:

  14. 74

    UP 2015

    Lucíola, de José de Alencar, é um romance representativo do Romantismo, mas se aproxima do que viria a ser a estética do Realismo. Assinale a alternativa correta no que diz respeito à identificação adequada de traços realistas em Lucíola.   

  15. 75

    UEG 2004

    A respeito da obra Contos, de Machado de Assis, é possível dizer que ela

  16. 76

    UFAM 2010

    Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente, uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio d’água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas das mãos. AZEVEDO, Aluísio de. O Cortiço. São Paulo: Martins Fontes, 1968.   Esse fragmento pertence a O Cortiço, obra emblemática do Naturalismo. São características desse fragmento, típicas desse movimento literário, entre outras,

  17. 77

    UNEMAT 2008

    O Realismo foi uma escola literária que tinha como proposta representar com fidelidade a realidade, com base nos pressupostos científicos e conceitos da época. Assinale a alternativa que NÃO está de acordo com essa afirmação.

  18. 78

    UNICENTRO 2010

    São características do Realismo I. apresentar o caráter das personagens, com interpretação científica (psicológica) das emoções e problemas do homem – um ser atuante, vivo e dinâmico; II. explorar os “detalhes”, reunindo-os harmoniosamente, para criar um efeito fiel de uma realidade; III. encarar a vida como ela é, buscando darlhe um sentido através dos fatos que se interligam. O momento presente é prioritário. Nele está o ser humano, com seus conflitos e o relacionamento com o ambiente que o cerca.

  19. 79

    UPE 2011

    Considerando a escola literária Realismo, assinale as afirmativas a seguir:   I. Na prosa realista, diferentemente da estética literária que a antecedeu, uma das características mais evidentes é o desejo e a necessidade do autor de buscar e encontrar, na linguagem verbal, representação fiel à realidade na sua concretude mais exata. II. Memórias de um Sargento de Milícias é um romance considerado de transição entre a estética romântica e a estética realista, todavia as características da estética realista, no desenvolvimento da história, em sua totalidade, são predominantes. III. No romance O Cortiço, Aluísio Azevedo inaugura no Brasil, as linhas diretrizes que irão nortear toda a escola literária realista, fazendo notar que o subjetivismo, o nacionalismo ufanista, o sentimentalismo e o Mal do século são questões pouco relevantes. IV. Memórias Póstumas de Brás Cubas, também em razão de sua temática e da maneira como é narrado, ilustra as pretensões de Machado de Assis no que diz respeito à crítica social que é feita aos costumes e ao comportamento da época. V. O Realismo emerge no Brasil, sob o seguinte lema: A linguagem romântica consegue retratar a realidade da vida tal qual a vida é. Isso implica dizer que o Realismo precisa se aproximar da estética romântica, visando alcançar seus objetivos literários.   Estão CORRETAS

  20. 80

    FUVEST 2015

    E Jerônimo via e escutava, sentindo ir-se-lhe toda a alma pelos olhos enamorados. Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela saudade da terra, picando-lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca. Aluísio Azevedo, O cortiço.   O efeito expressivo do texto – bem como seu pertencimento ao Naturalismo em literatura – baseiam-se amplamente no procedimento de explorar de modo intensivo aspectos biológicos da natureza. Entre esses procedimentos empregados no texto, só NÃO se encontra a

  21. 81

    UNIPAM 2013

    O leitor ideal, de Mário Quintana   O leitor ideal para o cronista seria aquele a quem bastasse uma frase. Uma frase? Que digo? Uma palavra! O cronista escolheria a palavra do dia: “Árvore”, por exemplo, ou “Menina”. Escreveria essa palavra bem no meio da página, com espaço em branco para todos os lados, como um campo aberto para os devaneios do leitor. Imaginem só uma meninazinha solta no meio da página. Sem mais nada. Até sem nome. Sem cor de vestido nem de olhos. Sem se saber para onde ia... Que mundo de sugestões e de poesia para o leitor! E que cúmulo de arte a crônica! Pois bem sabeis que arte é sugestão... E se o leitor nada conseguisse tirar dessa obra-prima, poderia o autor alegar, cavilosamente, que a culpa não era do cronista. Mas nem tudo estaria perdido para esse hipotético leitor fracassado, porque ele teria sempre à sua disposição, na página, um considerável espaço em branco para tomar seus apontamentos, fazer os seus cálculos ou a sua fezinha... Em todo caso, eu lhe dou de presente, hoje, a palavra “Ventania”. Serve? (QUINTANA, Mário. Porta giratória. São Paulo: Globo, 1988)   Esse texto de Mário Quintana classifica-se como

  22. 82

    UFMG 2007

    Com base na leitura de Quincas Borba, de Machado de Assis, é CORRETO afirmar que o narrador do romance

  23. 83

    UPF 2016

    Sobre o conto “O alienista”, que integra os Contos definitivos, de Machado de Assis, apenas é incorreto afirmar que:

  24. 84

    UNAMA 2007

    No conto “O Alienista”, Machado de Assis analisa a medicina que mais tarde seria chamada de psiquiátrica e concretiza a tese da impossibilidade de estabelecer limites entre a loucura e a razão.    Assinale a alternativa em que o fragmento poético repercute a tese machadiana sobre a loucura.

  25. 85

    MILTON CAMPOS 2014

    Assinale o trecho de O alienista em que melhor se verifica a instabilidade dos movimentos políticos:

  26. 86

    FATEC 2012

    Em 2009, a Escola Estadual D. Pedro I, na aldeia Betânia, onde vivem cinco mil ticunas (estima-se que haja 32 mil ticunas vivendo no Alto Solimões, entre a Amazônia brasileira, a colombiana e a peruana), ficou na rabeira do Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio. O colégio, frequentado por 600 jovens representantes da etnia, ostentou o último lugar. “Há dois ou três anos, todos os professores eram de  fora da aldeia, A Organização Geral dos Professores Ticuna Bilíngues foi formando professores indígenas, e o quadro mudou. Nossa escola é muito boa. Tem um ponto de internet. Há dois anos, temos eletricidade. Nosso problema é a língua. Das regiões de Tefé a Tabatinga, predomina a etnia ticuna. Eu acho que justifica lutar por uma universidade ticuna”, diz Saturnino, um dos poucos fluentes em português na aldeia Betânia.   São índios. Mas não adoram o Sol, a Lua, as estrelas, os animais, as árvores. Praticam, sim, com afinco, a religião batista, imposta por um missionário americano, o pastor Eduardo – provavelmente, Edward – que passou por ali, pelo Alto Solimões, a região mais isolada da Amazônia, no amanhecer dos anos 60. São brasileiros, amazonenses, porém não assistem à novela das oito nem ouvem sertanejo universitário. Eles se ligam na TV colombiana e escutam música importada do país vizinho, que ecoa estrondosa dos casebres de madeira. O único sinal de que devem passear de vez em quando pela Globo é o penteado do Neymar enfeitando as cabeleiras escorridas e negras. Não falam português fluentemente. As crianças nem sequer entendem. A língua dos bate-papos animados é o ticuna. No entanto, são obrigados a aprender matemática, química, física, história, geografia etc. na língua-pátria. Uma situação insólita: na língua que não dominam, o português, os jovens precisam ler e escrever – e prestar exames. E, na língua que dominam, o ticuna, também encontram limitações na leitura e na escrita, por tratar-se de uma língua de tradição oral. Assim caminha a juventude ticuna: soterrada numa salada de identidades.   A informação – “São índios. Mas não adoram o Sol, a Lua, as estrelas, os animais, as árvores.” – é uma  negativa ao estereótipo indígena presente nas obras do Indianismo, primeira fase do período literário cuja  preocupação era a valorização das raízes históricas brasileiras e, por consequência, da soberania nacional.   Assinale a alternativa que nomeia esse período.  

  27. 87

    UFRGS 2015

    Assinale a alternativa correta sobre a obra de Machado de Assis.

  28. 88

    UNIFESP 2011

    As provocações no recreio eram frequentes, oriundas do enfado; irritadiços todos como feridas; os inspetores a cada passo precisavam intervir em conflitos; as importuações andavam em busca das suscetibilidades; as suscetibilidades a procurar a sarna das impor tunações. Viam de joelhos o Franco, puxavamlhe os cabelos. Viam Rômulo passar, lançavam-lhe o apelido: mestre-cuca! Esta provocação era, além de tudo, inverdade. Cozinheiro, Rômulo! Só porque lembrava culinária, com a carnosidade bamba, fofada dos pastelões, ou porque era gordo das enxúndias enganadoras dos fregistas, dissolução mórbida de sardinha e azeite, sob os aspectos de mais volumosa saúde? (...)   Rômulo era antipatizado. Para que o não manifestassem excessivamente, fazia-se temer pela brutalidade. Ao mais insignificante gracejo de um pequeno, atirava contra o infeliz toda a corpulência das infiltrações de gordura solta, desmoronava-se em socos. Dos mais fortes vingava-se, resmungando intrepidamente.   Para desesperá-lo, aproveitavam-se os menores do escuro. Rômulo, no meio, ficava tonto, esbravejando juras de morte, mostrando o punho. Em geral procurava reconhecer algum dos impertinentes e o marcava para a vindita. Vindita inexorável.   No decorrer enfadonho das últimas semanas, foi Rômulo escolhido, principalmente, para expiatório do desfastio. Mestre-cuca! Via-se apregoado por vozes fantásticas, saídas da terra; mestre-cuca! Por vozes do espaço rouquenhas ou esganiçadas. Sentava-se acabrunhado, vendo se se lembrava de haver tratado panelas.  É slgum dia na vida; a unanimidade impressionava. Mais frequentemente, entregava-se a acessos de raiva. Arremetia bufando, espumando, olhos fechados, punhos para trás, contra os grupos. Os rapazes corriam a rir, abrindo caminho, deixando rolar adiante aquela ambulância danada de elefantíase. (Raul Pompecia. O Ateneu.)   Indique a alternativa em que os fragmentos selecionados exemplificam, respectivamente, a manifestação clara do ponto de vista do narrador e a opinião do grupo, a propósito de Rômulo.

  29. 89

    MILTON CAMPOS 2015

    Leia o trecho que inicia o conto O alienista.   “As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia. - A Ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo.” (ASSIS, Machado de. O alienista. São Paulo: Ática, 2004. p.9)   O discurso direto presente no trecho sugere que

  30. 90

    FGV-SP 2011

    Capítulo primeiro / Óbito do autor Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco. Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas. Contribui decisivamente para o efeito expressivo do texto o fato de o narrador exagerar em sua

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