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Resumo de Conhecimento e Verdade na Filosofia Antiga - Filosofia

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AULA 1

Pré-Socráticos: Conhecimento e Verdade

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Heráclito:

 

  • Tudo está em constante mudança e transformação;

  • Como tudo está em movimento, todas as coisas são mudanças entre opostos;

  • Dessa maneira, embora exista uma alternância entre opostos, eles só existem em relação - por isso, existe uma harmonia entre opostos.

 

Nas palavras do autor,

 

Descemos e não descemos no mesmo rio, nós mesmos somos e não somos.

Heráclito, fr. 49a Diels-Kranz.

 

O que é oposição se concilia e das coisas diferentes nasce a mais bela harmonia, e tudo é gerado por via de contrastes.

Heráclito, fr. 8 Diels-Kranz.

 

Parmênides:

  • O ser é entendido como uno, eterno e imutável;

  • A mudança que percebemos com nossos sentidos é ilusória.

 

Nas palavras do autor,

 

Resta apenas um discurso sobre a via: que "existe". Sobre esta via há sinais indicadores bastante numerosos: que o ser e não-gerado e imperecível, com efeito, é um inteiro no seu conjunto, imóvel e sem fim. Nem era uma vez, nem será, porque é agora junto todo inteiro, uno, contínuo. Qual origem, com efeito, dele procurarás? Como e a partir da onde teria crescido? Do não-ser não te permito nem dizê-lo nem pensá-lo, porque não é possível nem dizer nem pensar que não existe. Que necessidade o teria forçado a nascer, depois ou antes, se derivasse do nada? Por isso é necessário que exista por inteiro, ou que não exista por nada. E nem a partir do ser concederes a força de uma certeza que nasça alguma coisa que esteja ao lado dele. Por esta razão nem o nascer nem o perecer a Justiça concedeu a ele, libertando-o das cadeias. mas firmemente o retém. A decisão sobre tais coisas está nisto: "existe" ou "não existe". Portanto, decidiu-se, corno é necessário, que uma via se deve deixar, enquanto é impensável e inexprimível, porque não da verdade é a via, ao passo que a outra é, e é verdadeira. E corno o ser poderia existir no futuro? E corno poderia ter nascido? Com efeito, se nasceu, não existe; e ele nem existe, caso devesse existir no futuro. Portanto, o nascimento se apaga e a morte permanece ignorada.

Parmênides, Poema sobre a natureza, fr. 8.

 

 

AULA 2

Sofistas: Conhecimento e Verdade

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  • Viajavam por muitas cidades da Grécia ensinando aos seus alunos diversas especialidades da vida prática, cobrando por suas aulas;

  • Ensinavam especialmente a retórica, com o objetivo de ensinar seus alunos a vencer os debates (principalmente na área política);

  • Tudo que conhecemos do sofismo é devido às críticas antigas, especialmente de Platão e Aristóteles;

  • Um dos principais sofistas foi Protágoras, que ensinava que o homem é a medida de todas as coisas.

 

Nas palavras dos autores,

 

“Afirmo, com efeito, que a verdade é como escrevi: cada um de nós, de fato, é medida das coisas que existem e das que não existem, mas há diferença enorme entre um e outro, justamente por isto, porque para um existem e parecem certas coisas, para outro existem e parecem coisas diferentes. E estou tão longe de negar que existam sabedoria e homem sábio que, ao contrário, chamo sábio justamente quem para um de nós, ao qual parecem e para o qual certas coisas também são más, trocando as posições, as faz parecer, e também ser, boas.”

Protágoras no diálogo Teeteto, de Platão

 

“Protágoras, depois de ouvir minhas palavras, disse: ‘Interrogas bem, Sócrates, e eu respondo com prazer a quem interroga bem. Se Hipócrates vier a mim, não lhe acontecerá aquilo que sucederia se frequentasse outro sofista: com efeito, os outros sofistas danificam os jovens, porque, enquanto estes fogem das várias ciências particulares, eles o empurram e os jogou dentro de novo e contra a vontade deles, ensinando a eles cálculo, astronomia, geometria e música (e neste momento olhou para Hípias); se, ao contrário, vier a mim, não aprenderá outra coisa a não ser aquilo para o que veio. E o meu ensinamento concerne à sagacidade, tanto nos assuntos privados - ou seja, o melhor modo de administrar a própria cada - como nos assuntos públicos - ou seja, o modo de tornar-se em sumo grau hábil no governo da coisa pública, nos atos e nas palavras’.

Então respondi: ‘Se bem compreendi o que disseste, parece-me que estás falando da arte política e que declaras formar bons cidadãos’.

‘Exatamente esta, Sócrates’, disse ele, ‘é a profissão que abertamente professo!’.

 

Diálogo Protágoras, de Platão


 

 

4ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. História da Filosofia (vol. I). 3. ed. São Paulo: Paulus, 2007 p. 60.

5Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Salvator_Rosa_-_D%C3%A9mocrite_et_Protagoras.jpg

 6ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. História da Filosofia (vol. I). 3. ed. São Paulo: Paulus, 2007 p. 84.

 7ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. História da Filosofia (vol. I). 3. ed. São Paulo: Paulus, 2007 p. 86.

 

 

 

 

AULA 3

Sócrates: Conhecimento e Verdade

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  • O método socrático era questionar seu interlocutor, levando-o a perceber as contradições em sua forma de pensar e incentivando-o a pensar por si mesmo;

  • O nome desse método socrático é Maiêutica;

  • Ele não ensinava em escolas, mas fica em lugares públicos como praças, dialogando com qualquer pessoa que passasse;

  • Ensinava de maneira gratuita e criticava os sofistas;

  • É conhecido pela frase “Só sei que nada sei”, afirmando uma necessidade constante de questionamento e pensar por si mesmo.

 

Nas palavras do autor,

 

Além disso, os jovens que me seguem por espontânea vontade, os jovens que mas que todos têm tempo livre e que são filhos dos mais ricos, alegram-se ao ouvir como estes homens são submetidos por mim a exame, e muitas vezes eles próprios me imitam e, portanto, procuram submeter a exame também outros. E então - creio - encontram grande número de homens que estão convictos de saber alguma coisa e que, ao contrário, sabem pouco ou nada. Por conseguinte, os que são submetidos a exame por eles irritam-se contra mim e não com eles próprios, e afirmam que Sócrates é em sumo grau abominável e que corrompe os jovens. E quando alguém pergunta a eles o que Sócrates faz e o que ensina, nada têm a dizer não o sabem. E para não dar a impressão de que não o sabem, dizem as coisas costumeiras que são ditas contra todos os filósofos, ou seja, que "faz pesquisas sobre as coisas que estão sob a terra", que "não crê na existência dos deuses" e que "torna mais forte o raciocínio mais fraco". A verdade - parece-me - eles não quereriam dizê-lo, ou seja, que é resultado evidente que eles têm a presunção de saber tudo e, ao contrário, não sabem nada.

Sócrates no diálogo Apologia de Sócrates, de Platão


8Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:%CE%A3%CF%89%CE%BA%CF%81%CE%AC%CF%84%CE%B7%CF%82,_%CE%91%CE%BA%CE%B1%CE%B4%CE%B7%CE%BC%CE%AF%CE%B1_%CE%91%CE%B8%CE%B7%CE%BD%CF%8E%CE%BD_6616.jpg

 9ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. História da Filosofia (vol. I). 3. ed. São Paulo: Paulus, 2007 p. 112.

 

AULA 4

Platão: Conhecimento e Verdade

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  • Dualismo: Mundo das Formas (mundo inteligível) x Mundo Sensível (mundo que acessamos através dos nossos sentidos). 

  • Aquilo que existe em nosso mundo é uma cópia imperfeita daquilo que existe no mundo das ideias. Nesse contexto surge a Alegoria da Caverna.

  • Teoria da Reminiscência: aprender é recordar-se;

  • Doutrinas não-escritas.

 

Nas palavras do autor,

 

"Depois disso", disse, "compara a uma condição deste tipo nossa natureza em relação à nossa educação espiritual e à falta de educação. Imagina que estás vendo homens fechados em habitação subterrânea em forma de caverna, que tenha a entrada aberta para a luz com uma largura que se estende por toda a mesma caverna; além disso, que estão ali desde crianças com as pernas e o pescoço em correntes, de modo que devem permanecer parados e olhar somente diante de si, incapazes de girar a cabeça ao redor por causa das correntes, e que, por trás deles e mais longe, arde uma luz de fogo; e, finalmente, que entre o fogo e os prisioneiros haja, no alto, um caminho, ao longo do qual imagina ver construída uma mureta, como aquela divisória que os jogadores põem entre si e os espectadores, sobre a qual mostram seus espetáculos de fantoches".

"Estou vendo", disse.

"Imagina, então, que vês, ao longo dessa mureta, homens que Ievam instrumentos de todo tipo, que emergem acima do muro, e estátuas e outras figuras de seres vivos fabricados em pedra e em madeira e de todos os modos; além disso, como é natural, que alguns dos portadores falem e que outros estejam em silêncio”.

“Falas de coisa bem estranha”, disse, “e de prisioneiros bem estranhos”.

“São semelhantes a nós”, disse. “Com efeito, acreditas, em primeiro lugar, que vejam de si e dos outros outra coisa, a não ser as sombras que o fogo projeta sobre a parte da caverna diante deles?

“E como poderiam”, disse, “se estão forçados a manter a cabeça imóvel por toda a vida?”

“E os objetos que levam? Acaso não verão, igualmente, apenas a sombra deles?”

"E como não?"

"Se, portanto, estivessem em grau de discorrer entre si, não acreditas que considerariam como realidade justamente aquelas coisas que vêem?"

"Necessariamente.

"E se o cárcere tivesse também um eco proveniente da parede da frente, toda vez que um dos passantes proferisse uma palavra, acreditas que eles considerariam que aquilo que profere palavras seja alguém diverso da sombra que passa?"

"Por Zeus, não", respondeu.

"Em cada caso, portanto", disse, "considerariam que o verdadeiro somente poderia ser as

sombras daquelas coisas artificiais". 

"Forçosamente", concordou.

"Considera agora", prossegui, "qual poderia ser a Iibertação deles e a cura das correntes e da insensatez, e se não lhes acontecessem estas coisas: quando alguém fosse solto, e logo, forçado a levantar-se e a voltar o pescoço e a caminhar e Ievantar o olhar para a luz, e, fazendo tudo isso, experimentasse dor e, por causa do ofuscamento, ficasse incapaz de reconhecer as coisas das quais antes via as sombras, o que acreditas que ele responderia, caso alguém Ihe dissesse que antes via apenas sombras vãs, e que agora, ao contrário, estando mais perto da realidade e voltado para coisas que têm mais ser, vê mais corretamente, e, mostrando-Ihe cada um dos objetos que passam, o forçasse a responder, fazendo-lhe a pergunta "o que é?". Pois bem, não crês que ele se encontraria em dúvida, e que consideraria as coisas que antes via como mais verdadeiras que aquelas que agora se Ihe apresentam?" "Muito", respondeu.

"E se alguém, então, o forçasse a olhar a própria luz, não Ihe doeriam os olhos, e não fugiria, voltando-se para trás, para aquelas coisas que pode olhar, e não consideraria estas coisas verdadeiramente mais claras que aquelas que Ihe foram mostradas?"

"Isso mesmo", respondeu.

“E se de lá”, continuei, “alguém o tirasse à força pela subida áspera e íngreme, e não o deixasse antes de tê-lo levado à luz do Sol, não sofreria talvez e não provaria forte irritação por ser arrastado, e, depois que tivesse chegado à luz com os olhos cheios de ofuscamento, não seria incapaz de ver sequer uma das coisas que agora são chamadas de verdadeiras?

“Sem dúvida”, disse, “ao menos de repente”.

“Deveria, ao contrário, creio, habituar-se, para conseguir ver as coisas que estão acima. E, antes, poderá ver mais facilmente as sombras e, depois disso, as imagens dos homens e das outras coisas refletidas nas águas, e, por último, as próprias coisas. Depois dessas coisas, poderá ver mais facilmente as que estão no céu e o próprio céu de noite, olhando a luz dos astros e da lua, enquanto de dia o Sol e a luz do Sol”.

“Como não?”

“Por último, penso, poderia ver o sol, e não as suas imagens nas águas ou em um lugar estranho a ele, mas ele próprio em si, na sede que lhe é própria, e considerá-lo assim como ele é”.

“Necessariamente”, respondeu.

“E, depois disso, poderia tirar sobre ele as conclusões, ou seja, que é justamente ele que produz as estações e os anos e que governa todas as coisas que estão na região visível, e que, de certo modo, é causa também de todas as coisas que ele e seus companheiros viam antes”.

“É evidente”, disse, “que, depois das precedentes, chegaria justamente a estas conclusões”.

“E então, quando se recordasse da moradia precedente, da sabedoria que ali acreditava ter e de seus companheiros de prisão, não acreditas que estaria feliz com a mudança, e que experimentaria compaixão por eles?” “Certamente”.

A República, de Platão11

 


 10Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Plato_Silanion_Musei_Capitolini_MC1377.jpg

11ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. História da Filosofia (vol. I). 3. ed. São Paulo: Paulus, 2007 p.179-180

AULA 5

Aristóteles: Conhecimento e Verdade

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  • Conceitos de matéria e substância;

  • O conhecimento do que acontece no mundo se ele ao conhecimento do abstrato, daquilo que é universal;

  • Sua lógica é considerada o primeiro estudo de lógica formal no Ocidente;

  • Sua lógica trabalha com silogismos e três princípios: princípio de identidade, princípio da não-contradição e princípio do terceiro excluído.

 

Nas palavras do autor,

 

“Pois bem, para os fins da atividade prática, a experiência não parece diferir em nada da arte; ao contrário, os empíricos saem-se até melhor do que aqueles que possuem a teoria sem a prática. E a razão está no seguinte: a experiência é conhecimento dos particulares, enquanto a arte é conhecimento dos universais; ora, todas as ações e as produções se referem ao particular: com efeito, o médico não cura o homem a não ser por acidente, mas cura Callias ou Sócrates ou qualquer outro indivíduo que leva um nome como estes, ao qual, justamente, acontece ser homem. Portanto, se alguém possui a teoria sem a experiência e conhece o universal mas não conhece o particular que nele está contido, mais vezes errará a cura, porque aquilo a que se dirige a cura é, justamente, o indivíduo particular.

Todavia, consideramos que o saber e o entender sejam próprios mais da arte do que da experiência, e julgamos aqueles que possuem a arte mais sábios do que aqueles que possuem apenas a experiência, enquanto estamos convictos de que a sabedoria, em cada um dos homens, corresponda ao seu grau de conhecer. E isto, porque os primeiros sabem a causa, enquanto os outros dela não sabe. Os empíricos sabem o puro dado de fato, mas não o porquê dele; os outros, ao contrário, conhecem o porquê e a causa. (...)

É lógico, portanto, que quem descobriu em primeiro lugar uma arte qualquer, superando os conhecimentos sensíveis comuns, tenha sido objeto de admiração por parte dos homens, justamente enquanto sábio e superior aos outros, e não apenas pela utilidade de alguma de suas descobertas. E é lógico também que, tendo sido descobertas numerosas artes, umas dirigidas às necessidades da vida e as outras ao bem-estar, tenham sido sempre julgados mais sábios os descobridores destas do que os descobridores daquelas, pela razão que seus conhecimentos não era dirigidos ao útil. Daí que, quando já haviam-se constituído todas as artes deste tipo, passou-se à descoberta das ciências que não são dirigidas nem ao prazer nem às necessidades da vida, e isso ocorreu primeiro nos lugares em que os homens estavam livres de ocupações práticas

Metafísica, de Aristóteles13


 12Fonte:

 13ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. História da Filosofia (vol. I). 3. ed. São Paulo: Paulus, 2007 p.236-237

 

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